O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Senado busca ‘meio termo’ para reduzir maioridade penal



Congresso inicia timidamente o debate sobre o maior lixão social do passado. Foram décadas de abandono, irresponssabilidade moral e cívica, além de gritante  incompetência legislativa que agora precisa responder ao clamor da classe média brasileira que, compreendeu que viver nas 'bolhas' de seus condomínios fechados não os blinda contra os 'walk dead's' mirins da vida real. A grande imprensa (PIG) tenta jogar o atual governo contra a sociedade.(Nota do MVIVA).

 Confira abaixo a matéria do portal IG:

Pena maior para adolescentes por crime hediondo recebe apoio da Ministério Público Federal, mas OAB alerta sobre o risco de mudar qualificação sobre estupro de menores


A redução da idade penal de 18 para 16 anos para que um adolescente seja punido com mais rigor por crimes cometidos ganhou apoio nesta segunda-feira (3) da procuradora Raquel Elias Ferreira Doge, representante do Ministério Público Federal em debate realizado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. 
“Não é possível tratar do mesmo modo menores que praticam um latrocínio ou tráfico de drogas e um que pratica furto corriqueiro”, disse.
Poder Online:
O argumento foi usado em apoio à proposta do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) que sugere a redução em casos de menores que cometeram crimes graves como estupro, latrocínio (roubo seguido de morte) e outros classificados como hediondos.
 
 "Proponho uma solução especial para casos de excepcional gravidade", defendeu o senador.

A proposta ganhou apoio do relator Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que avalia outros dois projetos - um que reduz a maioridade para 15 anos e outro que diminui a aplicação do Código Penal para adolescentes a partir dos 16 anos, ambos sem tipificação de crime hediondo como o de Nunes.
 
Ferraço já deu aparecer favorável ao projeto do senador tucano. O peemedebista deve recusar as outras propostas na tentativa de apresentar um relatório que busque um "meio termo" para o tema polêmico. 
 
 "A questão central é que temos de buscar um caminho de equilíbrio", afirma ao iG .
 
 
O presidente da Ordem dos Advogado do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado, discursou contra a redução da maioridade. 
 
"Os estudos (sobre efeito da redução de idade) são todos conclusivos de que a redução da maioridade não é adequada para o fim a que se destina, que é reduzir a criminalidade", afirma.
 
Segundo Furtado, a mudança da idade penal pode resultar em uma nova tipificação da exploração da atividade sexual de menores como estupro. O Estatuto da Criança e do Adolescente classifica como violação sexual a atividade com menores de 12 a 18 anos. 
Aquele menor que for estrupado na cadeia, poderá,segundo afirmam os estudiosos, reproduzir lá fora,depois de soltos os atos de violência sexual sofrida.O trauma é perpétuo. (Nota do MVIVA)

"O tratamento da exploração sexual dos menores mudará, porque deixarão de ser protegidas as filhas dos brasileiros com menos de 18 anos. Isso porque passará a ser tratado como adulto todos com mais de 16 anos", afirma.
Aqui esta a chave da teoria darwiana do crime.Trata-se de uma evolução natural... (Nota do MVIVA)

O presidente da OAB também indicou a possível perda de penas maiores para adultos que traficam entorpecentes para menores de 18 anos. O mesmo pode valer para o tráfico internacional de pessoas envolvendo menores, cujas penas são maiores hoje. As consequências da redução da maioridade penal foi apontada por Furtado como "efeito colateral".
Apesar da posição, o senador Ferraço defendeu a "quebra do radicalismo da discussão", ou seja, um novo argumento que não apenas a defesa de não se pode debater motivos para reduzir a maioridade. 
"Não jogo todo peso (no argumento) de que a redução da maioridade vai resolver o problema (da criminalidade), que é uma condição humana (a violência). Agora, precisamos responder a um sentimento de impunidade que está virando regra", disse.
Ao super lotar as prisões com essa' nova classe'  de presos na faixa dos 16 anos, a 'universidade do crime' diplomaria em todo o Brasil, cerca de três milhões de novos marginais adultos  a cada meia década. O sistema penal brasileiro é falho e, em vez de recuperar, multiplicaria o número de bandidos que, por força do conjunto dos direitos consagrados e estabelecidos, estarão um dia de volta ás ruas. Um tiro que sai pela culatra. A violêcia pode ficar dezenas de vezes pior do que aquela que hoje sofridamente  lidamos. (Nota do MVIVA)

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) criticou o debate da comissão, chamado por ele como como resultado de uma "situação de desmoralização por parte da imprensa", que, segundo o peemedebista, "transforma algumas exceções (de violência) em regra". 
O menor infrator mata friamente uma pessoa inocente, mas também morre numa escalada desproporcional, eliminado por seus próprios pares, pelas polícias, pelo vício das drogas e, principalmente,  pelo despreparo dos lesgiladores, que não conseguem modernizar um sistema perveso que gera todo esse desequilíbrio. (Nota do MVIVA)

"A redução da maioridade não deve ser debatida nesse momento de crise (de segurança pública), afirmou.  


Nivaldo Souza - iG Brasília

segunda-feira, 3 de junho de 2013

PORTUGAL - MÁRIO SOARES QUER DERRUBAR O GOVERNO.

(CM)- A esquerda européia retomou ontem as ruas, em protestos convocados pelos portugueses, contra a Comissão Européia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu. Ainda que a grande imprensa e as autoridades policiais tenham reduzido a dimensão dos atos, eles foram expressivos. Mas, é natural que tenha sido assim. 
         Por mais importante sejam os movimentos de massas, eles, por si sós, não mudam a História. Os protestos são facilmente reprimíveis pela força policial – a menos que os policiais a eles se adiram, como ocorreu na Queda da Bastilha, quando a Guarda Civil de Paris armou o povo, na jornada de 14 de julho de 1789.
         O que faz as revoluções é a conjunção entre as idéias bem organizadas e a ação  estratégica dirigida  pelos líderes populares.
         Quinta-feira, Mário Soares – o veterano intelectual e líder civil da Revolução dos Cravos, de 1974 – empolgou as forças de esquerda, ao proferir a aula magna da Universidade de Lisboa. Aos 89 anos, o ex-presidente e ex-primeiro ministro, fustigou a política de “austeridade”, exigida pela troica, ou, melhor, pela trinca, supranacional – o FMI, a Comissão Européia e o Banco Central Europeu - que está asfixiando a Europa e prejudicando o mundo inteiro.
O velho timoneiro lusitano
     
Ao lembrar a Revolução dos Cravos, disse Mário Soares: “Não podemos deixar que tudo isso seja destruído, que o país seja desmantelado e vendido a quem pague mais. Essa austeridade nos leva ao abismo, a ele nos empurra. E tudo, para que? Para enriquecer o mercado. A crise do euro não é só financeira e económica, é também social, política, ética e ambiental. O neoliberalismo, a ideologia que provocou a crise, contra as pessoas e em favor do dinheiro, está morimbunda e não vai poder perdurar muito”. O auditório, de pé, repetiu, aos aplausos, a sua frase final: “Contra o medo, e com patriotismo”. Mário pretende criar nova maioria parlamentar e a queda do governo chefiado por Passos Coelho. 
        Mário Soares, ao exigir a queda do governo, pregou a união das esquerdas e do centro, para recuperar a mensagem da Revolução ocorrida há 39 anos, e da qual é um dos poucos sobreviventes. Trata-se de estabelecer um programa comum de ação, a partir de pontos consensuais, que preservem a democracia e os direitos de todos os cidadãos. A organização política dos povos massacrados pelo neoliberalismo é o único caminho para impedir a consolidação da ditadura mundial dos banqueiros sob um regime fascista. A direita reforça sua posição no mundo, e a violência dos desesperados, como os atentados recentes de Boston e Londres, em lugar de enfraquecê-la, fortalecem-na. Estamos vivendo situação muito semelhante à dos anos 30, que resultou na tragédia dos campos de concentração e na sangueira da 2ª. Guerra Mundial.


SITUAÇÃO NA SÍRIA SE AGRAVA: A CARNIFICÍNA DEVE AUMENTAR COM AJUDA DA TECNOLOGIA


A Rússia planeja fornecer dez caças MiG-29 M/M2 às autoridades sírias, segundo informa a RIA Novosti. 

A quantidade exata de aparelhos ainda não foi indicada, mas há informações que serão fornecidos mais de dez. "Neste momento, uma delegação síria está em Moscou. 

Estão sendo discutidos os detalhes e os prazos de cumprimento do possível contrato de fornecimento", contou o diretor-geral da empresa MiG, Serguei Korotkov.

 A UE tomou a decisão de voltar a autorizar o fornecimento de armas à oposição síria por parte dos países europeus. Moscou expressou a sua desilusão por este fato, sublinhando que os fornecimentos russos têm objetivos estritamente defensivos.


Fonte:Voz da Russia

O BRASIL X INGLATERRA FOI EM SUMA "UM JOGUINHO"...

Neymar é uma promessa

Brasil e Inglaterra segundo o colunista britânico Scott Moore

Neymar é uma promessa

Ladies & Gentlemen:
Em suma, um joguinho. Brasil e Inglaterra não mostraram nada, excetuado o gol de craque de Wayne Rooney.
O Brasil só não foi uma decepção porque eu já não esperava muita coisa do time.
Falta o essencial para o Brasil: jogador. Craque, eu quero dizer.
O Brasil, que foi uma fábrica de craques nos anos 1950 e 1960, hoje vive uma escassez assustadora de talentos.
Ladies & Genglemen: o Brasil se reduziu essencialmente a uma camisa gloriosa, vestida por jogadores que, nos dias de ouro, teriam dificuldade em se tornar profissionais.
A única esperança de um futebol acima da média repousa em Neymar, mas ele é exatamente isso, uma esperança, ainda.
Jogadores medianos por jogadores medianos, a melhor saída para o Brasil seria recorrer à base de um time já armado, como o Corinthians ou mesmo o Galo. De preferência, com o técnico do time escolhido.
Cada vez que vejo uma partida dessas, tenho vontade de fazer uma imersão no YouTube para ver o Brasil de 1970, que admirei adolescente.
Os cegos dizem que era um futebol lento. Eu rio e respondo que, se futebol fosse velocidade, a camisa 10 do Barça estaria com Usain Bolt, e não com Messi. Até Chrissie, minha azeda e neurastência mulher, concorda com isso, ela que vive de me contrariar.
Estou pensando em pedir um aumento a Boss porque ver futebol, hoje, é em geral uma pequena forma de tortura.
O que salvou meu dia esportivo foi a exibição de Roger Federer em Roland Garros. Talento é aquilo.
Sincerely.

Scott 


Fonte: DCM

HELDER BARBALHA INDO ÁS COMPRAS?: ELEIÇÕES 2014 Á TODO VAPOR!

"O “Programa do Helder no seu Bairro” realizou, no último sábado, ação social levando serviços em vários segmentos aos moradores de Bragança, município que este ano festeja 400 anos de fundação.  
Além de emissão de Carteira de Trabalho, cabeleireiro, assessoria jurídica, verificação de pressão arterial, atendimento médico e odontológico, a atividade contou ainda com a participação da marujada, principal manifestação cultural do município.
A ação é uma extensão do “Programa do Helder”, que vai ao ar de segunda a sexta feira, de 09 às 10h, na Rádio Clube do Pará, como parte das comemorações dos 85 anos da emissora, completados em 22 de abril deste ano. “É uma oportunidade de fazer a prestação de serviço que já realizamos, porém, de forma continuada, aproveitando para ouvir as pessoas e buscar soluções para suas dificuldades”, justificou Helder Barbalho". (Diário on-line)

O radialista deu uma arrancada de fazer poeira
Pelo visto, só quem ignora que a campanha à sucessão do atual governador, Simão Jatene do PSDB-PA, já começou é o mambembe TRE paraense, muito ágil em situações que agradam seus simpatizantes, porém, demasiadamente paquidérmico quando se trata de agir seriamente no resguardo da lei, sem importar quem está sendo atingido. 
O caso aqui citado é semelhante ao do radialista Jefferson Lima do PP-PA, e de muitos outros que usaram a compra de votos, escancarada ou dissimulada, como tática eleitoral, dando aos sucessivos pleitos realizados no Pará esse tom deplorável de que eleitor não se convence. Compra-se. Lamentável!

Os protestos na praça Taksim Gezi, em Istambul, são a semente da Primavera Turca



Os manifestantes estão galvanizando o descontentamento com o governo.

Publicado originalmente no Guardian.

Na sexta-feira de manhã, a polícia turca cercou manifestantes no parque Taksim Gezi, a praça central de Istambul, bloqueou todas as saídas e os atacou com gás lacrimogêneo e sprays químicos.
 
Um movimento ao estilo Occupy decolou em Istambul. A questão do conflito ostensivo é modesta. Os manifestantes começaram a se reunir no parque no dia 27 de maio para se opor à sua demolição como parte de um plano de desenvolvimento urbano. Mas isso é mais do que um protesto ambiental. Tornou-se um para-raio de todos os ressentimentos acumulados contra o governo.
 
A polícia esperou até as primeiras horas da manhã para atacar, assim como a polícia dos EUA ao lidar com os manifestantes do Occupy. Incendiaram as barracas em que os manifestantes estavam dormindo e lançaram bombas com spray de pimenta e gás lacrimogêneo. Um estudante teve que passar por uma cirurgia por causa de lesões nos órgãos genitais.
 
Os ocupantes começaram a usar máscaras de gás caseiras. Mais importante, eles apelaram à solidariedade. Em resposta ao ataque de ontem, milhares de pessoas apareceram, incluindo políticos de oposição. Mas o ataque desta manhã não deu chance a nenhuma defesa ou fuga. O parque, e a área ao seu redor, ainda está fechado, e ainda sob nuvens de gás.
 
Em abril, um líder do Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP) advertiu que os liberais que os haviam apoiado na última década não mais o fariam. Foi um sinal de que a repressão iria aumentar, já que o partido islâmico neoliberal queria impor à força sua agenda de modernização.
 
O AKP representa um tipo peculiar de populismo conservador. 
 
Seu alicerce, enriquecido imensamente na última década, é a burguesia muçulmana conservadora que surgiu em 1980 como resultado de políticas econômicas de Turgut Ozal (na foto montada acima). 
 
Mas, apesar de negar que é um partido religioso, ele tem usado argumentos moralistas muçulmanos para ganhar base popular e fortalecer a direita urbana.
Ele passou mais de uma década no governo para construir a sua autoridade. O processo de privatização levou à desigualdade acelerada, acompanhada de repressão. Mas a Turquia também tem atraído o investimento internacional, com taxas de crescimento de cerca de 5% ao ano. Isso permitiu ao regime pagar o último de seus empréstimos ao FMI, de modo a oferecer ao FMI 5 bilhões de dólares para ajudar na crise da Zona do Euro em 2012.


Os manifestantes enfrentam a polícia diuturnamente
Nesse meio tempo, o AKP tem gradualmente consolidado seu apoio no aparelho de estado e na mídia e não precisa mais de seus aliados liberais. 
As lideranças militares turcas foram obrigadas a aceitar os islâmicos, tendo sofrido uma perda significativa de força em relação a outros poderes, como a polícia e o judiciário. Embora a erosão do poder dos militares deveria ser um ganho para a democracia, os jornalistas também acabaram na prisão sob a acusação de conspirar para dar golpes de estado.
 
O governo acusou 86 pessoas de conspiração em 2008, como parte de uma investigação. Mas tem usado esse medo para confundir toda a oposição e esmagá-la impiedosamente.
 
Ele também demonstrou confiança na forma como tem lidado com a questão curda. O governo iniciou negociações significativas com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em 2009, em parte porque quer forjar uma relação lucrativa com o governo regional curdo no Iraque.
 
Sob o AKP, a Turquia aumentou sua autonomia relativa à Casa Branca e a Tel Aviv, forjou relações próximas com o Irã, o Hezbollah e até mesmo – recentemente – com o presidente Assad, da Síria. 
 
Isso tem sido interpretado, histericamente, como “neo-otomanismo”. Mas é simplesmente a afirmação de um novo poder da Turquia.
 
Fortalecido, o governo está na ofensiva. Ele nunca precisou da esquerda ou do movimento operário, que tem reprimido. 
 
Ele não precisa mais dos liberais, como mostram seus ataques aos direitos reprodutivos das mulheres e sua imposição de zonas livres de álcool.
 
Esse é o contexto em que a luta por um pequeno parque no centro congestionado da cidade tornou-se uma emergência para o regime, e as bases para uma potencial primavera turca. 
 
 
Free ilustration by:militanciaviva!

sábado, 1 de junho de 2013

O BRASIL PERTENCE AOS DOIS LADOS DO ATLÂNTICO SUL


 
A Presidente Dilma Roussef acaba de voltar da Etiópia, onde assistiu, como convidada, à Cúpula Presidencial do 50ª Aniversário da União Africana. Lá, além de reiterar os laços culturais e econômicos que nos ligam àquela região, ela anunciou, também, a eliminação de antigas dívidas de 12 países africanos com o Brasil, no valor de 980 milhões de dólares.
             
Aqui, muita gente ficou sem entender o gesto, assim como muitos ainda desconhecem as razões que justificam a nossa política africana. A aproximação estratégica do Brasil com a África, como um todo, vem desde o regime militar. 
Nos anos 1970 e 1980, era para a África e o Oriente Médio que iam milhares de brasileiros, para forjar seu futuro, trabalhando para empresas como a Mendes Júnior no Iraque e a Mauritânia, entre outros países. 
Para lá exportávamos, antes da destruição da indústria bélica brasileira, tanques da Engesa (foto acima) e da Bernardini, mísseis da Avibrás e armas portáteis.
            
A nossa relação com os países de língua portuguesa é mais antiga. Houve anos,antes da independência, em que entravam no porto de Luanda mais navios saídos do Rio de Janeiro do que  de Lisboa. Em plena ditadura, o Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola.
           
Na África, não está apenas o passado de milhões de brasileiros, nos antepassados que dali vieram, mas também o seu futuro. Não se trata apenas da presença, naquele continente, de técnicos da Petrobras,  e de construtoras e mineradoras, ali presentes.
           
Sendo a África Ocidental, do ponto de vista climático e geológico, um território gêmeo do brasileiro, é a única região do mundo que oferece ao Brasil a possibilidade de aplicar e demonstrar o que há de melhor em nosso modelo de desenvolvimento econômico e social.
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Nos nossos cultivares de cana, na produção de açúcar e álcool, na soja resistente à seca, no gado tropical para a produção de carne e leite, nos nossos programas de agricultura familiar, estão soluções que podem levar à ocupação produtiva de milhões de hectares de cerrado naquele continente. Não só na economia, mas, também, na política social - como no Brasil - é possível o combate às endemias e epidemias,  a eliminação da fome e o fim da pobreza absoluta. 
Esse projeto  de cooperação Sul-Sul, poderá ser grande e solidária ação internacional com povos irmãos na História e na geografia.
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Os países africanos foram decisivos para a vitória brasileira na votação da OMC, e sabem que o Brasil não tem, para com eles, a mesma visão colonialista da Europa e dos Estados Unidos.
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No Brasil há a consciência histórica de que é prioritário, para estabelecer área de paz e prosperidade no Atlântico Sul, tratar, de igual para igual, nossos vizinhos e irmãos do continente e os que habitam o outro lado do oceano.

     
Postado por Mauro Santayana 

Primeiro voo do Northrop Grumman MQ-4C Triton - o 'drone' mais poderoso do mundo





 A mais mais nova plataforma aérea não tripulada de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR) da Marinha dos EUA, o Sistema Aéreo Não Tripulado (UAS) MQ-4C Triton, completou o seu primeiro voo a partir de Palmdale, na Califórnia, no dia 22 de maio, marcando o início de testes que irão validar o sistema construído pela Northrop Grumman para operações futuras da frota. 


Durante o vôo de 80 minutos num espaço aéreo restrito, a aeronave não tripulada MQ-4C Triton, controlada no solo pelo pessoal da Marinha e da Northrop Grumman, chegou a 20.000 pés de altitude. “Este vôo representa um marco significativo para a equipe Triton”, disse o contra-almirante Mat Winter, que lidera a Secretaria Executiva dos Programas de aviação não tripulada e armas de ataque com o Comando de Sistemas Aéreos da Marinha, em Patuxent River, Maryland. “O trabalho que eles têm feito e continuarão a fazer é fundamental para o futuro da aviação naval, particularmente às nossas comunidades de patrulha marítima e de reconhecimento.”

[vídeo:Publicado em 22/05/2013-por:Northrop Grumman/via:Youtube.com]

 O MQ-4C Triton oferece a frota uma mudança na forma de realizar a coleta marítima persistente de dados ISR e com capacidade de disseminação, disse Winter.Vai ser um componente chave da família de sistemas de Patrulha Marítima e de Reconhecimento da Marinha. Como um complemento ao tripulado P-8A Poseidon, o MQ-4C Triton será uma parte importante da estratégia de vigilância dos militares para as regiões da Ásia e do Pacífico.


 O Triton vai voar em missões de 24 horas a altitudes superiores a 10 milhas, permitindo que o sistema possa monitorar 2.000 milhas náuticas do oceano e áreas litorâneas de cada vez.
[foto:rockaircraft.blogspot.com]

 O P-8A Poseidon é nova aeronave multi-missão marítima da Marinha que está sendo construída para substituir os aviões de guerra anti-submarina P-3C Orion. “Quando em funcionamento, o MQ-4C irá complementar a nossa frota de tripulados P-8, porque ele pode voar por longos períodos, transmitir suas informações em tempo real para as unidades no ar e no solo, bem como usar menos recursos do que as aeronaves de vigilância anteriores,” disse o contra-almirante Sean Buck, comandante do Grupo de Patrulha e Reconhecimento, que também testemunhou o vôo. “O Triton trará uma capacidade ISR sem precedentes para o combatente.” Os UAS MQ-4C Triton ficarão baseados em cinco locais ao redor do globo.


Os operadores do Triton irão divulgar dados em tempo real para as unidades da frota no apoio as operações de guerra de superfície, de inteligência, ataque e de busca e salvamento “Nosso objetivo é amadurecer o UAS Triton antes de apoiar a missão marítima ISR da Marinha”, disse o capitão Jim Hoke, gerente de programa para o Escritório de UAS da Marinha (PMA-262), que supervisiona o programa do Triton. “Os dados que coletamos nos próximos anos serão essenciais para certificar o sistema para uso operacional.” 

 Os testes de voo continuarão na Califórnia pelos próximos vários meses antes que a equipe faça a transição da aeronave para Patuxent River no outono. 



[vídeo:Publicado em 22/05/2013-por:Northrop Grumman/via:Youtube.com]

 Fonte:CAVOK

PATIFARIA? - JUSTIÇA PÕE AS MÃOS NO DEPUTADO PARAENSE ZEQUINHA MARINHO DO PSC-PA


No Blog da Franssi

Mais um peixe grande da política parauara caiu na rede do MPF e estápra lá de enrolado. Lembram do escândalo da “caixinha”? Pois é. Agora o STF abriu inquérito para investigar o deputado Zequinha Marinho (PSC-PA), acusado de peculato e concussão, por recolher 5% dos salários dos funcionários do seu gabinete parlamentar para a formação da tal “caixinha” do partido. Série de reportagens do Congresso em Foco mostrou como funcionava o esquema.
 
Na época, Zequinha Marinho, em entrevista, admitiu a prática, justificando, candidamente: “É uma coisa justa e correta. Se não quiser, não vai, não se mete em política. Todo mundo faz”.
O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, determinou que a Polícia Federal ouça 23 servidores e ex-servidores do gabinete do deputado que integravam uma lista de pessoas que contribuíam para a indigitadacaixinha.
 
Na segunda-feira passada, Zequinha Marinho (na foto ao centro), disse ao Congresso em Foco que a contribuição é e sempre foi opcional. E que nem sabe quantos dos seus funcionários pagam os 5% ao PSC. O site parece ter mais interesse do que o deputado, porque em um levantamento não só identificou os pagantes como verificou que só três deles eram filiados ao PSC. Além do que há decisão do TSE segundo a qual mesmo servidores filiados não podem ser descontados em seus contracheques a título de contribuição partidária.
Em e-mail datado de 25 de março de 2011 à sua chefe de gabinete, Zequinha Marinho manda que ela peça ao então assessor de imprensa Humberto Santos Azevedo, que não queria pagar os 5% sobre o salário bruto, que “providencie com a maior brevidade possível o depósito”. A demissão veio, em novo e-mail do deputado, seis dias depois, ante a falta de pagamento.