O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

AI, QUE SAUDADE DA ANA JÚLIA...



Professores irão à Justiça por salários

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sintepp) está disposto a ir à Justiça para garantir a implantação do plano de cargos, carreiras e salários da categoria, aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pela então governadora Ana Júlia Carepa em junho do ano passado. O sinal de alerta foi acionado na entidade após a publicação, na última quinta-feira, do decreto do novo governador, Simão Jatene, definido regras para contenção de despesas. A meta do Estado é cortar gastos com custeio, pessoal, compras e serviços.

O trecho do decreto que mais preocupa é o que determina a suspensão da criação de planos de cargos e salários e suspende também a criação e a majoração de vantagens pecuniárias.

Embora o governo tenha ressaltado que as áreas de saúde, educação e segurança seriam poupadas dos cortes os servidores da educação temem que as medidas atinjam o plano de cargos da categoria que, por acordo com o governo anterior, deveria ter começado a ser implantado em outubro do ano passado. “Seria uma grande contradição do governo dizer que a educação é prioridade e não implantar o plano”, diz o coordenador da Executiva do Sintepp em Belém, Elói Borges. Segundo ele, na primeira conversa com o titular da Secretaria de Educação, Nilson Pinto, os sindicalistas já teriam avisado sobre a disposição de ir à Justiça.

“Temos ações judiciais prontas. O plano é lei, foi aprovado e sancionado e a maioria dos artigos é autoaplicável, não precisa de regulamentação”, afirma. “A gente não quer estrangular o governo, mas ele tem que fazer cumprir a lei”, reforça a coordenadora geral do Sintepp Conceição Oliveira.

O decreto publicado na última quinta-feira no Diário Oficial traz medidas amargas para os servidores de um modo geral. Suspende gratificação e o pagamento de folhas suplementares oriundas da gestão passada e limita horas extras. A Intersindical, entidade que reúne os principais sindicatos de trabalhadores públicos estaduais, deve ser reunir na próxima semana para avaliar o impacto das medidas e decidir que posição tomar.

A data-base de boa parte dos servidores é abril. Muitos já estão formulando propostas ao governo. “Uma das principais reivindicações é justamente a implantação de planos de cargos e carreiras”, diz Carlos Esdras, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sepub).

O secretário de Educação, Nilson Pinto, disse que ainda conversará com o governador sobre o plano de cargos dos servidores do setor. Ele diz que assim que assumiu pediu estudo jurídico e financeiro do projeto. “Não temos ideia do impacto financeiro. Precisamos saber se será necessário regulamentar alguma medida”.

O secretário e a direção do Sintepp têm encontro marcado para o início de fevereiro, quando Pinto espera ter uma posição sobre o assunto. “Hoje não dá para dizer o que vamos fazer porque não temos o resultado desses estudos”.

Nos dias 13, 14 e 15 o conselho de representantes do Sinepp, que reúne servidores de todo Estado, reunirá em Belém para avaliar o rumo das negociações.

FISCO

Outra categoria preocupada com as medidas do novo governo é dos trabalhadores no fisco. A principal reivindicação do Sindicato da categoria é a aprovação da lei orgânica. O projeto foi enviado no final do ano passado à AL, mas foi pedido de volta junto com todos os projetos do Executivo que ainda tramitavam na casa.

Após publicação do decreto, o Sindifisco divulgou nota em que se associa a “quaisquer medidas político-administrativas que se destinem a enfrentar a cultura do desperdício”, mas destaca a necessidade de não haver cortes drásticos no setor.

Segundo a nota, o governo deve atuar “no sentido de assegurar que não haja redução ou comprometimento das atividades desenvolvidas pelo Fisco Estadual, que precisa atuar fortemente para incrementar, com justiça e equidade, a receita pública”

O chefe da casa Civil, Zenaldo Coutinho, diz que o pedido dos projetos que tramitavam na AL não atrasará as votações. “A Assembleia só volta aos trabalhados no dia 15 de fevereiro e ainda tem um período para composição de comissões. É o tempo que a gente precisa para avaliar os projetos”.

Coutinho não quis antecipar posição em relação à lei orgânica do Fisco, mas lembrou que o projeto foi acompanhado pelo hoje secretário de Planejamento do estado, Sérgio Bacury, o que pode apressar a análise.
 
Fonte:Diário do Pará

FOLHA DE S.PAULO TENTA DESMORALIZAR SENADORA PARAENSE

Senadora desmente "vigília" por gabinete


A senadora Marinor Brito (PSOL-PA) em, entrevista para o Espaço Aberto, desmentiu enfaticamente nota publicada na coluna "Painel", da "Folha de S.Paulo" e reproduzida aqui no blog.
 
A nota informa que Marinor estaria disposta a acampar em frente ao gabinete do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-PA), se não lhe for cedido um gabinete maior e mais próximo ao plenário.
A informação é absolutamente inverídica, não tem a menor procedência, garante a senadora.
 
Ela conta que de fato, precisa de um gabinete que fique mais perto do plenário e das comissões porque ainda enfrenta as sequelas de cirurgia que fez num dos joelhos, decorrência do esfacelamento de patela provocado por uma queda que sofreu nas eleições de 2008, quando foi candidata a prefeita de Belém.
 
Um gabinete próximo ao plenário, justificou Marinor, seria um pouco mais confortável para quem, como ela, ainda tem algumas limitações para fazer longas caminhadas, como às vezes exigem os longos espaços do Congresso Nacional.
 
A senadora esclarece que ligou pessoalmente para o presidente José Sarney, fez essas ponderações, pediu um gabinete próximo ao plenário e já foi plenamente atendida.
 
"Ainda não sei qual é o gabinete, mas o presidente já fez essa deferência que eu solicitei", acrescentou Marinor Brito.
 
A senadora reiterou que, no exercício do seu mandato, se conduzirá "com radicalidade" em favor dos interesses do Pará e informou que, nesse sentido, já acionou o Ministério Público para adotar medidas que evitem um novo conflito no município de Anapu, onde trabalhadores estão em vias de entrar em novo conflito com madeireiros.
 
"Não queremos um nova irmã Dorothy", disse a senadora, referindo-se à missionária americana Dorothy Stang, assassinada em Anapu, em 2005.
 
Fonte: Blog Espaço Aberto

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Battisti: ato e debate

CONVOCATÓRIA PARA ATIVIDADES EM DEFESA DE CESARE BATTISTI  EM SÃO PAULO.

Qual o significado do caso de Cesare Battisti para as diferentes lutas sociais no Brasil? O que motiva a perseguição do escritor italiano pelos seus inquisidores? Que consequências ela acarreta para o direito à organização dos explorados, a esquerda brasileira, demais setores progressistas e todo o ambiente democrático do país?
É sabido que Lula, no último dia de seu mandato, negou a extradição de Cesare Battisti para a Itália. No entanto, este continua preso há quase 4 anos no Brasil por uma arbitrariedade do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cezar Peluso e o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, alegam agora que terão de avaliar a resolução que eles mesmos deixaram para Lula, antes de expedirem o alvará de soltura, prorrogando, assim, indefinidamente a libertação de Battisti. Diversos juristas brasileiros denunciam essa manobra e alertam para o seu caráter ilegal e ditatorial. O advogado de Battisti afirma estarmos diante de “uma espécie de golpe de Estado”.

O “caso Battisti” é eminentemente político e seu desfecho dependerá da correlação de forças entre a crescente onda conservadora (no caso da Itália, neofascista) e os que lutam pela defesa e pelo aprofundamento da democracia. Ou seremos ingênuos a ponto de acreditar que a sanha com que acusam de “terrorista” este lutador do passado não se estenderá a nós, os lutadores de hoje, e aos que vierem depois de nós?
Várias regionais pelo país constituíram comitês rumo a uma mobilização nacional unitária para mudar esta correlação de forças. Para nos aprofundarmos sobre essas questões e traçarmos meios de agir conjuntamente, convidamos entidades sindicais, estudantis, de direitos humanos, religiosas, partidos políticos, coletivos ativistas, movimentos sociais e pessoas interessadas a participarem das seguintes atividades:

ATO-DEBATE
Cesare Battisti: O que está em jogo na democracia brasileira?
FACULDADE DE DIREITO DA USP
Largo São Francisco, 95 (ou Rua Riachuelo, 184)
DIA 26/01, ÀS 19H

MANIFESTAÇÃO PÚBLICA
Em frente ao CONSULADO ITALIANO
Avenida Paulista, 1993 (próximo ao metrô Consolação)

DIA 28/01, ÀS 11H
                Movimento Battisti Livre - SP 
FONTE: BLOG DO CAPPACETE

A PERVESIDADE DO RACISMO NO OCIDENTE

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Os pecados do Haiti

por Eduardo Galeano


A democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca ideia de querer um país menos injusto.


O voto e o veto


Para apagar as pegadas da participação estado-unidense na ditadura sangrenta do general Cedras, os fuzileiros navais levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para recuperar o governo, mas proibiram-lhe o poder. O seu sucessor, René Préval, obteve quase 90 por cento dos votos, mas mais poder do que Préval tem qualquer chefete de quarta categoria do Fundo Monetário ou do Banco Mundial, ainda que o povo haitiano não o tenha eleito nem sequer com um voto.


Mais do que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou algum dos seus ministros, pede créditos internacionais para dar pão aos famintos, letras aos analfabetos ou terra aos camponeses, não recebe resposta, ou respondem ordenando-lhe: – Recite a lição. E como o governo haitiano não acaba de aprender que é preciso desmantelar os poucos serviços públicos que restam, últimos pobres amparos para um dos povos mais desamparados do mundo, os professores dão o exame por perdido.


O álibi demográfico


Em fins do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Mal chegaram, a miséria do povo feriu-lhes os olhos. Então o embaixador da Alemanha explicou-lhe, em Port-au-Prince, qual é o problema: – Este é um país superpovoado, disse ele. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode.


E riu. Os deputados calaram-se. Nessa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou os números. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais superpovoado das Américas, mas está tão superpovoado quanto a Alemanha: tem quase a mesma quantidade de habitantes por quilómetro quadrado.


Durante os seus dias no Haiti, o deputado Wolf não só foi golpeado pela miséria como também foi deslumbrado pela capacidade de beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado... de artistas.


Na realidade, o álibi demográfico é mais ou menos recente. Até há alguns anos, as potências ocidentais falavam mais claro.
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A tradição racista


Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objectivos: cobrar as dívidas do City Bank e abolir o artigo constitucional que proibia vender plantações aos estrangeiros. Então Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem "uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização". Um dos responsáveis da invasão, William Philips, havia incubado tempos antes a ideia sagaz: "Este é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que haviam deixado os franceses".


O Haiti fora a pérola da coroa, a colónia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com mão-de-obra escrava. No Espírito das leis, Montesquieu havia explicado sem papas na língua: "O açúcar seria demasiado caro se os escravos não trabalhassem na sua produção. Os referidos escravos são negros desde os pés até à cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma, e sobretudo uma alma boa, num corpo inteiramente negro".


Em contrapartida, Deus havia posto um açoite na mão do capataz. Os escravos não se distinguiam pela sua vontade de trabalhar. Os negros eram escravos por natureza e vagos também por natureza, e a natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir o amo e o amo devia castigar o escravo, que não mostrava o menor entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: "Vagabundo, preguiçoso, negligente, indolente e de costumes dissolutos". Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro "pode desenvolver certas habilidades humanas, tal como o papagaio que fala algumas palavras".
A humilhação imperdoável


Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes a sua independência, mas tinha meio milhão de escravos a trabalhar nas plantações de algodão e de tabaco. Jefferson, que era dono de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são e serão inferiores.


A bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ruínas. A terra haitiana fora devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França, e um terço da população havia caído no combate. Então começou o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém lhe comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia.


O delito da dignidade


Nem sequer Simón Bolíver, que tão valente soube ser, teve a coragem de firmar o reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar havia podido reiniciar a sua luta pela independência americana, quando a Espanha já o havia derrotado, graças ao apoio do Haiti. O governo haitiano havia-lhe entregue sete nave e muitas armas e soldados, com a única condição de que Bolívar libertasse os escravos, uma ideia que não havia ocorrido ao Libertador. Bolívar cumpriu com este compromisso, mas depois da sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvo. E quando convocou as nações americanas à reunião do Panamá, não convidou o Haiti mas convidou a Inglaterra.


Os Estados Unidos reconheceram o Haiti apenas sessenta anos depois do fim da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um génio francês da anatomia, descobria em Paris que os negros são primitivos porque têm pouca distância entre o umbigo e o pénis. Por essa altura, o Haiti já estava em mãos de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os famélicos recursos do país ao pagamento da dívida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indemnização gigantesca, a modo de perdã por haver cometido o delito da dignidade.


A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental.

COMO HOJE É SEXTA -FEIRA...



O Teu Riso


Tira-me o pão se quiseres,
tira-me o ar, mas não me tires o teu riso.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso sobe ao céu a procurar-me
e a abre-me as portas da vida
À beira do mar, no outono,
te riso deve erguer
sua cascata de espuma...
Ria da noite,
do dia, da lua,
ria das ruas
tortas da ilha,
ria deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca teu riso,
porque então eu morreria.


Fernando Pessoa



Sorrio…
Porque é o que melhor me define…
Sou feita de mil sorrisos
Por vezes, pode ser  lunático
Simpático, atrevido, louco
É o meu melhor amigo
Confiante, arrogante ou  agreste ..
É com ele que falo e sigo o meu caminho
Decidido, triunfante, as vezes contagiante…
Um amigo que nunca me deixa sozinha.
Venero o meu sorriso adoro a gargalhada
O que é raro é não conseguir sorrir
Tenho o dom de sorrir de mim e para mim..
Se forem lágrimas que sejam de riso
O sorriso não me larga e não se paga..
Não precisa de aviso ou passar recibo..
Um sorriso traz alegria.
Apenas um sorriso, é o que eu mais preciso..
Pode ser sarcástico mas nunca dramático …
Um sorriso sem juízo,
Por vezes também é preciso...
Sorrisos para ti...

Antonio Guadalupe Junior

A PRISÃO DE DULCIOMAR

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Por: Eduardo Bueres

Maquiar e valorizar soluções imperfeitas e agredir a constituição que garante o direito isonômico ao trabalho, já seria motivo relevante para que a sociedade clamasse pela prisão de Dulciomar Costa.

Que autorizou legalmente a exploração do serviço de moto-taxistas para apenas 1.500 trabalhadores, quando o universo desses profissionais chega a 6.000, decisão que deixará outros 4.500 - fora as bocas que sustentam - sem panela no fogo, caso a guarda pretoriana,caneta em punho, faça com que seja feita a vontade do inocentíssimo.

O que toda a sociedade paraense já sabe é que, falta um projeto  político realista e  específico para o setor...

Que não há mérito nenhum á esta decisão que busca somente fomentar a  cizania nessa classe de batalhadores que foi divida pelo gabinete do prefeito entre: os que podem trabalhar e os que não podem...

Tudo para que, desta forma, maquiavélicamente Dudu continue  empurrando com a barriga essa questão política que poderia ser resolvida na sua gestão mas que, certamente, vai ser deixarda para o próximo prefeito de Belém em 2012. 

Sobretudo porque envolve relações com um conjunto de interesses machucados ligados aos enfraquecidos porém, barulhentos, taxistas e, especialmente os  empresários que representam as tradicionais famílias que exploram há anos as linhas urbanas, colaboradores preciosos e infalíveis durante as campanhas eleitorais...

Como os ricos possuem transportes próprios, a classe dos  moto-taxistas é antipatizada  por esse campo politico que trabalha e representa o sistema neo-liberal burgues papa-chibé, por uma razão muito simples: porque os trabalhadores em duas rodas faturam com a simpatia e participação popular e por ajudar na democratização do acesso aos transportes públicos, de forma mais personalizada, mais rápida e eficiente na metropoli onde reina o caus no transito urbano por falta de visão e gestão de quem?...

Especialmente se atentarmos que a frota de coletivo que serve a cidade é deficitária, esta sucateada, não sofre fiscalização ambiental e representa em torno de 23% de todo a emissão de carbono que orna a prata dos cabelos da nossa quatrocentona e amada Belém do Pará.

Mas este caso é um outro caso para ser tratado na ecosfera blogueana, com demérito á parte responsável.

Com relação a solução que envolve questão dos moto-taxistas que estão proibidos de trabalhar, nada, eu disse nada, esta sendo gestado nas pranchas, não há, nem haverá, elaboração ou esboço de  projeto que substitua a mera proibição e limitação estabelecida, com exeção da implantação da estratégia ruim de dividir a classe. Valha-nos a santa democracia!


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

PT: LIDERANÇA DA DS APONTA OS EQUIVOCOS QUE LEVARAM O SEU GOVERNO A DERROTA


Por: Fernado Arthur Lobinho de Freitas Neves
 
Passada a derrota eleitoral a avaliação é um instante rico da práxis política imprimida pelo governo que se quis democrático e popular...

Estamos bem distantes da vitória de 2006 quando acreditávamos ter infligido forte baque as forças reacionárias representadas pelo PSDB e seus asseclas, contudo o exercício de governo teima em nos colocar diante dos desafios da “real politik” – adquirir governança sobre os fios de gestão do estado calcado no programa de governo.

Um problema metodológico de como operar a avaliação é algo bastante complexo, dada às incompreensões sobre a razão de ser da avaliação como parte constitutiva do processo temos muito presente a possibilidade de revide sobre os infortúnios percebidos imediatamente, sobretudo, porém a redução de expectativas de longo prazo se deve impor para captarmos as tendências no cenário, sob pena de esgotar a avaliação nos quadros pragmáticos de perde e ganhar como em um campeonato de botão.

As diferenças de transportar os riscos da Teoria dos Jogos para conferir uma expertise ao método em avaliação eleitoral não traduz necessariamente a segurança sobre o resultado senão aquilo já consagrado como testemunhamos após o fechamento das urnas no estado Pará de 2010. As possibilidades de êxito estavam inscritas no gradiente político representado pela coligação Frente Popular Acelera Pará (PT, PCdoB, PHS, PV, PSC, PRB, PR, PTB, PTC, PP, PDT, PTdoB, PRTB). Isto é, os partidos que tinham representação legislativa não consumaram seu apoio ao programa dirigido pelo governo, fizeram acomodações pragmáticas para o atendimento de suas necessidades de reprodução na estrutura do governo sem propriamente incorporar as marcas da gestão na cultura política de onde eram oriundos, por exemplo, os INFOCENTROS ao serem implantados não consideram a rede própria das igrejas neopentecostais; o governo pode defender ter utilizado critérios republicanos e laicos de priorizar as instituições públicas, mas esta opção não prescinde de justificar o porquê não reconheceu e forjou esta oferta de política, obra e serviço neste segmento de modo a discutir a relevância de outro modelo de desenvolvimento para a Amazônia assentado no uso de tecnologias. A liderança de Ana Júlia como estratego do Pará tentou demonstrar ser arauto da modernização autônoma em contraponto ao modelo de reprodução da modernização conservadora em curso no BRASIL desde os anos 1950.

Ao observar o campo de mobilização da coligação vemos a dificuldade de espelhar esse programa, pois a exceção do PT e com o respeito às forças políticas somadas não há em sua moldura nenhum desenho programático nesta direção. Antes são socialmente oriundas da política tradicional trazidas a vida pelo animo da formas clientelistas em consorcio tributário das políticas sociais de assistência e distribuição de renda em vistas de tornar-se política econômica. Nestas circunstancias quero salientar a lealdade como se portou Gerson Peres, político de uma cepa antiga, foi honrado com nosso programa a ponto de colar seu destino ao nosso não colhendo o sucesso eleitoral como era costumeiro desde antes de eu nascer. A herança da coligação nacional foi muito insuficiente para ditar a coligação estadual com corpo político. Durante toda a legislatura nosso sucesso foi crítico, não porque tenha vicejado o método da troca, isto não é novidade em sistemas parlamentares, mas a qualidade da barganha é que precisava ser refinada como atesta o sofrível desempenho do PMDB em apoiar as iniciativas do governo na Assembléia legislativa, bem como na câmara federal. Em larga medida o sustento dado no 2º turno de 2006 para cortar a continuidade dos doze anos de governo amarelo não foi objeto de uma discussão coletiva de fôlego sobre os compromissos a ensejar a aliança no governo; redundando em mais investidura burocrática nos DAS sem espelhar ao menos as metas da gestão, revelando um amadorismo refletido no retardamento de decisões como ficou caracterizado na SESPA (secretaria de saúde); sob a alegação da gestão ineficiente, a gerencia financeira daquele importante setor foi desmembrado da cabeça ficando o governo como fiel depositário do caixa. Infelizmente não vimos uma eficiência acertada com esta cirurgia grosseira, a política de saúde não disse a que veio, a incapacidade de previsibilidade demonstra a fragilidade do diagnostico sobre as condições de oferta dos serviços de saúde em equipamentos, recursos humanos, organismos de controle público, e a elaboração da política de saúde do governo acabou sempre vindo atrás, ou seja, era preciso que o problema gritasse na imprensa sempre amiga de nossos erros para o governo assinalar ter ciência da situação. Contudo, chegado a esta condição, perdíamos a liderança para demonstrar nossa capacidade de antever os obstáculos e apontar a cadeia de soluções.

A morte também faz política, notadamente contra os vivos. Ainda no caso da saúde. Caso tivéssemos anunciado a espiral crescente de morte na UTI neonatal na Santa Casa demonstraríamos à sociedade o improviso caracterizado pela gestão tucana incapaz de projetar sequer o crescimento vegetativo da demanda por esses leitos, tanto na capital como em todo interior. Contentou-se em dizer ser herança governo anterior e projetar a criação de uma nova santa casa para entrar em operação quase dois anos após. Fica patente uma pergunta, até entrar em funcionamento, como haveríamos com o caso? Decerto não se esperava a solução plena, mas ordenamento em prazos, em medidas dissuasivas envolvendo o sistema de saúde, na composição da assistência previa a dispensar o recurso hospitalar de modo a criar conforto e responsabilidade na diretriz. Todo este movimento informando a população para tentar capturar o imaginário em torno dessa questão confrontaria a lógica sensacionalista de morte perseguida aos píncaros na mídia burguesa, deixando nu o caráter parcial daquela cobertura. Observamos a mesma letargia do governo democrático e popular, agravado pela demora em conceber uma saída crível e segura a satisfazer a população, deste modo paulatinamente perdíamos o ataque, desde então passávamos a ter de disputar o meio campo do jogo de 4 anos.

O modelo de nossa relação com o casto PMDB(como este costumeiramente tem se apresentado) foi replicado nos outros órgão de governo, cede-se a cabeça, mas as diretorias financeiras continuam sob a mira direta da governadora na expectativa de sanar possíveis desvios. Ora, esta postura é tão obtusa quanto ineficiente, demonstra a fragilidade do compromisso com a gestão. Em havendo desvio de conduta ou de recursos existe um aparato de controle interno e externo a coibir este comportamento como controladoria, auditoria, ministério público e o tribunal de contas. Portanto, se há definido um plano de ação deve-se acompanhar a sua execução e não a subtração da gestão financeira como salvaguarda do compromisso com a implantação do programa de gestão. O caso da Secretaria de Obras desidratada a ponto de reunir apenas as operações cosméticas foi muito grave, pois insinua, senão confirma sua desconfiança com o aliado como salientou o deputado biônico do PMDB. Por conveniência este partido não abandonou a coligação, mas fez o governo sangrar o quanto pode alegando receber tratamento equânime.

Sob as marcas de governo
Afinal qual era o substrato do Programa TERRA DE DIREITOS? Eis o elemento mais frágil a considerar. Se havia algum domínio nessa agenda proposta não era nem no governo, nem no partido, nem nas alianças parlamentares. A representação sobre as ações de governo jamais chegaram a conferir uma totalidade visível na sociedade; à guisa de contribuição pense de modo semelhante sobre o Programa Um Bilhão de Arvores, portentoso não? a que se destina? reflorestamento? Isto é obvio demais, trata-se de uma intervenção respeitável a confrontar a rede de problemas deixada pelo desmatamento bem como a dificuldade com a geração de renda e emprego, a mobilização dos APL’s, zoneamento econômico-ecológico; enquanto favorece a constituição de redes de conhecimento e produção cujo cerne está na matriz bioquímica consorciada à matriz mineral-metalurgica. Mas não poderia ser encastelado na Secretaria de Meio Ambiente, deveriam estar ligadas as outras redes das outras secretarias como SEDECT, por sua relação com o desenvolvimento e C&T, SEI para ligar a integração regional, SEDUC, para movimentar uma gincana escolar no intuito de sensibilizar as novas gerações sobre o meio ambiente. O que vimos... Novamente o equivoco, as peças de mídia não são capazes de alavancar uma intervenção dessa magnitude, formas de mobilização popular sequer foram tentadas como uma corrida esportiva em todo território estadual para gerar suporte na sociedade sobre a questão ambiental. Em prosseguimento a esta ausência de solidariedade institucional, por sinal, bastante relegada por nossos gestores, evidencia-se na Secretaria de Integração em relação a este programa e todos os outros. Qual ação a integração entre as doze meso-regiões foi efetuada? Não se trata apenas da inabilidade do secretario, mas da impropriedade estrutural apresentada pelo governo para fazer frente a essas necessidades. O resultado é que o esforço institucional redundou em muito pouco, a poupança feita à duras penas para entregar o maquinário a todos os municípios no apagar das luzes não se traduziu em apoio político devido à invisibilidade do projeto de integração. Essa situação só poderia ser sanada caso o PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO fosse a mão e a ferramenta ao mesmo tempo da integração regional, este organismo era inovação ao permitir a cidadania diretamente ocupar-se com a gestão publica, indicando prioridades, reconhecendo a multiplicidade de oportunidades, mapeando os entraves no desenvolvimento social e econômico. Esta é minha saudade, lamento dizer não ser da maioria no governo ou nos partidos de sustentação; do último compreendo as limitações, pois ficava patente a concessão que este poder deveria fazer ao compartilhar a representação política dos municípios e das classes e frações de classe; quanto ao primeiro trata-se da incompreensão de um governo democrático sob a égide dos trabalhadores, a estes não são apenas o destino das políticas, antes ele se reveste do protagonismo do fazer político.

O pouco cuidado com Planejamento Participativo sinaliza o descompasso da gestão com a sociedade civil. Logo nosso governo ficou mais adstrito à luta institucional enquanto perdia terreno no seio das classes subalternas, deixando o imaginário serem disputado pelo esquerdismo de plantão aliado ao pragmatismo das forças conservadoras em busca da retomada do poder.

Comentários extraidos: 

Do blog da Prof. Edilza Fontes (clic)

       Ai, que preguiça! disse...

O Governo do Diretório Central dos Estudantes Errrrrr...como poderia dizer...? algo fora de moda?; um discurso dos anos 1980...lá se vão mais de 30 anos. Perdido no tempo. prolixo...o texto tem que ser fácil; por que complicar? e tá claro pra todo mundo que os ideais do PT paraense não passavam de... ideais... Sei que é duro reconhecer isso, mas paciência... O Noel Rosa vem a calhar: "Errei sim, manchei o teu nome. Mas, foste tu mesmo o culpado..." e por aí vai. E tem uma parte da música que ela diz que ele a trocou pela orgia... O PT daqui precisa de quadros técnicos. O Botelho era consultor de quê mesmo? Quem tirou esse coelho da cartola? Quantos coelhos eram mesmo? Ana, ainda dá tempo. Esqueça Basa, SUDAM etc, vá estudar gestão. Difícil esquecer os anos 1980. Parece que terminaram ontem; melhor, em 31.12.2010. Pena
         Anônimo disse...
e precisava tanto blá pra dizer q o núcleo duro, não tinha nada de duro, mas sim de burro..
Sei que o texto não é da senhora, professora Edilza, mas fica o registro do que aconteceu na seara desses partidos. Se a senhora permitir, claro. Um abraço. Elton Braga
         Anônimo disse...
"...esquerdismo de plantão aliado ao pragmatismo das forças conservadoras em busca da retomada do poder..." olha seria cômico se não fosse trágico... será que esse povo ainda se acha mesmo portador de alguma tocha da perspectiva revolucionária das classes trabalhadoras???????? Ora, nos poupe, professora, dessa tamanha arrogância e ilusão.......... Lobinho, o tempo passou, tudo mudou, o teu partido então, companheiro, chafurdou na mesma lama antes tão denunciada... ACORDA!!!
        Anônimo disse...
O texto do professor Fernando Arthur mostra como foi grande a distância entre as intenções, ou o que se anunciava como intenção para o consumo interno e a a práxis real desse governo.
        Cássio de Andrade disse...
Fernando, obrigado pelo elogio. Como sempre, seu texto é excelente, primando a ciência política das boas, ser arvorar a ser. Ousaria dizer que, voltamos à era do lobo. Abs.
         Anônimo disse...
Caro Fernando Arthur de Freitas Neves Realmente tens razão em quase tudo que colocas, porem me atrevo opinar colocando de maneira resumida os pontos onde realmente a DS fez o PT sair de cena! O inicio da derrota começou quando a DS ínfima no todo, porem no comando, fez a Ana acreditar que ela estava para o Pará assim como o Lula estava para o Brasil, quando na realidade o Lula era maior que o PT e ela nunca foi maior que a DS. Fazer acordo de cavalheiro com o PMDB e cumprir como bandido (Dar a secretaria e tirar o orçamento) realmente foi um desastre, pois os partidos de sua coligação lembraram-se do fato e tiveram a certeza de que seus acordos seguiriam no mesmo rumo. Transformar DAS em Democracia Ana Socialista, colocando quase todos os DAS para sua corrente política fez a militância de outras correntes fazer corpo mole e tratar apenas de seus candidatos defendendo os espaços que os candidatos da DS estavam INVADINDO, afinal não contribuirão no governo passado não cooperariam no futuro governo. Existe uma classe que ninguém levou em conta, os empreiteiros, estes foram substituídos por aventureiros ou por empresas imigrantes de outros estados, digo aventureiros pois não tinham funcionários, maquinas ou equipamentos , prejudicial pois fizeram as empresas sem obras demitirem e eles contratavam por obra pronta jogando os contratados no universo dos desempregados , resultado dessa atitude foi uma rejeição de 100% por parte dessa classe que contribui financeiramente e também é multiplicadora de opinião. As empresas importadas ganhavam aqui e poupavam fora do estado, diminuindo a circulação de dinheiro. Sindicatos foi outra categoria que não cansou de pedir sem serem atendida e também não cansou de plantar rejeição. Não foram as políticas publicas que derrotaram a Ana nisso ela teve até um desempenho bom , foram a não absorção da divulgação pela sua rejeição e pela maneira como seu marqueteiro achou que dava certo. Na realidade o que faltou foi apenas Lealdade, lealdade com os militantes, com os políticos , com os empresários , com os trabalhadores, porem sobrou lealdade com a imprensa e com a vale. Tudo resumido em apenas uma palavra “LEALDADE” MCB
         Anônimo disse...
estou em lágrimas. Ediza esta é a verdadeira avaliação. você viu não foi preciso procurar o assassino da odeth. Valeu!!! to emocionado. queria mais.
         Anônimo disse...
foi tudo isso e mais algumas coisas !! que pena que CNB ( construindo um novo brasil), se afrouxou ou comungou com a DS, por alguns pequenos espaços no governo. lamentavelmente jogaram mais uma vez o PT na lama comum.
         Anônimo disse...
Anônimo que colocou que faltou apenas lealdade, você esta correto até com a professora a Ana foi desleal , realmente o que fez o PT perder o rumo foi a falta de lealdade da Ana e DS
         Anônimo disse...
Quando turma do PT estava articulando lançar outro nome a derrota estava certa. Obviamente que Ana nem imagine quais eram todos que estavam discutindo isso em cervejada
          Anônimo disse...
...o problema de perdemos o governo na eleição de 2010 poderia ser sanado caso o PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO (PTP) fosse a mão e a ferramenta ao mesmo tempo da integração regional, este organismo era inovação ao permitir a cidadania diretamente ocupar-se com a gestão publica, indicando um diagnostico de prioridades alem dasqueles 3, reconhecendo a multiplicidade de oportunidades, mapeando os entraves no desenvolvimento social e econômico... concordo Att Erinaldo Ramos
        Anônimo disse...
Anônimo das 15:51: por acaso vc. acha que o PSOL é portador de tocha de alguma coisa? Também não! No poder é a mesma coisa.
         Anônimo disse...
Sem dúvida essa foi a melhor análise da derrota da Ana Júlia. Deveriam ter escutado o professor Fernando Arthur, ao invés de DS e marketeiros que só fizeram faturar e muito. Gosto tb dos comentários do MCB. ab BCO

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

PARTIDO DOS TRABALHADORES: LIDERANÇAS QUESTIONAM O INTERNISMO

O SILENCIO DOS INOCENTES

Por: Claudio Arroyo

A medida em que as manifestações sobre o debate avaliativo sobre o PT no Pará, avança, crescem também as ressalvas que fazem em torno de um debate amplo, aberto e transparente.

A principal argumentação é a de que nenhum outro partido abre suas avaliações porque “o segredo é a alma do negócio”. Logo se só o PT se expor à sociedade, ficará fragilizado. Mas, que “segredo”?, de que “negócio” estão falando? Da política? Mas não deveria ser a política a arte do interesse público?

Um dia eu também acreditei nisso, que não poderíamos abrir o debate crítico sobre nossa prática política à sociedade porque a burguesia e suas elites poderiam aproveitar e fazer luta política para nos derrotar.

1) Derrotar a nós quem, cara pálida? Porque a prática política majoritária hoje não representa o partido no qual me filiei e pretendo continuar construindo, é só ver o que está escrito em nossos documentos de fundação e comparar com que é feito hoje. Além disso, as recentes derrotas que o PT vem colecionando não são obra dos adversários mais do que das atitudes que passamos admitir entre nós.

2) O internismo do debate sempre serviu para silenciar os militantes “pequenos” porque os “graúdos” sempre manifestaram abertamente suas posições ao seu bel prazer e interesses, nem sempre confessáveis. Isto porque sabem que, na verdade, a disputa interna é subordinada pela disputa na sociedade.

3) Estrategicamente, como gramisciano, entendo que as instituições fluem e se modificam a mercê das dinâmicas da sociedade, portanto a tendência “de dentro” é sempre a de conservar a cultura estabelecida e o status quo, exatamente no que pretendemos abalar na instituição PT. Ou seja, se pretendemos mudanças internas elas virão de fora, da sociedade. Enquanto agir como hoje age, parte importante do PT, render mais votos que a conduta ética e coerente ideologicamente com o programa do partido, internamente continuaremos também com a hegemonia daqueles.

4) Como republicano, do ponto de vista político, entendo que toda política deve ser pública para ser boa política. O debate público sobre os rumos do PT vai enfraquecer os que baixam o nível com a “fulanização” para pressionar, não para mudar as coisas, mas apenas para barganhar mais espaços na mesma lógica dada hoje. Tivemos vários momentos de debate público, inclusive com “fulanização” e tudo mais, como no início do governo Edmilson e, a nível nacional, com o Mensalão, sem que mergulhássemos em derrotas sucessivas. Ao contrário, foi exatamente a demonstração de vitalidade, dado pelo debate aberto, que nos recuperou diante da sociedade.

5) Não acho que fazer o “debate público” possa se confundir com ingenuidade. Ingenuidade é não perceber que por trás da suposta idéia de “proteger o Partido”, segundo os que defendem o internismo, está a proteção de seus próprios interesses e status.

6) Acho enfim que fazer o debate publicamente, nos termos em que nos manifestamos, contribui para a construção de uma nova cultura política na sociedade, a da Transparência. E, além disso, reforça o PT que queremos construir, aberto ao Controle Social, capaz de refletir com responsabilidade seus equívocos e, com isso, capaz de se recriar dialeticamente renovando permanentemente seus laços com a sociedade

domingo, 16 de janeiro de 2011

EXERCITO DE 5000 REVOLUCIONÁRIOS BRASILEIROS OCUPARÃO TERRAS IMPRODUTIVAS




MST de Rainha invade 23 fazendas na região do Pontal.



A ala liderada por José Rainha Júnior contribuiu com o 'janeiro quente' do Movimento dos Sem-Terra (MST) invadindo 23 fazendas no oeste do Estado de São Paulo, na madrugada de ontem.
De acordo com nota divulgada pelo líder, foram ocupadas 5 fazendas no Pontal do Paranapanema, outras 5 na Alta Paulista e 13 na região de Araçatuba. Em algumas, os sem-terra não chegaram a entrar, mas acamparam nas porteiras. Um grande acampamento começou a ser montado em Teodoro Sampaio, no Pontal, no centro de uma área de 92,6 mil hectares de terras que seriam devolutas.
Rainha diz ter mobilizado pelo menos 5 mil militantes do MST e de outros grupos, como o Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Mast), Unidos pela Terra (Uniterra), Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) e Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp)..
As ações vão continuar, segundo ele. 'A jornada deve chegar a mais de 30 latifúndios ocupados ou demarcados para denunciar à sociedade que essas áreas são improdutivas ou devolutas e pertencem à reforma agrária', disse. O objetivo é cobrar agilidade na arrecadação de terras para assentar 8 mil famílias que, segundo ele, estão acampadas.
O comando da Polícia Militar na região confirmou ter havido grande mobilização de sem-terra na madrugada e manhã de ontem, mas não havia notificação de conflitos. Segundo a PM, em várias propriedades os sem-terra se limitaram a acampar próximo dos portões, sem invadir.
A polícia acompanhava a montagem de um acampamento na rodovia de acesso a uma usina de cana-de-açúcar do grupo Odebrecht. Conforme o relato dos policiais, muitos sem-terra procediam de outras regiões. Rainha informou que, na Alta Paulista, policiais militares tentaram impedir que os sem-terra entrassem numa fazenda..
..As invasões acontecem após as lideranças dos movimentos terem se reunido, na terça-feira, com a secretária de Justiça e da Defesa da Cidadania, Eloisa de Souza Arruda, para discutir a questão agrária em São Paulo. Segundo Rainha, a secretária comprometeu-se a acelerar a parte que compete ao Estado na arrecadação de terra. 'Estamos mostrando ao governo as áreas que devem ser arrecadadas', disse.
No início da semana, o MST já havia invadido três fazendas e ocupado três órgãos públicos.
O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse que as invasões são uma 'provocação'. A entidade estava orientando os proprietários a pedir a presença da polícia para identificar os invasores e entrar com ações de reintegração de posse.
Os 92,6 mil hectares que o MST reivindica para a reforma agrária no Pontal do Paranapanema foram julgados terra devoluta em favor do Estado pela 2ª turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em agosto de 2010, mais ainda existem recursos.
Reivindicação. Só após o julgamento final, sem prazo para ocorrer, o governo estadual pode reivindicar as terras. Rainha acredita que, com as sentenças favoráveis, o governo poderia fazer acordo com os fazendeiros para antecipar a obtenção das terras.
De acordo com lista divulgada pelos movimentos, no Pontal do Paranapanema foram invadidas ou marcadas com acampamentos as fazendas Oito e Meio (Presidente Bernardes), Guiomar (Panorama), Três Sinos (Caiuá), Santa Antonio (Presidente Epitácio) e Bela Vista (Emilianópolis).


FONTE: ESTADÃO.COM

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

PIG MIRA ENTRE OS OLHOS E JOGA MILITARES CONTRA DILMA


RIO DE JANEIRO: INFERNO NO PARAISO...

Por Eduardo Bueres

O PIG não dorme no ponto e acertou um cruzado de direita na presidenta Dilma.Durante a transmissão do Jornal da Band o ancora,Ricardo Boechat, noticiou que, apesar da catástrofe que se abateu sobre o Rio de Janeiro ter iniciado há três dias atrás, transformando as principais cidades fluminenses serranas num mar de lama, somente hoje, sexta-feira 14.01.11, setenta e duas horas depois, é que a burocracia autorizou a mobilização das forças armadas brasileira para dar início na ajudar ás vítimas, mais 500, podendo chegar a 600 mortos, fora os desaparecidos,durante as chuvas que continuam a cair,sem previsão de trégua,segundo as ultimas previsões metereológicas divulgadas, pesadelo que  mostrou aos brasileiros o quanto dói ser atingido implacavelmente pelas forças da natureza que, parece, anda bastante zangada.
 A Bandeirantes fez questão de dizer que as forças militares de terra, ar e mar, ficaram engessadas pois, só poderiam agir após ordem direta da presidenta, o que ocorreu com esse atraso inaceitável,segundo a emissora paulista.

Esse episódio faz lembrar as bordoadas que o presidente Bush II levou durante as enchentes que arrasaram o Sul do Estados Unidos, a menos de uma década atraz, quando foi irresponsavelmente lerdo e tardou em tomar algumas atitudes de comando, fato que ajudou a reafirmar sua biografia negativamente (e com razão)passando á história como um dos lideres mundiais mais cretinos e imbecis que já foram capaz de serem guindados para dirigir uma potencia mundial, armada até os dentes.

Olhando assim, de longe; devemos mesmo é dar graças á Deus por ele não ter destruído o planeta,por exemplo: apertando o botão vermelho,por engano, na hora de chamar a copeira pra trazer-lhe um cafezinho....

É claro que a comparação não vale, já que a democracia brasileira, com todas as suas falhas, da de goleada na praticada nos Estados Unidos, onde um candidato a presidente ganha em numeros de votos o direito de governar a sua nação (Al Gore) e, quem leva é o que perdeu (G.Walker Bush). 

A companheira Dilma, deve tirar uma lição deste episódio e, daqui para frente, procurar trabalhar com bastante cuidado a pasta de comunicação do seu governo já que, qualquer descuido, pode ser fatal, e destorcido quanto fato ou numeros, por parte dos agentes do PIG que, seguem a risca as suas 'orientações superiores' dando pouco destaque para as ações pontuais e determinadas da nova dirigente (desgasta-la de leve,pela borda,até o ano de 2014, é uma meta a ser cumprida), dando destaque menor, ou nenhum á tudo que possa ser visto como positivo  pela nação, incluindo a sua visita ao  local da tragédia.

TODA A NOSSA SOLIDARIEDADE AOS NOSSOS IRMÃOS CARIOCAS!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

GUERRILHA DO ARAGUAIA: O SANGUE EXPOSTO


http://grabois.org.br/admin/fotos/imagem_28_4052.jpg

A Guerrilha do Araguaia no Destaque Amazônia do Museu Goeldi

Estudos que buscam revelar um pouco mais da história de um dos fatos mais traumáticos da história recente da Amazônia são apresentados ao público na nova edição do “Destaque Amazônia”

Durante a ditadura militar, vários partidos políticos e organizações de esquerda optaram pela luta armada. Nos conflitos rurais, o mais importante foi a Guerrilha do Araguaia. Ocorrida no início da década de 1970, a guerrilha teve este nome por ter sido travada em locais próximos ao rio Araguaia, na divisa entre Pará, Maranhão e, hoje, o estado do Tocantins.

Como resultado do conflito, foram registrados 76 mortos, dos quais 59 militantes do Partido Comunista Brasileiro e 17 recrutados na região. Também por isso, acabou se transformando no principal confronto direto entre o regime militar e a esquerda armada.

Assim, a edição de janeiro do informativo do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), “Destaque Amazônia”, é especial, e trata de estudos desenvolvidos por pesquisadores e bolsistas da instituição na região do Araguaia. E é nesse local onde o Grupo de Trabalho do Tocantins (GTT), criado no âmbito do Ministério da Defesa, desenvolve diversos estudos sobre esse recente acontecimento na história da região amazônica.

O grupo é responsável pela construção do acervo da memória social da Guerrilha do Araguaia integrado ao projeto de identificação dos restos mortais dos guerrilheiros. O trabalho conta com a participação de dois pesquisadores do Museu Goeldi: Rodrigo Peixoto e Ivete Nascimento. Reunir, reproduzir, catalogar e organizar a vasta documentação sobre a guerrilha a fim de disponibilizá-la ao público é a meta do grupo.

Para isso, o GTT registra, em áudio e vídeo, depoimentos sobre a guerrilha para construir um arquivo de história oral temático, e é com base nessas gravações em vídeo que Adriana Coimbra, bolsista de iniciação cientifica do Museu Goeldi, realiza a pesquisa “Memórias do Araguaia: relatos de uma guerrilha”.

Em busca da verdade

Em 1982, instaurou-se processo contra a União Federal do Brasil, que ordenava que fossem achados e identificados os restos mortais de 70 pessoas, entre os quais membros do PC do B e camponeses presos, torturados e desaparecidos. De lá pra cá, houve quebra de sigilo das informações militares, a criação do Grupo de Trabalho do Tocantins, 19 expedições ao local onde os combates ocorreram, identificação de duas pessoas e a condenação do Brasil frente à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Mas o resgate da história da Guerrilha do Araguaia ainda está longe de ser concluída. Presente na vida e na memória das pessoas que sobreviveram, a Guerrilha tem parte de sua história guardada pelos que fazem parte da Associação dos Torturados, no Tocantins.

Memória Social

Em tantos anos, as feridas que a Guerrilha do Araguaia deixou nas pessoas e no local ainda não foram cicatrizadas. A paisagem resultante no local é de destruição e desolação, os sentimentos das pessoas são de insegurança e impunidade e as perguntas ainda continuam sem respostas.

“Os que viveram os horrores daqueles dias de incerteza e de restrição das liberdades capitaneados pela dureza dos chamados ‘anos de chumbo’, trazem na memória lembranças que talvez prefeririam esquecer. Nesse sentido, o desafio é mostrar que a memória não é apenas um instrumento ideológico, mitológico e não confiável. Deve ser, sobretudo, um instrumento de luta, como meio de acesso à igualdade social, garantindo o direito à conquista das identidades”, afirma Adriana Coimbra.

O estudo, que ganhou matéria na mais recente edição do jornal do Museu Paraense Emílio Goeldi, é orientado pelo pesquisador Rodrigo Peixoto – também do Goeldi – e analisa as memórias existentes sobre a Guerrilha do Araguaia na região conhecida como Bico de Papagaio, no sul e sudeste do Pará, no período entre 1967 e 1975.

Adriana Coimbra ressalta que diversas são as visões criadas acerca da guerrilha e de seus participantes, tanto do lado do Estado quanto da sociedade civil. Além disso, a proximidade com os dias de hoje faz a guerrilha muito presente na memória e no cotidiano da população local – mesmo que já se tenham passado 35 anos da dizimação do projeto guerrilheiro.

Religião e resistência

Outro aspecto abordado no “Destaque Amazônia” é a questão religiosa. Ana Andrade, bolsista de iniciação científica desenvolveu o trabalho “Razões práticas da Teologia da Libertação no Xingu e no sul sudeste do Pará”. Orientada por Rodrigo Peixoto, ela procura identificar a atuação e a percepção dos agentes sociais ligados à ala progressista da Igreja Católica envolvida com as causas dos movimentos sociais e lutas pela terra no Xingu, Sul e Sudeste do Estado do Pará.

Os padres atuantes no sul do Pará, ditos revolucionários e ligados à Teologia da Libertação, promoviam encontros em igrejas. Nos seus sermões falavam a respeito do que estava acontecendo na sociedade. “Os militares não gostaram muito disso e, logo no início, a Igreja, que apoiava a revolução, teve que romper com o Estado e adotar claramente o lado dos reprimidos”, lembra Ana.


Repostado do blog do Edmilson Rodrigues

FELIZ ANIVERSÁRIO,MEU AMOR...