O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

FESTIVAL DE BAR EM BAR?:OLHA ESSA IDEIA PAIDEGÔNA QUE VEM LÁ DE PERNAMBUCO,SUMANO!


Os bares também são espaços democráticos de lazer, convivência social e respeito às diferenças? 

De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Abrasel-PE, Valter Jarocki, que organiza Festival Bar em Bar, que movimenta botecos de Pernambuco até dezembro,sim!.
"O evento é uma oportunidade de divulgar ainda mais a variedade e qualidade da gastronomia pernambucana onde as promoções em nível cultural,gastronômico e artístico são atrativos interessantes para o público", avalia.
 Concordamos plenamente com ele e, bem que poderíamos copiar aqui,em Açaí-city, a excelente ideia dos 'sacadores' pernambucanos, uma vez que, a  expectativa inicial é que haja um incremento inicial em torno de 10% nas vendas e movimentação dos bares participantes do festival; não é pouco a coisa...
Seria muito interessante a apropriação pela alma empresarial xibé dessa ideia,porque temos em Belém espaço de sobra para isso: Bar do Gilson,na Cremação; o Café da Portela, em Ananindeua; Casa das Onze Janelas,na Cidade Velha; o corredor das peixarias na orla do Cruzeiro icoaracyense; entre outras zilhões de boas opções nos bairros dos bacanas, reduto e Umarizal...
Eventos dessa natureza, movimentam a economia, de forma geral, gerando ocupação e renda, além de proporcionar um importantíssimo ganho cultural, por abrir espaço para a divulgação e revelação de novos artistas da terra e, ao mesmo tempo, incremento o turismo na nossa capital,que é bonita é pode ficar a mais charmosa e atratíva.
 O Antiquário Bar é um dos 34 estabelecimentos participantes do Festival Bar em Bar 2010, em Recife.
Lá eles dizem, as eleições acabaram mas a festa da democracia continua, pelo menos no que depender do festival Bar em Bar. A quarta edição do evento, que começou nesta quinta (4) e vai até 5 de dezembro, veio este ano com o tema: "Tão democrático que agrada quem prefere à direita, à esquerda ou o balcão”. 
No que se trata da comilança, o Bar em Bar deste ano vai dar maior destaque à culinária de boteco. Os irresistíveis petiscos serão as estrelas da edição 2010 do festival, custando entre R$ 4,90 e R$ 40.  Por conta disso, o clima de happy hour é que vai tomar conta dos estabelecimentos participantes - 34 ao todo em Pernambuco - nas cidades de Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Surubim e Recife.


Confira o cardápio escolhido e os estabelecimentos participantes do Festival Bar em Bar 2010 na terra onde mandava o conde Maurício de Nassau,terra onde até o boi e voador. É de dar água na boca mas, com todo o respeito, a cozinha paraense não fica nada atrás: tem isso, e muito mais originalidade a oferecer,vocês sabem...

Nome do bar Telefone Nome da porção Descrição da porção Preço
A Fábrica (81) 3439-6755 Carne de Sol a Fábrica Carne de sol com queijo mussarela e queijo coalho, refogado na manteiga, acompanha fatias de pão de alho, decorado com alface e cenoura ralada 14,90
Antiquário Graças (81) 3244-0152 Tomates Fritos Gratinados Tomates recheados com frango, bacon e catupiry 7,90
Bar da Fava (81) 3463-8998 Carne de Sol Metida a Besta Medalão de filé de carne de sol acompanhado de farofa de jerimum e chips de batata doce 21,90
Bar do Márcio (81) 3031-5990 Pernil Suíno Fatiado a Moda da Casa Pernil fatiado com molho acompanhado de suculenta farofa 21,90
Bar e Restaurante Gota Serena (81) 3272-0358 Caldo Gota Serena Caldo 250ml fervendo e cozinha o ovo de codorna 4,90
Barraco (81) 3326-5612 Camarão Alho e Óleo Petisco de 500g de camarão médio servido na chapa ou travessa 17,90
Betos Bar (81) 3469-2995 Cebola Recheada com Camarão Cebola recheada com camarão e catupiry gratinada com queijo mussarela, acompanhada de purê de batata 23,90
Biruta Bar (81) 3326-5151 Trio de Pastéis Porção com 09 pastéis (3 de siri, 3 de queijo coalho com charque, 3 de camarão), acompanhados com molho de tamarindo 15,00
Bodega da Gente (81) 3221-6938 Lampião e Maria Bonita Charque desfiada, frita na cebola com manteiga de garrafa acompanhada de batata doce em rodelas levemente salteadas na manteiga e farofa de jerimum 10,90
Bodega e Pizza (81) 3469-0079 Petisco Bodeguita Macaxeira envolvida com bacon, bolinho de macaxeira com carne de sol e cebola recheada com purê de macaxeira com carne de sol 15,99
Caldinho do Dogão (81) 3439-1317 Cioba ao Fortim Cioba aberta sem espinha grelhada na brasa com azeite e temperos especiais, acompanhada de cebola tirolesa 24,90
Caldinho do Nenen (81) 3466-6455 Cebola Recheada Servimos como petisco 11,90
Caldíssimo Grill (81) 3088-4842 Picanha de Surubim Filé alto de surubim temperado, envolvido com bacon, assado na brasa e regado com molho especial 13,90
Cantinho Português do Adega (81) 4141-2745 / 3221-6258 Bolinhos de Bacalhau Tradicionais bolinhos de bacalhau regados com azeite e pimenta tabasco 8,10
Capitania Forneria e Mar (81) 3429-8970 Camarões Crocantes ao Molho Cremoso de Pitanga Camarões grandes empanados e crostados com mix de queijos, acompanhado com molho cremoso de pitanga 9,90
Capitu Restaurante e Pizzaria (81) 3634-1313 Filé com Fritas Filé cortado em cubos regado ao molho madeira acompanhado com batata frita 9,00
Churrascaria Pajuçara - O Melhor Galeto da Cidade (81) 3465-1248 Asinha na Brasa Porção com 10 unidades 5,00
Club do Chopp de Pernambuco (81) 3429-2166 Steak de Cordeiro Sítio das Artes Acompanha arroz de brócolis, regado ao molho de vinho com legumes ao vapor 31,00
Companhia do Chopp (81) 3465-9066 Costelinhas Porteñas Porção de 500g de Costelinhas de porco com tempero porteño assadas na brasa e servidas com farofa e molho campanha a vinagrete. 22,00
Cumbuca de Barro - Comedoria Regional e Bar (81) 3429-0644 Moqueca Sertaneja Moqueca de charque com camarão recheada com banana comprida e coco verde, ao leite de coco 21,90
Dona Preta (81) 3372-6241 Bolinhos de Tapioca Bolinhos de massa de tapioca com carne de charque 12,00
Entre Amigos O Bode (81) 3222-6705 Costela de Porco ao Molho Barbecue Costela de porco ao molho Barbecue. Servida com batata frita 22,90
Entre Amigos O Bode (81) 3312-1000 Costela de Porco ao Molho Barbecue Costela de porco ao molho Barbecue. Servida com batata frita 22,90
Guaiamum & Cia (81) 3031-5443 Sabor da Terra Carne de sol desfiada com cubos de queijo coalho e macaxeira frita, servido com lascas de verdura (cebola, tomate e pimentão) polvilhado com queijo coalho 18,90
Guaiamum Gigante Sushi (81) 3466-2063 O Foco Sashimi de salmão especial ao molho de chef com palha de batata doce e gergelim. Levemente picante 40,00
Guetária Restaurante e Pizzaria (81) 3493-1348 Camarão ao Molho de Abacaxi Porção de 500g de camarão sem casca ao molho de abacaxi e funghi 17,90
Hotel Costeiro (81) 3429-4877 Frango a Passarinha Frango cortado em cubos, temperado com sal, alho e pimenta do reino. Dourados em óleo quente e regados com alhos dourados. Acompanha batata frita 16,00
Ilha do Guaiamum (81) 3466-2122 Camarão ao Alho e Óleo 1/2 kg de camarões com casca, preparados ao toque especial de alho e óleo, ou se preferirem na manteiga 15,90
Ilha dos Navegantes (81) 3326-5317 Baby Ribs Porção de costelas suínas selecionadas, preparadas com toque especial do nosso chef servidas ao molho barbecue 17,90
Plim Tamarineira (81) 3268-5303 Tulipas de Frango na Brasa Tulipas de Frango na Brasa 11,90
Quebra Mar Bar e Restaurante (81) 3361-4567 Cebola Quebra Mar Anéis de cebola temperado e empanado com farinha especial crocante 9,90
Restaurante Bode & Cia (81) 3034-7032 Bode aos 4 Formaggi com Pão Italiano Pão italiano recheado com bode em cubos ao molho 4 Formaggi (gorgonzola, parmesão, provolone, catupiry), gratinado com parmesão, acompanhado de arroz com cenoura 27,90
Vila do Mar (81) 3426-6507 Espeto de Camarão Empanado Filé de camarão com queijo coalho em cubos no espeto e empanados 7,90
Yoki Galeto's (81) 3228-5714 Empanado Yoki 4 unidades de asas de frango com tempero Yoki, purê de batata e arroz temperado.

MILITANCIAVIVA FAZ ENQUETE PARA A PREFEITURA DE BELÉM EM 2012


O MVIVA pergunta: quem será o novo prefeito de Belém do Pará em 2012 ?

Esta nas mãos dos internautas uma luz para a resposta deste  importante questionamento.

O resultado da presente ENQUETE-MVIVA, será publicado cinco minutos antes de terminar o corrente ano e, apesar da sua elementar limitação, poderá causar espanto, surpresa, pasmo e admiração, diante do resultado final que apontará o mais votado, já que, espalha-se pela bloguesfera  - e pela grande imprensa -  um mar de especulação com relação aos nomes possíveis,  com chances reais, para alcançar o podium...

Promete ser uma 'briga de cachorro grande' como nunca dantes se viu por essas bandas. Façam suas apostas!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

MAHRCO MONTEIRO: SHOWZÃO DE 25 ANOS DE CARREIRA NO MUNICIPAL


Mahrco Monteiro completa 25 anos de carreira e está preparando alguns eventos para comemorar a data começando por uma grande festa que fará nesta quinta dia 18 no Bar Municipal, na Municipalidade com Soares Carneiro.
MAHRCO, SHOW DE BOLA
No repertório o clima de Bar Maracaibo onde começou com canções novas de sua autoria e terminando com a energia que vocês conhecem e convida a todos!
Sobre o artista:
Ousado, carismático, um artista de muitas facetas a acima de tudo dono de uma voz privilegiada. Marco Antônio Monteiro Gurjão, este carioca de Jacarepaguá, veio para Belém aos dois anos de idade, póstero de uma família de músicos (sua mãe cantava, seu tio era saxofonista, seu tio Bebé era violoncelista e seu tio-bisavô, Henrique Gurjão, era maestro). Em1970 volta ao Rio de Janeiro para cursar a faculdade de Química Industrial e de Licenciatura em Matemática, quando decide tentar carreira artística participando de dois festivais, o VI encontro da RIOTUR, com a música "Mar Aberto", se classificado entre os quinze melhores intérpretes e o primeiro festival da Rádio Nacional, com o samba "Canto Negro" de autoria de João da Mata.

Fontes:Mahrco Monteiro via Orkut You Tube

E AGORA TUCANADA?


O desafio dos tucanos

Por Marcos Coimbra

As eleições mal acabaram e são visíveis as feridas deixadas pela candidatura Serra no conjunto das oposições. Ela foi ruim para todas e, em especial, para seu partido. O PSDB foi afetado de várias maneiras.
Depois de uma derrota, é natural que os partidos levem tempo para se recuperar. Salvo, no entanto, quando são acachapantes, não é raro que elas os façam até crescer, ao revigorar o espírito de corpo de seus integrantes e fortalecer a militância. Vencer é bom, mas costuma conduzir ao comodismo e às brigas internas pelo poder. Perder, às vezes, lhes enrijece o ânimo.
Não é isso que estamos vendo na oposição. Pelo contrário, ela sai da eleição presidencial mais dividida, menos orgânica e mais enredada nos problemas que ela própria criou ao longo do ano.
Seria fácil atribuir ao ex-candidato a responsabilidade por tudo que aconteceu. Em parte, é correto cobrar dele o modo como se comportou, as escolhas de estratégia e tática, o discurso adotado. Afinal, com o centralismo e a indiferença à opinião de seus companheiros que caracterizaram a campanha Serra, só ele pode ser culpado por seus equívocos.
Mas de uma coisa não se pode incriminar José Serra: a opção por seu nome. Por mais que tivesse meios para influenciar seus correligionários, por mais que pudesse fazer com que um ou outro dos partidos da oposição o apoiassem, a decisão de torná-lo candidato não foi dele. Ou seja: o grande erro das oposições este ano foi da direção dos partidos e não seu.
Em retrospecto, é difícil entender porque houve tanta incompetência na condução do processo de escolha do nome que as oposições apresentariam.
Que Serra desejava a indicação era evidente, pois ele nunca escondeu que seu único propósito na vida (política) era chegar à Presidência. Daí, no entanto, nada deveria decorrer para o cálculo das oposições. Era no conjunto das forças oposicionistas, políticas e na sociedade, que as lideranças deveriam ter pensado, e não nas preferências e nos projetos pessoais do ex-governador. O fato de ele querer ser candidato (e ter amigos na imprensa que o defendiam) era apenas um argumento em seu favor, que não deveria ser conclusivo.
Não há lugar melhor para ver as sequelas da candidatura Serra que em São Paulo. Lá, a transição entre os governos Serra/Goldman e Alckmin acontece sob o signo de profundas discordâncias, parecidas com as que presenciamos quando os dois estavam em lugares inversos.
Quem semeia ventos, colhe tempestades. Quando assumiu o governo do estado em 2007, Serra foi tudo, menos elegante em relação a seu antecessor. Alckmin teve que ouvir, calado, as críticas de Serra à sua gestão, ainda que contasse com a aprovação de mais de 80% da opinião pública.
Agora, Alckmin devolve a fatura, na mesma moeda. O serrismo e os serristas estão indo embora e sendo substituídos por quem sempre esteve do lado do governador eleito. A turma e as ideias de Serra (que nunca contaram com respaldo popular comparável ao de Alckmin) tiveram vida curta.
Foi inútil a tentativa de atrair o futuro governador, dando-lhe, em 2009, um cargo simbólico (e secundário) no governo estadual. Embora os jornalistas tucanos achassem que Serra havia feito uma manobra de mestre, sua desconsideração não fora esquecida por Alckmin. Um dia, ele apresentaria a conta. É o que está fazendo.
Serra exibe essa mesma força desagregadora no plano nacional. Assim como não conseguiu unificar o PSDB paulista, sua atuação atrapalha a rearticulação nacional indispensável às oposições. Oferecer-se para dirigir o PSDB e se colocar como pré-candidato, desde já, à sucessão de Dilma, só serve para paralisar o partido, no momento em que precisa romper com o passado e (re)adquirir rosto contemporâneo.
Mas a pior sequela da candidatura Serra está em seus efeitos na sociedade. Ele e seus simpatizantes na grande imprensa estimularam um nível de animosidade e beligerância entre as pessoas que não cedeu depois da eleição, apesar dos gestos de conciliação da presidente eleita. A mão que ela estendeu permaneceu no ar, pois ele se recusou a aceitá-la.
Não é pequeno o trabalho que as novas lideranças da oposição têm pela frente. A primeira tarefa é acabar com a herança de Serra.

Fonte:Correio Braziliense

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

E POR FALAR EM DELEGADOS...

Esse é o cara?

Joe Arpaio é o xerife do Condado de Maricopa no Arizona já há bastante tempo e continua sendo reeleito a cada nova eleição.
Ele criou a 'cadeia-acampamento', que são várias tendas de lona, cercadas por arame farpado e vigiado por guardas como numa prisão normal.

Baixou os custos da refeição para 40 centavos de dólar que os detentos, inclusive, têm de pagar.
Proibiu fumar, não permite a circulação de revistas pornográficas dentro da prisão e nem permite que os detentos pratiquem halterofilismo.
Começou a montar equipes de detentos que, acorrentados uns aos outros, (chain gangs), são levados à cidade para prestarem serviços para a comunidade e trabalhar nos projetos do condado..
Para não ser processado por discriminação racial, começou a montar equipes de detentas também, nos mesmos moldes das equipes de detentos.
Cortou a TV a cabo dos detentos, mas quando soube que TV a cabo nas prisões era uma determinação judicial, religou, mas só entra o canal do Tempo e da Disney.
Quando perguntado por que o canal do tempo, respondeu que era para os detentos saberem que temperatura vão enfrentar durante o dia quando estiverem prestando serviço na comunidade, trabalhando nas estradas, construções, etc.
Em 1994, cortou o café, alegando que além do baixo valor nutritivo, estava protegendo os próprios detentos e os guardas que já haviam sido atacados com café quente por outros detentos, sem falar na economia aos cofres públicos de quase US$ 100,000.00/ano.
Quando os detentos reclamaram, ele respondeu:
- Isto aqui não é hotel 5 estrelas e se vocês não gostam, comportem-se como homens e não voltem mais.
Distribuiu uma série de vídeos religiosos aos prisioneiros e não permite quaisquer outros tipos de vídeo na prisão..
Perguntado se não teria alguns vídeos com o programa do partido democrata para distribuir aos detentos, respondeu que nem se tivesse, pois provavelmente essa era a causa da maioria dos presos ali estarem.
Com a temperatura batendo recordes a cada semana, uma agência de notícias publicou:
Com a temperatura atingindo 116º F (47º C), em Phoenix no Arizona, mais de 2000 detentos na prisão acampamento de Maricopa tiveram permissão de tirar o uniforme da prisão e ficar só de shorts, (cor-de-rosa), que os detentos recebem do governo.
Na última quarta feira, centenas de detentos estavam recolhidos às barracas, aonde a temperatura chegou a atingir a marca de 138º F (60º C).
Muitos com toalhas cor de rosa enroladas no pescoço estavam completamente encharcados de suor. Parece que a gente está dentro de um forno, disse James Zanzot que cumpriu pena nessas tendas por um ano.
Joe Arpaio, o xerife durão que inventou a prisão-acampamento, faz com que os detentos usem uniformes cor-de-rosa e não faz questão alguma de parecer simpático.

Diz ele aos detentos:
- Nossos soldados estão no Iraque onde a temperatura atinge 120° F (50° C), vivem em tendas iguais a vocês, e ainda tem de usar fardamento, botinas, carregar todo o equipamento de soldado e, além de tudo, não cometeram crime algum como vocês, portanto calem a boca e parem de reclamar.
Se houvessem mais prisões como essa, talvez o número de criminosos e reincidentes diminuísse consideravelmente.
Criminosos têm de ser punidos pelos crimes que cometeram e não serem tratados a pão-de-ló, tendo do bom e melhor, até serem soltos pra voltar a cometer os mesmos crimes e voltar para a vida na prisão, cheia de regalias e reivindicações.
Muitos cidadãos honestos, cumpridores da lei, e pagadores de impostos não tem, por vezes, as mesmas regalias que esses bandidos têm na prisão.
 
(*) Artigo extraído e traduzido de um documentário da televisão Americana... Os fatos acima são verídicos e a prisão-acampamento está em Maricopa - Arizona.

PEC DOS DELEGADOS PARAENSES FOI APROVADA


Deputados aprovam PEC dos delegados
Quarta-Feira, 17/11/2010
deputado Carlos Bordalo
Os delegados da Polícia Civil do Pará passarão a integrar a carreira jurídica. A Proposta de Emenda Constitucional(PEC) foi aprovada por unanimidade, em todos os turnos, nesta quarta-feira (17) e deverá ser promulgada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Domingos Juvenil (PMDB), até a próxima semana.

A PEC é de autoria do deputado Carlos Bordalo (PT) e sua votação foi acompanhada por dezenas de delegados que ocuparam as galerias de honra da Casa.

O deputado explica que a PEC reintroduz na Constituição Estadual a exigência de que o delegado, em função de sua formação, bacharel em Ciências Jurídicas, tenha sua atividade reconhecida como eminentemente jurídica.  Bordalo destaca que o Estado deve tratar os delegados em paridade com os outros agentes públicos de idêntica formação:  membros do Ministério Público, defensores e procuradores. “Os delegados buscam apenas a validação no texto constitucional do princípio da isonomia que manda tratar os semelhantes de forma assemelhada. Não é uma pretensão isolada ou inovadora”, diz o projeto.

O tratamento diferenciado à categoria foi instituído com a PEC 19/1998. Agora, com a emenda do deputado, o texto constitucional voltará ao teor original.

O presidente da Associação de Delegados de Polícia Civil do Pará (Adepol), Sílvio Maués, ressaltou que a PEC vai  resgatar a autoestima dos delegados. Ele informou que essa alteração será base para outras conquistas buscadas pela categoria, como a inamovibilidade, princípio que garante aos demais membros da carreira jurídica a não remoção ex-officio. “Tem que haver a inamovibilidade contra qualquer tipo de repressão ou interesse político. Segundo Sílvio, o fato de esse princípio já estar na Constituição Federal de 1988 e no Regime Jurídico dos Servidores Públicos não garante seu cumprimento na área de segurança, onde ele estaria bastante fragilizado.“Com a lei da inamovibilidade haverá critérios para remover”, explica.

No Pará, há alto déficit de delegados de polícia. Segundo a Adepol, para atender razoavelmente o Estado, o governo deveria promover um aumento de 30%  no número de profissionais,  que hoje está em 510.  Sílvio Maués disse  que muitos delegados desistiram da carreira após o concurso e outros estão em processo de aposentadoria, o que deve ampliar o déficit. Atualmente, mais de 30 municípios do Pará não têm esse profissional. Por isso, a Adepol promete voltar a negociar a realização de concurso público e outras conquistas com o governador eleito Simão Jatene (PSDB), a exemplo do que vem fazendo no governo de Ana Júlia Carepa (PT). (DOL com informações da Alepa)


Fonte: Diario do Pará on line

BOMBA,BOMBA!:DILMA IMPLODE O CENTRÃO

MAIS UMA VEZ O MVIVA LARGA NA FRENTE AO PUBLICAR ONTEM PARA OS SEUS LEITORES A TENTATIVA DE GOLPE DO PMDB  EM TENTAR CRIAR UM GOVERNO PRÓPRIO POR DENTRO DO GOVERNO DILMA.NESTE PRIMEIRO EMBATE A EX-GUERRILHEIRA JÁ MOSTROU O TOM DA RELAÇÃO QUE MANTERÁ COM OS CORONELISTAS CONSPIRADORES, A FRENTE TEMER.

PP pula fora e implode “blocão” do PMDB

 TIRO DE TEMER SAI PELA CULATRA

líder do PP na Câmara diz não ter discutido a iniciativa
Dilma Rousseff chama Michel temer para conversar





Durou menos de 24 horas o blocão anunciado pelo PMDB e por outros 4 partidos. O governo Lula, petistas e dilmistas reagiram com rapidez e agora sobrou apenas uma coleção de notícias desencontradas a respeito da articulação peemedebista.

O líder do PP na Câmara, deputado João Pizzolatti (SC), afirmou ao Blog na noite de hoje (16.nov.2010) que seu partido não fechou acordo para compor, em 2011, um blocão com PMDB, PR, PTB e PSC.

A declaração contraria notícia dada na tarde de hoje pelo líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), articulador do blocão e interessado em presidir a Câmara no próximo ano.

Segundo Pizzolatti, o PP não conversou com o PMDB sobre a composição para o próximo ano. “O que tem é uma conversa, que comecei há duas semanas, com PR e PTB”, declarou o pepista. “Até porque preciso consultar o partido, a base”, disse o deputado.

A notícia do blocão foi uma paulada na suposta boa relação entre PMDB e PT, os dois principais partidos da base de apoio da presidente eleita, Dilma Rousseff.

Se virasse realidade, bloco anunciado com 202 deputados superaria de longe a bancada petista (88). O PT ficaria isolado em negociações por cargos na Câmara dos Deputados.
O principal objetivo da formação do blocão era garantir ao PMDB a primazia na escolha do novo presidente da Câmara. A eleição se dá no dia 1°.fev.2011, quando tomam posse todos os novos deputados. O PT tem a maior bancada eleita e, em tese, teria condições de eleger o presidente –o pretendente principal é o petista Cândido Vaccarezza (SP).

Com o blocão formado, a força para eleger um novo presidente da Câmara seria dos peemedebistas – que hoje já comandam a Casa, com Michel Temer (SP), eleito vice-presidente da República na chapa encabeçada por Dilma Rousseff.

Depois do anúncio do blocão na tarde de [ontem], a própria Dilma entrou em campo para debelar a cizânia provocada pelo PMDB. Ela disse a seus aliados que pretende fazer [hoje] uma reunião com Michel Temer.
A petista e o peemedebista têm mantido uma relação cordata até agora, mas a formalização do blocão azedaria o clima.

Qual é o significado do movimento de hoje do PMDB ao tentar montar esse blocão? Muito simples. É o antigo PMDB velho de guerra tentando se impor agora no processo de transição entre o governo Lula e a futura administração Dilma.

Houve uma tentativa de fazer um acordo com o PT a respeito de um rodízio na presidência da Câmara (2 anos cada um). Os petistas disseram que só topariam se a regra valesse também para o Senado. Ou seja, nada feito.
Depois, os peemedebistas quiseram impor alguns nomes como ministros para Dilma. Não deu certo.

Sem sucesso em impor seus desejos, o PMDB resolveu então tentar garrotear o PT dentro da Câmara, com o blocão. Mas, [ontem] à noite, parece que a estratégia começou a fazer água, com vários deputados e líderes dos partidos aliados negando intenção de formar a coalizão.
Resumo da ópera: será conturbada, para dizer o mínino, a relação congressual PT- PMDB.

TE CUIDA DILMA !: PMDB ARMA ARAPUCA E RECRIA O CENTRÃO


TERRENO MINADO A VISTA

O PMDB, que em nível nacional é fortemente comandado pelo quarteto José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho e Michael Temer, sem a menor cerimônia, colocou as cartas na mesa mandando um  aviso para Dilma, como quem diz: "O Michael Temer, senhora presidenta, não é José de Alencar !..."

O partido do coronelato sequer esperou a posse dos novos deputados, marcada para 1º de Fevereiro de 2011, para avisar (essa turma trabalha ligeiro) que cinco partidos já oficializaram nesta terça-feira (16) a formação de um centrão, que contará com 202 deputados federais.

Com isso, se contar com a adesão de apenas mais 55 deputados, conquistará a maioria da Câmara. 

O Centrão anti-PT será formado por partidos de centro-direita PMDB, PP, PR, PTB e PSC.

Sendo que os partidos declaradamente de  oposição ao governo, que assumem posições conservadoras e mais á direita como o  PSDB, DEM e PPS, ainda não anunciaram se pretendem formar um bloco ou não, a partir e 2011, força que poderá unir-se, eventualmente, ao novo Centrão.

O PT, que elegeu a maior bancada nessas eleições (88 deputados), diante desse primeríssimo grande "movimento" do coronelato, passa a ser a segunda força parlamentar na Câmara...

Como já esta estabelecido por dentro da  cultura política brasileira a tradição que diz  que pertence á maior bancada - ou bloco partidário- a primazia de indicar o candidato à presidência da Câmara... 

Pressupõe-se que, sairá deste centrão, com o apoio singelamente negociado com a direita, o nome daquele que irá organizar os trabalhos nesta Casa e figurar com um poder político que transcende e impacta, sendo , inclusive, o terceiro na linha de sucessão e comando da República.

O que todos sabem se esconder por de traz desse movimento de xadrez e explica, em parte, a recriação do famoso Centrão velho de guerra, é o desejo do PMDB (como na fábula da rã e do escorpião) de isolar o PT e tentar "enquadrar" Dilma, dando um duplo bote quando da disputa -que promete ser renhida- pelo comando da presidência da Câmara, que se dará agora, em 2011, e do Senado federal... 

Será quando os novos presidentes eleitos nas duas casas atuarão -ou não- afinados com as prioridades estabelecidas pelo novo governo da presidenta Dilma... 

Que, a partir dessa nova correlação de forças, terá que negociar, bastante, com os lideres do Centrão, com muito cuidado para não cair na condição de refém desses velhos caciques bastante conhecidos,que não metem um prego sem estopa e que não querem largar o ossso...

A coisa esta assim: mesmo que o  PT venha á formar um  bloco com outros partidos que não se alinharam com o Centrão,  não  ultrapassará o número de 202 deputados e, caso decida formar um bloco partidário vermelho com o PCdoB, PSB, PDT contaria no maxímo com 165 deputados federais.

Na semana passada, o PDT, PSB, PCdoB e PRB anunciaram a articulação de um bloco de esquerda no Congresso, que poderia contar ainda com a participação do PV.

O deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB, nega que a formação do Centrão se trate de uma atitude de confronto ou de conflito, ou mesmo de uma tentativa de isolamento ao Partido dos Trabalhadores que,segundo ele, " será bem-vindo" (?). 

Para Sandro Mabel (GO), líder do PR,  a formação do Centrão está na linha de entendimento e não de confronto. Já para o  líder do PTB, Jovair Arantes (GO) a criação do Centrão apenas reedita uma história da Casa, "onde sempre se formou blocos", completou...  
José Eduardo Dutra, presidente do PT  diz não ver nenhum“racha” na base aliada após o PMDB ter anunciado a formação do Centrão e que, a presidenta eleita, Dilma Rousseff, vai trabalhar para manter a unidade da base. Afirmou também que, o PT mantém a posição de não criar uma disputa interna com o PMDB para as eleições das mesas da Câmara e do Senado. No entanto, parece que ele começou a "quebrar lenha fina", como dizem no Marajó, já que ele declarou para a Agência Brasil esperar que a tradição das duas casas seja mantida e presidências fiquem com os partidos com as maiores bancadas.Dutra disse que apresentou à presidenta Dilma uma síntese das reivindicações dos partidos aliados para ocupar cargos no governo. “Em resumo, todos os partidos querem manter os espaços atualmente ocupados. E, na medida dos possível, ampliar alguma coisa.”  
É bom que se diga que, pelas regras da Câmara o Centrão terá o mesmo peso e significado de bancada partidária, contando com privilégios sumamente estratégicos em relação às escolhas de cargos na Mesa Diretora da Casa, na indicação das presidências dessas comissões,na formação das 20 comissões técnicas, nas relatorias de proposições, nas presidências de comissões especiais como comissões parlamentares de inquérito (CPIs), entre outros privilégios. 
Resta a militância petista e as esquerdas,  torcerem para que o custo dessa unidade não tenha um preço muito alto a ponto de mutilar e descaracterizar a atual linha de atuação progressista que a nação espera, seja a marca principal do novo governo. 
Que prevaleça a lição de Jacques Vagner durante as eleições na Bahia que, de caneta em punho, colocou limites na gula do PMDB local.Se vale a máxima de que "Temer não é José de Alencar",vale também a outra em que "Dilma não é Lula",o contemporizador nato.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

As perspectivas da esquerda no Brasil



As eleições desse ano apontam elementos importantes para a reflexão quanto ao arranjo nacional de forças dos partidos políticos para os próximos anos. Esse artigo pretende ser uma reflexão acerca das composições políticas que irão afligir a base de sustentação do governo, com destaque aos chamados partidos de esquerda.
O resultado das eleições deu ao Partido dos Trabalhadores maior força na sua presença já  hegemônica no campo político da esquerda nacional. Todavia, também se pode afirmar  que, pelas alianças construídas e consolidadas durante o governo Lula e no processo eleitoral que acaba se encerrar, caminha para o centro, tomando parte da bandeira social-democrata que era hasteada pelo PSDB.
Ao fazer a maior bancada da Câmara e a segunda maior bancada no Senado, revezando-se com o PMDB, que fez a segunda maior bancada na Câmara e manteve a primeira no Senado,  o Partido dos Trabalhadores consolida uma posição vantajosa em termos políticos nas casas do congresso. Porém, devido à própria estrutura do sistema político-partidário torna-se importante pontuar que a parceria petismo-pemedebismo tem limites de ação, a saber: a)  o fato de que aliados históricos do PT podem sentir-se preteridos e assim buscarem novos espaços e b) o fato de que o PMDB é muito mais uma federação partidária do que um partido nacional.
Neste aspecto especificamente, é importante fazer a seguinte pergunta: Por quanto tempo o vice-presidente conseguirá manter seu partido unido à sua volta? Na resposta a este questionamento é importante considerar a capacidade da nova presidência de manter bons níveis de popularidade – ferramenta fundamental para ter menos resistência no congresso – e a distribuição de cargos de destaque em termos eleitorais para elementos chave do governo.
Conseguindo manter a unidade é natural que o partido do vice-presidente Michel Temer queira manter sob seu comando pastas importantes no executivo federal, e ainda que pressione para aumentar o seu quinhão na distribuição governista. Somam-se a isso os acenos que lança a setores menos radicais do DEM, que saiu enfraquecido dessa eleição, como ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, além da aproximação que até recentemente tentara com o ex-governador e senador eleito de Minas Gerais, Aécio Neves, e percebe-se também como natural a reação dos partidos aliados tradicionais do PT que ainda se mantêm à esquerda no espectro político partidário brasileiro, e que não cederão facilmente espaço ao PMDB.
Dentre esses, destaca-se o PSB, que, com 34 deputados, consolida-se como a segunda maior força da esquerda. Além disso, o partido elegeu seis governadores, um a mais que PT e PMDB. Destacam-se Pernambuco, Ceará e Espírito Santo, que se somam a Piauí, Amapá e Paraíba. Além disso, o partido reúne quadros de expressão nacional, como Ciro Gomes e Eduardo Campos, herdeiro político de Miguel Arraes, políticos também próximos a Aécio Neves, o que o torna também uma casa possível de receber o presidenciável, caso este realmente decida deixar as fileiras tucanas. No Senado, o PSB também aumentou sua bancada, de um para três senadores. O desafio dos socialistas, portanto, é a transição de uma postura passiva para um apoio responsável ao governo. Isto quer dizer que, naturalmente o PSB pode assumir-se como um projeto complementar e não submisso aquele construído pelo partido dos trabalhadores.
O PDT, outro partido médio de esquerda, não conseguiu eleger nenhum governador em 2010, depois de ter elegido dois, quatro anos antes. No senado, elegeu um parceiro do partido do reeleito Senador Cristovam Buarque, ficando com duas cadeiras. Aumentou em quatro o número de cadeiras na Câmara, elegendo 28 deputados federais. Apresenta um quadro estático, sem renovação de lideranças, cenário que se afirma com a não eleição do ativo deputado Brizola Neto, do Rio de Janeiro.
Da mesma forma, o PCdoB ganhou mais uma cadeira no Senado com Vanessa Grazziotin, do Amazonas, que se junta a Inácio Arruda, Senador eleito em 2006 pelo Ceará. Na Câmara, passou de 12 para 15 deputados, ficando, como o PDT, sem governos estaduais.
O PRB, ligado aos bispos evangélicos, reelegou o Senador Crivella no Rio de Janeiro, além de oito deputados federais. Por sua vez, a esquerda mais radical definha, com o PSOL tendo recebido menos de 1% dos votos na corrida presidencial, embora tenha elegido dois senadores e mantido a bancada de três deputados federais.
A um avanço do PMDB na estrutura do governo Dilma, mesmo pelo espaço já diminuto que ocupam os partidos aliados da esquerda (PSB com MCT e Secretaria de Portos, PDT com a pasta do trabalho e PCdoB com a pasta do Esporte), poderia acarretar uma retração da participação do partido da Presidenta. Duas questões passam a ser fundamentais: até onde conseguirá gerenciar as pressões de seus companheiros de partido para fazer frente a essa perda de espaço e a quantidade de mágoas a serem engolidas ou esquecidas e o preço a ser pago que será suportado para manter a parceria para 2014.
À espreita estará Aécio Neves. Caso a relação PT-PMDB caminhe para o conflito, poderá engrossar as fileiras do PMDB e sair candidato pelo partido em 2014. Caso a parceria e o governo Dilma-Temer andem bem, sua opção seria desembarcar junto aos socialistas, em busca da conformação uma terceira via, abandonando o peso da oposição mais radical tucana-demista. Por fim, se o governo caminhar para um desastre, o que me parece a alternativa menos possível, poderia disputar a candidatura no próprio PSDB.
Sua espera, no entanto, não deve se alongar. Na perspectiva de uma reforma política, a possibilidade de aglutinação de alguns desses partidos médios, PSB, PRB, PDT e PCdoB pode se viabilizar. À esquerda não deve interessar ficar nas mãos de apenas um partido, ou um líder, ainda mais quando estes estão a levando mais ao centro e torna-se o foco principal da resistência midiática. No médio prazo, é importante para esquerda construir uma opção ao PT, mas precisaria ainda buscar um nome renovado de projeção nacional. Ciro Gomes carrega a antipatia da mídia, e Eduardo Campos não têm essa projeção. Sem esse novo nome, esses partidos estarão destinados a orbitar em torno do PT, limitando as perspectivas da esquerda de defender o lulismo apenas com as armas marcadas do petismo.

Postado por Creomar Lima Carvalho de Souza  - analista político do IBMEC/DF - e Leandro Freitas Couto  - analista de Planejamento e orçamento e doutorando Relações Internacionais Universidade de Brasília - .

ESCRAVIDÃO: BRASIL FOI O ÚLTIMO A TERMINAR


 Por Emir Sader

Tivemos a proclamação da República mais de seis décadas depois da independência, porque esta nos levou de Colônia à Monarquia pelas mãos do monarca português, que ainda nos ofendeu, com as palavras – que repetíamos burocraticamente na escola- “antes que algum aventureiro o faça”. Aventureiros éramos nós, algum outro Tiradentes, ou algum Bolívar, Artigas, Sucre, San Martin O´Higgins, que lideraram revoluções de independência nos seus países, expulsando os colonizadores em processos articulados dos países da região.

Foi o primeiro pacto de elite da nossa história, em que as elites mudam a forma da dominação, para imprimir continuidade a ela, sob outra forma política. Neste caso, impôs-se a monarquia. Tivemos dois monarcas descendentes da família imperial portuguesa, ao invés da República, construindo estados nacionais independentes, expulsando os colonizadores ao invés do “jeitinho” da conciliação.

Como sempre acontece com os pactos de elite, o povo é quem paga o seu preço. Enquanto nos outros países do continente, as guerras de independência terminaram imediatamente com a escravidão, esta se prolongou no Brasil, fazendo com que fossemos o último país a terminar com ela, prolongando-a por várias décadas mais. Nesse intervalo de tempo foi proclamada a Lei de Terras, de 1850, que legalizou – mediante a grilagem, aquela falcatrua em que o documento forjado é deixado na gaveta e o cocô do grilo faz parecer um documento antigo – todas as terras nas mãos dos latifundiários. Assim, quando finalmente terminou a escravidão, não havia terras para os escravos, que se tornaram livres, mas pobres, submetidos à exploração dos donos fajutos das terras.

Dessa forma, a questão colonial se articulou com a questão racial e com a questão agrária. Esse pacto de elite responde pelo prolongado poder do latifúndio e pela discriminação contra a primeira geração de trabalhadores no Brasil, os negros que, trazidos à força da África vieram para produzir riquezas para a nobreza européia como classe inferior. Desqualificava-se ao mesmo tempo o negro e o trabalho.

A República foi proclamada como um golpe militar, que a população assistiu “bestializada”, segundo um cronista da época, sem entender do que se tratava – o segundo grande pacto de elite, que marginalizou o povo das grandes transformações históricas. 

Fonte: Carta Maior

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A CULPA FOI DE JADER:CHIQUINHO CAVALCANTE X EDSON BARBOSA


Edson Barbosa da Link: Brigas internas não deixaram o governo ser reconhecido

Transcrevo do Blog da reporter  

Após a entrevista com Chico Cavalcante, a lógica mandava procurar Edson Barbosa da Link para ouvi-lo, sobre as críticas feitas pelo marqueteiro paraense.
O contato foi feito no meio da semana passada. A entrevista foi meio por telefone, meio por e-mail. Enviei para Barbosa as perguntas que gostaria que ele respondesse e, depois, tivemos uma longa conversa por telefone.
Barbosa não escondeu certa mágoa com as críticas. Contou um pouco dos bastidores da campanha e, pela primeira vez, expôs publicamente os problemas de imagem que, segundo ele, Ana Júlia Carepa, enfrentava quando a Link desembarcou no Pará em março deste ano, quatro meses antes da convenção que sacramentaria a candidatura.Lei aqui
CHIQUINHO CAVALCANTE X EDSON BARBOSA

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

EXEMPLO DE CONSCIÊNCIA AMBIENTAL,VIU CELPA ? !

Postado no Blogue Na ilharga

Carga pesada

O deputado Joaquim Lira Maia(DEM-Pa) responde a 25 processos na justiça. Cada processo desses deve enquadrá-lo em três ou quatro artigos do Código Penal, sendo possível que, somando tudo, seu enquadramento pode se dar em mais de cem artigos. Assim, não é exagero falar pra ele aquilo que a juíza Denise Frossard gostava de falar para alguns de seus pares quando foi parlamentar, "Vossa Excelência carrega nas costas quase um Código Penal inteiro". Credo!

LIRA MAIA ARRÔLADO PELA JUSTIÇA


 Merenda superfaturada

STF abre ação contra o deputado Joaquim de Lira Maia

O Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta quinta-feira (6/8), abrir Ação Penal contra o deputado federal Joaquim de Lira Maia (DEM-PA), acusado pelo Ministério Público por crimes contra a Lei das Licitações. 

Segundo a denúncia do MP, em 2000, quando era prefeito de Santarém (PA), Lira Maia se envovleu em irregularidades em 24 processos licitatórios para compra de merenda escolar da rede pública do município.

De acordo com a denúncia, o superfaturamento ultrapassou R$ 1,9 milhão, sem correção.

 No início do julgamento do Inquérito, o ministro Ricardo Lewandowski (relator) confirmou sua decisão de desmembrar a ação, mantendo o curso do processo no Supremo apenas contra o parlamentar. Os outros 30 investigados continuam respondendo ao processo perante o juiz de primeira instância. Na sequência, o relator votou pela abertura da Ação Penal.


“A peça acusatória descreve os fatos com todas as circunstâncias que, em tese, revelam a prática delituosa, bem como qualifica todos envolvidos, além de apontar indícios de materialidade e autoria, amoldando-se perfeitamente ao que dispõe o artigo 41, do Código de Processo Penal”, disse Lewandowski.

Para ele, a circunstância de Joaquim de Lira Maia estar exercendo o cargo de prefeito municipal, à época, “o coloca muito próximo aos eventos tidos como delituosos, o que permite que se considere a possibilidade de neles estar envolvido”.

 O julgamento foi retomado nesta quinta-feira (6/8) com o voto-vista do ministro Carlos Britto. Após analisar os autos, ele reconheceu que a denúncia permite o exercício da ampla defesa por parte do acusado, além de atender ao disposto no artigo 41 do Código de Processo Penal, que define os requisitos mínimos necessários para que uma denúncia seja recebida pelo Judiciário.

 Além do ministro Carlos Britto, acompanharam o relator pelo recebimento da denúncia, os ministros Cármen Lúcia e Ellen Gracie, Eros Grau, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio e Celso de Mello. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

Fonte: Consultor Jurídico

CUIDADO EXCELÊNCIA....

A COISA TÁ PEGANDO....   

TRE-PARÁ: BERNADETE TEN CATEN TERÁ REELEIÇÃO HOMOLOGADA.

ELEITOS - Homologação será hoje. Diplomação está marcada para 17 de dezembro.


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) homologa em sua sessão ordinário de hoje o resultado das eleições deste ano, em primeiro e segundo turnos. 

De acordo com Vespasiano Rubim Neto, assessor jurídico da presidência da Corte, todos os candidatos que tiveram registro de candidatura deferido e foram considerados eleitos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) serão homologados. 

Bernadete Ten Caten (PT), que teve o mandato de deputada estadual cassado na última terça-feira, sob acusação de abuso de poder econômico, está incluída rol dos homologados.

Vespasiano explica que esse é um procedimento comum na Justiça Eleitoral e serve, principalmente, para normalizar o expediente do Tribunal, que trabalhou em regime de plantão durante todo o período eleitoral. 

"A partir do dia 16 de novembro, voltamos a funcionar em expediente normal, entre 8h e 15h, de segunda a sexta-feira. Esse é um ato administrativo normal e uma proclamação que desobriga o TRE de atuar o dia todo, já que, na ocasião, também é anunciada oficialmente o dia da diplomação dos candidatos, marcada para 17 de dezembro", informou.
 
Segundo Vespasiano, a deputada Bernadete Ten Caten terá sua reeleição homologada porque a Corte se baseou nas informações registradas pelo próprio TSE. 

"Se ela teve a candidatura deferida e foi tida como eleita pelo Superior Eleitoral, ela recebe a homologação. No caso dela e em outros casos semelhantes, o que pode ocorrer é o pedido da impugnação do mandato, isso após o momento da diplomação", explicou o assessor da presidência. 

A homologação não exige solenidade, e os eleitos não são obrigados a comparecer à sessão, ao contrário da diplomação de 17 de dezembro, um ato solene.

Fonte O Liberal

VAMOS COM O CHARLES E A BELDADE QUE PASSA...



A rua em torno era um frenético alarido.
Toda de luto, alta e sutil, dor majestosa,
Uma mulher passou, com sua mão suntuosa
Erguendo e sacudindo a barra do vestido.

Pernas de estátua, era-lhe a imagem nobre e fine.
Qual bizarro basbaque, afoito eu lhe bebia
No olhar, céu lívido onde aflora a ventania
A doçura que envolve e o prazer que assassina.

Que luz... e a noite após! - Efêmera beldade
Cujos olhos me fazem nascer outra vez,
Não mais hei de te ver senão na eternidade?

Longe daqui! Tarde demais! nunca talvez!
Pois de ti já me fui, de mim tu já fugiste,
Tu que eu teria amado, ó tu que bem o viste!

POEMA ORIGINAL

La rue assourdissante autour de moi hurlait.
Longue, mince, en grand deuil, douleur majestueuse,
Une femme passa, d'une main fastueuse
Soulevant, balançant le feston et l'ourlet ;

Agile et noble, avec sa jambe de statue.
Moi, je buvais, crispé comme un extravagant,
Dans son oeil, ciel livide où germe l’ouragan
La douceur qui fascine et le plaisir qui tue.

Un éclair… puis la nuit ! — Fugitive beauté
Dont le regard m'a fait soudainement renaître,
Ne te verrai-je plus que dans l'éternité ?

Ailleurs, bien loin d'ici ! trop tard ! jamais peut-être !
Car j'ignore où tu fuis, tu ne sais où je vais,
Ô toi que j’eusse aimée, ô toi qui le savais ! 




MULHERES: A CAPACIDADE DE GOVERNAR...

 Indicada para o nobel fala: 

"As disputas ideológicas do Governo Dilma estão na mesa"

Fatima Oliveira *

Elegemos uma presidenta 78 anos após a conquista do voto feminino. A manchete do The Independent foi significativa: “Brasil elege Dilma Rousseff para ser a mulher mais poderosa do mundo” e justificou: “A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar”. A matéria, assinada por Hugh O´Shaughnessy, finaliza afirmando que a posse dela “Será uma celebração da decência política e do feminismo” (31.10).
A presidenta eleita “catimbou”, com paciência de Jó, para fazer o primeiro pronunciamento à Nação, esperando o candidato derrotado, como é de praxe em todas as democracias, falar antes, reconhecendo a derrota. E aqui cabe bem o “Nunca antes” no mundo algo similar aconteceu! Dilma cansou de esperar o ritual e, para não deixar o país refém do tacão da espora machista, falou antes do derrotado.

Depois da campanha sebosa, não tendo como negar a vitória de Dilma, a demora do vencido em reconhecê-la, nem precisa Freud para explicar. O derrotado postulante a vice, numa versão tacanha de perdedor sem linha, disse que concorreu com Lula e não com Dilma!
Para ele, a “poste” não era candidata e nem se elegeu! É uma lastimável tentativa de minimização da vitória da presidenta eleita que insulta qualquer nesga de inteligência. É elementar que ela venceu porque teve mais votos!

Essa gente insiste em discordar que na República todos os votos valem igualmente e toca a inventar versões estapafúrdias – decorrentes da falta de civilidade, com recheio de altas doses de machismo.  São acenos que nos próximos quatro anos teremos muito mais do mesmo, a partir da misoginia, naturalizada pelo modo que o serelepe opositor insistia em chamá-la de mentirosa, ao vivo e a cores, sem constrangimento – aquela antiga pouca vergonha que só machistas se permitem diante de uma mulher!
Para Marcos Coimbra: “na política, nem sempre os fatos e as versões coincidem... Nenhuma versão muda o resultado, mas pode fazer com que o interpretemos de forma equivocada. Como consequência a reduzir o seu significado e lhe diminuir a importância” (Três mitos sobre a eleição de Dilma, 31.10).
As intelectuais do feminismo brasileiro são instadas ao enfrentamento da batalha ideológica em curso, pois mesmo Dilma não sendo feminista, nunca se declarou como tal, aos olhos do mundo uma mulher com a sua historia de vida é feminista. Em sua primeira fala ao país disse que seu primeiro compromisso é honrar as brasileiras e que a sua eleição repercutirá positivamente na vida das meninas. Falou. Fará o gesto?
As disputas ideológicas, agora com vestes de busca de cargos, do Governo Dilma estão na mesa e serão cotidianas. A conjuntura é “Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”. Depois de vencida a batalha contra a transformação das eleições num “leilão de ovários”, cabe ou não ao feminismo dar o ar de sua graça, além do que é certo que qualquer insucesso será creditado à incapacidade das mulheres de governar?
Para além da cultura do gueto, é preciso estofo político para superar o estabelecido do “com pouca farinha, meu pirão primeiro”. Feministas petistas e dos partidos aliados, conjuntamente, não podem, diante do cordão masculino de isolamento no entorno da eleita, “amarelar” na disputa de espaços estratégicos, segundo uma ótica feminista, com duplo objetivo: dar sustentação ideológica feminista e impulsionar a concretização dos direitos das mulheres no governo.
É isso, ou apaguemos nossas lamparinas.


* Médica e escritora. É do Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução e do  Conselho da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas  e do Caribe. Indicada   ao   Prêmio   Nobel   da   paz   2005.

Fonte:Sítio Vermelho