O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

LEY DE MEDIOS APAVORA OS MILIONÁRIOS DONOS DA REDE GLOBO



A Suprema Corte da Argentina declarou nesta terça-feira (29) a constitucionalidade de quatro artigos da “Ley de Medios” que eram contestados pelo Grupo Clarín. Com esta decisão histórica, o governo de Cristina Kirchner poderá finalmente prosseguir com a aplicação integral da nova legislação, considerada uma das mais avançadas do mundo no processo de democratização da comunicação. A decisão representa um duríssimo golpe nos monopólios midiáticos não apenas na vizinha Argentina. Tanto que a TV Globo dedicou vários minutos do seu Jornal Nacional para atacar a nova lei.

Pelas regras agora aprovadas pela Suprema Corte, os grupos monopolistas do setor serão obrigados a vender parte dos seus ativos com o objetivo expresso de “evitar a concentração da mídia” na Argentina. O império mais atingido é o do Clarín, maior holding multimídia do país, que terá de ceder, transferir ou vender de 150 a 200 outorgas de rádio e televisão, além dos edifícios e equipamentos onde estão as suas emissoras. A batalha pela constitucionalidade dos quatro artigos durou quatro anos e agitou a sociedade argentina. O Clarín – que cresceu durante a ditadura militar – agora não tem mais como apelar.

O discurso raivoso da TV Globo e de outros impérios midiáticos do Brasil e do mundo é de que a Ley de Medios é autoritária e fere a liberdade de expressão. Basta uma leitura honesta dos 166 artigos da nova lei para demonstrar exatamente o contrário. O próprio Relator Especial sobre Liberdade de Expressão da Organização das Nações Unidas (ONU), Frank La Rue, já reconheceu que a nova legislação é uma das mais avançadas do planeta e visa garantir exatamente a verdadeira liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade dos monopólios midiáticos.

Aprovada por ampla maioria no Congresso Nacional e sancionada pela presidenta Cristina Kirchner em outubro de 2009, a nova lei substitui o decreto-lei da ditadura militar. Seu processo de elaboração envolveu vários setores da sociedade – academia, sindicatos, movimentos sociais e empresários. Após a primeira versão, ela recebeu mais de duzentas emendas parlamentares. No processo de pressão que agitou a Argentina, milhares de pessoas saíram às ruas para exigir a democratização dos meios de comunicação. A passeata final em Buenos Aires contou com mais de 50 mil participantes.

Em breve será lançado um livro organizado pelo professor Venício Lima que apresenta a tradução na íntegra da Ley de Medios, além dos relatórios Leveson (Reino Unido) e da União Europeia sobre o tema. A obra é uma iniciativa conjunta das fundações Perseu Abramo e Maurício Grabois e do Centro de Estudos Barão de Itararé e visa ajudar na reflexão sobre este assunto estratégico no Brasil – hoje a “vanguarda do atraso” no enfrentamento da ditadura midiática. Reproduzo abaixo os quatro artigos agora declarados constitucionais pela Suprema Corte. A tradução é de Eugênio Rezende de Carvalho:

* * *

ARTIGO 41. - Transferência das concessões. As autorizações e concessões de serviços de comunicação audiovisual são intransferíveis.

Excepcionalmente, será autorizada a transferência de ações ou cotas das concessões assim que tenham transcorrido cinco (5) anos do prazo de concessão e quando tal operação seja necessária para a continuidade do serviço, respeitando a manutenção, pelos titulares de origem, de mais de cinquenta por cento (50%) do capital subscrito ou por subscrever, e que este represente mais de cinquenta por cento (50%) da vontade social. Tal transferência estará sujeita à análise prévia da autoridade de execução, que deverá expedir parecer fundamentado sobre a autorização ou a rejeição do pedido de transferência, tendo em vista o cumprimento dos requisitos solicitados para sua adjudicação e a manutenção das condições que a motivaram.

A realização de transferências sem a correspondente e prévia aprovação será punida com o vencimento de pleno direito da concessão adjudicada e será nula, de nulidade absoluta.

Pessoas de existência jurídica sem fins lucrativos. As licenças concedidas a prestadores de gestão privada, sem fins lucrativos, são intransferíveis.

(...)

ARTIGO 45. - Multiplicidade de concessões. A fim de garantir os princípios da diversidade, pluralidade e respeito pelo que é local, ficam estabelecidas limitações à concentração de concessões.

Nesse sentido, uma pessoa de existência física ou jurídica poderá ser titular ou ter participação em sociedades titulares de concessões de serviços de radiodifusão, de acordo com os seguintes limites:

No âmbito nacional:

a) Uma (1) concessão de serviços de comunicação audiovisual sobre suporte de satélite. A titularidade de uma concessão de serviços de comunicação audiovisual via satélite por assinatura exclui a possibilidade de titularidade de qualquer outro tipo de concessão de serviços de comunicação audiovisual;

b) Até dez (10) concessões de serviços de comunicação audiovisual mais a titularidade do registro de um sinal de conteúdo, quando se trate de serviços de radiodifusão sonora, de radiodifusão televisiva aberta e de radiodifusão televisiva por assinatura com uso de espectro radioelétrico;

c) Até vinte e quatro (24) concessões, sem prejuízo das obrigações decorrentes de cada concessão outorgada, quando se trate de concessões para a exploração de serviços de radiodifusão por assinatura com vínculo físico em diferentes localidades. A autoridade de execução determinará os alcances territoriais e de população das concessões.

A multiplicidade de concessões - em nível nacional e para todos os serviços -, em nenhuma hipótese, poderá implicar na possibilidade de se prestar serviços a mais de trinta e cinco por cento (35%) do total nacional de habitantes ou de assinantes dos serviços referidos neste artigo, conforme o caso.

No âmbito local:

a) Até uma (1) concessão de radiodifusão sonora por modulação de amplitude (AM);

b) Uma (1) concessão de radiodifusão sonora por modulação de frequência (FM) ou até duas (2) concessões quando existam mais de oito (8) concessões na área primária do serviço;

c) Até uma (1) concessão de radiodifusão televisiva por assinatura, sempre que o solicitante não seja titular de uma concessão de televisão aberta;

d) Até uma (1) concessão de radiodifusão televisiva aberta sempre que o solicitante não seja titular de uma concessão de televisão por assinatura;

Em nenhuma hipótese, a soma do total das concessões outorgadas na mesma área primária de serviço ou o conjunto delas que se sobreponham de modo majoritário, poderá exceder a quantidade de três (3) concessões.

Sinais:

A titularidade de registros de sinais deverá se conformar às seguintes regras:

a) Para os prestadores designados no item 1, subitem “b”, será permitida a titularidade do registro de um (1) sinal de serviços audiovisuais;

 b) Os prestadores de serviços de televisão por assinatura não poderão ser titulares de registro de sinais, com exceção de sinal de geração própria.

Quando o titular de um serviço solicite a adjudicação de outra concessão na mesma área ou em uma área adjacente com ampla superposição, ela não poderá ser concedida se o serviço solicitado utilizar uma única frequência disponível na referida zona.

(...)

ARTIGO 48. - Práticas de concentração indevida. Antes da adjudicação de concessões ou da autorização para a cessão de ações ou cotas, deverá ser verificada a existência de vínculos societários que revelem processos de integração vertical ou horizontal de atividades ligadas, ou não, à comunicação social.

O regime de multiplicidade de concessões previsto nesta lei não poderá ser invocado como direito adquirido frente às normas gerais que, em matéria de desregulamentação, desmonopolização ou de defesa da concorrência, sejam estabelecidas pela presente lei ou que venham a ser estabelecidas no futuro.

Considera-se incompatível a titularidade de concessões de distintas classes de serviços entre si quando não cumpram os limites estabelecidos nos artigos 45, 46 e complementares.

(...)

ARTIGO 161. - Adequação. Os titulares de concessões dos serviços e registros regulados por esta lei, que até o momento de sua sanção não reúnam ou não cumpram os requisitos previstos por ela; ou as pessoas jurídicas que, no momento de entrada em vigor desta lei sejam titulares de uma quantidade maior de concessões, ou com uma composição societária diferente da permitida, deverão ajustar-se às disposições da presente lei num prazo não maior do que um (1) ano, desde que a autoridade de execução estabeleça os mecanismos de transição. Vencido tal prazo, serão aplicáveis as medidas que correspondam ao descumprimento, em cada caso.

Apenas para efeito da adequação prevista neste artigo, será permitida a transferência de concessões. Será aplicável o disposto pelo último parágrafo do Artigo 41.

Altamiro Borges

terça-feira, 29 de outubro de 2013

DILMA É O RONDON DE SAIA - PRESIDENTA ORDENA UMA DAS MAIORES OPERAÇÕES MILITARES DOS ÚLTIMOS ANOS

Megaoperação das Forças Armadas do Brasil leva médicos aos rincões do país

O objetivo é distribuir os 2.182 médicos estrangeiros que aderiram à segunda etapa do programa Mais Médicos em 783 municípios das 27 unidades da federação.
Najla Passos - Carta Maior 
Está em curso uma das maiores operações logísticas já realizada pelas Forças Armadas brasileira. O objetivo não é deslocar tropas ou transportar armas, mas distribuir os 2.182 médicos estrangeiros que aderiram à segunda etapa do programa Mais Médicos em 783 municípios das 27 unidades da federação.

A previsão do Ministério da Saúde (MS) é que, a partir de 4/11, quando eles estiverem em atuação junto aos 1,9 mil profissionais que aderiram à primeira fase do programa, 13 milhões de brasileiros estarão cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), grande parte deles moradores dos 700 municípios brasileiros que, até então, não contavam com nenhum médico.

Nesta etapa, foram contemplados 432 municípios do nordeste, 141 do norte, 100 do sudeste, 74 do sul e 36 do centro-oeste. Segundo o MS, a distribuição seguiu critérios técnicos, que deram igual prioridade às cidades em que é maior a parcela da população que depende completamente do atendimento ofertado pelo SUS e àquelas com alto percentual da população em situação de pobreza, conforme o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Operação

Onze aeronaves da Aeronáutica participam da operação, que teve inicio às 5:30 h de sábado, com a saída dos médicos de Brasília (DF), Recife (PE) e Vitória (ES) para Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Aracaju (SE), Teresina (PI), Petrolina (PE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Rio (RJ), Belo Horizonte (MG), Manaus (AM), Maceió (AL) e Boa Vista (RR).

Nos estados, os médicos passam por novo processo de ambientação, com duração de uma semana. Durante as aulas, irão aprender mais sobre as variações da língua portuguesa falada em cada região, sobre os problemas de saúde mais comuns no local e conhecerão a rede de atendimento pública, antes de seguirem para seus destinos finais, em operações que serão coordenadas pelos governos e prefeituras.

A distribuição dos 500 profissionais que atuarão na Amazônia Legal, que exige mais estrutura, caberá às Forças Naval e Terrestre. Conforme planejamento do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), a Marinha dará suporte aos profissionais que chegarem a Manaus (AM), Belém (PA) e São Luís (MA) e o Exército cuidará dos direcionados à Macapá (AP), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO), Cuiabá (MT), Palmas (TO) e Rio Branco (AC).

Escândalo criminoso! - Hospital "Universitário" tem máquina de hemodiálise ligada em vaso sanitário

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Imagens flagram máquina de hemodiálise de hospital público ligada a um vaso sanitário de um dos banheiros da instituição

A máquina de hemodiálise do Hospital Universitário, o HU, da Universidade Federal do Piauí (UFPI) está ligada a um vaso sanitário de um dos banheiros do estabelecimento. A reportagem do sítio 180graus teve acesso a imagens que comprovam esta situação.

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As máquinas de hemodiálise (tratamento que consiste na remoção do líquido e substâncias tóxicas do sangue como se fosse um rim artificial) precisam ter uma espécie de cano para entrar água e outro para drená-la.
Neste caso, a máquina do HU está despejando a água suja dentro do vaso, o que não é identificado como um procedimento normal, é claro. Segundo um médico que faz atendimento no HU e prefere não ser identificado, este é apenas um dos vários problemas naquele hospital.

SEM ‘CONDIÇÕES MÍNIMAS’

“O HU funciona sem as mínimas condições para qualquer gestor de saúde. O SUS e o Ministério Público precisam tomar as devidas providências urgentemente. Não há a abertura do centro cirúrgico e a UTI segue sem alteração de médicos. Um grupo de médicos está querendo discutir a situação junto à superintendência, mas é impossível”.
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O médico denuncia ainda que o superintendente do HU desrespeita a categoria e não atende os apelos da classe, mesmo sendo comunicado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). “Os médicos estão unidos, mas são desrespeitados repetidas vezes pelo superintendente do HU. A situação está insustentável”, afirmou.

Inaugurado em novembro de 2012 (prestes a completar um ano de existência) com a promessa de melhorar o atendimento de média e alta complexidade, o HU acabou se transformando num monumento ao desperdício do dinheiro público.
Quando inaugurado, a expectativa era de que, num primeiro momento, o HU funcionasse com 50% de sua capacidade e 18 mil atendimentos por mês. Hoje em dia o atendimento não passa de 4 mil pessoas por mês.


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Pragmatísmo Político/Ilustration & image by:Portal 180 graus 
 
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Alastra-se pelo país afora uma onda de banditismo

Virou uma zona federal. Não tem mais hora, nem lugar, nem limite.
O que até outro dia era uma ação de bandos de vândalos mascarados de preto que apareciam quebrando tudo ao final de manifestações ditas pacíficas, nas últimas semanas alastrou-se pelo país afora numa onda de banditismo que fugiu ao controle das autoridades de segurança pública estaduais.


E o governo federal faz de conta que não tem nada com isso, a não ser no dia do leilão de Libra, na segunda-feira passada, em que convocou tropas do Exército e da Força Nacional para garantir a ordem no Rio. As tropas voltaram aos seus quartéis e a baderna continuou nas ruas das principais cidades do país.


Alertei aqui mesmo no dia 8 de outubro, há 19 dias, portanto, em artigo sob o título "Que espera o governo federal para agir contra onda de vandalismo?":


"Já passou da hora de o Ministério da Justiça acionar a Força Nacional para, junto com as polícias estaduais, tomar medidas concretas para evitar que esta onda se alastre pelo resto do país, com a formação de outros grupos organizados, inspirados nos chamados "black blocs", e tome proporções incontroláveis quando a campanha eleitoral esquentar no próximo ano".


Só na noite desta segunda-feira, depois que manifestantes fecharam a rodovia Fernão Dias, cortando a ligação de São Paulo com Belo Horizonte, atearam fogo a duas carretas, cinco ônibus e um carro parados na pista, e saíram roubando e depredando por onde passavam, finalmente o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, telefonou para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para pedir ajuda federal.


"Conversamos sobre a melhor articulação entre ações", informou depois o ministro da Justiça, sem entrar em maiores detalhes sobre como se dará este trabalho. A princípio, segundo assessores de Cardozo, a parceria se dará entre a Polícia Rodoviária Federal e a polícia de São Paulo para conter os protestos nas estradas. Só hoje, terça-feira, representantes dos governos federal e estadual vão se reunir "para definir uma estratégia policial comum em manifestações desse tipo".


Nada se falou sobre o envio das tropas da Força Nacional, o que deve ser solicitado pelo governo estadual, mas também nada impede que o ministro da Justiça faça uma visita a São Paulo para conversar com o governador Geraldo Alckmin e se informar sobre a gravidade da situação. O governador, por sua vez, limitou-se a enviar uma mensagem pelo Twitter.


O problema é que a onda de banditismo, pois é disso que se trata, é muito maior, e não se limita ao fechamento de rodovias. Desde o começo de julho, quando se multiplicaram os atos de violência contra bens públicos e privados, interditando ruas e avenidas centrais das grandes cidades - faz quatro meses, portanto - a polícia tem se limitado a efetuar algumas prisões, que logo são revogadas por determinação da Justiça, sem que até hoje qualquer vândalo tenha sido punido.


Só no último protesto em São Paulo, que começou no domingo após um policial matar o jovem Douglas Rodrigues, de 17 anos, com um tiro no peito, mais de 90 pessoas foram presas, entre elas o soldado Luciano Pinheiro Bispo, autor do disparo. O policial alegou que o tiro foi acidental.


Na sexta-feira, 92 pessoas foram detidas depois que manifestantes espancaram e tentaram linchar o coronel PM Reynaldo Simões Rossi, na região central de São Paulo. Apenas oito presos foram indiciados por crimes como danos ao patrimônio, formação de quadrilha, tentativa de homicídio e uso de explosivos.


Para se ter uma ideia de como as nossas cidades - e não apenas as grandes metrópoles - estão virando uma terra de ninguém, na mesma noite de domingo em que uma região de São Paulo virou praça de guerra, um grupo de jovens e policiais militares se enfrentaram durante duas horas nas ruas de Sorocaba, a 90 quilômetros de São Paulo.


Segundo a PM, os vândalos empinavam motocicletas, circulavam com seus carros na contramão, com o som ligado no volume máximo e alguns foram flagrados fumando tranquilamente um baseado, sem dar a menor bola para a polícia. E seguiu-se o de sempre: policiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a turba, que revidou atirando garrafas contra a tropa. Ninguém foi preso.


Enquanto as forças de segurança demoram a agir, o fato concreto é que a bandidagem perdeu o medo e o respeito pelos homens de farda encarregados  de manter a ordem pública. E faltam apenas seis meses para começar a Copa do Mundo no Brasil. Quem ainda se habilitará a vir para cá no meio desta guerra?
Ricardo Kotscho
No Balaio


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ACOBERTAMENTO EXPLÍCITO? - ALSTOM DIZ QUE MPF IGNOROU PÉDIDO DE 2011 DA SUIÇA

Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, o Ministério Público Federal admite: um pedido de diligências feito em fevereiro de 2011 por autoridades da Suíça que investigam o caso Alstom “deixou de ser atendido” pela Procuradoria da República em São Paulo.
Alega-se que houve uma “falha administrativa”. Como assim? O pedido “foi arquivado erroneamente em uma pasta de documentos auxiliares, quando deveria ser juntado ao processo de cooperação internacional”.Embora tenha perdurado por dois anos e oito meses, a “falha administrativa” era desconhecida do público até dois dias atrás. Ganhou o noticiário no sábado (16) passado, num relato dos repórteres Flávio Ferreira, Mario Cesar Carvalho e José Ernesto Credencio.Ficou-se sabendo que os procuradores da Suíça que haviam requisitado as diligências cansaram de esperar pela ajuda de seus colegas brasileiros. Ignorados, decidiram arquivar as investigações contra três suspeitos de distribuir propina a funcionários públicos e políticos do PSDB (veja os detalhes na ilustração do rodapé).O pedido da Suíça envolvia a inquirição de quatro suspeitos: os consultores Arthur Teixeira, Sérgio Teixeira e José Amaro Pinto Ramos, acusados de intermediar o pagamento de propinas da Alstom; e João Roberto Zaniboni, um ex-diretor de Operações da Cia. Paulista de Trens Metropolitanos, que recebeu US$ 836 mil (R$ 1,84 milhão) numa conta bancária aberta na Suíça.Além dos interrogatórios, os procuradores suíços pediram uma análise da movimentação financeira dos suspeitos e uma operação de busca na casa de João Roberto Zaniboni, um personagem que atuou em todos os governos tucanos em São Paulo. Trabalhou sob Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.Em sua nota, o Ministério Público Federal informa que não recebeu “comunicação formal” sobre o arquivamento das investigações na Suíça.” No Brasil, acrescentou o texto da Procuradoria, “ainda existe investigação em andamento sobre o caso.”De resto, informa-se no texto que a “falha administrativa” já comunicada “a todas as autoridades diretamente interessadas na investigação, inclusive ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, o DRCI, órgão do Ministério da Justiça que funciona como intermediário entre investigadores brasileiros e autoridades de países que mantêm convênios de cooperação com o Brasil.Quem cometeu a “falha administrativa”? Houve punição? Que providências foram adotadas para evitar que que a Suíça fique com a impressão de que o Ministério Público basileiro faz o pior o melhor que pode? Essas questões permanecem sem resposta.

Fonte; UOL Noticias

PSOL elege novo nº 1 no Pará

Walmir Freire, novo presidente do - PSOL-PA
professor Walmir Freire discursa no congresso do PSOL em BelémWalmir Freire, professor, é o novo número 1 do PSOL no Pará.


Foi eleito no final de semana, durante congresso estadual da legenda em Belém.
Os militantes do partido aprovaram, na ocasião, resoluções que apontam candidaturas próprias à disputa majoritária (governador e senado) e a preparação da chapa de candidatos a deputados estaduais e federais em 2014.
 PSOL - logo - Blog do Jeso
E mais: rechaçaram aliança com 8 siglas no Pará, considerados pelos psolistas como “conservadoras”: PSDB, DEM, PMDB, PR, PTB, PSD, Solidariedade e PP.
Leia também:


Por Jeso Carneiro

AÉCIO NEVES TOMA SONORA ESCULHAMBAÇÃO!

 
‘Segundo Helio Fernandes da Tribuna da Imprensa: FHC não falou, gritou ao telefone: "Você não deve falar de improviso, não está preparado para isso"Segundo matéria do jornalista Helio Fernandes da Tribuna da Imprensa;
“O sempre presidenciável do PSDB tinha que falar alguma coisa sobre o leilão do campo de Libra. Como não é muito brilhante ou criativo, e o tempo era curto, explicou: “Temos que REESTATIZAR a Petrobras, entregá-la novamente aos brasileiros”. Rendeu manchetes, mas também um telefonema irritado, de FHC.
O ex-presidente não falou, gritou ao telefone: “Você não deve falar de improviso, não está preparado para isso. Fui eu que criei esses leilões, que o PT condenou e combateu, agora aplica como se estivessem inventando alguma coisa”.
Constrangimento
FHC desligou sem se despedir. Aécio também irritado. E para surpresa geral, e evitar um rompimento público, quem foi convidado para “harmonizar” os dois? José Serra em pessoa. Este riu muito, disse que ia pensar, telefonou para seu maior amigo e o mais confiável, Aloizio Nunes Ferreira.
Contou o fato e disse: “Vou harmonizar os dois em torno de minha candidatura”.
No PSDB e no PSB, tudo é possível”.


 Novojornal

Em defesa dos ativistas que libertaram os beagles

O ativismo acelera conquistas sociais

E a semana chega ao fim com os brasileiros fascinados e divididos em torno dos beagles. A divisão apareceu mesmo no interior do DCM. Diferentes colunistas expuseram diferentes ideias.
Quanto a mim, entendo que, com todas as ressalvas, não há como deixar de aplaudir os ativistas que libertaram os beagles.
Eles chamaram, com seu resgate espetacular, a atenção para duas coisas importantes.
A primeira é: quais os limites para experimentos com animais? No Brasil, testes com finalidades cosméticas, e não de saúde, ainda são permitidos, ao contrário do que ocorre em países socialmente mais desenvolvidos.
Quando isso seria conhecido de todos e debatido se os ativistas não tivessem irrompido no Instituto Royal?
A segunda é: quem fiscaliza o dinheiro público posto em órgãos como o Instituto Royal? Onde a transparência, onde a prestação de contas?
O papel mais nobre dos ativistas é forçar discussões que, mais tarde, se tornarão consenso. Eles são poucos, são especiais, são abnegados, são à frente de seu tempo, e por tudo isso são incompreendidos e perseguidos.
Recentemente, os ingleses saudaram os 100 anos de morte de uma ativista que foi fundamental para que as mulheres pudessem votar.
Numa corrida de cavalos que reunia a sociedade aristocrática inglesa, ela atravessou subitamente a pista. Foi no momento em que passava o cavalo do rei. A ativista – suffragette – acabou atropelada, e morreu pouco depois no hospital.
Baderneira, vândala, criminosa – a imprensa conservadora britânica tratou-a com todos os insultos possíveis. Não só a ela mas às demais suffragettes. Mas seu sacrifício, como mostraria a história, acabou sendo vital para que as inglesas pudessem votar.
Ontem, em Londres, um debate reuniu mulheres de todo o mundo. O nome era 100 mulheres.
Quem fechou as discussões foi uma jovem islandesa de 19 anos. (Escandinávia, sempre eles à frente do pelotão no desenvolvimento social.) Sua última frase, dirigida a mulheres de todo o mundo: “Não sejam gratas por seus direitos. Agradeçam as mulheres que os tornaram possíveis.”
Clap, clap, clap.
No caso dos beagles, os ativistas fizeram os brasileiros debater a questão dos experimentos como nunca antes.
No calor da discussão, emergiram falsas questões. Uma delas, a mais comum usada contra ativistas pró-animais, é dizer que eles se interessam mais por bichos do que por gente.
É uma tolice. Então teríamos que dizer que os defensores de índios só se importam com os índios, ou que os ativistas do meio ambiente desprezam as pessoas, e daí por diante.
Um ativismo, qualquer que seja, não elimina outras coisas e outras causas. Os avanços sociais dependem do conjunto de ativistas de diferentes cruzadas.
Por tudo isso, os libertadores dos beagles prestaram um serviço não só aos beagles em si, ou aos animais em geral – mas à sociedade como um todo.
 
 
No DCM

A desmoralizada ONU vota pela 22ª vez o fim do bloqueio dos EUA a Cuba


O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, chegou nesta segunda-feira (28) a Nova York para uma nova votação na Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelo governo dos EUA, que já dura mais de meio século. Nos últimos 21 anos, a imensa maioria dos países membros da ONU tem votado a favor do fim da sanção, mas Washington segue ignorando a comunidade internacional de maneira categórica.

Segundo informações da Prensa Latina, Rodríguez foi recebido durante a madrugada pelo representante permanente de Cuba na ONU, Rodolfo Reyes. O chanceler vai intervir na plenária de 193 países, que acontece na terça-feira (29), em prol do fim do bloqueio dos Estados Unidos, que soma danos econômicos de mais de 1 trilhão de dólares à ilha caribenha. Apesar dos números, Rodríguez considera impossível mensurar as consequências sociais do embargo, assim como o seu impacto em setores como a saúde.

Não há dúvidas de qual será o resultado da votação. Desde 1992, a Assembleia Geral tem respaldado de maneira categórica documentos que pedem o levantamento do bloqueio, demanda apoiada por mais de 180 Estados nos últimos sete anos, com a isolada oposição de duas ou três nações sempre influenciadas pelos EUA.
 
Durante a 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas, mais de 40 países defenderam a suspensão do cerco a Cuba. Ao longo da jornada, várias intervenções no debate geral consideraram o bloqueio um obstáculo ao desenvolvimento de Cuba, além de uma violação do direito internacional.
 
Um relatório apresentado pelo vice-ministro cubano de Relações Exteriores, Abelardo Moreno, no início de outubro, revelou que o "persistente recrudescimento” da sanção constitui uma transgressão do direito à paz, ao desenvolvimento e à segurança de um Estado soberano.
 
Na reunião da próxima terça, países e organizações especializadas das Nações Unidas devem enviar também suas considerações sobre a medida unilateral dos Estados Unidos ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.


Análise de Conjuntura/free ilustration by:militanciaviva!

Perguntas a fazer sobre protestos de rua






A imagem acima despertaria no espectador desavisado que tivesse acabado de chegar ao Brasil a seguinte pergunta: quem agride a quem nos protestos de rua que eclodiram a partir de junho, por aqui? Afinal, de um lado da imagem se vê um oficial da PM sendo agredido por manifestantes; do outro lado, o que se vê é um PM agredindo um manifestante.
Alguma das duas situações é falsa? Alguém pode afirmar que manifestantes não agridem policiais primeiro e de forma covarde ou que policiais não agridem manifestantes primeiro da mesma forma? Pode, claro. Só que estará mentindo.
A conclusão óbvia a que se deve chegar, portanto, é a de que os dois lados estão errados.
A PM é a força de segurança que tem sido usada para conter protestos quando descambam para a violência. São aterrorizantes, porém, excessos que ela tem cometido. Há gente mutilada pela violência de uma polícia que não sabe lidar com aqueles que porventura se excedam se não for através da violência.
Há pouco, no Rio de Janeiro, descobrimos e acompanhamos o drama da família do pedreiro Amarildo, vítima de uma corporação que tantos, à exceção dela mesma, consideram apodrecida, violenta e corrupta. Contudo, ele não foi preso por se manifestar, mas por ter sido confundido com um traficante. E pobre não recebe spray de gás pimenta, recebe bala.
Mas, claro, isso não muda o fato de que a PM age de maneira inaceitável inclusive em manifestações.
A PM, portanto, tem feito por merecer a forma como vem sendo vista pela sociedade. Seu viés violento é inegável. A atuação dela na desocupação da comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), foi digna de uma horda de bárbaros. Até estupros foram cometidos contra os moradores, sem falar dos roubos, dos abusos mais variados.
Contudo, parece obviamente impróprio dizer que os métodos da PM que atuou no Pinheirinho são os mesmos da que vem combatendo os abusos dos que têm ido às ruas para promover atos de vandalismo, de violência mesmo, não só contra o patrimônio público mas também contra o privado. E não só contra o patrimônio privado de corporações, mas contra o de cidadãos que estão longe de ser tubarões do capital transnacional.
Ou será que bancas de jornal, pequenos comércios e até carros estacionados viraram “símbolos” do capitalismo?
Os que apoiam os covardes que atacaram o oficial da PM na foto acima, porém, têm uma justificativa na ponta da língua para agirem desse modo deplorável: “A PM nos ataca e nós a atacamos”. Simples assim.
Importa se aquele oficial em particular foi atacado sem ter cometido qualquer arbitrariedade? Importa terem lhe quebrado a clavícula, após tudo de execrável que policiais militares fazem por ai? É certo punir de forma potencialmente fatal o membro de uma corporação por conta dos abusos que outros membros dessa corporação possam ter cometido?
Começamos, assim, a fazer algumas das muitas perguntas que precisam ser feitas.
A PM pode continuar reprimindo manifestantes quando começarem a quebrar tudo? É verdade que ela sempre começa a atacar manifestações pacíficas do nada ou a verdade é que há manifestantes que começam a quebrar tudo justamente para que a PM atue e eles possam acusá-la?
Responda: você já não viu manifestações em que a PM não se mete por transcorrem de forma pacífica? Se já viu, acha correto dizerem que a violência de adeptos do black bloc só ocorre em reação à PM? É verdade, isso?
Por outro lado, quantas vezes já vimos a PM forjar flagrantes, agredir imotivadamente etc.? Alguém duvida de que a PM, por vezes, é alvo de ataques por ter membros despreparados que atacam manifestantes pacíficos por pura arrogância, truculência e até desequilíbrio de um agente público?
Dessas perguntas, então, pode-se concluir que não há santos nessa história?
Se não há santos nessa história, então o que devemos fazer? Se a PM é despreparada e não tem como combater atos de violência e vandalismo sem agir pior do que os que os cometem, quem poderia fazer a segurança da cidade contra manifestantes que vão sendo cada vez mais repudiados pela sociedade?
Pesquisa Datafolha divulgada no domingo mostrou que 95% da população da capital paulista repudiam os que usam a tática de bloco negro em manifestações e também que caiu de 89% para 66% o apoio a protestos de rua. Isso ocorre após essas manifestações já terem sido quase uma unanimidade nacional.
Pergunta: por que a sociedade está deixando de apoiar o que começou apoiando?
Uma pergunta importantíssima para que você se faça, portanto, é a seguinte: eu quero que a PM impeça grupos que começam a quebrar tudo ou acho que se deve deixar que esses manifestantes possam fazer o que quiserem?
Outra questão: estou preparado para sofrer as consequências que protestos assim podem causar? Já refleti sobre como me sentirei se estiver dirigindo o meu carro e ele for interceptado e depredado por manifestantes, ou se no meio de um protesto em que provocam incêndios e todo tipo de violência um ente querido for ferido?
Recentemente, a televisão mostrou um manifestante que enfrentava a polícia e recebeu uma pedrada na cabeça. A pedra foi atirada por um companheiro dele que errou o alvo e, em vez de atingir o policial, o atingiu. E se quem recebeu a pedrada fosse seu irmão, marido ou namorado e tivesse morrido, você diria que foi um “efeito colateral” e está tudo certo?
Outra pergunta importante: qual o histórico de sucesso em quebra-quebras, em termos de “mudar países”? A tal “primavera árabe” se transformou em inverno, como se sabe. Há, então, algum outro exemplo contemporâneo a dar de algum país que melhorou através da tática black bloc?
Chega-se, pois, à pergunta final: se a quase totalidade da sociedade reprova que grupos saiam às ruas quebrando tudo e, apesar disso, esses grupos se negam sequer a ponderar, o que fazer? Fica por isso mesmo? Um grupelho que praticamente todos reprovam continua infernizando as cidades e temos que aturar? Se não, quem vai detê-los? A PM? 


No Blog da Cidadania


Ruralistas fazem ofensiva final contra PEC do Trabalho Escravo



Texto que prevê desapropriação de imóveis que empregam mão de obra degradante perderá eficácia se senadores limitarem conceito de trabalho escravo e dificultarem punição a empresários,

Aprovada pela Câmara em maio do ano passado, e festejada como um salto civilizatório para o país, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438, conhecida como PEC do Trabalho Escravo, corre sérios riscos de naufragar antes mesmo de entrar em vigor. O texto, que autoriza a desapropriação de imóveis rurais e urbanos que mantenham empregados em situação análoga à escravidão, está sob fogo cruzado de ruralistas desde que foi apresentado, em 2001. E o tiro de misericórdia pode ser disparado na quarta-feira (30), quando o Senado deve votar um projeto de lei para regulamentá-lo.
Após ter recebido o aval dos deputados, a PEC tem encontrado dificuldades para passar pelo crivo dos senadores. Tanto que, mais de um ano depois, ainda não pôde ser enviada ao plenário por falta de acordo entre os parlamentares. “Estabelecemos que só aprovaríamos a PEC quando tivéssemos encaminhado projeto de regulamentação, classificando o que é trabalho escravo, para não deixar em aberto e ficar tudo a cargo do fiscal”, explica o senador Romero Jucá (PMDB-RR) à RBA. “No Brasil ainda existe trabalho escravo, que tem que ser combatido. Queremos punir com rigor. Mas ele não pode ser confundido com quebra da lei trabalhista.”
Os desentendimentos sobre a PEC do Trabalho Escravo dentro do Senado fizeram com que os parlamentares invertessem a ordem de aprovação das matérias: normalmente, as mudanças constitucionais são aprovadas para só então passarem por regulamentação, em projeto de lei. A disputa de interesses, porém, fez com que o Congresso tivesse de se adiantar na elaboração de uma proposta que esclareça as consequências práticas da PEC antes mesmo de sua aprovação. Como explica Romero Jucá, essa é uma das exigências para que os líderes partidários coloquem a PEC 438 em votação no Senado, passo necessário para que passe a vigorar. E é essa a proposta que deve ser votada na quarta-feira.
“O grande problema desse projeto de lei é que ele quer redefinir o conceito de trabalho escravo, que já está amplamente delimitado em legislações nacionais e internacionais”, critica o procurador do trabalho Jonas Moreno, coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo do Ministério Público do Trabalho (MPT), em entrevista à RBA. Além disso, o poder dos auditores fiscais não é tão grande como sugerem os parlamentares. Os fiscais não fazem o trabalho sozinho. Cada equipe vai a campo com cinco auditores, quatro policiais federais ou rodoviários federais e um procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT).
 
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sábado, 26 de outubro de 2013

O GENIAL COMPOSITOR BRASILEIRO PIXINGUINHA, NA VOZ DE RAISSA AMARAL



Um mundo 'des-americanizado'

Por Pepe Escobar, no jornal Brasil de Fato:

É isso. A China decidiu que “basta!” Tirou as luvas (diplomáticas). É hora de construir um mundo “des-americanizado”. É hora de “uma nova moeda internacional de reserva” substituir o dólar estadunidense.

Está tudo lá, escrito, em editorial da rede Xinhua, saído diretamente da boca do dragão. E ainda estamos em 2013. Apertem os cintos – especialmente as elites em Washington. Haverá fortes turbulências.

Longe vão os dias de Deng Xiaoping de “manter-se discreto”. O editorial de Xinhua mostra, em formato sintético, a gota d’água que fez transbordar o copo do dragão: o recente ‘trancamento’ (shutdown) nos EUA. Depois da crise financeira provocada por Wall Street, depois da guerra do Iraque, um mundo “desentendido”, não só a China, quer mudança.

Esse parágrafo não poderia ser mais explícito:

“Sobretudo, em vez de honrar seus deveres como potência liderante responsável, uma Washington interessada só em si mesma abusa de seu status de superpotência e gera caos ainda mais profundo no planeta, disseminando riscos financeiros para todo o mundo, instigando tensões regionais e disputas territoriais, e guerreando guerras ilegítimas, sob o manto de deslavadas mentiras.”

A solução, para Pequim, é “des-americanizar” a atual equação geopolítica – a começar por dar voz mais ativa no FMI e no Banco Mundial a economias emergentes e ao mundo em desenvolvimento, o que deve levar à “criação de uma nova moeda internacional de reserva, a ser criada para substituir o dólar estadunidense hoje dominante”.


Observe-se que Pequim não advoga a sumária extinção do sistema de Bretton Woods – não, pelo menos, já; quer, isso sim, mais poder para decidir. Parece razoável, se se considera que a China tem peso apenas ligeiramente superior ao da Itália, no FMI. A “reforma” do FMI – ou coisa parecida – está em andamento desde 2010, mas Washington, como seria de esperar, vetou todas as alterações substanciais, até agora.

Quanto ao movimento para afastar-se do dólar estadunidense, também já está em andamento, com graus variados de velocidade, especialmente no que diga respeito ao comércio entre os países BRICS, as potências emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que já está sendo feito, hoje, predominantemente, nas respectivas moedas. O dólar estadunidense está lentamente, mas firmemente, sendo substituído por uma cesta de moedas.


A “des-Americanização” também já está em curso. Considere-se, por exemplo, a ofensiva de charme dos chineses pelo Sudeste Asiático, que está acentuadamente começando a inclinar-se na direção de mais ação com principal parceiro econômico daqueles países, a China. O presidente Xi Jinping da China, fechou vários negócios com a Indonésia, a Malásia e também com a Austrália, apenas umas poucas semanas depois de ter fechado outros vários negócios com os ‘-stões’ da Ásia Central.

A empolgação chinesa com promover a Rota da Seda de Ferro alcançou nível de febre, com as ações das empresas chinesas de estradas de ferro subindo à estratosfera, ante o projeto de uma ferrovia de trens de alta velocidade até e através da Tailândia já virando realidade. No Vietnã, o premiê chinês Li Keqiang selou um entendimento segundo o qual querelas territoriais entre dois países no Mar do Sul da China não interferirão com mais e novos negócios. Pode-se chamar de “pivotear-se” para a Ásia.


Todos a bordo do petroyuan
Todos sabem que Pequim possui himalaias de bônus do Tesouro dos EUA – cortesia daqueles massivos superávits acumulados ao longo dos últimos 30 anos, mais uma política oficial de manter lenta, mas segura, a apreciação do yuan.

E Pequim, simultaneamente, age. O yuan está também lenta, mas em segurança, se tornando mais conversível nos mercados internacionais. (Semana passada, o Banco Central Europeu e o Banco do Povo da China firmaram acordo para uma troca de moeda (orig. swap) de US$45-$57 bilhões, que aumentará a força internacional do yuan e melhorará seu acesso ao comércio financeiro na área do euro.)


A data não oficial para a total conversibilidade do yuan cairá em algum ponde entre 2017 e 2020. A meta é clara: afastar-se de qualquer respingo da dívida dos EUA, o que implica que, no longo prazo, Pequim está-se afastando desse mercado – e, assim, tornando muito mais caro, para os EUA, tomarem empréstimos. A liderança coletiva em Pequim já fechou posição sobre isso e está agindo nessa direção.

O movimento na direção da plena conversibilidade do yuan é tão inexorável quanto o movimento dos BRICS na direção de uma cesta de moedas que, progressivamente, substituirá o dólar estadunidense como moeda de reserva. Até lá, mais adiante nessa estrada, materializa-se o evento cataclísmico real: o advento do petroyuan – destinado a ultrapassar o petrodólar, tão logo as petromonarquias do Golfo vejam de que lado ventam os ventos históricos. Então, o bate-bola geopolítico será outro, completamente diferente.


Pode ser processo longo, mas é certo que o famoso conjunto de instruções de Deng Xiaoping está sendo progressivamente descartado: “Observe com calma; proteja sua posição; lide com calma, com as questões; esconda nossas capacidades e aposte no nosso tempo; seja discreto; e jamais reclame a liderança.”

Uma mistura de cautela e escamoteamento, baseada na confiança que os chineses têm na história, e levando em consideração uma grave ambição de longo prazo – era Sun Tzu clássico. Até aqui, Pequim andou devagar; deixando que o adversário cometa erros fatais (e que coleção de erros de multi-trilhões de dólares...); e acumulando “capital”.

Agora, chegou a hora de capitalizar. Em 2009, depois da crise financeira provocada por Wall Street, ainda havia chineses que resmungavam contra “o mau funcionamento do modelo ocidental” e, em suma, contra o “mau funcionamento da cultura ocidental”.

Beijing ouviu [Bob] Dylan (legendado em mandarim?) e concluiu que, sim, the times they-are-a-changing [os tempos estão mudando].[2] Sem que se veja nem sinal de avanço social, econômico e político – o ‘trancamento’ [shutdown] nos EUA seria outra perfeita ilustração, se se precisasse de ilustração – de que os EUA deslizam tão inexoravelmente quanto a China, pena a pena, vai abrindo as asas para comandar a pós-modernidade do século 21.


Que ninguém se engane: as elites de Washington lutarão contra, como se estivessem ante a pior das pragas. Mesmo assim, a intuição de Antonio Gramsci precisa ser atualizada: a velha ordem morreu, e a nova ordem está um passo mais perto de nascer.

Agenda Macapá: Show Beneficente para Vítimas do Incêndio no Perpétuo Socorro


Os artistas amapaenses se uniram à corrente de solidariedade para ajudar as mais de 200 famílias que ficaram desabrigadas, após o incêndio do último dia 23, no bairro Perpétuo Socorro.

Imagem: TV Amapá

Neste domingo, 27, a partir das 17h, eles farão um grande show beneficente, ao lado do Teatro das Bacabeiras, para arrecadar fraldas descartáveis, material de higiene pessoal, utensílios domésticos, roupas para as crianças e roupas íntimas, que, no momento, são o que mais as famílias necessitam. O ponto de arrecadação é no Bacabeiras, onde uma equipe estará durante todo o evento recebendo as doações.

Todas as tribos estão juntas nesta corrente: teatro, rock, pop, regional, forró, toca tudo, sertanejo, música alternativa e também as associações de músicos de Macapá e de Santana, Amcap e Amaps, prontamente abraçaram esta iniciativa, além dos apresentadores. 

O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) disponibilizou palco, som e iluminação, e a Prefeitura de Macapá, através da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac), fechará a rua hoje mesmo, para o início da montagem da estrutura para o show.

Venha prestigiar e somar conosco nesta rede de amor, carinho e solidariedade. 

Horário das apresentações:

17h às 18h – Rock 
18h às 21h30 – Regionais
21h30 às 23h – Toca tudo

Artistas confirmados:
Teatro: Grupo Teatral Maré e Grupo de Teatro Educart

01- Banda Radiophone
02- Hidrah
03- Mini Box Lunar
04- Clay Lunna
05- Val Milhomem
06- Joãozinho Gomes
07- Amadeu Cavalcante
08- Osmar Jr.
09- Brenda Melo
10- Yes Banana
11- Negro de Nós
12- Patrícia Bastos
13- Bebeto Nandes
14- Karol Diva
15- Nivito Guedes
16- Celine Guedes
17- Claudete Moreira
18- Pagodelas
19- Rogério e Cia. – toca tudo 
20- Rafael Oliveira – sertanejo universitário
21- Banda Alto Astral – toca tudo
22- André Luis – pop rock
23- Josi Di lima – forró
24- Ângelo Rodrigues – pop rock

Apresentadores:
Armstrong
Rodiney Santos
Paulo Rodrigues
 

Texto: Rita Torrinha/Som do Norte