O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

terça-feira, 28 de maio de 2013

A morte de Michel Croizier, pai da análise estratégica


Morreu em Paris, na semana passada, o sociólogo Michel Crozier. Ele pertencia ao grupo de intelectuais franceses nascidos no período entre guerras, cujo originalidade intelectual e metodológica ultrapassou rapidamente as fronteiras francesas. 
 Nascido em 1922, no Marne, graduou-se HEC Paris e fez obteve licenciatura em Direito (1949). Em seguida partiu para os Estados Unidos, para uma pesquisa de campo de 14 meses sobre os sindicatos. Ao longo dessa experiência encontra outra maneira de viver e organizar a sociedade que o marcou para sempre. Retornando à França, desenvolveu trabalhos que o tornaram o "pai da análise estratégica", expressão que designa tanto uma abordagem sociológica específica como um método de análise das organizações. 
No meio acadêmico e científico, Michel Crozier não escondeu seu ressentimento contra a evolução da sociologia francesa, que julgou de dividida e sem grandes ambições intelectuais. Lamentou papel de Pierre Bourdieu. no que denominou, em entrevista à revista Annales, de "balcanização da sociologia", fazendo com que a disciplina se compartimentalizasse em setores como sociologia da educação, da saúde, da cultura, etc... Croizier também denunciou a "colonização" das ciências humanas pela sociologia de Bourdieu, apoiada de maneira decisiva pelo jornal Le Monde.
Seu trabalho, ao contrário, procurou pensar a sociologia com uma perspectiva geral e humanista, sem perder de vista a tradição de diálogo com a política e a economia. Em 1962 ele fundou o Centro de sociologia das organizações (CSO). Algumas de suas obras são: "O fenômeno burocrático" (1964), "A sociedade bloqueada" (1970), "A crise da democracia" (1975), "O ator e o sistema" (1977), "A crise da inteligência" (1995), "Minha belle époque: memórias 1" (2002) e  "À contre-courant: mémoires 2" (2004), dentre outros.


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A VITÓRIA DA BARBÁRIE E O TRIUNFO DA LOUCURA TRAVESTIDOS DE INTERESSE DE ESTADO


AS CENAS DANTESCAS ACIMA E ABAIXO  - QUE OS DONOS REDES DE TVS AMESTRADOS NÃO MOSTRAM, SÃO MUITO FORTES E NÃO RECOMENDADAS.

 

POBRE SÍRIA: EUA E A RUSSIA QUEREM ARMAR AINDA MAIS OS CARNICEIROS COMEDORES DE VÍSCERAS HUMANAS. 

Em face aos interesses econômicos das grandes potências, fator gerador de todas as guerras, a vida não vale nada!. A direção do planeta cabe á monstros que sempre aparecem limpos e bonitinhos, acenando alegres na tela das redes de TV de seus cúmplices. (E.B.)
 
A guerra da Síria, onde o governo do carniceiro ditador Assad, apoiado pela Russia, enfrenta opositores, igualmente carniceiros, apaiados pelos EUA, com o agravante de que estes tem por hábito comer as vísceras dos soldados adversários mortos em combate, parece que vai ganhar ingrediente para tornar tudo pior. 
 
EUA e seus países satélites, estão querendo deixar a forma velada e ainda de pequeno porte com que ajudam tais opositores bandidos, e escancarar o fornecimento de armas para eles. A questão é simples. Os EUA e seus cúmplices, querem derrotar Assad e emplacar no comando da Síria um dos líderes rebeldes que é afinado com os seus interesses. Isso vai significar, como no caso da LÍBIA, petróleo a preço de BANANA para o Ocidente.

Onde os EUA se intrometem, o chão fica manchado de sangue. IRAQUE, PAQUISTÃO e AFEGANISTÃO são exemplos disso. Pior, é que muito do sangue que mancha o chão desses países, é de inocentes, como no caso da jornalista YARA ABBAS de apenas 26 anos, que foi morta por um atirador dos rebeldes.

Do Jornal O Dia:
Síria (Al Qusair) - Uma jornalista de uma televisão governamental síria , Yara Abbas, de 26 anos, morreu nesta segunda-feira por um tiro na periferia da cidade de Al Qusair, no oeste do território sírio, onde são registrados choques entre as forças do regime e os rebeldes.
Um outro integrante da equipe de reportagem de Yara também foi ferido.
A correspondente da rede "Ao Ajbariya" Yara Abbas morreu por um disparo de "terroristas" nas proximidades do aeroporto de Al Dabaa, nos arredores de Al Qusair, informou o Ministério de Informação, segundo este canal.
Desde o dia 19 de maio, essa cidade é palco de uma ofensiva do regime sírio, apoiado por milicianos do grupo xiita libanês Hezbollah, contra os rebeldes.
A jornalista era muito conhecida pelos telespectadores sírios e foi morta por um franco atirador, perto do aeroporto de Dabaa, conforme anuncia, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), ONG ligada ao rebeldes e com sede em Londres.
Yara fazia reportagens frequentemente ao lado das forças de Assad, na batalha que dura mais de dois anos na Síria.

AS LIÇÕES DE UM CERTO SILVA - A PARÁBOLA DA MAGNANIMIDADE, POR LULA


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Lula deu a seus seguidores o magnífico exemplo de estender a mão ao adversário caído; pena que nem todos tenham se inspirado com seu gesto.
A grandeza de estender a mão ao adversário
Não sei se é verdade, mas acredito que sim. A fonte é um excelente jornalista, Nassif.

Eu chamaria a história de Parábola da Magnanimidade.
A ela.
Segundo Nassif, alguns meses atrás, Lula foi a um hospital se submeter a uma sessão a mais no tratamento de seu câncer.
Lá, soube que Roberto Civita estava internado, e em situação pior.
Lula foi massacrado pela revista Veja, sabemos todos.
E o que ele fez?
Foi visitar Roberto Civita. Levar um abraço solidário.
Raras vezes Lula terá agido com tamanha grandeza como naquele momento.
Ao ler aqui no Diário as demonstrações de ódio visceral, fanático, impiedoso de tantos admiradores de Lula por Roberto Civita no momento de sua morte sofrida, agoniada, cheguei à conclusão doída de que os admiradores de Lula não aprenderam uma lição de caráter essencial que ele, Lula, lhes deu.
A Parábola da Magnanimidade, tão importante na formação da alma, passou na frente deles, mas infelizmente eles não a notaram, tão ocupados estavam em cultivar um ódio que não leva a nada que não seja ruim. 
Paulo Nogueira no DCM

Mino Carta diz que sua cabeça foi vendida por U$ 50 milhões



Carta não perdoa Civita por entrega de sua cabeça à ditadura
Em entrevista aos alunos da PUC-Campinas, o jornalista Mino Carta fundador das revistas Veja, IstoÉ,CartaCapital e Quatro Rodas conta que os donos da editora Abril Victor Civita e seu filho Roberto Civita o “venderam” em troca de um empréstimo de 50 milhões de dólares. 
No momento em que revive suas emoções, o Michelangelo das revistas perde o controle e afirma que duas vezes tentou bater no Roberto Civita. “Minha cabeça foi vendida por 50 milhões de dólares. Eu tentei duas vezes dar um murro na cara do Roberto Civita, e ele fugiu! Escreve isso, ele fugiu”, conta Carta
O episódio culminou na saída do jornalista da editora Abril. Mino Carta diz que foi ele que se demitiu, não foi demitido como contam os Civita. Carta relembra que foi Richard Civita, irmão de Roberto, que durante uma partida de tênis contaria para Carta sobre as dificuldades financeiras da editora Abril, o empréstimo de 50 milhões de dólares proposto pela Caixa Econômica Federal a mando dos líderes da Ditadura que só seria possível se os Civita aceitassem a troca: o dinheiro pela saída de Carta da Abril. Dá primeira vez que toca nesse assunto não estoura em sentimentos e até brinca: “Vocês viram como valho muito?”
A entrevista não foi apenas marcada por essa declaração, houve momentos de forte crítica as elites brasileiras e a sociedade. “Nós tivemos a pior elite do mundo. Os brasileiros são os herdeiros da casa grande, né. Eu acho que a tragédia brasileira são três séculos e meio de escravidão e uma elite cafajeste, vulgar, prepotente, arrogante, incapaz, incompetente, muito incompetente, muito ignorante. Nossa elite é uma tragédia”, conclui o jornalista.
O italiano, radicado no país desde os doze anos, analisa que o Brasil ainda não é uma nação por não ter uma identidade. Ele afirma que o povo brasileiro é infantil e estupidamente festeiro, colocando a culpa nas elites coloniais e da república velha.
“Mas o problema do Brasil é que sofreu algo monstruoso que foram os três séculos e meio de escravidão. É que essa elite é tão calhorda que ela permitiu o inchaço das cidades. Então, há uma péssima distribuição da população brasileira dentro do território brasileiro, tão ruim quanto à distribuição de renda. A nossa distribuição de renda nos coloca ao nível da Nigéria e de Serra Leoa”, contextualiza Carta.
O diretor de redação da CartaCapital ainda condena os escolhidos pela presidente Dilma Roussef para compor a Comissão da Verdade. Na opinião de Mino Carta, os integrantes deveriam ser pessoas que estiveram envolvidas, sentiram os problemas.
“E por que chama pilantras notórios? Nelson Jobim na comissão da verdade? Paulo Sérgio Pinheiro na comissão da verdade? José Carlos Dias na comissão da verdade? Isso é uma piada! Ou a Dona Dilma está confusa ou enganada, está sendo enganada ou está tudo errado”, defende o jornalista.
Mino Carta ainda critica as faculdades de jornalismo, afirma que os cursos de comunicação são corporativos e que foram criados pela ditadura. 
Apesar de analisar que não é mais possível acabar com os cursos, ele aconselha que o estudante faça uma graduação de História ou Ciências Sociais e apenas posteriormente fazer uma pós-graduação em Jornalismo. “Para a prática profissional o jornalista deve ter uma busca canina pela verdade factual, um espírito crítico, e o dever de fiscalizar o poder”
Apesar dos problemas com os Civita, o ítalo-brasileiro revela carinho com os veículos que criou. Ele afirma gostar da Veja que criou e da Revista Quatro Rodas. “A Quatro Rodas foi um sucesso de mercado realmente. Era um momento muito oportuno, porque estava nascendo a indústria automobilística brasileira”, diz Carta que observa que as revistas criadas foram uma aventuras complicadas por levar muito tempo para se afirmar, como no caso de Veja e da CartaCapital. Mas brinca que sempre teve que inventar seus empregos: “São revistas que eu inventei para poder garantir um salário”.
 
 
por Danilo Zanini, no Digitais PUC-Campinas, via Fabiano Amorim no Facebook

COLOMBIA E FARC's FECHAM CORDO SOBRE REFORMA AGRÁRIA



HAVANA (AFP) - O governo colombiano e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram no domingo 26 um amplo acordo sobre a questão agrária, fonte do conflito armado no país de quase meio século e primeiro ponto da agenda de paz discutida com a mediação de Cuba.
o negociador-chefe das Farc, Iván Márquez.
"Chegamos a um acordo sobre o primeiro ponto da agenda" de cinco pontos, declarou o diplomata cubano Carlos Fernández de Cossío, ao ler o comunicado conjunto na presença de ambas as partes.
 
Havana tem intermediado as conversações de paz, juntamente com a Noruega."O acordo (sobre desenvolvimento agrário) busca reverter os efeitos do conflito e que sejam indenizadas as vítimas do desalojamento e do deslocamento forçados", explicou Cossío.
 
A mais bela guerrilheira do mundo, Tanja Nijmeijer, faz parte da comissão de negociadores das FARC's
Em Bogotá, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, comemorou o avanço do diálogo com a guerrilha, após seis meses de negociações. "Comemoramos, e muito, esse passo fundamental em Havana, para um pleno acordo para pôr fim a meio século de conflito", disse em sua conta oficial no Twitter. E acrescentou: "Continuaremos com o processo, com prudência e responsabilidade."
 
Dag Nylander
Ambas as partes conseguiram "acordos sobre acesso e uso da terra, terras improdutivas, formalização da propriedade, fronteira agrícola e proteção de zonas de reservas", segundo o comunicado conjunto lido por Cossío e pelo delegado da Noruega, Dag Nylander.
 
O negociador-chefe das Farc, Iván Márquez, esclareceu, porém, que ainda há questões pontuais pendentes sobre o tema agrário e que serão retomadas mais à frente. "Posso afirmar, com certeza que o acordado no tema agrário permite transformar de forma radical a realidade rural da Colômbia", disse o chefe negociador do governo, Humberto de la Calle, à AFP.
Ele acrescentou que esse acordo "supera a visão tradicional de uma reforma agrária e pretende criar mudanças reais para acabar com o fosso entre o país rural e o urbano".
As duas partes negociam desde 19 de novembro passado, na capital cubana, uma agenda de cinco pontos para encerrar o conflito armado, após 48 anos de sangrento combate.
Chegou-se ainda a um consenso a respeito de "programas de desenvolvimento com enfoque territorial, infraestrutura e adequação de terras; e desenvolvimento social, saúde, educação, habitação, erradicação da pobreza", indicou o comunicado em Havana.
Também houve acordo sobre "estímulo à produção agropecuária e à economia solidária e cooperativa; assistência técnica; subsídios; créditos; geração de renda; formalização do mercado de trabalho; políticas alimentares e nutricionais".
 
Em visita à Bolívia, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro (foto acima á esquerda do presidente boliviano Evo Moralles), também comemorou o acordo. Venezuela e Chile são "acompanhantes" do processo de paz. "Enche-nos de grande alegria", afirmou Maduro.
Timochenko
Rodrigo Londoño Echeverry, alias “Timochenko,”é o comandante em chefe das FARC's
No domingo, encerrou-se o nono ciclo de conversações, que serão retomadas em 11 de junho com a discussão do segundo ponto da agenda, o de participação política.
 
As Farc são a guerrilha mais antiga da América Latina e têm hoje cerca de 8 mil combatentes.
Um dos negociadores da guerrilha declarou que Santos deve ser reeleito para garantir a continuidade do processo pacificador, embora as Farc já tenham dito, em um outro momento, que não apoiariam a candidatura do presidente para um novo mandato. 
Em recente visita ao Vaticano,o presidente Santos da Colômbia pediu o apoio do novo Papa Francisco, para dar continuidade no processo de paz
 
"Se o presidente for reeleito, dá-se continuidade ao processo", declarou Pablo Catatumbo à revista colombiana "Semana".

segunda-feira, 27 de maio de 2013

20 ANOS NAS CAPAS DA REVISTA 'VEJA'

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Selecionamos 123 capas da revista, de 1993 a 2010. Elas formam uma narrativa surpreendente, quase uma história em quadrinhos da história política do período. FHC é o presidente dos sonhos da publicação. Sério, compenetrado e trabalhador, fez uma gestão exemplar e não está para brincadeiras. O ex-metalúrgico, por sua vez, brinca com a bola e é um demagogo que merece apenas um chute no traseiro.
Antes, porém, reveja o que foi publicado aqui:
Saiba o que o Roberto Civita, presidente da editora Abril e editor da revista Veja, pensa a respeito das capas da Veja.
O vídeo tem 3min14seg, mas você não precisa ir além dos primeiros 30seg.

O presidente Lula sofreu impeachment em agosto de 2005. Quase ninguém se lembra dele. Era um trapalhão barrigudo, chefe de quadrilha e ignorante.
A história seria assim, se o mundo virtual da revista Veja fosse real. Selecionamos 123 capas da revista, de 1993 a 2010. Elas formam uma narrativa surpreendente, quase uma história em quadrinhos da história política do período. FHC é o presidente dos sonhos da publicação. Sério, compenetrado e trabalhador, fez uma gestão exemplar. O ex-metalúrgico, por sua vez, é um demagogo que merece apenas um chute no traseiro.
A visão de Veja é a visão da extrema direita brasileira. Tem uma tiragem de um milhão de exemplares e é lida por muita gente. Entre seus apreciadores está, surpreendentemente, o governo brasileiro. Este não se cansa de pagar caríssimas páginas de publicidade para uma publicação que o achincalha com um preconceito de classe raras vezes visto na imprensa.
Freud deve explicar. Clique no link abaixo para ver a sequência. Vale a pena.
 
 


Gilberto Maringoni
No Carta Maior

Blogueira censurada terá que pagar R$ 2 milhões a Sarney



Sarney quer colocar mais 2 milhões no saco
Marrapá!!!
Só no Brasil mesmo.
Uma blogueira do Amapá, Alcinécia Cavalcante Costa, de 57 anos, foi alvo de processos movidos por José Sarney, que não gostou de um comentário feito por um internauta em seu blog. As multas, mais juros e correções fizeram com que a dívida da blogueira com a União alcançasse R$ 2 milhões. E, como não possui bens, a Justiça Eleitoral de seu estado determinou, em primeira instância, o bloqueio de sua conta.

Em 2006, no período eleitoral, a professora e aposentada Alcinéia publicou em seu blog, o qual falava de política, arte e poesia, uma brincadeira. Sugeriu que os internautas fizessem um adesivo com a frase “o carro que melhor combina comigo é o camburão da polícia” e colassem no carro de algum candidato.

“Eu nem dava notícia de candidatos ao Senado, eu dava mais notícias para candidatos ao governo. Quando eu fiz a brincadeira no blog, um leitor disse que o adesivo era para o Sarney. Aí, pronto. Já os outros candidatos – porque cada internauta citava um candidato, a governador ou a deputado federal – nenhum se importou com isso, foi só o Sarney”, argumentou.

A Justiça impôs, na época, a retirada da postagem do ar, e a ordem foi acatada. No entanto, ela criou novas postagens divulgando o caso, o que rendeu outro processo. E a cada notícia que publicava comentando o caso era alvo de mais e mais processos, todos pelo senador, até que chegou no montante milionário.

Em relação ao valor da multa, em entrevista à Folha de São Paulo, comenta: “Se pudesse pagar, pagaria para me livrar. É muito injusto, mas pagaria, jogaria esse dinheiro na cara do Sarney”.

A condenação e a punição deveriam ser examinadas novamente, disse o advogado de Alcinéia, Ruben Bemerguy. Afirmou ainda que casos como esses, além de limitarem a liberdade de imprensa, constrange o jornalista.

O presidente da Fenaj também comentou o caso com a Folha de São Paulo: “Essa desproporção das punições acaba inviabilizando a atividade profissional do jornalista e o exercício de liberdade”.

Fonte: Blog da Jane

Cobra engolindo cobra - Jader Barbalho x Mário Couto: senadores paraenses em pé de guerra


Blog do Jeso | Jader Barbalho
Jader Barbalho: PMDB
Depois de se envolver em uma briga com Antônio Carlos Magalhães que lhe custou o mandato de senador, em 2000, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) protagoniza agora outra refrega, desta vez com o colega Mário Couto (PSDB-PA), que marca sua atuação por acalorados discursos em que denuncia supostos casos de corrupção.

A ira de Jader teve início depois que Couto usou a tribuna para atacar seu filho. O peemedebista mobilizou seu grupo político e aprovou, quarta-feira passada, na Assembleia do Pará, uma CPI para investigar desvios no Detran local, cujo alvo seria Couto.
Mario Couto - Blog do Jeso

Mário Couto (na foto á direita) do PSDB.
O ataque ao senador tucano ganhou as páginas do jornal de propriedade de Jader. Couto criou, em 2012, um time de futebol, a Associação Atlética Santa Cruz, de Salinópolis, cuja folha salarial chegaria a R$ 400 mil, com centro de treinamento que se equipara ao de grandes clubes do eixo Rio-São Paulo.
Para abrilhantar o time, Couto, que é presidente de honra e patrono da agremiação e dá nome ao estádio local, contratou ex-jogadores de equipes paulistas. Segundo a denúncia, o senador teria indicado para trabalhar no Detran do estado ou nas Ciretrans as esposas desses atletas, depositando na conta delas o salário milionário dos craques.
A filha do senador tucano, Cilene Couto, que é deputada estadual pelo PSDB, também não se deu por vencida e saiu em defesa do pai, propondo outra CPI na Assembleia Legislativa, praticamente com o mesmo objetivo dos “jaderzistas”: investigar o Detran, com a diferença de que as investigações tenham como foco a administração da ex-governadora Ana Júlia Carepa (PT), entre 2007 e 2010, quando o PMDB dominava o Departamento de Trânsito.
Mas a CPI dos aliados de Jader, já instalada, acabou caindo nas mãos dos governistas. Dos cinco indicados, três são ligados ao governador Simão Jatene (PSDB), incluindo o presidente e o relator. A CPI proposta por Cilene já tem número suficiente de assinaturas e integrantes indicados, e só falta ser instalada — o que deve ocorrer nesta semana. 

Fonte: Blog do Jeso

Por que sentiremos falta de Neymar

Cubra-se de glórias, garoto

Cubra-se de glórias, garot

É uma pena que, em pleno 2013, um gênio como Neymar tenha que ir embora do Brasil.

O jogador mais interessante que apareceu no Brasil, em tantos anos, deveria continuar a encantar torcedores nos estádios brasileiros, em vez de levar seu talento para a Europa.
Até quando perderemos os jogadores? Crescemos enquanto a Europa encolhe, e mesmo assim não conseguimos segurar os craques?
Isso está errado.
Neymar pode, sim, se transformar num novo fenômeno mundial. Desde Ronaldo, não aparece no Brasil um jogador tão exuberante.
Dribla, lança, arremata, é veloz e é hábil.
Em relação a jogadores com os quais é comparado, em geral depreciativamente, ele é mais rápido e perigoso que Ronaldinho Gaúcho, e muito mais completo que Robinho mesmo no auge deste.
Num vício da nacionalidade, nos prostramos servis diante de Messi e massacramos Neymar com uma cobrança neurótica, destruidora e irracional.
Tostão disse que ele precisa ir para o Barcelona para crescer profissionalmente. Ora, ninguém jamais disse que ele, Tostão, precisava ir para o exterior para crescer.
É hora de mudar o modelo mental. Não somos mais um país periférico, e não devemos nos comportar no futebol como se ainda fôssemos.
As lágrimas do garoto hoje, em sua despedida, nos comoveram.
O futebol brasileiro perde. O futebol espanhol ganha.
Basta refletir sobre essas duas sentenças para ver quanto é absurda a ida de Neymar.
Teremos que vê-lo a 10 mil km, e o Diário lamenta por isso.
Olhando em retrospectiva, Neymar proporcionou anos esplêndidos não apenas ao Santos, mas a todos os que adoram ver o futebol jogado como deve ser.
O Diário agradece a Neymar, mesmo tendo sofrido em suas mãos e em seus pés. 

Fonte: DCM

O BRASIL E O PACÍFICO



(JB)-Não foi uma caminhada fácil, nem se iniciou ontem, mas o Brasil deixou para trás a situação acanhada, quando, de tempos em tempos, nossos ministros da Fazenda viajavam aos Estados Unidos, de chapéu na mão. A dívida externa nacional, sempre acumulada, pelos juros brutais, tinha que ser “rolada” de maneira humilhante. Os que procuraram escapar ao “contrato de Fausto com o diabo”, conforme Severo Gomes, sofreram a articulação golpista comandada de fora, como ocorreu a Vargas, a Juscelino e a João Goulart.     

Livramo-nos, durante o governo Lula, do constrangimento de abrir a contabilidade nacional aos guarda-livros do FMI, que vinham periodicamente ao Brasil dizer como devíamos agir, em relação à política fiscal ou na direção dos parcos investimentos do Estado. Ainda temos débitos com o exterior, mas as nossas reservas cobrem, com muita folga, os  compromissos externos.

Não obstante isso, os nossos adversários históricos não descansam. Ontem, na cidade colombiana de Cali, os governos do México, do Chile, da Colômbia e do Peru se reuniram para mais um passo na criação da Aliança do Pacífico — sob a liderança dos Estados Unidos e da Espanha — claramente oposta ao Mercosul. O Tratado que reúne, hoje, o Brasil, a Argentina, a Venezuela e o Uruguai — e que deverá ampliar-se ao Paraguai e à Bolívia — representa poderoso mercado interno, com um dinamismo que assegurará desenvolvimento autônomo e relações de igualdade com outras regiões do mundo.

Os norte-americanos, em sua política latino-americana, agem sempre dentro do velho princípio, que Ted Roosevelt atribuía aos africanos, de falar mansinho, mas levar um porrete grande. Ainda agora, preparam uma recepção de alto nível para a chefe de Estado do Brasil, que visitará Washington, em outubro — e será recebida com todas as homenagens diplomáticas. Ao mesmo tempo montam o esquema de cerco continental ao nosso país.



Sendo assim, foi importante a visita que fez anteontem a Washington o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, a convite do Instituto do Brasil, do Centro Woodrow Wilson, e do US Businness Council. O parlamentar, exibindo números bem conhecidos em Washington, mostrou que o Brasil deixou de ser país em desenvolvimento, para tornar-se uma potência consolidada. Ele argumentou que o Brasil é investidor importante na economia norte-americana, e, embora não o tenha feito, poderia lembrar que somos o país que tem o terceiro maior crédito junto ao Tesouro dos Estados Unidos.

Os espanhóis que, em troca do tratamento privilegiado que lhes damos no Brasil, tratam de nos prejudicar, estão exultando com a Aliança do Pacífico. No entender de seus analistas, a nova organização vai sufocar o Mercosul. Ainda que alguns de nossos parceiros estejam encontrando dificuldades ocasionais, a pujança conjunta supera, de longe, a economia dos países da Aliança. A economia mexicana depende de empresas norte-americanas, que se aproveitam de seus baixos salários e outras vantagens para ali montar seus automóveis e “maquiar” outros produtos.

A força da economia brasileira, na indústria de porte — em que se destaca a engenharia de excelência na construção pesada — reduz a quase nada a importância dos países litorâneos do Pacífico, em sua realidade interna. Os Estados Unidos os querem no Nafta, e é provável que consigam esse estatuto de vassalagem. Nós, no entanto, não podemos deixar os nossos vizinhos da América do Sul isolados, em troca de uma parceria com Washington que de nada nos serve.

Juan Carlos é o covarde estúpido acima com as mãos sujas do sangue do elefante que abateu por nada...
É hora também de dar um chega pra lá com a Espanha de Juan Carlos, Rajoy e Emilio Botin, o atrevido presidente do Banco Santander, que consegue ser recebido no Planalto com mais frequência do que alguns ministros de Estado. O Brasil deve manter as melhores relações diplomáticas com os Estados Unidos, desde que as vantagens sejam recíprocas. Mas se, ao contrário deles, não levarmos o big stick, estaremos advertidos de que “os Estados Unidos não têm amigos: os Estados Unidos têm interesses”, conforme a frase atribuída a  Sumner Welles e repetida depois por Kissinger. 


Mauro Santayana

Por que Dilma ficou com Barroso

Resolveu um problema sem criar outro
Resolveu um problema sem criar outro

Ela resolveu o problema do mensalão sem se indispor com a Globo, que gosta do novo ministro.

O que você faz para resolver um problema e não criar outro?
Bem, no caso do STF, você nomeia Luís Roberto Barroso.
Barroso resolve o problema do mensalão. Sua chegada ao Supremo muda o cenário no momento fundamental dos recursos.
Desfaz-se o estado de espírito anti-réus que dominou o STF, e que por um momento pareceu que levaria Zé Dirceu à cadeia.
(Quem não se lembra do relato de Mônica Bergamo, na Folha, sobre o dia em que Dirceu fez as malas à espera de que o levassem pela madrugada?)
Joaquim Barbosa, o grande derrotado na nomeação, agora é minoritário, e é uma benção que seja assim, tamanha a inépcia grosseira, pedante e autoritária do ex Batman.
A segunda etapa do julgamento – aquela, sabemos agora, que será a definitiva – quase que começa do zero. Dirceu pode desfazer a mala, se já não desfez.
As sentenças extraordinariamente rigososas comandadas por Barbosa, e alinhadas com a mídia, vão sofrer uma enorme redução.
Teses como a Teoria do Domínio do Fato, pela qual você pune sem provas, voltarão ao ostracismo.
Será difícil, como aconteceu, condenar alguém com base em denúncias de jornais e revistas – a maior parte delas sem comprovação.
Barroso trouxe isso a Dilma – a certeza de que ela não terá que aturar a expressão de sarcasmo vitorioso de Barbosa, tão bem captada por um fotógrafo no funeral de Niemeyer.
Para os repórteres, Dilma disse que a nomeação nada teve a ver com o mensalão, mas chamo aqui Wellington para comentar: quem acredita nisso acredita em tudo.
É um pastelão, é verdade – mas o final é melhor que o começo, tamanhas as barbaridades dos juízes no mensalão.
Dilma, com Barroso, resolve também um problema, como foi dito acima.
Ela poderia enfrentar muitas críticas da mídia com a indicação. Com Barroso, ela neutralizou o maior foco das críticas: as Organizações Globo. Monopolista como a Globo é, você ganha a aprovação dela e o resto está feito no capítulo das relações com a mídia.
Barroso é amigo da Globo. Foi advogado da Abert, a associação que defende os interesses da Globo. Conforme mostrei num artigo anterior, chegou a escrever um artigo em que defendia a reserva de mercado para a Globo. (Os argumentos eram ridículos: até Mao Tsetung era invocado como um risco. Mas o fato é que ele escreveu o artigo e ele foi publicado no Globo.)
Portanto: você não vai ver Jabor, Merval, Ali Kamel, Míriam Leitão ou quem quer que seja na Globo atacando Barroso agora ou, um pouco depois, em suas intervenções no julgamento dos recursos.
A família Marinho gosta dele: então seus vassalos também gostam. Gostam muito.
São todos papistas, para usar a expressão pusilânime e servil com que o ex-diretor do Globo Evandro de Andrade se insinuou a Roberto Marinho quando quis o cargo.
Faço o que o senhor mandar, disse Evandro. É o que todos ali fazem, basicamente.
Barroso só não resolve o problema dos brasileiros de ter um Supremo patético – mas nada é perfeito.


Paulo Nogueira no DCM

Morre Roberto Civita

Roberto Civita, presidente do grupo Abril, na Sala São Paulo, em outubro de 2012
Roberto Civita morreu neste domingo (26) em São Paulo, aos 76 anos, vítima de complicações cardíacas. 
Filho de Victor Civita, fundador do Grupo Abril, Roberto Civita estava internado no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo.
Morreu por volta das 21h45min em decorrência de complicações provocadas por um aneurisma de aorta. Civita foi operado durante o carnaval para a colocação de uma prótese na aorta, mas teve complicações causadas por uma hemorragia. O quadro foi revertido, mas o estado de outros órgãos se complicou até chegar à falência múltipla.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

RÚSSIA GARANTE AO BRASIL TRANSFERÊNCIA TOTAL DA TECNOLOGIA DO CAÇA SUKHOI SU-35


A agência RIA Novosti informa, citando declarações de Seguei Ladygin, representante da estatal russa de armamento Rosobonexport, dadas ontem na SITDEF 2013, exposição de armas que está sendo realizada em Lima, no Perú, que a Rússia teria comunicado ao governo federal que estaria disposta a transferir ao Brasil, sem restrições, cem por cento  da tecnologia  de fabricação dos caças Sukhoi SU-35, de quinta geração, e dos sistemas anti-aéreos Pantzir, independente da conclusão da licitação do Programa FX-2, de compra de caças pela aeronáutica.

O Sukhoi Su-35 pertence a uma classe caças de ataque e superioridade aérea pesados, de longo alcance e multi-função. Com autonomia de 3.600 a 4.600 quilômetros (com tanques externos) e velocidade de 2.700 quilômetros por hora, ele pode atingir rapidamente qualquer região do território nacional.

É equipado com uma variedade melhorada de óptica passiva do sistema de radar N035 Irbis, e com  um radar de retaguarda adicional montado no seu aguilhão da cauda encurtada. 
 
Conta também com um radar N035 melhorado com pico mais poderoso e melhores características ECM e com um sistema de guerra eletrônica e auto-contramedidas de defesa eletrônica Khibiny L175M. 
 
 
O cockpit conta com duas telas de LCD e compatibilidade com HMD. 
O software do Su-35BM tem acrescentada compatibilidade com novos sistemas de armas e outros  aviônicos que incluem informações de longo alcance de alvos e datalink com capacidade de resistência à JAM, além de um sistema de reconhecimento eletrônico.

MORENA VAI POSAR NUA POR 3 MILHÕES - HAJA SÃO JORGE!




A atriz Nanda Costa, a 'Morena'  da novela,ficará pelada na Playboy por R$ 3 milhões


Está confirmado! Com um cachê estimado em R$ 3 milhões de reais, Nanda Costafinalmente assinou o contrato com a Playboy, e deverá estampar a edição de acosto, no especial de aniversário da revista.Antes de posar nua, a atriz está se recuperando da cirurgia plástica a que se submeteu para implantar silicone nos seios, mas sem aumentar as medidas, apenas corrigindo o excesso de tecido mamário.  “Ela não colocou silicone para posar para este ensaio”, frisou o empresário da morena. As informações foram divulgadas pelo colunista 'Léo Dias', do jornal 'O Dia'.

O que deu na cabeça da Dilma?: o novo ministro do STF defende a reserva de mercado da mídia

O novo ministro não é exatamente animador

A escolha de Barroso não é exatamente animadora.

O novo ministro tem muita proximidade com a Globo
Se alguém tivesse que dar uma instrução ao novo integrante do STF, Luís Roberto Barroso, seria mais ou menos assim: “Amigo, observe tudo que seus companheiros fazem com atenção. E depois faça o oposto.”
Barroso substitui uma pequena calamidade chamada Ayres Brito. O maior legado de Ayres Brito foi privar a sociedade brasileira do direito de resposta na mídia em casos de calúnia e difamação.
Depois, ele conseguiu entender que não havia conflito de interesses na relação justiça e mídia e fez um sofrido prefácio para o livro – a esta altura completamente morto, dados os novos fatos – de Merval Pereira sobre o mensalão.
Escolha de merda...

Seria de supor que Dilma, depois da barbeiragem espetacular na escolha de Luiz Fux, tenha sido mais cuidadosa ao optar por Barroso.
Mas uma visita ao blog de Barroso não chega a ser exatamente animadora. Para começo de conversa, ele foi advogado da Abert, a associação de empresas de rádio e televisão que obedece ao comando da Globo.
Logo, suas relações com a Globo estão, desde já, sob suspeita de promiscuidade.
Isso fica claro num artigo que está em seu blog, e que ele escreveu exatamente para o Globo, em 2011. Nele, defendeu, com argumentos bisonhos, a manutenção de reserva de mercado para as empresas jornalísticas brasileiras.
É a chamada pataquada.
Considere.
“A primeira questão a ser enfrentada diz respeito ao fato de que as empresas genuinamente brasileiras que atuam
nesse mercado não podem ter mais de
30% de capital estrangeiro, por imposição constitucional. Admitir-se empresas com 100% de capital estrangeiro fazendo jornalismo ou televisão no Brasil não apenas viola a Constituição como cria uma competição desigual. Imagine se um jogo de futebol em que um dos times devesse observar as regras tradicionais e o outro pudesse pegar a bola com a mão, fazer faltas livremente e marcar gols em impedimento. A injustiça seria patente.”
Ora, por que as regras seriam diferentes? Por que qualquer empresa estrangeira de mídia no Brasil poderia pegar a bola com a mão? A legislação de mídia seria a mesma, como acontece com qualquer outro ramo.
Nos anos 1990, o Brasil se livrou da reserva de mercado para automóveis, com ganhos expressivos para os consumidores, que se livraram das carroças caríssimas.
As novas fábricas que se instalaram no país, como a Fiat ou a Toyota, viveram desde o primeiro instante sob as mesmíssimas regras das demais montadoras.
Se essa lógica patética valesse, estaríamos sob reserva de mercado em todas as áreas. Você talvez estivesse condenado a ter um laptop da Itautec.
Mas Barroso foi adiante em sua insana cavalgada a favor do atraso.
“Existem (…) razões mais substantivas para que as regras sejam mantidas e respeitadas. O Brasil é um país cioso de suas tradições culturais, que  incluem uma belíssima música popular, o melhor futebol do planeta, novelas premiadas mundo afora e cobertura jornalística acerca dos fatos de interesse nacional.
Entregar o jornalismo e a televisão ao controle estrangeiro poderia criar um ambiente de surpresas indesejáveis. No noticiário e na programação, teríamos touradas ou jogos de beisebol. Ou, quem sabe, de hora em hora, entraria em tela cheia a imagem do camarada Mao, grande condutor dos povos. Como matéria de destaque, uma reportagem investigativa provando que Carlos Gardel era uruguaio e não argentino. Pura emoção. À noite, um documentário defenderia a internacionalização da Amazônia.”
Raras vezes foram ditas tantas estupidezes num só parágrafo. Raras vezes uma situação de inaceitável privilégio foi defendida com tamanha pobreza de argumentos.
Um homem que escreve essas coisas — que deveriam ter efeito desqualificador em qualquer escolha — ter chegado as STF mostra quanto é baixo e primário o nível do sistema judiciário brasileiro, e quanto é frágil o critério de opção dos governos. 


Paulo Nogueira  no DCM/Free ilustratuon by: militanciaviva!