
Por Eduardo Bueres
Faltando 180 dias para as eleições municipais, a candidatura do ex-secretário Zenaldo Coutinho já nasce com um componente negativo: ele é um solene desconhecido na grande periferia da capital paraense; isso não é bom e, significa derrota na certa.
Trata-se de um problema que certamente já foi observado por parte da sua equipe mas é coisa que, mesmo que seja iniciado um trabalho visando preencher esse indesejável vazio, dificilmente será removido a tempo e com a urgência que exige o projeto.

Em ano eleitoral a ‘menina dos olhos’ dos postulantes a cargos
majoritários estão focadas no chamado
‘suburbão’ e nas ‘baixadas’, áreas densamente povoadas e carentes de tudo, onde residem os eleitores
mais pobres e desassistidos que, historicamente, com a força da sua fé e de seus votos, detém o real poder de
decisão sobre o destino de quaisquer eleições, principalmente as municipais.

Até agora, esta parecendo que aquela necessária iniciativa de pré-campanha
em nível mais ‘pessoal’ por parte de Zenaldo, esta estacionada. A primeira impressão é que ele ainda não se mexeu
por falta de autorização de alguém; mas há quem diga que esta esta é uma questão cultural, que este estado de 'inércia' seria uma das principais característica dos tucanos. Será?

Fato é que, nada se comenta nos becos, botecos nem pelos
mercados – como diria o Chico - sobre o
seu (s) trabalho (s) metas e projetos, mesmo sendo Coutinho considerado um dos políticos da terra tido como figura ‘queridinha’ e constante, destaque sempre nas paginas e colunas sociais no jornal dos Maiorana, grupo afiliado a Rede Globo no Pará .

Não me ocorre aqui, chamar a atenção á necessidade do tucano encetar algum tipo de factoide somente para ficar em evidencia, ou perpetrar uma campanha dissimulada e ‘pirata’; sim apontar um fato.
Falta mobilidade da sua parte, aquela presencial e não institucional, movida mais pela força do carisma do homem que pretende comover uma parcela do grande público que irá escolher nas
urnas o melhor modelo de gestor, aquele que, pelo conjunto positivo da sua obra,
ou de suas promessas não realizadas desperta certa paixão para o elogio ou simplesmente o mal humor pelas massas,
por ser digno de elogio ou crítica, se enquadrando naquele contexto que diz:
falem bem ou mal,mas falem de mim...

A proposta de pré-campanha de Zenaldo é tida como insípida e vai na direção contrária por exemplo,
da movimentação do ex-governador Almir Gabriel, que anda sozinha e surfa subliminarmente na carona da milionária propaganda
oficial da máquina municipal tocada pelo atual prefeito Dulciomar Costa, político impoluto que é maldosamente acusado de larápio por alguns despeitados na feira do Ver-o-Peso de bancar o seu projeto politico futuro (senado) com o dinheirinho suado que ele arrancaria dos pobres contribuintes belemenses...
Mais ainda na contra mão da pré-campanha de Zenaldo, são as movimentações do elétrico ex-prefeito Edmilson Rodrigues, que, desde que foi eleito deputado estadual em 2010, tem trabalhado diuturnamente, ocupando espaços preciosos no parlamento, falando com o povo nas praças; dialogado e estreitado alianças estratégicas com importantes lideranças ligadas aos movimentos sociais, entre outros órfãos da sociedade civil que foram abandonados pela direitona pragmática e idem pela ultra sectária esquerda burra do PT paraense que recentemente governou e entregou o governo do Pará para aquilo que existe de mais atrasado no Brasil: a tucanalhada.

O candidato Edmilson Rodrigues, acreditam alguns cientistas políticos, corre o belo risco de ganhar ainda no primeiro turno, por ser reconhecido pelo sociedade entre todos os candidatos que disputam o Palácio Antônio Lemos, como sendo o único que conseguiu, sem alarde, colocar a sua ações de rua e parlamento na rua e na boca do povo.
Prova disso é que o ex- prefeito e arquiteto premiado, que não é snobe ou 'pavulagem', diariamente de forma alegre e totalmente espontânea é festejado e saudado através das redes sociais, sem que isso o torne um snobe, ou orgulhoso e otário.
Além disso, conta Edmílson com o entusiasmo militante de um exercito grandioso, testadamente vitorioso, magoado que guarda um invisível sapo na garganta que precisa ser vomitado, composto de simpatizantes petistas que, mesmo não declarando publicamente, na hora 'H', no silêncio da cabine, não votará no candidato do seu partido, professor e gente boa Alfredo Costa, que foi inventado para compor mais á frente com o PMDB, sob as ordens do senador Jader Barbalho no 2º turno das eleições de outubro de 2012.

A maioria dessa companheirada petista desconfia que, se assim o não
proceder, estaria desperdiçando não somente o próprio voto, mas também a real
possibilidade de fazer renascer na capital da principal província mineral brasileira abaixo
dos trópicos, uma alternativa de administração socialista moderna e dotada de
forte marca ideológica, uma verdadeira refundação da esquerda papa-chibé em
alto nível.

Já a candidatura de Arnaldo Jordy, não pertence nem
ao candidato nem ao PPS: este candidato, a despeito de seus próprios méritos que não são poucos, não dispõe da musculatura econômica e estrutural
pesada para fazer frente sozinho com plena autonomia a esta grande batalha para a tomada do Antônio Lemos;
esta preso a um difícil conjunto de estratégias de composição de forças que
atravessa pela escrivaninha do governador Simão Jatene, o canetudo que vai testar friamente
na rinha eleitoral, quem é o galo campeão da direitona durante o 1º turno - Zenaldo,Jordy,Priante - com condições de
enfrentar a esquerda belemense representada na candidatura de Edmílson.
Como em política o boi é voador, no momento decisivo da onça beber água, não
se sabe se o governador poderá ou não, compor com o candidato do atual prefeito
Dulciomar Costa do PTB, - seu criador e arqui-inimigo - o Dr. Almir Gabriel.
Jordy é reconhecido
como um candidato intelectual do centro da cidade, tem uma linha de atuação que o torna bastante identificado com a classe média que compra e lê diariamente o jornal O Liberal; ainda assim, trabalha planejadamente
em cima dos números do TRE nos principais
distritos onde recebeu os votos que o elegeram deputado federal, sendo que ele, melhor do que ninguém, sabe ser este um outro tipo de eleitor totalmente
diferente daquele que irá decidir quem será o novo prefeito de Belém.





































