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quarta-feira, 2 de maio de 2012

ZENALDO COUTINHO EM APUROS - O CANDIDATO DO GOVERNO DO ESTADO Á PREFEITURA DE BELÉM LUTA CONTRA O TEMPO


Por Eduardo Bueres

Faltando 180 dias para as eleições municipais, a candidatura do ex-secretário Zenaldo Coutinho já nasce com um componente negativo: ele é um solene desconhecido na grande periferia da capital paraense; isso não é bom e, significa derrota na certa.  

Trata-se de um problema que certamente já foi observado por parte da sua equipe mas é coisa que, mesmo que seja iniciado um trabalho visando preencher esse indesejável vazio, dificilmente será removido a tempo e com a urgência que exige o projeto.
Em ano eleitoral a ‘menina dos olhos’ dos postulantes a cargos majoritários  estão focadas no chamado ‘suburbão’ e nas ‘baixadas’, áreas densamente povoadas e carentes de tudo, onde residem os eleitores mais pobres e desassistidos que, historicamente, com a força da sua fé e de seus votos, detém o real poder de decisão sobre o destino de quaisquer eleições, principalmente as municipais.
Até agora, esta parecendo que aquela necessária iniciativa de pré-campanha em nível mais ‘pessoal’ por parte de Zenaldo, esta estacionada. A primeira impressão é que ele ainda não se mexeu por falta de autorização de alguém; mas há quem diga que esta esta é uma questão cultural, que este estado de 'inércia' seria uma das principais característica dos tucanos. Será?
Fato é que, nada se comenta nos becos, botecos nem pelos mercados – como diria o Chico -  sobre o seu (s) trabalho (s) metas e projetos, mesmo sendo Coutinho considerado um dos políticos da terra tido como figura ‘queridinha’ e  constante, destaque sempre nas paginas e colunas sociais no jornal dos Maiorana, grupo afiliado a Rede Globo no Pará .
Não me ocorre aqui, chamar a atenção á necessidade do tucano encetar algum tipo de factoide somente para ficar em evidencia, ou perpetrar uma campanha dissimulada e ‘pirata’; sim apontar um fato. 

Falta mobilidade da sua parte, aquela presencial e não institucional, movida mais pela força do carisma do homem que pretende comover uma parcela do grande público que irá escolher nas urnas o melhor modelo de gestor, aquele que, pelo conjunto positivo da sua obra, ou de suas promessas não realizadas desperta certa paixão para o elogio ou simplesmente o mal humor pelas massas, por ser digno de elogio ou crítica, se enquadrando naquele contexto que diz: falem bem ou mal,mas falem de mim...
A proposta de pré-campanha de Zenaldo é tida como insípida e vai na direção contrária por exemplo, da movimentação do ex-governador Almir Gabriel, que anda sozinha e surfa subliminarmente na carona da milionária propaganda oficial da máquina municipal tocada pelo atual prefeito Dulciomar Costa, político impoluto que é maldosamente acusado de larápio por alguns despeitados na feira do Ver-o-Peso de bancar o seu projeto politico futuro (senado) com o dinheirinho suado que ele arrancaria dos pobres contribuintes belemenses...

Mais ainda na contra mão da pré-campanha de Zenaldo, são as movimentações do elétrico ex-prefeito Edmilson Rodrigues, que, desde que foi eleito deputado estadual em 2010, tem trabalhado diuturnamente, ocupando espaços preciosos no parlamento, falando com o povo nas praças; dialogado e estreitado alianças estratégicas com importantes lideranças ligadas aos movimentos sociais, entre outros órfãos da sociedade civil que foram abandonados pela direitona pragmática e idem pela ultra sectária esquerda burra do PT paraense que recentemente governou e entregou o governo do Pará para aquilo que existe de mais atrasado no Brasil: a tucanalhada.

O candidato Edmilson Rodrigues, acreditam alguns cientistas políticos, corre o belo risco de ganhar ainda no primeiro turno, por ser reconhecido pelo sociedade entre todos os candidatos que disputam o Palácio Antônio Lemos, como sendo o único que conseguiu, sem alarde, colocar a sua ações de rua e parlamento na rua e na boca do povo.

Prova disso é que o ex- prefeito e arquiteto premiado, que não é snobe ou 'pavulagem', diariamente de forma alegre e totalmente espontânea é festejado e saudado através das redes sociais, sem que isso o torne um  snobe, ou  orgulhoso e otário.

Além disso, conta Edmílson com o entusiasmo militante de um exercito grandioso, testadamente vitorioso, magoado que guarda um invisível sapo na garganta que precisa ser vomitado, composto de simpatizantes petistas que, mesmo não declarando publicamente, na hora 'H', no silêncio da cabine, não  votará no candidato do seu partido, professor e gente boa Alfredo Costa, que foi inventado para compor mais á frente com o PMDB, sob as ordens do senador Jader Barbalho no 2º turno das eleições de outubro de 2012. 
 
A maioria dessa companheirada petista desconfia que, se assim o não proceder, estaria desperdiçando não somente o próprio voto, mas também a real possibilidade de fazer renascer na capital da principal província mineral brasileira abaixo dos trópicos, uma alternativa de administração socialista moderna e dotada de forte marca ideológica, uma verdadeira refundação da esquerda papa-chibé em alto nível.  
Já  a candidatura de Arnaldo Jordy, não pertence nem ao candidato nem ao PPS: este candidato, a despeito de seus próprios méritos que não são poucos, não dispõe da musculatura econômica e estrutural pesada para fazer frente sozinho com plena autonomia a esta grande batalha para a tomada do Antônio Lemos; esta preso a um difícil conjunto de estratégias de composição de forças que atravessa pela escrivaninha do governador Simão Jatene, o canetudo que vai testar friamente na rinha eleitoral, quem é o galo campeão da direitona durante o 1º turno  - Zenaldo,Jordy,Priante - com condições de enfrentar a esquerda belemense representada na candidatura de Edmílson.

Como em política o boi é voador, no momento decisivo da onça beber água, não se sabe se o governador poderá ou não, compor com o candidato do atual prefeito Dulciomar Costa do PTB, - seu criador e arqui-inimigo -  o Dr. Almir Gabriel.

Jordy é reconhecido como um candidato intelectual do centro da cidade, tem uma linha de atuação que o torna bastante identificado com a classe média que compra e lê diariamente o jornal O Liberal; ainda assim, trabalha planejadamente em cima dos  números do TRE nos principais distritos onde recebeu os votos que o elegeram deputado federal, sendo que ele, melhor do que ninguém, sabe ser este um outro tipo de eleitor totalmente diferente daquele que irá decidir quem será o novo prefeito de Belém.

Operários continuam paralisação em Belo Monte

Os operários dos canteiros de obra da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que deveriam retornar ao trabalho na manhã desta quarta-feira (2), mantém a paralisação que iniciaram em 23 de abril, quebrando um acordo que teria sido firmado com o Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM) na semana passada.
 
Segundo informações da assessoria de comunicação do Consórcio, os grevistas bloquearam o travessão do quilômetro 27 na Transamazônica, que dá acesso a três frentes dos canteiros de obras da Usina: Canais e Diques, Pimental e Portos e Acessos. “Os trabalhadores bloquearam a área e só deixam entrar funcionários de serviços essenciais. Como eles estão bloqueando essa área, mantém o controle sobre quem acessa o canteiro e impedem qualquer trabalhador de entrar”, explicou o assessor do Consórcio à reportagem do DOL.

Ainda segundo o CCBM, em razão do descumprimento do acordo, passa a vigorar a decisão da justiça que definiu a greve dos trabalhadores de Belo Monte como ilegal e previu multa diária de R$ 200 mil ao Sintrapav. A liminar, aprovada no dia 25 de abril pelo desembargador Georgenor de Sousa Franco Filho, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, deve ter efeito retroativo, ou seja, a multa deve ser somada desde o dia de sua determinação (25 de abril).  

A decisão do desembargador também proibiu o Sintrapav de realizar barricada na principal estrada de acesso aos sítios das obras do empreendimento.
Procurado pela reportagem do DOL, o Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada) não quis se manifestar oficialmente sobre o assunto. Uma integrante do Sintrapav que atendeu ao telefone informou apenas que "a paralisação continua normalmente". 

"No momento não existe ninguém aqui que possa falar a respeito do assunto", explica a mulher que preferiu não se identificar.
Os trabalhadores reivindicam reajuste do vale-alimentação, dos atuais R$ 95 para R$ 300, e a redução do período entre as baixadas (folga dada aos trabalhadores para que visitem suas famílias em outros estados). 


(DOL)

EXEMPLO PARA O MUNDO - ATIVISTA CEGO DA UMA 'SAIA JUSTA' NA DIPLOMACIA DAS DUAS PRINCIPAIS POTENCIAS

Ativista chinês deixa embaixada dos EUA em Pequim

Por CLÁUDIA TREVISAN, CORRESPONDENTE / PEQUIM - O Estado de S.Paulo.
PEQUIM - O ativista chinês cego que escapou recentemente da prisão domiciliar para buscar abrigo na embaixada dos Estados Unidos em Pequim deixou a representação americana nesta quarta-feira, 2.
O ativista teria escapado com a cobertura dos USA, num caça F-16s que rumou para  taiwan
Chen Guangcheng, que fugiu de um vilarejo rural com a ajuda de amigos e outros ativistas, ficou seis dias na embaixada, gerando uma crise diplomática entre Washington e Pequim.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, que está em Pequim para conversações estratégicas, disse que Chen saiu da embaixada "por vontade própria" e de acordo com "os valores americanos". Segundo Hillary, o governo chinês deu garantias de que permitirá que Chen "busque uma educação universitária em um ambiente seguro".

Chen, um advogado autodidata cegado na infância por uma doença, escapou na semana passada depois de ficar 20 meses sob prisão domiciliar. O ativista ganhou notoriedade mundial por expor esterilizações forçadas e abortos tardios sob a política do filho único da China e por usar seu conhecimento legal para ajudar pessoas a lutarem contra outras injustiças.


O asilo nos EUA pode garantir a segurança e a integridade física de Chen Guangcheng e sua família, 

mas também é o caminho para o esquecimento e a insignificância política, como mostra a trajetória de outros exilados chineses. O caso que mais se parece com o de Chen é o de Fang Lizhi, astrofísico que se refugiou na Embaixada dos EUA em Pequim em junho de 1989, logo após a repressão aos protestos da Praça Tiananmen.

Fang e sua mulher, Li Shuxian (foto acima), ficaram 13 meses na missão diplomática americana, antes de os governos dos dois países chegarem a um acordo sobre a saída do casal para os EUA. O astrofísico nunca mais conseguiu autorização para voltar à China e morreu em solo americano em abril. No mesmo dia da morte de Fang, 7 de abril, um grupo de exilados que participaram dos protestos da Praça Tiananmen voltou a pedir autorização para visitar a China. Entre eles, está Wang Dan, que deixou a prisão para "tratamento médico" nos EUA, em 1996, e nunca mais conseguiu voltar.
Wang Dan

"Os dissidentes chineses aprenderam ao longo das duas últimas décadas que o exílio leva a um acentuado declínio na habilidade pessoal de influenciar alguma coisa dentro da China. Liu Xiaobo, 
Liu Xiaobo

vencedor do Prêmio Nobel da Paz, que agora está no terceiro ano de uma sentença de 11 anos de prisão por subversão, deixou claro depois de sua captura que não aceitaria o exílio como uma opção à prisão", escreveu o especialista em literatura chinesa Perry Link.


linkEUA e China negociam destino de ativista cego
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países tentam acordo antes da chegada de Hillary a Pequim


EUA e China tentam chegar a um acordo sobre o destino do ativista cego Chen Guangcheng antes da chegada a Pequim da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, na quarta-feira. Para Bob Fu, presidente da entidade ChinaAid, a solução mais provável é o asilo político nos EUA. "Chen e sua família podem ter de sair do país para tratamento médico", disse Fu ao Estado, citando fontes próximas aos dois governos. "A disposição da China é encontrar uma rápida solução para o caso."
Autoridades chinesas e americanas continuaram ontem a negociar um acordo sobre Chen, que escapou de prisão domiciliar há nove dias e está sob proteção de diplomatas dos EUA em Pequim. Os dois lados se recusam a comentar o assunto. O presidente Barack Obama não quis confirmar se Chen está na embaixada e se limitou a dizer que a "relação com a China será mais forte à medida que se vejam melhoras com relação aos direitos humanos".

O ativista era mantido confinado em sua casa na Província de Shandong havia 19 meses, desde que cumpriu a pena de 4 anos e 3 meses de prisão a que havia sido condenado em 2006. A detenção domiciliar não tinha base legal nem decorria de uma condenação judicial.
Hillary chega amanhã para participar do Diálogo Estratégico e Econômico entre os dois países. A hipótese de asilo é considerada remota por Hu Jia, um dos dissidentes que ajudou a planejar a fuga do ativista. "Na última vez em que nos encontramos, ele me disse que pretendia permanecer na China", disse. Hu foi interrogado por 23 horas no fim de semana sobre a fuga de Chen e liberado no domingo à noite. Guo Yushan, que também ajudou na execução do plano, foi solto após três dias de detenção. Só He Peirong, a mulher que levou Chen de carro até Pequim, continua presa.
 
A permanência de Chen na China só será possível se Pequim der garantias de que ele e sua família não sofrerão represálias e haverá um fim à violência a que eram submetidos. Resta saber se o Partido Comunista estará disposto a fazer essa concessão.
Bo Xilai
A fuga do ativista ocorreu em um momento delicado para Pequim, que já enfrenta o escândalo de Bo Xilai, que era um dos principais candidatos ao órgão máximo de comando do Partido Comunista até cair em desgraça no mês de março.

 Blog militânciaviva


terça-feira, 1 de maio de 2012

A ORDEM É ENFRENTAR A DIREITONA EUROPÉIA - LÍDER DO MAIOR SINDICATO FRANCÊS DA APOIO Á HOLLANDE

Em um gesto inédito, o líder do maior sindicato da França, o CGT, declarou nesta terça-feira que votará no candidato socialista François Hollande no segundo turno da eleição presidencial francesa, no domingo, para tirar do poder o atual presidente do país, Nicolas Sarkozy.


Em entrevista à rádio Europe1, Bernard Thibault, líder do sindicato, afirmou que o CGT "lançou um apelo para a saída do presidente" Sarkozy.

Sarkozy convocou para hoje um comício em Paris, numa atitude que irritou os sindicatos por estarem comemorando o Dia do Trabalho.
As últimas pesquisas indicam que o atual presidente da França será derrotado por Hollande no fim de semana.


SERGIO CALDAS - Agência Estado

FILIPINOS PROTESTAM NO DIA DO TRABALHADOR

Máscara do presidente filipino, Benigno Aquino, é queimada em protesto em Manila, nesta terça-feira (1º) (Foto: Noel Celis/AFP)


Máscara do presidente Benigno Aquino é queimada em protesto em Manila.
Manifestação pede aumento de salários.

Da France Presse
Manifestação pede aumento de salários e medidas que tornam mais difíceis as demissões (Foto: Noel Celis/AFP) 
Manifestação pede aumento de salários e medidas que tornam mais difíceis as demissões (Foto: Noel Celis/AFP)

Já os sindicatos espanhóis preparam novos protestos ainda hoje, 1º de Maio


Após greve geral com enorme adesão, dirigentes anunciam mobilização permanente contra pacotes de austeridade e procuram: “meios democráticos para tirar esses governantes do poder”

MANCHA DE ÓLEO DETECTADA EM SALINÓPOLIS (PA)



Quem foi passar o feriadão em Salinópolis(PA) enfrentou óleo nas areias da praia

 

Órgãos de meio ambiente investigam mancha 

de óleo em praia do Pará

Agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (SEMA) investigam uma mancha de óleo na praia de Salinas, localizada no município de Salinópolis, no nordeste do Pará.
Moradores da região denunciaram o aparecimento de uma mancha escura ao IBAMA nesta segunda-feira (30) que poderia ser petróleo. Segundo a assessoria de comunicação da Sema uma fiscalização está marcada para esta terça-feira, 1º de maio, com representantes dos dois órgãos de meio ambiente. “Ainda não temos confirmação, mas a partir das 5h da manhã estaremos no local”, informa a assessoria.
Segundo a prefeitura do município, a descoberta de petróleo no local já foi confirmada por técnicos da Petrobrás.(Fonte: G1)
  LEIA MAIS

Encontrada mancha de óleo na Praia do Atalaia. Que pena, não era petróleo !!

Portal ORM

MISCIGENAÇÃO E MISTIFICAÇÃO



O conceito de miscigenação pode se prestar a vários propósitos: serve tanto para explicar nossa singularidade antropológica, como fazia o mestre Darcy Ribeiro (foto), quanto para mascarar nosso racismo dito "cordial", como faz a soi disant elite branca brasileira, para quem o Brasil sempre viveu uma "democracia racial" plena. Por isso, para eles, qualquer tentativa de tratar desigualmente os desiguais com políticas de ação afirmativa para reparar injustiças é um crime de "lesa-pátria". O texto do jornalista Paulo Moreira Leite põe os pingos nos iis.     

Quando celebrar a miscigenação é só esperteza

Paulo Moreira Leite

Confesso que fico envergonhado com a insistência de muitos advogados da democracia racial em apresentar a miscigenação da sociedade brasileira como a demonstração definitiva de que os portugueses e seus descendentes brancos não possuíam uma cultura de caráter racista.

Eu acho que a miscigenação criou pessoas bonitas, trouxe muitos  benefícios a população brasileira e deve ser celebrada pelos motivos verdadeiros.
 
Ajudou a valorizar a cultura negra e enriqueceu nossa maneira de olhar o mundo e perceber que somos parte de um universo mais amplo, que envolve toda a humanidade.
Mas é absurdo tentar apresentar o acasalamento de brancos e negros (em temos históricos, em 99,99% dos casos, brancos e negras, o que já quer dizer alguma coisa) como “prova” que não somos um país racista.

Não há relação entre as coisas. O racismo e outros sentimentos de ódio nunca impediram relações sexuais entre pessoas que de nações diferentes e até inimigas.

A crônica final de todas as guerras da humanidade inclui milhares de casos de estupro da população feminina pelas tropas vencedoras, permitida por uma situação de força.
Alguém vai falar em miscigenação na Bósnia? Ou na Europa depois da chegada dos russos? Ou na Polônia após a invasão nazista?
Não. Mas falamos em miscigenação de forma positiva no Brasil. Dizemos que é uma demonstração do espírito aberto e desprovido de preconceito do branco brasileiro.  A miscigenação seria, nessa visão, o ponto essencial de nossa democracia racial, pois envolve a família. Bobagem.

Gostaria que alguém apontasse uma diferença, essencial, entre uma escrava deitar-se com o seu senhor e uma mulher de um país vencido numa guerra fazer o mesmo com tropas invasoras.

Além de costumes, comportamentos, geografias e etc, a verdadeira diferença reside no olhar que compara os dois fenômenos. Fomos habituados a olhar para a escrava negra como uma mulher disponível, que gostava de seduzir o senhor. Não se enxerga aí uma relação determinada por uma violência absoluta contra uma população arrancada de seu país de origem, destituída de sua família e de sua cultura, sem direitos elementares.
Imagina-se a sedução, o desejo, até amor, quando havia um massacre prolongado, permanente, que durou séculos.
Essa visão preconceituosa é um produto histórico do cativeiro, uma cultura criada pelo olhar do senhor.

Muitos senhores de cativos gostavam de culpar as mulheres negras por deitar-se com elas. Diziam que eram provocantes, sedutoras, irresistíveis. Em mais um gesto que prova que podia ter idéias erradas mas não era desprovido de bom senso, Gilberto Freyre chegou a denunciar o preconceito vergonhoso de um médico brasileiro que, num Congresso em Paris, culpou a “lubricidade simiesca” das escravas negras pela expansão das doenças venéreas no país.

Na verdade, lembrou o antropólogo, as doenças se espalhavam porque muitos cidadãos brancos, contaminados por sífilis, gostavam de acreditar na lenda de que precisavam deitar-se com uma “negrinha virgem” para serem curados. Assim, justificavam suas investidas contra cativas ainda adolescentes.
Celebrar a miscigenação como “prova” do espírito democrático implicar em imaginar que, na cama, a escravidão pudesse desparecer por encanto. Vamos combinar que nem Reich e outros profetas da revolução sexual pensaram nisso….rsrsrsrsrsr
Do ponto de vista branco, a mulher escrava servia para o sexo. Mas não tinha direito a casamento nem a formar família.
Pode haver maior demonstração de preconceito?

 
Como assinala o professor Alfredo Bosi, “a libido do conquistador teria sido antes falocrática do que democrática na medida em que se exercia quase sempre em uma só dimensão, a do contacto físico: as escravas emprenhadas pelos fazendeiros não foram guindadas, ipso facto, à categoria de esposas e senhoras de engenho, nem tampouco os filhos dessas uniões fugazes se ombrearam com os herdeiros ditos legítimos do patrimônio de seus genitores. As exceções, raras e tardias, servem apenas de matéria de anedotário e confirmam a regra geral. As atividades genésicas intensas não têm conexão necessária com a generosidade social. ( “Dialética da Colonização,” página 28).
*Postado por Paulo Moreira Leite, em seu blog “Vamos Combinar”, da Época:



PARA NUNCA ESQUECER - O MASSACRE DE LISBOA DE 1506

A gravura abaixo é uma das duas únicas sobreviventes aoTerramoto de Lisboa 1755 e ao incêndio da Torre do Tombo:
“Von dem Christeliche – Streyt, kürtzlich geschehe – jm. M.CCCCC.vj Jar zu Lissbona – ein haubt stat in Portigal zwischen en christen und newen chri – sten oder juden, von wegen des gecreutzigisten [sic] got.”
 (Da Contenda Cristã, que Recentemente Teve Lugar em Lisboa, Capital de Portugal, Entre Cristãos e Cristãos-Novos ou Judeus, Por Causa do Deus Crucificado”)


Clique aqui para ampliar a imagem
Uma das duas únicas gravuras sobreviventes ao Terramoto de Lisboa 1755  http://topazio1950.blogs.sapo.pt/47509.html     e ao incêndio da Torre do Tombo: “Von dem Christeliche – Streyt, kürtzlich geschehe – jm. M.CCCCC.vj Jar zu Lissbona – ein haubt stat in Portigal zwischen en christen und newen chri – sten oder juden, von wegen des gecreutzigisten [sic] got.” (Da Contenda Cristã, que Recentemente Teve Lugar em Lisboa, Capital de Portugal, Entre Cristãos e Cristãos-Novos ou Judeus, Por Causa do Deus Crucificado”)

No Massacre de Lisboa de 1506 (ou a matança da Páscoa de 1506), que sucedeu há cerca de 500 anos, uma multidão movida pelo fanatismo religioso perseguiu, violou, torturou e matou entre duas mil a quatro mil pessoas, acusadas de serem judias. Isto sucedeu antes da inquisição começar e nove anos depois da conversão forçada dos judeus em Portugal em 1497, durante o reinado de D. Manuel I.

Cerca de 93 mil judeus encontraram refúgio em poucos anos em Portugal depois da expulsão pelos reis católicos de Espanha em 1492.

O Rei D. Manuel I mostrava uma atitude mais tolerante para com o judaísmo, mas sob a pressão de Espanha, também em Portugal (1497) os judeus foram forçados a converter-se.

A historiografia situa o início da matança no Mosteiro de São Domingos (Santa Justa), no dia 19 de Abril de 1506, um domingo, [faz hoje
504 anos), quando os fiéis rezavam pelo fim da seca e da peste que tomavam Portugal, alguém jurou ter visto no altar o rosto de Cristo iluminado — fenômeno que, para os católicos presentes, só poderia ser interpretado como uma mensagem de misericórdia do Messias, um milagre.

Um cristão-novo (judeu obrigado a converter-se ao catolicismo sob pena de morte) que também participava da missa argumentou que a luz era apenas o reflexo do sol, mas foi calado pela multidão, que o espancou até a morte.
A partir daí os judeus da cidade foram o bode expiatório da determinada situação de seca, fome e peste: três dias de massacre sucederam, incitados por frades dominicanos que prometiam absolvição dos pecados dos últimos 100 dias para quem matasse os "hereges".

Por causa da peste, a corte estava em Abrantes quando o massacre começou. D. Manuel I tinha-se posto a caminho de Beja, para visitar a mãe. Terá sido avisado dos acontecimentos em Avis, logo mandando magistrados para tentar pôr fim ao banho de sangue. Com o rei fora, os poucos representantes da autoridade eram também postos em causa e, em alguns casos, obrigados a fugir.

Como consequência homens, mulheres e crianças, foram torturados, massacrados, violados e queimados em fogueiras improvisadas no Rossio. Os judeus foram acusados entre outros "males", de deicídio e de serem a causa da profunda seca e da peste que assolava o país. A matança durou três dias, de 19 de Abril a 21 de Abril na Semana Santa de 1506, e só acaba quando é morto um judeu que era escudeiro do rei, João Rodrigues Mascarenhas, e as tropas reais acabam por chegar para pôr ordem.
 

D. Manuel I penaliza os envolvidos, confiscando-lhes os bens e os dominicanos instigadores são condenados à morte e há indícios de que o Convento de S. Domingos (da Baixa) teria sido fechado durante oito anos.

No seguimento deste massacre, do clima de crescente Anti-Semitismo em Portugal e do estabelecimento da Inquisição — o tribunal da Inquisição entrou em funcionamento em 1540 e perdurou até 1821 — muitas famílias judaicas fugiram ou foram expulsas do país, sendo o destino mais acolhedor a Holanda e um destino secundário, mas importante, o Brasil.

 
Mesmo expulsos da Península Ibérica, os judeus só podiam deixar Portugal mediante o pagamento de "resgate" à Coroa. No processo de emigração, os judeus abandonavam as suas propriedades ou vendiam-nas por preços irrisórios e viajavam apenas com a bagagem que conseguissem carregar.

O Massacre de Lisboa de 1506 ficou como que apagado da memória colectiva, um pedaço de vergonha esquecida que não está nos livros de História, caiu no esquecimento e são poucos os historiadores que lhe fazem referência. O horror e a violência foram descritos e reproduzidos por Damião de Góis, Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Garcia de Resende, Salomon Ibn Verga e Samuel Usque.

Fonte: Wikipédia.
 
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1º DE MAIO É COMEMORADO COM FESTA EM BELÉM, CAPITAL DO ESTADO DO PARÁ


O 1º de maio, Dia do Trabalhador, será comemorado com uma vasta programação cultural na capital paraense. A Aldeia Amazônica Davi Miguel, a partir das 19h, será palco de várias apresentações culturais.



O público poderá se divertir com ações recreativas, gincanas, concursos de dança e distribuição de brindes. A festa contará com os shows da Orquestra de Violoncelistas da Amazônia e Pagode do Bilão, além da atração nacional, Jorge Aragão.


O público infantil também será contemplado na festa dos trabalhadores. Entre as atrações está a apresentação dos palhaços Patati & Patatá, a partir das 9h, na nova orla de Belém, no bairro da Cidade Velha, com entrada franca. No repertório, músicas do último DVD, como 'Volta ao Mundo', 'Amazônia', 'Amigos Diferentes', 'Culinária Mundial', 'Chegou o Verão', 'A Dança do Lôro', 'Obrigado Deusão', entre outros sucessos.

 

A programação do 1º de maio também inclui teatro e cinema. No Centro Cultural Sesc Boulevard, a partir das 11h, será apresentado o espetáculo 'Sem peconha não trepo neste açaizeiro', com Palhaços Trovadores. A encenação fala do imaginário amazônico, seus mitos, lendas e costumes, de forma lírica e engraçada. A história é construída a partir de trovas e canções. Os palhaços brincam baseados nos folguedos populares. E a partir das 16h, será exibido o filme 'Trapaceiros', de Woody Allen.

Os trabalhadores da indústria também vão comemorar seu dia com uma grande festa, a partir das 9h, no Sesi Ananindeua. Na programação, torneios esportivos de futebol de areia, society e de campo, sorteio de brindes, esportes de aventura, circuito de 'vida saudável', apresentações de grupos coreográficos e shows musicais com a banda 'Pop Show' e da cantora Viviane Batidão. Além disso, um dos momentos mais aguardados é a escolha da mais bela da indústria, com o concurso Garota Sesi 2012. A 'Festa da Indústria' acontece simultaneamente nos Sesi's de Ananindeua, Castanhal, Altamira, Marabá e Santarém.


Redação Portal ORM

NOVO CÓDIGO FLORESTAL DIVIDE A BANCADA PARAENSE

 
Projeto tramitava há 13 anos no Congresso e foi aprovado pela maioria dos parlamentares
A aprovação pela Câmara dos Deputados, na semana passada, do texto básico do novo Código Florestal, não acaba com a polêmica criada em torno do projeto que tramita há mais de uma década no Congresso Nacional.
Novo Código divide bancada paraense (Foto: Saulo Cruz)



 O texto do parecer apresentado pelo relator na Câmara, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), representa a reforma de lei que regula o uso da terra e propõe ampliar as áreas de cultivo em regiões até agora protegidas, como a Amazônia. A polêmica acabou por dividir aliados do governo da presidente Dilma Rousseff, como o PMDB e o PT, que votaram em linhas diferentes.
Entre os que mais defenderam e conseguiram aprovar o texto estão os deputados paraenses, Giovanni Queiróz (PDT), Lira Maia (DEM), Asdrubal Bentes (PMDB) e Lucio Vale (PR). Na outra linha, votaram contra o novo Código todos os deputados federais petistas paraenses, a deputada Elcione Barbalho (PMDB) e o tucano Zenaldo Coutinho.

Para Lira Maia, “o Código Florestal não traz solução para tudo, mas vai ajudar a resolver essas questões ambientais. O relatório é uma inovação e menos pior do que o apresentado no Senado”. A reserva legal nos Estados da Amazônia Legal foi modificada. As unidades federativas com mais de 65% de área ocupada por unidades de conservação e terras indígenas as propriedades poderão reduzir sua reserva legal de 80% para até 50%. “Poucos Estados se beneficiarão disso”, admitiu Piau.
De acordo com o novo texto, os produtores rurais poderão substituir a multa pelo desmatamento ilegal por reflorestamento. As multas para quem desmatou até 2008 estão suspensas até junho. O texto afirma que, após a sanção, os agricultores perdoados da multa devem assinar um termo para a recomposição. Se o reflorestamento não for feito até um prazo a ser estabelecido, haverá a aplicação de multa.
Fonte: DOL

SALVE OS TRABALHADORES DO MUNDO !


 PRONUNCIAMENTO DA PRESIDENTA BRASILEIRA



De pé, ó vitimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da idéia a chama já consome,
A crosta bruta que a soterra .
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, ó produtores!

Bem unidos façamos,
Nesta luta final!
Uma terra sem amos
A Internacional!

Senhores, patrões, chefes supremos,
Nada esperamos de nenhum!
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair desse antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós diz respeito!

Refrão

Crime de rico a lei cobre,
O Estado esmaga o oprimido.
Não há direitos para o pobre,
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres.
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres!

Refrão

Abomináveis na grandeza,
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha!
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu.
Querendo que ela o restitua
O povo só quer o que é seu!

Refrão

Nós fomos de fumo embriagados,
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores!
Se a raça vil, cheia de galas,
Nos quer à força canibais,
Logo verás que as nossas balas
São para os nossos generais!

Refrão

Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo.
Pertence a Terra aos produtivos;
Ó parasitas, deixai o mundo!
Ó parasitas que te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar!

Refrão

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