O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

GLOBO CENSURA REPÓRTER QUE ELOGIA MEDICINA DE CUBA




Navegante do Tijolaço recupera destemida intervenção de Jorge Pontual, da Globo Overseas, em Nova York.
Não vai durar muito lá …
Quem manda dizer que a medicina em Cuba, comunitária, preventiva, resulta em índices melhores que os americanos …
O Gilberto Freire com “i” jamais o perdoará !
Quem vai longe na Globo Overseas é a Tancanhêde.
Já, já assume o “Entre Caspas”.

O internauta que visitar a página do programa Em Pauta, da Globonews, só vai ouvir falando sobre a questão dos médicos de Cuba a comentarista Eliane Cantanhêde que, claro, desce a lenha no governo cubano, que vai se loucupletar co o trabalho daqueles pobres escravos.
Claro, a colunista da massa cheirosa, não podendo fazer outra coisa, entra na linha dos “pobres cubanos”, caçados a laço para estudar medicina e mandados sob chIcote, em aviões negreiros, para trabalhos forçados no Brasil.
Não puseram um segundinho do jornalista Jorge Pontual que, em lugar de ficar de chororô, prefere falar de como renasceu e com que características se desenvolveu a liderança de Cuba em atenção médica, que faz com que uma pequena ilha possa estar mandando médicos para um país enorme como o Brasil.
Pontual não vai ao ar na página da GloboNews, mas vai aqui, porque o internauta Felix Rigoli gravou e colocou no YouTube, de onde fomos pegar para colocar no Tijolaço. Vale a pena porque são três minutos de boa informação, com dados e explicações sobre o tema, em lugar de politicagem hipócrita sobre os médicos.
A gente posta aí embaixo o que a GloboNews sonegou na internet.
Diante da repercussão negativa, o canal da GloboNews, publicou no inicio da noite o vídeo do jornalista Jorge Pontual. Menos mal, que continue assim. 
 
Fonte:Blog do Porter

CAIU A MÁSCARA DO CARA DE PAU!: BARBOSINHA QUER MAMAR SALÁRIO MARAJÁ DE R$30,6

Enquanto a esmagadora maioria dos brasileiros amarga sobreviver com um salário mínimo em torno de setecentos reais,o emburguesado juiz milionário, Joaquim Barbosa, que, segundo diz a imprensa, é dono de empresa e casa cinematográfica no sul dos EUA, esnoba mais uma vez e afronta a população ao pedir o aumento do seu polpudo salário. Os contribuintes que há bem pouco tempo atrás tomaram as ruas do País  - e ainda ocupam -  deixaram bem claro no rastilho de pólvora do movimento libertário iniciado em junho, que não aguentam mais pagar salário de marajá para membros emplumados de instituições caras, que oferecem para a sociedade uma contrapartida abaixo, bem abaixo do que ela espera e necessita. O Congresso deveria na ausência de uma reforma do judiciário,que já deveria ter acontecido, brecar qualquer centavo de aumento para esta raça insuportavelmente privilegiada. O Brasil não aguenta mais gente que pensa assim como o milionário juiz Joaquim Barbosa. 
 
O Texto complemento abaixo é do Análise de Conjuntura:
 
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, entregou ao Congresso Nacional projeto de lei que propõe, além do reajuste salarial de 5,2% anuais, já previstos no Orçamento, um ganho a mais de 4,06%.
Ou seja, diferentemente dos trabalhadores dos outros Poderes da República, os do Judiciário pretendem ficar com 9,26% no ano que vem.
O texto (PL nº 6218), que dispõe sobre o subsídio de ministros da Suprema Corte deixa claro que, já a partir de 1º de janeiro de 2014, vão entrar mensalmente no bolso dos magistrados R$ 30.658,42.
O adicional não consta das despesas da União enviadas ontem ao Congresso. Fontes ligadas ao Ministério do Planejamento informaram que será muito difícil negociar esse aumento porque as contas do governo estão apertadas.
Barbosa apresenta como justificativa o mesmo argumento que todos os trabalhadores do país que querem ver seus ganhos elevados: a alta do custo de vida, que corrói o poder de compra. O PL enviado ao parlamento considera a diferença entre os reajuste recebido no ano passado e a inflação medida pelo Índice de Preço ao Consumidor Ampliado (IPCA). Com a reposição das perdas inflacionárias, o ganho atual dos magistrados, hoje de R$ 28.059,29, que passaria para R$ 29.462,25, será engordado por R$ 1.196,17 mensais, para chegar aos R$ 30,6 mil.
Caso o pleito de Joaquim Barbosa passe, haverá efeito cascata nos salários de todo o serviço público.
O impacto do aumento é de R$ 598 mil para o STF e de R$ 149 milhões para o Poder Judiciário. “Com efeito, a recomposição pretendida encontra respaldo na Constituição Federal de 1988 que, no inciso X do art. 37, assegura periódica adequação à realidade econômica do país em determinado espaço de tempo”, cobra o presidente da Suprema Corte. Ele revela, também, que o citado artigo determina que “a remuneração e o subsídio dos servidores somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em caso, assegurada a revisão anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices”.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ou a justiça norueguesa é absurda ou nós é que estamos loucos

Cadeia e multa para quem foi chamado por Barroso de exemplo de honestidade


As penas do Mensalão são o triunfo da insanidade.
Cadeia e multa para quem foi chamado por Barroso de exemplo de honestidade
Qual país tem uma justiça melhor: Brasil ou Noruega?
Essa questão me ocorreu quando vi confirmada, hoje, a sentença de Marcos Valério no caso do Mensalão: 40 anos de cadeia.
Poucos meses atrás, a justiça norueguesa condenou Anders Breivik a 21 anos de prisão. Breivik matou 68 pessoas, a maior parte jovens ligados a um partido político que ele imaginava ser fraco para deter o “avanço muçulmano” sobre a Europa.
Para quem gosta de detalhes, Breivik está numa cela que parece um pequeno apartamento. Tem uma mesa de trabalho com laptop (sem internet) para escrever suas coisas e lhe deram uma esteira para se exercitar.
No final da sentença, avaliarão se Breivik pode retornar ao convívio com a sociedade.
Mas a pena – máxima, na Noruega – foi aquela: 21 anos.
Vistas e comparadas as penas de Breivik e de Valério, ou a justiça norueguesa é maluca ou é a brasileira que não faz sentido.
Estive presente numa sessão do julgamento de Breivik, em Oslo. Não havia circo, não havia arroubos, não havia nada parecido com o que se vê no Mensalão.
Havia, aqui e ali nas ruas da cidade, algumas homenagens aos jovens mortos, em geral flores, fotos e palavras de saudade.
No Brasil, ocorreu o contrário. Joaquim Barbosa foi tomando os ares daquele médico de loucos de Machado em O Alienista que acha todo mundo um problema quando o problema real é ele mesmo.
E ganharam vida palavrões como dosimetria, uma suposta fórmula quase matemática de definir sentenças. Numa palavra, a dosimetria, como mostram os 40 anos dados a Valério, se revelou mais uma coisa de louco entre tantas outras.
Mais uma comparação que grita: Manning, acusado como traidor com base na severa Lei de Espionagem dos EUA, foi condenado a 35 anos de prisão. Cinco menos que Valério.
Na retomada dos trabalhos, otimistas imaginavam que com os magistrados recém-chegados as coisas ficariam mais razoáveis.
Foi o clássico triunfo da esperança.
Barroso conseguiu dizer dias atrás que, embora discordasse de muitas coisas, não tentaria emendá-las agora, dado o trabalho anterior de seus colegas.
Hoje, ele voltou a ser notícia ao fazer um elogio – tão justo quanto inútil – a Genoíno.
Disse que Genoíno lutou contra a ditadura quando isso era um risco, que ele leva vida modesta ainda hoje, sem jamais ter se aproveitado do poder para se locupletar.
Genoíno, enfim, sob a ótica da justiça brasileira, tem todos os atributos para ser condenado a ir para a cadeia e, fora isso, receber uma multa para cujo pagamento ele provavelmente terá que recorrer a uma vaquinha de amigos.
Enquanto isso, a Globo dá um calote de 615 milhões de reais em dinheiro de 2006 – 1 bilhão hoje, mais ou menos – depois de ter sido flagrada pela Receita numa espetacular trapaça fiscal.
No fragor das denúncias, Barbosa pede emprego à Globo para seu filho, paga com dinheiro do contribuinte uma viagem de uma jornalista do Globo para escrever sobre ele numa ida inútil à Costa Rica num avião da FAB e vai assistir a um jogo da seleção no camarote de Huck.
Alguém falou em Escandinávia? Lá, num episódio desses, a concessão da Globo já teria sido retirada e seus acionistas provavelmente estivessem cumprindo seu merecido período na cadeia, em celas parecidas com as de Breivik.
Mas é o Brasil.
Vamos chegar à Escandinávia, algum dia?
Eu acredito. Mas vamos ter que caminhar muito, e muito, e muito. 

Por Paulo Nogueira no DCM

Novo ministro do Itamaraty é tido como negociador duro


O novo ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, é conhecido por sua atuação à frente da delegação brasileira em diversas cúpulas sobre meio ambiente realizadas pela ONU.
No ano passado, essa posição ganhou ainda mais proeminência, quando o Brasil foi sede de uma das cúpulas, a Rio+20.
A atuação de Figueiredo à frente da cúpula teria impressionado a presidente Dilma Rousseff que o indicou para ser o representante do Brasil nas Nações Unidos – cargo que agora será assumido por Antonio Patriota, que pediu demissão do ministério das Relações Exteriores.
Nas cúpulas do clima em que participou, Figueiredo ganhou fama de negociador duro, mas eficiente. ‘Criativo e imaginativo’
Em Durban, na cúpula da ONU de 2011, o brasileiro liderou um movimento para salvar a reunião de um fracasso, em um debate entre os países conhecidos como BASIC (Brasil, África do Sul, Índia e China), de um lado, e os Estados Unidos e União Europeia, do outro.
Pela primeira vez na história das negociações sobre o clima, países em desenvolvimento estavam prestes a se comprometer legalmente com metas de redução de emissão de gases do efeito estufa.
Mas a negociação empacou na hora da redação do texto, com britânicos não aceitando a troca das palavras “instrumento legal” por “resultado legal” – o que poderia implicar compromisso maior no combate às emissões de gases no meio ambiente.
Depois de uma ríspida troca de críticas públicas com o então ministro britânico do Meio Ambiente, Chris Huhne, Figueiredo conseguiu fazer com que todas as partes concordassem com uma redação final: “instrumento com força legal”, e os acordos foram assinados.
Em questão de poucas horas, Figueiredo, que havia sido alvo de críticas ferozes de Huhne, foi elogiado.
“Luiz é um advogado criativo e imaginativo e um grande parceiro de negociações, e o Brasil tem um histórico de conquistas incrível que está cada vez mais sendo projetado no âmbito internacional”, disse Huhne, ao final do encontro.
A comissária europeia nas negociações, Connie Hedegaard, disse que a intervenção de Figueiredo foi o momento definitivo das longas duas semanas de negociação em Durban.
“Acho que se não tivéssemos encontrado aquela solução com a Índia naquele momento, estaríamos naquela sala até agora ou nada teria saído daqui”, disse Hedegaard na época.
Foi em uma das reuniões do clima, em Copenhague em 2009, que Figueiredo teria conhecido a presidente Dilma Rousseff, na época ministra da Casa Civil.
Carioca de 58 anos, Luiz Alberto Figueiredo Machado é formado em direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e diplomata de carreira desde 1979. No Itamaraty, foi subsecretário para o Meio Ambiente, Energia e Ciência de Tecnologia.
Também ocupou cargos como diretor-geral do departamento de Meio Ambiente e Assuntos Especiais e da divisão de Política Ambiental e Desenvolvimento Sustentável.
Ele teve passagens pelas representações diplomáticas do Brasil em Santiago, Washington e Ottawa, além de ter atuado na Unesco (em Paris) e na ONU (em Nova York).
Ele participa de discussões sobre o meio ambiente desde 1981, mas também atuou em áreas como desenvolvimento, desarmamento, segurança internacional, lei marítima, Antártida, espaço, saúde e trabalho.
Caso boliviano
Figueiredo chega ao cargo de ministro das Relações Exteriores depois que a presidente aceitou o pedido de demissão de Antonio Patriota, em meio à polêmica sobre a chegada do senador boliviano Roger Pinto Molina em território brasileiro.
Após ficar abrigado por 15 meses na embaixada brasileira em La Paz, o político boliviano entrou no país com a ajuda do encarregado de negócios da embaixada, Eduardo Saboia.
O Itamaraty diz que Saboia agiu por conta própria. Em comunicado divulgado no domingo, o Ministério das Relações Exteriores afirmou só ter tomado conhecimento da chegada de Molina ao país quando o político já estava no Brasil.
O ministério anunciou ainda que abriria um inquérito para apurar as circunstâncias da viagem do senador boliviano e tomar “medidas administrativas e disciplinares cabíveis” em relação à atuação de Saboia.
O parlamentar, de 53 anos, estava na embaixada brasileira em La Paz desde maio do ano passado, onde recebeu asilo político do governo de Dilma. Ele se diz perseguido politicamente na Bolívia por ter acusado funcionários do governo de corrupção e conivência com o narcotráfico.
O governo boliviano alega que Pinto está envolvido em pelo menos 14 crimes e se refugiou na embaixada para escapar da Justiça, por ter sido condenado a um ano de prisão por um deles.

Nos EUA têm mais negros na prisão hoje do que escravos no século XIX

O presidente norte-americano, Barack Obama, participa nesta quarta-feira (28/08) em Washington de evento comemorativo pelo aniversário de 50 anos do emblemático discurso “Eu tenho um Sonho”, de Martin Luther King Jr. - considerado um marco da igualdade de direitos civis aos afro-americanos. Enquanto isso, entre becos e vielas dos EUA, os negros não vão ter muitos motivos para celebrar ou "sonhar com a esperança", como bradou Luther King em 1963.
De acordo com sociólogos e especialistas em estudos das camadas populares na América do Norte, os índices sociais - que incluem emprego, saúde e educação - entre os afrodescendentes norte-americanos são os piores em 25 anos. Por exemplo, um homem negro que não concluiu os estudos tem mais chances de ir para prisão do que conseguir uma vaga no mercado de trabalho. Uma criança negra tem hoje menos chances de ser criada pelos seus pais que um filho de escravos no século XIX. E o dado mais assombroso: há mais negros na prisão atualmente do que escravos nos EUA em 1850, de acordo com estudo da socióloga da Universidade de Ohio, Michelle Alexander.
“Negar a cidadania aos negros norte-americanos foi a marca da construção dos EUA. Centenas de anos mais tarde, ainda não temos uma democracia igualitária. Os argumentos e racionalizações que foram pregadas em apoio da exclusão racial e da discriminação em suas várias formas mudaram e evoluíram, mas o resultado se manteve praticamente o mesmo da época da escravidão”, argumenta Alexander em seu livro The New Jim Crow.
No dia em que médicos brasileiros chamaram médicos cubanos de “escravos”, a situação real, comprovada por estudos de institutos como o centro de pesquisas sociais da Universidade de Oxford e o African American Reference Sources, mostra que os EUA têm mais características que lembram uma senzala aos afrodescendentes que qualquer outro país do mundo.
Em entrevista a Opera Mundi, a professora da Universidade de Washington e autora do livro “Invisible Men: Mass Incarceration and the Myth of Black Progress”, Becky Pettit,argumenta que os progressos sociais alcançados pelos negros nas últimas décadas são muito pequenos quando comparados à sociedade norte-americana como um todo. É a “estagnação social” que acaba trazendo as comparações com a época da escravidão.
“Quando Obama assumiu a Presidência, alguns jornalistas falaram em “sociedade pós-racial” com a ascensão do primeiro presidente negro. Veja bem, eles falaram na ocasião do sucesso profissional do presidente como exemplo que existem hoje mais afrodescendentes nas universidades e em melhores condições sociais. No entanto, esqueceram de dizer que a maioria esmagadora da população carcerária dos EUA é negra. Quando se realizam pesquisas sobre o aumento do número de jovens negros em melhores condições de vida se esquece que mais que dobrou o número de presos e mortos diariamente. Esses não entram na conta dos centros de pesquisas governamentais, promovendo o “mito do progresso entre nos negros”, argumenta.
Segundo Becky Pettit, não há desde o começo da década de 1990 aumento no índice de negros que conseguem concluir o ensino médio. Além disso, o padrão de vida também despencou. Além do aumento da pobreza, serviços básicos como alimentação, saúde, gasolina (utilidade considerada fundamental para os norte-americanos) e transportes público estão em preços inacessíveis para muitos negros de baixa renda. Mais de 70% dos moradores de rua são afrodescendentes. 

Negros na administração Obama têm indíces sociais mais baixos que na época de George W. Bush
Michelle Alexander, por sua vez, critica o sistema judiciário do país e a truculência que envia em massa às prisões os negros. “Em 2013, vimos o fechamento de centenas de escolas de ensino fundamental em bairros majoritariamente negros. Onde essas crianças vão estudar? É um círculo vicioso que promove a pobreza, distribui leis que criminalizam a pobreza e levam as comunidades de cor para prisão”, critica em entrevista ao jornal LA Progresive.
 
 
 
Análise de Conjuntura

"Abominável", diz Lula, sobre vaia aos cubanos


“Segundo o ex-presidente, os profissionais de saúde de Cuba "fizeram um favor para nós, de cobrir um lugar para onde os brasileiros não querem ir". Em discurso na comemoração dos 30 anos da Central Única dos Trabalhadores, ele aproveitou para criticar a postura dos médicos brasileiros, que, segundo ele, não estariam dispostos a abrir mão do conforto. "Imagine a grandeza da atitude humanitária dessas pessoas, que não vêm aqui para a Avenida Paulista, para a avenida Copacabana", afirmou.
Brasil 247 -O ex-presidente Luiz In ácio Lula da Silva, que ontem participou das comemorações dos 30 anos da Central Única dos Trabalhadores, se mostrou indignado com as agressões contra médicos cubanos, ocorridas em Fortaleza, na última segunda-feira. "Acho abominável um grupo de pessoas ir fazer protesto contra profissionais de outros países que fizeram um favor para nós, de vir aqui cobrir os lugares que os médicos brasileiros não querem ir", disse ele.
O ex-presidente afirmou ainda que os médicos cubanos "fizeram um favor para nós, de cobrir um lugar para onde os brasileiros não querem ir. Imagine a grandeza da atitude humanitária dessas pessoas, que não vêm aqui para a Avenida Paulista, para a avenida Copacabana". Segundo ele, decisão do governo de trazer os cubanos merece aplausos. "Quero de público dizer que sou totalmente solidário à companheira Dilma e ao companheiro Padilha pela coragem de trazer os médicos para o Brasil".
Sobre os problemas da saúde pública no país, ele responsabilizou o Congresso Nacional, pelo fim da CPMF. "A elite brasileira derrotou no primeiro ano do meu segundo mandato a CPMF, tirando R$ 50 bilhões por ano. Se tivessem feito um pouco de manifestação naquele momento, não teríamos perdido. Aquela cobrança era a forma mais eficiente de fiscalizar a sonegação."
Ontem, no Twitter, o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado eleito pelo PT, postou uma foto de uma manifestação de médicos brasileiros, em que questionava a atitude "mercenária". Uma médica exibia uma nota de R$ 100,00 e, segundo a postagem, havia dito que queria, sim, mais dinheiro.”

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

ESTUDANTE PARAENSE DESAPARECIDO É ENCONTRADO MORTO NO TOCANTINS POR FAMILIARES

Recomeçam buscas por estudante paraense (Foto: Reprodução)


O estudante de geologia desapareceu, no último domingo (25),quando realizava uma pesquisa de campo com outros estudantes e professores no município de Babaculândia, região norte de Tocantins.

Um verdadeiro roteiro de mistério cerca o desaparecimento e morte do jovem universitário paraense Yego Cunha Leal. O estudante de geologia desapareceu no último domingo, quando realizava uma "pesquisa de campo" juntamente com outros estudantes no município de Babaçulândia, que fica no Sul do Pará e Norte do Tocantins. Segundo informou ao MVIVA o senhor Wilson da Silva Cunha, tio da vítima, o aluno da UFPA, campi Marabá, encontrava-se com o grupo dentro da grande  área, composta de serra, floresta e serrado, quando uma das universitárias do curso de geologia teria passado mal.
Em razão disso, o professor que liderava os alunos resolveu que o grupo seguiria adiante, enquanto que ele e a moça retornariam para a rodovia para receber cuidados médicos; foi neste momento que o estudante Yago Leal, de 23 anos, teria se oferecido como voluntário para acompanhar o casal, pedido que foi aceito pelo coordenador do grupo. 
Ocorre que por volta das 17 horas, durante o percurso do retorno forçado que o trio teria de fazer o jovem Yago, também, começou a passar mal. O professor diante de dois casos, teria instruído o universitário à ficar imóvel em determinado local, em posse de um mapa, avisando ao aluno que tinha registrado a sua localização com um aparelho de GPS; que ele não saísse dali que, após deixar a moça, retornaria imediatamente para resgata-lo. A família desconfia que o coordenador não teria regressado como prometera já que, segundo a familia foi informada, o coordenador somente chegou na rodovia com a aluna as 19 horas, portanto já noite fechada. Para atrapalhar o andamento resgate, correu um boato pelas redes sociais, que em seguida foi publicado e noticiado pela grande mídia,incluindo O LIberal e RBA, que dizia ter sido o estudante  encontrado vivo, em um local mais distante, debilitado, porém bem de saúde. O trote maldoso que absurdamente foi confirmado por um tal sargento Márcio Greyk, do corpo de bombeiros do Tocantins foi o suficiente para desmobilizar a pífia  equipe de resgate que, estranhamente, não procurou se certificar da veracidade da informação, fato que denota grande despreparo dos responsáveis pela ação.
Após desvendado o trote é que reiniciaram-se novamente as buscas para localizar o garoto, na manhã desta quarta feira (28). Ocorre que a família do rapaz não conformada com o resultado das buscas por parte das autoridades envolvidas, enviou o irmão mais velho do universitário, senhor Orlando Cunha Leal,que partiu do município de Igarapé Miri, viajando durante toda a madrugada de  motocicleta, tendo chegando ao local onde o universitário havia desaparecido por volta das cinco e meia da manhã de hoje (28). Foi este ente querido sozinho que encontro por volta do meio dia o corpo do irmão. O cadáver encontrava-se bastante inchado e, aparentemente, já havia se passado mais de 48 horas de sua morte. A revolta dos familiares é muito grande; primeiro por acharem que não houve de fato nenhum empenho real das autoridades policiais locai; idem do corpo de bombeiros, caso contrário teriam encontrado o corpo à mais tempo. Motivo de revolta expressado também pela desumana ausência de comunicação por parte da Universidade para com a família da vítima, não tendo o reitor do Campi Marabá, Maurílio Monteiro - que foi secretário de tecnologia do estado do Pará durante o governo Ana Júlia -  oferecido nenhum tipo de ajuda ou apoio para os familiares de Yago,momento em que sua mãe encontra-se desacordada sob efeito de calmantes em razão da angustia da espera de notícias sobre a vida do filho caçula. Os familiares da vítima estão inconformados com as versões sobre esta desastrosa 'pesquisa de campo', uma vez que existem muitos pontos cegos e contradições incontornáveis. Ouvido com exclusividade pelo MVIVA o delegado Nilton Atayde já avisou que recomendará ao secretário de segurança pública do Pará, Luíz  Fernandes,  que inicie uma investigação rigorosa sobre este escabroso caso que chocou a comunidade estudantil e universitária, informou que, tão logo o corpo seja trasladado e passar pela perícia dos legistas do IML-PA, terão inicio as investigações.


Por Eduardo Bueres Militanciaviva!

OUTRO BRASILEIRO NAS GARRAS DA GESTAPO INGLESA?

Talvez a Inglaterra tenha se tornado um lugar perigoso para não britânicos

O Mviva recebeu a carta abaixo, que publicamos por dever solidariedade. Ao que tudo indica, pelo menos aparentemente, trata-se de mais um caso de arbitrária prisão e tortura psicológica praticados pelos  agentes de segurança na nova colônia norte-americana da Britânia, que vive na sua história moderna uma onda brutal  de xenofobia e paranoia sem precedentes que, em nome da guerra ao terrorismo, acaba vitimando qualquer um em dia de pouca sorte. Peço aos colegas de outros sites que reproduzam o texto e o multipliquem pelas redes sociais.
Esse tipo de comportamento do governo inglês é inaceitável e merece ser denunciado ao mundo por ser desrespeitoso ao ser humano e, especialmente, com o povo do Brasil.

sonaliportobrasil


para mim
Sr. Eduardo Bueres,
Meu nome é Sonali de Souza Silva ,sou professora e moro em Porto Seguro BA, li sua matéria do Caso David Miranda , gostei muito da sua posição, por isso lhe escrevo. Sou Irmã do Brasileiro Alexandre de Sousa Silva, preso também em Londres sem provas, acusado inicialmente de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e Conspiração para suprir drogas classe A (Nota , esta lei só existe na Inglaterra e nos EUA), pesquisaram durante 1 ano as contas do meu Irmão e as nossas também, nada acharam, sòmente  o salario digno que ele recebia, trabalhava nos ultimos 15 anos como comissário de bordo da British Airways. Retiraram as 2 primeiras acusações ,mas, mantiveram Conspiração e condenaram Ele a 15 anos de reclusão. Tenho Docs. que comprovam que um Juiz acima do que condenou meu Irmão fala que foi errada a condenação dele, porém nada foi feito.
Tento conseguir apoio do Itamaraty a 4 anos , nada . Parece que eles tem medo de provar mais um erro absurdo da Corte Inglesa. Tenho Docs. do Itamaraty que fala que meu irmão é inocente, resposta aos Senadores Eduardo Suplicy e Lídice da Mata, dizendo que vão ajudar meu Irmão com Advogado, está na revista Época , inclusive, só acessar:
libera, my queen
Blogs do meu Irmão:
free alexandre de sousa silva(FACEBOOK)
Se o Itamaraty tivesse nos ajudado com um advogado para meu Irmão ,conforme prometeu, Ele já estaria solto há muito tempo,e também com grande chance de provar os erros do julgamento sem provas,nem os pápeis do dia que prenderam ele não existe , sumiram. Por isso lhe escrevo , pedindo se possível divulgar o caso do meu Irmão no seu Bolg.
Mês passado a Inglaterra colocou Ele em Regime Semi aberto, vou lhe enviar o link da TV Globo.
Segue meus contatos:
73-32881515
73-98075068
No YOU TUBE, VC pode acessar :
brasileiro preso em londres
VC vê os pronunciamentos da Senadora Lídice da Mata a favor do Alex.Meus agradecimentos , pela sua atenção, fique com Deus, Sonali

JÁ VAI TARDE! - SUPERINTENDENTE DO DNIT PARÁ É EXONERADO

Vá!, e não volte mais!

Depois de infernizar a vida dos paraenses, em especial dos moradores da capital Belém,o Superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), dos estados do Pará e Amapá, Davi Bessa (foto acima), foi finalmente exonerado nesta terça-feira (27), após mais um protestos em meio a centenas de outros que vinham ocorrendo em todo Estado por parte da população que revoltada desta vez bloqueou a rodovia BR-308, pedindo melhorias nas rodovias que fazem a ligação aos principais municípios situados no nordeste do Pará. 

Nunca se viu um caso de inoperância e incompetência tão explicita como ocorreu durante a gestão de Bessa, que administrou o orgão de forma aparentemente alienada e arrogante, deixando como marca principal o engessamento da principal via de entrada da capital, A Br-316,  onde instalou dezenas de radares e redutores de velocidade limitando a velocidade para 40 km/hora, sem que tenha para isso atentado para a inexistência de outras vias alternativas,que respaldassem essa medidas perniciosas e restritivas, fato que azucrinou e azucrina diuturnamente a vida dos motoristas e cidadãos do Pará. 

Esta decisão foi tomada tardiamente pelo ministro dos Transportes, César Borges,  que foi publicada ainda ontem (26), no Diário Oficial da União não satisfaz aos paraenses, que foram e ainda permanecem prejudicados enquanto as medidas equivocadas tomadas por esta espécie de Nero moderno, permanecerem vigentes. 
  
Bessa, que estava à frente do departamento desde 2012 e será substituído por João Cláudio Cordeiro da Silva Júnior - outro servidor do quadro de pessoal do Dnit -  deveria logo em seguida ser alvo de uma sindicância interna que pudesse ao final do um processo administrativo leva-lo ao impedimento no sentido de assumir um outro cargo similar na federação, evitando abrir novas chances de reincidir nos mesmos equívocos arrogantes praticados aqui em terra papa-chibé.

Vamos aguardar para ver que tipo de medidas serão tomadas pelo novo superintendente, para melhor avaliar se são as providências que todos aguardamos. Por exemplo: na BR-316, seja iniciado a construção urgente de passarelas aéreas, ou subterrâneas, para travessia segura dos pedestres; a retirada imediata da maior parte dos radares e redutores, lambança que miseravelmente trava o transito e prejudica o trafego. Nas outras Rodovias eternamente sub-administradas e esquecidas pelo governador Jatene, que precisam de manutenção e reparo urgente, que faça o óbvio, buscando enquadra-las dentro do PAC. A coletiva à imprensa do novo calouro do DNIT fica (ainda) para a próxima semana. Aguardem,voltarei ao tema.


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Porque prefiro ser tratado por médicos brasileiros. Ou não



Eu prefiro ser tratado por médicos brasileiros, embora 54,5%  dos 2400 formandos que fizeram a prova do Conselho Regional de Medicina de SP não atingiram a nota mínima. O pior é que os erros se concentraram em áreas básicas. Mesmo assim vão poder exercer a profissão e atender aos infelizes que caírem em suas reprovadas mãos. Mas eu não moro em São Paulo.

Prefiro médicos brasileiros, porque eles são coisa nossa. Por exemplo, a gente liga pra marcar consulta e a telefonista do doutor pergunta: - é particular ou plano? Se for plano, empurram sua consulta lá pra frente. Particular, eles dão um jeitinho. Coisa nossa.

Prefiro médicos brasileiros, porque quando chego ao consultório, fico esperando mais de uma hora pra ser atendido. É porque eles são bonzinhos, gostam de atender a todo mundo, e sabem que ali, no calor apertado da sala de espera, sempre pode rolar uma conversa agradável sobre sintomas e padecimentos com outros médicos. E a socialização é muito importante. Sem contar que podemos adquirir informação, com a leitura daquela Veja em que Airton Senna e Adriane Galisteu ainda estão namorando. Ah, tempo bom! É coisa nossa.
Prefiro médicos brasileiros, porque quando a consulta é particular, eles fazem questão de não dar recibo, ou então a recepcionista pergunta se vou querer a nota fiscal, porque aí o preço é diferente. Não é sonegação, claro que não. É porque eles têm vergonha de espalhar quanto cobram pela consulta. Coisa nossa.

Prefiro médicos brasileiros, porque eles vivem chorando miséria, mas, mesmo assim, no estacionamento dos médicos nos hospitais só tem carrão importado. Parece até pátio de delegacia de polícia. Coisa nossa.

Prefiro médicos brasileiros, porque você faz todo o acompanhamento de sua doença com o doutor do seu plano de saúde, mas na hora da cirurgia, embora ela seja coberta pelo plano, o doutor sempre pede um por fora, pra ele e equipe. Inclusive o anestesista, aquele médico que não é médico, não tem plano, não obedece a sindicatos nem nada. É sempre por fora. É coisa nossa.

Prefiro médicos brasileiros, porque várias vezes você chega ao posto de saúde, a uma emergência ou ao hospital e ele simplesmente não foi trabalhar, e usa de sua criatividade, inventando até dedinhos de silicone, para receber aquele salário que eles dizem que é uma merreca. Mas, isso é mentira, na verdade eles não vão trabalhar porque os hospitais, ambulatórios, as emergências e postos de saúde não dão condições. Eles só não largam o emprego porque têm pena dos pacientes que vão deixar na mão - embora não trabalhem. Pelo menos é o que dizem. Coisa nossa.

Só escrevo este texto, porque tenho vários amigos médicos e, infelizmente, não vejo nenhum deles se levantar contra esse hediondo corporativismo, contra essa maluquice generalizada de que seus colegas cubanos (que trabalham no mundo inteiro) são despreparados e, pior, vão espalhar a ideologia comunista pelo Brasil. Esses médicos que acham que municípios sem médicos têm que continuar assim, enquanto não tiverem infraestrutura, como naquela história da época da ditadura, de que era preciso primeiramente fazer crescer o bolo para depois dividi-lo.

Se os médicos estivessem defendendo seu mercado de trabalho... Mas, não, os médicos estrangeiros só estão vindo ocupar vagas que foram recusadas por seus colegas brasileiros, que não querem trabalhar e também não querem que outros trabalhem. O paciente... ah, o paciente. Ele não é mais paciente, agora é cliente.

Claro que temos ótimos médicos. E muitos deles já se declararam a favor da vinda de seus colegas do exterior.

Temos ótimos médicos, repito. Vários deles trabalhando em condições precárias. Temos muito o que melhorar, e a presidenta Dilma reconheceu o problema em seu pronunciamento na TV:
Quero propor aos senhores e às senhoras acelerar os investimentos já contratados em hospitais, UPAs e unidades básicas de saúde. Por exemplo, ampliar também a adesão dos hospitais filantrópicos ao programa que troca dívidas por mais atendimento e incentivar a ida de médicos para as cidades que mais precisam e as regiões que mais precisam. Quando não houver a disponibilidade de médicos brasileiros, contrataremos profissionais estrangeiros para trabalhar com exclusividade no Sistema Único de Saúde.
Neste último aspecto, sei que vamos enfrentar um bom debate democrático. De início, gostaria de dizer à classe médica brasileira que não se trata, nem de longe, de uma medida hostil ou desrespeitosa aos nossos profissionais. Trata-se de uma ação emergencial, localizada, tendo em vista a grande dificuldade que estamos enfrentando para encontrar médicos, em número suficiente ou com disposição para trabalhar nas áreas mais remotas do país ou nas zonas mais pobres das nossas grandes cidades.
Sempre ofereceremos primeiro aos médicos brasileiros as vagas a serem preenchidas. Só depois chamaremos médicos estrangeiros. Mas é preciso ficar claro que a saúde do cidadão deve prevalecer sobre quaisquer outros interesses. O Brasil continua sendo um dos países do mundo que menos emprega médicos estrangeiros. Por exemplo, 37% dos médicos que trabalham na Inglaterra se graduaram no exterior. Nos Estados Unidos, são 25%. Na Austrália, 22%. Aqui no Brasil, temos apenas 1,79% de médicos estrangeiros. Enquanto isso, temos hoje regiões em nosso país em que a população não tem atendimento médico. Isso não pode continuar. Sabemos mais que ninguém que não vamos melhorar a saúde pública apenas com a contratação de médicos, brasileiros e estrangeiros. Por isso, vamos tomar, juntamente com os senhores, uma série de medidas para melhorar as condições físicas da rede de atendimento e todo o ambiente de trabalho dos atuais e futuros profissionais.
Ao mesmo tempo, estamos tocando o maior programa da história de ampliação das vagas em cursos de Medicina e formação de especialistas. Isso vai significar, entre outras coisas, a criação de 11 mil e 447 novas vagas de graduação e 12 mil e 376 novas vagas de residência para estudantes brasileiros até 2017.  [Fonte]

Mas, o que estamos vendo é que existe um grupo de médicos para quem os cidadãos brasileiros de municípios sem médicos devem sofrer calados ou pegar um ônibus, barca, trem, o que seja, para procurar uma cidade onde um senhoríssimo doutor (brasileiro) o atenda, quando der. A esses lembro que Deus é ironia, e eles podem amanhã ou depois sofrer um acidente, numa pequena cidade, um pequeno município daqueles que ninguém jamais ouviu falar, eu gostaria de saber o que sentiriam ao ouvir alguém lhe falar assim:

- Necesita de ayuda, señor?

( texto de Luciano Martins Costa, publicado no Observatório da Imprensa)

UMA BOFETADA NA CARA DA BOLIVIA


O lamentável caso da ajuda brasileira ao fugitivo boliviano Roger Pinto Molina.
Imagine se a diplomacia equatoriana desse um jeito de tirar Julian Assange da embaixada de Londres e levá-lo a Quito.
É, simplesmente, inimaginável.
Pois foi o que o Brasil fez com a Bolívia. Com a ajuda de um diplomata brasileiro, um fugitivo boliviano que estava refugiado na embaixada nacional em La Paz foi trazido para o Brasil.
O governo de Evo Morales ficou, com toda razão, ofendido.
Roger Pinto Molina
O fugitivo, o senador Roger Pinto Molina, é o clássico predador de direita sulamericano. Ele é suspeito de envolvimento num massacre em que foram mortos 19 índios. Também é acusado de traficar drogas e acumular uma fortuna com propinas.
Molina é, em suma, o anti-Assange, já que falamos do fundador do Wikileaks.
A iniquidade social abjeta da Bolívia, contra a qual Morales vem bravamente se batendo, se deve a figuras como Molina. Os Molinas espalhados pela América do Sul construíram uma região campeã mundial de desigualdade social. Para que eles erguessem seus palacetes milhões de pessoas foram arremessadas a favelas em todos os países sulamericanos.
 
Dilma, aparentemente, foi apanhada de surpresa pela chegada de Molina ao Brasil. Na biografia de Molina não existe nada que possa causar boa impressão em alguém com a visão política de Dilma.
Também é presumível que o chanceler Antonio Patriota nada soubesse. Ele com certeza trataria de um assunto tão importante como esse com Dilma. Evo Morales é caro a ela.
Antonio Patriota
A hipótese mais provável é que tenha sido um ato isolado da diplomacia brasileira em La Paz. A responsabilidade tinha que recair mesmo sobre Patriota.

Dilma se livrou rapidamente de Patriota, que vai para a ONU. Foi uma espécie de pedido de desculpa ao governo boliviano.
Mas é pouco, muito pouco, diante da espetacular bofetada que foi a transferência para o solo brasileiro de um homem sobre o qual pesam acusações terríveis.


Por Paulo Nogueira no DCM

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Lula bilionário: a anatomia de um boato viral desmentido pela revista Forbes

lula

A “capa” da Forbes
A viagem de um texto calunioso na Internet.

Geraldo Almendra é um economista e professor de matemática  aposentado. Diz que trabalha no mercado financeiro, é casado e mora em Petrópolis, estado do Rio. É fã das Forças Armadas e está animado com o grande protesto de 7 de setembro. “Lugar de bandido é na cadeia ou debaixo da terra”, declara em sua página no Facebook.
Almendra é também um dos autores de uma pequena farsa perpetrada em maio do ano passado e que foi oficialmente desmentida agora. Ele assinou um texto, que se tornou viral, afirmando que Lula era bilionário. A prova era uma matéria na revista Forbes, que publica anualmente um ranking dos homens mais ricos dos mundo.
Escreveu ele: “Pode um cidadão eleito presidente e pertencente à classe média baixa, se tornar, em dois mandatos presidenciais, em um bilionário apenas com seus rendimentos e benefícios do cargo?
Conforme amplamente noticiado em algumas ocasiões uma conceituada revista – a Forbes – trouxe à tona esse tema, reputando a Lula a posse de uma fortuna pessoal estimada em mais de R$ 2 bilhões de dólares, devendo-se ressaltar que a primeira denúncia ocorreu ao que tudo indica em 2006, o que nos leva a concluir que a ‘inteligência financeira do ex-presidente’ já deve ter mais que dobrado esse valor, na falta de uma contestação formal e legal do ex-presidente contra a revista.
Nesta semana a divulgação pelo Wikileaks de suspeitas – também já feitas anteriormente – de subornos envolvendo o ex-presidente nas relações de compras feitas pelo desgoverno brasileiro em relação a processos de licitações passados, ou em andamento, nos conduz, novamente, e necessariamente, a uma pergunta não respondida: como se explica o vertiginoso crescimento do patrimônio pessoal e familiar da família Lula?”
A coisa toda é um amontoado de boatos empilhados — ou seja, perfeito para circular na Internet. Foi republicado ostensivamente. Chegaram a fazer uma montagem da capa. Na caixa de comentários de um ou outro blog, alguém fazia um alerta para Almendra. “Seu comentário sobre o Lula está na Internet. Não estou absolutamente defendendo o Lula, mas se não falarmos a verdade, corremos o risco de dar mais prestígio a ele. Fui pesquisar na revista (Forbes em inglês) indicada e a foto é uma montagem, além do texto que é totalmente diferente”, escreveu uma mulher.
Acabou que o correspondente da Forbes no Brasil, Ricardo Geromel, publicou um artigo no site da revista intitulado “Lula, ex-presidente do Brasil, é um bilionário?” Geromel afirma que um leitor perguntou-lhe se a Forbes havia investigado a fortuna de Lula. Ele explica a metodologia da publicação para chegar às suas listas. Conta dos ricos que não concordam com sua pontuação no ranking, como o príncipe Alaweed, neto do fundador da Arábia Saudita,  que ameaça processar a Forbes por não figurar nos top 10.
“Depois de ter explicado a nossa metodologia, eu gostaria de destacar que, embora existam alguns bilionários que são políticos, Lula não é um deles. Alguns exemplos de políticos que são bilionários: Sebastian Piñera, presidente do Chile, tem US $ 2,5 bilhões, e Michael Bloomberg, prefeito de Nova York,tem US $ 27 bilhões.
Após deixar o cargo de presidente do Brasil, Lula recebeu cerca de US $ 100 000 para um discurso de 50 minutos para a LG em 2011. Ele também deu palestras para a Microsoft e a Tetra aPk e foi pago por empresas de construção de todo do Brasil, como a Odebrecht, para viajar para seis nações da África e dar palestras para os executivos locais. No entanto, não há evidência que sugiram que Lula está perto de se tornar um bilionário.
O filho de Lula, Fábio Luis, apelidado de Lulinha, não se tornou (ainda) se um bilionário. Recentemente, Lula negou publicamente os rumores de que Lulinha é dono de um jato de US $ 50 milhões e que seja um dos donos da JBS, o maior produtor mundial de carne bovina. Antes de seu pai ser eleito presidente, Lulinha trabalhou como estagiário em um jardim zoológico. Em 2004, um ano após a primeira eleição de Lula, Lulinha lançou a Gamecorp, empresa que produzia conteúdo para TV e Internet. Em 2005, a Gamecorp recebeu mais de U$ 2,3 milhão da Telemar, hoje conhecida como Oi. A Gamecorp não foi muito bem e suas perdas já somaram mais de US $ 4 milhões. Tem havido uma série de rumores sobre a riqueza da família de Lula, mas nada baseado em fatos reais.”

 Kiko Nogueira no DCM

Vídeo mostra como STF “engavetou” o caso do “mensalão” mineiro do PSDB

 


No Tijolaço
Alertado pelo Conversa Afiada, vou ao site do Congresso em Foco e está lá a matéria de Eduardo Militão sobre o escândalo do “adormecimento” do caso do mensalão mineiro – recursos que Marcos Valério repassou ao ex-governador e líder tucano Eduardo Azeredo – no Supremo Tribunal Federal.
Por duas vezes o processo vai à pauta do plenário.
Da primeira vez, a pedido de Gilmar Mendes – ex-advogado-Geral de Fernando Henrique – é adiado.
Da segunda vez, sob o argumento de que seu voto “é longo”, o então presidente do STF diz que o lerá depois do lanche da tarde que os ministros fazem.
Na volta, porém, o caso que põe em pauta é outro, distinto.
O do “mensalão mineiro”, desaparece entre os chás e sanduíches.
Ouvido, o agora aposentado prefacista de Merval Pereira, Ayres Britto, diz que se trocou de processo, foi porque ele “ouve os demais ministros”.
O ex-procurador da República, Claudio Fonteles, entre risos irônicos, diz que “o processo foi tirar uma soneca” nas gavetas de Britto.
- Você pergunta ao Ministro Ayres Britto por que é que ele resolveu agilizar o do PT e não o do PSDB…Pergunte a ele..Hehehehe…Pelo que o senhor está me descrevendo aí (o repórter do Congresso em Foco) o Brittinho deito em cima deste troço aí