O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

TRE tucano de São Paulo proíbe o PT dizer que os tucanos roubaram



Os tucanos compram tudo no Brasil:o Ministério Público, o Poder Judiciário(federal e estadual), a mídia comercial.

 É simplesmente vergonhoso.Os tucanos corruptos encheram a TV mostrando os petistas envolvidos no Mentirão e o Poder Judiciário corrupto fingia que não via.
Agora, o PT não pode dizer que os tucanos roubaram R$ 600 milhões de reais dos paulistanos. Já pensou essa praga de tucanos governando o Brasil? Já pensou Gilmar Mendes como ministro da Justiça, Daniel Dantas da Industria e Comercio, Salvatore Cacciola como presidente do Banco Central e Marinho ministro das Comunicações?

Decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo impede que o PT exiba nesta quarta-feira (4) propaganda partidária em que acusa a existência de "desvios bilionários" no governo paulista "pelos escândalos do metrô e na CPTM".

Na peça, que já foi veiculada no início de setembro, o líder do PT na Assembleia, deputado Luiz Claudio Marcolino, diz que o transporte sobre trilhos no Estado seria melhor "não fossem os desvios bilionários do governo estadual nos escândalos do metrô e na CPTM".

Segundo o corregedor regional eleitoral Antônio Carlos Mathias Coltro, a peça "ultrapassa os limites traçados" pela legislação eleitoral, que determinam que a propaganda deve "difundir programas partidários", "divulgar a posição do partido em relação a temas político-comunitário" e "transmitir mensagens aos filiados sobre a execução do programa".
A norma também proíbe a participação na propaganda de qualquer filiado "que não o responsável pelo programa".
 
A decisão, motivada por uma ação do PSDB --partido do governador Geraldo Alckmin-- impede o PT de exibir a peça em questão, mas permite que a sigla substitua o vídeo.
O diretório estadual do PT em São Paulo tem direito a dois minutos e trinta segundos em propagandas na televisão nesta quarta-feira.

Terror do Nordeste com Uol.

O CAIRO, DAMASCO, E A HIPOCRISIA NORTE-AMERICANA.


John Kerry anunciou esta semana, na Casa Branca, que os Estados Unidos têm “provas irrefutáveis” do uso de armas químicas pelo Governo Sírio. Traços de gás Sarin teriam sido encontrados no sangue e nos cabelos de voluntários que participaram do resgate de civis atingidos logo após um suposto ataque do governo contra rebeldes no dia 21 de um agosto.
John Kerry repete a doutrina do terror  de seus antecessores
 Já vimos esse filme.  O uso de armas de destruição em massa pelo governo de Saddam Hussein também foi apresentado de forma inconteste e irrefutável pelo governo norte-americano.
 
Em nome dessa “certeza”, o Iraque foi bombardeado e invadido, suas defesas foram destruídas por corajosos jogadores de vídeo-game instalados a bordo de aviões e porta-aviões, sem um único combate corpo a corpo, e morreram milhares de crianças e civis iraquianos.
Uma onda de horror sádico, anti-humano, imoral, unilateral é praticado por criminosos de guerra do Pentágono. Estes animais, infelizmente, são pagos para exterminar vidas com o dinheiro do contribuinte norte-americano.
E até hoje nem uma única arma de destruição em massa foi encontrada - apesar de milhares de soldados norte-americanos terem também sido mortos ou feridos, tentando ocupar o território virtualmente “conquistado”, de onde os EUA já se retiraram, depois de centenas de bilhões de dólares em gastos.
Na época, o inspetor da ONU Hans Blix – que deu uma entrevista esta semana ao jornal britânico The Guardian dizendo que não há justificativa para um ataque ocidental à Síria – negou que houvesse armas de destruição em massa no Iraque e teve sua missão em Bagdá interrompida pelos bombardeios norte-americanos.
A covardia garantida pela superioridade militar, apaga qualquer traço humano no invasor arrogante.
Os EUA costumam usar, sem nenhum escrúpulo, seus eventuais aliados, e depois livrar-se deles sem nenhuma consideração moral ou ética.
O Iraque da época de Saddan, antes aliado dos EUA, não possuía armas de destruição
Foi assim, quando se aliaram a Saddam armando-o na guerra contra o Irã, para depois destruir o seu regime sob um pretexto falso, e persegui-lo até a execução de sua sentença de morte por enforcamento, no dia 30 de dezembro de 2006 em Bagdá.
Foi assim que fizeram com Osama Bin-Laden – com cuja família os Bush tinham negócios - depois de apoiá-lo na guerrilha contra os russos no Afeganistão, até cercá-lo e abatê-lo desarmado, na frente de sua família, no dia 2 de maio de 2011, em Abbotabad, no Paquistão.

E foi assim que aconteceu também com Muamar Kadhaffi, capturado de mãos nuas e espancado brutalmente até a morte, em 20 de outubro do mesmo ano, em Sirte, na Líbia, a ponto de ter seu corpo transformado em um hambúrguer diante das câmeras de seus verdugos, armados pelos mesmos países ocidentais que antes o recebiam e apoiavam.    
O açougueiro Obama conta suas bombas e  afia as suas facas, aguardando o melhor momento de atacar...
Agora, a história se repete. Os EUA e as grandes redes de meios de comunicação do ocidente  procuram desqualificar a denúncia da inspetora da ONU Carla Del Ponte, de que teria levantado evidências, na Síria, de que gás Sarin estaria, na verdade, sendo usado pelos “rebeldes”, apoiados pelo Ocidente, com a intenção de culpar o governo de Bashar Al Assad pelo seu uso.

Ao invadir outros países sem provas e sem autorização das Nações Unidas, os Estados Unidos agem como os nazistas, que deram início à Segunda Guerra Mundial com uma farsa que completou há três dias exatos 74 anos.
As maiores vitimas dos ataques aéreos são as crianças que, sem defesa nem recursos, morrem feito moscas
 No dia 31 de agosto de 1939 a SS nazista simulou a invasão de uma rádio de língua alemã, na cidadezinha fronteiriça de Gleiwitz, por tropas do exército polonês, para divulgar uma falsa  mensagem conclamando a população da Silésia a se revoltar contra Hitler.
 
Para dar o máximo de verossimilhança aos fatos, os oficiais de Himmler, disfarçados de soldados poloneses, levaram com eles, também vestidos com os mesmos uniformes, 12 prisioneiros de campos de extermínio, que foram abatidos no local, ao final da operação, para que seus cadáveres servissem de prova da suposta ”invasão” polonesa.  No dia seguinte, 1 de setembro de 1939, as tropas de Hitler, já agrupadas na fronteira, invadiriam a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial.
Vitimas dos  modernos invasores cruéis, os filhos do oriente médio multiplicam a cada década, mais ódio contra o povo norte-americano, por culpa de seus maus políticos.  
Ressabiado, talvez, pela participação – sem provas que a justificassem – da Grã Bretanha na Guerra do  Iraque, o Parlamento inglês negou na última semana ao Primeiro-Ministro James Cameron autorização para participar do ataque à Síria.

O mundo espera que o Congresso dos EUA, obedecendo à opinião da maioria da população norte-americana, tome atitude semelhante. E que Obama recue, como pode acabar fazendo, de seu plano contra a Siria, estabelecido, como afirmou John Kerry, em sua entrevista na Casa Branca, para “mandar uma firme mensagem” a outros países, como a Coréia do Norte e o Irã. 


Não se pode aceitar que a mesma nação que apóia e financia, com bilhões de dólares, o exército golpista egípcio - para que seus soldados massacrem a população civil nas ruas do Cairo - ataque ou bombardeie Damasco, sob pretexto de defender a liberdade.    

Texto: Mauro Santayana 
As imagens e os comentários nelas contidos são de livre autoria do militanciaviva!
 

10 coisas que você não deve saber sobre "I have a dream" e Martin Luther King




Martin Luther King não era um dos idealizadores da Marcha para Washington. Com direito a provocação ao presidente Kennedy, lendário discurso do ativista teve vários episódios ao seu redor.

 
A Marcha por Trabalho e Liberdade, em 28 de agosto de 1963, reuniu em Washington mais de 250 mil manifestantes em frente ao monumento a Lincoln, o presidente que emancipou os escravos e cujo decreto, nas próprias palavras de Luther King, pôs fim aos tempos de cativeiro dos negros. 
 
Naquela tarde, foi consagrado um dos discursos mais clássicos de todos os tempos: "I have a dream" (eu tenho um sonho). Conheça dez fatos curiosos que envolvem um dos principais momentos da história recente dos EUA.
A. Philip Randolph
1- Luther King não era o líder da Marcha para Washington: o verdadeiro idealizador da marcha foi A. Philip Randolph, negro ligados a movimento sindical norte-americano. 
A. Philip Randolph
 
Ele tentava organizar o protesto desde 1941. King Jr, é verdade, ajudou na organização, mas nem de longe pode ser considerado o líder da Marcha. Assim como Joan Baez e Bob Dylan, a priori, era apenas mais um orador do dia.
2- A frase "I have a dream" (eu tenho um sonho em português) só foi dita no décimo nono parágrafo do discurso de Luther King.
3- Nada inédito. A expressão ficou famosa no dia 28 de agosto de 1963. No entanto, Luther King já tinha usado os mesmos termos diversas vezes em discursos anteriores.
 
4- Marlon Brandon. Eternizado na história do cinema por suas interpretações em Último Tango em Paris e o Poderoso Chefão, o ator foi um dos mais ativos durante o processo de mobilização dos manifestantes. Reza lenda que chegou a puxar pelo braço outros colegas de Hollywood para participar da Marcha.
John F. Kennedy

5- O presidente Kennedy pediu à organização que o evento não fosse realizado em um fim de semana devido ao medo da proporção que o movimento pudesse tomar. A manifestação foi feita em uma quarta-feira e, mesmo assim, foi uma das maiores da história dos EUA. Cerca de 1.500 ônibus e 30 trens foram fretados por sindicatos e movimentos sociais dos EUA. Algumas cidades, como Nova York, decretaram feriado para que as pessoas pudessem ir ou acompanhar pela TV os manifestantes.
 
6- Algumas mulheres acusaram a organização de discriminação. Apesar do papel ativo que muitas mulheres brancas tiveram durante o movimento, apenas negras puderam falar no microfone. Após a Marcha para Washington, muitas que ficaram frustradas partiram para o movimento das mulheres.
 
7-Lei Seca. As autoridades norte-americanas temiam que a multidão perdesse o controle e partisse para violência. Washington, então, proibiu que bares, restaurantes e supermercados vendessem bebidas alcoólicas. 

8- Após a marcha e o famoso "I have a Dream", o presidente Kennedy recebeu os principais nomes do evento. Documentos da época revelam que, afoito, Kennedy falava compulsivamente a King Jr, Randolph, entre outros – que já estavam exaustos por um dia inteiro de caminhada e discursos. 
Kennedy,Randolph and King
Randolph, com um bom teor de ironia, interrompeu o presidente: "Por favor, será que poderíamos tomar pelo menos um leite?", disse. Kennedy serviu lances e bebidas. A reunião prosseguiu logo após.
Malcolm X
9- Malcolm X. Um dos principais líderes do movimento negro e com influências dos Panteras Negras fez oposição à Marcha de Washington. Malcolm X afirmou que o movimento estava tomado por "brancos".

10- Sonho virou pesadelo. Outra frase marcante na vida de Martin Luther King veio anos depois. 
Crítico ferrenho da guerra do Vietña e da política externa norte-americana ele afirmou meses antes de sua morte que...
 
"o sonho virou pesadelo" após decepção com engajamento político e social dos afro-americanos nos EUA. 
 
Viomundo/Free ilustration by: militanciaviva!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Diplomacia de Dilma segue a doutrina Chico Buarque



"Eu gosto da diplomacia do Lula porque nem fala grosso com a Bolívia nem fala fino com os Estados Unidos", definiu nos tempos do governo anterior o compositor carioca; fã de Chico Buarque, presidente Dilma Rousseff pratica a seu modo essa doutrina; depois de tratar respeitosamente com Evo Morales sobre a fuga do senador Roger Molina, governo cobra explicações por escrito da administração Barack Obama sobre espionagem nas mensagens eletrônicas da presidente; País junta provas para fazer carga na ONU, exigindo legislação internacional dura; visita a Obama está mantida para que ela possa apontar "olhos nos olhos" a vilania da atitude americana; Chico enfrentou a ditadura com a inteligência; governo procura usar mesma arma frente ao Big Brother


Olhos nos olhos, a presidente Dilma Rousseff está praticando o tipo de doutrina diplomática que o consagrado Chico Buarque de Hollanda resumiu, brilhantemente, em apenas uma frase. "Eu gosto da diplomacia do Lula porque nem fala grosso com a Bolívia nem fala fino com os Estados Unidos", disse ele, nos tempos do governo anterior.
Ao seu próprio modo, Dilma está seguindo por este caminho. Enquanto o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, manifestava o "inconformismo" do governo brasileiro sobre uma violação "inconcebível e inaceitável" praticada pelos Estados Unidos - a espionagem sobre os e-mails da presidente, ministros e assessores -, os gestos objetivos das autoridades foram coerentes ao discurso. E o que é ainda mais forte, não foram precipitados.
Cardozo
Num momento estratégico para o País, quando se preparam os leilões para obras de infraestrutura e, portanto, conta-se com o interesse de investidores americanos, a presidente Dilma, ao contrário do que se veiculou, não cogitou cancelar a viagem aos EUA, marcada para outubro, com direito a jantar de gala na Casa Branca. Ela está procurado ser mais esperta do que promover uma retaliação pura e simples.
GRADUALISMO HISTÓRICO - Logo pela manhã desta segunda-feira 2, no melhor estilo gradualista do Itamaratý, o chanceler Luiz Alberto Figueiredo convocou oficialmente o embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon, para uma reunião. Dele foram pedidas explicações por escrito sobre a arapongagem, sua duração, extensão e profundidade. Trata-se de um movimento claro para o Brasil juntar elementos para uma representação a mais consistente possível no foro da ONU.
Thomas Shannon

Logo em seguida, demonstrando a importância dada ao caso, Dilma chamou para o seu gabinete uma reunião de emergência com mais de seis ministros. O resultado foi mostrado na forma de entrevista coletiva dos titulares da Justiça e das Relações Exteriores.
Um tom de decepção com a atitude americana transpareceu na posição brasileira, que reclamou do ataque à "soberania feito por um país parceiro". Um tapa com luva envolta em punhos de renda. Mas o gesto principal é mesmo o pedido de explicações por escrito.
Com o documento americano nas mãos, o chanceler Figueiredo poderá promover uma escalada de reclamações formais na ONU, apoiado, ironicamente, pelo ex-chanceler Antonio Patriota, que com ele trocou de lugar na semana passada, assumindo como embaixador brasileiro na ONU.
ACUMULAÇÃO DE FORÇAS - O Brasil sabe que não está sozinho como vítima da arapongagem americana. Dezenas de outros países, como revelado pelos documentos divulgados pelo ex-funcionário da NSA Edward Snowden em suas entrevistas ao jornalista Glenn Greenwald, do The Guardian, caíram na teia americana. Os termos e os códigos usados pela máquina americana de espionagem mostram que a prática é usual, constante e, acredita-se, antiga.
O secretário de Estado americano John Kerry vem defendendo a espionagem eletrônica americana como imprescindível à segurança dos EUA, que acentuaram sua aptidão para a bisbilhotice a partir dos ataques de 11 de setembro de 2001, durante o início da administração George Bush. O democrata Barack Obama está conseguindo superar o mestre.
Essas alegações americanas estão sendo rebatidas, uma a uma, pelo Brasil, bem de acordo com o figurino ditado pela doutrina Chico. O que está mesmo em jogo são interesses comerciais do governo e de multinacionais  americanas, que se colocam em nítida vantagem numa série de disputas a partir dos dados colhidos pelas agências dos EUA de espionagem de maneira ilícita.
"Embora as afirmações do governo americano de que os fatos eram direcionados por ações contra o terrorismo, a imprensa brasileira já havia mostrado que esses não foram os únicos motivos", disse o ministro Cardozo. "Os fatos, se confirmados, são muito graves".
Dilma com o chanceler Figueiredo

Quer dizer, o governo brasileiro sabe que, além dos interesses da política externa, há poderosas questões comerciais por detrás da espionagem dos Estados Unidos. O caso, assim, ganha em complexidade, e agir com energia, mas ao mesmo tempo com a devida calma, é estratégico. Como costuma fazer em organismos multilaterais como a ONU, o Brasil costuma articular grandes apoios entre países antes chamados de "não alinhados" para suas posições. A cautela de agora tem, também, o objetivo de acumular forças.

Dilma poderá, cara a cara, demonstrar toda a sua franqueza diante do presidente Barack Obama no dia 23 deste mês, quando abrirá oficialmente a Assembléia Geral das Nações Unidas, como reza a tradição. A vingança, como se sabe, é um prato que se come frio.

"A reação do governo à denúncia dependerá da resposta do governo dos Estados Unidos", cravou o ministro Figueiredo, escalando calmamente os degraus para um possível contencioso.

A primeira parte da doutrina Chico a presidente exercitou, na semana passada, exatamente com o presidente Evo Morales, da citada Bolívia. Foi a diplomacia do respeito. Do não falar grosso com um país menor em tamanho e PIB. À barbeiragem do diplomata Eduardo Saboia, que bancou a fuga do senador boliviano Molina da embaixada do Brasil em La Paz, no sábado 23 de agosto, Dilma mandou afastá-lo de suas funções e trocou todo o comando da missão brasileira. O gesto atencioso com a Bolívia, frente ao desrespeito praticado pelo funcionário brasileiro diante das leis do país, prosseguiu durante o fim de semana, quando a presidente, em reunião da Unasul, encontrou-se separadamente com Morales para confessar o mal estar do governo brasileiro pela situação.

Nem o caso Molina e muito menos a espionagem americana sobre a presidente Dilma estão resolvidos. Mas a postura do governo brasileiro frente aos dois casos já está assumida. Está absolutamente dentro dos compassos do genial Chico.”

Fuga espetacular de senador boliviano é tiro na diplomacia brasileira

senador bolívia brasil

Ao querer resolver uma questão complexa ao sabor de uma vontade pessoal, Saboia ameaçou muito mais do que a vida de quem pretendia salvar; colocou em xeque a própria engrenagem que permitiu que chegasse onde chegou

A fuga espetacular de um senador boliviano da embaixada brasileira em La Paz nada fica a dever aos melhores thrillers de suspense. Arquitetada por quem gozava da confiança que o cargo confere e deveria, por isso mesmo, zelar pelo cumprimento das leis internacionais e pelo direito à vida, a ação virou “case” político mundial, com pitadas de anedota.
O senador boliviano Roger Pinto Molina, de 53 anos, está na casa de seu advogado Fernando Tibúrcio Peña, no Lago Norte, bairro nobre da cidade. Molina, que liderou a oposição ao governo de Evo Morales, ficou quase 15 meses abrigado na Embaixada do Brasil em La Paz desde que pediu asilo político
Salta aos olhos, em primeiro lugar, a audácia de um subordinado em quebrar a hierarquia para interpretar a seu modo as regras do direito internacional. Fosse um padeiro ou um executivo, vá lá. O senso comum dispensa maiores rigores acadêmicos e compromissos com as leis. Mas, em se tratando de um diplomata, que teve o mérito e o privilégio de frequentar um dos cursos mais cobiçados do Brasil, a manobra se revela infantil, quase absurda, e seus argumentos, patéticos.
Servir a carreira diplomática é assumir compromissos de longa duração com o Estado brasileiro, independente do governante de plantão. Nisso reside o patético. Ao querer resolver uma questão complexa e delicada ao sabor de uma vontade pessoal, o jovem servidor público ameaçou muito mais do que a vida de quem pretendia salvar; colocou em xeque a própria engrenagem que permitiu que ele chegasse onde chegou. E nesse mundo de rivalidades políticas onde o respeito ao outro é sinônimo de debilidade, Eduardo Saboia alimentou intrigas entre duas nações que nasceram para serem irmãs e não inimigas. Fez mais. Colocou lenha na fogueira da desinformação, tão ao gosto da mídia tupiniquim, cuja voracidade pelo sensacionalismo atropela a mais elementar apuração jornalística.

Vale perguntar: onde saiu escrito, com o mesmo destaque, a lista de 20 crimes dos quais o senador boliviano é acusado em seu país, entre eles o de assassinato? Onde está escrito que ele foi julgado e condenado pela Justiça comum, e não pelo governo que acusa de conivência com o narcotráfico? Em qual parágrafo se diz com todas as letras que se trata de um senador criminoso ou de um criminoso senador? Não, nada disso. A fuga promovida por Saboia ocupa por si mesma a (des)informação, não necessitando de contrapontos, controvérsias, críticas, detalhes. Daí ser usada e abusada por uma oposição política acostumada a falar grosso com os povos pequenos e fininho com as potências.
Ao conceder asilo político ao senador, o Estado brasileiro cumpriu a tradição de defesa da vida, acima de questões políticas. Foi assim que fez com Stroessner, ex-ditador do Paraguai, e com Cesare Battisti, em linha diametralmente oposta. Nossa diplomacia nunca negou o direito de asilo a qualquer cidadão e, por isso mesmo, é respeitada internacionalmente. Se o governo da Bolívia insistia em não dar salvo conduto a um cidadão acusado de crimes, é um direito seu, se goste ou não.
Agora, aproveitar a fuga para taxar o Brasil de servil, escravo da ideologia bolivariana, é um despropósito típico de quem tem arrepio à verdade.
Para a oposição, Saboia será um herói, mesmo que tenha, em seu afã missionário, colocado em risco a vida de quem quis proteger. Para o governo, é um insubordinado, que merece ser punido pelo estrago que provocou na imagem do Brasil e nas relações diplomáticas com a Bolívia. Resumo da ópera: era tudo o que Dilma não precisava nesse momento. O DOI-CODI é aqui. Sempre foi. 


Fonte: Pragmatismo Político

Rede Globo admite "erro". E o resto?

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A inaceitável subserviência e o colaboracionismo da Rede Globo prejudicou a Democracia e o Brasil
 

Por Pedro Ekman, na revista CartaCapital:

No sábado 31, por meio de editorial, o jornal O Globo reconheceu ter errado ao apoiar o golpe e a ditadura militar, que, ao longo de duas décadas, enterraram a democracia em nosso país, com consequências que perduram até os dias de hoje. Admitir um erro é um grande avanço, mas é preciso refletir sobre como a Globo o fez e qual o alcance dessas "desculpas".



Os historiadores podem analisar muito melhor do que nós os fatos elencados pelo jornal para, logo após reafirmar seu "apego pelos valores democráticos", justificar a opção feita na época por Roberto Marinho, insistentemente relembrado como alguém que "sempre esteve ao lado da legalidade". Em cinco linhas o periódico admite o erro; em 50 ele explica porque o pratico. Nem os colegas de imprensa - Folha, Estadão, Jornal do Brasil e Correio da Manhã - também defensores do golpe, escaparam dos argumentos do Globo para dizer "eu errei, mas "todo mundo" errou também".
Famiglia Marinho
A realidade é que, por mais que o Globo tente nos fazer crer que sua tardia auto-crítica "não é de hoje, vem de discussões internas de anos", foi o grito das ruas que forçou sua confissão. Nos protestos de junho, a grande mídia - ao lado das demais instituições em crise de representatividade - também se tornou alvo. Parcela significativa da população brasileira deu visibilidade àquilo que o movimento de luta pela democratização das comunicações diz há muito tempo: chega de monopólio! Queremos mais diversidade e mais pluralidade! O povo tem direito e quer exercer sua liberdade de expressão!

Felizmente, essa crítica não arrefeceu de junho para cá. Na última sexta-feira, em São Paulo, assim como em outros estados do país, o 2º Grande Ato contra o Monopólio da Mídia teve novamente a sede da Rede Globo como cenário. Uma enorme bandeira denunciava a relação entre a Globo e o senador Fernando Collor e pedia que o Supremo Tribunal Federal julgue procedente a ADPF 246, que questiona a outorga e a renovação de concessões de radiodifusão a quem possui mandato eletivo, seja como sócio ou associado das empresas concessionárias de rádio e TV.

Sem acesso e representação nos meios de comunicação de massa, os manifestantes mais uma vez ocuparam a mídia pelas pelas frestas. Com feixes de luz, invadiram pela segunda vez o estúdio do SPTV, jornal paulista da TV Globo, pintando de verde a apresentadora Monalisa Perroni, que falava ao vivo para milhões de telespectadores. Nas pareces da emissora, foram projetadas as palavras invisíveis na programação da TV: "Globo Sonega", "Globo Mente", "Globo Collor" e "Ocupe a Mídia".

O editorial do Globo também ignora que, diante das ações que marcaram - e continuam marcando - a história da Rede Globo, é preciso ir além. Primeiro, falta reconhecer que a Rede Globo teve inúmeros benefícios em troca do apoio à Ditadura Militar, como o acordo inconstitucional com a empresa Time-Life, que permitiu que a Globo tenha se tornado um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo. Falta reconhecer que o grupo escondeu durantes anos a campanha pelas Diretas Já! Que também errou, em 1989, ao favorecer o então candidato à Presidência da República, Fernando Collor de Mello, com uma edição manipuladora do último debate eleitoral. Falta admitir que esse mesmo ex-Presidente deposto pela pressão popular hoje controla a retransmissora da Globo em Alagoas.

Mais do que nunca, falta admitir que, atualmente, o grande ataque à democracia brasileira reside no fato de possuirmos um dos sistemas de comunicação social mais concentrados do mundo. Tal situação é sustentada pela emissora e defendida em sua movimentação constante nos corredores de Brasília. Ao continuar se negando a levar ao debate público a necessidade de um novo marco regulatório para o setor no país, a Globo impede que a democracia chegue também aos meios de comunicação de massa.

O clamor das ruas, no entanto, revela que esta pauta não pode mais ser adiada. Ao contrário do que prega a grande mídia, os manifestantes sabem muito bem o que estão fazendo e o que querem. Seja com com raios lasers em estúdios; projeções nas paredes ou bandeiras e cartazes nas ruas, a mensagem é clara: é preciso democratizar a mídia. Se, antes, poucos apostariam ser possível ver as ruas repletas de pessoas dispostas a questionar o poder inabalável da máquina de sedução do monopólio midiático, hoje estamos vendo demonstrações cada vez mais fortes de que esse é um debate imprescindível para o Brasil.

Mas, assim como apoiadores da ditadura não vêm a público por livre e espontânea vontade admitir seus erros, não será da boca de quem detém o monopólio da fala que sairá a defesa de leis que permitam maior diversidade e pluralidade na comunicação. Por uma lei da mídia democrática, o povo saiu às ruas e nelas se manterá, até que a democracia possa vencer novamente.

Wikileaks: EUA pretendem derrubar Assad desde 2006

Wikileaks: EUA têm planos para derrubar Assad desde 2006. Documento da diplomacia norte-americana aponta quais as fragilidades a serem aproveitadas para tirar presidente sírio do poder

A Marinha dos EUA esta pronta para entrar em ação a qualquer momento
Ao anunciar, na tarde deste sábado (31/08), que autorizava a realização da intervenção militar na Síria, o presidente norte-americano, Barack Obama, colocou em prática um plano antigo de seu país. A ideia de uma ação do gênero contra o governo do presidente Bashar Al Assad já tinha sido planejada durante o mandato de George W. Bush, ainda em 2006, conforme mostram documentos vazados pelo site Wikileaks.
Segundo o telegrama datado de 13 de dezembro de 2006, redigido pelo diplomata William Roebuck, “o regime sírio terminava 2006 mais forte domesticamente do que em dezembro de 2005”. Para o diplomata, o governo Assad era sustentado por uma pequena “claque”, imune às pressões externas e internas sofridas pelo líder sírio.
Porém, “a crescente confiança de Assad e o apoio desse pequeno grupo de poder poderiam levar o mandatário sírio a fazer más avaliações e cometer erros por conta das reações emocionais diante de desafios”. O diplomata cita o assassinato do ex-premiê libanês Hariri e a criação da Frente de Salvação Nacional como exemplos da reação irracional de Assad diante das crises. Segundo Roebuck, essa instabilidade emocional de Assad deveria ser explorada pelos EUA.
Assad demonstrava preocupação em como era percebido no exterior e se havia confiança no seu processo de tomada de decisões. Para os diplomatas norte-americanos sediados em Damasco, as fraquezas de Assad residiam em como o líder sírio lidava com ameaças iminentes – fossem elas hipotéticas ou reais. Entre essas ameaças, estavam o conflito entre as reformas econômicas e a corrupção, a questão curda e o relacionamento com os radicais islâmicos no país.
 
De acordo com os diplomatas, havia uma oportunidade para explorar essas fragilidades de Assad e, assim, conseguir influenciar o círculo ao redor do mandatário sírio. A ideia era reverter o cenário da época: economia relativamente estável, oposição fraca e intimidada, e um cenário regional do Oriente Médio condizente com os interesses da Síria. O principal foco das ações para desestabilizar a presidência de Assad envolviam as tensões entre a Síria e o Líbano, “a inexperiência de Assad e o fato de que o círculo de pessoas de confiança do ditador sírio era muito pequeno”. 


Fonte: Pragmatismo Político

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

DILMA PREPARA REAÇÃO DURA AOS EUA NA SEDE DA ONU


Presidente fará discurso contundente contra a bisbilhotagem patrocinada pelo governo de 
Barack Obama na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, que ocorre no dia 23 
de setembro e, tradicionalmente, é aberta pelo Brasil; Dilma pedirá uma ação multilateral para conter a espionagem internacional, da qual ela e seus ministros foram alvo; encontro de cúpula 
entre Brasil e Estados Unidos ocorrerá um mês depois, em Washington; Big Brother Obama 
terá uma oportunidade para se desculpar.


247 - A resposta do governo brasileiro à espionagem patrocinada pelo Estados Unidos será dura. E feita em território americano. Ou melhor, das Nações Unidas. Mais precisamente, na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, que ocorrerá no dia 23 de setembro e que, tradicionalmente, é aberta com o discurso que cabe ao representante do Brasil.
Nesta tarde, depois de convocar uma reunião de emergência com diversos ministros para discutir a invasão de comunicações sigilosas da própria presidência da República (leia mais aqui), Dilma definiu que a Assembleia das Nações Unidas será o palco para a resposta que o Brasil dará aos Estados Unidos. Dilma pedirá uma ação multilateral em defesa da privacidade dos governos e dos cidadãos. A escolha da ONU é também acertada por outro motivo. Recentemente, a revista alemã Der Spiegel denunciou que o governo de Barack Obama também espionou a sede das Nações Unidas (leia aqui).
O tom duro que será adotado pela presidente não compromete, na visão de fontes ligadas ao Itamaraty, o encontro de cúpula entre Brasil e Estados Unidos, que será realizado em outubro, quando Dilma será recebida em jantar de gala na Casa Branca, em Washington. Big Brother Obama terá ali uma boa oportunidade para pedir desculpas.
 
 
Análise de Conjuntura

Dilma ameaça cancelar viagem aos EUA por causa de espionagem

A presidente Dilma Rousseff reuniu-se com parte de seu ministeriado na manhã da segunda-feira (2). O encontro, que terminou por volta do meio-dia, ocorreu horas após a denúncia de que Dilma teria sido espionada pelos EUA. Ontem, reportagem exibida pelo “Fantástico”, da TV Globo, afirmou que a presidente e seus assessores foram alvos de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA).
Reuniram-se com a presidente os ministros Paulo Bernardo (Comunicações), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República), José Eduardo Cardozo (Justiça), Celso Amorim (Defesa) e Luiz Alberto Figueiredo. Nem a presidente nem os ministros falaram com a imprensa ao deixar o Palácio do Planalto.
O jornalista Glenn Greenwald, que mora no Rio de Janeiro, apresentou ao “Fantástico” um documento indicando que era objetivo da NSA “entender melhor” a comunicação da presidente com sua equipe.
Ao tomar conhecimento da denúncia, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, disse à TV que a espionagem é um fato “gravíssimo” e afirmou que, se confirmada, terá sido uma “clara violação à soberania” brasileira.
Os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo e  Relações Exteriores,  Luiz Alberto Figueiredo Machado, concederão entrevista coletiva às 16h no Palácio do Itamaraty para tratar do assunto.
Mais cedo, Figueiredo reuniu-se com o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon. A reunião durou cerca de meia hora, mas nenhum dos dois falou com a imprensa após o encontro.

Espionagem no Brasil

No começo de julho, o jornal “O Globo” revelou que o Brasil já vinha sendo espionado pelos americanos. A reportagem do jornal foi baseada em documentos do ex-consultor da NSA Edward Snowden.
Segundo o jornal, que teve acesso aos documentos revelados por Snowden, os serviços de inteligência dos Estados Unidos interceptaram milhões de e-mails e chamadas telefônicas no Brasil.
À época, o governo brasileiro classificou de “extremamente grave” a denúncia. ”O que vimos é suficiente para que consideremos grave esta denúncia de espionagem. Haverá uma reação do governo brasileiro bilateralmente com pedido de esclarecimento”, disse Tovar Nunes, porta-voz do Itamaraty.
Após a denúncia do jornal, o então ministro Antonio Patriota, das Relações Exteriores, chegou a ir ao Congresso Nacional prestar esclarecimentos.
Em audiência no Senado, Patriota disse que, se ficasse confirmado que havia escutas do governo americano em postos diplomáticos do Brasil, isso seria “inaceitável” e configuraria “flagrante violação” de sigilo.
Já o ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que o país se encontra vulnerável: “a situação que a gente se encontra hoje é de vulnerabilidade. Por mais que tenhamos proteção de informação sigilosa, a mera detecção de quem se comunica com quem, com que frequência, o tipo de contato que é mantido é uma informação de valor analítico para qualquer adversário que nós venhamos a ter fora do país”.
Também presente à sessão do Senado em julho, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, José Elito Carvalho Siqueira, explicou que o sistema de segurança do país é bastante confiável, mas que a tecnologia do Brasil precisaria “alçar voos mais altos para atingir uma excelência”.
Indignada, Dilma cogita a possibilidade de cancelar a viagem oficial aos Estados Unidos programada para outubro caso o presidente Barack Obama não dê “respostas satisfatórias” sobre as ações de espionagem.
Dilma está não só “indignada”, mas também “muito irritada”, segundo assessores da área diplomática, porque sente-se “enganada” pelo governo norte-americano.
Oficialmente, o Palácio do Planalto informa que “esta possibilidade [cancelamento da viagem] não está na mesa” e não está em análise. 


Wikileaks: telegramas de Paris apontavam maracutaia com dinheiro do "Criança Esperança"





Para ver o documento inteiro: http://wikileaks.org/cable/2006/09/06PARIS6225.html
(Não fazemos igual a revista Veja que esconde parte dos documentos, descontextualizando-os)
Um telegrama da embaixada dos Estados Unidos em Paris, para Washington, de setembro de 2006, narra uma investigação pedida na sede da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura) sobre o escritório em Brasília.
Segundo o telegrama havia má governança, irregularidades na prestação de contas, na documentação e nos arquivos da unidade no Brasil.
Em um trecho do telegrama fala que uma das principais questões sendo investigada era a "manipulação" do dinheiro arrecadado pelo "Criança Esperançca" da TV Globo (40 milhões de dólares desde 1986) pelo qual a UNESCO recebia 10% de taxa de serviço. Também dizia que um terço dos recursos extra-orçamentários da UNESCO mundial fluíam através do escritório brasileiro.
A notícia saiu no portal R7, que ouviu a TV Globo. A emissora disse desconhecer o telegrama e a investigação.
De 2006 para cá não sabemos no que resultou. Mas também ainda não sabemos no que deu a autuação de R$ 615 milhões pela Receita Federal por sonegação do imposto de renda da TV Globo na compra de direitos de transmissão da Copa de 2002 da FIFA através de operações em paraísos fiscais.