O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Querem ser putas do Tio Sam? Pois paguem!



Caros amigos,
Fiz uma pausa na minha vida no espaço “de carne e osso”, para comentar a grande novidade do dia:
● — A Rússia está proibindo, por 12 meses, todas as importações de carne de boi, de porco, frutas e legumes, carne de frango, pescado, queijos e laticínios em geral, da União Europeia, dos EUA, da Austrália, do Canadá e do Reino da Noruega, para a Rússia.
● — A Rússia também fechou o espaço aéreo para linhas europeias e norte-americanas que sobrevoem [seu] espaço aéreo para o leste da Ásia, a saber, a Região do Pacífico Asiático, e está considerando mudar os pontos chamados de entrada e saída do espaço aéreo russo, para voos europeus, agendados e charter.
Além disso, a Rússia está preparada para modificar as regras de uso das rotas transiberianas e interromperá conversações com autoridades aéreas dos EUA sobre o uso das rotas transiberianas. Finalmente, a começar nesse inverno, podemos revogar direitos adicionais concedidos por autoridades aéreas russas além de acordos prévios.
EUA e União Europeia vs export/import Rússia
É desenvolvimento interessante e importante, que exige análise muito mais sutil que o cálculo estreito do quanto pode custar aos EUA ou à União Europeia. Em vez de tentar cálculo desse tipo, destacarei os seguintes elementos:
Primeiro, é resposta tipicamente russa. Há uma regra básica que todas as crianças russas aprendem na escola, em brigas de rua, no exército e por toda parte: nunca ameace e nunca prometa; aja. Diferente dos políticos ocidentais que passaram meses ameaçando sanções, os russos limitaram-se a dizer vagamente que se reservavam o direito de responder. Então, BANG! Aí está embargo amplo e de grande alcance, o qual, diferente das sanções ocidentais, terá forte impacto no ocidente, mas ainda maior na própria Rússia (mais sobre isso, adiante).
Essa tática de “palavras zero & só ação” é concebida para maximizar a contenção de atos hostis: uma vez que os russos nunca anunciaram antes o que poderiam fazer como retaliação, só Deus sabe o que podem fazer agora, na sequência! :-)
Segundo, as sanções escolheram a dedo os próprios alvos. Os europeus têm agido como prostitutas sem cérebro nem autorrespeito em todo esse assunto; sempre se opuseram às sanções, desde o primeiro momento, mas não tiveram coragem de fazer-saber ao Tio Sam. Por isso, acabaram tendo de render-se total e vergonhosamente. A mensagem dos russos é simples: “Querem ser putas do Tio Sam? Pois paguem o preço!” Esse embargo ferirá especialmente o sul da Europa (Espanha, França, Itália, Grécia) cuja produção agrícola sofrerá muito. São também os países mais fracos na União Europeia. Ao atingi-los, a Rússia está maximizando a inevitável fricção dentro da União Europeia em torno das sanções contra a Rússia.
Terceiro, não é só que as empresas de aviação da União Europeia sofrerão com custos mais altos e tempos de voo mais longos nas importantíssimas rotas da Europa à Ásia: as empresas de aviação asiáticas nada sofrerão, o que assegura às segundas dupla vantagem competitiva. Que tal esse arranjo, para castigar um dos lados e recompensar o outro? A União Europeia criou problemas para uma empresa aérea russa (Dobrolet), por causa de seus voos para a Crimeia, e por isso toda a comunidade das empresas aéreas da União Europeia pagará o preço de tremenda desvantagem em relação às suas contrapartes asiáticas.

Vai desfazer nossa amizade no Facebook?
Quarto, a Rússia usou essas sanções para fazer uma coisa vital para a economia russa. Explico-me: depois do colapso da URSS, a agricultura russa permaneceu em completo desarranjo, e Yeltsin só fez piorar tudo. Os agricultores russos simplesmente não podiam competir contra avançadas empresas de agroindústria, que se beneficiam de grande economia de escala, de pesquisa química e biológica de alta (e caríssima) tecnologia, que controlam toda a cadeia de produção (quase sempre coligadas em imensas empresas holdings) e têm alta capacidade para marketing e qualidade. O setor agrícola russo precisava muito, precisava desesperadamente, de barreiras e tarifas que o protejam contra as gigantes capitalistas ocidentais; mas, em vez disso, a Rússia só fez ordenar-se voluntariamente pelos padrões da OMC; até se tornou membro. Agora, a Rússia está usando esse embargo total para dar à agricultura russa um tempo crucialmente necessário para investir e alcançar fatia muito maior do mercado russo.
Não esqueçam que os produtos russos são LIVRES DE ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS; [20/5/2014, “Rússia prendeu o demônio Monsanto de volta na garrafa”, F. William Engdahl, Global Research, Canadá (em inglês)] que usam muito menos conservantes, antibióticos, corantes, intensificadores de sabor e pesticidas. E, dado que são produção local, não exigem que se usem técnicas desse tipo de refrigeração/preservação que, como todos sabem, fazem todos os produtos ficar com gosto de caixa de papelão. Em outras palavras, os produtos agrícolas russos têm muito melhor sabor e qualidade – o que, como se sabe, não basta para fazer um campeão de mercado. Esse embargo servirá como impulso poderoso para investir, desenvolver, e alcançar melhores fatias de mercado.
Quinto, há 100 países que não votaram com os EUA na questão da Crimeia. Os russos já anunciaram que esses são os países com os quais a Rússia comerciará para obter produtos que não se possam produzir indigenamente. Boa recompensa a quem se levanta contra o Tio Sam.
Sexto, é pouquinho, mas é doce: vocês perceberam que as sanções da União Europeia foram impostas só por três meses e “para posterior revisão”? Ao impor embargo por 12 meses, a Rússia também envia mensagem bem clara: “E agora?! Quem vocês acham que se beneficiará da confusão que vocês armaram?”.
Sétimo, é absolutamente errado calcular que o país X da UE exportava Y milhões de dólares à Rússia, e daí concluir que o embargo russo custará Y milhões de dólares ao país X da UE. Por que está errado? Porque a não venda desse produto criará um excedente que afetará adversamente a demanda ou, se a produção cair, afetará os custos de produção (economias de escala). Na direção inversa, para um hipotético país não-UE Z, um contrato com a Rússia pode significar dinheiro suficiente para investir, modernizar-se e tornar-se mais competitivo, não só na Rússia, mas nos mercados mundiais, inclusive na UE.

Sanções!
Oitavo, os países bálticos desempenharam papel particularmente daninho em todo o caso da Ucrânia, e agora algumas de suas indústrias mais lucrativas (por exemplo, de pescado), que eram 90% dependentes da Rússia, terão de fechar. Aqueles países já estão em terrível confusão, mas agora a coisa piorará muito. Mais uma vez, a mensagem bem simples: “Querem ser putas do Tio Sam? Pois paguem!”
Nono, e esse é tópico realmente importante: o que está acontecendo é que a Rússia vai gradualmente se separando das economias ocidentais. O ocidente rompeu alguns laços financeiros, militares e aeroespaciais; a Rússia rompeu os laços monetários, agrícolas e industriais. Não esqueçam nem por um instante que o mercado EUA/UE é mercado em processo de naufrágio, afetado por profundos problemas sistêmicos e questões sociais gigantescas. Em certo sentido, a comparação perfeita ainda é o Titanic, com a orquestra tocando enquanto o navio afundava. A Rússia é como um passageiro que, naquele momento, recebeu a notícia de que as autoridades do Titanic não o consideravam bem-vindo a bordo e o desembarcariam no próximo porto. Quer dizer... Mas... Que diabo de ameaça é essa?!
Décimo e último, mas de modo algum menos importante, essa guerra comercial, combinada à russofobia histérica do ocidente, está oferecendo a Putin a melhor campanha de Relações Públicas com que o Kremlin poderia sonhar. A propaganda na Rússia só tem de dizer à população a mais absoluta verdade:
Os russos fizemos tudo certo; fizemos tudo conforme o manual deles; fizemos todo o possível para desescalar essa crise; e, em troca, a única coisa que pedimos foi que, por favor, façam parar o genocídio do nosso povo na Novorrússia... E o que fez o Ocidente? Como respondeu? Com uma campanha insana de ódio, com sanções contra nós e com apoio total aos nazistas genocidas em Kiev.
Relógio - por Josetxo Ezcurra
Além disso, como quem acompanha atenta e cuidadosamente a imprensa-empresa russa, posso dizer a vocês que o que está acontecendo hoje parece muito com coisa já conhecida. Parafraseando Clausewitz, pode-se dizer que o que estamos vendo hoje é “uma continuação da IIª Guerra Mundial, mas por outros meios”. Em outras palavras, uma luta a ser combatida até o fim, entre dois regimes, duas civilizações que não podem conviver no mesmo planeta e que estão atadas uma à outra, em luta de vida e morte. Nessas circunstâncias, o apoio do povo russo ao presidente Putin só fará aumentar ainda mais.
Em outras palavras: em movimento que os judocas conhecem bem, Putin usou a fúria da campanha ocidental anti-Rússia e anti-Putin, mas contra o ocidente e a favor da Rússia e de Putin: a Rússia beneficiar-se-á de tudo isso, economicamente e politicamente. Longe de ser ameaçada por algum tipo de “Maidan nacionalista” no próximo inverno, o regime de Putin será fortalecido pelo modo como gerenciou a crise (os índices de aprovação popular de Putin estão ainda mais altos que antes).
Sim, claro, os EUA já mostraram que têm vasto conjunto de capacidades para ferir a Rússia, sobretudo mediante um sistema de cortes e tribunais de justiça (nos EUA e na UE) que é tão subserviente ao estado profundo dos EUA, quanto as cortes e os tribunais da Coreia do Norte são subservientes ao “Amado Líder” deles, em Piongueangue. E a perda total do mercado ucraniano (de importações e de exportações) também ferirá a Rússia. Temporariamente. No longo prazo, toda essa situação é imensamente proveitosa para a Rússia.
Entrementes, Maidan está novamente em fogo, Andriy Parubiy renunciou, e os Ukies não param de bombardear hospitais e igrejas na Novorrússia. Sem novidades, pois.
Liberdade de movimento na União Europeia
Quanto à Europa, amanheceu furiosamente bombardeada e em choque. Francamente, nessa manhã, minha feia capacidade para sentir prazer ante a desgraça de alguns parece não ter limites. Que aquelas arrogantes não entidades do tipo de Van Rompuy, Catherine Ashton, Angela Merkel ou José Manuel Barroso se afoguem na tempestade de merda que a estupidez deles, a falta de vergonha, de coragem, de espinha dorsal dessa gente, criou.
Nos EUA, Jen Psaki parece viver sob a impressão de que a região de Astrakhan mudou-se durante a noite para a fronteira da Ucrânia, enquanto o Ministério de Defesa da Rússia anuncia que:
(...) abrirá contas especiais nas redes sociais e redes abertas de distribuição de vídeos e filmes, para conseguir fazer chegar ao Departamento de Estado dos EUA e ao Pentágono informação prestável, não errada, sobre as ações do exército russo.
Será que, tudo isso posto, os líderes da UE conseguirão entender que puseram seu dinheiro no cavalo errado?



INAUGURAÇÃO DO COMITÊ REGINA BARATA

Regina Barata
Na manhã deste sábado (09) a ex-deputada  do PT paraense, Regina Barata, inaugura seu comitê de campanha. 

Essa importante liderança, que nos próximos dias 15 e 16 deste mês, estará em Brasília a convite da própria presidenta Dilma Rousseff, viajará para este encontro com o vereador Amaury da APPD. 

No Distrito Federal farão uma participação especial no Programa Nacional Para Deficientes, que será apresentado  em rede nacional como uma das principais marcas de campanha do Governo Dilma nas eleições de outubro próximo. 

Regina disputará novamente uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Pará. 

Se para a maioria do eleitorado prevalecer o quesito credibilidade, ela tem tudo para despontar como um dos nomes mais bem avaliados. O comitê de Regina fica na Vila Téta nº 210, entre Governador José Malcher e Av Magalhães Barata.

Escândalo cabeludo!: Aécio, o primo, o aeroporto e o desembargador que recebia propina para liberar traficantes

Aécio e o primo Tancredo, o Quedo
Aécio e o primo Tancredo, o Quedo


Em 2010, o jornalista Bruno Procópio, que se define também poeta e cronista, publicou em seu blog Prosa com Cultura um texto em que revela: a família Tolentino Neves, “famosa pelo legado político de homens como ex-presidente da República Tancredo de Almeida Neves e o governador mineiro Aécio Neves, também fez sua história no universo da cachaça.”
Bruno, o Dindi, jovem de pele morena, barba rala, cavanhaque de poucos e longos fios, conta que seu Múcio Tolentino, irmão de Risoleta Neves, mulher de Tancredo, começou a produzir em 1960 a cachaça Mathuzalem 960.
Durante 25 anos, os amigos se reuniam na fazenda da família, no município de Cláudio, para tomar da pura. Segundo a crônica do Dindi, Tancredo Neves era um dos mais assíduos na confraria.
Depois da morte de Tancredo, seu Múcio parou de fabricar a “960” e praticamente fechou o alambique.
Em 2002, um dos filhos de Múcio, homem que herdou do tio o nome, Tancredo, decidiu retomar a produção da cachaça, mas mudou o nome da bebida.
A cachaça passou a se chamar Mingote, homenagem ao bisavô Domingos da Silva Guimarães, o seu Mingote, que em 1823 comprou terra na região, para produzir rapadura, açúcar mascavo e cachaça, e dar início a uma prole numerosa, da qual descendem dona Risoleta, o neto dela, Aécio Neves, seu Múcio e o filho dele Tancredo Tolentino, também conhecido como Quedo.
A exemplo da “960”, a Mingote também fez fama, principalmente depois que a revista Época publicou, em maio de 2007, “os brasileiros famosos, bem-sucedidos em seus respectivos ramos profissionais, que têm como atividade paralela a produção de cachaça”, e citava Aécio Neves.
Segundo a reportagem, o então governador de Minas era o fabricante da Mingote, descrita como uma cachaça envelhecida durante dois anos em tonel de amburana, no município de Cláudio.
A julgar como verídica a informação de Época, Aécio era sócio do primo Tancredo Tolentino, o Quedo.
Esse era um tempo em que Aécio era apresentado como o autor do “choque de gestão”, e Tancredo Tolentino era um comerciante de Cláudio.
Cinco anos depois, em 2012, o repórter Valmir Salaro, do Fantástico, foi a Cláudio para fazer uma reportagem sobre um esquema de venda de habeas corpus para libertar traficantes.
O repórter contou que, em julho de 2010, numa cidade vizinha, Marilândia, a polícia apreendeu 60 quilos de pasta base de cocaína, parte deles encontrada numa camionete.
A polícia prendeu o motorista Jesus Jerônimo da Silva, e outro traficante, Brás Correia de Souza.
Eles permaneceram alguns meses presos no município de Divinópolis, na mesma região, e foram libertados por decisão do desembargador Hélcio Valentim de Andrade Filho.
Valmir Salaro foi até a cachaçaria Mingote e gravou uma passagem em frente à sede da empresa, em que revelou que a sentença para libertar os traficantes foi negociada ali dentro, entre o desembargador Valentim e Tancredo Tolentino, o Quedo.
A reportagem do Fantástico tem mais de 11 minutos e, em nenhum momento, o nome de Aécio Neves foi citado – nem para dizer que Tancredo Tolentino é primo dele ou para lembrar que a Mingote apareceu na Época como a cachaça fabricada pelo bem sucedido Aécio.
Não era difícil fazer essa associação. Bastava entrar no site da Mingote e clicar em “notícias”. A página abre com uma foto de Aécio e um link para a reportagem da revista Época, em que o ex-governador é apresentado como o fabricante da cachaça.
Hélcio Valentim foi nomeado por Aécio Neves quando governador.
Valentim se formou em direito no ano de 1988 pela Universidade Federal de Minas Gerais. Advogou até 1990, quando entrou no Ministério Público. Em 1996, se tornou procurador e, em 2005, integrou a lista tríplice de indicados para compor o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, na cota do Ministério Público, o chamado quinto constitucional.
A prerrogativa de nomeação para o Tribunal pertence ao governador e o costume é escolher o primeiro da lista. Mas, nessa nomeação, em março de 2005, Aécio nomeou o segundo, Valentim.
Além de nomear o desembargador que, mais tarde, negociaria com o primo a libertação de traficantes, Aécio é autor de outra medida que beneficia Tancredo Tolentino.
A fazenda do pai dele tinha uma pista de terra para pousos e decolagens de avião, obra que o avô de Aécio, Tancredo, havia mandado fazer quando era governador – fazenda em que ele tomava cachaça, como revelou o cronista e poeta Dindi.
Quando chegou sua vez de governar Minas, Aécio mandou pavimentar a obra, ao custo de quase 14 milhões de reais. O outro Tancredo da família, o primo de Aécio (e sócio na Mingote?), é quem toca as coisas por lá, e tem as chaves do aeroporto, até hoje sem homologação da ANAC e, portanto, proibido para o público em geral.
Essas conexões do município de Cláudio acabaram despertando a desconfiança de que a pista pavimentada serviu para pouso de reabastecimento do helicóptero do senador Zezé Perrella, quando trazia 445 quilos de pasta base de cocaína do Paraguai, em novembro do ano passado.
Afinal, Perrella é amigo de Aécio, e Aécio é primo do Tancredo Tolentino, o homem que tem a chave do aeroporto e foi flagrado negociando a libertação de traficantes, num caso em que a semelhança com a apreensão de cocaína no Espírito Santo é espantosa.
Procurei os dois pilotos do helicóptero. Um deles, que eu entrevistei há dois meses e meio, mandou dizer que não fala mais comigo. O outro, o piloto Rogério Almeida Antunes, ex-funcionário de Perrella, disse, por intermédio de seu advogado, que “não, não pousou lá”. Passou perto, mas não parou na pista.
Essa história fica para daqui a pouco.

Trapaça infâme!: perícia oficial comprova que Revista Veja fraudou fita da CPI

247 - O laudo elaborado pelo Instituto de Perícias Científicas de Mato Grosso do Sul revela que a gravação da conversa entre dois funcionários da Petrobras – José Eduardo Barrocas e Bruno Ferreira – e uma outra pessoa não identificada, divulgada esta semana pela revista Veja, foi editada, o que compromete qualquer avaliação sobre a participação de senadores em uma suposta tentativa de fraudar os trabalhos da CPI da Petrobras, conforme denunciado com alarde pela revista.
O documento, assinado pelo perito Fernando Klein, conclui , com base na análise feita na gravação disponibilizada pela Veja em seu site na Internet, com duração de 2 minutos e 40 segundos, que não há uma sequência lógica que permita vincular o senador Delcídio do Amaral (PT/MS) a eventual orientação repassada aos depoentes da CPI da Petrobras, uma vez que no momento imediatamente anterior à citação do nome "Delcídio" na conversa há uma interrupção de 1 minuto e 14 segundos na gravação, o que comprova a montagem.
O laudo esclarece que o uso de arquivo editado pode trazer interpretações equivocadas em relação ao contexto de todo um diálogo.
"Do arquivo analisado separamos segmentos que demonstram a edição do mesmo, sendo claramente perceptível pelo menos duas interrupções na sequencia das falas, a primeira com 1 minuto e 12 segundos e a outra com 1 minuto e 30 segundos. O uso de palavras separadas de sua sequência original pode trazer interpretação destoante do efetivo contexto em que teriam sido empregadas. Dessa forma, não há credibilidade para a interpretação do conteúdo e da aplicação dos diálogos constantes na gravação de 2 minutos e 40 segundos disponibilizada no sítio eletrônico da revista Veja, dada a evidente edição do mesmo", assegura o perito.
O IPC é o maior e mais conceituado instituto de perícias de Mato Grosso do Sul. Ele é responsável por pelo menos 70 % de todas as investigações periciais requisitadas pela Justiça no estado. 
Nesta quarta-feira, em entrevista ao 247, o ministro Ricardo Berzoini, das Relações Institucionais, defendeu que Veja apresente a íntegra de sua fita gravada com uma caneta espiã (leia aqui).

A BURGUESIA PAULISTANA FEDE !


A ELITE DO TUCANISTÂO CHORA DE BARRIGA CHEIA MOSTRA I IBGE


Por: Fernando Brito

 

Para dizer de maneira bem clara, para que a crueldade seja percebida, a matéria que a Folha publica hoje sobre a distribuição de renda em São Paulo pode ser explicada assim, à maneira de Malba Tahan.


Pegue uma nota de cem reais e troque em notas de R$ 10 e entre numa sala com cem pessoas.
Pegue duas e entregue a um só indivíduo. Ele terá, portanto, R$ 20.
Pegue mais três e entregue a outras nove pessoas, para dividirem. Cada uma terá, então, R$ 3,33
Depois, das cinco notas que sobraram, pegue quatro e entregue a 40 cidadãos. Um real para cada, portanto.
A última nota de dez, você pega e atira para os 50 infelizes se engalfinharem por ela, ou troca em moedinhas e dá 20 centavos para cada um.
E mande embora.
 

Este é o retrato da justiça social na maior cidade deste país.
Ocorre que, nos últimos dez anos, embora a divisão tenha se tornado mais injusta, aqueles 50 miseráveis que viviam com o salário mínimo, tiveram um ganho real.




É por isso que o senhor Armínio Fraga, protoministro da Fazenda de Aécio Neves, diz que “os salários subiram demais”.
Mesmo que o dinheiro dos ricos tenha crescido, não importa.
É por isso que o banqueiro do ágape aecista está preocupado com “o pessoal que vota com o estômago” em outubro.

 

Que a elite paulistana abocanhe tudo e ainda reclame de fome, é algo que só prova sua mesquinhez e, pior, sua vocação suicida.
O grave é que já não exista quem grite que isso é imoral, desumano, absurdo, cruel, maldito.
O grave é que a classe média paulistana ainda ache absurdo que os pobres pelo menos tenham favorecimento numa faixa seletiva para os ônibus em que andam.
O grave é que achem isso civilizado e “culto”.
O grave é que nem Geroge Orwell eles leram.
Emile Zola, então, nem se fala.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Deu um branco?: Quanto mais Aécio fala no escândalo do aeroporto que construio com dinheiro público nas terras de sua familia, menos explica



Branco na mente de Aècio no G1

por : Paulo Nogueira

O momento mais engraçado da sabatina de Aécio no G1 veio da imagem de um internauta escolhido para fazer uma pergunta.

A pergunta foi gravada num vídeo.
Sem a menor cerimônia, como se estivesse numa roda na praia, o internauta fez sua pergunta sem camisa.
O descamisado queria saber se os impostos para games iriam diminuir.
Não que os entrevistadores devessem estar de paletó e gravata. Eu mesmo sempre me vesti casualmente.
Mas sem camisa?
Pausa para rir.
Outro instante divertido foi quando Aécio deu um furo. Anunciou, orgulhoso, a criação de um Ministério da Infraestrutura, na hipótese de vencer a eleição.
Minutos depois, o entusiasmo de Aécio com seu novo ministério diminuiu consideravelmente. É que alguém lembrou que Collor criou o mesmo Ministério das Minas e Energia.
Justo ele, Collor?
Nova pausa para rir.
Mas o que a sabatina do G1 mostrou de mais valioso foi quanto é complicado para Aécio o caso do aeroporto, por mais que a mídia o poupe.
Quando lhe perguntaram por que demorara dez dias para admitir que usara o aeroporto, ele simplesmente não encontrou resposta.
Enrolou.
Disse que esperara ficar claro que o terreno do aeroporto fora desapropriado e já não pertencia a seu tio-avô.
O moderador do G1, Tonico Ferreira, lembrou que isso foi esclarecido logo nos primeiros dias.
Mas essa informação não deteve Aécio. Ele atropelou Ferreira e insistiu com sua justificativa, aspas.
Aécio foi além de não responder por que demorou dez dias. Ele tentou, também, mudar o foco do problema do uso da pista.
Ele está fingindo que a questão é que ele utilizou um aeroporto não homologado pela Anac.
Seria uma falha burocrática, e não uma falha moral.
Então ele aproveita para jogar a culpa na própria Anac — e portanto no governo — por não ter homologado a pista rapidamente.
Não é verdade.
O problema é o uso em si, com ou sem homologação. Porque fica a suspeita – para usar uma palavra branda, quase generosa — de que o aeroporto foi feito, ou refeito, para utilização pessoal de Aécio, já que ele tem uma propriedade ali por perto e sua viagem fica bem mais cômoda.
Neste caso, você tem uma despesa pública – 14 milhões de reais – para fins privados.
O aeroporto de Claudio é um drama para Aécio porque mina o discurso moralista que está na base de seus ataques a Dilma e ao PT.
Poucas coisas são mais patéticas que um moralista pego em flagrante. O povo perdoa o pecador, mas implica com o cínico.
Até aqui, como ficou patente na entrevista do G1, Aécio não achou uma explicação que se sustentasse de pé – provavelmente porque não existem mesmo palavras que justifiquem o injustificável.

Aécio a médicos: cubanos têm "prazo de validade"

Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, anunciou hoje (5) que, se for eleito, criará 500 centros especializados em saúde pública no país. O programa de governo de Aécio prevê a criação de 500 grandes unidades regionais, nas quais o atendimento será feito por um médico especializado, que encaminhará o paciente para fazer exames. "E ele já sairá com remédios", disse o candidato, durante encontro na Associação Médica de Brasília.
Ele explicou que o problema da saúde será tratado de forma "estrutural". Para Aécio, a atuação de médicos estrangeiros, viabilizada pelo Programa Mais Médicos, é uma solução "paliativa" . "O que nós vamos fazer é criar uma carreira nacional de médicos, para que eles possam se preparar, se qualificar e atender na periferia das grandes cidades, nas cidades mais remotas, porque, como o tempo, eles mudarão de região."
Perguntado sobre a permanência de médicos cubanos no Brasil, Aécio disse que eles "têm prazo de validade" e ficarão "por três anos". "O que eu pretendo é que não haja mais necessidade de médicos estrangeiros no Brasil. Ao longo do tempo, as nossas políticas, as nossas ações, permitirão que essas vagas sejam ocupadas por brasileiros. Se houver necessidade, que seja uma solução lateral, não central", acrescentou Aécio, que defendeu o Revalida, exame para validação do diploma de estrangeiros. Ele destacou que os médicos cubanos devem receber salário igual ao dos demais.
O candidato disse ainda que, em seu governo, as políticas de saúde pública serão debatidas com os profissionais do setor. "Os profissionais da área é que serão responsáveis pela execução das políticas públicas", afirmou Aécio, dirigindo-se aos médicos presentes na plateia.
O senador mineiro também falou sobre infraestrutura. Nesta semana, ele informou que pretende criar um ministério apenas para tratar da área. Segundo Aécio, as hidrovias e ferrovias devem ser prioridade. Para ele, as ações da gestão atual para as ferrovias, por exemplo, não avançaram o suficiente para atrair investimentos privados. O candidato tucano criticou as obras paradas no país e destacou a necessidade de marcos regulatórios e segurança jurídica para o setor. Além disso, defendeu meritocracia e critérios técnicos nos órgãos públicos e agências reguladoras.

A força dos rios do Pará faz o Brasil funcionar, mas Aneel autoriza Celpa aumentar conta de luz em 34%


Vera Paoloni

Aneel autoriza abusivo aumento de 34% nas contas de luz no Pará. Desde a privatização, em 1998, CELPA já aumentou a conta em mais de 400%, contra uma inflação que não chega à metade.
Pro bolso dos paraenses, este agosto será mês de desgosto.
É que a Aneel – Agência regualdora das centrais elétricas, autorizou hoje (5/8) o amargo reajuste de 34% nas contas de energia elétrica já a partir de agosto.
O péssimo e caro serviço é prestado da Celpa/Equatorial passa a ter uma subida de aproximadamente 34%,segundo informa o DIEESE.
É o 15º reajuste de energia elétrica da Celpa desde a privatização em 1998, e já acumula um percuntual de mais de 400% de reajuste desde a privatização, contra uma inflação que no mesmo período não chega a metade deste percentual.
Ainda segundo o Dieese, na prática teremos dois reajustes, o 1º na conta direta dos consumidores residenciais pelo uso da energia e o 2º no repasse para os preços pelo Setor Empresarial (grandes consumidores) que também tiveram reajutes de cerca de 36%.
O reajuste autorizado no dia de hoje pela ANEEL está entre os maiores do país este ano.
A recente 14ª plenária estatutária da CUT nacional aprovou a moção apresentada pela delegação paraense presente à plenária, em Guarulhos/SP, de 28 julho a 1º de agosto, em que reivindica a federalização da CELPA/Equatorial. Não tem porque a energia elétrica continuar privatizada e com efeitos tão danosos à população paraense!

Falha de São Paulo fuça vida privada de Dilma. E produz jornalíxo




Fernando Brito, Tijolaço

"A “reporcagem” da Folha sobre os inquilinos dos imóveis pertencentes a Dilma Rousseff é uma das coisas mais ridículas da coleção de “folhices” que o jornal paulista produz, sem o menor respeito pela privacidade das pessoas.
Mandou um correspondente a Porto Alegre, descobrir que ocupava os imóveis referidos pela Presidenta em suas declarações de bens e adquiridos antes de sua chegada ao cargo.
Claro, se detectasse algo de irregular ou escandaloso, como foi o aeroporto construído por Aécio Neves ao lado de sua fazenda, em terras do tio, isso seria jornalístico.
Mas, se não há nenhum sinal de irregularidade, se os imóveis são administrados por uma imobiliária – portanto, sem relação pessoal entre Dilma e os inquilinos – e se não há qualquer outra situação que possa ter interesse público, o que é notícia?
A vida e o voto dos inquilinos, ambos ocupando os imóveis há vários anos?
Se foi uma tentativa de “compensar” a revelação do aeroporto familiar de Aécio, o jornal quebra a cara.
O título – um pífio “Conheça os inquilinos dos imóveis de Dilma Rousseff” – já revela o nada que contém a matéria.
Mostra apenas que seus critérios éticos e, pior, os jornalísticos, foram há tempos transformados em puro lixo.
Com, claro, o “capricho” da repórter que se prestou a esse papel, de assinalar que o apartamento declarado pelo valor de compra (R$290 mil), exatamente como qualquer contador da esquina sabe que tem de ser feito no IR, vale R$580 mil, mais de dez anos depois.
O apartamento de Aécio Neves no Leblon vale os R$ 109 mil declarados ou 30 vezes mais, a preço de mercado? O imóvel à beira-mar de Eduardo Campos, na praia do Jaboatão, vale os R$ 60 mil de sua declaração?
Se correspondem aos preços vigentes na ocasião da compra, obvio que não.
Qualquer que seja o valor, porém, será muito mais alto do que o deste tipo de jornalismo barato.

Autoridade britânica se demite por política "moralmente indefensável" em Gaza


Por William James e Kylie MacLellan

LONDRES (Reuters) - Sayeeda Warsi, importante autoridade do Ministério das Relações Exteriores britânico, pediu demissão nesta terça-feira, acusando o governo do primeiro-ministro David Cameron de seguir uma abordagem “moralmente indefensável” no conflito entre Israel e o Hamas.
Embora o governo britânico venha pedindo reiteradamente um cessar-fogo imediato em Gaza, Cameron foi criticado por opositores pelo que dizem ser uma relutância em criticar as ações de Israel com maior ênfase.
Warsi anunciou a decisão no Twitter enquanto Israel retirava suas forças da Faixa de Gaza e iniciava uma trégua de 72 horas com o Hamas, mediada pelo Egito, como primeiro passo rumo a negociações sobre um fim mais duradouro para a guerra de um mês.
A demissão dela é constrangedora para Cameron, que já foi acusado de ter muitos homens em seu gabinete.
“Nossa abordagem e linguagem durante a atual crise em Gaza é moralmente indefensável, não é do interesse nacional britânico e terá um impacto negativo de longo prazo em nossa reputação aqui e no exterior”, declarou Warsi, de 43 anos.
A reação da Grã-Bretanha aos eventos em Gaza é um dos fatores por trás da radicalização dos muçulmanos britânicos, disse ela, e pode ter consequências durante anos.

Comandante Fidel Castro quebra o silêncio e fala sobre o triste holocausto palestino em Gaza



Novamente, peço ao Granma que não dedique espaço de primeiro plano a estas linhas, relativamente breves, sobre o genocídio que se está cometendo contra os palestinos. Escrevo-as com rapidez apenas para deixar constância do que requer meditação profunda.

Penso que uma nova e repugnante forma de fascismo está surgindo com notável força neste momento da história humana, no qual mais de sete bilhões de habitantes se esforçam pela própria sobrevivência. 




Nenhuma destas circunstâncias tem a ver com a criação do Império Romano há cerca de 2.400 anos, ou com o império norte-americano que, nesta região do mundo, há apenas 200 anos, foi descrito por Simón Bolívar quando exclamou que: “(...) os Estados Unidos parecem destinados pela Providência a infestar a América com misérias em nome da Liberdade”.






A Inglaterra foi a primeira real potência colonial que usou seus domínios sobre grande parte da África, do Oriente Médio, da Ásia, Austrália, América do Norte e muitas das ilhas antilhanas, na primeira metade do século 20.


Não falarei, nesta ocasião, das guerras e dos crimes cometidos pelo império dos Estados Unidos ao longo de mais de cem anos, mas só registrarei o que quis fazer com Cuba, o que fez com muitos outros países no mundo e só serviu para provar que “uma ideia justa desde o fundo de uma caverna pode mais do que um Exército”.



A história é muito mais complicada do que tudo o que foi dito, mas foi assim, em grandes traços, como a conheceram os habitantes da Palestina e, é lógico, igualmente, que nos meios modernos de comunicação se reflitam as notícias que diariamente chegam; assim ocorreu com a vexatória e criminosa guerra na Faixa de Gaza, um pedaço de terra onde vive a população do que restou da Palestina independente até apenas meio século atrás. 




A agência francesa AFP informou, no sábado (2): “A guerra entre o movimento islamita palestino Hamas e Israel causou a morte de cerca de 1.800 palestinos (...), a destruição de milhares de lares e a ruína de uma economia já debilitada”, ainda que não assinale, à partida, quem iniciou a terrível guerra.




Depois adiciona: “(...) no sábado, ao meio-dia, a ofensiva israelense havia matado 1.712 palestinos e ferido 8.900. As Nações Unidas puderam verificar a identidade de 1.117 mortos, majoritariamente civis. (...) A Unicef contabilizou ao menos 296 menores [de idade] mortos”. 



“As Nações Unidas estimaram (...) (cerca de 58.900 pessoas) sem casas na Faixa de Gaza.”



“Dez dos 32 hospitais fecharam e outros 11 foram afetados.”




“Este enclave palestino de 362 quilômetros quadrados não dispõe tampouco das infraestruturas necessárias para os 1,8 milhão de habitantes, sobretudo em termos de distribuição de eletricidade e de água.”




“Segundo o Fundo Monetário Internacional, a taxa de desemprego ultrapassa 40% na Faixa de Gaza, território submetido, desde 2006, a um bloqueio israelense. Em 2000, o desemprego afetava cerca de 20% e, em 2011, cerca de 30%. Mais de 70% da população depende da ajuda humanitária em tempos normais, segundo o Gisha [Centro Legal para a Liberdade de Movimentação].”



O governo de Israel declara uma trégua humanitária em Gaza às 07h00 (hora de Greenwich) desta segunda-feira (4), entretanto, às poucas horas rompeu a trégua ao atacar uma casa em que 30 pessoas, em sua maioria mulheres e crianças, foram feridas e, entre elas, uma menina de oito anos, que morreu. 




Na madrugada deste mesmo dia, 10 palestinos morreram como consequência dos ataques israelenses em toda a Faixa e já subiu a quase dois mil o número de palestinos assassinados.



A matança chegou a tal ponto que o “ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, anunciou nesta segunda-feira que o direito de Israel à segurança não justifica o ‘massacre de civis’ que está perpetrando”.

Mudâââânça...

O genocídio dos nazistas contra os judeus colheu o ódio de todos os povos da terra. Por que acredita o governo desse país que o mundo será insensível a este macabro genocídio que hoje está cometendo contra o povo palestino? Por acaso se espera que ignore quanto há de cumplicidade por parte do império norte-americano neste massacre desavergonhado? 




A espécie humana vive uma etapa sem precedentes na história. Um choque de aviões militares ou aeronaves de guerra que se vigiam estreitamente ou outros fatos similares podem desatar uma contenda com o emprego das sofisticadas armas modernas que se converteria na última aventura do conhecido Homo sapiens.



Há fatos que refletem a incapacidade quase total dos Estados Unidos para enfrentar os problemas atuais do mundo. Pode-se afirmar que não há governo nesse país, nem o Senado, nem o Congresso, a Agência Central de Inteligência, o Pentágono, que determinarão o desenlace final. É triste, realmente, que isso ocorra quando os perigos são maiores, mas também as possibilidades de seguir adiante.



Quando houve a Grande Guerra Patriótica, os cidadãos russos defenderam seu país como espartanos; subestimá-los foi o pior erro dos Estados Unidos e da Europa. Seus aliados mais próximos, os chineses, que, como os russos, obtiveram a sua vitória a partir dos mesmos princípios, constituem hoje a força econômica mais dinâmica da terra. Os países querem yuanes, e não dólares, para adquirir bens e tecnologia e incrementar o seu comércio.




Novas e imprescindíveis forças surgiram. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, cujos vínculos com a América Latina e com a maioria dos países do Caribe e da África, que lutam pelo desenvolvimento, constituem a força que, em nossa época, está disposta a colaborar com o resto dos países do mundo sem excluir os Estados Unidos, a Europa e o Japão.



Culpar a Federação Russa pela destruição, em pleno voo, do avião da Malásia é de um simplismo desconcertante. Nem Vladimir Putin ou Serguei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, nem os demais dirigentes deste governo fariam, jamais, semelhante disparate.



Vinte e seis milhões de russos morreram na defesa da Pátria contra o nazismo. Os combatentes chineses, homens e mulheres, filhos de um povo de cultura milenar, são pessoas de inteligência privilegiada e espirito de luta invencível, e Xi Jinping é um dos líderes revolucionários mais firmes e capazes que já conheci na minha vida. 



4 de agosto de 2014;

Fidel Castro.



Fonte: Granma/ Blog Solidários

Tradução de Moara Crivelente, da Redação do Vermelho.

Leia também: Provocação Insólita

terça-feira, 5 de agosto de 2014

DILMA SERÁ REELEITA ! - ESTA REALIDADE TRAZ DESEPERO A OPOSIÇÃO, IDEM À GRANDE MÍDIA ATERRADORAMENTE PARTIDARIZADA, QUE SERÁ DERROTADA PELO POVO EM OUTUBRO

 A Petrobras reagiu com naturalidade à denúncia da revista Veja do último fim de semana, que motivou uma série de representações criminais apresentadas pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) contra representantes da estatal e do PT, acusados pela revista de tramar uma "farsa" contra a CPMI que investiga negócios da estatal.
Em nota, a Petrobras, comandada por Graça Foster, esclarece que realizar "media trainings" (treinamentos de mídia) para executivos e ex-executivos é algo normal e corriqueiro em qualquer grande organização.
Leia abaixo: 
Esclarecimento sobre matéria publicada na revista Veja
Sobre a matéria intitulada "A Grande Farsa", publicada pela revista Veja, esta semana, a Petrobras esclarece que tomou conhecimento das perguntas centrais que norteiam os trabalhos das CPI e CPMI da Petrobras, através do site do Senado Federal, nos dias 14 de maio e 02 de junho, respectivamente, onde foram publicados os planos de trabalho das referidas comissões. Nestes, além das perguntas centrais, constam também os nomes de possíveis convocados, e a relação dos documentos que servem de base para as investigações.

Convém ressaltar que tais informações, tornadas públicas pelas comissões de inquérito, por ocasião do inicio de seus trabalhos, possibilitam a elaboração de centenas de outras perguntas, propiciando à Petrobras a organização das informações necessárias para o melhor esclarecimento dos fatos pertinentes a cada eixo das investigações, quais sejam: Eixo 1 - Refinaria de Pasadena; Eixo 2 - SBM Offshore; Eixo 3 - Segurança nas plataformas; Eixo 4 – Superfaturamento RNEST.

A Petrobras informa que, após cada depoimento, as dezenas de perguntas feitas pelos Parlamentares são desdobradas em novas perguntas pela equipe da Petrobras de forma a subsidiar os depoimentos subsequentes.

Assim como toda grande corporação, a Petrobras garante apoio a seus executivos, e ex-executivos, preparando-os , quando necessário, com simulações de perguntas e respostas, para melhor atender aos diferentes públicos, seja em eventos técnicos, audiências públicas, entrevistas com a imprensa, e, no caso em questão, as CPI e CPMI. Tais simulações envolvem profissionais de várias áreas, inclusive consultorias externas, de modo a contribuir para uma melhor compreensão dos fatos e elucidação das dúvidas.

A Petrobras reafirma que continuará disponibilizando todas as informações referentes as suas atividades e reafirma seu compromisso com a transparência e ética que sempre nortearam suas ações.