O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A VISITA DO REI CAÇADOR E A ALIANÇA DO PACÍFICO


Combalida política e economicamente, por uma crise que se aprofunda a cada dia, também do ponto de vista social - e pela erosão de sua credibilidade internacional - a Espanha e sua diplomacia parecem não ter aprendido nada com as dolorosas lições dos últimos anos.
 
De passagem por Brasília, aonde vem oferecer, segundo a imprensa ibérica, onze anos depois de sua última visita ao nosso país, uma “aliança política e econômica sem precedentes”, o Rei Juan Carlos tem como destino final na América do Sul, o observatório chileno de Cerro Paranal, a fim de agregar-se, como “observador”, no dia 6 de junho, à cúpula presidencial da Aliança do Pacífico.
Essa, para quem não conhece, é uma organização patrocinada pelo México e pela Espanha, que nasce com o claro objetivo de se contrapor à ampliação da presença brasileira na América do Sul, e que reúne, além do México, o Chile, o Peru e a Colômbia.

Com a Aliança do Pacífico, a Espanha, que não pode participar de reuniões do Mercosul, da UNASUL e da CELAC, nem mesmo como observadora, contaria – depois do rotundo fracasso de suas cúpulas “ibero-americanas”- com novo instrumento para imiscuir-se nos assuntos do nosso continente.
 
O outro aliado com que contam os espanhóis nesse processo de tentar promover a divisão sul-americana, é o Paraguai, país tradicionalmente pendular em suas relações externas, que joga para beneficiar-se da ajuda ora do Brasil, ora da Argentina, ora da Espanha, dependendo do momento e das circunstâncias.

Não foi por outro motivo que o Paraguai aceitou promover a fracassada cúpula “ibero-americana” de Assunção, em novembro do ano passado, que terminou com a ausência dos países mais importantes da região, mas contou com a presença justamente do México e do Chile, co-patrocinadores da “Aliança do Pacífico”.
Esse imbecil e covarde que se acha ''valente e 'corajoso' só porque consegue  abater animais indefesos, agora deseja  'influenciar'  a politica da América do Sul vermelha progressista.

É também importante registrar, nesse contexto, a posição do parlamento paraguaio que impede, há anos, a expansão do Mercosul, ao não ratificar a entrada da República da Venezuela no Tratado, já aprovada pelos outros membros do bloco.

A diplomacia brasileira, com a chegada do Rei Juan Carlos a Brasília nesta segunda-feira – data em que ocorrerá, em Madri, reunião “técnica” para discutir a questão da expulsão de brasileiros dos aeroportos espanhóis nos últimos anos - tem excelente oportunidade para deixar claro que não concorda com a interferência externa no espaço sul-americano.
(....)

Não há qualquer razão para que a Espanha de Juan Carlos, que vem sacrificando seu grande povo, em favor dos exploradores de sempre (hoje reunidos na globalização do neoliberalismo), venha a se meter no encontro de Cerro Paranal.

Isso só se explica pela desesperada busca de apoio internacional, no momento em que sua economia e suas instituições (sobretudo a monarquia) entram em acelerado declínio de credibilidade interna.
Com suas grandes empresas e bancos endividados (só a Telefónica, que atua no Brasil com a marca Vivo, deve mais de 100 bilhões de dólares), reduz-se o prestígio internacional do governo e da monarquia espanhola. O Rei – é o que se diz na imprensa espanhola – vem nos propor “relações políticas e econômicas sem precedentes”. Em lugar de relações novas e excepcionais, os brasileiros querem, no mínimo, ser tratados com respeito em território espanhol, quando viajarem à Europa.

A cortesia diplomática recomenda que recebamos bem o Rei – em nome do respeito ao povo espanhol – mas os nossos interesses no mundo recomendam que não nos comprometamos com um governo que está arrochando seu povo com medidas econômicas draconianas, enquanto os ricos continuam saqueando os trabalhadores e retirando seus capitais do país.
Este 'rei' decadente é 'persona non grata' no Brasil

A queda da popularidade de Piñera no Chile, a aproximação crescente do Brasil com a Colômbia, e a iminência de um governo de esquerda no México, retiram da monarquia espanhola espaço para suas manobras diplomáticas em nossa região.

Será melhor que o Brasil, como agiu quando da reunião anterior, no Paraguai, se ausente do próximo encontro de Chefes de Estado dos paises “ibero-americanos”, previsto para realizar-se na cidade de Cadiz, na Espanha, em novembro deste ano. Para discutir o futuro dos nossos países contamos com a UNASUL e o Conselho de Defesa Sul-americano, e, no contexto do espaço ampliado da América Latina, com a CELAC. Nós, e nossos vizinhos, não temos nada a fazer do outro lado do Atlântico, assim como a elite neocolonial de nossas antigas metrópoles não têm nada a fazer, institucionalmente, do lado de cá do oceano.

LÚCO FLÁVIO PINTO RECEBERÁ O PRÊMIO VLADIMIR HERZOG


O jornalista Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal em Belém (PA), colaborador do Yahoo, O Estado do Tapajós de Amazônias e de outras publicações e sites brasileiros, receberá o Prêmio Vladimir Herzog Especial 2012, na Capital paulista, em solenidade marcada para o dia 23 de outubro, no Teatro da Universidade Católica (Tuca).

Em nome da Comissão, a Curadora da 34ª edição do Prêmio, Ana Luisa Zaniboni Gomes, enviou carta ao jornalista. Na íntegra:

São Paulo, 28 de maio de 2012
Prezado jornalista Lúcio Flávio Pinto

É com grande alegria que levamos a seu conhecimento a notícia de que seu nome foi escolhido para receber o Prêmio Vladimir Herzog Especial 2012. Este ano, excepcionalmente, haverá dois premiados nessa categoria. Ao seu lado, será laureado o jornalista Alberto Dines, que sabemos admirador de seu trabalho.

A escolha de seu nome foi unânime entre os componentes da Comissão Organizadora do Prêmio Vladimir Herzog. Sua trajetória corajosa e trabalho exemplar à frente do Jornal Pessoal são motivo de orgulho para todos os jornalistas brasileiros.

As entidades representadas na Comissão Organizadora acompanham com preocupação as pressões que se opõem ao seu trabalho jornalístico. Causa consternação que, 24 anos depois de promulgada a Constituição Federal de 1988, esse tipo de cerceamento ainda medre no país.

Sabemos que seu trabalho à frente do Jornal Pessoal combate justamente esse Brasil atrasado e autoritário. É exemplar o seu esforço para manter uma publicação independente que contraria interesses hegemônicos.

É com a expectativa de seu aceite que, desde já, esperamos tê-lo conosco na cerimônia de premiação, no próximo dia 23 de outubro, terça-feira, às 19h30, no Teatro da Universidade Católica (Tuca), na Rua Monte Alegre, 1024, São Paulo.

Obrigado, Lúcio Flávio Pinto, pelo exemplo e pela motivação que sua atuação transmite à nossa sociedade. Receba, por meio desta carta, o nosso reconhecimento, nosso apoio e nossa gratidão. Subscrevemo-nos, honrados.

Atenciosamente 
Ana Luisa Zaniboni Gomes 
Curadora da 34ª edição, em nome da Comissão Organizadora


Blog da Prof Edilza Fontes

Gaúcho afirma que saiu do Fla por falta de pagamento e nega acusações


Ronaldinho ficou no Flamengo por 1 ano e 4 meses

Em entrevista concedida ao Fantástico, meia-atacante garantiu que nunca foi indisciplinado


Em entrevista ao Fantástico neste domingo, 3, Ronaldinho Gaúcho garantiu que a sua saída do Flamengo, na última quinta-feira, foi motivada exclusivamente pelos constantes atrasos no seu pagamento. Segundo o jogador, o clube carioca lhe deve R$ 40 milhões de reais, valor que está sendo cobrado na Justiça.

"A minha saída foi resultado de um acúmulo. Ficava vários meses sem receber, ás vezes recebia em duas semanas o valor corresponde a dois meses inteiros de salário. Eram vários tipos de atraso", afirmou Ronaldinho ao repórter da Rede Globo. Já de acordo com o vice jurídico do clube rubro-negro, Rafael De Piro, o Flamengo só deve ao jogador o correspondente a 4 ou 5 milhões de reais.

Acusado de indisciplina, inclusive pelo diretor de futebol do Flamengo, Zinho, Gaúcho afirmou que nunca deixou de se apresentar no time por ter saído no dia anterior. "Nunca escondi que eu saio, sou uma pessoa pública, todo mundo sabe quando saio. Mas meu cansaço no dia seguinte é normal, igual ao de qualquer pessoa". "Fui profissional em todos os clubes por onde passei", completou. Ele também negou a suposta relação que teve com a saída de Vanderlei Luxemburgo do Fla, em fevereiro deste ano.

Para Ronaldinho Gaúcho, o seu desempenho e a má fase da ex-equipe na temporada não estão relacionados ao seu problema com a falta de pagamento. "Quando você está jogando, esquece de tudo, esquece do mundo, não pensa em dinheiro, não pensa em nada (...) Foi coincidência e azar o time perder quando as coisas começaram a não ir bem comigo".

ENTENDA O CASO

Ronaldinho Gaúcho rompeu contrato com o Flamengo na última quinta-feira, 31, depois de um ano e quatro meses no clube. Com uma tutela antecipada na 9ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, o meia-atacante conseguiu a liberação com a justificativa de que o time rubro-negro lhe deve pouco mais de R$ 40 milhões de reais, correspondentes à salários atrasados, que já estão sendo cobrados na Justiça.

A diretoria do clube, porém, além de ter desacordo com o valor exigido pelo jogador, resolveu notificar o Palmeiras por suposto aliciamento ao camisa 10 antes do seu rompimento com o Fla. A multa cobrada pelo time carioca é de R$ 325 milhões, caso Ronaldinho vá mesmo para o Palestra Itália.

Apesar da disposição de investidores árabes em trazer Gaúcho para o Palmeiras, a diretoria do time paulista negou qualquer assédio ao jogador enquanto ele ainda vestia a camisa rubro-negra e prometeu divulgar nesta segunda-feira uma resposta negando as acusações.

Fonte: Estadao.com.br

'Evangélicos' querem vetar proibição de aluguel de horários na TV


Representantes dos evangélicos no Congresso disseram ontem que o governo enfrentará a oposição das denominações religiosas se proibir o aluguel de canais e horários na programação de rádio e televisão.

A
Folha revelou neste domingo que a proibição é uma das novidades contidas na minuta mais recente de um decreto que está em estudo pelo governo. Esse decreto atualizaria o Código Brasileiro de Telecomunicações, que entrou em vigor em 1962. Leia aqui a minuta preparada pelo governo.

As igrejas evangélicas figuram entre os principais beneficiários da atual legislação de telecomunicações, que não proíbe de forma explícita o aluguel de horários nas grades de programação das emissoras de TV.

Fonte: Folha

SEFA Pará – O terrorismo da escumalha ensandecida



O clima na Sefa, a Secretaria de Estado da Fazenda, situa-se atualmente no tênue limite que separa o terrorismo, destinado a intimidar, do banditismo puro e simples, próprio da escumalha ensandecida, diante da perspectiva de ver sepultados privilégios espúrios.
No epicentro do imbróglio figura a questão da usurpação de função, frequentemente associada a improbidade administrativa e recorrentemente criticada por Charles Alcantara (foto), o presidente do Sindifisco, o Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará.
 
Beneficiários da usurpação de função, uma mazela cuja solução passa necessariamente pela realização de concursos públicos, chegam ao limite de brandir ameaças veladas de morte, cujos destinatários incluem o próprio Charles Alcântara.
 
A situação é tensa, muito tensa, mesmo, para quem defende uma faxina ética no Fisco estadual, acrescenta o relato feito ao blog. A expectativa é de que o combate a usurpação de função tenha o aval do secretário estadual da Fazenda, José Tostes Neto.
        A conferir.

O afoito Zenaldo foi com muita gula ao pote - PSDB-PA é alvo de representação do MPF

O tucano Zenaldo sabe que não vai ser punido por quebrar as 'regras'

Todo ano eleitoral repete-se a mesma lorota. O MPF enquadra políticos feito Zenaldo Coutinho, que assumem o risco calculado de 'sair na frente', para em seguida, mais á diante, liberá-los sapécas e fagueiros, para fazer as suas campanhas, por força de brechas legais que afrontam a sociedade. Confira a matéria abaixo do DOL, publicada hoje.

O PSDB está sendo acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de praticar propaganda partidária irregular. Representação assinada pelo procurador eleitoral, Igor Nery Figueiredo sobre o fato foi encaminhada para a Justiça eleitoral na última sexta-feira. O MPF acusa o partido de utilizar o espaço destinado à propaganda partidária para divulgar o pré-candidato à prefeitura de Belém, Zenaldo Coutinho. Figueiredo quer a cassação do direito do PSDB de veicular propaganda partidária no próximo semestre.
INSERÇÕES
A propaganda foi identificada em inserções na TV durante o primeiro semestre deste ano. Em 25 inserções que totalizaram 12 minutos e 30 segundos, segundo o MPF, foi destacada a imagem de Zenaldo e a relação dele com a população e a cidade de Belém. “O vídeo apresenta este político discursando aos belenenses sobre a maneira como a prefeitura deve tratar a cidade nas áreas da saúde, do transporte, da educação, da limpeza e do asfalto”, relata.
Além da representação contra o PSDB, a procuradoria já comunicou irregularidades aos promotores eleitorais para que também possa ser pedida a punição dos responsáveis e daqueles que se beneficiaram com a propaganda.
No início de maio, o MPF encaminhou representações ao TRE contra quatro outros partidos então acusados de promoverem irregularmente os nomes de Almir Gabriel (PTB), Arnaldo Jordy (PPS) e Edmilson Rodrigues (PSol) e o pré-candidato a vereador por Ananindeua Miro Sanova (PDT).
A assessoria jurídica do PSDB informou, no último sábado, que o partido ainda não havia sido notificado da representação e estranhou que uma decisão desse tipo tenha chegado primeiro ao conhecimento da imprensa, antes do partido. A legenda ficou de se pronunciar hoje sobre a questão.
Dol

sábado, 2 de junho de 2012

TERRA, PLANETA SANGUE - OS SENHORES DAS ARMAS


O Conselho de Segurança da ONU mantém congelada uma hegemonia nascida da relação de forças de 1945. E, não por coincidência, EUA, China, Rússia, Reino Unido e França são os maiores vendedores de armas do planeta.  

Anistia Internacional defende tratado sobre comércio de armas e critica Conselho de Segurança


ONG questiona membros permanentes do Conselho, que são grandes exportadores de armamentos

Do Operamundi

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional cobrou nesta quarta-feira (23) a aprovação de um tratado para regular o comércio de armas de fogo durante conferência da ONU, que será realizada no próximo mês de julho na sede das Nações Unidas em Nova York.Em seu relatório anual O Estado dos Direitos Humanos no Mundo, que compila violações cometidas em 155 países e territórios no ano de 2011, a organização não-governamental afirma que somente com aprovação de um tratado “realmente robusto”, os países-membros sinalizarão “levar a sério suas responsabilidades como atores internacionais”.
As discussões sobre um tratado que regule o comércio global de armas convencionais – que incluem desde navios de guerra e tanques até jatos e metralhadoras – tiveram início em 2006, quando a Assembleia Geral da ONU solicitou que os países-membros apresentassem propostas sobre o tema.

Três anos depois, eles concordaram em realizar em 2012 uma conferência para “elaborar, nos padrões internacionais mais altos, um instrumento legal para a transferência de armas convencionais”.

No documento, a AI defende a aprovação de um tratado que impeça a transferência de todos os tipos de armamentos. Ela inclui armas de pequeno porte, leves e munição, para países onde existam suspeitas de que elas possam ser usadas para cometer violações aos direitos humanos.

Para que isso ocorra, na visão da organização, seria necessário que governos fizessem avaliações rigorosas da situação dos direitos humanos em determinados países antes de emitirem licenças para que empresas exportem armamentos.

“Isso seria uma demonstração de que os governos dão mais valor aos direitos humanos e à paz e à segurança internacionais do que aos seus interesses políticos e aos lucros obtidos com o comércio de armas”, diz o relatório.

Interesses

Embora defenda a aprovação de um tratado amplo que restrinja de maneira significativa o comércio global de armas, a organização afirma que ele possivelmente sofreria resistência por parte dos membros-permanentes do Conselho de Segurança da ONU, grupo formado por Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.
 “Juntos, esses países responderam por, pelo menos 70% de todas as grandes exportações de armas em 2010: os EUA com 30%, seguido pela Rússia (23%), a França (8%), o Reino Unido (4%) e a China (3%)”, diz o relatório.

“Em todo o mundo, o fluxo irresponsável de armas vindas desses países provocou inúmeras mortes de civis, bem como outras graves violações dos direitos humanos”.

A atuação do Conselho de Segurança da ONU é alvo de outras críticas por parte da Anistia Internacional.

Para a ONG, o fato de os países-membros não terem conseguido aprovar uma resolução contra o que classifica como “crimes contra a humanidade” cometidos pelo governo sírio, demonstra um “déficit de liderança que faz o Conselho de Segurança da ONU parecer abatido, fora de sintonia e cada vez mais incapaz de cumprir sua função”.


Lavadeira togada - bate-boca de Gilmar Mendes na mídia incomoda ministros do STF



É unânime o sentimento de repulsa dos magistrados que compõem o Supremo Tribunal Federal à exposição que a mais alta corte de Justiça do país tem passado com a atuação de um de seus ministros, segundo pesquisa informal realizada pelo Correio do Brasil nas últimas 48 horas. 
 
Nenhum dos 10 juristas que acompanham a trajetória do colega Gilmar Mendes se pronunciou oficialmente sobre os fatos e, dificilmente, o fará, por um entendimento de que a corte não deve se posicionar quanto aos fatos que cercam o encontro entre ele e o ex-presidente Lula. Predomina o entendimento de que o encontro entre Lula e Gilmar não foi um episódio institucional, mas pessoal e de interesses duvidosos.
Mais:
http://correiodobrasil.com.br/bate-boca-de-gilmar-mendes-na-midia-incomoda-ministros-do-stf/463203/

A edição desta semana de CartaCapital já está nas bancas.



Eis os destaques:

As mil faces de Gilmar Mendes - As conflitantes versões sobre o encontro com Lula e sua tentativa de usar colegas do STF para respaldar a história;

Wálter Fanganiello Maierovitch: Gilmar Mendes deveria se declarar impedido no caso mensalão;

Mino Carta volta ao passado e mostra as diferenças entre a primeira e a última Veja;

THE ECONOMIST: O renascimento do varejo bancário;

VATICANO: O mordomo de Ratzinger não é o culpado;

O porco falando do imundo - Hipocrisia: EUA condenam fornecimento de armas russas à Síria

Em uma demonstração inequívoca de hipocrisia, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, condenou nesta sexta-feira (1º/6) a Rússia pelo fornecimento de armas ao governo do presidente sírio Bashar al-Assad, ao mesmo tempo que seu país fornece armas e informações militares para os terroristas que têm cometido ataques sucessivos no país árabe.

 
Hillary tentou contra-atacar discurso recente de Vladímir Pútin, que afirmou que não vende armas para serem usadas em guerra civil da Síria.

"Sabemos que houve um comércio regular de armas, inclusive durante o ano passado, da Rússia para a Síria. Também acreditamos que o fornecimento contínuo de armas da Rússia fortaleceu o governo de Assad", insistiu Hillary em uma entrevista coletiva à imprensa em Oslo.

Os Estados Unidos têm fornecido armamento de forma indireta aos terroristas que atacam a população civil na Síria. Em 8 de maio a ONU denunciou o fornecimento de armas aos supostos rebeldes sírios, que usavam o território do Líbano para contrabandear armas para os terroristas na Síria.

No dia 28 de abril, a Marinha libanesa interceptou três contâineres repletos de armas destinadas aos rebeldes sírios em um barco procedente da Líbia. A carga incluía armas pesadas, como lança-foguetes e metralhadoras, segundo um alto funcionário da segurança.

"O que observamos na região e uma dança da morte que está a ponto de se transformar em guerra". "Se observarem a Síria (...) ela nos lembra a situação no Líbano e nos países vizinhos nos anos 70...", destacou Terje Roed-Larsen, o enviado especial das Nações Unidas para o Oriente Médio.

No início de maio, fontes militares ocidentais garantiram às agências de notícias que os "rebeldes" sírios receberam suas primeiras armas de "terceira geração" anti-tanque. Elas teriam sido fornecidas pela Arábia e agências de inteligência do Catar, em seguida a um memorando secreto emitido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aconselhando-os a se prepararem na participação militar no esforço para derrubar o presidente sírio Al-Assad.

Do Portal Vermelho, com agências

O SUJO NO PAPEL - JORNALISMO DE SARJETA



Jobim e Gilmar: de duas versões, parte da mídia só ouviu uma 

O Globo, que sempre puxou o saco do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, escondeu de seus leitores a informação de este negou enfaticamente a denúncia que o ministro do STF Gilmar Mendes fez a Veja, de que o ex-presidente Lula teria lhe pedido para adiar o julgamento do mensalão. 

O encontro entre Lula e Gilmar ocorreu no escritório de Jobim em Brasília. E o mais inacreditável é que a grande mídia, com exceção do Estadão e da Zero Hora, comprou a versão da Veja de tal maneira que já tratam a acusação de Gilmar como fato provado e comprovado. A esse trabalho de propaganda chamam de jornalismo. Joseph Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler, ficaria orgulhoso. 

Abaixo, a entrevista do ex-ministro ao Zero Hora.

 

 

“Não houve conversa nenhuma”,

Nelson Jobim, ex-ministro da Defesa

 

Por Jorge Furtado, do Zero Hora

 

Anfitrião do encontro entre o ex-presidente Lula e o ministro Gilar Mendes, o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim negou a Zero Hora que em algum momento o petista tenha pedido o adiamento do julgamento do mensalão. Segundo Jobim, a conversa entre eles durou cerca de uma hora, na manhã do dia 26 de abril, em seu escritório em Brasília. O ex-ministro foi enfático ao afirmar que o ex-presidente jamais fez qualquer proposta a Mendes envolvendo o mensalão e disse que negou à revista Veja que esse tenha sido o teor da conversa. Jobim falou com ZH ontem à tarde, por telefone, enquanto se dirigia ao aeroporto, no Rio, de onde regressaria a Brasília.
ZH – Lula pediu ao ministro Gilmar Mendes o adiamento do julgamento do mensalão?
Nelson Jobim – Não. Não houve nenhuma conversa nesse sentido. Eu estava junto, foi no meu escritório, e não houve nenhum diálogo nesse sentido.
ZH – Sobre o que foi a conversa?
Jobim – Foi uma conversa institucional. Lula queria me visitar porque eu havia saído do governo e ele queria conversar comigo. Ele também tem muita consideração com o Gilmar, pelo desempenho dele no Supremo. Foi uma conversa institucional, não teve nada nesses termos que a Veja está se referindo.
ZH – Por quanto tempo vocês conversaram?
Jobim – Em torno de uma hora. Ele (Lula) foi ao meu escritório, que fica perto do aeroporto.
ZH – Em algum momento, Lula e Mendes ficaram a sós?
Jobim – Não, não, não. Foi na minha sala, no meu escritório. Gilmar chegou antes, depois chegou Lula. Aí, saiu Lula e Gilmar continuou. Ficamos discutindo sobre uma pesquisa que está sendo feita pelo Instituto de Direito Público, do Gilmar. Foi isso.
ZH – Depois que Lula saiu, o ministro fez algum comentário com o senhor sobre o teor da conversa?
Jobim – Não. Não disse nada. Só conversamos sobre a pesquisa, para marcar as datas de uma pesquisa sobre a Constituinte.
ZH – Lula pediu para o senhor marcar um encontro com Mendes?
Jobim – Sim. Ele queria me visitar há muito tempo. E aí pediu que eu chamasse o Gilmar, porque gostava muito dele e porque o ministro sempre o havia tratado muito bem. Queria agradecer a gentileza do Gilmar. Aí, virou essa celeuma toda.
ZH – Há quanto tempo o encontro estava marcado?
Jobim – Foi Clara Ant, secretária do Lula, quem marcou. Lula tinha me dito que queria me visitar há um tempo atrás. Um dia me liga a secretária, dizendo que ele iria a Brasília numa quarta-feira (25 de abril) e que, na quinta, queria me visitar e ao ministro Gilmar. Ele apareceu lá por volta das 9h30min, 10h. Foi isso.
ZH – Se não houve esse pedido de Lula ao ministro, como se criou toda essa história?
Jobim – Isso você tem de perguntar a ele (Gilmar), e não a mim.
ZH – O senhor acha que Mendes pode estar mentindo?
Jobim – Não. Não tenho nenhum juízo sobre o assunto. Estou fora disso. Estou te dizendo o que eu assisti.
ZH – Veja disse que o senhor não negou o teor da suposta conversa. Por que o senhor não negou antes?
Jobim – Como não neguei? Me ligaram e eu disse que não. Eu disse para a Veja que não houve conversa nenhuma.

Ex-ditador do Egito é condenado à prisão perpétua



Após mais de trinta anos no poder, ex-dirador do Egito, Hosni Mubarak foi condenado à prisão perpétua Imagem da TV egípcia mostra Mubarak durante o julgamento (AFP)  
O ex-ditador egípcio Hosni Mubarak foi condenado neste sábado à prisão perpétua pelo Tribunal Penal do Cairo, que o considerou culpado pela morte de manifestantes durante a revolução que levou a sua renúncia em fevereiro de 2011. A Procuradoria Geral ordenou o envio de Mubarak à prisão de Tora, no sul do Cairo, informou a televisão egípcia
Habib al Adli 
Também foi condenado à prisão perpétua o ex-ministro do Interior Habib al Adli pela mesma acusação, enquanto seis de seus ajudantes acabaram absolvidos por não haver provas indubitáveis de sua implicação, segundo o tribunal.

A Promotoria pedira a pena de morte para Mubarak, acusado de ter ordenado disparos contra os participantes dos protestos que eclodiram em 25 de janeiro de 2011.

Por outro lado, a corte, presidida pelo juiz Ahmed Refaat, absolveu Mubarak, seus dois filhos, Alaa e Gamal, e o empresário Hussein Salem, processado à revelia, das acusações de enriquecimento ilícito e danos aos fundos públicos por considerar que esses delitos prescreveram.

Mubarak, com óculos escuros e em uma maca, escutou impassível a leitura da sentença.

Houve incidentes depois de lida a sentença, pelo que os agentes de segurança intervieram.

O chamado "julgamento do século" no Egito começou em 3 de agosto de 2011, após a detenção de Mubarak e de seus filhos em abril desse mesmo ano na localidade litorânea de Sharm el-Sheikh.

O processo, com um expediente de 60 mil páginas, se desenvolveu ao longo de 49 sessões, que, ao todo, somaram 250 horas, lembrou Refaat.


France Presse/TV egípcia/France Presse/TV egípcia
Ex-presidente Hosni Mubarak chega ao tribunal para ouvir o veredicto
Ex-presidente Hosni Mubarak chega ao tribunal para ouvir o veredicto 


Centenas de policiais, apoiados por blindados do Exército, fizeram a segurança na frente ao Tribual Penal do Cairo.

Dezenas de manifestantes partidários e opositores de Mubarak se concentraram no local para "acompanhar" o julgamento.

Alguns dos simpatizantes do ex-presidente levaram retratos de Mubarak, que foi chefe do Estado egípcio durante três décadas.

JULGAMENTO DO SÉCULO
 
O chamado 'Julgamento do Século' no Egito começou no dia 3 de agosto de 2011, após a detenção de Mubarak e de seus filhos em abril desse ano na localidade litorânea de Sharm el-Sheikh.

Nas retinas dos egípcios ficará a imagem do líder deposto, com pijama e deitado em uma maca, acompanhando as audiências.

Mubarak está internado no Centro Médico Internacional do Cairo, após sofrer um ataque cardíaco durante interrogatórios judiciais em abril de 2011, de onde foi transferido em helicóptero para Academia de Polícia sempre que precisava comparecer perante o juiz.

Seus filhos, Al Adli e os demais acusados estão presos na prisão de Tora, onde estão detidos vários dirigentes do antigo regime.

Durante todo este tempo, o tribunal, que chegou a ser recusado pelos advogados das vítimas, escutou as alegações da promotoria e da defesa, além das testemunhas, a maioria policiais e pessoas presentes durante a repressão dos protestos.

Khaled Elfiqi/EFE
Manifestantes fazem mobilização em frente ao Tribunal Penal do Cairo contra Hosni Mubarak
Manifestantes fazem mobilização em frente ao Tribunal Penal do Cairo contra Hosni Mubarak 




Pagot acusa PSDB de fazer caixa 2 na obra do Rodoanel e admite que coletou verbas para PT



Em julho do ano passado, após ser afastado por Dilma Rousseff do comando do Dnit, Luiz antonio Pagot foi convidado a depor na Câmara e no Senado sobre as denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes. Quem esperava por grandes estrondos decepcionou-se.

Num dos depoimentos, após sustentar oito horas de lero-lero, Pagot balbuciou a senha do seu silêncio:

“Sou um leal companheiro.” Àquela altura, o pseudodepoente ainda acalentava a perspectiva de retornar ao comando do departamento que rasga estradas federais e provê às empreiteiras contratos e aditivos milionários.

Passados dez meses, nem o PR retomou a pasta dos Transportes nem Pagot foi devolvido ao Dnit. O esquecimento produziu na língua do ex-gestor das arcas rodoviárias uma espécie de formigamento. Hoje, ele classifica sua demissão como uma “traição mortal”. Súbito, a lealdade companheira tornou-se menor do que a vontade de falar.

Pagot acionou a língua em três conversas gravadas. Ouviu-o o repórter Claudio Dantas Sequeira. O resultado das conversas foi despejado numa notícia de teor devastador. Destravados, os lábios do ex-mandachuva do Dnit acusaram o PSDB de fazer caixa dois nas obras do Rodoanel, tocadas com verbas federais e do governo de São Paulo. Informaram também que empreiteiras contratadas pelo Dnit foram instadas a contribuir com o caixa da campanha presidencial de Dilma Rousseff.

No pedaço da conversa em que se refere ao tucanato, Pagot diz que os repasses clandestinos azeitaram em 2010 as campanhas de José Serra, o antagonista de Dilma, e de Geraldo Alckmin, que disputou a reeleição para o governo de São Paulo. Também o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab –ex-DEM, hoje no PSD— teria se servido do dinheiro supostamente repassado por baixo da mesa.

Na versão de Pagot, o governo paulista pressionou-o para liberar um aditivo de R$ 264 milhões para o Rodoanel. Deu-se em meados de 2009. Então diretor da Dersa, a estatal que cuida das estradas em São Paulo, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi a Brasília. Apresentou a conta.

Numa reunião testemunhada pelo petista Hideraldo Caron, afastado junto com ele da diretoria de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Pagot teria refugado a demanda de Paulo Preto. Alegou que o governo federal havia contribuído com R$ 1,2 bilhão dos R$ 3,6 bilhões gastos até então no Rodoanel. Sustentou que Brasília não devia mais nada à Dersa.

Pagot diz que passou a receber telefonemas constantes de Paulo Preto. Ministro dos Transportes da época, o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) também cobrava-lhe explicações. Mencionou, de resto, o deputado mensaleiro Valdemar Costa Neto (PR-SP) como outro protagonista do cerco pela liberação das verbas. O aditivo de R$ 264 milhões acabou saindo. Com autorização do TCU e parecer favorável da Advocacia-Geral da União.

Tomada de inusitada loquacidade, a língua de Pagot conta que degustava uma dobradinha no Francisco, famoso restaurante de Brasília, quando achegou-se à sua mesa um personagem conhecido. Sentou. E disse-lhe que um pedaço do aditivo do Rodoanel não se destinava à obra. Hã?!? “Veio o procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá’.” Heimm?!? Pagot diz ter ouvido do preposto da empreiteira qual seria o rateio dos 8%: “Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin.”

Pagot esquiva-se de declinar o nome do interlocutor que interrompeu a mastigação de sua dobradinha. “É um sujeito muito informado”, limita-se a declarar. “Se eu disser o nome da empreiteira, ele perde o emprego.” Mas o ex-diretor do Dnit insinua que não ignorava o que se passava à sua volta: “Aquele convênio tinha um percentual ali que era para a campanha. Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que essa obra financiava a campanha do Serra.” O PSDB nega as acusações. Serra e Kassab informam que irão processar Pagot.

No naco da conversa em que o prazo de sua lealdade revelou-se vencido, Pagot discorreu diante do gravador do repórter sobre o papel que lhe coube desempenhar na coleta de verbas para o comitê eleitoral de Dilma. “Um dia fui chamado no QG da campanha [petista] no Lago Sul para uma reunião com o tesoureiro José De Filippi”, relatou Pagot. “Ele disse que tinha uma estratégia e precisava conversar comigo, que eu era o cara ideal. Marcamos outra reunião no Dnit. Eu apresentei uma lista de 40 empresas. Ele me disse que não me preocupasse com as maiores, pois isso era lá em cima. Eu cuidei das medias. Não adiantava pegar o zé da esquina. Tinha que dar volume.”

Vale a pena ouvir mais um pouco de Pagot: “Eu não peguei nada. Só pedi, de maneira genérica, sem valor fixo. Eu falava: ‘Você está vendo o desempenho do governo, estamos em período pré-eleitoral, precisamos de dinheiro para a campanha. Se puderem fazer alguma coisa, a gente agradece’. Cada um doou o que quis. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outros diziam: ‘Depositamos.’ Era caixa um, não tinha nada Escondido.”
Das 40 empreiteiras que indicou, Pagot diz que 15 borrifaram verbas na campanha de Dilma. Coisa de R$ 10 milhões. Ele relaciona as logomarcas: Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Mello, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia, Central do Brasil, Lorentz, Sath Construções e STE Engenharia.
Perguntou-se a Pagot se considerava normal exercer, a partir do Dnit, o papel de coletor de arcas eleitorais. E ele: “Ora, qual agente público, ministro, que nunca fez isso em época de eleição? Essa porra toda que você tá vendo aí é culpa do financiamento de campanha, A chaga aberta que não cicatriza. Os caras vivem com o pires na mão atrás de empreiteira.”

Nesse ponto, Pagot injetou na conversa a ministra Ideli Salvatti, atual coordenadora política de Dilma na conversa:  “A Ideli também veio me procurarar.” Hummm!!! Ela pediu dinheiro? “Pediu, pessoalmente, tête-à-tête. Pediu audiência para tratar de três convênios lá no Estado [Santa Catarina] e, no final, disse: ‘Pagot, me ajuda, a gente precisa, estamos crescendo [nas pesquisas]’. Queria que eu chamasse as empreiteiras, fizesse uma reunião e pedisse para pôr grana na campanha dela [ao governo catarinense]. Não tive como atendê-la.”

Não é só. Há mais. Pagot conta que foi procurado também pelo senador Demóstenes Torres. Coisa de 2010, ano em que Demóstenes ainda não se havia convertido no ex-Demóstenes que enfrenta no Senado um pedido de cassação por envolvimento com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira.

“Ele preparou todo o jogo”, relatou Pagot. Primeiro, me convidou para jantar com a família. Num segundo jantar, cheguei lá e estavam os caras da Delta, o Cláudio Abreu e o Fernando Cavendish.” Sim, e sobre o quê conversaram? “Ao final do jantar, o Demóstenes me convidou para uma sala separada. Só eu e ele. Disse: ‘Olha, Pagot, estou com dívidas com a Delta e precisava carimbar alguma obra para poder retribuir o favor que a Delta fez para mim na campanha’. Eu disse que não tem como o diretor-geral do Dnit ir no mercado pedir obra para a Delta.”

Campeã de obras do PAC, a Delta tem no Dnit sua principal fonte de contratos em Brasília. Cláudio Abreu, um dos personagens mencionados por Pagot, era diretor da empreiteira para a região Centro-Oeste.

Pilhado na Operação Monte Carlo, encontra-se preso. A PF refere-se a ele como sócio de Carlinhos Cachoeira. Demóstenes é citado no inquérito como “sócio oculto” da Delta. Quanto a Fernando Cavendish, presidente licenciado da empreiteira, soou num grampo captado por ex-sócios afirmando que, se entregasse R$ 6 milhões a um senador, conseguiria cavar muitos contratos.

Toda essa gente frequenta a zona de tiro da CPI do Cachoeira. Cláudio Abreu deveria ter prestado depoimento na semana passada. Silencionou para não se autoincriminar. Demóstenes imitou-o. Há requerimentos pedindo a convocação de Cavendish. Mas a CPI não se anima a votá-los. A oposição requereu também a convocação de Pagot. A infantaria governista da CPI bloqueia a análise do pedido.

Pagot declara-se pronto para falar à CPI. Porém, em timbre desafiador, descrê da hipótese de vir a ser chamado: “Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar.” É, faz sentido. Quando Pagot cultuava o silêncio, foi chamado a duas comissões, uma da Câmara e outra do Senado. Agora que ele ligou o ventilador e fala em catadupas –concendeu entrevista também aos repórteres Murilo Ramos e Leandro Loyola—não parece haver no Congresso quem se disponha a ouvi-lo.

Fonte; Blog Josias de Souza

A "PALAVRA" DE DEMÓSTENES


Dedé nos bons tempos de lorota deslavada...

Em sua defesa no Conselho de Ética, Demóstenes Torres alegou que não pode ser punido por suas palavras com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Nos bons tempos, Demóstenes dava mais valor à palavra dos senadores. Um exemplo é o da briga que protagonizou com José Sarney em dezembro passado, quando o governo manobrou para antecipar a votação da DRU.

Veja o que disse:
- Vossa Excelência (Sarney) está rasgando o Regimento, rasgando a sua palavra (…) Uma coisa que baliza o nosso relacionamento aqui é palavra.
Esse passado…

Fonte: Radar on-line

Pré-candidatura de Anivaldo será lançada hoje

Anivaldo - é o plano 'plano B' que Dulciomar empurra goela abaixo do PTB
Sábado, 02/06/2012,
Apesar das informações de descontentamentos internos, a direção municipal do PTB distribuiu ontem à imprensa nota confirmando para a manhã de hoje a apresentação oficial do vice-prefeito de Belém, Anivaldo Vale, do PR, como candidato que receberá apoio da legenda, que tem como principal cacique no Estado o atual prefeito da capital, Duciomar Costa.
Na nota, a direção do PTB anuncia que o encontro de hoje terá a presença do prefeito e de várias lideranças petebistas. Ao DIÁRIO, Anivaldo confirmou, na última quarta-feira, que o encontro de hoje será o ponto de partida para a campanha.
De todos os partidos com nomes na disputa à prefeitura de Belém, o PTB é o que teve a fase pré-campanha mais tumultuada. Desde outubro do ano passado, Duciomar Costa vinha dando sinais de que seu candidato seria o ex-governador Almir Gabriel, que deixou o PSDB após romper com o ex-pupilo Simão Jatene.
ALMIR
Almir Gabriel

Almir chegou a se filiar ao PTB e até apareceu em programas eleitorais da legenda, mas nas últimas semanas, o prefeito mudou de rumo e passou a investir na candidatura de Anivaldo.
O prefeito negou que tenha traído Almir. Garantiu que a desistência teria partido do próprio ex-governador e da família dele e que a razão seria a saúde de Almir. O ex-governador ainda não se manifestou publicamente sobre a desistência e a expectativa em torno da presença dele no encontro de hoje é grande.

A escolha de Anivaldo enfrentou resistências dentro do PTB, em especial dos vereadores que apostavam em uma candidatura da legenda. Mas hoje, o clima deve ser de festa com a maioria do partido unificada, embora no baixo escalão da legenda ainda haja dissidentes. O filiado Walber José Freitas de Lima, por exemplo, ameaça se lançar candidato e bater chapa com o vice-prefeito. “O Duciomar sempre disse que qualquer filiado poderia se candidatar, então estou apresentando meu nome”. 


DOL