O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

DE NOVO JATENE? - PRIVATIZAÇÃO DA COSANPA

Belém do Pará - Vereadora comunista Sandra Batista, se posicionou contra o projeto de privatização do governador tucano Simão Jatene, alertando que: " a vocação de  lucro mais admissível para a COSANPA não é o financeiro; e sim aquele de caráter profundamente social e humano".

Confira a matério do DOL, abaixo:
Oposição quer explicações sobre privatização da Companhia de Saneamento do Pará

A vereadora de Belém, Sandra Batista (PCdoB-PA) e Deputados da oposição na Assembleia Legislativa (AL) vão exigir que o governador Simão Jatene explique à sociedade os detalhes sobre os estudos que vêm sendo feitos com o objetivo de passar os serviços de água e esgoto que hoje são prestados pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) para controle da iniciativa privada.
 
Publicamente, o governador afirmou reiteradas vezes não ter intenção de privatizar a companhia, mas na semana passada tornou-se público que empresas trabalham na modelagem de negócios na área do saneamento em três cidades da Região Metropolitana, entre elas a capital Belém. As outras cidades provavelmente seriam Ananindeua e Marituba.
“Trata-se de uma falácia e de um jogo de palavras do governo. Dizem que, na verdade, é concessão, mas qual a diferença? Os serviços aéreos no Brasil são concessão e quem aqui ousaria dizer que a TAM não é uma empresa privada?”, indaga o deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSol). 
Rodrigues informou ontem que já pediu à sua assessoria jurídica para analisar o caso. Nesta semana, vai apresentar também um requerimento pedindo informações ao governo e analisa também convocar o presidente da Cosanpa, Antônio Braga, para prestar esclarecimentos na AL. “Se percebemos que o governo está evitando dar as informações necessárias, podemos pensar na abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito”, diz. 
Deputado Edmílson Rodrigues
Deve-se ao presidente da OAS Soluções Ambientais, Louzival Mascarenhas Júnior o fato de os estudos para privatizar a Cosanpa terem se tornado públicos. Em entrevista ao jornal de economia e negócios Valor Econômico, Mascarenhas Junior informou que a empresa trabalha hoje na elaboração de três Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMIs), etapa inicial de análise para possíveis Parcerias Público Privado. “Estamos em fase de estudo ainda, mas a modelagem deve ser uma PPP e os investimentos podem superar R$ 5 bilhões”, disse o executivo ao Valor Econômico.
PPP
O deputado Carlos Bordalo, do PT, diz que uma PPP (Parceria Público Privado) pode não necessariamente configurar a privatização dos serviços e defende esse tipo de parceria feito, por exemplo pelo governo federal no caso da exploração do petróleo do Pré-Sal, mas no caso da Cosanpa faz uma ressalva. 
“O que nos causa desconfiança é o histórico dos tucanos que privatizaram a Celpa (companhia de energia). Precisamos analisar se haverá recursos públicos e, nesse caso, o projeto terá que passar pela AL, temos que discuti-lo. Não pode ser feito assim sem debate”, afirmou. Bordalo também está entre os deputados que devem apresentar nesta semana requerimento com pedido de informação ao governo sobre o assunto. 
O deputado Parsifal Pontes (PMDB) diz que legalmente o governo tem instrumentos para transferir os serviços para a iniciativa privada. A Lei das PPS foi aprovada pela AL logo no início do atual governo e inclui a água entre os itens passíveis de concessão para empresas. 
Pontes ressalta, contudo, que a reação da sociedade ao projeto pode fazer com que haja um recuo do governo, principalmente considerando-se que 2014 é ano de eleições. 
O Sindicato dos Urbanitários que reúne servidores da Cosanpa e trabalhadores da Celpa está entre as entidades que já se manifestaram contra a possível privatização da Cosanpa. O diretor Otávio Pinheiro diz que a entidade vai protestar, realizar greves e poderá ir à Justiça para impedir a transferência dos serviços de água e esgoto para a iniciativa privada.
Ministro Padilha com deputados Airton Faleiro e Sandra Batista
Em recente encontro reservado com o ministro da saúde Alexandre Padilha, Sandra Batista já alertava para as questões relativas a qualidade da água na capital e no resto do Estado, condição esta que, segundo ela declarou para imprensa, esta ligada diretamente a própria vida.

Até o momento o governo não se manifestou oficialmente sobre as declarações do presidente da OAS Soluções Ambientais ao Valor Econômico.


(Diário do Pará)

CONCURSOS PÚBLICOS ABERTOS! - CONFIRA A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS E OPORTUNIDADES NESTA SEGUNDA-FEIRA



Pelo menos 17 órgãos abrem as inscrições na segunda-feira (4) para 2.133 vagas e formação de cadastro de reserva em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 9 mil na Prefeitura de Cristino Castro (PI). Só na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) são 737 vagas.

Os órgãos que abrem as inscrições são os seguintes: Câmara Municipal de Tenente Portela (RS), Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb), Departamento Municipal de Águas e Esgotos de João Monlevade (MG), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Prefeitura de Araguaína (TO), Prefeitura de Camaçari (BA), Prefeitura de Cristino Castro (PI), Prefeitura de Gavião Peixoto (SP), Prefeitura de Ipaumirim (CE), Prefeitura de Itapecerica (MG), Prefeitura de Sales Oliveira (SP), Prefeitura de Santo Antônio de Posse (SP), Prefeitura de São João da Boa Vista (SP), Prefeitura de Sem Peixe (MG), Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Itaguara (MG), Tribunal de Justiça de Mato Grosso e Tribunal Regional Federal da 3ª Região (MS e SP).
InstituiçãoInscriçõesTotal de vagasSalário máximoEscolaridadeLocal de trabalhoMais
Câmara Municipal de Tenente Portela (RS)04/11/13 a 18/11/133R$ 1.632,23nível fundamental e médioTenente Portela (RS)veja edital
Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb)04/11/13 a 03/12/13100R$ 802,53nível fundamentalRio de Janeiroveja edital
Departamento Municipal de Águas e Esgotos de João Monlevade (MG)04/11/13 a 07/11/1333R$ 822,78nível fundamental e médioJoão Monlevade (MG)veja edital
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh)04/11/13 a 09/12/13737R$ 7.774nível médio/ técnico e superiorEspírito Santoveja edital
Prefeitura de Araguaína (TO)04/11/13 a 22/11/135R$ 3.000nível superiorAraguaína (TO)veja edital
Prefeitura de Camaçari (BA)04/11/13 a 05/12/13363R$ 6.881,27todos os níveisCamaçari (BA)veja edital
Prefeitura de Cristino Castro (PI)04/11/13 a 26/11/1327R$ 9.000todos os níveisCristino Castro (PI)veja edital
Prefeitura de Gavião Peixoto (SP)04/11/13 a 14/11/135R$ 963nível fundamental e superiorGavião Peixoto (SP)veja edital
Prefeitura de Ipaumirim (CE)04/11/13 a 20/11/13137R$ 8.908todos os níveisIpaumirim (CE)veja edital
Prefeitura de Itapecerica (MG)04/11/13 a 29/11/1326R$ 1.155todos os níveisItapecerica (MG)veja edital
Prefeitura de Sales Oliveira (SP)04/11/13 a 14/11/1365R$ 5.000todos os níveisSales Oliveira (SP)veja edital
Prefeitura de Santo Antônio de Posse (SP)04/11/13 a 13/11/136R$ 2.246,97nível fundamental e superiorSanto Antônio de Posse (SP)veja edital
Prefeitura de São João da Boa Vista (SP)04/11/13 a 21/11/1371R$ 835,22nível fundamentalSão João da Boa Vista (SP)veja edital
Prefeitura de Sem Peixe (MG)04/11/13 a 03/12/1387R$ 1.822,23todos os níveisSem Peixe (MG)veja edital
Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Itaguara (MG)04/11/13 a 04/12/1315R$ 1.455,98todos os níveisItaguara (MG)veja edital
Tribunal de Justiça de Mato Grosso04/11/13 a 03/12/13193remuneração de acordo com os serviços prestadosnível superior em direitoMato Grossoveja edital
Tribunal Regional Federal da 3ª Região (MS e SP)04/11/13 a 29/11/13260R$ 7.566,42nível médio e superiorMato Grosso do Sul e São Pauloveja edital
Fonte: G1

A cruzada de Dilma em favor da saúde na Amazônia - 22 Médicos Cubanos chegam em Santarém

Santarém, Pará - Amazônia brasileira


Por: Martha Costa

Na manhã desta sexta-feira, 1 de novembro, chegaram a Santarém, os 22 médicos cubanos que integram o programa Mais Médicos, firmado pela parceria entre o Governo Federal, Ministério da Saúde e Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), e que atuarão nos municípios de Placas, Monte Alegre, Alenquer, Óbidos, Oriximiná, Juruti, além de Santarém. Acompanhados de oficiais da Marinha, os médicos chegaram até a sede da Capitania Fluvial de Santarém em um micro-ônibus do 3º Batalhão da Polícia Militar por volta das 7 horas.
"A Marinha recebeu 22 médicos para transportarmos até os municípios onde eles irão atuar. Nós sabemos da importância deste programa e da necessidades dos municípios, muitos devido a sua localização ficam meio até que isolados e com a chegada destes profissionais a gente sabe que terão uma atenção especial”, falou o comandante da Capitania Fluvial de Santarém, Capitão de Fragata José de Fátima Andrade.
 
Entre os 22 profissionais da Saúde está a médica clínico geral, Raima Rivas Carraleiro, que em 16 anos de atuação e se voluntariou para fazer parte do programa. “Nós vamos trabalhar com a atenção integral continuada por pelo menos três anos nesta região, apesar de eu não ter experiência com regiões ribeirinhas eu quero me dedicar as pessoas que precisam de atendimento médico nesta região tão carente e por isso viemos de nossa terra tão longe”, declarou a médica que seguirá para o município de Óbidos.
 
Além de Óbidos, que recebe três médicos, também recebem “reforços” na saúde os municípios de Monte Alegre, com três profissionais; Placas, um médico; Alenquer, um médico; Oriximiná, três médicos; Juruti, 2 médicos e Santarém, nove médicos.

“O implacável braço direito de Serra” e o caso de corrupção em São Paulo

Ricardo e Serra

Ricardo e Serra.Troque um José por outro.Em vez de Serra, Dirceu...
Imagine agora: um homem de Dirceu – um daqueles que acompanham alguém por toda parte, de Brasília a São Paulo – ignora uma denúncia de corrupção que pode chegar a meio bilhão de reais.
São cinco Mensalões, para você ter uma ideia da magnitude da ladroeira.
Continuemos. O homem de Dirceu confirma que recebeu a denúncia. E afirma que desistiu de levar adiante qualquer investigação depois que os acusados disseram que não estavam roubando nada.
Diz que ficou surpreso ao saber que estavam sim roubando. Pausa para rir. Surpresa mesmo seria se sujeitos acusados de roubar admitissem.
Enfim.
Você faz conta do que aconteceria o José fosse Dirceu: capas sobre capas da Veja pontificando sobre o mar de lama. Reportagens histéricas do Jornal Nacional repercutindo cada ‘descoberta’ nova da Veja. Editoriais do Estadão dando lições de decência. Colunistas como Jabor, Merval e derivados disputando quem usa mais vezes a palavra corrupção.
Mas como o José é Serra não acontece nada. O homem de Serra – Mauro Ricardo – é apresentado como ‘secretário de Kassab’.
Até quando Serra vai escapar da obrigação de prestar contas em casos de corrupção como o do Metrô e, agora, o das propinas na prefeitura de São Paulo para liberar prédios?
Para saber quanto são ligados Serra e Ricardo pego uma reportagem de 2010 do Valor Econômico e reproduzo algumas palavras. O título era: “O implacável braço direito de Serra”.
Ricardo trabalhava então fazia 15 anos com Serra. E era “um nome certo para compor um eventual ministério do candidato tucano à Presidência”.
Mauro Ricardo é um dos raros elos entre Serra e Aécio. Em janeiro de 2003, então governador de Minas, Aécio pediu a Serra alguém para a presidência da Copasa, a estatal mineira de saneamento. Serra indicou Mauro Ricardo.
Mais recentemente, ele foi contratado para ser secretário das Finanças do prefeito de Salvador ACM Neto. O site Bahia Notícias, em março passado, publicou uma reportagem que trazia documentos com problemas judiciais que Ricardo vem enfrentando.
O título: “Secretário ‘importado’ de SP por ACM Neto já foi condenado e responde por supostos desvios”. Um dos casos listados pelo site se refere ao tempo em que Ricardo, por indicação de Serra, comandava a Suframa, Superintendência da Zona Franca de Manaus.
Disse o site Bahia Notícias:
“O Ministério Público Federal o responsabilizou pelo superfaturamento de uma obra de melhoramento e pavimentação de um trecho de 34 km da BR-319, entre o Amazonas e o Acre. Para a Procuradoria da República, a obra, que custou R$ 11,3 milhões aos cofres da União, era “superfaturada” e “desnecessária”, pois a conservação da rodovia estava sob supervisão do Exército.”
Mais uma vez. Troque de José. Imagine se Mauro Ricardo fosse ligado a Dirceu, e não a Serra.
As manchetes, as colunas, as denúncias.
Mas, em vez disso, um silêncio camarada, como se nada estivesse ocorrendo.
Palmas para a mídia brasileira, aspas, e seu cinicamente seletivo conceito de moralidade.

Procurador “esquecido” da Alstom blindou-se via Mainardi, da Veja



Matéria explosiva, publicada agora há pouco por Luis Nassif revela os tenebrosos bastidores da mudança de comportamento do procurador Rodrigo de Grandis, que deixou engavetados os pedidos da Suíça para que fossem investigados lobistas envolvidos nos negócios entre a Alstom e os governos tucanos de São Paulo.
Por Luis Nassif

A enrascada em que se meteu o procurador da República Rodrigo De Grandis se deve à sua aposta na blindagem errada: julgou que o PSDB fosse um todo homogêneo e não se deu conta de que a blindagem da mídia beneficiava exclusivamente o grupo ligado ao ex-governador José Serra.
A primeira prova de fogo de De Grandis foi a Operação Satiagraha. Nela, os principais atores - juiz Fausto De Sanctis e delegado Protógenes Queiroz - foram alvos de uma campanha implacável – da mídia, como um todo, reforçada pelo Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.
De Sanctis e Protógenes mostraram estrutura psicológica para resistir ao massacre a que foram submetidos. De Grandis encolheu-se, assustou-se.
Quando a Satiagraha recrudesceu, seus parceiros apontavam para seu pouco entusiasmo, o desagrado de ser interrompido em alguma festa para tomar alguma medida urgente, a demora em responder a algumas questões, nada que o comprometesse mas que já demonstrava seu desconforto de enfrentar empreitada tão trabalhosa - que, para procuradores mais vocacionados, poderia ser o desafio da vida.
Definitivamente, De Grandis não tinha a estrutura psicológica e a vocação dos que se consagraram no combate ao crime organizado, como os procuradores Vladimir Aras, Raquel Branquinho, Luiz Francisco, Celso Três, Janice Ascari e Ana Lúcia Amaral - firmes e determinados, alguns até o exagero, como várias vezes critiquei.
O convite inacreditável a Mainardi
Na primeira vez que foi alvo de ataques, De Grandis arriou.
Ocorreu quando o colunista de Veja Diogo Mainardi avançou além da prudência e anunciou que entregaria pessoalmente ao juiz da Operação Chacal (na qual Dantas era acusado de grampear adversários e jornalistas) o relatório da Itália sobre as escutas da Telecom Italia.
Titular do caso, a procuradora Anamara Osório reagiu e publicou nota no site do Ministério Público Federal de São Paulo alertando que se tratava de um jogo de Dantas para contaminar o inquérito. Sem noção, Mainardi partiu para ataques destrambelhados contra os procuradores. Depois, caiu a ficha e entrou em pânico.
Dias depois, foi recebido por De Grandis, através da intermediação de um colega de faculdade ligado à ex-vereadora Soninha - do grupo de Serra. Foi um encontro surpreendente. Numa ponta, um colunista assustado – conforme algumas testemunhas do encontro -, quase em pânico, querendo desfazer a má imagem perante os procuradores. Na outra ponta um procurador assustado, querendo desfazer a má imagem junto à mídia.
Foi provavelmente ali que De Grandis sentiu a oportunidade de se aproximar dos detratores e proteger-se do fogo futuro. Convidou Mainardi para palestrar em um encontro social de procuradores, avalizando - perante a classe - a conduta de um dos principais suspeitos de atuação pró-Dantas.
Só não ocorreu o encontro por falta de agenda de Mainardi.
As mudanças na atuação
A partir daquele episódio, surgem os sinais mais nítidos da aproximação de De Grandis com o grupo Serra.
Quando a Operação Satiagraha foi anulada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), De Grandis recorreu, como não poderia deixar de fazer, mas chamou a atenção sua indiferença contra uma medida que comprometia o que procuradores mais vocacionados considerariam o trabalho de sua vida.
Tempos depois, recusou pedido da Polícia Federal para indiciar o vereador Andreá Matarazzo - também do grupo Serra. Devolveu o inquérito solicitando mais informações para tomar sua posição.
Poderia ser apenas rigor técnico, não fossem os fatos posteriores.
Foi apanhado no contrapé quando a revista IstoÉ mencionou os pedidos de procuradores suíços para atuar contra suspeitos do caso Alstom - dentre os quais José Ramos, figura-chave da história. Alegou ter esquecido o pedido em uma pasta errada. Agora, a Folha informa que o próprio Ministério da Justiça enviou três cobranças, os procuradores paulistas também o questionaram, e nada foi feito.
O erro de avaliação
Há vários pontos a explicar seu comportamento.
O primeiro, o da análise incorreta do benefício-risco.
A Satiagraha revelou, em sua amplitude, o risco de atuar contra pessoas próximas a Serra. Se fosse a favor, haveria blindagem. E a comprovação foi o próprio comportamento do ex-Procurador Geral da República Antônio Fernando de Souza. Ele retirou da AP 470 o principal financiador do mensalão – as empresas de telefonia controladas por Dantas -, escondendo dados levantados pelo inquérito da Polícia Federal. Foi premiado com contratos milionários da Brasil Telecom, e continuou vivendo vida tranquila.
Antes disso, o mesmo Antônio Fernando anulou a Operação Banestado, em uma atitude escandalosa que não mereceu uma reação sequer da corporação dos procuradores, menos ainda da mídia.
Depois, o ativismo político de Roberto Gurgel, comprometendo a imagem de isenção da corporação e garantindo aos inimigos, a forca, aos aliados, a gaveta.
Com tais exemplos, De Grandis deve ter apostado que, ficando longe dos esquemas tucanos, seria poupado pela mídia.
A falta de informação lhe custou caro.
A blindagem da mídia abrange exclusivamente o esquema Serra - uma estrutura complexa que passa pelo banqueiro Daniel Dantas, por Verônica Serra, por lugares-tenentes como Andrea Matarazzo, Gesner de Oliveira, Mauro Ricardo, Hubert Alqueres (e seu primo José Luiz), antes deles, por Ricardo Sérgio, Vladimir Riolli, pelos lugares-tenentes que levou ao Ministério da Saúde, pelos esquemas de arapongagem.
Não entram na blindagem outros grupos tucanos, como o do governador paulista Geraldo Alckmin ou os mineiros de Aécio. Pelo contrário, não poucas vezes são alvos de fogo amigo.
Ao não se dar conta dessas nuances, De Grandis se expôs.
Agora ficou sob fogo cruzado do PT e no grupo de Serra.
O PT, para atingir o PSDB; o grupo de Serra para fornecer mais elementos para Dantas anular a Satiagraha no Supremo Tribunal Federal. O primeiro grupo ataca De Grandis da Operação Alstom; o segundo, o De Grandis que não mais existia, da Satiagraha.
O anacronismo da gestão Gurgel
Some-se a tudo isso o anacronismo burocrático da gestão Gurgel.
O MPF padece do mesmo vício do jornalismo: as tarefas principais, a linha de frente das investigações são entregues a procuradores ou repórteres novatos. Quando ganham experiência, procuradores são promovidos e limitam-se a dar pareceres; e repórteres tornam-se editores.
O burocratismo de Gurgel não criou nenhuma estrutura intermediária, com procuradores mais experientes coordenando, orientando e fiscalizando a atuação da linha de frente.
Agora, o novo PGR, Rodrigo Janot, montou essa estrutura intermediária, nomeando procuradores experientes para essa função.
O episódio traz inúmeras lições.
A principal delas são os efeitos deletérios sobre o trabalho dos procuradores, quando submetidos ao jogo de interesses da mídia.
Recentemente, o MPF de São Paulo montou um seminário apenas com representantes da velha mídia, para falar das relações entre eles. Houve loas à liberdade de imprensa, ao apoio que a mídia dá a escândalos mesmo que não devidamente apurados pelo MPF, a celebração da amizade – que já feriu tantos direitos individuais, pelo hábito da escandalização.
Em nenhum momento entrou-se nos temas centrais: a influência deletéria dos interesses econômicos na cobertura jornalística; a maneira como essa submissão à mídia inibe ou pauta o trabalho de procuradores; o novo papel das redes sociais, como freio e contrapeso aos interesses corporativos.
Quem sabe, comecem a acordar para os novos tempos. 
Fonte: Blog do Porter

Censura a Amaral mostra face autoritária de Marina. E seu poder sobre o PSB



Ao Censurar Amaral, Marina mostra sua face autoritária e seu poder sobre o PSB

Por: Fernando Brito

A censura do site do PSB ao próprio vice-presidente nacional do partido, retirando do ar seu artigo – no qual critica a turma “neoliberal” com quem Marina Silva e Eduardo Campos andam tomando “lições” de economia – mostra toda a hipocrisia que há no discurso “de nova politica” da dupla de candidatos.
Mesmo que Roberto Amaral, com a solidariedade de seus companheiros de partido não lhe tem, tente se fazer de “desentendido” sobre o que se passou, como fez numa entrevista ao O Globo, o episódio revela que Marina Silva, mesmo que sem cargo formal no PSB, assumiu o papel de dona da legenda, desmoralizando publicamente seu vice-presidente sob o silêncio cúmplice e acovardado do candidato “posto” e presidente da sigla, Eduardo Campos.
Pior, mostrou na truculência, dos métodos que serão usados para “enquadrar” qualquer diferença de opinião.
Alias, Roberto Amaral, em O Globo, diz que “ tenho direito de ter opinião”.
Não tem, não.
Seu partido foi abduzido pelo estranho casal que reúne ambição e oportunismo e um homem de esquerda, como é Amaral, ex-ministro de Lula, terá de se curvar e se calar.
Agora, no PSB, o q vale é o diktat de marina, com a nova trupe fernandista que agora lhe faz a cabeça.
Se alguém achava que Marina tinha apenas um ar autoritário, enganou-se. Pratica, ela própria o autoritarismo.
Não quer um partido que reúna pessoas, quer um onde lhe obedeçam.
Não quer rede, quer mordaça.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Globo derruba matéria sobre Aécio Boladasso




Nesta manhã de sexta-feira, enquanto saboreio um cafezinho quente, faço um tour pelos meus blogs preferidos. Vou ao Tijolaço e vejo um post sobre Aécio Neves, assunto sempre interessante para os aficcionados em política, visto que é o principal candidato da direita.
 
O post menciona uma nova fanpage de Aécio Neves, Aecio Boladasso, e dá link para uma matéria no site da Globo.
Pois é. Mas quando tento entrar na matéria, me deparo com a seguinte mensagem:


Ué, vou no google, e vejo que a matéria está lá, linkada:



O link está certo.
A matéria teria sido derrubada a pedido de Aécio?
Então fui ver a fanpage: https://www.facebook.com/AecioNevesBoladasso
Então entendi porque a Globo derrubou a matéria, o que na internet é um mico federal, pois o link fica por meses, às vezes anos, no ar, quebrado, levando a lugar nenhum.
A fanpage é uma comédia, mas num sentido totalmente oposto ao que pretendia a pessoa que a pôs no ar. E está sendo, com justiça, estraçalhada pelo sarcasmo dos internautas.

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História: 1969 - A posse do General ditador linha dura Emílio Médici


Médice

"Homem da lei, sinto que a plenitude do regime democrático é uma aspiração nacional" e "creio necessário consolidar e dignificar o sistema representativo baseado na pluralidade dos partidos e na garantia aos direitos fundamentais do homem".

Tomando a bênção de Nixon
Ao proferir o seu discurso de posse, quando recebeu a faixa presidencial, ogeneral Emílio Garrastazu Médici reanimou todos os setores da vida nacional, afetados ao longo de 10 meses pela excepcionalidade político-jurídica.


Prometendo uma verdadeira revolução no campo - na agricultura, no abastecimento e na alimentação, afirmou que essa não se faria somente dando terra quem não tem, e pode ter, mas se levando ao campo a escola, a assistência médica, a mecanização e o crédito. Comprometeu-se também com o fortalecimento da empresa nacional, com a reformulação de uma política salarial duradoura e a atenuação dos desequilíbrios regionais.


Sinalizou, ainda, o apoio ao setor industrial, ao sistema de educação nacional - com desejo de ampliá-lo e aperfeiçoá-lo - e convocou todo o povo brasileiro a lutar pelo progresso, indicando o caminho do desenvolvimento como uma atitude coletiva, requerente da mobilização total da opinião pública.


O general Médici foi escolhido Presidente do Brasil pela junta militar, indicação ratificada pelos membros do Congresso Nacional em 25 de outubro de 1969, três dias depois de sua reabertura, após dez meses de recesso, com 293 votos e 76 abstenções.

Brasil, ame-o ou deixe-o
Começava o governo coonestado como o do milagre econômico com intensa campanha de propaganda política, numa tentativa de ofuscar a truculência de anos de chumbo, silenciados pela censura, mas combatidos pela inteligência criativa de diferentes setores.

O General Médici presidiu o país até 15 de março de 1974. 



por: Lucyanne Mano/ História Licenciatura

Aécio: aflito, “boladasso” e frito

O senador Aécio Neves atira para todos os lados e não acerta em lado algum.
Só tem dois motes: criticar o governo por “estar fazendo campanha eleitoral” e Lula por “dever tudo o que foi” ao legado de Fernando Henrique Cardoso.
Isso não lhe dará, como é óbvio, um voto em Parada de Lucas ou em Capão Redondo.
O facebook “Aécio Boladasso” que lançou para “enfrentar” a paródia espontânea e bem-sucedidíssima do “Dilma Bolada” é só mais um dos pequenos ridículos que sua marquetagem lhe arranja, como o “vamos conversar”…
Aécio está, como se disse aqui, perdido, sendo progressivamente envolvido pela sua própria incapacidade.
Sabe, como a gente já disse aqui e, hoje, o Estadão confirma, que Serra empurra o PPS para um balé com Eduardo Campos que só visa expor sua fragilidade.
O PPS de Freire, como o seu mandato por São Paulo, é uma franquia de José Serra.
O problema de Aécio é que o PSDB sabe que, com ele, não tem senão a si mesmo e nenhum possibilidade de vitória nacional.
Sua “base”, a cada dia, pensa em como salvar os dedos regionais, se o anel nacional já se foi.
Aécio é um rei fraco. E o baronato sabe que reis fracos enfraquecem seu poder local, de resto já quase dizimado em 2010.
Os barões tucanos mais poderosos – Geraldo Alckmin e Beto Richa – já há tempos abriram pontes com o PSB Campista e com ele irão, se Marina não tornar a “candidatura posta” do pernambucano em “deposta”.
Serra, espertamente, sabe que Marina lhe devolverá o comando do campo conservador e que a mídia, depois de seu flerte com ela, voltará a apoiá-lo, claro que deixando alguns meninos e meninas brincarem de “disruptura”.
E Serra está se movendo, fazendo o que sabe fazer melhor: sabotar.
Não se descuide Aécio do que houve com Roseana Sarney.
Ainda temos algum tempo para as fantasias, mas a realidade já começou a se erguer e tornar visível.
Porque, afinal, o que estará em jogo dentro de um ano é o poder real.
Onde as candidaturas se prestarão a representar forças reais em luta.
Aécio, mesmo com três anos de domínio incontrastável do PSDB, jamais se afirmou como um líder capaz de reconduzir a direita ao poder.
E, afinal de contas, ele próprio parece ter se dado conta disso.
Se não se deu, logo darão por ele
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Por: Fernando Brito