O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O DORMINHÔCO: ACORDA JATENE !...

Haverá, na próxima terça-feira, uma reunião dos secretários de fazenda para discutir as perdas com a lei Kandir. O objetivo é traçar um discurso padrão entre governadores da base aliada e os eleitos da oposição para pressionar o governo federal á aumentar os repasses aos Estados. 

Os secretários estaduais alegam que os recursos diminuíram ao longo dos anos e querem que a União coloque na proposta orçamentaria de 2011 um montante em torno de R$ 7,2 bilhões.  

Toda essa  movimentação tem um carater de urgência e esta ocorrendo porque, na semana que vem, será votado no plenário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados um projeto de lei de 2002 que altera a essa lei. 

O texto prevê a incidência do ICMS nas operações com energia elétrica, onde o Pará  do Belo Monte, figura como potencia mundial, alcançando todas as etapas - da produção até a distribuição.  

O que esta "pegando" para o nosso lado é que: enquanto nos outros Estados governados pelo PSDB, já elegeram esse como um dos  principais temas no embate com a nova gestão da presidente Dilma Rousseff, aqui no Estado do Pará ,onde o tucano Simão Jatene ganhou as eleições, não se ouve nem borburinho sobre esse assunto...

A pergunta que não quer calar é: será que ele vai se mexer somente no futuro, quando toda a malha de interesses, por região, já estiver discutida e encaminhada?...

Do contrário,  será  ele um daqueles eleitos (único) que irá esperar  primeiro o bonde do tempo andar, para depois se movimentar enviando um observador -quando o ideal seria ele próprio-  para atuar ao lado de seus pares  que governam Estados da importância de Minas Gerais e São Paulo, aproveitando toda a força inicial e atuando em bloco com os  que possuem interesses comuns?.

Espera-se que ele, mesmo  deitado em berço esplendido, degustando enebriado a sua vitória, que foi conseguida na base do erro alheio e menos por méritos verdadeiros, não fique  esperando primeiro tomar posse, em janeiro, para somente depois começar a trabalhar...

Especialmente poque essa é uma posição onde, os futuros  chefes   dos   executivos   estaduais alegam   que   as   perdas  causadas pela regra chegam    a R$ 19,5 bilhões  desde 2005...

É Como já dizia o Geraldo Vandré: quem sabe faz a hora não espera acontecer"...
  
Por essa razão é que muito estranha-se  a falta de manifestação do governador eleito do Pará, Simão Jatene, dardeando sobre este tema. Estaria ele pescando em São Caetano?

"Temos de tomar providências. Os governos estaduais têm de ser ressarcidos", afirmou O governador Marconi Perillo, que não conta sequer com uma Tucuruízinha, quando participou de uma reunião com Alckmin, na quinta-feira, no escritório de transição do governo paulista. "São assuntos estratégicos e elementares para os novos governadores, completou"...

Eles estão mais que certos em sacar essa agenda prioritária. 

O que nos parecerá lamentável é se, dentre todos, somente o  governador dorminhoco eleito, do Pará, Simão Jatene, ainda não tiver com essa ficha caída... 

Porque depois não poderá alegar para a sua aliada e amiga, a grande imprensa, nem para o povo do Pará, que, perdeu o trem da história por desconhecer a existencia desse movimento para corrigir essa aberração tributária tão maléfica, que foi inventada pelos tucanos em 1996.

No Orçamento de 2010, por exemplo, o governo acabou não enviando para o Congresso a previsão dos recursos para compensar as perdas.

Fato é que esse assunto mexe com os brios e deixa os futuros governadores - mas somente que nunca comeram coquinho de caroço de pupunha -  insatisfeitos...

Por ser de grande e  direto interesse  dos governadores eleitos, nos outros Estados já acionaram, faz tempo, as suas bancadas para votar a favor do tema, enquanto aqui... 

"Esse é um assunto muito importante e vamos trabalhar para aprová-lo na comissão", declarou o deputado Edson Aparecido (PSDB), um dos parlamentares mais próximos de Alckmin...

O povo pergunta: Cadê o eleito Jatene com a dorminhóca bancada tucana paraense para ajudar a pressionar por esse benefício?

Já sei!: tá todo mundo "muído" de cansaço do esforço de atirar pedras no telhado do outros. Olha aí essa herança maldita...
 
Quando as coisas começam mal é uma praga...

EDMILSON E MARINOR:FESTA DA VITÓRIA NO RANCHO...





"Será neste próximo sábado (dia 13 de novembro) a grande festa da vitória - Edmilson e Marinor - Na sede do “Rancho não posso me amofiná”- Jurunas. A partir das 17 horas. Vai ter muita dança e música boa. Vamos botar para fora a nossa alegria e renovar as nossas esperanças. Esperamos você para que a nossa festa seja completa! A entrada é franca. Todos e todas lá!" 

Esse foi o convite postado no blogue do camarada Edmilson Rodrigues
 
O MVIVA da os parabéns á esses representantes valorosos do povo que, em sua vitória, ocuparão, de fato, lado a lado, um espaço desabitado há muito tempo de conteúdo progressista, útil, moral e até mesmo (não biônico) legítimo...

Que muitos dizem que, sempre o foi, em  grande parte - raras foram  as exceções -  ocupado por sentimentos e interesses,  sob diferentes formas ou aspectos,    de duvidosa fé republicana...

Essa vitoria é mais que uma vitória:são veias e artérias que  nos preenche com um sentimento profundo de saudade angustiosa e indefinível dos bons tempos das lutas temperadas com o sabor indelével do componente ideológico.

A alegria é maior, principalmente, porque despeja e desbanca do senado federal um muy sinistro vulto de grande dimensão, que acumulou um poderoso império financeiro, economico e midiático... 

Ao mesmo tempo em que transpassa, perfura o breu da tradicional submissão provinciana e vassalagem papa-chibé, sepultando a famigerada lei de obedienciária ao escuso, que rende preito e paga tributo a tudo, menos aos reais interesses do povo do Estado do Pará.

Vida longa e um bom trabalho para o deputado Edmilson Rodrigues e senadora Marinor Brito, que possuem a força e a qualidade dos fichas limpas e, de quem esperamos muita valentia, coragem, esforço, mérito e préstimo, por serem os representantes que somarão, ao lado de outros novos companheiros da esquerda paraense e brasileira, no grande esforço de transformação do nosso sofrido Estado do Pará e do Brasil.

Um grande abraço.

Arriba,manos!

JATENE E SEU BARQUINHO DE PAPEL...

O MVIVA reproduz, do blogue da repórter, os fragmentos que constarão da 'VAZA' (expressão que o mestre Soares Amora, em seu Dicionário da Língua Portuguesa 2ª edição, ensina significar: "o conjunto das cartas que os parceiros jogam de cada vez ou de cada lance,que são recolhidas pelo que ganha").Assim sendo, vamos á vaza...

“Jamais utilizei essa expressão ou qualquer expressão que pudesse levar a essa conclusão. Isso (devassa) não é compatível com minha história. Sensacionalismo não faz parte da minha vida. Não é compatível com as minhas crenças, com a forma como levamos a campanha e, muito menos, com a forma como a gente quer viver para frente. Se estou falando em pacto, vou chegar falando em devassa? Seria total, absoluta e completa incoerência”,

Do governador eleito, Simão Jatene, negando que tenha intenção de fazer uma devasa nas contas da atual administração.
 

Anônimo disse...

"Será que essa devassa vai incluir o período em que ele era governador, pois poderá vir à tona:

1- o caso do Eduardo Salles, sobrinho predileto do governador Simão Jatene, com a fortuna que acumulou à sombra do tio.
2- mais de 20 parentes de Jatene, nomeados para o Governo do Estado, num autêntico “condomínio de contracheques”, como classificou um advogado.
3- Caso Prev Saúde, a empresa da mulher e do filho do secretário de Saúde, Fernando Dourado, com os quase R$ 8 milhões que já faturou junto ao Executivo, justamente, na área da Saúde.
4- O superfaturamento de remédios pela Sespa – onde só a Controladoria Geral da União, na única inspeção realizada ali, flagrou um rombo de cerca de R$ 14 milhões.
5-Os R$ 10 milhões adquiridos pela mesma Sespa junto a KM Empreendimentos, uma empresa enrolada até o pescoço, nas investigações sobre a máfia dos sanguessugas.
6- inúmeras denúncias de superfaturamento de obras públicas, como a Estação das Docas e o Centro de Convenções – cujo metro quadrado, a R$ 3.400,00, é seis vezes mais caro que o mais alto custo do metro quadrado do país.
7- Caso do Hospital Metropolitano, cuja construção consumiu R$ 28 milhões, o dobro do inicialmente previsto, e onde só uma pracinha ficou em quase R$ 1 milhão.
8- Caso Cerpasa – e só aí “sumiram” R$ 45 milhões em dívidas fiscais.
9- a Clean Service, ligada a Marcelo Gabriel, filho do ex-governador Almir Gabriel, que já faturou, pelo menos, R$ 15,1 milhões junto ao Governo do Estado.
10- o autêntico “laranjal” do empresário Chico Ferreira e os contratos milionários que abocanhou, nos últimos 12 anos, também do Governo do Estado – e que ultrapassam, largamente, os R$ 50 milhões.
11- os R$ 450 milhões da venda da Celpa, que até hoje os paraenses se perguntam onde foram parar.

Mas, de quanto é que estamos falando, mesmo? Qual o total de recursos públicos que desapareceram em tais escândalos?

Será que o saque se torna “menor” porque praticado pelo “Midas da Moralidade”?

Será que a impunidade torna o infrator menos rapace?

Ou será que falta é a Justiça agir, de fato, como Justiça?

Quantas algemas os “mocinhos”, os querubins ungidos desse palanque paraguaio da bondade estão a merecer?

Mas permanecem, todos, livres, leves e soltos, não é mesmo? A apontar o dedão acusador para tudo e todos, acionistas que são da Perobal S/A.

E seguem assim porque a “ética” que apregoam é, simplesmente, a da varrição da sujeira para debaixo do tapete. É o amordaçamento das instituições que têm a obrigação de acabar com essa festança.

É engraçado. Nessa tucanadada tem de tudo, ligação com o crime organizado, de envolvimento no escândalo dos sanguessugas, de receptação e até de estupro e de corrupção de menores. Há bacanagens para todos os gostos: todo tipo de fraudes licitatórias e de malversação do dinheiro público que se possa imaginar".

4 de novembro de 2010 22:35

domingo, 7 de novembro de 2010

PRIMEIRO CONGRESSO INTERNACIONAL DE POETAS DEL MUNDO


 1º Congresso Internacional de Poetas del Mundo
de 10 a 13 de março de 2011
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
Viena Park Hotel


PROGRAMA:

10/03/2011 - Quinta - feira
16:00 - Credenciamento
19:30 - Abertura Oficial/Salão Salzburg
Com Árias Manzo, Delasnieve Daspet e Léo Lobos (Chile)
21:30 - Jantar


11/03/2011 - Sexta - Feira
08:30 - Salão Salzburg
Reencontro de Poetas/ Poesia no Palco/1ª Mostra Internacional de Poesia Visual/Mini-Feira de Livros;
Visita à escolas; (necessário inscrição prévia)

09:00 - Sala 1
Oficina de poesia visual  - Tchello d'Barros
Oficina de Haicai ( 20 vagas ) - Jiddu Saldanha

10:00h - Coffee Break (15min)
12:00h - Almoço de todo o grupo no Hotel; (incluso)

Tarde
13:30 - Reunião da  Associação Internacional de Poetas del Mundo
14:00 - Oficina de poesia visual  -Tchello d'Barros
15:00 - Coffe break (15 min)
15:30 - Debate /Mesa redonda;
17:00 - Haicai " Observação e Síntese" Palestra com Jiddu Saldanha

Noite
20:30   - Jantar /homenagens;
Apresentação:  A FLOR DE FLORBELA
Com Marcos Assumpção   www.marcosassumpcao.com.br
              
12/03/2011 - Sábado
Manhã livre para passeios e compras;
12 :00 - Feijoada do Congresso

Tarde
14:00h - Poesia no Palco/Recital livre
15:00h - Coffee Break (15 min)
15:30h - Palestra 2/Debates/Mesa redonda

Noite
 20:00h - Lançamento da Antologia do Congresso;
               Jantar;
" A poesia jogada num canto" com Catulo Fernandes e Álvaro Santestevan;
 Recital livre

13/03/2011 -Domingo
09:30h
Colocação de placas indicativas nos três Ipês plantados no Mausoléu Dr. Blumenau, durante 2º Encontro de Poetas del Mundo, em junho de 2008.
• Manifestos pela Paz;
12:00 -Almoço de encerramento

Coordenação Geral: Terezinha Manczak - 
Cônsul de Santa Catarina da Associação Internacional de Poetas del Mundo
http://www.poetasdelmundo.com/ verInfo.asp?ID=2138
manczak@terra.com.br
Assessor Cultural: Tchello d'Barros - Cônsul de Maceió
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 Já está disponível o link através do qual você efetua seu cadastro, faz as suas reservas e escolhe a melhor opção de pagamento. Tudo para sua maior comodidade e segurança. 

Acesse  e garanta sua participação no Congresso.
Sua presença entre nós fará toda a diferença!

A taxa de inscrição  para credenciais  em todo o evento, com Certificado de Participação, é de R$ 80,00.

Além das duas oficinas, estão inclusos três coffee break , pasta com materiais,  almoço de sexta - feira e tratamento personalizado pela  Primeiro Mundo Agentes de Viagens.

Coordenação Geral - Terezinha Manczak 
Contato : terezinhamanczak@yahoo.com.br
Celular:  47 84024233o

PARÁ TEM ÍNDICE DE VIOLENCIA COMPARÁVEL AO IRAQUE

Pará ainda tem 2,1 milhões de pessoas na miséria

A violência em Belém é comparável a Bagdá, capital do Iraque, um país em guerra: 4 mortes por dia
A dona-de-casa Joana Pinheiro de Souza, 53, mora em um barraco, que é dividido em três cômodos, junto com marido, filhos e netos, somando 13 pessoas no total. Apenas o marido, que é auxiliar de serviços gerais trabalha com carteira assinada. Ela diz que o salário mínimo que o marido recebe mensalmente é a base do sustento da família.
A moradia situada na Vila da Barca, um dos locais mais pobres de Belém, demonstra bem o que a pesquisa denominada Índice Paraense de Responsabilidade Social, anteriormente chamado de Mapa da Exclusão Social, divulgada ontem pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social e Ambiental do Pará (Idesp).
Segundo a pesquisa, o número de paraenses que vive abaixo da linha da pobreza vem reduzindo gradativamente desde 2004, mas ainda persiste um percentual muito elevado de famílias sobrevivendo na pobreza. Em 2004, 2.9 milhões de paraenses estavam abaixo da linha da pobreza, sobrevivendo com renda menor que a metade do salário mínimo, ou seja, 43.09% da população. De lá pra cá, a renda do brasileiro melhorou, mas ainda permaneceram em 2008, 2.1 milhões de paraenses vivendo na miséria, significando 29.56% da população. Também foi constatado que a renda do Estado se concentra em três regiões: RMB, Carajás e Lago de Tucuruí.
Na Região Metropolitana de Belém (RMB), a pesquisa aponta que em 2004 32.29% viviam abaixo da linha da pobreza, percentual que caiu para 19.75% em 2008, uma evolução maior que a média nacional. No país em 2004 havia 54.4 milhões na miséria, situação que vem sendo reduzida, mas 38.3 milhões de pessoas ainda persistem neste patamar social, exatos 20.20% do total de brasileiros.
No geral, a pesquisa demonstra que 781 mil paraenses ascenderam sobre a linha da pobreza entre 2004 e 2008 (26%). Na RMB esse decréscimo foi bem mais acentuado, alcançando 35%, ou seja, 222 mil pessoas deixaram a condição de pobreza na capital e arredores. No geral, a queda da pobreza no país ocorreu em velocidade maior que no Pará.
No entanto, a RMB demonstrou uma velocidade acima da média nacional, o que levaram os pesquisadores a concluir que no Pará, a pobreza decresceu mais lentamente no interior do Estado, segundo explicou o presidente do Idesp, Raimundo Trindade, que apresentou os dados junto com o coordenador da pesquisa, Tarciso Ribeiro, diretor de Estatística do órgão. A estimativa para 2010 é que menos de 2 milhões de paraenses estejam abaixo da linha de pobreza, seguindo a tendência de declínio.
As políticas públicas do governo federal de transferência de renda para as famílias pobres do País, como o programa Bolsa-Família, aliada à recuperação gradativa do salário mínimo, que de 2004 a 2008 obteve 12% de ganho real, além dos programas estaduais, segundo Trindade, são responsáveis pelo panorama econômico-social menos injusto no país. Ele explica que o governo federal distribuiu cerca de 600 mil bolsas-família, fator que possibilitou a manutenção de renda a famílias no patamar abaixo da linha de pobreza. No Pará, aponta Trindade, de 2007 a 2008 foram incluídas 36 mil jovens entre 19 e 29 anos no programa Bolsa-Trabalho.
POLÍTICAS PÚBLICAS
Estes aspectos, afirma o presidente do Idesp, juntos ajudaram a reduzir a pobreza, mas ele admite que ainda é necessário a implantação de mais políticas públicas voltadas para as famílias pobres.
Segundo Trindade, já dá para afirmar que a tendência de declínio da pobreza vai prosseguir a partir da análise dos dados de 2009 e 2010, apesar da crise econômica mundial do ano passado, porque não houve perdas reais nos salários dos brasileiros, portanto, não influenciaram diretamente na redução da pobreza.
A renda per capita do paraense segundo o Produto Interno Bruto (PIB) local – soma de todos os bens e serviços produzidos – apresenta evolução de crescimento e acompanha a evolução dos investimentos dos projetos no Estado e se mantém como 13º do país . Entre 2004 e 2005, por exemplo, os projetos de mineração Sossego (cobre) e entre 2005 e 2006, implantação da segunda e terceira etapas da Alunorte, em Barcarena, foram responsáveis por parte do aquecimento da economia e da evolução do PIB paraense.
Apesar da economia aquecida nos últimos anos, mesmo com a crise mundial, a evolução do PIB mostra que a concentração de renda permanece na RMB e nas regiões dos projetos minerais, como Carajás e Lago de Tucuruí, que inclui o município de Barcarena.
As famílias da Vila da Barca, apesar do programa de infra-estrutura do local, em implantação pelo município, sentem na pele a necessidade políticas mais abrangentes de redução da pobreza. Joana Pinheiro de Souza, precisou transformar a sua moradia em três barracos para abrigar a família, que vive sem esgoto sanitário, sem água potável nem banheiro, com muito problema financeiro e baixa escolaridade.
No mesmo local, Ronaldo Viana, vive com a mulher e dois filhos de cinco e dez anos e conta que, apesar das dificuldades, sua vida melhorou de 2009 para cá. Depois de 15 anos desempregado, fazendo bicos para sobreviver, ele conseguiu emprego de carteira assinada como frentista em um posto de gasolina e espera a melhoria de vida quando conseguir uma nova casa para morar.
A situação de sua vizinha Antônia Monteiro e o marido Mauro Sérgio Monteiro é bem diferente. Os dois têm três filhos, estão desempregados, vivem de bico e contam que estão passando muita necessidade. “A situação tá muito difícil, mas na Vila da Barca só passa fome quem é vadio ou preguiçoso”, conta a esposa, que junto com o marido pescam peixe e camarão nos arredores e vendem para ajudar a sustentar a família.

sábado, 6 de novembro de 2010

MAL EXEMPLO QUE NÃO DEVE SER SEGUIDO


Preconceito contra o Islã nos EUA
 
O MVIVA REEDITA UMA MATÉRIA PUBLICADA EM AGOSTO DESTE ANO QUE,ATUAL,TRATA DE TUDO AQUILO QUE QUEREMOS VER BEM LONGE DA NOSSA AMADA ZONA VERDE E AMARELA, POR SE TRATAR DE UM CRIME MORAL QUE FOI USADO, SEM PUDORES, PELO CANDIDATO DA OPOSIÇÃO DR. JOSÉ SERRA E SEUS ALIADOS DA GRANDE IMPRENSA, COMO ARMA DE CAMPANHA: O PRECONCEITO RELIGIOSO.

Mesquita polêmica


Patrick Brock

Imersos numa crise em que ainda não se vê o fim, os Estados Unidos protagonizam um episódio lamentável para o ideal de liberdade e tolerância delineado por Thomas Jefferson durante a Revolução Americana. Trata-se da polêmica da mesquita no "Ground Zero", ou marco zero, termo usado inicialmente para descrever o local de impacto das bombas atômicas mas que agora é empregado para nomear a área das antigas Torres Gêmeas, em Nova York.

A história começou quando um líder muçulmano moderado, conhecido por defender o diálogo e a aproximação entre as culturas oriental e ocidental, propôs construir um centro cultural islâmico a poucos quarteirões do local onde atualmente está sendo erigida a Torre da Liberdade, o arranha-céu de 540 metros que substituirá as antigas torres do World Trade Center. 
 
O centro islâmico, uma obra de US$ 100 milhões a que seu deu o nome Park51, terá capacidade para cerca de 1.500 pessoas, espaço para preces, cursos e atividades físicas, e um memorial para as vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001.

A proposta causou furor nos EUA, especialmente das famílias das vítimas dos atentados, que consideram a proposta uma afronta ao seu sofrimento. Protestos acalorados na porta do prédio que seria demolido para dar lugar ao centro mostram o estado de divisão e exaltação em que os americanos se encontram em meio à pior crise desde a Grande Depressão, na década de 1930.

Críticos do projeto reclamam que os muçulmanos não demonstram a mesma tolerância que os americanos, citando o estado de opressão em que muitos cristãos se encontram nos países de fé islâmica. Os mais preconceituosos dizem se tratar de uma "mesquita da vitória", numa referência ao lendário hábito dos conquistadores muçulmanos de construir templos de sua fé nos lugares que dominavam.

A polêmica sobre o centro é um tapa na cara de todos que acreditam na tolerância como um meio de resolver as diferenças culturais e religiosas. E, ao contrário do que dizem, impedir sua construção é uma vitória para os terroristas, porque Nova York representa tudo que eles gostariam de destruir: é um lugar de tolerância e diversidade, onde pessoas de 180 países diferentes tentam conviver em harmonia numa das cidades mais densas do mundo.

O resultado de tanta animosidade repentina? Michael Enright, 21 anos, morador de uma cidade dos arredores de Nova York pegou um táxi na 23th Street com a Second Avenue terça-feira à noite. Bêbado, perguntou ao taxista se era islâmico. 
 
Ao constatar que ele era mesmo seguidor de Maomé, esfaqueou o taxista várias vezes. O homem foi preso, mas o ódio fica: "Nunca tive tanto medo", disse ao New York Times o motorista, Ahmed H. Sharif, 43 anos, que mora há 25 anos em Nova York e é pai de quatro filhos, todos nascidos nos EUA.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

REVISTA VEJA LEVA O TROFEU ÓLEO DE PERÓBA 2010

Dilma é elogiada em edição extra da Veja

Urariano Mota *

Dos cinco sentidos ensinados na velha escola, visão, audição, olfato, paladar e tato, o sentido dos olhos sempre foi o que julgávamos mais confiável. Veja, sempre nos diziam, quando não acreditávamos no que nos diziam. Veja! sempre nos ordenam hoje, quando opomos resistência ao que nos põem diante dos olhos. Por isso pusemos os óculos para ver, ainda que online, a capa da última edição da revista Veja.

Só elogios para Dilma Rousseff. Incrível. Se Machado de Assis fosse visto comendo cuscuz em Água Fria, seria mais crível. Confesso que tive vontade de correr à banca de revistas, ou à revistaria, como insistem em falar os do sudeste. E, mais envergonhado que se procurasse o suprassumo das pornografias, daquelas que nos apontam nas ruas e dizem, ali vai um absoluto degenerado, pedir baixinho e sem erguer os olhos: - O senhor tem a Veja?

O estupor do colunista cabe nesse quase exagero. Se não, veja o leitor a edição extra e extraordinária da revista. Veja:
“Uma vitória de todos os brasileiros"
Esta Edição Extra de VEJA comemora a eleição de Dilma Rousseff, narra sua trajetória de vida, suas aventuras e desventuras na política, discorre sobre os perigos e desafios da poltrona em que ela vai se sentar a partir de 1º de janeiro de 2011.
Sem nunca ter se candidatado antes a qualquer cargo eletivo, sendo quase desconhecida dos brasileiros até ser nomeada ministra da Casa Civil por Lula em 2005, Dilma Rousseff elegeu-se, no domingo passado, presidente da República do Brasil com 55,7 milhões de votos — 12 milhões a mais do que seu concorrente, José Serra. Dilma tornou-se a primeira mulher eleita para ocupar o mais alto posto da hierarquia política do país.


Foi uma vitória de Dilma. Foi uma vitória do presidente Lula, que, com a força de sua popularidade, abriu caminho para uma candidata cujo desempenho nas urnas foi, no começo, uma incógnita até mesmo para os mais fervorosos partidários. Foi uma vitória de todos os brasileiros, dos candidatos e suas campanhas, que levaram a eleição a ser disputada em dois turnos, fazendo ressurgir a oposição no cenário do país e dando legitimidade ao processo político. Foi um triunfo do ‘fator bem-estar’, a atmosfera de orgulho, alívio financeiro e esperança criada pelos acertos econômicos e sociais de FHC e Lula, e que favoreceu o voto na continuidade.

Esta edição traz também os principais trechos do primeiro discurso de Dilma Rousseff depois de eleita. O pronunciamento, feito na noite de domingo em Brasília, mostrou uma presidente eleita senhora do lugar que agora ocupa e com plena consciência das prioridades políticas, econômicas e sociais do país. Mas, principalmente, salientou sua fé no papel presidencial de zelar pela Constituição e, consequentemente, pelo respeito aos direitos ali assegurados. Dilma reafirmou o respeito irrestrito à liberdade de expressão e seu reconhecimento de que ‘as críticas do jornalismo livre ajudam o país e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório’ Um grande começo”.

O que escrever diante disso? De imediato, que essa Veja não é a Veja. Que essa não é a referência dos oficiais de pijama e dos velhos generais.  Ou o  estandarte da Tradição, Família e Propriedade. Ou que acorda, nessa edição, sem vergonha e pudor e moral, é verdade, mas acorda, diante do novo tempo. Ou, enfim, que está à beira do limite de sua sobrevivência como órgão independente da Petrobras, Banco do Brasil e outras estatais de petralhas, como sempre chamou os petistas. Mas ainda assim, no espaço de 48 horas, depois da última edição de sábado, quando zombou e deformou semelhanças entre o Presidente Lula e Fidel, é muito rápido dilmais.

Em “A gênese do Doutor Fausto”, ao falar dos dias da segunda guerra mundial quando escrevia o romance Doutor Fausto, Thomas Mann transcreve do seu diário: “Naqueles dias, alcançou-nos a notícia da queda de Mussolini e a nomeação de Badoglio como primeiro-ministro e chefe das forças armadas; muita gente ainda seria liquidada, embora houvesse garantias oficiais de que ‘a palavra dada será cumprida e a guerra continua’. Mal a milícia fora assimilada pelo exército, eclodiram em toda a  península manifestações de paz e alegria;  a mudança de orientação da imprensa foi veemente – ‘Estamos livres!’ saudou o Corriere della Sera”.

Quanta semelhança para essa edição extra da Veja. Um cristão diria: ó Deus, valeu a pena estar vivo para ver a que ponto chega esse tipo de gênero humano. Quem duvidar, veja, aqui http://veja.abril.com.br/revistas/edicao-extra-dilma.shtml



* Autor de “Os Corações Futuristas” e de “Soledad no Recife”, que recria os últimos dias de Soledad Barrett, mulher do Cabo Anselmo, executada por Fleury com o auxílio do traidor.

A CLAVE DO POÉTICO:VIVA O MESTRE BENÉ!

Paraense premiado.

DO BLOG BACANA
Hoje à noite, quinta-feira, acontece a solenidade de entrega de um dos maiores prêmios literários do país: Prêmio Jabuti, organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).

O prêmio contempla as mais expressivas obras lançadas durante o ano e homenageia os escritores que fazem a história da literatura produzida no Brasil.

Entre os nomes que consagram a festa de 2010, está o do filósofo paraense Benedito Nunes, através do livro 'A Clave do Poético'. A premiação acontece em São Paulo.

O livro 'A Clave do Poético', obra organizada por Victor Sales Pinheiro e prefaciada por Leyla Perrone-Moisés, que rendeu a Benedito Nunes o prêmio, trata-se de uma compilação comemorativa aos 80 anos do filósofo e escritor. Os textos abordam críticas literárias que estabelecem diálogo com a filosofia.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

FECHA O BOCÃO

Vem cá, Mano: será que tocou alguma corneta decretando o início da temporada de 'lançamento' de pré-candidatos petistas para disputar a prefeitura de Belém?. Não?. Então,tá, porque o  que se vê em alguns blogues paraenses  bastante lidos e conhecidos, por iniciativa, quero crer, isolada, de alguns militantes de cueiro,  é o contrário: parece mais um festival papa-chibé de 'babaquice' e tabaquismo puro.

Companheiros, por favor, tenham dó, tomem tenência; parem de leseira: basta de patetice!... 

O que o conjunto do PT deve e precisa, - mais do que nunca - neste momento, é ficar recolhido para tirar uma lição da salobra derrota que acabou de levar do pescador quando teve que comer traíra crua com espinha e tudo, sem direito a munhecada de farinha grossa para descer na garganta.Não é hora para precipitações... 

As lideranças, os militantes e simpatizantes  do  partido mais forte do Brasil, precisam de um tempo para refletir sobre as filigranas preciosas que serão urgentemente usadas como  apelo espartano pela retomada de sua imprescindível unidade.

A última coisa que precisamos é expressar esse tipo de manifestação pública,ridícula e imbecil, na tentativa de materializar, promover 'na marra' a 'demarcação' de nomes - não importa se de da tendencia A,B ou C -  para a importantíssima disputa que se dará ainda em 2012; mesmo porque  esse tipo de ação tem o poder de desagregar e desunir o que precisa estar coeso...

Será que ainda é  preciso lembrar para alguns comedores de caroço de pupunha, que o nosso partido possui fóruns específicos e próprios para esse tipo de debate?...

Que é da tradição petista (mais do que antes) promover com mais experiência e responsabilidade representativa um pluralíssimo circuito de discussões, para não incorremos em velhos e novos erros?...

Que tipo de gente descarada é essa que nunca se 'manca' de  ficar expondo as vísceras do partido, mesmo sabendo que esse tipo de  atitude extravagante, serve apenas e somente como elemento certo para galhofas e zombarias por parte dos recem fortalecidos  e felpudos  adversários?...

Para esse tipo de oportunismo carreirista praticado por militantes aloprados e obtusos é preciso deixar claro que: para um partido vitorioso em nível federal  com a importância  e autoridade de quem detém quase a metade dos votos dentro do estado do Pará (10% á menos) não é um cachorro morto!...

Não existem vácuos, nem espaços vazios dentro do conjunto de uma nada despresivel força politico-eleitoral que desfrute de tal representatividade que, em quaisquer circunstancias,estará no segundo turno... 

Sejam lá quais forem as forças adversárias que estiverem concorrendo para substituir o PTB do super trairão do Dudu, terão que negociar com os olhos nessa realidade...

O PT não é um DEM que, caso não se apresse á fundir-se com seu gemeo siamês, o PSDB, urgente,vira poeira e 'leva o farélo':

Portanto, abestados tiririquístas, tenham calma e muito simancol; mesmo porque, a prerrogativa de manifestação quanto a essa decisão que irá decidir por essa escolha pertence a  autoridade soberana dos coletivos e do conjunto da  militância, força legítima que, ultimamente, tem sido aviltada em seu poder, sufocada que esteve pela atroz doutrina metralha do 'bate faz pisa e arrebenta'...

Quando chegar a hora certa,com muita alegria,haveremos de ter um nome valoroso que não venha apenas disputar por disputar; venha sim, para ganhar a prefeitura da capital, com o apoio de todos...



Que seja esse companheiro escolhido, dotado de uma visão anti-sectária e multiplicadora, acrescentadora, curvando-se  ao novo e reaprendendo com a necessária humildade histórica, como  é possível tirar lições preciosas dos  nossos erros e falhas cometidos, quer táticos ou estratégicos; cedendo, partilhando e transigindo,com bom senso e inteligencia a responsabilidade de comandar um projeto municipal verdadeiramente coletivo, operando com lealdade e harmonia junto com as forças representadas nos movimentos sociais e populares, entre outras necessidades...

Acreditem,não será nenhum internauta porralouca que irá apontar através de um blog o  nome do futuro indicado para prefeito da nossa capital, especialmente porque, será através da disputa por essa valorosa cabeça-de- praia,que será estabelecido um fortim para a grande reação visando á  retomada do governo do estado do Pará daqui a quatro anos...

A prefeitura de Belém é nesse tabuleiro de xadrez, o posto vital por representa algo em torno de 30% de batalha ganha para quem pretende em 2014 apitar no palácio dos despachos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Carlos Marighella: pela liberdade morre e nasce para a história



Marighella, herói do povo
04 de novembro de 1969:ditadura militar mata o guerrilheiro da liberdade
Liberdade ou morte
 Ele não partiria para o exílio. Tinha responsabilidades,  noção  do  seu  papel dirigente da revolução brasileira. "Quem samba fica,  quem   não  samba   vai embora". Gostava de repetir isso. Ficava, apesar de tudo. Sentia o cheiro dos cães farejadores, seus dentes afiados, a baba raivosa de cada um deles. Cães como Fleury. Ouviu tiros na noite escura, muitos. Caiu. Ainda pensou nela, na musa, Revolução. Era o dia 4 de novembro de 1969. Carlos Marighella,inimigo número um da ditadura militar tornava-se imortal. Herói do povo brasileiro. 


O homem caminha na noite. Numa infinita solidão.

Sabe-se só.

Inelutavelmente só.

Solidão que não o maltrata.

Só solidão.

Não é a solidão, com quem sempre conviveu serenamente, que lhe confrange o coração.

São os mortos. Seus mortos.

Seus companheiros mortos. Os tantos em décadas.

E os mortos dos últimos dias. Aqueles que não desistiram de lutar.

E que tombaram massacrados, esquartejados sob mãos assassinas. As mãos sujas de sangue da ditadura.

Pensa em Jonas, comandante Jonas. Apenas o coração dele restara intacto. O resto, despedaçaram. Torturaram-no tanto que só o coração resistira. Só.

Bravo, leal, sensível, corajoso Jonas.

Eterno Jonas.

Não tivera medo. Morrera agora, setembro.

Caminha lentamente. Não sabe por que, mas de repente, lhe vem à mente a Revolução dos Alfaiates. Ou dos Búzios, como se queira. Os quatro mártires enforcados e suas cabeças cortadas e exibidas por muitos dias no centro de Salvador. Para que servissem como exemplo. Para que negro nenhum tentasse de novo rebelar-se contra o poder metropolitano.

A forca de 1799.

Agora esse clima de 1969.

Cento e setenta anos passados.

E qual a diferença?

Vai se interrogando, enquanto anda, enquanto curte a solidão.

Um país difícil esse nosso, de classes dominantes cruéis. Pensa em Canudos, o massacre nos sertões de sua terra.

Com uma ditadura como essa, só luta armada. Não há outro jeito. Repete isso, de si para si, como que a convencer-se de que não há mesmo outras saídas.

Está apreensivo. A palavra é essa: apreensivo. Não teve tempo para conhecer o medo, que naquele momento podia insinuar-se em seu espírito.

Acha interessante pensar nisso: o medo não o visitara até agora. Pensa nisso sem qualquer arrogância. Simples constatação.

Sua apreensão: o cerco apertava-se. Sentia isso no clima pesado de São Paulo, nas mortes seguidas, nas prisões. A Organização estava sob ataque cerrado do inimigo. Sabia, tinha convicção, que o caçavam de modo particular, e que não o poupariam.

Estava marcado para morrer. E isso não o atemorizava.

Era necessário, urgente organizar a retirada das grandes cidades.

Intensificar os preparativos para desencadear a guerrilha rural e a partir daí sublevar o povo brasileiro. Pensa em quantos foram embora do País, a seu conselho.

Ele, não. Não partiria para o exílio. Tinha responsabilidades, noção do seu papel dirigente da revolução brasileira, que se avizinhava.

Quem samba fica, quem não samba vai embora. Gostava de repetir isso.

Ficava, apesar de tudo.

Sentia o cheiro dos cães farejadores, seus dentes afiados, a baba raivosa de cada um deles. Cães como Fleury.

Quando soube do seqüestro do embaixador americano, 4 de setembro, teve certeza de que o torniquete iria se apertar. Sabia que a partir dali as forças repressivas jogariam toda sua força contra a Organização e contra ele.

Celebrou o seqüestro. O comandante Jonas à frente. A mais ousada ação revolucionária contra a ditadura. Sempre dissera que o dever de todo revolucionário era fazer a revolução. Ponto. Mas não tinha dúvidas sobre a avalanche, sobre o terror iminente, que veio, deixando um impressionante rastro de sangue e de dor.

Solidão.

Num relance, como um raio a espantar a solidão, surge Clara em sua mente, amor de toda a vida.

Pensa em Cuba, Fidel. Anima-se no meio da escuridão. Sierra Maestra. Nós também podemos fazer nossa revolução.

Vamos tirar todos os companheiros e companheiras de São Paulo. Vamos organizar nossas forças no campo, mobilizar os camponeses. Levantar o povo brasileiro. Derrubar a ditadura sanguinária. Chegar à democracia e ao socialismo.

O pensamento dá outro giro. Pensa na solidão e na esperança. Gozado: a solidão não lhe retira em momento algum o sentimento da esperança.
Confia profundamente na Revolução.

Confiança nascida já nos tempos de estudante na Bahia. Juracy Magalhães e sua violência e a primeira prisão, 1932. E depois a segunda, 1936, Rio de Janeiro. E as torturas, Filinto Müller, carrasco da ditadura. E a terceira, em 1939, São Paulo, novamente torturas, sempre brutais, inimagináveis. De mim nunca tirarão nada.

Só sai em 1945, com a anistia. Sai da cadeia inteiro, confiante na Revolução, dirigente do PCB.

A Revolução sempre foi sua musa, paixão de vida inteira.

Ia ao encontro dos padres. Precisa discutir a situação com eles, ver como organizar a retirada das grandes cidades. Pensa em Carlinhos, o filho, que sabe militante. Tem orgulho dele. Lembra da Bahia de tantos carnavais, que ele ama tanto. Volta lá, assim que puder.

Ainda sente a maresia, o cheiro forte do cais do porto, os trabalhadores dos navios, sua campanha a deputado constituinte pela Bahia, candidato pelo PCB. A eleição. Salvador, Cidade da Bahia, terra da liberdade. Sua terra de tantos carnavais. Como ele gostava de carnavais.

Deputado, seus combates no plenário, a cassação do partido, o governo repressivo de Dutra. Dirigente clandestino novamente. As greves que dirigiu em São Paulo, anos 50. A tristeza, as lágrimas quando das revelações dos crimes de Stálin no XX Congresso da URSS, em 1956. Como era duro ver o herói revelado ditador.

E mais tarde, o golpe se avizinhando contra Goulart. E 1964. E a quarta prisão, maio de 64. O tiro pertinho do coração. Sobrevive. E aqui promete: não me torturarão mais. Morro, mas não serei torturado outra vez. Nunca mais.

Guevara morto em 1967. Eterna admiração. Cuba e a OLAS. Duro, muito duro: romper com o partido de toda a vida. Funda a ALN. A luta armada.
Estava a poucos metros do ponto. Viu o fusca. Os padres, dentro.

Lembra do pai. Augusto. Italiano que chegado à Bahia casou-se com Maria Rita, negra haussá. Dos irmãos Anita, Agostinho, Humberto, Julieta, Teresa, Edwirges e Caetano. Vida feita ali na Rua do Desterro, Baixa dos Sapateiros. Doce lembrança. De uma fraterna, amorosa convivência. Carnavais, volta aos carnavais: Baixa dos Sapateiros, Largo de São Miguel, proximidades do Cine Jandaia, os cordões, blocos de nagô, Bambá sem Dendê, as namoradas na vertigem da folia. Ah, os carnavais, alegria, folia, liberdade, vida.

Ouviu tiros na noite escura, muitos. Caiu. Ainda pensou nela, na musa, Revolução. Era o dia 4 de novembro de 1969. Carlos Marighella, inimigo número um da ditadura militar tornava-se imortal. Herói do povo brasileiro.

(*) Jornalista, autor de Carlos Marighella, o inimigo número um da ditadura militar e de Lamarca, o Capitão da Guerrilha. Deputado federal (PT-Bahia).

ANA JULIA II :DERROTA CERTA?...




No Pará, a campanha de Ana Julia já era considerada uma derrota certa? Transcrevo  o excelente artigo escrito por Wladimir Pomar, publicado originalmente no Correio da Cidadania, em 25-Out-2010, por considera-lo bastante significativo e expressar um conjunto de  verdades que servem como aprendizado para os próximos embates e, ao mesmo tempo, como parte das respostas ás indagações da esquerda paraense sobre quais foram os reais -e principais- fatores que levaram o governo de Ana Júlia Carepa ( e do PT ? )para uma derrota certa.

 Algumas lições para o futuro

*Wladimir Pomar

A última semana da campanha eleitoral será como era de se esperar. A direita, já sem bandeiras, em virtude da contra-ofensiva política da candidatura Dilma, jogará nas ruas toda a baixaria de seu arsenal de armas sujas, com a participação escancarada de Veja, Globo, Folha e outros órgãos que se consideram os intocáveis da grande imprensa.

De todo modo, qualquer que seja o resultado do segundo turno, será necessário que a esquerda, em geral, e o PT, em particular, extraiam dessa campanha algumas lições essenciais para o futuro, se quiserem ter papel saliente no processo de transformação da sociedade brasileira.

Talvez a primeira, e mais evidente, é que a popularidade e o apoio explícito de Lula não carimbam passaporte para a vitória de outros candidatos do PT e da esquerda. O papel de Lula é importante, mas na disputa pela conquista dos corações e mentes dos eleitores é fundamental ter propostas econômicas, sociais e políticas que correspondam a suas necessidades e expectativas, e sejam entendidas como propostas para valer.

Se isto não acontece, a diferenciação não se dá. E aparecem fenômenos como os do Tiririca; das derrotas em regiões onde Dilma venceu, mas seus candidatos a governador e a senador perderam; da emergência de uma suposta terceira via, com a candidatura Marina mascarando a disputa de projetos opostos; e a imposição de um segundo turno.

Portanto, estar na direção do governo não isenta a esquerda de fazer política. Ao contrário, exige que ela se empenhe ainda mais em conhecer as reivindicações e expectativas das grandes camadas populares e da classe média, tanto as antigas que não foram satisfeitas quanto as novas, e responder a elas com propostas concretas e os correspondentes apelos de mobilização.

O governo pode e deve fazer propaganda de suas conquistas, como a redução da miséria e da pobreza. Mas tanto ele quanto a esquerda não podem e não devem cair no conto da emergência de uma nova classe média e do tudo bem. O Brasil ainda possui muita pobreza, muita falta de saneamento, muitas doenças quase endêmicas, estruturas educacionais e de saúde com muitas falhas, e há muito a fazer. Se não respondermos a essas necessidades e nos contentarmos com a suposta classe média C, inclusive esquecendo que há um abismo entre as classes médias C e B, corremos o risco de sermos abandonados até mesmo pelos que se beneficiaram.

Outra lição que salta à vista é que o fato de o governo democrático e popular aplicar políticas que beneficiem as camadas populares não significar, de antemão, a percepção popular de que a melhora de suas condições de vida, como emprego, salários e aumento da renda, são resultados diretos daquelas políticas.

Tal percepção pode ficar ainda mais nublada numa situação como a brasileira, em que o foco principal é o desenvolvimento das forças produtivas. O que significa, queira-se ou não, uma melhoria ainda maior da lucratividade das empresas e da burguesia e a manutenção das grandes diferenças de renda.

Por não haver compreendido que essa contradição não pode ser abolida administrativamente, mesmo que tivesse ocorrido uma revolução popular vitoriosa no Brasil, uma parte da esquerda transformou-se em oposição ao governo Lula e o acusa, assim como ao PT, de haverem se tornado "capitalistas".

De outro lado, grande parte da esquerda que apóia o governo se deitou no berço esplêndido da enorme popularidade de Lula. Abandonou o trabalho político árduo de discutir tais questões com as camadas populares e a classe média e de elaborar novas propostas de avanço nas reformas que o Brasil necessita, inclusive numa perspectiva socialista.

Desse modo, deixou inclusive que algumas de suas bandeiras tradicionais fossem levantadas como armas de combate contra ela própria. Para complicar ainda mais, acreditou que a burguesia estava satisfeita com o desenvolvimento da economia e viria em bloco no apoio ao candidato que Lula apontasse. E subestimou a capacidade de articulação política do setor burguês de oposição ao governo democrático e popular.

Ou seja, por um lado alimentou ilusões de que a luta de classes acabara e, por outro, foi arrogante em relação ao inimigo. Tais concepções levaram essa parte da esquerda a não entender que as alianças com uma parte da burguesia não significam apenas unidade em torno do desenvolvimento das forças produtivas, mas também luta, com razão e com limite, pela maior participação popular na política, por melhores salários e melhores condições de trabalho e de vida, e por outras reivindicações populares.

Aquelas concepções também contribuíram para que parte da esquerda não atentasse para a necessidade de aprender a combinar a defesa do governo democrático e popular com a direção prática das lutas dos trabalhadores e das camadas populares, seja para forçar o governo de coalizão a avançar no atendimento das reivindicações populares e democráticas, seja para forçar a burguesia a dividir parte de seus lucros.

Em outras palavras, aquelas concepções obscureceram a necessidade de praticar unidade e luta, tanto dentro do governo, quanto na sociedade. Se a esquerda que está no governo houvesse praticado essa combinação política, pelo menos durante o segundo mandato do governo Lula, as condições políticas para a campanha eleitoral seriam diferentes.

Como não o fez, continuou acreditando que estava totalmente certa e, ainda por cima, cometeu uma série de erros estratégicos e táticos durante a campanha Dilma do primeiro turno. É certo que a superação parcial desses erros no segundo turno pode levar à vitória. O que, se ocorrer, reforçará ainda mais a necessidade de avaliar e discutir em profundidade as lições desse período.

*Wladimir Pomar é escritor e analista político.

A PRÓXIMA CAPA DA VEJA


Bomba ! Bomba !
A próxima capa da Veja


O MVIVA reproduz o  Conversa Afiada que  atende a sugestão do amigo navegante Fábio Sexugi e sugere:

Qual a capa que você gostaria de ver na Veja ?




Fonte: PHA Conversa afiada.

PARA QUE NINGUEM DEPOIS DIGA NÃO CONHECER

O MVIVA apresenta, orgulhosamente, para todos os seus leitores e visitantes estrangeiros,uma das mais lindas canções até hoje já criadas pelo coração duro  e assassino pertencente a raça dos humanos.Comprovem o que eu quero dizer pela voz medievalística - e afinadíssima -  do grande menestrel de cantorias,Xangai...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O pós-Lula é Dilma


Por Emir Sader
 
Os brasileiros decidiram que depois do Lula querem a continuação e o aprofundamento do seu governo. Preferiram a Dilma – a coordenadora e responsável central pelo desempenho ascendente dos últimos 5 anos do governo, que desemboca no recorde de 83% de apoio e 3% de rejeição – para sucedê-lo.

O dilema colocado pelas eleições brasileiras era a definição sobre se o governo Lula seria um parênteses na longa história de dominação das elites no país ou se se constitui numa ponte para sair definitivamente do modelo
herdado e construir um Brasil solidário, justo e soberano.

Triunfou esta via, pelo voto majoritário dos brasileiros, prioritariamente os dos beneficiários das politicas sociais que caracterizam o governo de Lula: os mais pobres, os que vivem nas regiões tradicionalmente mais pobres – o norte e o nordeste do Brasil.

Foi um voto claramente direcionado pela prioridade do social que caracterizou centralmente o governo Lula. No país mais desigual do continente mais desigual, a maior transformação que o Brasil viveu nestes oito anos foi a diminuição da desigualdade, da injustiça, como resultado das políticas sociais do governo. Nunca havia acontecido, seja em democracia ou em ditadura, em ciclos expansivos ou recessivos da economia. Aconteceu agora, de forma contundente, transferindo para o centro da pirâmide de grupos na distribuição de renda, a maioria dos brasileiros.

Esse foi o fator decisivo para que, mesmo tendo praticamente toda a imprensa, em bloco, militantemente, contra seu governo e sua candidata, Lula e Dilma saíram vencedores.

A oposição, derrotada na comparação dos dois governos, buscou um atalho para chegar por outra via aos setores da população: a questão do aborto, valendo-se dos preconceitos reinantes e da ação de religiosos.

Conseguiram um sucesso efêmero, que levou a eleição para o segundo turno, mas uma vez que a politica voltou ao centro da campanha, a comparação entre os dois governos e a condenação das privatizações levaram à vitória da Dilma.

Que representa não apenas a eleição da primeira mulher presidente da república, mas também de uma militante da resistência contra a ditadura, presa e torturada pelo regime militar. Que representa o primeiro presidente que consegue eleger seu sucessor.

Depois da reeleição de Evo Morales e de Pepe Mujica sucedendo a Tabaré Vazquez, o Brasil se soma ao grupo de países que reafirmam o caminho da integração regional e não do TLC com os EUA, da prioridade das politicas sociais em relação ao ajuste fiscal, com Dilma sucedendo a Lula.

O povo brasileiro decidiu, em meio a fortes pressões do monopólio privado da mídia e de forças obscurantistas, que o pós-Lula terá na presidência do Brasil aquela que Lula escolheu para sucedê-lo, para continuar e aprofundar as transformações que tem feito o Brasil ser um país mais justo, solidário e soberano.

Fonte: Carta Maior

ONU APROVA SUSPENSÃO DO EMBARGO ECONÔMICO A CUBA

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ONU aprova fim do embargo econômico a Cuba


A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou no último dia 26 de outubro a suspensão do embargo norte-americano a Cuba, em vigor desde 1962. Essa é a 19ª vez consecutiva em que o órgão aprova o fim do bloqueio financeiro e comercial ao país.

De acordo com a agência portuguesa Lusa, o documento foi aprovado com 187 votos a favor, 2 contra (Estados Unidos e Israel) e 3 abstenções (Ilhas Marshall, República de Palau e Estados Federados da Micronésia).

Dados oficiais do governo de Cuba indicam que o embargo imposto há 48 anos causa prejuízos que somavam cerca de US$ 751,3 bilhões até dezembro de 2009. O bloqueio envolve restrições econômicas, financeiras, políticas e diplomáticas.

Para as autoridades cubanas, o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não demonstra boa vontade para recuar na adoção do embargo.
Leia o artigo de Fidel Castro clicando no link abaixo:

http://www.cubadebate.cu/reflexiones-fidel/2010/10/31/la-sublevacion-en-la-onu-primera-parte/

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

JATENE E O VERDADEIRO PODER POR DENTRO DO PODER

A vitória de Jatene não chegou a ser de "goleada," como dizem no Mangueirão. Por conta disso, doravante, terá o novo governador que estabelecer um acordo multicolorido - e muito bem costurado -  de governabilidade ante as principais forças políticas do Estado: fazer de outra forma, sumano, seria muita burrice...
 
Lembrando que essas são mais que forças pluripartidárias pois que representam os interesses de grupos que, nada mais nada menos, controlam os nichos produtivos de primeira ordem e são os verdadeiros donos do poder local, que não brincam em serviço e trabalharão com muita dinâmica contra ou a favor do novo governo, dançando de  acordo com a valsa que será tocada; tudo pela  demarcação dos seus horizontes de interesses, que são pesados,pesadíssimos.

O Jatene, que tem fama de ser bom de violão, deve conhecer muito bem o verso da canção 'roda viva' do Chico Buarque, que diz: "...a gente quer ter voz ativa e no nosso destino mandar mas,  eis que chaga a roda viva e carrega o destino prá lá...".
 
Como o sonho dourado de todo governante honesto ou patife é sonhar com  uma oposição fraca,uma imprensa dócil e fartura de recursos, - alem de facilidades compartilhadas para obter acordos - não fica dificil para ninguem raciocinar...
 
Fiquem certos que foram as diretrizes emanadas desse conjunto combinado de interesses contrariados (políticos, grupos midiáticos,agro-industriais,comerciais, entre outros) que apeou, quando ouve interesse, os tucanos do poder nas eleições passadas....

Força mesmíssima que, em meio aos  enganos e desenganos atuais, derrubou o governo Ana Júlia, mostrando que tem poder suficiente para rachar, nas urnas, o estado do Pará bem no meio.

Traduzindo para o popular: ninguém hoje pode sair por ai dizendo que é dono de um  poder real.
 

SATISFEITOS ???






A ELIÇÃO DO SÉCULO...!


Os três patetas

NOS SOMOS O BLOG DA MILITANCIA...!