O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Pará: TRE indefere registros de Duciomar

Diciomar, a esquerda de seu apoiador,Simão Jatene, na mira da justiça.

Em mais uma sessão extraordinária de julgamentos de pedidos de candidatura às eleições gerais de 2014 -que se encerram no próximo dia 5, prazo máximo definido pela legislação eleitoral -, o Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Pará (TRE-PA) indeferiu no sábado, dia 2, os processos de registro de Duciomar Costa (PTB) para a única vaga aberta ao Senado, e ainda de Marco Carrera (PSol), para concorrer ao Governo do Estado. Cabe apelo à instância superior, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da decisão.

Duciomar teve o pedido de candidatura negado pelo colegiado sob acusação de prática de propaganda eleitoral e conduta vedada. Vale lembrar que, em junho deste ano, o ex-prefeito de Belém teve os direitos políticos suspensos por cinco anos por improbidade administrativa na tentativa de compra do Hospital Sírio-Libanês no ano de 2005, quando exercia seu primeiro mandato como gestor máximo da capital paraense.
A reportagem tentou, desde o sábado e sem sucesso, contato com a assessoria e com o advogado do petebista para saber se Costa apelará ao TSE na tentativa de formalizar sua corrida nessas eleições.


Fonte: DOL

Os novos judeus e o futuro








Dizem os jornais do sistema que 90% dos israelitas apoiam a ação genocida do seu governo. Até pode ser que assim seja, num Estado em cuja população é sistematicamente incutida a ideologia racista do “povo eleito” e do seu direito divino ao “Grande Israel”. 
E se assim é, mais um motivo para saudar fraternalmente os 10% que não apoiam tal ação criminosa. Neles reside uma pequena parte da esperança de que um dia seja encontrada uma solução justa para a causa do martirizado povo palestino. Essa causa é hoje uma prioridade para toda a humanidade progressista e amante da paz.






“Há um fosso ético entre o nome do nosso exército, Forças de Defesa de Israel, e o que fazem os soldados. Eu e meus amigos fomos mobilizados para empreender ações “preventivas” na Cisjordânia, mas o que fazíamos nada tinha de preventivo.”

Segundo Yehuda Shaul, ex-oficial do exército israelense e autor destas palavras, o chefe do estado-maior, Moshe Yaalon, exortava os soldados a “queimar a consciência palestina”.

De acordo com testemunhas, os soldados patrulham as ruas e penetram ao acaso nas casas, a qualquer hora do dia ou da noite. Revistam tudo e todos, encostam as pessoas na parede e tiram fotos. Ninguém fica de fora: homens e mulheres, velhos e crianças Detalhe: as operações não são motivadas por nenhuma solicitação dos serviços de informação. De acordo com o sargento Nadav Bigelman, é frequente que as fotos nem sequer sejam enviadas à análise. O que se deseja é inibir o protesto, amedrontar e humilhar.

Shaul e Bigelman fazem parte de uma ONG, a Breaking the silence/Quebrando o silêncio, que já reuniu cerca de 950 depoimentos de militares e de ex-militares israelenses. Para recordar os dez anos de sua existência, houve manifestação recente na praça Habima, em Tel Aviv. Durante dez horas, políticos, jornalistas e ex-militares leram relatos atestando violências cometidas nos territórios palestinos ocupados. A ocupação, raiz da revolta palestina, e inteiramente ilegal, como sublinha Shaul, “não é mais uma segunda natureza para nós, ela incorporou-se à nossa própria natureza”.

Em nenhum dos depoimentos há qualquer aprovação aos atos de terrorismo ou aos foguetes lançados contra Israel por organizações islâmicas. Considerados “horríveis” porque suscitam medo, ferem e matam, tais atos, entretanto, não justificam fazer “de todos os habitantes de Gaza alvos de uma destruição em massa”.

É disso mesmo que se trata, pois o ataque desferido pelo exército de Israel a partir do 16 de julho último está destruindo em massa a população de Gaza – um terrorismo de Estado. Fontes publicadas pelo New York Times, nove dias depois do início da ofensiva, em 23 de julho, registravam 3.209 alvos atingidos, provocando um pouco mais de 800 mortos, milhares de feridos e dezenas de milhares de refugiados entre os palestinos.

A situação torna-se desesperadora.


 
Em Gaza, segundo dados do Le Monde, vivem 1,8 milhão de pessoas, com média de 18,2 anos, um alto índice de desemprego, maior entre os mais jovens (50%). Comprime-se num território de 45 km de comprimento por 10 km de largura, uma das mais altas densidades populacionais do mundo: 4.505 pessoas por quilômetro quadrado.

Em 1948, quando da fundação do Estado de Israel e da partilha da Palestina, o território ficou sob jurisdição egípcia, verificando-se um grande afluxo de refugiados. Depois da guerra de 1967, passou à ocupação israelense. A partir de 1994, os acordos de Oslo atribuíram seu controle à Autoridade Nacional Palestina. Entretanto, a região continuou triplamente aferrolhada: por terra, os postos fronteiriços com Israel e Egito filtram a conta-gotas os que desejam entrar ou sair. Por ar, o espaço é vigiado pelo Estado israelense. E por mar, Israel estabeleceu um limite de apenas 6 milhas náuticas (5,5 kilômetros) para o tráfego de embarcações.


Gaza virou um imenso gueto. E os palestinos converteram-se em novos judeus, cuja consciência precisa ser “queimada”.

“Novos judeus”: foi assim que, há pouco mais de trinta anos, Helena Salem intitulou um livro sobre a tragédia dos palestinos depois da II Guerra Mundial. 
Judia, teve que se haver com a crítica – às vezes, insultuosa - de judeus no Brasil e no mundo. Corajosa, recusou-se à autocensura. É trágico que sejam os próprios judeus, trucidados em guetos durante a II Guerra Mundial, os responsáveis por fazer reviver, agora, a maldita experiência.


Os palestinos não querem piedade.


Por destemidos, dela não carecem. Às vezes, como disse o Doutor Gilbert, médico norueguês, no hospital de Al-Shifa, em Gaza, “a gente só tem vontade de chorar e apertar num abraço as crianças cobertas de sangue”. Mas as lágrimas de dor, de raiva ou de medo não são bem vindas. Nem honrariam a capacidade de resistência e a resolução que, nas piores condições, demonstram os palestinos.


Eles precisam é de solidariedade ativa. Das gentes, nas ruas do mundo, manifestando apoio, obrigando os respectivos governos a agirem, através de pressões políticas e diplomáticas.


O mundo não pode assistir de braços cruzados e em silêncio ao massacre de um povo, agredido por uma força maior e mais poderosa. É preciso impedir que os judeus fabriquem novos judeus. Como disse Eric Goldstein, do Observatório dos Direitos Humanos, “Israel precisa fazer mais do que tentar explicar ataques ilegais. Precisa parar com eles”. Para o bem dos palestinos, da humanidade e dos próprios judeus.


*Professor de História Contemporânea da UFF
Email: daniel.aaraoreis@gmail.com

O Templo Salomão reuniu gregos e troianos


O Templo Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus


CAPA/UOL


A inauguração do Templo Salomão, a nova sede da Igreja Universal do Reino de Deus, que ocorreu na noite de quinta-feira (31), em São Paulo foi marcada pela vista inédita do luxuoso espaço e pela presença de políticos e celebridades.
 
Na presença de Dilma Rousseff, Temer, Alckmin, o bispo diz que cura gays e lésbicas


Mas quem pensa que foi falado apenas de "amor ao próximo" se enganou. 
Durante o discurso do bispo Rogério Formigoni, a homossexualidade entrou em questão e ele afirmou que está acostumado a "curar lésbicas e homossexuais" em seu trabalho.

Na cerimônia, que contou tapete vermelho e a trilha do filme épico Os Dez Mandamenos (1956), estavam a presidenta Dilma Rousseff (PT) - que sentou ao lado de Edir Macedo, o fundador da Universal - o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT).

Em sua fala, o bispo garantiu que conseguiu largar o vício em drogas por meio da fé e que a Igreja é mais eficaz que qualquer outro tratamento médico. "Eu cheirava um quilo de cocaína, cem pedras de crack e via as paredes derretendo".

E depois engatou dizendo que conseguia curar qualquer tipo de vício e convidou pessoas "cheirando, fumando, homossexuais e lésbicas" para o tratamento. "Mais cedo ou mais tarde essa sua vontade vai sumir". 

+ Homem de 69 anos diz como foi viver após sessão de "cura gay"
Nenhum político ou personalidade quis falar com a imprensa durante a inauguração do megatemplo.

Vale lembrar que a homossexualidade não é considerada doença desde 1990, quando a Organização Mundial de Saúde retirou o grupo da lista internacional de doenças, logo não é passível de cura. Terapias que tentam a mudança da orientação sexual são comprovadamente prejudiciais à saúde da pessoa LGBT e proibidas. 

O VELHO E MALUCO JUIZ AMERICANO QUE QUER QUEBRAR A ARGENTINA





O ministro-chefe da Casa Civil da Argentina, Jorge Capitanich, disse nesta quinta-feira (31), em entrevista coletiva, que "houve má práxis do Poder Judiciário dos Estados Unidos" no litígio com os fundos abutres, e criticou o mediador norte-americano. Ele ainda disse que recorrerá às instâncias internacionais para discutir a sentença.

Capitanich fez referência à falta de acordo com os fundos abutres. "(...) estamos notando uma marcada incompetência do special master", se referindo ao negociador nomeado pelo juiz Thomas Griesa, Daniel Pollack, por "desconhecer questões elementares da negociação".

Capitanich reafirmou o pedido da Argentina em avançar na reabertura da reestruturação ou na aplicação de uma medida cautelar, pois "a Cláusula Rufo [que protege os credores que aceitaram a
negociação inicial] poderia disparar uma multiplicidade de ações judiciárias contra a Argentina", e além disso, "a Justiça dos Estados Unidos não é confiável".
O ministro-chefe deixou claro que “a Argentina pagou, e portanto os credores devem exigir o pagamento, devem exigir do juiz os fundos depositados pela Argentina". Horas antes, o ministro da Economia argentina, Axel Kicillof, disse, em Nova York, que o governo não vai assinar nenhum compromisso prejudicial aos argentinos: “Vamos defender a reestruturação da dívida, não vamos assinar nenhum compromisso que possa comprometer o futuro dos argentinos. Vamos tomar as medidas, ações, e instrumentos de nossos contratos do direito nacional e internacional para que esta situação insólita, inédita e injusta, não se perpetue".
Kicillof acrescentou ainda que defenderá "a responsabilidade histórica", e não assinará qualquer coisa para resolver a situação criada. “Oferecemos para eles [fundos abutres] entrarem na troca de 2007 e 2010", quando, segundo ele, "nas condições de hoje obteriam um lucro de 300 por cento". Mas "a oferta não foi aceita, porque eles querem mais" arrematou. 


Análise de Conjuntura
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Planalto volta a crer em vitória no primeiro turno

247 - O Planalto aposta novamente na vitória em primeiro turno da presidente Dilma Rousseff. É o que afirma o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em entrevista a Kennedy Alencar. Segundo ele, a queda da avaliação do governo é explicada pelo “mau humor” dos brasileiros. “Não foi só o governo federal que teve esse problema. As pessoas estão mais críticas e mais exigentes e os governos precisam dar respostas melhores para a população.”
Ele rebate críticas à política econômica de Dilma. Segundo Bernardo, os preços costumam crescer no primeiro semestre, mas os trabalhadores conseguiram ajustes salariais acima da inflação. Ele avalia que a taxa da inflação pode fechar o ano em 5,8%, como prevê a consultoria de Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central. “De fato, poderia ser menos que isso. Agora, de forma alguma a inflação está fora do controle”.
Ao comentar ação do PSDB contra a presidente em decorrência de denúncia da Veja de suposta trama para enfraquecer a CPI da Petrobras, ele acusa a oposição de fazer uma cobrança ética “forte e hipócrita”. “Eles acham que tem que fazer CPI para apurar denúncias da Petrobras, agora, por exemplo, nesse escândalo da Alstom, aqui em São Paulo, não falam nada. Acham que está tudo certo”, disse.
No entanto, nega que haja “campeonato moral” entre os dois partidos: “Essa coisa de um querendo esculhambar o outro não vai resolver o problema. Nós temos que ter medidas de combate à corrupção e aqueles que forem apanhados fazendo coisa errada têm que ser julgados.”
Assista aqui a entrevista concedida a Kennedy Alencar.

domingo, 3 de agosto de 2014

PELO FIM DO MASSACRE EM GAZA



“Nós, editores, escritores, professores e artistas, exigimos o imediato fim do massacre em Gaza. O mundo não pode assistir em silêncio ao extermínio do povo palestino; defendemos que nossos governantes rompam relações diplomáticas e comerciais com Israel, tal como foi feito com a África do Sul do apartheid.”
Saiba como aderir à petição “Governo de Israel: queremos o fim do massacre em Gaza“, assinada, entre outros, por David Harvey, Mike Davis, Frei Betto, Chico de Oliveira, Antonino Infranca, Domenico Losurdo, Emir Sader, Erminia Maricato, Istvan Mészáros, Leandro Konder, Maria Rita Kehl, Michael Löwy, Vladimir Safatle, Miguel Urbano Rodrigues, Ricardo Antunes e Ruy Braga. [assine aqui]

Por que isto é importante

Nós, editores, escritores, professores e artistas, exigimos o imediato fim do massacre em Gaza. O mundo não pode assistir em silêncio ao extermínio do povo palestino; defendemos que nossos governantes rompam relações diplomáticas e comerciais com Israel, tal como foi feito com a África do Sul do apartheid.

We, editors, writers/authors, teachers and artists, call for an immediate end to the massacre in Gaza. The world cannot watch in silence the extermination of the Palestinian people; we want our leaders to break trade relations with Israel, as was done with South Africa of the apartheid.


Nosotros, editores, escritores, profesores y artistas, exigimos el inmediato fin del masacre en Gaza. El mundo no puede ver en silencio el exterminio del pueblo palestino; defendemos que nuestros gobernantes rompan relaciones diplomáticas y comerciales con Israel, tal como hicieron con África del Sur del apartheid. 


Noi, editori, scrittori, professori ed artisti, esigiamo l’immediato fine del massacro a Gaza. Il mondo non può assistere in silenzio lo sterminio del popolo Palestinese. Sosteniamo, quindi, che i nostri governanti blocchino le relazioni economiche con Israele, come hanno fatto con il Suddafrica nel periodo dell’Apartheid.


Wir, Verleger, Schriftsteller, Professoren und Künstler fordern die sofortige Beendigung des Massakers im Gaza-Streifen. Die Welt darf nicht still zusehen, wie das palästinensische Volk vernichtet wird; wir setzen uns dafür ein, dass unsere Regierenden die wirtschaftlichen Beziehungen zu Israel abbrechen wie im Falle von Südafrika während der Apartheid.

Les sous-signés, éditeurs, écrivains et auteurs, enseignants et artistes, appelons à un arrêt immédiat du massacre à Gaza. Le monde ne peut pas assister en silence à l'extermination du peuple palestinien; nous voulons que les gouvernements rompent toutes les relations, notamment commerciales, avec Israel, comme cela a été le cas lors de l'apartheid.
* * *
Assinam, entre outros:
Anita Leocadia Prestes
Antonino Infranca
Bernardo Boris Vargaftig
Caio Toledo
Chico de Oliveira
David Harvey
Domenico Losurdo
Emir Sader
Eric Nepomuceno
Erminia Maricato 
Eduardo Bueres
Frei Betto
Gilberto López y Rivas
Gilberto Maringoni
Guido Liguori
Iran Espirito Santo
Istvan Mészáros
Ivana Jinkings
Ivo Tonet
João Alexandre Peschanski
João José Reis
João Quartim de Moares
Leandro Konder
Leonardo Boff
Luiz Bernardo Pericás
Maeve Jinkings
Marcos Del Roio
Maria Orlanda Pinassi
Maria Rita Kehl
Michael Löwy
Michael Zaidan
Miguel Urbano Rodrigues
Miguel Vedda
Mike Davis
Milton Pinheiro
Ricardo Antunes
Ruy Braga
Sergio Romagnolo
Sofia Manzano
Soraya Mislet
Valerio Arcary

COMO HOJE É DOMINGO, OUÇAMOS ENTÃO O POETA E COMPOSITOR JUDEU MAIS GENIAL DE TODOS OS TEMPOS!

Para todos, um ótimo final de férias de verão.Viva a paz!





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sábado, 2 de agosto de 2014

Classificação de risco do Brasil desmente “mercado”, oposição e mídia






As “balas de prata” de 2006 e 2010” – denúncias de corrupção contra o governo federal – tendem a sumir em 2014, sendo substituídas pelo terrorismo econômico



Em um momento em que o mercado financeiro, a oposição ao governo Dilma Rousseff e a mídia espalham pessimismo com divulgação incessante de prognósticos catastróficos sobre a economia brasileira, a prova maior do exagero desse discurso essencialmente político-eleitoral reside no que, em investimento, é chamado de “classificação de crédito” (rating).


Essa classificação, levada ao pé da letra pelo mercado financeiro internacional, é feita por meio de notas representadas por letras e sinais aritméticos a partir de avaliações concedidas pelas três principais agências de classificação de risco. Quais sejam, a Fitch Ratings, a Moody’s e a Standard & Poor’s.
Entre 2008 e 2009, o Brasil obteve a pontuação BBB no “rating” das três agências – a Fitch Ratings usa a nota Baa2, que corresponde à nota BBB das outras duas agências. Em março de 2014, a Standard & Poor’s reduziu a nota do Brasil para BBB – e as outras agências mantiveram a nota BBB.
Contudo, tanto a nota BBB quanto a nota BBB – concedem ao país o que é chamado “grau de investimento”. As notas em azul no gráfico acima indicam aos investidores internacionais que aquele país apresenta boas condições de honrar suas dívidas.
As três agências fizeram revisões recentíssimas da nota de risco do Brasil e em nenhuma dessas avaliações foi entendido por elas que exista qualquer tipo de risco de a economia brasileira naufragar.
Para que se tenha uma ideia, a nota brasileira em ao menos duas das três agências equivale às notas de países como Itália ou Espanha. Já um país como a Argentina, que enfrenta graves problemas com sua dívida externa, teve recentemente sua nota rebaixada pela agência Standard & Poors para CCC – (vulnerável e dependente de condições favoráveis de mercado para pagar a dívida).
Contudo, enquanto a S&P rebaixava a nota do Brasil para BBB – em março último – divergindo das outras duas grandes agências, que nos mantiveram em BBB –, a agência de classificação de risco chinesa Dagong subia em três posições a nota de nossa economia.
O Brasil mantém, oficialmente, contrato para classificação de seu crédito com as agências Standard & Poor´s (S&P), Fitch Ratings (Fitch) e Moody´s Investor Service. Contudo, outras agências internacionais monitoram o risco econômico do país: Dominion Bond Rating Service(Canadá), Japan Credit Rating Agency (Japão), Rating and Investment Information (Japão), NICE Investors Service (Coréia do Sul) e a chinesa Dagong Global Credit Rating.
Seja qual for a agência de classificação de risco internacional, porém, o consenso é um só: a economia brasileira não sofre nenhum tipo de ameaça relevante. A S&P rebaixou um único nível a nossa nota e não foi acompanhada por nenhuma outra agência relevante. E, apesar da redução da nota, manteve-nos em “grau de investimento”.
É nesse ponto que o leitor discordante – ou tendente a discordar – dirá que essas instituições que avaliam as condições econômicas dos países erraram ao mensurar o risco de empresas americanas, sobretudo o banco Lehman Brothers, que deu início ao derretimento da economia americana e mundial em 2008.
Este Blog não faria restrições a esse argumento se essas agências de classificação de risco não fossem parte da ideologia do setor do “mercado” que faz propaganda eleitoral negativa contra Dilma Rousseff e que alardeia desastres econômicos próximos no Brasil. Para empresas como o Santander ou como certa consultoria Tabajara que espalha pânico para beneficiar Aécio Neves, essas agências têm que ser levadas muito a sério.
Aliás, mesmo quem não confia muito nelas tem que lhes dar crédito por conta de seu poder de determinar que nível de custo financeiro (taxa de juros) um país paga no mercado financeiro internacional. Ou seja: acreditando ou não nessas agências, todo o sistema financeiro mundial acredita, apesar dos erros de 2008.
Quanto aos erros das agências, vale comentar que elas se defendem dizendo que as instituições financeiras que avaliaram bem – como o próprio Lehman Brothers – ocultavam fatos, fraudando os analistas e até o Estado.
Segundo as três grandes agências de classificação de risco soberano dos países, portanto, o Brasil é um dos lugares mais seguros do mundo para investir. Ao contrário do mercado financeiro e empresarial brasileiro, essas agências julgam que o favoritismo de que ainda desfruta a presidente Dilma em sua própria sucessão é um fator positivo para a economia.
O fato é um só: toda a campanha oposicionista na eleição presidencial de 2014 está se sustentando não mais em “corrupção”, como em anos anteriores, mas na situação econômica do país. As “balas de prata” de 2006 e 2010” – denúncias de corrupção contra o governo federal – tendem a sumir em 2014, sendo substituídas pelo terrorismo econômico.
Por que? Porque a direita midiática já entendeu que “É a economia, estúpido!”. Contudo, há muito o que dizer na campanha que se avizinha. Ao refrescar a memória dos brasileiros e ao mostrar fatos como o que este post menciona, o discurso catastrofista, na melhor das hipóteses, não ganhará credibilidade suficiente para eleger Aécio Neves.

ELEIÇÃO PARA DEPUTADO FEDERAL CUSTARÁ 6,4 MILHÕES



Estado de Minas


 A Contabilidade foi feita a partir da previsão de gastos apresentada pelos partidos à Justiça Eleitoral.


Em Minas Gerais » Eleição de deputado federal custará, em média, R$ 6,4 milhões Para deputado estadual, a estimativa é de R$ 3,8 mi, em média. .



A eleição de um deputado federal vai custar, em média, R$ 6,437 milhões, segundo estimativa apresentada à Justiça Eleitoral por oito dos maiores partidos políticos – PT, PSDB, DEM, PP, PMDB, PPS, PSB e PR. Para deputado estadual, disputa em que são necessários menos votos para se eleger, a conta também é alta: a estimativa dessas legendas é a de que conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa vá custar, em média, R$ 3,8 milhões.
O PR é a sigla que prevê maiores despesas para as campanhas proporcionais: R$ 10 milhões para cada candidato a deputado federal e R$ 5 milhões para estadual. O DEM, o PSDB e o PP estimam gastos de R$ 7 milhões para uma cadeira na Câmara dos Deputados. Para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa, DEM, PSDB, PP e PPS projetam gastar R$ 4 milhões.
O PPS, assim como o PMDB e o PT, calcula despesas de R$ 5 milhões para deputado federal. Já para a campanha de deputado estadual, o PMDB e o PT informam que pretendem despender R$ 3 milhões para cada candidato. Os socialistas estimam usar R$ 5,5 milhões e R$ 3,5 milhões.
Escaldados pelos muitos escândalos que decorreram do financiamento de campanhas nas sucessivas eleições, os partidos políticos e candidatos estão mais cuidadosos em projetar as despesas. As estimativas apresentadas neste pleito para as campanhas de deputado estadual e federal estão se aproximando do que realmente se consome numa eleição proporcional.
As cifras impressionam. Se, em média, uma cadeira na Assembleia Legislativa custa R$ 3,8 milhões, eleger os 77 parlamentares supõe a arrecadação de algo próximo a R$ 292,6 milhões. Na prática, o retorno “financeiro” formal da atividade expresso nos 13 salários mensais ao ano, de R$ 20.042,35 – que somam R$ 83,3 milhões ao cabo de quatro anos –, cobre pouco mais de 30% do montante arrecadado nas campanhas.
A conta não fecha mesmo se consideradas as chamadas verbas indenizatórias de R$ 20 mil ao mês por parlamentar, que, em tese, representam reembolso dos gastos com o mandato e chegam, ao fim de quatro anos, a R$ 73,92 milhões. Essas contas demonstram que, nem nas assembleias legislativas do país nem na Câmara dos Deputados, os “ganhos” salariais de um parlamentar com a eleição passam pelo pagamento formal da atividade. Por isso mesmo, observar quem financia as campanhas – indicativo de quais interesses estão em jogo – é fundamental para a transparência da representação.

AUMENTO  


Ao longo dos últimos 12 anos, as projeções de gastos nas campanhas para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados tiveram aumento real de 202% e de 283%, respectivamente. Nas eleições de 2002, por exemplo, esses mesmos partidos estimaram para a Justiça Eleitoral gasto médio na campanha para deputado estadual de R$ 1,261 milhão e de R$ 1,679 milhão para deputado federal em valores corrigidos pelo IGP-M para junho deste ano. As projeções médias em 2014 são, nessa ordem, de R$ 3,8 milhões e de R$ 6,437 milhões.
Se entre 2002 e 2006 as estimativas médias de gastos nas campanhas para deputado federal desses oito partidos pularam de R$ 1,679 milhão para R$ 2,415 milhões em valores corrigidos – um aumento real de 44% –, entre 2006, ano do escândalo do mensalão, e 2010 verificou-se salto bem maior nas projeções: de R$ 2,415 milhões para R$ 5,451 milhões, um aumento real de 126%. Entre 2010 e 2014, contudo, as estimativas médias das despesas para concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados passaram de R$ 5,451 milhões para R$ 6,437 milhões, um crescimento real bem menor, de 18%.

PRESTAÇÃO DE CONTAS
 


Se, por um lado, as projeções de gastos com as campanhas estão mais próximas das despesas reais, as prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral em novembro de 2010 pelos candidatos a deputado estadual e federal eleitos naquele pleito ainda estão devendo “precisão” muito maior. Em média, os eleitos para a Assembleia Legislativa informaram ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais um gasto de R$ 881,6 mil em valores atualizados para junho de 2014. Já os candidatos a uma das 53 vagas da bancada federal mineira eleitos em 2010 declararam despesa média de campanha de R$ 2,031 milhões, montante também atualizado pelo IGP-M.
A evolução dos gastos de campanha informados por deputados eleitos à Justiça Eleitoral demonstra que, assim como a previsão de gastos, as prestações de contas também melhoraram nos últimos 12 anos. Por exemplo, em 2002, um candidato a deputado federal eleito informou, em média, despesas de campanha de R$ 492,79 mil em valores corrigidos para junho de 2014; em 2006, essa prestação de conta saltou para, em média, R$ 893,57 mil; e, em 2010, os valores indicados nas prestações de contas dos candidatos eleitos à Câmara dos Deputados indicam um gasto médio de R$ 2,031 milhões, aumento real de 312% em relação a 2002.

Para a Assembleia Legislativa, a prestação de contas dos candidatos eleitos apresentou, em valores atualizados, gasto médio de R$ 279,7 mil em 2002; de R$ 537,6 mil em 2006; e de R$ 881,6 mil em 2010. Corrigida a inflação do período de 2002 a 2010 e trazendo esses valores para junho de 2014, o aumento real na prestação de contas dos deputados estaduais foi de 215%.
As informações das contas de campanha partiram, em 2002, de um patamar assustadoramente baixo e ficcional. Por isso, a evolução dessas estatísticas indica que as prestações de contas dos novos eleitos têm margem para crescer, em média, entre três e quatro vezes em relação às eleições de 2010.

OUTRO AEROPORTO? : A ESMAGADORA MAIORIA DOS BRASILEIROS DESEJA SABER DA JUSTIÇA ATÉ ONDE VAI O FIO DESTE NOVELO



Além do aeroporto de Cláudio, Aécio admite ter usado outro campo clandestino mas a_Prefeitura de Montezuma diz não ter documentos sobre aeroporto




Em suas explicações tardias sobre o aeroporto que construiu em Cláudio (MG) em terras da família, o candidato tucano da coligação PSDB-DEM na eleição presidencial deste ano, senador Aécio Neves (MG) perdeu o pudor. Ele demorou 10 dias para confirmar que usou o local ainda não homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).




Agora tem de se explicar, também, sobre o uso de outro aeroporto clandestino, o de Montezuma (MG), construído nas imediações de uma fazenda que seu falecido pai, deputado Aécio Cunha (MG) lhe deixou de herança. O campo de Montezuma, não tem sequer processo de regularização instaurado na ANAC. Assim, além do aeroporto de Cláudio, Aécio reconheceu ter usado uma outra pista, em Montezuma, construída na década de 1980 e reformada durante o governo dele em Minas.



Nas explicações – que teve de repetir ontem – o candidato não se enxerga. Ele desapropriou terras da família (da fazenda do tio, Múcio Tolentino), construiu um aeroporto a que deu o nome de outro tio – “Aeroporto Deputado Oswaldo Tolentino” – e ainda diz que fez uma obra importante para o progresso da região e que foi tudo legal.



Ilegal, admite ele, foi apenas usar o aeroporto de Cláudio não homologado por “culpa” da ANAC acusa ele. O candidato da coligação PSDB-DEM ao Planalto agora diz que a culpa pela demora na homologação do aeroporto dos tios é do governo de Minas que não manda os documentos necessários…



Que novela de mau gosto! E sem fim…



Prefeitura de Montezuma diz não ter documentos sobre aeroporto
A família do senador e candidato à Presidência tem propriedades rurais no município; A obra custou ao Estado R$ 309 mil, mas o aeroporto permanece até hoje sem registro na Anac

DA REDAÇÃO
Beneficiada com a pavimentação de uma pista de pouso, a Prefeitura de Montezuma (MG) afirma não ter documentos sobre o local, reformado pelo governo do Estado em 2007, durante a gestão de Aécio Neves (PSDB).
A família do senador e candidato à Presidência tem propriedades rurais no município. A obra custou ao Estado R$ 309 mil, mas o aeroporto permanece até hoje sem registro na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Segundo o governo de Minas, a regulamentação do aeroporto cabe ao município.

O chefe de gabinete da prefeitura, Flávio Oliveira, disse que a atual administração não encontrou os documentos da pista de pouso após assumir a gestão da cidade no começo deste ano.

Com cerca de 7.901 moradores e na divisa com a Bahia, Montezuma é administrada desde janeiro pelo prefeito Ivo Pereira (PP), eleito em dezembro de 2013 após o mandatário anterior ser cassado por compra de votos.

De acordo com a prefeitura, que guarda as chaves do aeroporto, o local fica fechado, não tem funcionário para cuidar da pista e não recebeu nenhum voo neste ano.

Na última quarta-feira (30), Aécio admitiu ter usado a pista de Montezuma há cerca de dez anos, quando era governador, mas que disse que utilizou uma aeronave particular.

Como o aeródromo não está registrado, seu funcionamento não é autorizado. Só poderia ser usado em caso de emergência em voo, para evitar acidentes, segundo a Anac. Irregularidades, dependendo do caso, podem ocasionar multas ao piloto, proprietário da aeronave ou do aeroporto, de acordo com o órgão.

No domingo (20), a Folha de S.Paulo revelou que o aeroporto de outra cidade mineira, Cláudio, foi construído na gestão Aécio num terreno que pertencia a Múcio Tolentino, tio-avô do ex-governador.
A área foi desapropriada pelo Estado, mas o tio de Aécio contesta na Justiça o valor da indenização, ainda não paga. Minas gastou quase R$ 14 milhões no aeroporto.

Sobre o terminal de Cláudio, Aécio também admitiu tê-lo usado e disse que isso foi um equívoco, já a pista também não tem registro regular na Anac.

Turismo decadente



O Estado afirma ter investido na pavimentação da pista de Montezuma para promover o turismo local.

Um vereador da base aliada ao PSDB ouvido pela reportagem e que pediu para não ser identificado disse que a cidade é conhecida por seu balneário de águas termais, mas que o local está há cerca de dois anos fechado para obras.

Por isso, disse o parlamentar, a região não tem atraído turistas. Segundo ele, nenhum morador da cidade tem avião.

Em um dos telefones divulgados pela prefeitura em seu site como opção de hospedagem na cidade, a funcionária de uma mercearia que aluga apartamentos diz que os quartos não são procurados por turistas desde que o balneário fechou para reformas, há cerca de dois anos.

Segundo ela, dois hotéis em construção em Montezuma suspenderam as obras até que o ponto turístico seja reaberto ao público. A prefeitura diz que o balneário pode voltar a funcionar em dezembro.
Folhapress

Tecnologia - Chega ao Brasil novo concorrente do WhatsApp

Chega ao Brasil novo concorrente do WhatsApp (Foto: Divulgação)

Os aplicativos de mensagens instantâneas como WhatsApp, Viber e WeChat, acabam de ganhar um novo concorrente no Brasil: msngr, que já estava sendo usado em outros países da América Latina.
O objetivo do novo aplicativo, entretanto, não são as conversas individuais, mas as conversas em grupo. Por enquanto, o msngr está disponível apenas para Android.


Fonte: (Dol/Olhar Digital)