O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

UFRJ aprova título de Doutor Honoris Causa para Lula


O conselho universitário da UFRJ aprovou hoje a concessão do título de Doutor Honoris Causa para o ex-presidente Lula.
A proposta, que tinha sido barrada por estudantes (!) que integram o conselho, foi aprovada com 34 votos favoráveis, 5 contra e uma abstenção. 
Os professores que defenderam a homenagem a Lula lembraram de sua trajetória não apenas como presidente, mas como sindicalista e de pessoa que superou obstáculos durante a vida.
Como é recorrente a alegação de que Lula é "uma figura que não estudou e não tem diploma", a professora Eleonora Ziller, da Faculdade de Letras, argumentou que é preciso confrontar a nossa tradição, que só valoriza quem é bacharel.
-- O quadro em que Lula foi formado fez dele um intelectual orgânico. Ele foi formado por Mário Pedrosa, Marilena Chauí, Sérgio Buarque de Holanda, Aziz Ab'Saber” -- disse a professora, lembrando ainda que, para “o maior intelectual deste país”, Antonio Candido, Lula tem uma inteligência rara.
Ancelmo.com.

É COMO DIZ O DITADO MARAJOÁRA : 'O CHICOTE, É O RABO DA LÍNGUA...!'




fotomontagem Lili/:ajusticeiradeesquerda

ROBERTO FREIRE E O CAÇA-NÍQUEL



O jornalista Tales Faria, da coluna Poder Online do IG, publicou uma curiosa notinha no sábado (21):
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''Roberto Freire ignora CPI do bicheiro e testa a sorte em caça níquel
Na semana em que foi instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as ligações entre o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) foi visto num cassino em Punta del Leste.
Freire estava testando a sorte, ontem, numa máquina caça níquel. Animado, ele carregava no pescoço uma espécie de cartão fidelidade''.
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A exemplo da maior parte da mídia demotucana, o chefão do PPS também deve se referir carinhosamente ao mafioso Carlinhos Cachoeira como “empresário de jogos de azar”. Vamos ver como o partido, que adora bravatear sobre “ética na política”, vai se comportar na CPI.
Um deputado federal da sigla, o ator global Stepan Nercessian, inclusive deverá ser convocado para explicar o empréstimo que pediu ao amigo bicheiro. Ele alega “ingenuidade”, enquanto Roberto Freire aposta na sorte em Punta del Leste.
 


fonte: http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/04/roberto-freire-e-o-caca-niquel.html

PROTEJAM-SE, O PAVIO FOI ACESO ! - PETISTAS QUEREM INVESTIGAR OBRAS EM SÃO PAULO

A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo quer investigação sobre os contratos da Delta Construções com o governo estadual. Em requerimento protocolado no Ministério Público, nesta quinta, três deputados da sigla - João Paulo Rillo, Adriano Diogo e Enio Tatto - apontam que obra executada pela empreiteira teve aumento de 75% sobre o valor inicial.

Já está em curso na Promotoria do Patrimônio Público e Social da Capital - braço do  Ministério Público que investiga improbidade - um procedimento sobre a obra.
O PT sustenta existência de "possíveis irregularidades e ilegalidade" em contratos formalizados pelo consórcio Nova Tietê, integrado inclusive pela Delta, alvo da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.
O diretor da Delta para a Região Sudeste, Heraldo Puccini Neto, está foragido - a Justiça em Brasília decretou sua prisão preventiva por envolvimento em suposto esquema de fraude em licitações na área de transporte público do Distrito Federal.
O PT suspeita que o contraventor Carlos Cachoeira é sócio oculto da Delta. Os parlamentares citam reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que revelou que o custo da Nova Marginal ficou em R$ 1,75 bilhão - 75% acima do estimado no primeiro orçamento, em 2008.
Segundo a representação, seria possível construir 300 escolas ou 7 hospitais de 200 leitos cada com os R$ 750 milhões extras que já foram gastos com a avenida. "Vale ressaltar que, até agora, a obra está incompleta."
Os deputados ressaltam que outros órgãos públicos do Estado mantêm contratos com a Delta. No período de 2002 a 2012, assinala o requerimento da bancada do PT, a Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), o Departamento de Estradas e Rodagem (DER), o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) fecharam contratos com a Delta que somam cerca de R$ 800 milhões, em valores não corrigidos. 


MILITANCIAVIVA

IGUALDADE, AINDA QUE PEQUENA E TARDIA...


Demóstenes Torres acha que o estupro de escravas era consentido

O Supremo Tribunal Federal votou, por unanimidade, a favor da constitucionalidade das mal-chamadas "cotas raciais" para universidades públicas. Trata-se, na verdade, de uma ação afirmativa específica para corrigir apenas um aspecto da histórica exclusão da população negra do país. 
Mesmo assim, a direita tupiniquim fez das "cotas raciais" um cavalo de batalha, investindo nos últimos anos todos os esforços e quadros na tentativa de torpedear a iniciativa, na esteira do que fizeram os escravistas no século XIX.

Abaixo,um texto esclarecedor do jornalista Leonardo Sakamoto, escrito antes da decisão do STF.  
Demóstenes, o STF e as cotas raciais
Leonardo Sakamoto, em seu blog
"O Supremo Tribunal Federal deve julgar, nesta quarta (25), se as cotas raciais para reserva de vagas em universidades públicas são constitucionais. Uma das ações contrárias foi movida pelo DEM em 2009, pedindo sua suspensão na Universidade de Brasília.
Segundo o partido político, esse tipo de reserva de vaga fere a dignidade e afeta o próprio combate à discriminação e ao preconceito. Toda a vez que trato da questão da desigualdade social e do preconceito que os negros e negras sofrem no Brasil (herança cotidianamente reafirmada de um 13 de maio de 1888 que significou mais uma mudança na metodologia de exploração da força de trabalho do que uma abolição de fato, pois não garantiu as bases para a autonomia real dos ex-escravos e seus descendentes) sou linchado. Até porque, como todos sabemos, o brasileiro não é racista (suspiro...).
Bem, resumindo o que estou querendo dizer com um discurso de descontente com as cotas que ouvi tempos atrás: "Vê se me entende que eu vou explicar uma vez só. A política de cotas é perigosa e ruim para os próprios negros, pois passarão a se sentir discriminados na sociedade – fato que não ocorre hoje. Além disso, com as cotas, estará ameaçado o princípio de que todos são iguais perante a lei, o que temos conseguido cumprir, apesar das adversidades".
E relembrar é viver. Durante audiência no Supremo Tribunal Federal para discutir o sistema de cotas em universidades públicas em março de 2010, o senador Demóstenes Torres (então pertencente ao DEM-GO) usou da palavra para destilar todo o seu profundo conhecimento sobre a história do Brasil. Quem ouviu seu discurso saiu com a impressão de que aprendeu várias coisas novas. Que os africanos eram os principais responsáveis pelo tráfico transatlântico de escravos. Que escravas negras não foram violentadas pelos patrões brancos, afinal de contas "isso se deu de forma muito mais consensual" o que "levou o Brasil a ter hoje essa magnífica configuração social" de hoje. Que no dia seguinte à sua libertação, os escravos "eram cidadãos como outro qualquer, com todos os direitos políticos e o mesmo grau de elegibilidade" – mesmo sem nenhuma política de inserção aplicada. Com tudo isso, o nobre senador deu a entender que os negros foram os reais culpados pela escravidão no Brasil. E, a partir disso, compreende-se que são os culpados por sua situação econômica hoje e qualquer forma de discriminação contra eles.
A posição do senador é compreensível, se considerarmos que o discurso feito não foi um ataque à reserva de vagas para negros e afrodescendentes e sim uma defesa da elite política e econômica que controlou a escravidão no país e que, com algumas mudanças e adaptações, desembocou em setores do seu próprio partido. Em meados do século 19, com o fim do tráfico transatlântico de escravos, a propriedade legal sob seres humanos estava com os dias contados. Em questão de anos, centenas de milhares de pessoas estariam livres para ocupar terras virgens – que o país tinha de sobra – e produzir para si próprios em um sistema possivelmente de campesinato. Quem trabalharia para as fazendas? Como garantir mão-de-obra após a abolição?
Vislumbrando que, mantida a estrutura fundiária do país, o final da escravidão poderia representar um colapso dos grandes produtores rurais, o governo brasileiro criou meios para garantir que poucos mantivessem acesso aos meios de produção. A Lei de Terras foi aprovada poucas semanas após a extinção do tráfico de escravos, em 1850, e criou mecanismos para a regularização fundiária. As terras devolutas passaram para as mãos do Estado, que passaria a vendê-las e não doá-las como era feito até então. O custo da terra começou a existir, mas não era significativo para os então fazendeiros, que dispunham de recursos para a ampliação de seus domínios. Porém, era o suficiente para deixar ex-escravos e pobres de fora do processo legal. Ou seja, mantinha a força de trabalho à disposição do serviço de quem tinha dinheiro e poder.
Para além dos efeitos da Lei Áurea, que esta prestes a completar 124 anos em maio, trabalhadores brasileiros ainda são subdivididos em classes. Ou castas. O homem branco ganha mais do que o homem negro pela mesma função, seja pelas diferenças de oportunidades que os dois tiveram acesso, seja por puro preconceito. Se compararmos então com as mulheres negras, a sensação de vergonha de ser brasileiro aflora de vez. Mudaram-se os rótulos, ficaram as garrafas. O Brasil não foi capaz de garantir que os libertos fossem tratados com o respeito que seres humanos e cidadãos mereciam, no campo ou na cidade. Herança maldita disseminada na sociedade. E alimentada por discursos como o de Demóstenes Torres.
Ou pela falta de políticas afirmativas. Antes de tratar todos com igualdade, como pedem desesperadoramente alguns, é preciso tratar os desiguais de forma desigual através de ações afirmativas. Só assim, poderemos sonhar – um dia – em que negros e brancos, homens e mulheres, não se sintam como se tivessem vindo com a roupa errada para a festa."


TRE-PA convoca eleitores para atualização de cadastro

TRE convoca eleitores para atualização de cadastro (Foto: Daniel Pinto)

(Foto: Daniel Pinto)
Os eleitores de Belém e de mais 143 municípios paraenses que irão eleger novos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em outubro deste ano têm até o dia 9 de maio para regularizar a situação de seu título eleitoral, caso esteja irregular ou tenha mudado de domicílio eleitoral e queria fazer transferência para outro estado. 

Também é o prazo final para o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida solicitar sua transferência para uma seção eleitoral especial. O prazo é determinado pela Lei 9.504/97, que prevê o fechamento do cadastro eleitoral com 150 dias de antecedência da eleição.
No Pará, com o objetivo de evitar que o eleitor deixe tudo pra última hora, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA) descentralizou o atendimento à população e, além da Central de Atendimento ao Eleitor (CAE), na Pedreira, e dos quatro postos de atendimento localizados no Guamá, Jurunas, Assembleia Legislativa do Estado –(Alepa), Mosqueiro, e cartórios do interior, o eleitor terá uma nova opção de atendimento: o posto do TRE, localizado nas dependências do Departamento de Trânsito do Pará (Detran-PA), na Augusto Montenegro, inaugurado recentemente. O local possui oito guichês para atendimento ao eleitor.
Além disso, até o final do mês e início de maio, o TRE contará com o reforço do projeto “TRE Cidadão”, que prestará serviço itinerante em vários pontos da cidade e em municípios do interior do estado (veja abaixo cronograma). No período de 02 a 09 de maio, quando se encerra o prazo para o cadastro eleitoral, o expediente será ampliado para as 18h em todos os postos de atendimento e cartórios da capital e interior do estado, de segunda a domingo. Entretanto, na Praça da República, em Belém, o atendimento funcionará das 9h às 15h, no período de 02 a 06 de maio.
Até os 18 anos o voto é facultativo e quem tem 15 anos, mas fará 16 até o dia da eleição, 7 de outubro, também poderá pedir o documento para votar pela primeira vez. Para tirar o título de eleitor, basta procurar um cartório eleitoral ou posto autorizado da justiça eleitoral com um documento de identidade contendo foto e comprovante de residência. Nesse caso, não é necessário o pagamento de taxas, o título é gratuito.
Para mais detalhes o TRE disponibilizou a “Carta de Serviços ao Eleitor”, um guia completo com o endereço dos cartórios de Belém e interior do Estado, com orientações a respeito de alistamento eleitoral, transferência de domicílio, revisão, segunda via, entre outros, que pode ser baixado através do site: WWW.tre-pa.jus.br.
Postos de atendimento em Belém e Mosqueiro:
CAE (Centro de Atendimento ao Eleitor) - travessa Pirajá, s/nº, entre as avenidas Marquês de Herval e Visconde de Inhaúma, no bairro da Pedreira. Fone: (91) 3283-3440/ 3276-9293
Central de Atendimento ao Cidadão da ALEPA (CAC) - Travessa Félix Roque, nº 282, Cidade Velha. Fone: 3241-0107
Posto Guamá/Estação Cidadania - Avenida José Bonifácio, nº 2308, Guamá. Fone: 4009-2767
Posto Jurunas - Estação Cidadania - Rua São Silvestre nº 1300, esquina com a Tupinambás - Jurunas. Fone: 3224-3790.
Fórum Distrital de Mosqueiro – Avenida 15 de Novembro, nº 23, Bairro Vila, entre Travessa Pratiocoara e Avenida Siqueira Mendes. Fone: 3232-1190
Posto TRE-PA/Detran – Rodovia Augusto Montenegro, KM 03, S/Nº, Mangueirão. Fone: 3232 - 1190
ATENDIMENTO ITINERANTE
27/04/2012 - 09h – 16h - Colégio Moderno. Belém – PA.
28/04/2012 - 09h – 16h - EMEF São João Batista. Cametá – PA.
01/05/2012 - 09h – 16h - Paróquia São Vicente de Paulo, Av. Solimões, Q-57, Paar – Ananindeua – PA.
02 a 06/05/2012 09h – 15h    Praça da República. Belém – PA.

(Ascom TRE) mais DOL

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Jogar Lula contra Dilma é perder tempo



lula dilma Jogar Lula contra Dilma é perder tempo
Conversei com a presidente Dilma e o ex-presidente Lula antes e depois da grande festa de lançamento do documentário Pela Primeira Vez, de Ricardo Sutckert (sobre o qual já escrevi neste blog), que narra a despedida do primeiro presidente operário e a posse da primeira mulher presidente, na noite de quarta-feira, no Museu Nacional, em Brasília.
Os dois vieram juntos no mesmo carro, com mais de uma hora de atraso, mas não pareciam preocupados em chegar logo à sala superlotada onde foi exibido o filme, o primeiro produzido no Brasil em 3D. Pararam várias vezes no caminho para conversar e tirar fotos.
Depois de um longo almoço no Palácio da Alvorada, que foi até o final da tarde, do qual participaram os ministros Aloizio Mercadante e Gilberto Carvalho, amigos de ambos, Dilma e Lula chegaram sorridentes e tranquilos ao lançamento do filme de Stuckinha, como é chamado, enquanto o Congresso Nacional fervia com o início da CPI do Cachoeira e a votação do Código Florestal.
São dois mundos diferentes e eles sabem que seus papéis hoje são diferentes: o político, que agita os parlamentares e líderes partidários, caso de Lula, e o econômico, que ocupa a maior parte do tempo de Dilma, mais voltada para a administração do País.
Acima de tudo, porém, à parte os acidentes de percurso do dia a dia da política, o que os une é um projeto político comum e uma profunda admiração mútua, uma identidade de alma que se manifesta na continuidade do governo do PT, que está completando dez anos de Palácio do Planalto.
Emocionado com as cenas do filme que mostram o dia da vitória dos dois, Lula se empolga e fala para Dilma que se o partido não fizer nenhuma grande besteira, o PT vai governar até 2020, quando o Brasil será um país completamente diferente. Animados, eles fazem planos para o futuro.
Lula fica com lágrimas nos olhos quando lhe pergunto qual foi a cena do filme que mais o emocionou. Na verdade, foram duas cenas: o momento em que passa a faixa presidencial para Dilma, "um símbolo da nossa vitória", e a sua conversa com José Alencar no hospital, quando voltou a São Paulo logo após transmitir o cargo, em que os dois fizeram um balanço dos oito anos de governo.
Numa sala reservada, onde encontraram ministros de Dilma e ex-ministros e colaboradores do governo Lula, a presidente e o ex-presidente lembraram- se do seu encontro no Palácio da Alvorada, logo após o anúncio da vitória, em outubro de 2010.
Ainda não tinha caído a ficha da presidente eleita, como ela lembra, com bom humor, porque nunca antes (como Lula costuma dizer), havia sequer sonhado com este cargo."Este plano era teu, não meu...".
Lula brinca ao contar que Dilma foi a última a saber que ela era sua candidata na sucessão. Ao longo de muito tempo, o então presidente foi costurando a candidatura de Dilma meio na surdina, sem falar com a própria, para evitar qualquer disputa interna no partido e temer que ela não gostasse da ideia.
Desde meados de 2005, ainda no primeiro mandato, quando Lula me falou pela primeira vez no nome de Dilma, que tinha assumido pouco tempo antes a chefia da Casa Civil, Lula demonstrava com palavras, olhares e gestos quem seria a sua indicada para disputar a sucessão.
É assim que eles se entendem até hoje e, por isso, perdem seu tempo os que todos os dias tentam jogar um contra o outro _ a última esperança de largos setores da imprensa e da minguada oposição para conter a hegemonia petista.
Talvez não saibam os que defendem o governo Dilma para desconstruir o governo Lula que o ex-presidente e sua sucessora fizeram um trato para evitar intrigas. No comecinho do governo, eles combinaram que conversariam pessoalmente a cada 15 dias, fora os frequentes telefonemas entre Brasília e São Bernardo do Campo.
Ainda na última sexta-feira, os dois conversaram longamente na sede da Presidência da República em São Paulo, e assim não fazia muito sentido a questão levantada pelos repórteres perguntando se a conversa do almoço tinha servido para eles "acertarem os ponteiros", como se eles estivessem em conflito.
Depois de três meses sem vir a Brasília, em função do tratamento do câncer na laringe, Lula mostrou que continua afiado ao enfrentar a selva de câmeras e microfones que seguiram os dois até suas cadeiras reservadas na sala de projeção, lembrando a chegada de algum ídolo de rock.
"Nosso relógio é suíço. Jamais ele vai ter de atrasar ou adiantar. Nunca temos de acertar os ponteiros", respondeu Lula, segundo os jornais desta quinta-feira, já que eu não consegui ouvir nada no meio da confusão.
A confiança de Dilma em Lula e vice-versa é tanta que nem mesmo as diferentes posturas de cada um diante do comportamento da imprensa _ a presidente procurando ser mais conciliadora, e o ex-presidente sempre mais crítico sobre o que é publicado _ será capaz de criar atrito entre eles.
O ambiente estava tão bom que até resolvi fazer uma brincadeira com a presidente Dilma, que há muito tempo não via tão à vontade:
_ A tua aprovação nas pesquisas já está ficando maior do que a minha na família...
_ Por quê? Teu ibope anda tão baixo assim em casa?
Aparentemente de personalidades tão diferentes, os dois têm alguns hábitos comuns, como reparei ao me despedir: eles pegam nas mãos do interlocutor, perguntam da família e mandam lembranças para todos. A vida, afinal, não é feita só de política e economia. No caso desses dois, as pessoas são mais importantes.
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Do Blog do Kotscho

STF decide a favor das cotas raciais em universidades brasileiras

"A partir dessa decisão, o Brasil tem mais um motivo para olhar no espelho da história e não se corar de vergonha".
Ayres Britto

Todos os 10 ministros que votaram defenderam a validade do sistema perante a Constituição

BRASÍLIA - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na noite desta quinta-feira, 26, por 10 votos a zero, que o sistema de cotas raciais adotado em universidades brasileiras é compatível com a Constituição Federal.
Todos os ministros que participaram do julgamento acompanharam o voto do relator, Ricardo Lewandowski. Ao se manifestar, Lewandowski reconheceu a validade das ações afirmativas como forma de tentar reduzir as históricas desigualdades sociais entre grupos étnicos e realizar a justiça social. O ministro Antonio Dias Toffoli se declarou impedido e não votou, por já ter se manifestando favoravelmente ao sistema da cotas quando era advogado-geral da União.
O Supremo julgou três ações. Duas delas questionavam a constitucionalidade de regras adotadas pela UnB e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para ingresso nas instituições por meio do sistema de cotas. Na terceira ação, são contestados dispositivos que estabeleceram políticas afirmativas no âmbito do Programa Universidade para Todos (ProUni). Um dos autores, o partido Democratas sustentou em sua defesa que a política baseada em parâmetros étnicos poderia criar no País um modelo de Estado dividido pelo critério racial - tese rechaçada pelos ministros.
No início da sessão, o índio guarani Araju Sepeti foi expulso pelos seguranças do STF  após interromper por três vezes a fala do ministro Luiz Fux. Vestido com uma camisa do time de futebol do Vasco da Gama, Sepeti estava sentado na primeira fila do plenário, próximo aos ministros, e cobrou que os votos mencionassem também os índios.


estadão.com.br

Brasil precisa investir em defesa como os demais Brics, diz Celso Amorim

BRASÍLIA - Enquanto no Brasil os gastos com defesa limitam-se a 1,5% do PIB, a média dos chamados Brics "tradicionais",, em contar a África do Sul, alcança 2,3% do PIB...

Celso Amorim Ministro da Defesa
Ministro participou nesta quinta-feira (26) de audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional
BRASÍLIA - Para tornar a sua estrutura de defesa mais compatível com o novo peso do país no cenário internacional, o Brasil deverá elevar gradativamente os seus gastos com defesa a um nível equivalente à média dos demais integrantes da formação original dos Brics – Índia, China e Rússia. A recomendação foi feita nesta quinta-feira (26) pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).
Embora reconhecendo o esforço do governo para aumentar os investimentos na modernização das Forças Armadas, o ministro citou dados de um instituto sueco de relações internacionais para comparar a situação brasileira à de outros países considerados emergentes. Enquanto no Brasil os gastos com defesa limitam-se a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), informou, a média dos chamados Brics “tradicionais”, sem contar a África do Sul, incluída recentemente, alcança 2,3% do PIB.
- Se queremos falar como um dos Brics, nosso orçamento de defesa vai ter que chegar à média dos orçamentos deles. E esta não é só uma questão de governo, mas da sociedade, que tem que entender que esses investimentos são importantes – afirmou Amorim.
Com o objetivo de demonstrar a ampliação da projeção nacional do Brasil ao longo dos últimos anos, o ministro comparou encontros que teve em Brasília com o então secretário de Defesa norte-americano William Perry, há 18 anos, quando ele era ministro das Relações Exteriores, e com o atual secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, há poucos dias.
- Quando fui anfitrião de Perry, dizia-se que o Brasil não tinha que desenvolver seu potencial de defesa, pois havia uma grande potência que cuidaria de tudo. A nossas Forças Armadas restaria o papel de combater o narcotráfico e o crime organizado. Agora existe uma visão totalmente diferente. O atual secretário disse que, no mundo de hoje, é preciso que outros países estejam capacitados a enfrentar desafios de defesa – relatou Amorim.
Cooperação
Durante a sua exposição, o ministro ressaltou a importância da cooperação em defesa com os demais países da América do Sul, que chamou de “zona de paz e segurança”. Citou, entre outras iniciativas, o interesse da Argentina pelo blindado Guarani e a discussão sobre a aquisição, pelo governo brasileiro, de lanchas blindadas para fazer a patrulha dos rios da Amazônia.
Amorim demonstrou ainda sua preocupação com a África Ocidental – em especial com o golpe de Estado ocorrido há poucas semanas na Guiné Bissau. Além da solidariedade ao país de língua portuguesa, existe no caso uma preocupação com a segurança brasileira, uma vez que, como observou, a instabilidade política na Guiné Bissau pode levar esse país, situado a 3200 quilômetros do Brasil, a tornar-se um “Estado falido sujeito a ameaças do narcotráfico”.
Vencimentos
Durante o debate, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) observou que, além dos reduzidos investimentos, as Forças Armadas enfrentam ainda o problema dos baixos vencimentos de seus oficiais, quando comparados a funcionários de nível semelhante no próprio Executivo e nos outros Poderes. A mesma preocupação foi demonstrada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), que sugeriu a realização de uma audiência para tratar do assunto.
O senador Luiz Henrique (PMDB-SC) quis saber como andam os preparativos para o lançamento do satélite geoestacionário brasileiro, que será usado pelas Forças Armadas e para a ampliação da oferta de internet banda larga no país. Ele foi informado pelo ministro que a previsão de lançamento do satélite é de 2014. Questionado pelo senador Sérgio Souza (PMDB-PR) a respeito da utilização de veículos aéreos não tripulados (Vant) para a segurança nas fronteiras, Celso Amorim disse que os veículos são “uma prioridade do governo brasileiro”.
A senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) defendeu o fortalecimento da atuação das Forças Armadas na Amazônia. O senador Aníbal Diniz (PT-AC) ressaltou a “necessidade premente” de novas bases militares na Amazônia, onde o tráfico de drogas tem se convertido, segundo observou, em uma “ameaça permanente a índios isolados”. Por sua vez, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) demonstrou preocupação com os possíveis desdobramentos da crise entre Israel e o Irã.
Ao final da reunião, o presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTB-AL), observou que as necessidades de defesa do Brasil aumentam ao mesmo tempo em que cresce o peso internacional do país.
- Soberania é uma palavra chave. E a soberania está diretamente relacionada à capacidade operacional das Forças Armadas. Nossa diplomacia é competente, mas estamos em um estágio em que precisamos ter uma força de dissuasão que seja visível para o resto do mundo – afirmou Collor.

Agência Senado

Marconi Perillo da uma de kamikazi e pede que se abra investigação contra ele próprio

governador de Goiás, Marconi Perillo
Governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB)

BRASÍLIA - nome do governador é citado nas gravações da Polícia Federal (PF) que integram material da Operação Monte Carlo...

BRASÍLIA - O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que defende o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), pediu nesta quinta-feira (26) que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, abra uma investigação contra o tucano.
Almeida Castro disse que o pedido partiu do próprio governador, que não teme ser investigado por suas supostas ligações com o empresário goiano suspeito de envolvimento com jogos ilícitos, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. “Estou fazendo isso a pedido de meu cliente, que quer ser investigado. A imagem dele está sendo deturpada e a investigação servirá para esclarecer tudo isso”, justificou.
O nome do governador é citado nas gravações da Polícia Federal (PF) que integram material da Operação Monte Carlo. A operação resultou na prisão de Cachoeira no fim de fevereiro. No início deste mês, Eliane Gonçalves Pinheiro, chefe de gabinete de Perillo foi exonerada após a divulgação de gravações que indicam que ela recebeu informações de Cachoeira sobre operações policiais sigilosas.
De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a campanha de Perillo recebeu recursos de empresas de fachada que serviam para redirecionar para políticos e laranjas recursos da Delta, empresa de construção com a qual suspeita-se que Cachoeira tivesse ligação.
O inquérito da PF na Operação Monte Carlo indica, de acordo com a reportagem, que intermediários de Cachoeira entregaram dinheiro ao governador, no Palácio das Esmeraldas, sede do Poder Executivo local.
Após analisar o pedido de Perillo, o procurador-geral poderá arquivar a representação, pedir mais informações, ou ainda pedir a abertura de inquérito contra o governador ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), já que todo que ocupa o cargo de governador tem foro privilegiado.


.Fonte: DCI/Agência Brasil

Cristovam Buarque defende que política fiscal promova desenvolvimento sustentável

BRASÍLIA - Para ele, a adequação fiscal à ecologia ocorreria por meio de uma política fiscal repressiva para o consumo daquilo que gera degradação no meio ambiente...

BRASÍLIA - A implantação de uma política fiscal que promova as condições necessárias para o desenvolvimento sustentável foi a ideia defendida, nesta quinta-feira (26), pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) para integrar as discussões da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20.
Para ele, a adequação fiscal à ecologia ocorreria por meio de uma política fiscal repressiva para o consumo daquilo que gera degradação no meio ambiente e por meio do alívio de tarifas para os produtos que contribuam para a preservação.
“Como podemos falar em desenvolvimento sustentável sem impor custos mais altos para estacionamentos. Como falar em proteção das florestas se não temos uma política fiscal que desincentive o uso da madeira em móveis. Temos que ter uma política que acabe com impostos de produtos como bicicletas, que dê subsídio ao uso e à produção de baterias solares”, exemplificou o senador ao participar do evento Diálogos Sociais: Rumo à Rio+20, promovido pela Secretaria-Geral da Presidência.
Sobre a relação entre a questão financeira e a ambiental, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, destacou que não é possível pensar em crescimento sem sustentabilidade e manifestou preocupação com o atual modelo de consumo das sociedades.
“O consumismo excessivo é inviável. Sabemos que o padrão de consumo da elite não se aplica, o mundo acabaria muito rapidamente se ele fosse universalizado. Nossas cidades podem alcançar um modo de vida que lhes permita viver em uma relação sadia com a sociedade e a natureza”, disse o ministro. Segundo ele, esse modelo sustentável é um dos pontos que deve entrar na discussão da Rio+20, conferência que se realiza em junho, no Rio de Janeiro.
Carvalho disse ainda que a intenção do governo é que a Rio+20 seja a conferência das Nações Unidas com maior participação social entre todas as outras. Segundo ele, mais de 100 chefes de Estado confirmaram presença no evento.

 Agência Brasil


Ruralistas dão motivos para Dilma vetar mudanças no Código Florestal


Rompendo acordo com governo, ruralistas lideram aprovação do Código Florestal na Câmara, ampliando retrocessos do texto elaborado no Senado. A presidenta Dilma ainda não se manifestou, mas possui uma lista de motivos para utilizar sua prerrogativa de veto: o rompimento do acordo por parte dos ruralistas, seus compromissos de campanha de não aprovar nada que aumente o desmatamento e promova a anistia de desmatadores e a pressão internacional às vésperas da Rio+20.

Por 274 votos a favor, 189 contrários e 2 abstenções, a Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, dia 25, o relatório do deputado Paulo Piau (PMDB/MG) que modifica o Código Florestal, impondo sérios retrocessos à legislação ambiental brasileira.

O resultado foi uma derrota para o governo federal que defendia a aprovação na íntegra do texto definido pelo Senado, no final do ano passado, ao qual considerava fruto de um acordo com os representantes do agronegócio no parlamento. Reiteradas falas do governo anunciaram que o texto dos senadores não era o ideal, mas o possível de ser alcançado pela mediação dos interesses presentes no Congresso Nacional.

A bancada ruralista na Câmara, entretanto, manteve-se fiel apenas a seu programa e incorporou mais de 20 alterações ao texto do Senado, que já representava um retrocesso na legislação ambiental para organizações sociais diversas, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Via Campesina, ONGs como Greenpeace, SOS Mata Atlântica e Instituto Socioambiental, entre outras.

A expectativa destas organizações é de que a presidenta Dilma Roussef vete as mudanças para proteger o Código Florestal. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT/RS), disse na terça-feira, dia 24, que a presidenta vetaria o texto, caso ele fosse aprovado com as alterações propostas por Piau.

De tudo que foi apresentado pelo relator, apenas uma proposta não vingou. Mas, por força do regimento interno e não da vontade de Piau ou da maioria do plenário. A proposta que retirava a necessidade de recomposição de 15 metros da mata ciliar de rios com até 10 metros de largura foi recusada por se tratar de um texto já aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado nos turnos anteriores de tramitação.

A presidenta Dilma ainda não se manifestou, mas possui uma lista de motivos para utilizar sua prerrogativa de veto: o rompimento do acordo por parte dos ruralistas, seus compromissos de campanha de não aprovar nada que aumente o desmatamento e promova a anistia de desmatadores e a pressão internacional às vésperas da Rio+20.

Gozando de popularidade recorde, tendo em mãos um projeto cuja antipatia da população é comprovada por pesquisas de opinião e contando com apoio de setores expressivos da imprensa, de movimentos e organizações sociais, da ciência e da religião, a presidenta tem um amplo ambiente favorável para enfrentar a decisão de numerosos deputados e o desgaste político que dele pode ser oriundo.

Paulo Piau chegou a desafiar o governo no primeiro dia de votação. “Se vetar, nós derrubamos o veto”, disse, acompanhado pelo líder do PMDB e futuro presidente da Câmara em 2013, Henrique Eduardo Alves (RN).

A Constituição permite à Dilma vetar dispositivos – artigos, incisos ou alíneas – inteiros, e não partes deles, ou o texto completo. Para tal, ela terá 48 horas, contadas a partir do recebimento do projeto aprovado na Câmara, para comunicar o presidente do Congresso Nacional, o senador José Sarney (PMDB/AP), justificando as razões do veto. A decisão presidencial poderá ser derrubada pela maioria absoluta, metade mais um, de cada Casa, ou seja, por 257 deputados e 41 senadores. E aí reside o maior perigo para o governo em caso de veto. Na Câmara, os ruralistas comprovaram que sua proposta é majoritária. Restaria saber como se comportariam os senadores neste novo cenário. A apreciação de vetos presidenciais são realizadas por meio de voto secreto.

Mudanças
Entre as novas mudanças aprovadas no Código Florestal está a retirada da obrigação de divulgar na internet os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), registro cartográfico dos imóveis rurais que facilita o monitoramento das produções agropecuárias e a fiscalização de desmatamentos. Assim como excluíram o artigo que exigia a adesão de produtores ao CAR em até cinco anos para o acesso ao crédito agrícola.

O Ibama não poderá bloquear a emissão de documento de controle de origem da madeira de estados não integrados a um sistema nacional de dados.

Os estados da Amazônia Legal com mais de 65% do território ocupado por unidades de conservação pública ou terras indígenas poderão diminuir a reserva legal em propriedades em até 50%.

Foi derrubada a obrigatoriedade de recompor 30 metros de mata em torno de olhos nascentes de água nas áreas de preservação permanente ocupadas por atividades rurais consolidadas até 22 de julho de 2008. Foi retirada ainda do texto a regra de recomposição de vegetação nativa em imóveis de agricultura familiar e naqueles com até quatro módulos em torno de rios com mais de 10 metros de largura.

Também foi retirada a definição de pousio, período sem uso do solo para sua recuperação, que permitia a interrupção de, no máximo, cinco anos de até 25% da área produtiva da propriedade. Com isso, áreas ilegalmente desmatadas há mais de uma década, mas hoje com florestas em recuperação serão automaticamente consideradas como produtivas e, assim, poderão ser legalmente desmatadas. Como também retirou-se o conceito de área abandonada, prejudica-se a reforma agrária, pois já não haverá terras subutilizadas por especuladores, mas apenas áreas “em descanso”.

Também foi retirado do texto a necessidade de os planos diretores dos municípios, ou suas leis de uso do solo, observarem os limites gerais de áreas de preservação permanente (APPs) em torno de rios, lagos e outras formações sujeitas a proteção em áreas urbanas e regiões metropolitanas. Também foi aprovado o destaque que não considera apicuns e salgados como APP.
 
 
Vinicius Mansur, via Carta Maior.

Globo, Abril e Folha se unem contra CPI da mídia



Principais grupos de comunicação fecham pacto de não agressão e transmitem ao Planalto a mensagem de que pretendem retaliar o governo se houver qualquer convocação de jornalistas ou de empresários do setor; porta-voz do grupo na comissão é o deputado Miro Teixeira; na Inglaterra, um país livre, o magnata Rupert Murdoch depôs ontem
 
Há exatamente uma semana, o 247 revelou com exclusividade que o executivo Fábio Barbosa, presidente do grupo Abril e ex-presidente da Febraban, foi a Brasília com uma missão: impedir a convocação do chefe Roberto Civita pela CPI sobre as atividades de Carlos Cachoeira. Jeitoso e muito querido em Brasília, Barbosa foi bem-sucedido, até agora. Dos mais de 170 requerimentos já apresentados, não constam o nome de Civita nem do jornalista Policarpo Júnior, ponto de ligação entre a revista Veja e o contraventor Carlos Cachoeira. O silêncio do PT em relação ao tema também impressiona.

Surgem, aos poucos, novas informações sobre o engavetamento da chamada “CPI da Veja” ou “CPI da mídia”. João Roberto Marinho, da Globo, fez chegar ao Palácio do Planalto a mensagem de que o governo seria retaliado se fossem convocados jornalistas ou empresários de comunicação. Otávio Frias Filho, da Folha de S. Paulo, também aderiu ao pacto de não agressão. E este grupo já tem até um representante na CPI. Trata-se do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).


Na edição de hoje da Folha, há até uma nota emblemática na coluna Painel, da jornalista Vera Magalhães. Chama-se “Vacina” e diz o que segue abaixo:

“O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) vai argumentar na CPI, com base no artigo 207 do Código de Processo Penal, que é vedado o depoimento de testemunha que por ofício tenha de manter sigilo, como jornalistas. O PT tenta levar parte da mídia para o foco da investigação”.


O argumento de Miro Teixeira é o de que jornalistas não poderão ser forçados a quebrar o sigilo da fonte, uma garantia constitucional. Ocorre que este sigilo já foi quebrado pelas investigações da Polícia Federal, que revelaram mais de 200 ligações entre Policarpo Júnior e Carlos Cachoeira. Além disso, vários países discutem se o sigilo da fonte pode ser usado como biombo para a proteção de crimes, como a realização de grampos ilegais.


Inglaterra, um país livre


Pessoas que acompanham o caso de perto estão convencidas de que Civita e Policarpo só serão convocados se algum veículo da mídia tradicional decidir publicar detalhes do relacionamento entre Veja e Cachoeira. Avalia-se, nos grandes veículos, que a chamada blogosfera ainda não tem força suficiente para mover a opinião pública e pressionar os parlamentares. Talvez seja verdade, mas, dias atrás, a hashtag #vejabandida se tornou o assunto mais comentado do Twitter no mundo.


Um indício do pacto de não agressão diz respeito à forma como veículos tradicionais de comunicação noticiaram nesta manhã o depoimento de Rupert Murdoch, no parlamento inglês. Sim, Murdoch foi forçado a depor numa CPI na Inglaterra – não na Venezuela – para se explicar sobre a prática de grampos ilegais publicados pelo jornal News of the World. Nenhum jornalista, nem mesmo funcionário de Murdoch, levantou argumentos de um possível cerceamento à liberdade de expressão. Afinal, como todos sabem, a Inglaterra é um país livre.

O Brasil se vê hoje diante de uma encruzilhada: ou opta pela liberdade ou se submete ao coronelismo midiático.”
Blog do Saraiva

Fernando Cavendish fez sucesso à sombra do poder público


Empresário multiplicou faturamento da Delta a partir de ação agressiva no mercado



Cavendish criou estratégia da Delta nas licitações: preço abaixo do mercado e aditivos posteriores
Foto: O Globo / Marco Antonio Cavalcanti

Cavendish criou estratégia da Delta nas licitações: preço abaixo do mercado e artifícios de aditivos posteriores
RIO - Prestes a completar 49 anos, viúvo e bon vivant, Fernando Cavendish, depois de 22 anos à frente da Delta Construções, viu o patrimônio líquido da empresa aumentar de R$ 50 milhões, em 2001, para R$ 1,1 bilhão, no ano passado, uma variação de 804%, em valores corrigidos, resultado no mínimo invejável para a carreira de qualquer investidor. O estilo do pernambucano, que gerencia empresas de forma peculiar para a praxe do mercado, inclui o bom trânsito entre políticos, como o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), de quem é vizinho em um condomínio em Mangaratiba.
A Delta tem, atualmente, 100% de seus contratos com o poder público. Há 195 obras da empreiteira em andamento no país, e braços dela em 23 estados. Só no Rio, em 2011, o volume de recursos para a Delta foi de R$ 1,4 bilhão.
 
O Globo/Marco Antonio Cavalcanti
 


Sindicato dos trabalhadores mantém bloqueio nas obras de Belo Monte



O Sindicato dos Trabalhadores na Indústrias de Construção Pesada voltou a impedir, nesta manhã de terça-feira, a entrada dos trabalhadores nos canteiros das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Todos os motoristas de ônibus com trabalhadores das áreas operacionais foram orientados pelos sindicalistas a retornar à cidade de Altamira (PA).

Boa parte dos trabalhadores sequer foi para o KM 27 da Transamazônica, onde está a primeira vicinal de acesso às frentes de construção dos canais, diques e da barragem do Sítio Pimental. As obras no canteiro da barragem de Belo Monte também estão paradas.

Ontem, o CCBM (Consórcio Construtor Belo Monte), responsável pela construção, anunciou que vai pedir à Justiça o retorno imediato ao trabalho. O consórcio vai alegar que as reivindicações apresentadas pelo sindicato estão fora da database da categoria, que é novembro.

Embora faça essa alegação, o CCBM ofereceu reajuste do vale alimentação de R$ 95 para R$ 110 e a ampliação da folga concedida a cada seis meses de 9 para 19 dias, benefício para os migrantes retornarem às suas cidades de origem. Os dez dias adicionais, se aceitos, serão considerados como antecipação de férias.

O sindicato insiste em valor de R$ 300 para vale-alimentação e um prazo de 3 meses entre as liberações para retorno às cidades de origem.

A questão preocupa o governo. A paralisação, caso se alongue muito tempo, pode comprometer ainda mais o cronograma de obra do projeto. Relatórios da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) indicam que a construção da Hidrelétrica de Belo Monte já está atrasada.

Pelo contrato, a Norte Energia --empreendedor responsável pela construção e operação da usina-- terá de começar a gerar com a primeira turbina em janeiro de 2015.

FACULDADES PIRATAS NO PARÁ SÃO INVESTIGADAS PELO MP - QUADRILHEIROS DA EDUCAÇÃO DE FACHADA PODEM TER LESADO 10 MIL


Por Eduardo Bueres
Os cuidados em evitar o chamado diploma "mico" numa das faculdades piratas existentes no pará - e no Brasil - , em primeiro lugar, é um dever  da parte do próprio aluno que, primeiro precisa e deve se informar ao máximo,  através do portal do MEC, sobre a regularidade da instituição de ensino onde pretende cursar o 3º grau; além de solicitar pela internet pedidos de informação aos outros órgãos da justiça encarregados de zelar pela segurança jurídica de todos os cidadãos, entre outras medidas básicas. 


 FALHA DA JUSTIÇA I ?

 Por que tanta gente, especialmente os jovens, demoram tanto á perceber que estão sendo ludibriados neste verdadeiro 'conto do vigário'?. Em primeiro lugar, deve-se a lentidão da justiça que   não deveria permitir o exercício das atividades dessas instituições de fachada, sem que todos, eu disse todos!, os procedimentos legais exigidos, na forma da lei, para o seu funcionamento estivessem devidamente adequados e enquadrados dentro dos padrões para tal, como manda o bom figurino.

FALHA DA JUSTIÇA II ?

Ao deixar de tomar providência preventivas,cortando o mal pela raiz, os fiscais da lei escandalosamente, permitem que uma verdadeira legião de incautos seja lesada anos após anos, servindo de bobos da corte para essa nova classe de quadrilheiros travestidos de gestores picaretas e "reitores" que administram esse verdadeiro filão que esta centrado no faturamento nababesco e criminoso, a partir das  universidades de fachada particulares, verdadeiras arapucas, bancadas com financiamento federal que, nos últimos anos, se quintuplicaram pelo Brasil, desgovernadamente, parindo diplomas de burros e otários para aqueles que se deixaram enganar,feridos em sua boa fé.

Aqui no Pará, a Justiça Federal finalmente determinou a suspensão das atividades do Instituto de Educação Superior e Serviço Social do Brasil (Iessb), uma das  faculdades que funcionavam sem estar devidamente credenciada no Ministério da Educação (MEC), elevando a partir dessa ação, para quatro o número de instituições privadas de ensino superior paraenses suspensas por irregularidades no seu funcionamento,

Em parte, esse prejuízo ocorre por conta da grande ansiedade das pessoas que terminaram  ou já possuíam o ensino médio, em  cursar imediatamente uma faculdade, fato que os faz sonhar com novas e melhores oportunidades em nível de mercado, melhoria no  trabalho, status social e familiar.

Ainda assim, mesmo que tardiamente, com base em denúncias de alunos, mais 13 instituições suspeitas de irregularidades em cursos de graduação estão sendo investigadas pelo Ministério Público federal - Pará, órgão  que  estima que, pelo menos 10 mil estudantes podem estar sendo prejudicados.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 DE ABRIL, UM DIA DE GLÓRIA

O dia 25 de abril é a data da libertação de dois países europeus das garras do nazi-fascismo. Em 1945, acabava o reino do terror do fascismo e da ocupação nazista na Itália; quase 30 anos depois, os portugueses se livravam da ditadura salazarista, que dominava o país desde 1932.

A Resistência Italiana, cujos membros ficaram conhecidos como partigiani, foi um movimento armado de oposição ao fascismo e à ocupação da Itália pela Alemanha nazista, bem como à República Social Italiana - conhecida como República de Salò - fundada por Mussolini no norte, em território controlado pelos nazistas durante a II Guerra Mundial.

Milhares de mulheres italianas pegaram em armas contra o nazi-fascismo 
Como movimento armado, baseado na estratégia de guerrilhas, os partigiani surgiram em 1943, quando a Itália foi invadida pela Alemanha, em resposta ao afastamento de Mussolini pelo rei e à invasão do sul da pensínsula pelas tropas aliadas anglo-americanos. Muitos, entretanto, consideram que a resistência existiu desde 1922, quando o fascismo ascendeu ao poder, embora de forma embrionária.

O movimento se dissolveu depois do fim da guerra em 1945. Os partigiani executaram Mussolini em Milão em 28 de abril de 1945. Calcula-se que tenham participado da Resistência mais de 300 mil pessoas - das quais 35 mil mulheres - de várias tendências políticas: comunistas, socialistas, anarquistas, liberais, católicos e monarquistas – agregados no Comitê de Liberação Nacional (CLN).

Militares se confraternizam com populares em abril de 1974 em Portugal 
Em Portugal, o salazarismo foi derrubado por um movimento militar, conhecido como Revolução dos Cravos, que eclodiu em 25 de abril de 1974. O Movimento das Forças Armadas (MFA) era composto por oficiais intermediários da hierarquia militar, na sua maioria capitães que tinham participado das desgastantes guerras coloniais na África (Angola, Moçambique e Guiné-Bissau). O MFA era apoiado por oficiais milicianos e estudantes recrutados, com grande influência do então clandestino Partido Comunista Português (PCP). O regime caiu quase sem resistência – a não ser da polícia secreta, a PIDE –, mas a alta oficialidade, liderada pelo general António de Spínola, assumiu o comando do movimento. Mesmo assim, as divisões políticas nas Forças Armadas e a explosão do conflito de classes estancado por quatro décadas quase levaram Portugal à guerra civil em 1975. Estabilizado o país, a Assembléia Constituinte iniciou seus trabalho e entrou ao país uma nova Carta Magna, em 25 de abril de 1976.







Grandola, Vila Morena





Reino britânico despenca - economia da Inglaterra entra em recessão com toda pompa.

A economia britânica contraiu-se 0,2% nos três primeiros meses do ano, após ter registrado uma queda de 0,3% entre outubro e dezembro de 2011.  

 

É a segunda recessão em três anos, algo que não ocorria desde 1975, mas, sobretudo, é um golpe para a estratégia de ajuste fiscal impulsionada pela coalizão conservadora-liberal democrata que governa o país. O primeiro ministro David Cameron lamentou os números, mas assinalou que seguirá com o programa de austeridade. O artigo é de Marcelo Justo.

Londres - A economia britânica entrou tecnicamente em recessão. O informe preliminar do Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) indicou que a economia contraiu-se 0,2% nos três primeiros meses do ano, após ter registrado uma queda de 0,3% entre outubro e dezembro de 2011. É a segunda recessão em três anos, algo que não ocorria desde 1975, mas, sobretudo, é um golpe para a estratégia de ajuste fiscal impulsionada pela coalizão conservadora-liberal democrata que governa o país.

Na Câmara dos Comuns, o primeiro ministro David Cameron mostrou-se decepcionado com os números, mas assinalou que seguirá com o programa de austeridade. “Não há complacência do governo, mas estamos em meio a uma situação muito difícil que se complicou ainda mais”, disse Cameron. O líder da oposição, o trabalhista Ed Miliband, qualificou os dados como “catastróficos” e assinalou que eles eram de inteira responsabilidade do governo. “Esta é uma recessão produto da política do primeiro ministro e de seu ministro da Economia”, disse Miliband.

A definição técnica de recessão é dois trimestres seguidos de crescimento negativo, mas o certo é que a economia britânica vem aos trancos e barrancos há mais de um ano. Segundo os dados preliminares da NOS, que medem a atividade de 40% da economia, a queda se estendeu ao setor manufatureiro (0,4%) e ao setor crucial da construção civil (3%), enquanto que os serviços, que constituem cerca de 70% da atividade econômica, cresceram um magro 0,1%, atribuído pelos economistas ao surto de consumo de gasolina em março provocado por um pânico de desabastecimento desatado pelo próprio governo. O cada vez mais questionado ministro da Economia, George Osborne, assinalou que não haverá mudança de rumo. “O que pioraria a situação agora é abandonar nosso plano econômico e somar mais empréstimos e mais dívida pública”, assinalou Osborne.

A estratégia da coalizão vem sendo dominada por um draconiano programa de austeridade que contempla cortes de gastos equivalentes a 130 bilhões de dólares em cinco anos, com uma perda de aproximadamente 700 mil empregos no setor público. Na terça-feira, a mesma ONS revelou que, em março, o governo havia pedido emprestado dois bilhões de libras mais do que previsto e que sua arrecadação havia caído 3,6%, incluindo uma queda de 1% do imposto sobre o consumo, o IVA.

Não é preciso ser John Maynard Keynes para detectar a razão dessa piora da situação fiscal. “O problema na estratégia de redução do déficit do governo é que, sem uma maior arrecadação, produto de um crescimento da economia, ele não conseguirá reduzir o déficit e sua dívida”, assinalou ao jornal “Evening Standard” o economista Daniel Soloman, do nada heterodoxo Centre for Economics and Business Research.

O panorama é sombrio para o futuro. Na semana passado, o Banco da Inglaterra (Banco Central) reconheceu que não podia descartar a possibilidade de que “o PIB caia três semestres consecutivos”, devido à debilidade do setor da construção e aos feriados que acompanharam o jubileu (de diamante) da Rainha em junho. O prestigiado Instituto de Estudos Fiscais calcula que, no momento, só foram executados 10% dos cortes fiscais anunciados pela coalizão. A economia terá que enfrentar ainda cerca de 90% de demissões no setor público.

Simon Wells, economista do banco HSBC, advertiu para o impacto que esta contínua onda de austeridade terá sobre o conjunto da economia. “O Reino Unido apenas começou seu esforço de consolidação fiscal. O setor governamental seguirá impactando negativamente sobre a possibilidade de crescimento do PIB nos próximos cinco anos”, indicou Wells.

Pior ainda, o governo encontra-se em um beco político sem saída. Desde a campanha eleitoral para as eleições de maio de 2010, os conservadores colocaram a redução do déficit fiscal e o ajuste no centro de sua estratégia econômica e de seus ataques ao trabalhismo. Dar marcha ré, os exporia politicamente e seria percebido como um sinal de debilidade pelos mercados. Enquanto isso, os trabalhistas se aproximam das eleições para a prefeitura de Londres, no dia 3 de maio, com uma vantagem nas pesquisas em nível nacional de oito pontos, apesar do escasso carisma de seu líder Ed Miliband.

Fonte: Carta Capital / Tradução: Katarina Peixoto