O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

terça-feira, 18 de maio de 2010

HOJE É O DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES...


Hoje (18/05) é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi escolhida por ser o dia da morte da menina Araceli Santos, de apenas oito anos, que foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada por jovens de classe média alta de Vitória (ES). Apesar de sua natureza hedionda, o crime prescreveu impune. Instituído pela Lei Federal nº. 9970/00, o dia tem como objetivo mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la para engajar-se nesta luta.
Sabe-se que todos os dias, centenas de crianças são abusadas sexualmente e, quase sempre em seus próprios lares, por pessoas em quem confiam. Essa invasão do corpo, da vontade e da auto-estima deixa marcas profundas, ainda que invisíveis. Da mesma forma, em diferentes lugares do País, crianças e adolescentes são explorados sexualmente em bares, hotéis, restaurantes, postos de gasolina, pensões e pousadas. São quase sempre meninas, empurradas pela pobreza extrema para um comércio covarde que explora corpos e rouba a infância.
Dalka Ferrari, psicóloga e coordenadora da clínica psicológica do Instituto Sedes Sapientiae, descreve os danos causados por quem sofreu abuso sexual: “Quanto mais nova a pessoa, mais graves são as conseqüências, que podem ser mudanças bruscas de comportamento no sono, na alimentação, ou outras”. Ela explica que não há meios de fazer a pessoa abusada parar de conviver com a lembrança: “A terapia faz com que a pessoa viva sem essa ansiedade, mas sempre vai haver os sintomas”.
Abuso e exploração sexual são duas coisas diferentes. A exploração sexual acontece quando o adulto utiliza a criança ou a (o) adolescente para fins comerciais, por meio de relação sexual, manipulação ou indução a participação em shows eróticos, fotografias e filmes. Já o abuso sexual é uma situação que pode incluir carícias, pornografia, assédio sexual e manipulação da genitália, em que a criança ou a (o) adolescente é usada (o) para a gratificação sexual do adulto por meio de uma relação de poder.
Infelizmente há poucos dados sobre abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil e no mundo. O abuso sexual, por exemplo, é cercado de tabus e do silêncio das vítimas. Lauro Monteiro Filho, secretário executivo da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia) faz uma alerta aos pais: “Acredite no que lhe diz sua filha ou filho, por mais absurdo que lhe pareça. A auto-estima preservada e confiança nos pais podem impedir a maioria das situações de abuso sexual”.
explica Dra. Rachel Niskier Sanchez, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Nos últimos seis anos, o Sistema Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-Juvenil, monitorado pela Abrapia, recebeu mais de quatro mil denúncias. Desse total, 3.328 eram de exploração sexual infanto-juvenil. Já para os casos de abuso sexual, os dados mostram que, entre fevereiro de 1997 e janeiro de 2003, o número de denúncias foi maior na região Sudeste, que teve 1.377 denúncias (46%). O Rio de Janeiro é o estado onde esse percentual é maior, chegando a 21,5%, o que equivale a 1.052 denúncias. Em seguida está a região Nordeste, com 28% das denúncias.

Para tentar diminuir a onda de abusos, a Câmara dos Deputados aprovou medidas contra a produção de pornografia que envolva menores de 18 anos e a punição de estabelecimentos que hospedem crianças e adolescentes em hotéis sem autorização, com multa ou até seu fechamento. Outra mudança proposta é dar maior rigor às penas, passando o abuso sexual de crime contra costumes, para crime contra a pessoa.
Como denunciar casos de violência sexual?
É preciso romper com o pacto de silêncio que encobre as situações de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. Esta é a única forma de ajudar essas meninas e meninos. Em caso de suspeita de violência sexual infanto-juvenil deve-se recorrer a:
Conselhos Tutelares - foram criados para zelar pelo cumprimento dos direitos de crianças e adolescentes. A eles cabe receber a notificação e analisar a procedência de cada caso, visitando as famílias. Se for confirmada a ocorrência, o Conselho deve levar a situação ao conhecimento do Ministério Público.
Varas da Infância e da Juventude - em municípios onde não há Conselhos Tutelares, as Varas da Infância e da Juventude podem receber as denúncias. Outros órgãos que também estão preparados para ajudar são as Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente e as Delegacias da Mulher.

LIGUE 100 - DENUNCIE O ABUSO

http://www.revistaviracao.org.br/artigo.php?pag=4&mostrando=&id=667

domingo, 16 de maio de 2010

PIG IRADA ! : DILMA SEM GRITO PASSA A FRENTE DO CANDIDATO DO ATRASO...


Vox Populi mostra Dilma com 38% e Serra com 35%

É a primeira vez que a pré-candidata petista ultrapassa numericamente o tucano; resultado indica empate técnico.
Vox Populi mostra Dilma com 38% e Serra com 35%. veja, abaixo:

(clic aqui, em cima do quadro para aumenta-lo)

IRÃ: LULA NO OLHO DO TIGRE


Chomsky: o que está em jogo na questão do Irã
Em entrevista à publicação alemã Freitag, Noam Chomsky fala da pressão dos EUA e de Israel sobre o Irã e seu significado geopolítico. "O Irã é percebido como uma ameaça porque não obedeceu às ordens dos Estados Unidos. Militarmente essa ameaça é irrelevante. Esse país não se comportou agressivamente fora de suas fronteiras durante séculos. Israel invadiu o Líbano, com o beneplácito e a ajuda dos EUA, até cinco vezes em trinta anos. O Irã não fez nada parecido", afirma.
David Goessmann/Fabian Scheidler - Freitag
Barak Obama obteve em 2009 o Prêmio Nobel da Paz enquanto enviava mais tropas ao Afeganistão. O que ocorreu com a “mudança” prometida?

Chomsky: Sou dos poucos que não está desiludido com Obama porque não depositei expectativas nele. Eu escrevi sobre as posições de Obama e suas perspectivas de êxito antes do início de sua campanha eleitoral. Vi sua página na internet e para mim estava claro que se tratava de um democrata moderado ao estilo de Bill Clinton. Há, claro, muita retórica sobre a esperança e a mudança. Mas isso é como uma folha em branco, onde se pode escrever qualquer coisa. Aqueles que se desesperaram com os últimos golpes da era Bush buscaram esperanças. Mas não existe nenhuma base para expectativa alguma uma vez que se analise corretamente a substância do discurso de Obama.

Bombardeio do regime ultra-direitista sionista sob a população civil de Gaza
Seu governo tratou o Irã como uma ameaça em função de seu programa de enriquecimento de urânio, enquanto países que possuem armas nucleares como Índia, Paquistão e Israel não sofrem a mesma pressão. Como avalia essa maneira de proceder?

Chomsky: O Irã é percebido como uma ameaça porque não obedeceu às ordens dos Estados Unidos. Militarmente essa ameaça é irrelevante. Esse país não se comportou agressivamente fora de suas fronteiras durante séculos. O único ato agressivo se deu nos anos 70 sob o governo do Xá, quando, com apoio dos EUA, invadiu duas ilhas árabes. Naturalmente ninguém quer que o Irã ou qualquer outro país disponha de armas nucleares. Sabe-se que esse Estado é governado hoje por um regime abominável. Mas apliquem-se os mesmos rótulos aplicados ao Irã a sócios dos EUA como Arábia Saudita ou Egito e só se poderá o Irã em matéria de direitos humanos. Israel invadiu o Líbano, com o beneplácito e a ajuda dos EUA, até cinco vezes em trinta anos. O Irã não fez nada parecido.

Apesar disso, o país é considerado como uma ameaça...
Chomsky: Porque o Irã seguiu um caminho independente e não se subordina a nenhuma ordem das autoridades internacionais. Comportou-se de modo similar ao que fez o Chile nos anos setenta. Quando este país passou a ser governador pelo socialista Salvador Allende foi desestabilizado pelos EUA para produzir “estabilidade”. Não se tratava de nenhuma contradição. Era preciso derrubar o governo de Allende – a força “desestabilizadora” – para manter a “estabilidade” e poder restaurar a autoridade dos EUA. O mesmo fenômeno ocorre agora na região do Golfo. Teerã se opõe à autoridade dos EUA.

Como avalia o objetivo da comunidade internacional ao impor graves sanções a Teerã?
Chomsky: A comunidade internacional: curiosa expressão. A maioria dos países do mundo pertence ao bloco não alinhado e apóiam energicamente o direito do Irã de enriquecer urânio para fins pacíficos. Tem repetido com freqüência e abertamente que não se consideram parte da denominada “comunidade internacional”. Obviamente pertencem a ela só aqueles países que seguem as ordens dos EUA. São os EUA e Israel que ameaçam o Irã. E essa ameaça deve ser tomada seriamente.

Por que razões?
Chomsky: Israel dispõe neste momento de centenas de armas atômicas e sistemas de lançamento. Destes últimos, os mais perigosos provem da Alemanha. Este país fornece submarinos nucleares Dolphin, que são praticamente invisíveis. Podem ser equipados com mísseis nucleares e Israel está preparado para deslocar esses submarinos para o Golfo. Graças à ditadura egípcia, os submarinos israelenses podem passar pelo Canal de Suez.

Não sei se isso foi noticiado na Alemanha, mas há aproximadamente duas semanas a Marinha dos EUA informou que construiu uma base para armas nucleares na ilha Diego Garcia, no oceano Índico. Ali seriam estacionados os submarinos equipados com mísseis nucleares, inclusive o chamado “destruidor de bunkers”. Trata-se de projéteis que podem atravessar muros de cimento de vários metros de espessura. Foram pensados exclusivamente para uma intervenção no Irã. O destacado historiador militar israelense Martin Levi van Creveld, um homem claramente conservador, escreveu em 2003, imediatamente após a invasão do Iraque, que “depois desta invasão os iranianos ficaram loucos por ainda não terem desenvolvido nenhuma arma atômica”. Em termos práticos: há alguma outra maneira de impedir uma invasão? Por que os EUA ainda não ocuparam a Coréia do Norte? Porque ali há um instrumento de dissuasão. Repito: ninguém quer que o Irã tenha armas nucleares, mas a probabilidade de que o Irã empregue armas nucleares é mínima. Isso pode ser comprovado nas análises dos serviços secretos estadunidenses. Se Teerã quisesse equipar-se com uma só ogiva nuclear, provavelmente o país seria arrasado. Uma fatalidade deste tipo não é do gosto dos clérigos islâmicos no governo: até agora eles não mostraram nenhum impulso suicida.

O que pode fazer a União Européia para dissipar a tensão desta situação tão explosiva?
Chomsky: Poderia reduzir o perigo de guerra. A União Européia poderia exercer pressão sobre Índia, Paquistão e Israel, os mais proeminentes não assinantes do Tratado de Não Proliferação Nuclear, para que finalmente o assinem. Em outubro de 2009, quando se protestou contra o programa atômico iraniano, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) aprovou uma resolução, que Israel desafiou, para que este país assinasse o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e permitisse o acesso de inspetores internacionais aos seus sistemas nucleares. A Europa e os EUA trataram de bloquear essa resolução. Obama fez Israel saber imediatamente que não devia prestar nenhuma atenção a esta resolução.

É interessante o que acontece na Europa desde que a Guerra Fria acabou. Quem acreditou na propaganda das décadas anteriores devia esperar que a OTAN se dissolvesse em 1990. Afinal, a organização foi criada para proteger a Europa das “hordas russas”. Agora já não existem “hordas russas”, mas a organização se expande e viola todas as promessas que fez a Gorbachev, que foi suficientemente ingênuo para acreditar no que disseram o presidente Bush e o chanceler Kohl, a saber: que a OTAN não se deslocaria um centímetro na direção do leste europeu. Na avaliação dos analistas internacionais, Gorbachev acreditou em tudo o que eles disseram. Não foi muito sábio. Hoje a OTAN expandiu a grandes territórios do Leste e segue sua estratégia de controlar o sistema mundial de energia, os oleodutos, gasodutos e rotas de comércio. Hoje é uma mostra do poder de intervenção dos EUA no mundo. Por que a Europa aceita isso? Por que não se coloca de pé e olha de frente para os EUA?

Ainda que os EUA pretendam seguir sendo uma superpotência militar, a sua economia praticamente desmoronou em 2008. Faltaram bilhões de dólares para salvar Wall Street. Sem o dinheiro da China, os EUA talvez tivessem entrada em bancarrota.
Chomsky: Fala-se muito do dinheiro chinês e especula-se muito a partir deste fato sobre um deslocamento do poder no mundo. A China poderia superar os EUA? Considero essa pergunta uma expressão de extremismo ideológico. Os Estados não são os únicos atores no cenário mundial. Até certo ponto são importantes, mas não de modo absoluto. Os atores, que dominam seus respectivos Estados, são sobretudo econômicos: os bancos e as corporações. Se examinamos quem controla o mundo e determina a política, vamos nos abster de afirmar um deslocamento do poder mundial e da força de trabalho mundial. A China é o exemplo extremo. Ali se dão interações entre empresas transnacionais, instituições financeiras e o Estado na medida em que isso serve a seus interesses. Esse é o único deslocamento de poder, mas não proporciona nenhuma manchete.

Tradução para o SinPermiso: Angel Ferrero
Tradução para a Carta Maior: Katarina Peixoto

Fonte original: http://www.freitag.de/politik/1013-iran-obama-weltordnung-sanktionen

quinta-feira, 13 de maio de 2010

AGENDA DÚSCA DE PEDRINHO CAVALLÉRO !


CLIC EM CIMA DA FOTO PARA VER A AGENDA
Pedrinho Cavalléro é reconhecidamente o que se pode chamar de artista completo: não somente porque é um excelente compositor,canta,canta pra caramba, fazendo os seus ouvintes -especialmente aqueles que estão apaixonados e amando pela 2ª,3ª ou 7ª vez- sentirem-se livres para mergulhar de corpo e alma nas harmonias e acordes que só ele sabe arrancar, com muita paixão e taquicardia da sua enluarada viola.É prata da casa de primeirissíssima qualidade,como diria o velho pé de valsa, Maurício Pascoal.Vamos lá,é um programa que imperdível...!

BRASIL:13 DE MAIO:TRABALHO ESCRAVO,VEJA O ABSURDO !


Contag cobra punição para os empresários escravagistas

O combate ao trabalho escravo no Brasil deve ir além da fiscalização do Ministério do Trabalho e da “libertação” dos trabalhadores. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que expropria a terra em que for constatada a exploração de trabalho escravo, revertendo a área para o assentamento dos trabalhadores que estavam sendo explorados no local, é defendida pelos dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

O secretário de Assalariados e Assalariadas Rurais da Contag, Antônio Lucas Filho, defende a votação da matéria, parada há seis anos na Câmara, ainda este ano. Segundo ele, o período pré-eleitoral seria o momento adequado para que os parlamentares que tentam a reeleição demonstrassem, por meio da votação da matéria, se estão comprometidos com a ideia de acabar com a escravidão.
Ele ironiza a posição da senadora Kátia Abreu (DEM-GO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que diz não existir trabalho escravo. Se os ruralistas não praticam a exploração do trabalho escravo, não há o que temer com a aprovação da lei, destaca Antônio Lucas. “Se a Kátia Abreu diz que não tem isso, porque tem medo?” indaga.

O dirigente sindical – ele mesmo vítima de trabalho escravo na adolescência – diz que existe trabalho escravo no Brasil e os números provam isso: no ano passado, 3.571 trabalhadores de 19 estados foram resgatados pelo Ministério do Trabalho de condições análogas à da escravidão.

A avaliação dele é que é difícil aprovar a matéria porque o Congresso é formado em sua maioria por parlamentares que são proprietários de terra e que têm medo porque sabem que podem perder suas terras caso seja aprovada a lei. “Não quer dizer que todo mundo que tem terra, escraviza”, destaca o líder sindical.

Ele acredita que vai ser preciso muita mobilização dos movimentos sindicais rurais e urbanos para aprovação da lei, lembrando que “o assunto interessa a todos, porque se a gente produz mais e melhor alimento, todo mundo será beneficiado”. E diz ainda que no meio urbano também tem muita escravidão, citando as atividades comerciais e pequenas fábricas clandestinas no estado de São Paulo, que vitimizam principalmente os nossos vizinhos de fronteiras (bolivianos, paraguaios etc).
Punições

A pobreza e a impunidade aliadas produzem os casos de trabalho escravo no Brasil, afirma Antônio Lucas. Para combater o problema, segundo ele, seria preciso “libertar” o trabalhador da pobreza e punir os produtores.

Ele descreve as ações que se desenvolvem no Brasil no combate ao trabalho escravo como insuficientes: O Ministério Público fiscaliza - contatado o caso de condição análoga à escravidão -, resgata o trabalhador e multa a empresa. O trabalhador recebe os direitos dele de imediato, com rescisão indireta e o empresário deve pagar multa ao Estado, mas eles recorrem e a gente acredita que eles não pagam todas as multas.

“Essa lógica desenvolvida pelo Brasil está errada, tem que ter ações complementares – prisão e pagamento de indenização por constrangimento”, explica o dirigente sindical.

Para ele, “o Estado como Justiça está falho e não está punindo como devia”. O Código Civil Brasileiro considera crime o trabalho escravo, mas apesar de vários casos confirmados, desde que começou a campanha de combate ao trabalho escravo nunca um empresário foi preso por isso. Porque nessa situação não tem prisão apesar de estar previsto no Código Penal? questiona Lucas.

Por isso, ele volta à defesa da aprovação da PEC. “Uma lei dessa aprovada impediria a reincidência”, lembrando que nem mesmo a prisão seria suficiente para evitar novos casos. “A prisão não representa tanto, porque eles têm advogado e sai em dois, três dias, embora exista uma repercussão comercial, que produziria efeitos negativos nos negócios deles”, afirma.

“Mas no caso de perder a propriedade, estaríamos dando um passo importante, e juntando tudo, colocaríamos a corda no pescoço contra os que querem manter a escravidão no Brasil”, resume Antônio Lucas.

Soluções

Para Antônio Lucas, outro problema que precisa de solução mais radical é o destino dos trabalhadores que são libertados do trabalho escravo. Eles recebem o dinheiro a quem têm direito, mas volta a situação original – de pobreza e ignorância.

“É por isso que eu sou contrário a rescisão indireta e multa, porque acabou tudo isso, o cara gastou o dinheiro e sem qualificação nem escolaridade, ele volta à mesma situação”, descreve, defendendo como situação ideal que o trabalhador fosse assentado na reforma agrária e recebesse conhecimento e qualificação para se defender. “O Estado tem que ter políticas públicas para isso”, destaca.

Outra solução apontada por Antônio Lucas, até que fosse alcançada a situação ideal com aprovação da PEC, seria a correção da empresa infratora e a manutenção do trabalhador – de forma regular - na empresa. Segundo ele, a fiscalização deveria dar um prazo para a empresa corrigir a situação e as multas iriam aumentando até que a situação fosse normalizada.

“É melhor corrigir a empresa e manter o emprego dele, porque a empresa não pára as atividades (após a “libertação” dos trabalhadores) e procura outros trabalhadores. E quem pode garantir que não sejam nas mesmas condições?” avalia Antônio Lucas.

Critérios

Apesar das muitas queixas, Antônio Lucas tem elogios para a ampliação dos critérios que definem o trabalho escravo e para a melhoria nos trabalhos de fiscalização.

De 1988 (com a Nova Constituição) para cá, os critérios foram ampliados. Somado ao longo período de trabalho - 10 a 12 horas por dia, falta de pagamento e o impecilho de ir e vir, outras condições foram agregadas, como a falta de alojamento e alimentação, água inadequada e ausência de assistência de saúde e segurança. “Essas todas somadas determinam a situação de escravidão”, explica o líder sindical.

Ele também avalia como ponto positivo o fato da fiscalização identificar vários casos novos. O aumento no número de casos é resultante da aceitação de denúncias anônimas pelo Ministério do Trabalho. “Porque quem escraviza não tem medida e nem medo para mandar matar quem faz a denúncia”, afirma.

Para o empresário que escraviza, Antônio Lucas não poupa críticas. Ele diz que antigamente o patrão que escravizava era aquele de perfil mais atrasado e ligado à pecuária, mas hoje tem empresários modernos que também usam escravidão.

Ele cita como exemplo o Grupo Cosan, empresa com capital estrangeiro, um dos maiores produtores de álcool e açúcar, com sede em São Paulo e usinas no Centro-Oeste - e que em 2009 foi denunciado e foi parar na lista suja. (http://www.mte.gov.br/trab_escravo/lista_suja.pdf)

Perfil do escravizado

Ao contrário do empresário que escraviza, o trabalhador escravizado tem um perfil definido – é o migrante analfabeto. “O migrante tem o perfil característico para a servidão”, diz Antônio Lucas, acrescentando que o migrante vem de longe, sem dinheiro, sem família, não conhece a região, por isso se torna alvo fácil.

Ele conta como ocorre a abordagem. O empregador oferece adiantamento em dinheiro logo na abordagem ao trabalhador, o que o coloca em dívida com o patrão, dívida que aumenta com a cobrança de alojamento, alimentação, instrumento de trabalho etc. “Quando o cara faz um adiantamento de salário, ele deu a senha negativa para o trabalhador ficar devendo e entrar na servidão.”

Para o trabalhador, que vem de uma região muito pobre, que não tem trabalho e deixa a família sem assistência, ele aceita o adiantamento e o trabalho considerando como “grande ganho”. “O trabalhador não tem consciência de sua situação”, explica o líder sindical. As empresas procuram gente mais jovem e analfabeta exatamente porque são os que tem menores condições de entender a sua situação.

Por: Márcia Xavier
Fonte: Portal Vermelho

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HOJE:REUNIÃO DO SETORIAL DE MULHERES PT


O Blog recebeu e-mail pedido de publicação avisando que hoje é a nova data para realização do setorial de mulheres.Esclarece a nota que é preciso atingir um quorum mínimo, para poder tirar delegadas para o encontro nacional do PT.

Data: 13.05.10
Local: FAMA (BR. 316, em frente ao Evandro Chagas)
Data: 18:00 h



. Partido dos Trabalhadores

CIRCULAR N° 005/2010 – PRESIDÊNCIA

Ananindeua – PA, 12 de Maio de 2010.

PARA: Coordenadoras, participantes da Setorial de Mulheres, dirigentes do PT Ananindeua, Líder da Bancada, Vice-Prefeita e Secretários Municipais.

ASSUNTO: Encontro Municipal da Setorial de Mulheres do PT de Ananindeua.

O Presidente, o Secretario de Movimentos Sociais e a Condenação da Setorial de Mulheres do PT de Ananindeua, convocam todas/os as/os participantes da setorial local de Mulheres para participarem do Encontro Municipal deste coletivo dia 13 de maio hoje (quinta-feira) das 18h00 as 21h00, na Faculdade da Amazônia – FAMA, sito BR-316.

Objetivo do Encontro: I – Discutir as eleições 2010 e propostas para compor programa de governo;

II – Encontro Estadual e eleição delegadas/os;

Saudações petistas

José Oeiras

Presidente

Sérgio Vieira da Costa

Secretário de MSPS

Luciléa Ferreira Laurentino (Léa)

Coordenadora da Setorial de Mulheres




quarta-feira, 12 de maio de 2010

13 DE MAIO: DIA DA LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS



* CRISTOVAM BUARQUE

Há exatos cem anos, saía da vida para a história um dos maiores brasileiros de todos os tempos: o pernambucano Joaquim Nabuco. Político que ousou pensar, intelectual que não se omitiu em agir, pensador e ativista com causa, principal artífice da abolição do regime escravocrata no Brasil. Apesar da vitória conquistada, Joaquim Nabuco reconhecia: “Acabar com a escravidão não basta. É preciso acabar com a obra da escravidão”, como lembrou na semana passada Marcos Vinicios Vilaça, em solenidade na Academia Brasileira de Letras.

Mas a obra da escravidão continua viva, sob a forma da exclusão social: pobres, especialmente negros, sem terra, sem emprego, sem casa, sem água, sem esgoto, muitos ainda sem comida; sobretudo sem acesso à educação de qualidade.

Ainda que não aceitemos vender, aprisionar e condenar seres humanos ao trabalho forçado pela escravidão – mesmo quando o trabalho escravo permanece em diversas partes do território brasileiro –, por falta de qualificação, condenamos milhões ao desemprego ou trabalho humilhante. Em 1888, libertamos 800 mil escravos, jogando-os na miséria. Em 2010, negamos alfabetização a 14 milhões de adultos, negamos Ensino Médio a 2/3 dos jovens. De 1888 até nossos dias, dezenas de milhões morreram adultos sem saber ler.

Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra da escravidão se mantém e continuamos escravocratas.

Somos escravocratas ao deixarmos que a escola seja tão diferenciada, conforme a renda da família de uma criança, quanto eram diferenciadas as vidas na Casa Grande ou na Senzala. Somos escravocratas porque, até hoje, não fizemos a distribuição do conhecimento: instrumento decisivo para a liberdade nos dias atuais. Somos escravocratas porque todos nós, que estudamos, escrevemos, lemos e obtemos empregos graças aos diplomas, beneficiamo-nos da exclusão dos que não estudaram. Como antes, os brasileiros livres se beneficiavam do trabalho dos escravos.

Somos escravocratas ao jogarmos, sobre os analfabetos, a culpa por não saberem ler, em vez de assumirmos nossa própria culpa pelas decisões tomadas ao longo de décadas. Privilegiamos investimentos econômicos no lugar de escolas e professores. Somos escravocratas, porque construímos universidades para nossos filhos, mas negamos a mesma chance aos jovens que foram deserdados do Ensino Médio completo com qualidade. Somos escravocratas de um novo tipo: a negação da educação é parte da obra deixada pelos séculos de escravidão.

A exclusão da educação substituiu o sequestro na África, o transporte até o Brasil, a prisão e o trabalho forçado. Somos escravocratas que não pagamos para ter escravos: nossa escravidão ficou mais barata e o dinheiro para comprar os escravos pode ser usado em benefício dos novos escravocratas. Como na escravidão, o trabalho braçal fica reservado para os novos escravos: os sem educação.

Negamo-nos a eliminar a obra da escravidão.

Somos escravocratas porque ainda achamos naturais as novas formas de escravidão; e nossos intelectuais e economistas comemoram minúscula distribuição de renda, como antes os senhores se vangloriavam da melhoria na alimentação de seus escravos, nos anos de alta no preço do açúcar. Continuamos escravocratas, comemorando gestos parciais. Antes, com a proibição do tráfico, a lei do ventre livre, a alforria dos sexagenários. Agora, com o bolsa família, o voto do analfabeto ou a aposentadoria rural. Medidas generosas, para inglês ver e sem a ousadia da abolição plena.

Somos escravocratas porque, como no século XIX, não percebemos a estupidez de não abolirmos a escravidão. Ficamos na mesquinhez dos nossos interesses imediatos negando fazer a revolução educacional que poderia completar a quase-abolição de 1888. Não ousamos romper as amarras que envergonham e impedem nosso salto para uma sociedade civilizada, como, por 350 anos, a escravidão nos envergonhava e amarrava nosso avanço.

Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra criada pela escravidão continua, porque continuamos escravocratas. E ao continuarmos escravocratas, não libertamos os escravos condenados à falta de educação

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*Cristovam Buarque, é professor da UNB e senador da república.

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As leis Abolicionistas

Em 1850, Eusébio de Queiroz motivou a lei contra o tráfico negreiro, entre outras coisas, pelo medo de o grande número de negros ( 3.500.000 para 1.500.000 brancos ) viesse a perturbar a ordem estabelecida. Queiroz chegou a propor a contratação de um exército de mercenários estrangeiros para manter submissos os escravos, pois os soldados brasileiros se recusavam a cumprir tal oficio. Na verdade, boa parte dos escravos estavam se insubordinando.

Em 1823, cantava-se nas ruas de Pernambuco:

Marinheiros e caiados,
Todos devem se acabar,
Porque só pardos e pretos,
O país hão de habilitar!

Em 1821, os pretos ocuparam Vila Rica, após sangrentos combates, declarando sua liberdade e igualdades aos brancos.

Em 1849, em Queimados, Espíritos Santo, 200 escravos tentaram um levante, visando atingir todo o estado.

Lei do Ventre Livre (1871)

Foi nesse ambiente que o ministério chefiado pelo visconde do Rio Branco apresentou o projeto da lei do Ventre Livre em maio de 1871 para a Câmara dos Deputados. Depois de modificada e adaptada aos interesses escravistas, a lei que declarava livre os filhos de escravos foi finalmente aprovada em 1871, por 65 votos a favor e 45 contra. A maioria dos deputados de Minas, São Paulo e do Rio Grande do Sul. Os representantes das províncias do norte e nordeste votaram maciçamente a favor.

Lei dos Sexagenários (1885)

Em 28 de setembro de 1885 o governo imperial promulga a Lei Saraiva-Cotegipe, conhecida como Lei dos Sexagenários, que liberta os escravos com mais de 65 anos. A decisão é considerada de pouco efeito, pois a expectativa de vida do escravo não ultrapassa os 40 anos.

A abolição da escravatura

Em 1888, a Princesa Isabel assinou a lei que abolia a escravidão: A Lei Áurea. Em 13 de maio de 1888, o gabinete conservador de João Alfredo apresenta, e a princesa Isabel assina, a Lei Áurea, extinguindo a escravidão no país. A decisão, porém, não agrada aos latifundiários, que exigem indenização pela perda dos "bens". Como isso não acontece, passam a apoiar a causa republicana.

Em 1899 partiu o último navio,"Aliança", levando de volta à África um grupo de ex-escravos. Uma criança que seguiu para a África naquele navio, Maria Romana da conceição, chegou a visitar o Brasil em 1963.

A lei Áurea não indenizou os escravos pelo trabalho realizado. Assim, abandonadas à própria sorte, a maioria caiu na miséria da mendicância e vão compor a camada mais miserável das classes populares.

A abolição no Ceará

O Ceará é conhecido pelo cognome de Terra da Luz. Muita gente julga que é devido ao seu forte e claro sol tropical. Nada disso. Esse honroso título, dado por José do Patrocínio, se deve ao fato da então província ter abolido a escravatura antes do Brasil. Na verdade o povo cearense nunca gostou mesmo de escravizar os seus semelhantes e a prova disso é que muitos senhores de escravos libertaram os seus negros ainda antes de 25 de março de l884, data em que, sem dar a menor satisfação a D.Pedro II, o Ceará libertou os seus escravos definitivamente.

Antes, porém, foram promovidas muitas campanhas abolicionistas lideradas por João Cordeiro, líder do movimento abolicionista no Ceará que ao lado dos igualmente bravos Antônio Bezerra e José do Amaral, lutaram para libertar, pelo menos o Ceará, da vergonha da escravidão.

Os lideres sempre tiveram o apoio e o carinho do povo. No entanto, a primeira ação prática e drástica para acabar com a escravatura, foi de Francisco José do Nascimento, até então apelidado por Chico da Matilde e que depois seria chamado de "Dragão do Mar". Francisco José era um mercador de escravos que, depois de convencido pelos abolicionistas, num rompante bem cearense, afirmou que nunca mais embarcaria escravos para o Ceará e nem permitiria que ninguém o fizesse. Isso aconteceu em 30 de agosto de l881. Com a atitude do mercador, tornou-se impossível receber ou embarcar escravos no porto do Ceará. Por esse gesto heróico, Francisco José do Nascimento foi cognominado de "Dragão do Mar", nome que é hoje dado a um centro de cultura e a uma rádio de Fortaleza.

A campanha abolicionista no Ceará ganha a adesão da população pobre. Os jangadeiros encabeçam as mobilizações, negando-se a transportar escravos aos navios que se dirigem ao sudeste do país. Apoiados pela Sociedade Cearense Libertadora, os "homens do mar" mantêm sua decisão, apesar das fortes pressões governamentais e da ação repressiva da polícia. O movimento é bem-sucedido: a vila de Acarape (CE), atual Redenção, é a primeira a libertar seus escravos, em janeiro de 1883. A escravidão é extinta em todo o território cearense em 25 de março de 1884.

Autoria: Rafael Luiz Silva

fonte:http://www.coladaweb.com/historia-do-brasil/escravidao-no-brasil


DA-LHE CAVALCANTE ! VAI QUE A BOLA É TUA !


A ordem do dia na imprensa marrom paraense é a desqualificação sutil e varziana contra tudo e contra todos que ousam desafiar seus sagrados interesses.

Interessante notar como alguns setores da chamada 'direitona' parlamentar e seus notórios aliados da PIG, ficaram alvoroçados diante ao fato do educador, Luis Cavalcante, ter atendido ao convite da governadora do Estado aceitando o desafio de assumir a estratégica Secretaria de Educação.

Certamente o desconforto adveniente por parte deste campo surge por traduzirem que ele irá imprimir ali a sua marca mais reconhecida: a competência, coisa que é muito perigosa nos dias de hoje, pelo poder de se constituir em fator de desmobilização para alguns...

Para quem ainda não o conhece bem é preciso avisar que, aqui, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, ele é uma espécie de lenda viva entre os seus camaradas militantes socialistas, que muito admiram a figura desse professor pelo conjunto das suas ações visionárias, coerentes e mui aguerridas...

Especialmente quando da sua solitária passagem pela nossa câmara de vereadores onde, na condição de único representante das esquerdas, enfrentou uma mantilha de caninos reluzentes, sozinho, se contrapondo ao atraso e a esculhambação e se constituindo nesta época num palito de fósforo acesso dentro desta caverna escura.

Apostamos que na SEDUC, neste momento, e no segundo Governo Popular, poderá ele despontar como um projetor por ser reconhecido como um dos prováveis quadros que ajudaria a conferir maior visibilidade para um modelo tido positivamente como diferenciado em nível de visão de governo.

Tudo dando certo, poderá contribuir com que a gestão de Ana Julia se torne algo assim como imperecível, pelo aspecto da modernização radical que ela imprime com paixão à maioria de suas ações.

Queremos apostar que o novo secretário,Luis Cavalcante, reúna condições plenas para levar adiante e consolidar -entre outros- projetos do calibre do 'Navega Pará', que tem o potencial de multiplicar e agregar com muita força e sucesso para toda a sociedade, um bem que não é móvel (casa,terras,etc.) mas, que se eternizará na memória dos homens e filhos da floresta, por proporcionar um imprescindível direito, ou seja: o de ter acesso ao futuro!


Zôlho Diçartre - República Obscurantista de Ananindeua





segunda-feira, 10 de maio de 2010

VOTE NA ENQUETE PARA DEPUTADO FEDERAL

O blog MILITANCIAVIVA esta realizando essa enquete para saber qual é a opinião dos nossos internautas sobre quem vai ser eleito para Deputado Federal.

DEBATE IMPERDÍVEL !: TRABALHADORES X TUCANOS


O Estadão promoveu na manhã desta segunda-feira um debate programático entre os presidentes do PSDB e do PT. O tucano Sérgio Guerra insistiu na defesa da paternidade da estabilidade econômica e dos programas sociais, enquanto José Eduardo Dutra buscou ressaltar o aperfeiçoamento desses mecanismos por parte do governo Lula e em como a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, pode manter o que foi conquistado.

Ambos assumiram o compromisso de adotar o ficha limpa para candidatos dos partidos. Guerra acusou o PT de aparelhar o Estado, mas Dutra afirmou que o PSDB está “radicalizando a campanha”, especialmente na internet. Ambos assumiram o compromisso de adotar o ficha limpa, independentemente da aprovação pelo Congresso, na escolha de seus candidatos neste ano. A plateia riu, mas os dois insistiram no tema.

Abaixo, o minuto-a-minuto do debate:

12h04 - Sérgio Guerra defende que o TCU funcione “de fato”. Dutra afirma que a fiscalização do TCU é importante, mas questiona o poder do tribunal de paralisar obras. “O TCU é um órgão auxiliar do Congresso Federal”, completa.
11h56 - Pergunta do internauta: “Por que o PSDB e o PT não fazem como o PV e não aplicam um projeto de ficha limpa entre seus candidatos?”. Ambos dizem que não vão aceitar políticos de ficha-suja e assumem o compromisso de adotar a proposta indepentemente do Congresso. A resposta provocou risos na plateia. Mas ambos voltaram ao tema depois.
11h53 - “Essa criminalização da doação legal é o que acaba estimulando o caixa 2 nas campanhas”, afirma Dutra. “Todas as grandes empreiteiras deste País já doaram para todos os partidos.”
11h51 -Dutra: “Todos os partidos que estão na base do nosso governo participaram do governo anterior”. “Eles eram mais competentes do nós para enterrar CPIs”.
11h50 - “Não vamos trocar cargos no governo por apoio de quem quer que seja, responde Guerra.
11h48 - Julia Duailibi: “A maioria das crises foi criada pelas bases, o PSDB está cortejando os partidos da base, incluindo o PSC de Joaquim Roriz. Estamos voltando aos vícios retrógrados para conquistar tempo na TV?”.
11h45 - Dutra: “Não é o fato de não concordarmos sempre com a imprensa não quer dizer que vamos cerceá-la”.
11h42 - “Eles desidrataram o Ciro”, respondeu Guerra. “Eu acho impressionante como o PSDB resolveu tomar as dores do Ciro”, retrucou Dutra.
11h39 - Pergunta do internauta: “Por que o PT trabalhou para aniquilar a candidatura de Ciro Gomes?”. “Isso não é verdade. O Ciro e o PSB tinham uma visão diferente”, respondeu o presidente do PT. “Não tivemos nenhuma ação para inviabilizá-lo. Reconheço em Ciro qualquer possibilidade de concorrer a um cargo no Brasil”.
11h37 - “O governo anterior nunca fez nenhuma declaração a respeito dos direitos humanos. O governo anterior recebeu o (ex-presidente do Peru) Alberto Fujimori”, respondeu Dutra. Ele admitiu problemas na condução do PNDH-3.
11h34 - Guerra responde a Dutra mencionando os exemplos dos direitos humanos em Cuba e Venezuela. “No caso do Irã, é uma atitude isolada do presidente”. “Liberdade de imprensa, o PT não gosta. Está lá no Plano de Direitos Humanos”, depois dessa declaração ele foi aplaudido pela plateia, a primeira manifestação espontânea dos presentes.
11h29 - Dutra responde que depois que Lula assumiu, as exportações aumentaram, inclusive para países os quais o Brasil nunca vendeu. No meio da resposta, ele provoca Guerra citando o bordão de Lula: “Nunca antes nesse País um presidente visitou alguns países”.
11h27 - Malu Delgado pergunta se há diferenças entre a política externa dos governos do PT e do PSDB.
11h25 - “Nós não fomos para a rua pedir o impeacment de Lula. Nós não embarcamos nessa”, diz Guerra.
11h24 - Guerra: “Nas questões centrais do País, nós nunca vacilamos. O PT vacilou”.
11h22 - Julia Duailibi questiona a radicalização da campanha citando as últimas representações do TSE. Guerra afirma que Dilma fez campanha antecipada: “A ministra Dilma não sairia de 5% para 20% se não tivesse feito campanha antes da hora”. O tucano aproveita para responder a Dutra: “No Plano Real, o PT fez o diabo. O PSDB nunca foi contra os programas sociais, ele os inventou. Todas as crises do governo Lula nos últimos anos fora criadas pela sua base”.
11h18 - “O Minha Casa, Minha Vida e o PAC são a cara da Dilma. Quem achar que a eleição vai ser fácil, vai quebrar a cara”, adianta Dutra.
11h17 - Dutra: “A oposição tem trabalhado sim na desqualificação da nossa candidata. Não estou falando dos sites clandetinos, mas de sites criados por tucanos para desqualificar a candidata Dilma”.
11h15 - “Bordão de Lula ‘Nunca antes nesse País é falso. Diz que Dilma tinha liderança e autoridade no governo. Agora como pré-candidata não está com argumentos suficientes do nosso ponto de vista”, afirma Guerra.
11h12 - Pergunta do internauta a Sérgio Guerra: “Serra disse hoje em entrevista a uma rádio que o PT é um notório partido de aparelhamento. Isso mostra que a campanha será agressiva?”.Guerra responde que Serra não fará campanha agressiva. O PT é o partido do aparelhamento”. “Você foi a favor do Plano Real, Dutra?”, questionou o tucano. “Eu não era parlamentar à época”, respondeu. “Vocês criaram o fator previdenciário”, retrucou o petista.
11h09 - Dutra responde que o PT defende a difusão de mecanismos populares para a participação maior dos brasileiros.
11h06 - Pergunta do internauta: “O PT pretende instalar um governo socialista no Brasil?”.
11h03 - Malu Delgado pergunta a Dutra sobre ajuste fiscal e a necessidade de ajustes na Previdência. Dutra responde que não está nos planos para o futuro governo a proposição de uma reforma previdenciária. Guerra responde que “o governo Dilma não vai fazer reforma previdenciária, tributária e política”.
11h01 - A construção do primeiro petroleiro do Brasil gera atrito entre os dois. Dutra afirma que o primeiro navio fabricado ao mar, mas Guerra brinca ao dizer que “o navio ainda não está navegando”.
10h59 - Guerra afirmou que a questão dos aposentados está muito mal conduzida. “Quem tem de dizer se caixa para o aumento é o governo”.
10h58 - Julia Duailibi questiona se o PSDB não caiu em contradição ao defender o aumento aos aposentados, mas Guerra prefere responder às argumentações de Dutra sobre o aparelhamento da Petrobrás.
10h56 - “Eu tive a honra de ser escolhido pelo presidente Lula para dirigir a Petrobrás. E mudamos 60% dos editais”, responde Dutra. “A retomada do crescimento deste País é obra deste governo”.
10h54 - Dutra, que foi presidente da Petrobrás, rejeita tese de aparelhamento do governo e “república sindical”.
10h51 - “O evento da CPMF não bem como o senador Guerra”, fala Dutra. Durante sua fala, o tucano recebe um bilhete de uma das assessoras do evento. Dutra diz que a oposição – no sentido de criar problemas – rejeitou a CPMF.
10h49 - Sérgio Guerra cobra posicionamento de Dilma Rousseff a respeito do Plano Nacional de Direitos Humanos.
10h48 - “O pessoal quer sempre olhar para trás. Quando o PT venceu a eleição, foi buscar um tucano para o Banco Central. Criamos essa política econômica que está aí”.
10h46 - Ao falar sobre a CPMF, Guerra diz que “colaboramos com esse governo o tempo todo”. Dutra faz sinal negativo com a cabeça durante o discurso de Guerra.
10h44 - “Nós nunca ameaçamos bater no presidente da República, como aconteceu com o Lula”, afirma Dutra. “A oposição atenuou o discurso”. “Nossa oposição nunca foi incisiva. Nós nunca caímos na tentação da radicalização”, responde Guerra.
10h41 - Malu Delgado: “O senhor vê de fato um discussão programática entre os partidos ou se é apenas uma retórica eleitoral de José Serra”.
10h39 - Julia Duailibi pergunta a Guerra se há espaço para as duas legendas trabalharem juntas. O senador tucano responde que o “PSDB não faz aparelhamento do Estado”. Ele garante que Serra vai buscar os melhores quadros, independentemente de partido, como fez no Ministério da Saúde.
10h36 - “Nós orgulho do nosso governo”, diz Dutra.
10h34 - Hoje nós chegamos ao oitavo ano de mandato do presidente Lula, que é o mais aprovado na história deste País”. “Não se pode confundir política monetária com política econômica”. “A política econômica não foi mera continuidade”, ressalta.
10h32 - O PT é um partido que mudou muito nesses 30 anos”, afirma Dutra. “Tivemos gestões que respeitaram o dinheiro público, como o Orçamento Participativo”.
10h28 - Ao tomar a palavra, José Eduardo Dutra ressalta que “hoje nós temos uma oportunidade de debater ideias”. Temos nos esforçados em debater os projetos de cada governo. Não vou adotar o caminho da desqualificação. Não vamos enveredar pelos ataques pessoais. Até porque o partido foi muito vítima disso”.
10h26 - “Muitas e muitas vezes, esse governo que está aí, votamos junto com o governo. Inclusive apoiamos o candidato do PT ao Senado. Nós não aparelhamos nada”, diz Guerra. A oposição acusa o PT de aparelhar o governo.
10h23 - “O presidente Lula não caiu na tentativa de continuar. Muito pelo contrário: lançou uma candidata que está concorrendo legitimamente”, alfineta.
10h18 - Guerra começa sua fala ressaltando o desempenho econômico do governo de Fernando Henrique Cardoso. “Governamos o País com competência”, afirma. “Quando fizemos o Plano Real, sabíamos que uma política para médio e longo prazo. O País precisa de continuidade”, continua.

O encontro mediado pelos jornalistas Julia Duailibi, Malu Delgado e Roberto Godoy.

sábado, 8 de maio de 2010

MÃES VIVAS-MORTAS


Neste dia das mães o MILITANCIAVIVA rende uma homenagem à todas as mulheres do planeta terra que que conceberam seus filhos e os alimentaram com o seu amor, fonte esta que justifica a alma, sendo o verdadeiro sentido da vida.

Segue uma especialíssima homenagem para as mães que sofreram a maior violência de todas as violências, que é ter uma filha ou filho assassinado ou desaparecido,decepados, mais que grotescamente, pelo absurdo daquilo que é o inexplicável, gerando a dor das dores que é levar a obrigação do viver sem estar verdadeiramente vivo.

Representando a todas lembramos Zuleika (Zuzu) Angel Jones que dizia referindo-se a sua luta: "Eu não tenho coragem, coragem tinha meu filho. Eu tenho legitimidade".

O cantor e compositor Chico Buarque, que recebeu uma carta de Zuzu alertando que se ela fosse morta seria por "obra dos assassinos de seu filho", escreveu a música "Angélica" em homenagem à estilista. "... Quem é essa mulher. Que canta sempre o mesmo arranjo? Só queria agasalhar meu anjo. E deixar seu corpo descansar..."

quarta-feira, 5 de maio de 2010

OLHA O SHOW DE OLIVAR BARRETO...!


Olivar Barreto é tido por muitos como um dos melhores interpretes surgidos no Pará.Dono de um repertório muito,muito rico,carismático e afinadão, consegue prender o público até o ultimo segundo do espetáculo por ser firme e, ao mesmo tempo, audacioso,quando empresta sua versão a uma obra.Esse novo show Uma Rosa para Noel, certamente será memorável.É o tipo do programa que voce vai e fica com raiva quando acaba e ainda por cima, causa a maior 'inveja'na namorada (o)e nos amigos mais chegados que ficaram sem poder assisti-lo, as vezes por pura bobeira...rsss Vamos lá,o show é de primeiríssssima qualidade!

ENTREVISTA COM ANA JULIA


Leia aqui a integra da nova e esclarecedora matéria publicada pelo O Globo,ontem,em que Ana Julia trata, mais uma vez, da questão da UHE de Belo Monte.

Na polêmica sobre a usina de Belo Monte, o conservacionismo tem sido confundido com conservadorismo. Aqueles que já destruíram suas próprias florestas têm apregoado que Belo Monte destruirá nossa Amazônia. Conhecem pouco nossa realidade.

É evidente que nosso estado, o Pará, não se transformará no maior gerador de energia do país sem sofrer algum impacto. Fui a primeira a procurar pelo governo federal. Não permitiria a repetição de erros, como Tucuruí, em nosso estado. Assim, além da enorme redução de impactos desde o projeto inicial de Kararaô, foram garantidas contrapartidas sociais e ambientais inéditas na História.

Encontramos nosso modelo de desenvolvimento sustentável - sem destruir tanta floresta, como muitos países fizeram. Para se ter uma ideia da viabilidade das contrapartidas que virão, o montante financeiro deverá passar de R$ 3,7 bilhões. Mais da metade disso, R$ 2 bilhões, já estão garantidos.

Só para a construção da usina foi assegurado R$ 1,5 bilhão. Outros R$ 500 milhões estão garantidos como parte do repasse do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu. O total previsto é de R$ 2,29 bilhões para as áreas e comunidades afetadas. Pará poderá ter ainda R$ 90 milhões em royalties da produção de energia.

Os impactos ambientais, o ordenamento territorial, a regularização fundiária, além de obras de infraestrutura e inclusão social, estão todos planejados e viabilizados, assim como Unidades de Conservação à margem direita do Rio Xingu, com um bloco contínuo de floresta de 1,6 milhão de hectares.

Também assegurei que parte da energia seja destinada aos autoprodutores locais. Ou seja: a energia servirá para transformar recursos, como o minério, em empregos. Não é mais possível que o Pará fique empobrecido, dedicado apenas à exportação de minérios em bruto.

É conservador falar em preservação da floresta sem incluir a demanda popular pelo desenvolvimento, sem lembrar-se da pobreza. No Pará, necessitamos da energia, mas levamos a sério a política ambiental. Nossa ação tem ido desde um zoneamento econômico ambiental até a sistematização da educação ecológica nas escolas.

A ONU lançou um apelo pelo plantio mundial de 1 bilhão de árvores até 2014. O Pará, sozinho, tem a mesma campanha: já estamos plantando 1 bilhão de árvores. Por isso, convido todos - inclusive os críticos - a nos ajudarem nesse plantio, que precisa atingir, até 2013, um milhão de hectares que foram devastados no Pará.

Aqui, além de plantar árvores, verão de perto a novidade do nosso modelo de sustentabilidade, com uma energia mais limpa e barata que a termoelétrica ou a eólica. Nossa ação não é conservadora, mas de conservação com desenvolvimento. O Brasil não pode mais ficar à mercê de apagões.

ANA JÚLIA CAREPA é governadora do Pará.
Fonte: o globo

Câmara aprova urgência para 'Ficha Limpa'


Votação do projeto começou às 22h50 de ontem,após PP, PMDB, PR e PTB tentarem suspender sessão para amenizar as punições

Depois de idas e vindas, os deputados iniciaram às 22h50 de ontem a votação do projeto "Ficha Limpa", que veda a candidatura de condenados pela Justiça. Até o fechamento desta edição, a votação não havia sido concluída, o que deve ocorrer hoje.

Antes disso, quatro partidos tentaram impedir o início da sessão. Após o plenário da Câmara aprovar um recurso de "urgência", que deu prioridade ao tema, PP, PMDB, PR e PTB sugeriram a suspensão da votação com o objetivo de fazer mudanças que poderiam amenizar as punições. A proposta foi derrubada.

À tarde, o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), havia anunciado que pretendia votar ontem apenas a "urgência" e deixar o mérito para hoje. Ele foi pressionado a alterar o texto principal. Líderes partidários o procuraram para informar que eram contrários ao projeto da forma como estava.

Ontem, por exemplo, em meio à votação do reajuste dos aposentados, Temer deixou o plenário e recebeu, em seu gabinete, a visita de alguns deputados que o avisaram sobre as grandes chances de o projeto ser derrotado se não fosse alterado.

Criticaram, por exemplo, a possibilidade de um político ser condenado pela Justiça Eleitoral de primeira instância, por abuso econômico, e perder o mandato imediatamente. Eles defendem que essa prerrogativa esteja apenas nas mãos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dilema. Cotado para ser candidato a vice-presidente na chapa da petista Dilma Rousseff, Temer viveu um dilema: aceitar a pressão dos colegas para alterar o projeto ou colocar a proposta em votação.

"O projeto não tem a menor simpatia na Casa", lamentou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). "Vamos tentar votar nesta quarta (hoje) de qualquer jeito", avisou o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), que relatou o projeto numa comissão especial.

A protelação ? com possibilidade de mudanças ? irritou as entidades civis que recolheram mais de 1,6 milhão de assinaturas a favor do projeto. Dirigentes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) ameaçaram abandonar o apoio oficial.

O polêmico relatório, cujo substitutivo foi feito pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) na CCJ, torna inelegível por oito anos quem for condenado por um colegiado (mais de um juiz) na Justiça por causa de crimes dolosos ? aqueles em que houve intenção (crimes contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o meio ambiente e a saúde pública, entre outros).

A proposta diz ainda que a proibição de disputar a eleição deve ocorrer apenas em condenação por, no mínimo, dois anos. No caso de improbidade administrativa, valerão somente as condutas consideradas dolosas.

Em contrapartida, o projeto permite ao condenado que, ao recorrer da sentença, peça a suspensão temporária da proibição de disputar uma eleição. Se atendido, o recurso ganharia prioridade para ser julgado.

fonte:O Estadão

ONTEM AO LUAR...(imperdível)


O MVIVA caprichosamente apresenta aos seus leitores e visitantes, essa obra prima composta por Pedro Alcantra e Catúlo da Paixão Cearense,mostrando o quanto é bom ser brasileiro e fazer parte desse tesouro de talentos.A produção e interpretação da Marisa é um outro espetáculo a parte, aproximou-se da perfeição absoluta nesta mui divina arte,levando a platéia à um raro estado de hipnose quando do inicia o seu cantar, contagiando os corações com seu timbre vocal inebriante e seguro. É a expressão do convencimento.A iluminação,coreografia, arranjo de cordas completa o conjunto.Curtam,curtam,pra valer!,se orgulhem e guardem para sempre na memória...

LULA,AS ELITES E O VIRA-LATAS


*Francisco Carlos Teixeira

Lula, as elites e o vira-latas
É extremamente interessante que o brasileiro de maior destaque no mundo hoje seja um mestiço, nordestino, de origens paupérrimas e com déficit de educação formal. Para todos os segmentos das elites nacionais, nostálgicas de uma Europa que as rejeita, é como uma bofetada! E assim foi compreendida a lista do Time. Daí a resposta das elites: o silêncio!
Francisco Carlos Teixeira
Seguindo outros grandes meios de comunicação globais, a revista Time escolheu – na semana passada - o presidente Lula como o líder mais influente do mundo. A notícia repercutiu em todo o mundo, sendo matéria de primeira página, no jornalão El País.

Elite e preconceito
Na verdade a matéria o apontava como o homem mais influente do mundo, posto que nem só políticos fossem alinhados na larga lista composta pelo Time. Esta não é a primeira vez que Lula merece amplo destaque na imprensa mundial. Os jornais Le Monde, de Paris, e o El País, o mais importante meio de comunicação em língua espanhola (e muito atento aos temas latino-americanos) já haviam, na virada de 2009, destacado Lula como o “homem do ano”. O inédito desta feita, com a revista Time, foi fazer uma lista, incluindo aí homens de negócios, cientistas e artistas mundialmente conhecidos. Entre os quais está o brasileiro Luis Inácio da Silva, nascido pobre e humilde em Caetés, no interior de Pernambuco, em 1945, o presidente do Brasil aparece como o mais influente de todas as personalidades globais. Por si só, dado o ponto de partida da trajetória de Lula e as deficiências de formação notórias é um fato que merece toda a atenção. No Brasil a trajetória de Lula tornou-se um símbolo contra toda a forma de exclusão e um cabal desmentido aos preconceitos culturalistas que pouco se esforçam para disfarçar o preconceito social e de classe.

É extremamente interessante, inclusive para uma sociologia das elites nacionais, que o brasileiro de maior destaque no mundo hoje seja um mestiço, nordestino, de origens paupérrimas e com grande déficit de educação formal. Para todos os segmentos das elites nacionais, nostálgicas de uma Europa que as rejeita, é como uma bofetada! E assim foi compreendida a lista do Time. Daí a resposta das elites: o silêncio sepulcral!

Lula Líder Mundial
Desde 2007 a imprensa mundial, depois de colocá-lo ao lado de líderes cubanos e nicaraguenhos num pretenso “eixinho do mal”, teve que aceitar a importância da presença de Lula nas relações internacionais e reconhecer a existência de uma personalidade original, complexa e desprovida de complexos neocoloniais. Em 2008 a Newsweek, seguida pela Forbes, admitiam Lula como um personagem de alcance mundial. O conservador Financial Times declarava, em 2009, que Lula, “com charme e habilidade política” era um dos homens que haviam moldado a primeira década do século XXI. Suas ações, em prol da paz, das negociações e dos programas de combate à pobreza eram responsáveis pela melhor atenção dada, globalmente, aos pobres e desprovidos do mundo.

Mesmo no momento da invasão do Iraque, em busca das propaladas “armas de destruição em massa”, Lula havia proposto a continuidade das negociações e declarado que a guerra contra a fome era mais importante que sustentar o complexo industrial-militar norte-americano.

Em 2010, em meio a uma polêmica bastante desinformada no Brasil – quando alguns meios de comunicação nacionais ridicularizaram as propostas de negociação para a contínua crise no Oriente Médio – o jornal israelense Haaretz – um importante meio de comunicação marcado por sua independência – denominou Lula de “profeta da paz”, destacando sua insistência em buscar soluções negociadas para a paz. Enquanto isso, boa parte da mídia brasileira, fazendo eco à extrema-direita israelense, procurava diminuir o papel do Brasil na nova ordem mundial.

Lula, talvez mesmo sem saber, utilizando-se de sua habilidade política e de seu incrível sentido de negociações, repetia, nos mais graves dossiês internacionais, a máxima de Raymond Aron: a paz se negocia com inimigos. As exigências, descabidas e mal camufladas de recusa ás negociações, sempre baseadas em imposições, foram denunciadas pelo presidente brasileiro. Idéias pré-concebidas estabelecendo a necessidade de mudar regimes para se ter a paz ou usar as baionetas para garantir a democracia foram consideradas, como sempre, desculpas para novas guerras. Lula mostrou-se, em várias das mais espinhosas crises internacionais, um negociador permanente. Foi assim na crise do golpe de Estado na Venezuela em 2002 (quando ainda era candidato) e nas demais crises sul-americanas, como na Bolívia, com o Equador e como mediador em crises entre outros países.

Lula negociador
O mais surpreendente é que o reconhecimento internacional do presidente brasileiro não traz qualquer orgulho para a elite brasileira. Ao contrário. Lula foi ridicularizado por sua política no Oriente Médio. Enquanto isso o presidente de Israel, Shimon Perez ou o Grande-Rabino daquele país solicitavam o uso do livre trânsito do presidente para intervir junto ao irascível presidente do Irã. Dizia-se aqui que Lula ofendera Israel, enquanto o Haaretz o chamava de “profeta da paz” e a Knesset (o parlamento de Israel) o aplaudia em pé. No mesmo momento o Brasil assinava importantes acordos comerciais com Israel.

Ridicularizou-se ao extremo a atuação brasileira em Honduras, sem perceber a terrível porta que se abria com um golpe militar no continente. Lula teve a firmeza e a coragem, contra a opinião pública pessimamente informada, de dizer e que “... a época de se arrancar presidentes de pijama” do palácio do governo e expulsá-los do país pertencia, definitivamente, a noite dos tempos.

Honduras teve que arcar com o peso, e os prejuízos, de sustentar uma elite empedernida, que escrevera na constituição, após anos de domínio ditatorial, que as leis, o mundo e a vida não podem ser mudados. Nem mesmo através da expressa vontade do povo! E a elite brasileira preferiu ficar ao lado dos golpistas hondurenhos e aceitar um precedente tenebroso para todo o continente.

Brasil, país no mundo!
Também se ridicularizou a abertura das relações do Brasil com o conjunto do planeta. Em oito anos abriu-se mais de sessenta novas representações no exterior, tornando o Brasil um país global. Os nostálgicos do “circuito Helena Rubinstein” – relações privilegiadas com Nova York, Londres e Paris – choraram a “proletarização” de nossas relações. Com a crise econômica global – que desmentiu os credos fundamentalistas neoliberais – a expansão do Brasil pelo mundo, os novos acordos comerciais (ao lado de um mercado interno robusto) impediram o Brasil de cair de joelhos. Outros países, atrelados ao eixo norte-atlântico e aqueles que aceitaram uma “pequena Alca”, como o México, debatem-se no fundo de suas infelicidades. Lula foi ridicularizado quando falou em “marolhinha”. Em seguida o ex-poderoso e o ex-centro anti-povos chamado FMI, declarou as medidas do governo Lula como as mais acertadas no conjunto do arsenal anti-crise.

Mais uma vez silêncio das elites brasileiras!

Lula foi considerado fomentador da preguiça e da miséria ao ampliar, recriar, e expandir ações de redistribuição de renda no país. A miséria encolheu e mais de 91 milhões de brasileiros ascenderam para vivenciar novos patamares de dignidade social... A elite disse que era apoiar o vício da preguiça, ecoando, desta feita sabendo, as ofensas coloniais sobre “nativos” preguiçosos. Era a retro-alimentação do mito da “pereza ibérica”. Uma ajuda de meio salário, temporária, merece por parte da elite um bombardeio constante. A corrupção em larga escala, dez vezes mais cara e improdutiva ao país que o Bolsa Família, e da qual a elite nacional não é estranha, nunca foi alvo de tantos ataques.

A ONU acabou escolhendo o Programa Bolsa Família como símbolo mundial do resgate dos desfavorecidos. O ultra-conservador jornal britânico The Economist o considerou um modelo de ação para todos os países tocados pela pobreza e o Le Monde como ação modelar de inclusão social.

Mais uma vez a elite nacional manteve-se em silêncio!

Em suma, quando a influente revista, sem anúncios do governo brasileiro, Time escolhe Lula como o líder mais influente do mundo, a mídia brasileira “esquece” de noticiar. Nas páginas internas, tão encolhidas como um vira-lata em dia de chuva noticia-se que Lula “... está entre os 25 lideres mais influentes do mundo”. Errado! A lista colocava Lula como “o mais” influente do mundo.

Agora se espera o silêncio da elite brasileira!

Fonte: Carta Maior
*Francisco Carlos Teixeira é professor Titular de História Moderna e Contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).