O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

GUERRA NO MORRO DO ALEMÃO:PIG FATUROU MAIS QUE O TRAFICO

Por:  Leandro Uchoas
do Rio de Janeiro (RJ)




Entre tantos protagonistas na crise da Segurança Pública fluminense, um se destacou: a mídia comercial. As emissoras de TV e rádio e os jornais de grande circulação conseguiram criar uma realidade à parte. Nela, os oficiais da polícia que mais mata e que mais morre no mundo tornaram-se heróis. A população acuada nas comunidades, com risco de ser atingida por balas perdidas, foi retratada como um conjunto de cidadãos grato à chegada “das forças do bem”. O pânico ganhou contornos de lucrativo espetáculo, transmitido ao longo de tardes inteiras. A cobertura televisiva assemelhou-se à transmissão de conflitos como o do Iraque. E a linguagem escolhida também foi a da guerra. Poucas vezes o jornalismo brasileiro esteve tão próximo da ficção.
A barbárie dos traficantes, e a reação policial, foram chamados pelos veículos de “Guerra do Rio”. Cláudia Santiago, do Núcleo Piratininga de Comunicação, critica a opção linguística. “Guerra de quem contra quem? Uma guerra na qual os inimigos são os traficantes das favelas, não por coincidência pobres, negros e candidatos a uma vida curtíssima. Não se lê nenhuma linha sobre os grandes chefes do tráfico: banqueiros, juízes, chefões políticos e militares, advogados”, acusa. Todo o linguajar midiático emprestou expressões da guerra. Inocentes assassinados pela polícia viraram “baixas civis”. A Vila Cruzeiro se transformou no “bunker do tráfico”. A data em que a polícia invadiu a favela tornou-se o “Dia D” – referência à chegada dos aliados à Normandia, na Segunda Guerra, decisiva para a derrota da Alemanha nazista..

A tomada do Complexo do Alemão foi retratada como uma vitória inédita, ponto de virada na história da cidade. E com cenas cinematográficas. As bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro, levantadas no alto do conjunto de favelas, lembraram a chegada do homem à lua. “O triste é que este espetáculo midiático faz com que muita gente de bem torça pelo extermínio destes jovens, como torcem pelo Rambo nos filmes de Hollywood. O fato é transformado em um grande espetáculo para ganhar a adesão das pessoas. E ganha”, lamenta Cláudia. O apoio à ação policial, considerada de sucesso pelos jornalistas e por boa parte dos comentaristas ouvidos pelos grandes veículos, aparentemente, encontrou eco junto à população do Rio.


Militarização legitimada

“A cobertura da TV privilegia a dramatização. E afirma-se que esse vai ser o ponto de inflexão daqui pra frente. Um equívoco. Lamento que esses grandes veículos estejam com essa posição”, criticou Ignácio Cano. Sociólogo vinculado ao Laboratório de Análise de Violência da Uerj, Ignácio é um dos estudiosos de Segurança Pública mais frequentemente ouvido em períodos de crise. Para José Cláudio Alves, vice-reitor da UFRRJ, “amplia-se muito a lógica militar quando a execução sumária, elevada à categoria de política pública, é legitimada pela mídia.”


Outra fonte histórica dos grandes veículos é Luiz Eduardo Soares, ex-secretário, nacional e estadual, de Segurança Pública. Pela primeira vez, o intelectual desligou o celular, para não atender a jornalistas. “Não posso mais compactuar com o ciclo sempre repetido na mídia: atenção à segurança nas crises agudas e nenhum investimento reflexivo e informativo realmente denso nos intervalos entre as crises”, escreveu, em artigo. E em outro trecho: “todo pensamento analítico é editado, truncado, espremido – em uma palavra, banido –, para que reinem, incontrastáveis, a exaltação passional das emergências, as imagens espetaculares, os dramas individuais e a retórica paradoxalmente triunfalista do discurso oficial”.


Por fim, no mesmo artigo, o sociólogo critica a falsa dualidade criada pela mídia, entre policiais e traficantes. “Não existe a polaridade. Construí-la – isto é, separar bandido e polícia – teria de ser a meta mais importante e urgente de qualquer política de Segurança digna desse nome”. Segundo Soares, não há ação de criminosos, no Rio de Janeiro, da qual estejam ausentes segmentos corruptos da polícia. Seria justamente essa interpenetração entre tráfico – ou milícia – e polícia que faz com que a ilegalidade permaneça viável. Além disso, o abismo de força bélica entre as duas forças em conflito, polícia e tráfico, também é atenuado quando se usa o termo “guerra”. O poder de fogo dos policiais é muito maior.

Saques e diáspora
Um bom exemplo da cobertura ficcional do conflito foi a invasão policial da Vila Cruzeiro. O chamado “Dia D” foi celebrado pelos veículos. A polícia teria obtido grande vitória ao ocupar uma favela onde o poder público não entrava há três anos. Segundo os jornalistas, a população estaria aliviada, recebendo os soldados com louvor. E a polícia estaria fazendo uma varredura na comunidade, atrás de drogas e armas. Isabel Cristina Jennerjahn esteve na comunidade e trouxe um relato bastante distinto – embora reconheça que a sensação local, em grande parte, era mesmo de alívio. Integrante da Rede de Movimentos e Comunidades contra a Violência, ela relata que boa parte dos moradores está indo embora da favela.
.

Segundo Isabel, algumas casas teriam sido saqueadas pela Polícia Militar (PM) e o Bope estaria impedindo familiares de traficantes mortos de buscarem seus corpos na mata – assassinatos esses não veiculados pela TV. Os jornais de domingo, dia 28, preferiram divulgar um projeto do prefeito, Eduardo Paes (PMDB), anunciando o desejo de urbanizar a favela. Movimentos e ONGs desconfiam que no Complexo do Alemão esteja havendo casos semelhantes. A diáspora foi ainda maior ali do que na Vila Cruzeiro. Teme-se que bandidos desarmados tenham saído normalmente, passando pela barreira policial, como os outros moradores. “Vão haver novamente assassinatos, e não vai haver investigação”, suspeita José Cláudio. Também há críticas contra a decisão dos veículos de não citar nomes de facções do tráfico.

Fonte: Brasil de Fato

Comentário

A TELEVISÃO  MOSTROU POLICIAIS EM UMA FAVELA EM PORTO ALEGRE ,ONDE AS CASASTODAS SÃO FEITAS DE RESTOS DE MADEIRAS VELHAS E PROTEGIDAS COM PLÁSTICO PRETO ESTAVAM PROCURANDO TRAFICANTES . NO PAÍS DA HIPOCRISIA SÃO OS MISERÁVEIS OS RESPONSÁVEIS PELOS LUCROS FABULOSOS DAS DROGAS E ELES QUE LEVAM O DINHEIRO PARA OS BANCOS EM SEUS CARRINHOS DE RECOLHER LIXO PELAS RUAS .ACONTECE EM TODAS AS FAVELAS DO BRASIL . HIPOCRISIS NOJENTAS ENCONTRADAS NOS PODERES DA REPÚBLICA COM AVAL DA MÍDIA.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

ENTÃO? VAMOS DE POESIA...


CAPITALISMO
 

               I
Você tem sido vencido
há tanto, por tudo.
Por tantos, por surdos,
por turnos noturnos
na fábrica que fabrica "fábricas"
de neurose... de tuberculose.

            I I
Você vai ser
assassinado
por turmas soturnas
em furnas diurnas
que te sugam e sangram.
Vença você...
suicide-se,
antes que te matem !
 

("NATO" AZEVEDO)

domingo, 12 de dezembro de 2010

CHAVES:ESSE ABESTALHADO DE FUZIL E CUTURNO


Enquanto o mundo todo se retorce de raiva por conta das restrições imposta pelo conjunto macabro de forças a serviço do império industrial militar que domina o nossa planeta  e que, no momento, tenta exterminar com o  WikiLeaks, o  governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, enviou à Assembleia Nacional (Congresso) projeto de reforma da lei de mídia para estender à internet regras de restrição de conteúdo e sanções já vigentes para jornais, rádios e TV. 
É mais uma lei que entra em um pacote de normas que o governo corre para aprovar antes de 5 de Janeiro, quando assume o novo parlamento – no qual o 'chavismo' (?) não terá maioria qualificada. A reforma prevê a criação de um “mecanismo’’ para restringir acesso a portais que veiculem violência, sexo explícito e que atentem contra a saúde (fumo e álcool, por exemplo), uma espécie de lei irmã Dulce. 

O documento também estipula sanções para provedores que transmitirem mensagens que “atentem contra os bons costumes’’, que possam “constituir manipulações midiáticas’’ e que “não respeitem’’ os poderes públicos ou quem os exerça,especialmente dele, seu coroné. 

Esse idiota, que vem na contramão das principais e mais sagradas bandeiras historicamente defendida pelas militâncias de esquerda no continente -depois de décadas de ditadura comandada por milícos, feito ele, da direita- trincheiras representadas na defesa radical da Democracia da liberdade de pensamento, portanto do livre arbítrio, agora cismou de marchar ablando espanhol na linha de Pequim, onde a realidade política  é abismalmente outra. 

Infelizmente esse  quartelísta e pára-quedista armado de fuzil, não tirou e nem quis aprender nenhuma lição com Lula, filho e líder legítimo parido dos movimentos dos trabalhadores e operários sul americanos no Brasil e, pelo visto, não vai aprender nada com Dilma, ex-guerrilheira que combateu e participou da luta armada contra os generais fascistas que infestavam o continente com a sua arrogância e prepotência escrotal. Enquanto por aqui muita gente morreu e tem seus corpos até desaparecidos, esse abestalhado de saturno pretende ser o censor mor da consciência dos nossos valentes camaradas socialistas venezuelanos.

Esta mais do que na hora dos estudantes, operários,camponeses e trabalhadores venezuelanos fazerem um acordo com ele no qual: as massas entram com o pé, e ele, Chaves, com a bunda.

Opinião do internauta
Anônimo disse...Concordo com a crítica.De fato essas medidas só fazem mesmo é fortalecer o PIG local anti-Bolivariano.Penso que ele deveria sim,tirar lição,mas não só com o grande timoneiro Lula e com a postura e tática da Dilma que, nessas eleições 2010, combateram na verdade o império jornalistico e midiático brasileiro já que,oposição ,de verdade e competente - coisa que seria muito importante para fortalecer a construção da nossa jovem democracia - nos não temos.Deveria também esse comandante era aprender com os blogueiros brasileiros que combatem o PIG com a arma que os torna mais vulnerável,ou seja: o conteúdo.É escrevendo e trocando material e informações úteis,sem tergiversar com temas delicados,enfrentado as insalubridades com a inteligencia, com insistência e consistência é que vai se criando uma rede sólida de transformação social, e não com latido, cassetete, prendendo e arrebentado,ou usando de artificiosidade e manobras "legais"no parlamento onde se tem maioria temporária porque, embora dentro da lei, desmoraliza e vulgariza a instituição,bem ao estilo dos militares.Um abraço Bueres,e parabéns pelo teu excelente blogue que, eu pude notar,é raro, não faz concessões políticas ou ideológicas,apresentado material de primeira,sendo uma das paginas que eu recomendo em sala de aula,quando não estou,como agora,de férias.

Prof. Alonso
12 de dezembro de 2010 10:54

sábado, 11 de dezembro de 2010

LULA SENTA BORDUADA NOS 'CEREBROS' DO PIG





Lula faz ato em defesa do WikiLeaks e expõe hipocrisia da mídia

Em discurso improvisado durante apresentação do balanço do PAC, nesta quinta-feira (9), em Brasília, o presidente Luiz Inácio da Silva não poupou ironia ao estranhar o silêncio da mídia hegemônica diante do atentado à liberdade de imprensa e expressão que os EUA e algumas potências aliadas estão perpetrando contra o sitio WikiLeaks e seu fundador, Julian Assange , encarcerado em Londres.

Veja também:
O vídeo com o protesto de Lula

Ao se referir às correspondências de embaixadores estadunidenses, com revelações sobre o modo, arrogante e míope, que o império avalia “o resto do mundo”, o presidente enalteceu o trabalho jornalístico realizado pelo WikiLeaks, que deixou o rei nu e despertou uma reação irada contra a liberdade de imprensa e expressão.

“E aí aparece o tal do Wikileaks, desnuda a diplomacia que parecia inatingível, parecia a mais certa do mundo”, observou. ”Então começa uma busca, eu não sei se chegaram a colar cartazes por aí com o rosto do rapaz, que nem no tempo do faroeste, com inscrição de um procura-se vivo ou morto, mas prenderam o rapaz e eu não vejo um voto de protesto em defesa da liberdade de expressão. É engraçado isto.”

Primeiro protesto

Voltando-se para o fotógrafo oficial da presidência, Ricardo Stuckert, Lula falou: “Ô, Stuckinha, pode colocar no Blog do Planalto o primeiro protesto, então, contra [o cerceamento à] liberdade de expressão na internet, para a gente poder protestar, porque o rapaz estava apenas colocando aquilo que ele leu. E se ele leu foi porque alguém escreveu, o culpado não é quem divulgou, o culpado é quem escreveu. Portanto, em vez de culpar quem divulgou, culpe quem escreveu a bobagem porque se não tivesse escrito não teria o escândalo que tem. Então, ao WikiLeaks minha solidariedade pela divulgação das coisas e meu protesto contra [o cerceamento à] liberdade de expressão.”

A ironia do presidente é uma crítica velada e bem humorada ao comportamento da mídia hegemônica, que não o perdoa por promover a Conferência Nacional da Comunicação (Confecom) nem se cansa de acusá-lo em editorial de querer acabar com a liberdade de imprensa e instituir a censura no país.

Esses veículos de comunicação, liderados por não mais que quatro ilustres famílias burguesas (Marinho, Civita, Frias e Mesquita), gostam de se apresentar à opinião pública como paladinos da democracia e, em especial, da liberdade de imprensa e expressão, embora isto não esteja em sintonia com a folha corrida dos veículos que dirigem (Globo, Veja, Folha e Estadão).

Conspiração do silêncio

Com ou sem ironia, é de se estranhar, conforme notou o presidente, a conspiração do silêncio da mídia hegemônica com a caçada implacável movida contra o sitio rebelde e seu fundador, alvo de acusações provavelmente forjadas. Outro escândalo foi o envolvimento de grandes empresas (Amazon, Visa, Mastercard), na operação de estrangulamento financeiro do WikiLeaks, o que evidencia a dimensão dos tentáculos do império.

Esses acontecimentos, em conjunto, configuram um atentado à democracia e à liberdade de imprensa e expressão. Mas aqui, como em muitos países, a mídia é cúmplice dos imperialistas americanos. Várias empresas jornalísticas envolveram-se na campanha de crítica e difamação do WikiLeaks liderada pelos EUA.

A hipocrisia das potências imperialistas e da mídia servil transparece sem disfarces nesses dias. Não há a menor tolerância com a liberdade de imprensa que exponha à opinião pública os crimes e as misérias da diplomacia imperial, que se movimenta num teatro de sombras e tem por fundamento a mentira, o engodo, o cinismo e a hipocrisia. Só pode sobreviver em segredo, à margem da luz dos noticiários.

Nem um editorial

A mídia monopolizada não dedicou sequer um editorial aos fatos, noticiados com naturalidade, sem maiores comentários. Nem uma mísera palavra de indignação. O silêncio notado e criticado por Lula é mais um gesto de servilismo diante do império, que contrasta fortemente com a reação virulenta contra as reformas que governos progressistas como o de Chávez, na Venezuela, Evo Morales, na Bolívia, Cristina Kirchner na Argentina, Correa no Equador e Lula no Brasil, defendem ou realizam com o objetivo de romper monopólios e democratizar os meios de comunicação.

Tal mídia, que bem merece o apelido de PIG (Partido da Imprensa Golpista) nunca esteve seriamente comprometida com a defesa da democracia e da liberdade de imprensa. Pelo contrário, apoiou com entusiasmo o golpe militar contra a “república de sindicalistas” presidida por João Goulart, sendo que a Folha cedeu até peruas para a “ditabranda” carregar presos políticos para salas de tortura do DOI-Codi.

A crítica aos monopólios de comunicação, cujas orientações editoriais são ditadas pelos patrões, não se estende à categoria dos jornalistas, em que pese o fato de muitos profissionais vestirem a camisa da empresa, talvez por carência de senso crítico e imaginação própria. A indignação é grande entre os trabalhadores da comunicação e a solidariedade com o WikiLeaks e seu fundador vem crescendo.

Destaca-se, neste sentido, o manifesto que jornalistas de várias partes do mundo (40 países) redigiram sobre o tema:

“Julian Assange, fundador da organização WikiLeaks, está sendo alvo de massiva campanha de crítica e difamação, ameaçado por trabalhar para divulgar documentos militares sobre as guerras do Afeganistão e do Iraque (“War Diaries”). Assange está sendo acusado de ter divulgado informação militar confidencial, que poria em risco a vida das pessoas cujos nomes aparecem nos documentos vazados e, também, de espionagem. Várias empresas jornalísticas envolveram-se também na mesma campanha de crítica e difamação.

“Nós, jornalistas e organizações de jornalistas de vários países, manifestamos aqui nosso apoio ao Sr. Julian Assange e a organização WikiLeaks.

“Acreditamos firmemente que o Sr. Assange trouxe contribuição extraordinária com vistas a maior transparência e a indispensável relação de prestação e cobrança de contas, no campo da informação democrática, no que tenha a ver, até agora, com as guerras do Afeganistão e do Iraque – assuntos em relação ao quais a transparência e a livre divulgação de informação têm sofrido pesadas restrições, seja por ação dos governos, seja pelo controle e censura que as empresas jornalísticas se autoimpõem. Assange tem sido atacado por divulgar informações que de modo algum poderiam ter sido censuradas e impedidas de chegar à opinião pública.

“Cremos firmemente que WikiLeaks tem e deve ter pleno direito de divulgar material militar confidencial, porque é do alto interesse da opinião pública saber o que realmente se passou e continua a passar-se naquelas duas guerras. Os documentos divulgados por WikiLeaks são prova viva de que o governo dos EUA mentiu à opinião pública sobre suas atividades no Iraque e no Afeganistão; e que pode ter cometido crimes de guerra.

“Os documentos vazados por WikiLeaks criaram risco de vida para várias pessoas. Essa talvez seja a única crítica legítima que se poderia fazer a WikiLeaks, por não ter revisado suficientemente os documentos, de modo a ter impedido a divulgação de nomes de pessoas – agentes duplos e espiões – cujas vidas pudessem ficar ameaçadas pela divulgação. Felizmente, ainda não há qualquer sinal de que alguém tenha sido ferido ou morto por ter tido seu nome exposto nos documentos vazados. Observamos também que WikiLeaks aprendeu com aquele primeiro erro. A divulgação dos documentos sobre a guerra do Iraque foi mais cuidadosa nesse quesito.

“O que realmente importa, contudo, são as provas que WikiLeaks afinal divulgou, de que, sim, tem havido inúmeros abusos e crimes, cometidos por exércitos dos EUA e aliados. Essa divulgação é imensamente mais importante, e os crimes afinal comprovados são imensamente mais graves do que algum eventual erro de redação jornalística.

“O Sr. Assange tem sido atacado e pressionado pessoalmente, por ser divulgador de seu próprio trabalho. Já pesam sobre ele, inclusive, acusações de espionagem. O Sr. Assange é tão ‘espião’ quanto qualquer jornalista e ou qualquer fonte das quais depende o trabalho dos jornalistas investigativos. Acusar Julian Assange de espionagem é precedente terrível, que ataca o coração de qualquer governo democrático.

“Se houver crime de espionagem em publicar documentos recebidos de fontes confiáveis, praticamente todos os jornalistas do mundo serão culpados do mesmo crime. Os jornalistas temos o dever de apoiar e defender Julian Assange, face aos ataques que tem sofrido.

“Desde a criação, em 2006, a organização Wikileaks tem sido fonte extraordinária de recursos e informação para jornalistas de todo o mundo, fazendo aumentar a transparência e democratizando a informação, em tempos em que os governos trabalham exatamente na direção oposta.

“Embora não seja incluído no conjunto que se designa como ‘a mídia’ – e não aspire a ser aí incluído – a missão de WikiLeaks é oferecer informação confiável à opinião pública, sem se render a restrições injustificáveis na divulgação de segredos injustificáveis. O trabalho de WikiLeaks é ajuda formidável ao nosso trabalho jornalístico.

“Na posição de beneficiários agradecidos do trabalho de Wikileaks e de Julian Assange, aqui manifestamos nosso apoio àquele trabalho.”
Fonte: Sítio Vermelho
Da redação, Umberto Martins, com Luiz Nassif Online

PARABENS NOEL ROSA! 100 ANOS EMBALANDO A NOSSA ALMA.


Brasil comemora hoje os 100 anos de Noel Rosa, o poeta do mundo


Por Eduardo Bueres

Noel Rosa nasceu no suburbano bairro de Vila Isabel, exatamente no dia 11 de dezembro de 1910. A saúde frágil, agravada por uma tuberculose, abreviou sua trajetória, vindo a falecer quando ainda era um moléque, com apenas 26 anos.

Foi ele, sem dúvida, por  todo o curto tempo em que aqui nos visitou fantasiado de ser humano quase comum, um desses seres revolucionários, reinventores de si mesmos...
Alguns historiadores acreditam que, desde cedo, ele ganhou a consciência  de que precisava se diferenciar intelectualmente dos seus contemporâneos, que o saudavam com graçolas e apelidos infames... 

Gozações e sacaneadas, bem ao estilo do espírito libertário-etílico-boêmio dos cariocas que, até hoje, não importa-lhes o calibre da  tragédia, não perdoam - e não perdem -  uma boa chance de quebrar a liturgia das coisas consideradas 'ruins', por menor ou maior que seja, como que,  desdemonizando e aliviando o peso daquilo que consideram feio.

Fato é que, essa sacanagem cósmica, que tanto o maltratava psicologicamente, talvez, tenha sido o fator que provocou uma  reação positiva na sua alto-estima, transformado-o no gênio musical e poético que aprendemos a admirar e a amar. 
 Sua vingança maior foi  deixar para todos esse legado superior em nível de criação e superação onde, o bom humor, foi a sua grande marca .

Existe na sua biografia aquele famoso duelo poético musical que ele travou com o compositor  Wilson Batista; refrega que gerou alguns de seus sambas mais conhecidos como Feitiço da Vila; Rapaz Folgado e Palpite Infeliz, entre os outros, é uma amostra da valentia da sua pena bico de ouro e verve musical; embate com jeito maniqueísta, travado entre o feio, que era ele, Noel, e o belo, que eram seus 'concorrentes' pela voz de Batista, chegando  este, que foi um de seus 'oponentes' mais conhecidos, ao ponto de soca-lo com rimas de muito mal gosto que, faziam referencia ao  seu defeito e sua aparência física.

Esse embate só serviu, mesmo, para reafirma-lo como sendo compositor do bairro de  Vila Isabel, além de matizar e dar uma bela carona na história para as composições do seu desconhecido rival uma vez que, a obra de Noel Rosa é substancialmente mais rica e universal. 

Acredito com muita força, talvez por ser musico e tocar violão, que  a canção O Ultimo Apito, foi feita com muita insinceridade por um cara profundamente apaixonado que, no final, acabou surpreendido com o extraordinário resultado da harmonia entre letra e música.Tipo de beleza tecida em arranhaduras simples que só é possivel ser parida pela  paixão. 

Noel Rosa vive, especialmente, dentro do coração de todos nos, brasileiros, e será sim, eternamente lembrado, cantado e festejado por outros povos como um dos maiores artistas  de todas as épocas. Seu centenário faz matar a saudade de um tempo em que o  verdadeiro bom gosto musical imperava e quase todo mundo prestava-se a ser feliz... 

Feliz aniversário Noel Rosa, patrimônio cultural do Brasil e do mundo!.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

COMISSÃO APROVA REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE FOTÓGRAFO


 
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (8 de dezembro de 2010) o Projeto de Lei 5187/09, que regulamenta a profissão de fotógrafo. O texto define a profissão, determina quem estará qualificado para exercê-la e discrimina as atividades que se enquadram no campo de atuação do fotógrafo profissional.
A relatora, foi favorável à proposta. "O exercício da atividade deve ser regulamentado, reconhecido, portanto, pelo Estado, que deve impor condições para o exercício profissional do fotógrafo", disse.
A deputada apresentou emenda ao projeto, para assegurar aos fotógrafos empregados o pagamento de adicional de insalubridade. "A atividade é exercida em contato com elementos insalubres, que podem vir a prejudicar a saúde do trabalhador", argumentou. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.253/43) prevê pagamento de adicional de 40%, 20% ou 10% do salário mínimo da região, conforme classificação do Ministério do Trabalho em graus máximo, médio e mínimo de condições insalubres de trabalho.
Definições:
Segundo o projeto, a atividade de fotógrafo profissional é caracterizada pelo registro, processamento e acabamento final de imagens estáticas ou dinâmicas em material fotossensível.
Poderão ser fotógrafos profissionais os diplomados por escolas de nível superior em fotografia no Brasil, desde que devidamente reconhecida; ou no exterior, desde que os diplomas sejam revalidados no Brasil, na forma da legislação vigente.
Os fotógrafos sem diploma que, à data da promulgação da nova lei, estiverem exercendo a profissão por, no mínimo, dois anos consecutivos ou quatro anos intercalados, também poderão ter reconhecida sua condição de fotógrafos profissionais, mediante comprovação de sua atividade.
Atividades:
De acordo com o projeto, a atividade profissional de fotógrafo compreende:
  • a fotografia realizada por empresa especializada, inclusive em serviços externos;
  • a fotografia produzida para ensino técnico e científico;
  • a fotografia produzida para efeitos industriais, comerciais e de pesquisa;
  • a fotografia produzida para publicidade, divulgação e informação ao público;
  • a fotografia na medicina;
  • o ensino de fotografia;
  • a fotografia em outros serviços correlatos.
Tramitação:
O projeto, de caráter conclusivo, será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

PREFEITURA DE ANANINDEUA:CONCURSO PARA PROFESSORES


A impressão que fica é que, a classe dos professores, levando-se  em consideração os baixos salários ofertados pela maioria dos  nossos lideres políticos á esses  profissionais, para que exerção a profissão mais importante do mundo, só pode (como diziam os antigos) 'ter jogado pedra na cruz'. Veja abaixo o edital que, apesar de falar em vagas para "diversos cargos" seleciona, basicamente, educadores e pedagogos com o  curso superior - e salário inferior - completo; deixando de fora todos aqueles (em especial a juventude) que, em grande parte, não o  possui. Porque?




A Prefeitura Municipal de Ananindeua, Estado do Pará (www.ananindeua.pa.gov.br), torna pública a realização de Concurso Público para provimento de 354 vagas, e formação de cadastro de reservas. O concurso será organizado e executado pela Fundação CETAP.
  • As vagas serão ofertadas para diversos cargos de nível Superior, com carga horária de 120 a 180h mensais e remuneração variada entre R$ 1.082,90 a R$ 1.232,84.
Das Inscrições:
  • As inscrições serão aceitas através do endereço eletrônico www.cetapnet.com.br e requeridas no período entre 10h00 do dia 20 de novembro de 2010 até às 23h59 do dia 26 de dezembro de 2010, observado o horário local (Ananindeua-PA).
    O valor da taxa de inscrição será de R$ 50,00, e deverá ser efetuado até a data do vencimento.
Das Provas:
A confirmação das inscrições dar-se-á através da Lista Provisória de Candidatos Inscritos a ser publicada no dia 07 de janeiro de 2011. O candidato que desejar imprimir o seu cartão de inscrição, que contém informações a respeito do endereço do seu local de prova, poderá fazê-lo utilizando o Portal.
  • A Prova Objetiva de Múltipla Escolha será realizada no dia 30 de janeiro de 2011, com duração máxima de 4 horas.
O Concurso Público terá validade de 2 anos, a contar da data de homologação do resultado pelo chefe do poder executivo municipal, podendo ser prorrogado por igual período.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

LENNON FOREVER LENNON

JOÃO: 70 ANOS DE LUZ



Em Minha Vida

Há lugares dos quais vou me lembrar
por toda a minha vida, embora alguns tenham mudado
Alguns para sempre, e não para melhor
Alguns já nem existem, outros permanecem


Todos esses lugares tiveram seus momentos
Com amores e amigos, dos quais ainda posso me lembrar
Alguns já se foram, outros ainda vivem
Em minha vida, amei todos eles


Mas de todos esses amigos e amores
Não há ninguém que se compare a você
E essas memórias perdem o sentido
Quando eu penso em amor como uma coisa nova


Embora eu saiba que eu nunca vou perder o afeto
por pessoas e coisas que vieram antes,
Eu sei que com freqüência eu vou parar e pensar nelas
Em minha vida, eu amo mais a você


Embora eu saiba que eu nunca vou perder o afeto
por pessoas e coisas que vieram antes,
Eu sei que com freqüência eu vou parar e pensar nelas
Em minha vida, eu amo mais a você
Em minha vida... eu amo mais a voc

ESSA INSÍGNE E ATROZ AUSÊNCIA

 20 anos da morte de Caio Prado Jr.

Considerado o nosso maior historiador, suas ações e suas formulações pautaram a luta e o pensamento sobre a revolução em nosso país

Milton Pinheiro

Dia 23 de novembro fez 20 anos da morte daquele que é considerado o nosso maior historiador, Caio Prado Jr. Esse pensador e homem de ação marcou o debate intelectual e político brasileiro, ao tempo em que agia sobre a realidade social, como militante do Partido Comunista Brasileiro, onde ingressou em 1931, permanecendo em seus quadros, até sua morte em 1990. Foram 59 anos de militância constante.
Caio Prado Jr. nasceu no dia 11 de fevereiro de 1907, na cidade de São Paulo e sua vida pode ser sintetizada por uma frase que ele citara no seu discurso como deputado estadual do PCB, na primeira sessão da primeira legislatura de 1947, da Assembleia Legislativa de São Paulo: “É por ação que os homens se definem”. Portanto, para conhecimento da história do Brasil, da luta pelo socialismo e da memória do PCB, é importante registrar a vida do camarada Caio Prado Jr., sem dúvida, o nosso maior intelectual.
Em 1924, Caio Prado Jr. ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Em 1926 participou do primeiro congresso dos estudantes de direito, em Minas Gerais, e, em 1927, publicou o seu primeiro artigo no periódico A Chave, intitulado “A crise da democracia brasileira”. Em 1928, tornou-se bacharel em Direito. Nessa mesma ocasião foi preso em São Paulo por fazer uma saudação à candidatura de Getúlio Vargas, ao se dirigir ao então candidato Júlio Prestes. Em 1930, participou da Revolução como membro de um comitê de apuração dos crimes do governo anterior.
Em 1932, começou a publicar artigos, já com conteúdo marxista, examinando, naquele período, a economia brasileira. Nesse mesmo ano, fundou o Clube dos Artistas Modernos (CAM) e, em 1933, viajou para a URSS e, no retorno, publicou o livro Evolução política do Brasil – ensaio de interpretação materialista do Brasil. Logo depois, em 1934, publicou URSS: um mundo novo e, nesse mesmo ano concluiu a tradução do livro de Bukhárin, Tratado de materialismo histórico, fato de grande relevância histórica para a luta ideológica no Brasil, pois passávamos a ter literatura marxista entre nós. Ainda em 1934, enquanto participava de vários cursos na USP, que havia sido recentemente fundada, juntamente com vários intelectuais europeus e brasileiros, fundou a Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB).

Prisão e exílio
O ano de 1935 se reveste de grande ebulição. São as lutas contra o governo autoritário de Getúlio Vargas e a construção de um instrumento de frente única chamado de Aliança Libertadora Nacional (ALN ). Caio Prado Jr. foi eleito o vice-presidente da ALN em São Paulo e, nesse mesmo ano, passou a ser o diretor do jornal A Platea, onde escreveu e publicou o programa da ALN. O ano prossegue com grandes agitações políticas, em novembro, ocorreram o levante comunista e o governo popular e provisório de três dias na cidade vermelha de Natal, logo sufocado pelas tropas de Vargas a serviço da burguesia. A partir daí, desenvolveu-se uma gigantesca repressão aos comunistas e aliancistas por todo o país. Nessa onda repressiva ocorreu a prisão de Caio Prado Jr. no Rio Grande do Sul, depois foi trazido para São Paulo, onde ficou preso até 1937. Quando foi solto, ainda no ano de 1937, viajou para o exílio na França, onde desenvolveu intensa atividade intelectual e política. Fez cursos na Sorbonne, viajou pelo Norte e Noroeste da Europa e exerceu forte ação de solidariedade aos refugiados da Guerra Civil Espanhola. De 1937 a 1939, enquanto esteve na França, militou no Partido Comunista Francês e nele exerceu muitas atividades políticas. Durante esse período, escreveu muitos textos, em especial, pesquisa historiográfica, relatos de viagens, debates sobre cultura e uma discussão sobre a gênese e a evolução do socialismo.
No seu retorno ao Brasil, empreendeu várias viagens pelo interior do país, ficando mais tempo no Estado de Minas Gerais e escrevendo textos sobre essas viagens, bem como um estudo sobre a questão urbana da cidade de São Paulo, publicado em 1941.

Grande obra
Em 1942, foi lançada sua grande obra Formação do Brasil contemporâneo, que tem como eixo central o estudo da formação social brasileira e a sua transformação. Assim como Marx, n’O capital, para Caio Prado Jr., o estudo da realidade brasileira e sua formação social e histórica contém os elementos de suas característica atuais e os elementos para sua transformação. Apesar de ser uma obra respeitada e elogiada por historiadores de todos os tempos, mais do que uma grande pesquisa historiográfica, o objetivo subjacente é o conhecimento da realidade para sua transformação revolucionária.
Durante o ano de 1943, Caio Prado Jr. fundou a editora Brasiliense e escreveu diversos artigos sobre historiografia, em especial o Roteiro para historiografia do Segundo Reinado (1840-1889). No ano seguinte, o intelectual comunista resolveu fazer articulações políticas para derrubar o governo Vargas, viajando para a Argentina e o Uruguai, onde manteve contato com intelectuais, todavia, mesmo com essa intensa movimentação política, continuou escrevendo textos historiográficos sobre algumas regiões do Brasil, sobre índios, povoamento e limites geográficos.
No ano de 1945, com o processo de democratização do Brasil e a legalidade do PCB, Caio Prado Jr. disputou a eleição para deputado federal na lista do Partido em São Paulo, mas ficou na terceira suplência. Ainda naquele ano, foi publicado o livro História econômica do Brasil, e, logo em seguida, ele foi eleito para a Comissão Política do I Congresso Brasileiro de Escritores. Pouco depois, lançou a coleção Problemas brasileiros pela editora Brasiliense.

Parlamentar
Em 1946, Caio Prado Jr. Aprofundou seus escritos nos diários políticos que fazia e participou, no PCB, dos debates sobre as candidaturas a deputado estadual que ocorreria no ano seguinte. Nas eleições de 1947, elegeu-se deputado estadual pelo PCB e participou intensamente dos debates no parlamento, onde apresentou emendas e projetos para a constituição paulista de 1947. Durante sua legislatura, dentre vários projetos, vale ressaltar que apresentou o projeto de criação da Fapesp (Fundação de amparo à pesquisa do estado de São Paulo), que se transformou em um dos mais importantes instrumentos de apoio à pesquisa no Brasil. Nesse mesmo ano, Caio Prado Jr. publicou no jornal do PCB, A Classe Operária, o artigo “Fundamentos econômicos da revolução brasileira” onde criticou algumas avaliações e teses do partido.
A luta política e ideológica se acirrou no Brasil, o registro do PCB foi cassado em 1948 e Caio Prado Jr. teve seu mandato cassado juntamente com outros deputados comunistas pelo país. Ficou preso durante três meses e, quando foi solto, viajou para a Polônia, Tchecoslováquia e França. Durante esse período, trabalhou em textos filosóficos e prosseguiu em viagens pelos países da Europa, quando participou do Congresso da Paz em 1949, realizado em Paris pelo Partido Comunista Francês.

Realidade brasileira
Nos anos de 1950 e 1951, Caio Prado Jr. se dedicou ao estudo da filosofia e publicou, em 1952, o livro, em dois tomos, Dialética do conhecimento.
Um dado importante para a memória da luta ideológica no Brasil é que, em 1954, foi fundada, por Caio Prado Jr. A gráfica Urupês, que foi responsável pela publicação de farto debate sobre a realidade brasileira. Ainda nesse mesmo ano, Caio Prado Jr. concorreu à cátedra de Economia Política na USP, todavia, mesmo tendo sido aprovado no concurso de Livre-docência, não recebeu a cátedra na faculdade de direito.
Em 1955, foi lançado o primeiro número da histórica revista Brasiliense e, já no número 2, Caio Prado Jr. escreveu o artigo “Nacionalismo brasileiro e capitais estrangeiros”. Nos anos seguintes continuou seu trabalho intelectual e, em 1957, publicou o livro Esboço dos fundamentos da teoria econômica.
Entre 1960 e 1962, Caio Prado Jr. viajou pelos países socialistas, URSS, China e, em Cuba, participou das comemorações do III aniversário da revolução, integrando a delegação brasileira. Em 1962, no seu retorno, publicou o livro O mundo do socialismo.

Ditadura e nova prisão
Com o golpe civil-militar de 1964, saiu o último número da revista Brasiliense (51). Caio Prado Jr. foi preso novamente e passou uma semana encarcerado no DOPS. Essa nova conjuntura brasileira e suas preocupações com a transformação da realidade encontraram em Caio Prado Jr. um esforço intelectual intenso, pois em 1966 ele lançou o clássico A revolução brasileira. Esse livro produziu um grande impacto na esquerda em nosso país e a perseguição política da ditadura avançou. Caio Prado Jr. fugiu do Brasil em 1970 para o Chile, mas foi preso ao retornar nesse mesmo ano e assim permaneceu por quase dois anos. Foi indiciado em inquérito policial-militar (IPM) e condenado. Ficou preso, primeiro na casa de detenção Tiradentes e depois no quartel de Quitaúna, quando foi solto em agosto de 1971.
Embora esse ano de 1971 tenha sido um ano em que ficou preso, mesmo assim, publicou o livro O estruturalismo de Lévi-Strauss – o marxismo de Louis Althusser.
A partir daí, começou o processo de recolhimento de Caio Prado Jr., porém continuou em articulação com as ações do partido e produzindo intelectualmente, publicando ainda, textos e livros; todavia, em 1979, ele ficou doente e passou por um período muito difícil até 1982, com o mal de Alzheimer. Continuou trabalhando muito, desenvolvendo suas reflexões intelectuais e, em 23 de novembro de 1990, morreu aos 83 anos em São Paulo. Seu corpo foi velado na biblioteca Municipal Mário de Andrade e foi sepultado no Cemitério da Consolação na capital paulista.
Calava-se a voz, paralisava-se a caneta do maior intelectual da história do PCB e do maior historiador do Brasil. Mas suas ações e suas formulações pautaram a luta e o pensamento sobre a revolução em nosso país. Serve como marca indelével para o futuro socialista pelo qual todos nós lutamos.

Milton Pinheiro é professor de Ciência Política da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), editor da revista Novos Temas e membro do Comitê Central do PCB.

Fonte: Brasil de fato

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MAQUILAGEM TUCANA


 Aécio anuncia outro PSDB em 2014

Por: Ricardo Kotscho

Em entrevista gravada para o programa Roda Viva, na tarde desta segunda-feira, o ex-governador mineiro e senador eleito Aécio Neves falou com entusiasmo de uma nova cara do PSDB para 2014, que em nada lembra o partido derrotado pela terceira vez consecutiva nas eleições presidenciais deste ano.
Este partido tem a cara dele, é claro, mas Aécio tomou todo o cuidado do mundo para não personificar a tese da ”refundação” do PSDB e não antecipar as discussões sobre o nome dos tucanos para 2014, antes mesmo que a presidente eleita Dilma Rousseff, tome posse.
Depois de três semanas de férias, o ex-governador voltou bronzeado, animado e afiado no discurso para assumir o papel de principal líder da oposição assim que o Congresso Nacional reabrir suas portas no começo de fevereiro.
Diálogo com todas as forças políticas, reformas constitucionais, meritocracia no funcionalismo público, aproximação com os sindicatos, ética na política, resgate das bandeiras da social-democracia, defesa das privatizações feitas no governo FHC: Aécio voltou com o cardápio completo de futuro candidato que, por enquanto, só quer discutir o programa do partido.
Para não perder tempo,  acompanhado apenas da fiel assessora de imprensa  Heloísa Neves, Aécio almoçou antes do programa com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, e saiu dos estúdios da TV Cultura direto para uma conversa com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o primeiro político a lhe telefonar quando saiu de férias após a campanha eleitoral.  
O diálogo com a oposição começa nesta terça-feira, em Brasília, num jantar já marcado com o governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, um dos seus intelocutores preferidos. 
Os dois vivem se elogiando mutuamente e seus nomes estão em todas as listas de presidenciáveis para 2014, apontados como as novas grandes lideranças políticas do pós-Lula. No Brasil, como sabemos, mal acaba uma campanha eleitoral, e já começa a discussão de nomes para a próxima. 
Num momento em que “tem muita gente tirando senha na fila para dinamitar pontes”, como disse na entrevista, Aécio quer desde já ser ele mesmo a ponte com partidos que estiveram “do outro lado” na eleição nacional, mas o apoiaram em Minas, como é o caso do PSB e do PDT. 
É o ponto de partida para romper o crescente isolamento dos tucanos que esvaziou seus palanques em 2010, na maior parte do país. “Sou um tucano, como vocês sabem…”, brincou Aécio, que evitou as bolas divididas.
O senador eleito, porém, admitiu erros na última campanha presidencial, como incorporar o discurso conservador e temas religiosos no segundo turno. “Isto foi um retrocesso, não só para o partido como para o país. Não deve se repetir”.
De bem com a vida, Aécio constatou que “está faltando arte na política”, citando várias vezes seu avô Tancredo Neves para contornar perguntas sobre o fato de ser “a bola da vez” na oposição, depois de se ver passado para trás na fila tucana em 2006 e 2010. “Um ensinamento de Tancredo foi nos mostrar que, em política, as oportunidades têm que surgir naturalmente, não podem ser uma obsessão, um desejo pessoal”.
O entrevistado riu quando comentei que, às vezes, isto acontece… Aécio garantiu que não quer disputar nenhum cargo no partido, e só pensa no momento em exercer seu mandato de senador. Como bom mineiro, sabe que precisa agir com cuidado porque José Serra ainda não desistiu nem de controlar o PSDB nem de uma nova candidatura presidencial.  
Vale a pena assistir à entrevista, que irá ao ar hoje pela TV Cultura, a partir das 22 horas. Velhos amigos, Aécio e Marília Gabriela, a apresentadora do programa, deram uma lição de como é possível falar de política com leveza e bom humor, sem confundir cara feia com seriedade.
 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ex-estudante de medicina cubana que vive nas ruas de São Paulo pedirá asilo na embaixada de Honduras


Homeless SP
Moradora de rua de São Paulo chora ao saber que Serra não ganhou

O mviva reproduz mais um muy impossível post desta 'terrível fera da ultra-direita verde e amarela';rescaldo ainda do resultado das eleições 2010. Leiam e, segurem-se na poltrona...rss. Tenham um bom final de semana!


Prof.Hariovaldo Almeida Prado

Há duas semanas atrás eu recebi uma carta de uma ex estudante de medicina de Cuba que hoje mora nas ruas de São Paulo porque teve a vida desgraçada pelo comunismo fidelístico, a qual pedia desesperadamente para os brasileiros que não entregassem a nação para Dilma porque a tragédia seria a mesma pois a candidata terrorista  (agora vitoriosa pela fraude)  não passava de um Fidel Castro de saias.
Dizia a ex-estudante que tinha fugido para o Brasil porque acreditava na vitória de Serra e na remissão do país das chagas do comunismo satânico do PT. Dizia também que era necessário impedir a todo custo que os destinos da nação caíssem  em mãos marxistas, pois caso contrário isso aqui ia virar uma enorme Cuba e milhares de brasileiros fugiriam para os Estados Unidos através da fronteira mexicana.
Imediatamente vi que a carta era uma denúncia grave contra Dilma que poderia consolidar definitivamente a vitória de José Serra no pleito de 31 de outubro e enviei rapidamente duas cópias xerográficas  para o Comando da Campanha do Serra e para o William Bonner, do JN, para que a carta fosse lida na televisão, sepultando de uma vez por todas com a candidatura da terrorista do lulopetismo. Fiquei então aguardando a divulgação da carta em vão, cheguei a pensar que ela seria divulgada no último debate da TV, mas nada. Somente ontem vim a saber que quem recebeu a carta no comando da campanha foi o governador Aécio Neves, que estranhamente a engavetou e não comentou nada com os outros integrantes da campanha serrista, agindo como se estivesse jogando contra o candidato do próprio partido (queira Deus que isso não seja verdade), e também que o grande anchorman do JN não teve coragem de ler a carta na TV pois fora ameaçado de morte por um comando de jornalistas-terroristas filiados à CUT, uma lástima!
Hoje logo cedo, ao ler as minhas mensagens eletrônicas, constatei que havia uma mensagem da ex-estudante cubana dizendo-se decepcionada e com muito medo de ser presa e deportada para Cuba novamente, como aconteceu com os boxeadores, e que estava de partida para Brasília para pedir asilo na embaixada de Honduras. Ela relatou que ganhou a passagem de ônibus para o Distrito Federal de uma jovem senhora branca, de cabelos negros, lindíssima, que andava de bicicleta nua todas as manhãs na praça onde ela ficava.
Infelizmente, com a partida desta refugiada cubana para Honduras, inicia-se no Brasil uma das páginas mais negras da ditadura comunista desde a ascensão de Lula ao poder. Como viveremos daqui para frente? Há lugar em Miami para todos nós? Temos que encontrar as respostas o mais breve possível.

Filed under: Plano Condor Vermelho — Hariovaldo @ 12:30 Tags: , , , , , medicina

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MARIO MONICELLI -" PARENTE É SERPENTE"


Por Ligia Saavedra

Em homenagem ao diretor Mario Monicelli, a ACCPA promove única sessão do filme “Parente é serpente”, neste domingo (5), às 16h, no Cine Olympia. A entrada é franca.

A trama envolve um casal de idosos que recebem os filhos para a ceia de fim de ano. Após a chegada, explicam aos filhos que, por necessidade, estarão desocupando a casa onde moram. Mas, a intenção do casal é de ir morar com um dos filhos. No entanto, todos apresentam problemas para receber os pais.

O longa é considerado o último grande trabalho do cineasta Monicelli, veterano do cinema italiano, saído da escola neo-realista, pródigo em comédias.

O diretor foi premiado pelo filme político “Os Companheiros” e a sátira “O Incrível Exercito Brancaleone”, além de dois episódios da série “Meus Caros Amigos”.

Monicelli dirigiu 68 filmes, sendo o último o curta-metragem “O Novo Exército Brancaleone” (2010) e o longa “A Rosa do Deserto” (2006). Ele apareceu em uma sequência do filme norte-americano “Sob o Sol de Toscana”, de Audrey Wells.

Mario Monicelli suicidou-se no dia 29 de novembro de 2010, se jogando da janela do hospital onde estava internado.

Serviço:
Sessão Cinemateca com exibição de “Parente é serpente”, de Mario Monicelli
Data: 05 de dezembro (domingo)
Horário: 16h
Local: Cine Olympia – Av. Presidente Vargas, 918
Entrada Franca

Fontes:
Guiart.com.br
ScrenWEEK 
Diz, Lígia Saavedra: "Assisti a este filme na década de 80 e até hoje penso nele quando visualizo o meu futuro".. .

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A GAFE



por Luiz Fernando Verissimo

Estranho, muito estranho. Mesmo que não esperassem uma reação tão dura, o que o "tráfico" do Rio tinha a ganhar com os atentados que desencadearam a repressão inédita?

Protesto contra a ação das UPPs nos morros ou simples e bravateira demonstração de força — nada disso esconde que o que fizeram foi ruim para eles e pior para os seus negócios. Se o que queriam era justamente levar a afronta a um ponto que forçasse uma reação na mesma medida, o mistério aumenta. Pra quê?

As teorias conspiratórias têm sempre uma fraqueza: pressupõem uma inteligência ou um poder de dissimulação irreal dos conspiradores. Qualquer conjetura sobre o que está por trás dessa guerra, ou sobre a quem aproveita o seu acirramento, acaba sendo uma especulação sobre o improvável, quando não uma fantasia. Mas o fato é que ela desafia muitas lógicas, a começar pela lógica básica do capitalismo que é a primazia do lucro em qualquer circunstância.

O crime organizado não parece tão organizado assim, se é responsável por tamanha gafe em termos de relações públicas. Acima dos estragos que está causando na vida de tanta gente, a guerra está abalando o mercado. Lucros cessantes é o maior terror de qualquer empreendimento.
Pode-se imaginar que os lucros do "tráfico", pelo menos por um tempo, cessarão ou diminuirão. A droga sendo apreendida nos morros é principalmente maconha, que segundo alguns nem droga é. 

Pode-se supor que o comércio de maconha seja a principal atividade desse exército maltrapilho e bem armado, hoje acuado, que vende para a sua própria classe, e que cocaína e etc. circulem em outros esquemas, mais sofisticados e discretos. Mas todo o mercado foi afetado pela gafe.

O Brasil, como se sabe, é um país de corruptos sem corruptores. Pelo menos até hoje nenhuma grande empreiteira ou coisa parecida teve que responder por atos de corrupção em que participou como compradora de favores.

O mercado de drogas é parecido, um estranho, muito estranho, mercado só de fornecedores. Dos consumidores nunca se ouve falar. Mas, presumivelmente, eles também sofrerão com a gafe. Pelo menos por um tempo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O FALSO ARAKIRÍ DE BARBALHO: A FACADA FOI DO PMDB !


Por Eduardo Bueres

A renuncia do ex-deputado Jader Barbalho, me faz lembrar aquela historinha do sujeito que come todo o filé contido no prato de comida e, restando apenas dois bagozinhos  de arroz com farinha ele -em solene protesto- afasta o prato para o centro da mesa e diz: não quero comer; estou sem fome!.

O que tem de conteúdo nesse  gesto de renuncia que assistimos hoje, esta traduzido em mero golpe publicitário e não deixa de ter sido uma sacada inteligente; afinal, é o que resta de munição simbólica para o Brasil  e para o Pará, uma vez que, basicamente, existia  quase nadica de nada de  mandato de deputado a ser cumprido pelo velho raposão.

Certamente o gesto encerra o simbolismo daquele que, sabendo que vai perder,não espera pelo carrasco: auto intitula-se vitorioso moral, nomeia um vilão culpado - no caso o TSE - e faz usa da máxima: "cair,sim;mas atirando"...

É, pode ser que, para ele, tenha sido melhor encerrar esse capitulo assim, da forma como o fez,  em vez de, simplesmente encerra-lo, solitário, melancolicamente e sem glamour, no dia e hora certa do seu término, em Fevereiro próximo.Chama a atenção a postura adotada pelo trio de  trairões-açus, que detém o comando real do  seu partido, em nível nacional, Michael Temer, Renan Calheiros e José Sarney, que, pouco, pouquíssimo ou nada fizeram para aliviar a 'pressão' ou para tentar reverter o quadro terminal do (inoportuno?) colega que, desde o inicio, estava fadado a não mais fazer parte mais da 'linha de frente pmdbista', nesses novos tempos de Dilma.

O rei esta nu: os seus adversários internos pediram de volta o seu  cocar de cacique nacional quebraram-lhe o anel de cardeal...

Aproveitaram-se - como nas velhas tramas palacianas romanas -, do fato de estar ele politicamente barrado pela Lei da ficha Limpa, novidade civilizatória que,  segundo o grande mestre e professor, Paulo Nader, nos ensina em seu livro: Introdução ao Curso de  Direito,  gerou uma norma jurídica legítima que, doravante,  passa a valer como elemento vivo frente as cortes brasileiras.

A cúpula do PMDB tem todas as razões e motivos sectários para enfraquecer Barbalho, ainda mais; uma vez que, para esses que estão realmente no comando dessa verdadeira legenda-federação, não existe nenhuma razão para fortalece-lo, nacionalmente, fato que só atrapalharia a divisão da partilha do poder central com o PT...Para que?

Um a menos, em plena ascensão de Sérgio Cabral, jovem governador da 'Arábia Saudita' brasileira, chamada Rio de Janeiro do pré-sal, é conta de somar porque, a ordem do dia que esta valendo neste momento especial e  delicado, de divisão e acúmulo de forças, é a de subtrair, e diluir, de quem for possível, para fortalecer esse núcleo duro que irá girar forte em torno do vice-presidente da república ...

Para os cardeais governistas do PMDB, que estão 'de olho' nos cinco ministérios oferecidos do novo governo petísta (o da saúde foi hoje emplacado por Cabral), fora os outros cargos de primeiríssimo escalão, é muito comodo que o  velho ex-cacique paraense  esteja mesmo submetido politicamente a essa camisa de força e arrolado neste 'imbroglio' com a justiça a partir de uma condenação originada de uma iniciativa popular simpática e continental, onde foram coletadas, expontaneamente, 1 milhão e  trezentas assinaturas, em contraponto com com os 1 milhão e 800 mil votos depositados pela tribo de Jader, quer pela força da obrigatoriedade do voto, quer pela força do aparato bélico mediático da Rede Brasil Amazônia de Telecomunicações, mais o Sistema Clube de Radio, que não dorme no ponto um dia sequer. Para eles, isso não vale nada!; dane-se o dono desse império.

O que ele vai fazer daqui para a frente, passa pelo novo governador do Pará, que conhece a 'fera' e o poder da sua determinação e da sua armada bélico-mediática que, deverá voltar-se, agora que esta desincompatibilizado, 100% para a condição de grande articulador, visando a eleição de seu filho e herdeiro político, Helder Barbalho, para  o governo do estado do Pará em 2014. Essa é a prioridade do clã Barbalho, a partir de hoje, data da renuncia do ex-deputado, com duração de quatro anos, até a contagem das urnas.O bode velho tucano esta de orelha em pé e balouçante.

Como Jatene deseja,obviamente, disputar um segundo mandato, deverá Jader buscar um abrigo para ele mesmo em algum cargo federal (coisa que já deve ter sido devidamente costurada lá por cima, em Brasília, talvez com o aval dado pelo próprio Lula, mesmo em ritmo de adeus);Dilma não deve se opor.

Assim sendo, as bancadas em nível federal e estadual do  PSDB e PMDB, devem compor, pontualmente, na divisão e composição para a ALEPA, e fora dela, atuando dentro de um horizonte simbiótico e temporal onde,  Jatene abrirá espaços no primeiro, segundo e, especialmente, no terceiro escalão para as indicações de Jader quando, em comum acordo, poderão trabalhar, 'negociadamente', o nome do sucessor de Dulciomar em Belém e de Helder, em Ananindeua.

Definitivamente, esses dois cargos ficam reservado para o milenar exercício de manobra de Jader e Jatene, para controlar os mini-caciquinhos dos seus respectivos grupos; a frente, pelo PMDB, o ambicioso Parsifal e o sempre preterido Priante; pelos Tucanos, Manoel Pioneiro, Zenaldo e Megale. Ele, Barbalhão, não toparia, jamais, descer para encarar o 'jardim de infancia' no Palácio Antonio lemos.

Quanto ao papel do confuso PT paraense nesse tabuleiro de xadrez, penso, que a legenda deverá partir para um 'para para acertar' e  hibernar até o início do 2º semestre de 2011, quando terá desenhado um movimento mais consistente de reagrupamento tático e estratégico, visando se posicionar para as disputas de 2012 e 2014, correndo o sério risco de (se não tomar juízo), não sair como cabeça de chapa e, pior, ter que apoiar um nome do PMDB. 

Opinião do internauta
 
Anônimo disse...
Parabens,Bueres.Não concordei com tudo mas,a linha de raciocínio é 95 por cento perfeita.Na verdade o político Jader Barbalho esta na pior situação que ele mesmo possa lembrar em sua vitoriosa vida pública e política.Afinal ele foi varias vezes ministro,governador,presidente do senado,deputado federal,ou seja percorreu,de fato, uma trilha que fará poeira para muito novato,ponha 10 Puty nisso!!! rsss.O rompimento como o tecido do poder nacional do seu partido é sim, um fato relevante:lembremos que não faz muito tempo,o maquiavélico "condottieri" Jose Sarney,diante do escândalo brabo e do fogo cruzado,quando foi fustigado até pelos seus aliados do PIG;só não foi apeado do poder pela junção de forças orquestradas pela direção de seu partido e pelo presidente Lula.A grande verdade é essa:Jader Barbalho foi "rifado" e deu um tiro de festim no final,para a festa ficar mais animada.A grande pedra da vez no Pará,chama-se Edmilson Rodrigues, o que de certa forma é um retrocesso,já que não conseguimos produzir uma só liderança nova,neste item,estamos no campo das promessas.Os parlamentares paraenses envelheceram,a politica se apequenou,o PT se desfigurou até o ponto de quase perder a sua identidade original e os partidos nanicos de esquerda não possuem músculos para fazer frente ao rolo compressor dos cofres de Brasília nem de conferir uma revolução de costumes e bons hábitos em nível eleitoral junto a massas populares,seus principais eleitores,que encontram-se assistidas por toda a sorte de bolsa assistencialista e politiqueira.Desta forma, as coisas tendem a ficar exatamente como estão,ou seja:na mesmice de sempre,feito os escrevinhadores desses nossos blogs da terrinha (exeto a Rita Reporte,Ana Pereréca,Paulo Espaço Aberto,Edilza Fontes,Jorge Ilharga e voce, Bueres Mviva) que não passam de um bando de reprodutores de matérias e notícias requentadas pela grande imprensa.Um abraço e mais uma vez parabéns.
1 de dezembro de 2010 13:02
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