O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

MORREU PELA BOCA


Na sessão de ontem, mais uma vez, Joaquim Barbosa ultrapassou todos os limites da civilidade, com convites para entrar na carreira política e pronto para deixar a corte, ele interrompeu duas vezes o voto do ministro Luís Roberto Barroso; "Fazer discurso político é muito fácil", acusou; no entanto, quem está a um passo de virar político é Barbosa; é ele quem assanha partidos a procurá-lo; também é Barbosa quem figura nas pesquisas como presidenciável.

Miguel do Rosário, O Cafezinho  

"Barroso deixou que Barbosa morresse como um peixe, pela boca. Foi a vitória da serenidade sobre o destempero, da delicadeza sobre chauvinismo, do respeito à divergência sobre a intolerância"

O escritor argentino Ricardo Piglia, num de seus ensaios, propõe uma tese segundo a qual um conto oferece sempre duas histórias. Uma delas acontece num descampado aberto, à vista do leitor, e o talento do artista consiste em esconder a segunda história nos interstícios da primeira.
Agora sabemos que não são apenas escritores que sabem ocultar uma história secreta nas entrelinhas de uma narrativa clássica.  O ministro Luís Roberto Barroso nos mostrou que um jurista astuto (no bom sentido) também possui esse dom.
Esta é a razão do ridículo destempero de Joaquim Barbosa. Esta é a razão pela qual Barbosa interrompeu o voto do colega várias vezes e fez questão de, ao final deste, vociferar um discurso raivoso e mal educado.
Barbosa sentiu o golpe.
Houve um momento em que Barbosa praticamente se auto-acusou: “o que fizemos não é arbitrariedade”. Ora, o termo não fora usado por Barroso. Barbosa, portanto, não berrava apenas contra seu colega. Havia um oponente imaginário assombrando Barbosa, que não se encontrava em plenário, mas ele sentiu sua presença enquanto ouvia Barroso ler, tranquilamente, seu voto.

O oponente imaginário são os milhares de brasileiros que vem se aprofundando cada vez mais nos autos da Ação Penal 470, acompanhando os debates do Supremo Tribunal Federal, ajudando alguns réus a pagar suas multas, dando entrevistas bem duras em que denunciam os erros do julgamento, e constatando, perplexos, que houve, sim, uma série de erros processuais e arbitrariedades.
Barroso contou duas histórias. Uma delas, no primeiro plano, era seu voto. Um voto tranquilo e técnico. Só que nada na Ação Penal 470 foi tranquilo e técnico, e aí entra a história subterrânea, por trás do cavalheirismo modesto de Barroso.
E aí se explica a fúria de Barbosa. 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

PETROBRAS LUCROU 11% A MAIS EM 2013 E DA UM "CALA-TE BOCA" NOS "ANALISTAS" PICARETAS

E a “falida” Petrobras lucrou 11% a mais em 2013?



Por: Fernando Brito
Os jornais vão amanhecer com esta informação, seguida ou antecedida dos “mas, porém, entretanto, todavia” que acompanha qualquer notícia econômica boa neste país.
Num ano difícil, com queda na produção (menos 2% na média anual) provocada por uma série de fatores (declínio de poços antigos, atraso na ligação de novos – tanto por dificuldades técnicas quanto por demora na produção de equipamentos nacionais – e mesmo pela natural dificuldade de uma complexa cadeia de equipamentos navais), com valorização do câmbio e com a mais que necessária cooperação para evitar que altas dos combustíveis acirrassem um espasmo inflacionário, com tudo isso, a Petrobras teve um lucro superior em 11,3% em relação ao verificado em 2012, invertendo dois anos consecutivos de queda no lucro da empresa.
 
Numa empresa que está dobrando de tamanho em poucos anos, com um pesado plano de investimentos que supera US$ 45 bilhões por ano (em 2013 foram R$ 99 bi investidos) nada mais natural que uma oscilação nos lucros.
Se a variação do lucro for medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ajustado, que retira boa parte das oscilações provocadas pela variação cambial – que ninguém sabe se vai continuar ou reverter-se, o lucro da Petrobras cresceu 17,8% em 2013, na comparação com 2012, chegando a R$ 62,967 bilhões.
O que tem de ser olhado pelo investidor – investidor, não especulador – é a perspectiva da empresa no médio e longo prazos, embora estas perspectivas, agora, já sejam grandes também no curto prazo, com uma variação entre a produção de ponta a ponta de 2014 que será superior a 20%, o que dá um incremento de algo em torno de 7,5% na média de sua produção anual.
 
Haverá, quase que certamente, um erro de leitura do plano de produção da empresa divulgado hoje, em que a empresa estima em 4 bilhões de barris a sua produção de petróleo para 2020.
O número não inclui a parte do petróleo retirado dentro dos contratos de partilha que pertence ao Governo brasileiro. No caso de Libra, por exemplo, 41,65% por cento de tudo o que for retirado, pagos os custos. Deverá ser assim, também, na extensão dos campos das aéreas de cessão onerosa – Florim, Franco e Iara – que estarão em produção nesta data.
 
A produção brasileira total de petróleo vai superar 5,2 bilhões de barris diários.
150% maior que a de hoje.
É significativo também que a empresa não planeje subir deste patamar. Confirma a decisão brasileira de ser exportador de petróleo bruto apenas em pequena escala, seja para adequar o fornecimento ao parque de refino de derivados, seja para financiar sua caríssima expansão até os 3,9 milhões de barris diários previstos para 2030.
 
A partir daí é que o país fará a opção entre ampliar exportações de óleo crú ou de derivados ou, ainda, seguir dosando a extração para assegurar suprimento próprio por mais tempo, segundo as disponibilidades e preços internacionais de energia.
Não haverá correria atrás do dinheiro fácil de exportações, como houve com o minério de ferro, mais abundante aqui e no mundo.
O corte de pouco mais de 6%


A indústria de petróleo não é para ser administrada como “gadgets” de internet, que se compra ou vende de acordo com as oportunidades de mercado.
Ela é a espinha dorsal do desenvolvimento econômico sempre. E a do petróleo será a maior delas, ainda por várias décadas.

Ex-papa Bento 16 nega ter sido forçado a renunciar


Em um raro rompimento do silêncio desde que deixou o comando da Igreja Católica há quase um ano, o ex-papa Bento 16 qualificou de “absurda” as especulações de que teria sido obrigado a abdicar.
A lei eclesiástica diz que a renúncia pontifícia só é válida se o papa tomar a decisão com plena liberdade e isento de pressões alheias.
“Não há absolutamente nenhuma dúvida da validade da minha renúncia do ministério petrino (de Pedro)”, disse o papa emérito, de 86 anos, em carta publicada nesta quarta-feira pelo site italiano Vatican Insider.
“A única condição para a validade da minha renúncia é a completa liberdade da minha decisão. Especulações a respeito da sua validade são simplesmente absurdas”, escreveu ele em resposta a um pedido do site para que comentasse as recentes especulações na imprensa italiana.
Bento 16 anunciou sua renúncia em 11 de fevereiro de 2013 e a efetivou em 28 de fevereiro, tornando-se o primeiro pontífice em 600 anos a deixar o cargo em vida.
Na época, ele disse que estava renunciando por não ter mais força física e espiritual para comandar uma Igreja com 1,2 bilhão de seguidores.
Neste mês, por ocasião do primeiro aniversário do anúncio da renúncia, o jornal italiano Libero publicou uma longa reportagem reavivando as especulações de que Bento 16 pode ter sido forçado a renunciar por causa dos escândalos no Vaticano.
O ex-pontífice alemão vive praticamente recluso dentro de um antigo convento no Vaticano. O Libero insinuou que Bento 16 optou por continuar se vestindo de branco porque ainda se sente papa.
A respeito disso, o papa emérito respondeu: “Continuo a vestir batina branca e mantive o nome Bento por razões puramente práticas. No momento da minha renúncia, não havia outras roupas disponíveis. Seja como for, uso a batina branca de forma visivelmente diferente daquela como o papa (Francisco) a veste. Esse é mais um caso de especulação completamente infundada.”


Fonte:Reuters

Papel ridículo! - Ex-general se entrincheira em Caracas contra governo

O ex-general Ángel Vivas (AP)
Vladimir Hernandez, é o general de pijama reacionário e aloprado, que quer transformar a sua 'bronca pessoal' com os bolivarianos, em uma questão de ordem política. O Tiro vai sair pela culatra. (Mviva)



O governo mandou prender o ex-militar por declarações feitas no Twitter
É preciso ultrapassar ao menos sete barricadas em Caracas antes de chegar à casa do general aposentado Ángel Vivas.
O ex-militar ficou famoso neste domingo, quando uma comissão do serviço de inteligência da política venezuelana chegou à sua casa para prendê-lo por algo que ele havia escrito no Twitter.
Abrigado em sua casa no alto de uma colina no bairro de Prados del Este, na parte sudeste da capital, Vivas vestia um colete à prova de balas branco e trazia consigo uma pistola 9 milímetros e um fuzil de assalto.
Do alto do muro de sua residência, desafiou os funcionários do governo do presidente Nicolás Maduro que foram prendê-lo. Ele continua em liberdade.
A imagem desafiadora do ex-militar armado era digna de cinema. E sua figura mobilizou imediatamente seus vizinhos e vários venezuelanos críticos do governo.

Repercussão

Dezenas de vizinhos de Vivas ocupam uma área de dez quarteirões ao redor de sua casa, como uma espécie de brigada de defesa.
Casa do ex-general Ángel Vivas (BBC)
Vizinhos protegem a casa do ex-general
Quem vai ao local sente a tensão no ar. Recém-chegados são recebidos com olhares nervosos ou de raiva.
A identificação como repórter de imprensa acalma os ânimos, mas o olhar de suspeita nunca desaparece por completo.
"Defendemos o general para defender a democracia e a liberdade de expressão", disse Zenaida Rivera à BBC Mundo em frente à porta da casa do general aposentado.
Vivas sugeriu, por meio de sua conta no Twitter, formas de enfrentar uma eventual chegada de oficiais do governo, como colocar barricadas de arame farpado nas ruas.
Mas, dias depois de ele ter dado essas recomendações, um motociclista que não parecia estar envolvido nos protestos morreu ao bater contra uma barricada erguida em uma rua na parte leste de Caracas.
Isso gerou uma resposta enérgica do governo, que mandou prender o general por considerá-lo o responsável intelectual pela morte.
Sua prisão parecia certa até o envolvimento dos vizinhos, quando o ex-militar se entrincheirou e empunhou armas contra as autoridades.
Maduro declarou que isso apenas agravou a situação do ex-general.

Responsabilidade?

Vivas foi aposentado em 2008, quando solicitou por via judicial que os militares da Venezuela não fossem obrigados a gritar "Pátria, socialismo ou morte" em eventos das Forças Armadas.
Essa atitude lhe rendeu uma breve prisão e sua expulsão do Exército.
Barricadas próximas à casa de Vivas (BBC)
Barricadas dificultam o acesso à casa de Vivas
Desde então, tornou-se um ferrenho opositor do atual regime, com a liberdade conferida por não estar mais na ativa. Agora enfrenta um pedido de prisão em seu nome.
"Não podem responsabilizá-lo pela morte de uma pessoa só por ter publicado uma coisa no Twitter", disse Vivian Rey, uma da vizinhas de Vivas, à BBC Mundo.
O ex-general não atende à imprensa e só aceitou aparecer na televisão com a CNN em espanhol, emissora recentemente expulsa e depois readmitida no país.
Sua casa parece estar bem defendida pela vizinhança. Na última barricada, a dez metros de distância de sua residência, há óleo no chão para derrubar os mais descuidados.
"Fiquei incomodado pelo exagero da Guarda Nacional também ter vindo buscá-lo", disse Leoncio Marichal, vizinho de Vivas.
Junto com a caminhonete do serviço de inteligência, vieram, na ocasião 20 motos, três veículos blindados e dezenas de funcionários do governo. Tudo isso para prender um homem de quase 60 anos de idade.
"Assim que escutamos eles chegando, saímos para defendê-lo", disse Marichal.
No local, é esperado o retorno das forças de segurança.

Polêmico

A atitude de Vivas foi aplaudida por algumas alas mais radicais da oposição venezuelana, que saudaram o ex-militar por enfrentar o governo dessa maneira.
Mas outros setores da oposição expressaram preocupação pela exaltação da imagem de Vivas empunhando armas.
No amplo espectro de críticos do chavismo, existe uma ala que não vê com bons olhos o militarismo e dão como exemplo o ex-presidente Hugo Chávez, que tem um passado militar e liderou uma tentativa de golpe de Estado em 1992.
Ainda está na memória a lembrança do que ocorreu entre o fim de 2001 e o início de 2002, quando um a um vários oficiais das Forças Armadas venezuelanas instalaram-se na Praça Altamira, de Caracas, até que Chávez abandonasse o poder.
O protesto foi vencido pelo passar do tempo. Ignorados por Chávez e em meio a um golpe de Estado falido e a quase três meses de greve nacional, muitos dos que participaram do ato acabaram esquecidos.

BOMBA! REQUIÃO AO PLIM-PLIM: A GLOBO DE SP NÃO É DA GLOBO!




O Senador Requião – aquele que fala umas tantas coisas dos filhos do Roberto Marinho, que, como Governador, não deu um tusta de publicidade à Globo, e pergunta – sem resposta – ao ministro Mantega pelo DARF, apresentou à mesa do Senado, nesta terça-feira, requerimento a ser encaminhado ao Ministro Plim-Plim (ou será Trim-Trim ?).
Trata-se de pedido para efetuar a cessação imediata dos direitos da Globo sobre a Globo São Paulo, adquirida em processo de deslavada fraude, como comprovado na Justiça.
Agora é que o Plim-Plim vai pipocar !


Leia a integra do requerimento.
 
REQUERIMENTO DE INFORMAÇÕES Nº , DE 2014

Requeiro, nos termos do § 2º do art. 50 da Constituição Federal, combinado com o art. 216 do Regimento Interno do Senado, sejam solicitadas ao Senhor Ministro de Estado das Comunicações, no prazo constitucionalmente definido, as informações abaixo elencadas, e, nos termos do art. 217 do Regimento, requeiro a remessa de cópia de todos os documentos e processos que embasem e comprovem as correspondentes respostas.
1 – De acordo com o artigo 90 do Decreto no. 52.795, de 31 de outubro de 1963, “nenhuma transferência, direta ou indireta de concessão ou permissão, poderá se efetivar sem prévia autorização do governo federal, sendo nula, de pleno direito, qualquer transferência efetivada sem observância desse requisito”. Nessa linha, indaga-se se o Ministério das Comunicações (CONTEL OU DENTEL) foi previamente comunicado da celebração de contrato particular de promessa de venda de ações e de cessão de cotas da Rádio Televisão Paulista S/A, depois TV Globo de São Paulo S/A (52% do capital social inicial), da TV Rádio Clube de Bauru Ltda. e da sociedade “Rádio Paulista Ltda.”, com sede em Recife, canal 11, e outras empresas, em 9 de novembro de 1964, entre Victor Costa Petraglia Geraldine Junior e Roberto Marinho, pelo preço certo de Cr$3.750.000.000,00 (três bilhões, setecentos e cinquenta milhões de cruzeiros)?
2 – Os documentos dessa noticiada transação foram encaminhados aos órgãos governamentais para juntada aos autos dos processos administrativos que tratam, em particular, da outorga da concessão para a exploração do canal 5 de São Paulo e da posterior transferência do controle acionário para o jornalista Roberto Marinho (processos nos. 6.023/64 e 10.810/65)?
3 – Estranhamente, conforme noticiado pela imprensa, em 5 de dezembro de 1964, por meio de um simples recibo xerocopiado, o mesmo Sr. Roberto Marinho teria comprado os mesmos 52% do capital social inicial da Rádio Televisão Paulista S/A, depois TV Globo de São Paulo S/A, da família Ortiz Monteiro, controladora original da emissora, por apenas Cr$60.396,00 (sessenta mil, trezentos e noventa e seis cruzeiros), abrangendo 15.099 ações de um total de 30.000. Na verdade, um recibo não original, sem a qualificação das partes, simples e que destaca que é “para cumprimento final de acordos com Victor Costa Petraglia Geraldine ou sucessores”, o que não consta no contrato particular firmado entre Victor e Roberto em 9 de novembro de 1964. Pergunta-se se esse simples recibo de apenas 16 linhas também integra os processos administrativos acima mencionados e se essa nova operação de compra de transferência de controle acionário do mesmo canal 5 também foi previamente aprovada pelo Ministério das Comunicações?
4 – Para efeito de regularização societária e obtenção da aprovação do governo qual das duas transações foi reconhecida como válida, a de 9 de novembro de 1964 ou a de 5 de dezembro de 1964 ou nenhuma das duas? Segundo laudo de perita judicial, o recibo de 5 de dezembro de 1964 só poderia ter sido confeccionado em 1971, data em que a máquina de datilografia passou a ser fabricada, ou seja, é um documento anacrônico.
5 – Em se tratando de uma sociedade anônima, concessão para a exploração de relevante serviço público de som e imagem, pergunta-se se a anunciada transação entre Victor Costa Junior e Roberto Marinho foi levada a registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo e comunicada à Bolsa de Valores, já que submissa também à Lei de Sociedades Anônimas?
6 – Informação levantada no processo de inventário dos bens deixados por Victor Costa para seu único filho e herdeiro, Victor Costa Junior, que tramitou no Juízo Cível da 9ª. Vara Cível e Comercial de São Paulo, revela que nas primeiras declarações e nas posteriores não constituíram objeto do inventário as ações das emissoras anteriormente mencionadas. Assim, não pôde ser cumprido o compromisso assumido de apresentar a certidão da correspondente adjudicação de todas essas ações e cotas e direitos dela decorrentes em 90 dias já que nem foram inventariadas. Para as autoridades competentes essa promessa de negócio, consumada, pois houve o pagamento, existiu, de fato, ou não passou de uma manobra para, posteriormente, possibilitar o ingresso do comprador na sociedade à revelia de todos os mais de 600 acionistas fundadores da Rádio Televisão Paulista S/A, canal 5 de São Paulo?
7 – Não convencido de que o negócio com o Sr. Roberto Marinho iria prosperar, o Sr. Victor Costa Junior, que lhe vendera o capital majoritário da emissora, em 9 de novembro de 1964, convocou e instalou uma AGE em 10 de fevereiro de 1965, para, a pretexto de aumentar o capital da empresa, introduzir de vez o comprador no SEU comando. Dos mais de 600 acionistas, apenas um compareceu ao ato assemblear, Sr. Armando Piovesan, titular de duas ações e funcionário da emissora e que secretariou os trabalhos. Na ata da reunião constou que estava representando não o senhor Roberto Marinho que adquirira a empresa de Victor Costa Junior em 9 de novembro de 1964, mas a família Ortiz Monteiro que detinha, de fato, os 52% do capital social inicial e que também lhe teria vendido suas ações em 5 de dezembro de 1964. Por distração, Armando Piovesan fez registrar na ata que, por procuração, estava representando o maior acionista da empresa, Hernani Junqueira Ortiz Monteiro, titular de 5.000 ações ordinárias, MAS MORTO DESDE 25 DE JUNHO DE 1962 e outros dois acionistas da família Monteiro e que também já teriam “vendido” suas ações a Roberto Marinho em 5 de dezembro de 1964.
Comunicado dessa AGE e da subscrição de capital pelo Sr. Roberto Marinho que já comprara 52% do capital social da organização, como pôde o governo federal ignorar esse artifício mal produzido para não repudiar, liminarmente, uma ata ao que parece montada, simulada, vez que até prova em contrário morto não dá procuração e nem assina livro de registro de presença? Com que quórum foi então instalado o tal ato societário?
8 – Como não desconfiar de um ato assemblear ao qual compareceu apenas um acionista e em cuja subscrição de capital, o Sr. Roberto Marinho que pagara na transação que celebrou com Victor Costa Junior, em 9 de novembro de 1964, POR APENAS 15.099 AÇÕES da Rádio Televisão Paulista S/A e outras pequenas empresas, CERCA DE 2 MILHÕES DE DÓLARES e na miraculosa AGE de 10 de fevereiro de 1965, aportando apenas 200 mil dólares, passou a deter 370 mil novas ações? Ou seja, com um investimento 10 vezes menor como pôde ele ganhar um número de ações 20 vezes maior e em detrimento do direito de todos os outros acionistas, que nem souberam da citada AGE, vez que anunciada em jornal pouco lido e com informativo de apenas 5 centímetros?
E ademais há que se ressaltar que se o ato de transferência das ações, datado de 5 de dezembro de 1964, entre a família Ortiz Monteiro e Roberto Marinho, tivesse realmente ocorrido, Armando Piovesan não precisaria agir em nome dos acionistas primitivos porque as ações já pertenceriam ao senhor Roberto Marinho.
9 – De qualquer forma, o aumento de capital da AGE de 10 de fevereiro de 1965 (omitindo-se a transação anteriormente efetuada em 5 de dezembro de 1964, já que a de Victor Costa Júnior, de 9 de novembro de 1964, era inviável, impossível, pois ele nunca foi acionista-controlador), foi submetido ao Conselho Nacional de Telecomunicações – CONTEL – QUE EDITOU A PORTARIA 163/65, CONDICIONANDO a aprovação do aumento do capital social à regularização de seu quadro de acionistas, DENTRO DE SEIS MESES. Nos autos dos processos administrativos há informação de que esta regularização não havia sido feita em 17 de junho de 1975. Ou seja, a empresa de concessão de serviço público funcionou irregularmente por MAIS DE 10 ANOS. Como explicar tamanha omissão, leniência ENVOLVENDO A MAIS IMPORTANTE EMISSORA DE TV DO PAÍS?
10 – Cobrada com muita condescendência pelo DENTEL, finalmente, em 30 de junho de 1976, a TV Globo de São Paulo em AGE presidida pelo Sr. Roberto Marinho, objetivando regularizar seu quadro de acionistas, sem a presença de mais de 600 acionistas fundadores que nem souberam de sua realização, pois o anúncio de convocação foi de apenas 5 centímetros de novo, decidiu transferir para o seu presidente todas as ações dos acionistas-fundadores (família Ortiz Monteiro 52% do capital inicial e não de Victor Costa Junior) e os 48% das centenas de acionistas minoritários. Para isso depositou apenas Cr$14.285,00 numa agência bancária de São Paulo. Ou seja, desapropriou os direitos acionários dos sócios fundadores da já agora poderosa e vitoriosa TV Globo de São Paulo.
E o que fez o governo federal? Mais que depressa acolheu a ata da AGE de 30 de junho de 1976 e referendou o apossamento dessas valiosíssimas ações, dando por regular com mais de 10 anos de atraso o quadro de acionistas da empresa de comunicação. Nessas circunstâncias, como pôde o governo coonestar esse esbulho contra legítimo direito de propriedade com a edição da Portaria 430/77?
11 – Como pôde o governo federal aceitar como legal, normal a AGE de 30 de junho de 1976, que, sem maiores justificativas, aprovou a transferência de direito inalienável de acionistas em dia com suas obrigações e o que é pior, registrando na ata da assembleia inverdades comprometedoras, como a de que teriam comparecido ou se fizeram representar na sede da sociedade à Praça Marechal Deodoro, 340, 5º andar, em São Paulo, MIRACULOSAMENTE, os então acionistas majoritários Hernani Junqueira Ortiz Monteiro, MORTO EM 25 de JUNHO DE 1962 (passados 14 anos), Manoel Vicente da Costa, morto em 15 de dezembro de 1964 (passados 12 anos), Manoel Bento da Costa não localizado e Oswaldo Junqueira, que já teria vendido a emissora a Roberto Marinho, em 5 de dezembro de 1964 e que não poderia estar presente e nem ser representado?
12 – Considerando o que dispõe a Constituição Federal no artigo 37 e nos referentes à concessão para a exploração de serviço de som e imagem e mais o Decreto no. 52.795/63, à vista das irregularidades e ilegalidades comprovadamente praticadas para se obter o controle do canal 5 de São Paulo, indaga-se, finalmente, quais providências deverão ser tomadas pelo Ministério das Comunicações em defesa da moralidade administrativa, já que o direito dos verdadeiros acionistas, segundo a Lei das Sociedades Anônimas, já prescreveu e considerando sobretudo QUE EM SEU BLOG MEMÓRIA/GLOBO a organização em tela insiste em afirmar que comprou as concessões do canal 5 de São Paulo, de Victor Costa Junior, que segundo o DENTEL nem fazia parte de seu quadro de acionistas e muito menos foi seu acionista controlador?
JUSTIFICATIVA
De forma criteriosa e em alto nível há várias décadas vem sendo discutida na Justiça a legalidade da transferência do controle acionário da ex-Rádio Televisão Paulista S/A, depois, TV Globo de São Paulo, para o senhor Roberto Marinho.
Seguidas decisões judiciais proferidas em diversas instâncias reconheceram a prescrição dos direitos dos herdeiros dos antigos acionistas, vez que desinformados dos atos assembleares praticados à sua revelia, não buscaram em tempo a indenização almejada.
Salvo melhor avaliação, o ato de transferência das ações do canal 5 de São Paulo jamais existiu na ordem jurídica e governamental, visto que o negócio somente poderia ter se concretizado, com a obrigatória prévia aprovação das autoridades competentes e mediante a participação dos verdadeiros acionistas fundadores ou de herdeiros da empresa de comunicação de um lado e de outro do jornalista Roberto Marinho.
Por outro lado, a pretendida transferência do controle acionário da emissora de TV para a posterior obtenção da renovação da concessão também não poderia ter se consumado pelo comprovado descumprimento das cláusulas condicionantes da Portaria 163/65 e pelo agravante de a Assembleia Geral Extraordinária de 30 de junho de 1976, ao invés de buscar regularizar situação societária ilegal, que se arrastava por mais de 10 anos, ter sido usada pelo jornalista-empresário Roberto Marinho para eliminar o direito acionário e intransferível de seus mais de 600 acionistas.
Não se precisaria chegar a tanto, agindo-se ao arrepio da Lei Maior, dos estatutos da empresa, da própria lei das sociedades anônimas e das leis federais que, então, regulavam o importante setor de telecomunicações (Lei no. 4.117/62 e Decreto no. 52.795/63).
Contudo, face ao incontestável êxito dessa organização de renome internacional, os fins não teriam justificado os meios, mesmo que irregulares, ilegais? Não, pois, como decidido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em recurso do interesse da TV Globo, “não pode ter subsistência um negócio jurídico cujo proprietário da coisa objeto do negócio sequer participou da cogitada alienação. A entender-se de outra forma, estar-se-ia proclamando a legalidade do enriquecimento ilícito e até da própria fraude o que não é possível sancionar-se, irrefutavelmente. Ninguém deve estar acima da lei”.. E mais: “A AGE de 30 de junho de 1976 não dispunha de poderes para determinar a alienação do que não lhe pertencia”.
Aliás, no próprio Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do recurso especial 35.230-0 SP, em 1994, já ficou assentado que a exclusão dos acionistas que não compareceram à Assembleia Geral Extraordinária, em 30 de junho de 1976, convocada para “regularizar” o quadro de acionistas, “foi sui generis, sem previsão legal.., pois o erro está em não ter sido adotada providência prevista na lei para a alienação dos faltosos: enquanto a lei autorizava apenas a venda das ações em Bolsa de Valores, a assembleia de junho de 1976, permitiu a sua aquisição pelos sócios remanescentes”, ou melhor, exclusivamente, pelo senhor Roberto Marinho e ao preço de Cr$1,00 (hum cruzeiro) por ação, verdadeira desapropriação, à vista do elevado valor real de cada ação já à época, multiplicada pelos reinvestimentos dos lucros e dividendos não distribuídos.
Sobre esses graves fatos, a procuradora da República Cristina Marelim Vianna, falando nos autos do procedimento administrativo 1.34.001.001239/2003-12, instaurado para apurar ilegalidades no negócio tido como realizado pelo senhor Roberto Marinho, exarou parecer no qual assinala que “resta, pois, investigar suposta ocorrência de irregularidade administrativa na transferência do controle acionário da emissora, visto a necessidade de AUTORIZAÇÃO DE ÓRGÃO FEDERAL. Tal como se deu, esteado em documentação falsificada, O ATO DE CONCESSÃO ESTARIA EIVADO DE NULIDADE ABSOLUTA”.
NESSE CONTEXTO, dada a importância, abrangência e complexidade da questão colocada “sub examine”, MAIS DO QUE OPORTUNO O PRESENTE REQUERIMENTO DIRIGIDO AO EXMO. SR. MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES, que, por certo, descartará a fácil e cômoda liberal interpretação da prescrição da ação punitiva da Administração Pública, face às patentes má-fé e falsidade com que as medidas societárias e governamentais foram implementadas para assegurar a uma das partes a assunção do importante canal de Tv de São Paulo, que responde por mais de 50% do faturamento bruto desse vitorioso conglomerado de comunicação.
 
 
Sala das Sessões, em 05 de fevereiro de 2014.
Senador ROBERTO REQUIÃO 
 
Fonte: Análise de Conjuntura

Empresa fantasma com “filiais” em Marabá, Uruguai e França aplica golpe de R$ 10 milhões


 

A triangulação societária não deixa dúvidas: Madex – Madeiras para Exportação Ltda foi formatada para servir de anteparo a transações irregulares, no mercado de derivados florestais.
No Uruguai, a “gata” tem outradenominação e composição social.
Registrada como Guavira S.A , cujo divisão societária de 95% é destinada a sócio não identificado, o contrato social não consta nenhum nome que represente a empresa naquele país.
E nem no Brasil.
A trajetória comercial da firma é tocada por procuradores, que têm seus nomes trocados de tempo em tempo,
Os outros 5% da sociedade registrados em nome de Carlos da Costa Borges, brasileiro, que vem a ser um ex-operador de máquina pesada que trabalhou em madeireiras regionais.
Sob a égide do contrato social, a responsabilidade e administração da empresa cabem ao sócio brasileiro.
O sócio uruguaio, dono de 95% das ações, não tem nenhuma responsabilidade jurídica sobre a mesma.
Em outra ponta das travessuras medonhas do grupo “empresarial” até agora não identificado, existe a Rinalburg S.A., registrada nas Juntas Comerciais da França e, também, do Uruguai.
Essa empresa tem negócios em diversos países da África, inclusive Costa do Marfim e África do Sul.
Há situações em que um francês, identificado pelo nome de Bruno Romary se apresenta como dono da Rinalburg e Madex -, embora este nome não apareça em nenhum documento da Madex, Guavira ou Rinalburg.
Autoridades suspeitam da idoneidade dessa denominação, chegando a insinuar de que o suposto dono das três empresas tenha utilizado indevidamente o nome de um cantor homônimo francês, Bruno Romary, que nada tem a ver com o personagem misterioso,
Esse moço francês chamado Bruno Romary, teve suas pegadas identificadas em Marabá, falando em nome da Madex.
Aqui no município, usando a atividade madeireira como foco de suas ações, a Madex deitou e rolou, enquanto teve espaço para transitar.
As broncas começaram a surgir desde o momento em que fornecedores passaram a acumular passivos altos em razão do não pagamento de suas vendas à Madex.
Dívidas contraídas pela empresa, no comercio de Marabá, além de outros fornecedores regionais, já passam de R$ 1 milhão.
No início deste ano, um fornecedor de madeiras de Paragominas credor de mais de R$ 400 mil em cheques sem fundos da Madex, adentrou na sede da empresa, em Marabá, com pistoleiros e arrestou duas maquina da marca Dambrozi.
Para que não ocorressem mais arrestos na marra, o acionista minoritário, Carlos Borges deixou a chave do galpão da empresa com o delegado da Cidade Nova.
Este fato tem B.O. na Policia Civil
Há registro, também, de dividas por sonegação junto à Previdência Social superiores a R$ 8 milhões.
A firma deixou de recolher FGTS de 80 funcionários da empresa, durante 1 ano e oito meses.
Quando começaram a estourar denúncias em todos os cantos da atividade irregular da empresa, Bruno Romary cortou seus contatos com a Madex, ficando toda a responsabilidade dos destemperos nas costas de Carlos da Costa Borges.
Os funcionários estão sem receber salários de novembro,dezembro, décimo- terceiro, e parte de janeiro, quando a firma fechou as portas.
Os empregados, no desespero, buscam, na Justiça do Trabalho, seus direitos.
Advogado constituído pelo grupo de trabalhadores tenta a liberação de imediato do FGTS depositado em suas contas, “para que possamos aguardar com alguma tranquilidade, a solução desse impasse, com o reconhecimento de nossos direitos”, revela um dos empregados
Outra alternativa buscada pelos ex-empregados é a venda do galpão onde funcionava a empresa, localizado à rodovia Transamazônica, Km 02.
Poster levantou nas quatro varas de Marabá, o numero de 48 processos trabalhistas em regime de instrução e condenações
Faturamento e evasão de divisas
A venda cruzada da Madex, em todo processo de comercialização, era feita quase exclusivamente às duas empresas do Uruguai e França.
Somente em 2013, a firma domiciliada em Marabá faturou cerca de R$ 12 milhões, com venda média mensal de R$ 1 milhão, na comercialização de madeira beneficiada, embarcada para cliente único, exatamente a Rinalburg S.A, com sede em Rouem -, cidade onde Joana D´Arc foi queimada pela Igreja Católica -, na França.
Só que essa venda para a França era cobrada no Uruguai, diretamente à outra Rinalbur, filial com sede no país sulamericano.
Em 2011, houve um processo na Policia Federal pelo crime de evasão de divisas contra Bruno Romary, que foi paralisado depois de manobras feitas por advogados.
No mesmo período cujo processo tramitava, Bruno Romary deixou de vir ao Brasil, temendo a apreensão de seu passaporte.
Os procuradores da Mardex, normalmente contadores prestadores de serviço, recebiam para assinar por uma empresa que desconheciam, assumindo, por isso, responsabilidades que estão lhes dando muita dor de cabeça, atualmente.
Em cartório de Marabá, existem mais de trezentos títulos protestados, em nome da Madex.
O sócio brasileiro da aventura, Carlos da Costa Borges, é quem ficou com a dinamite na mão, já que nesse jogo de espertezas, ele não passa de um “laranja”.
Autoridades que investigam a Madex tem motivos mais que suficientes para desconfiarem da existência de outras transações tenebrosas, por trás da venda de madeira.
Cuidadosos, agentes da Justiça com quem o poster conversou não afirmam categoricamente da possibilidade de uso da estrutura de comercialização de madeira como pano de cortina para encobertar, quem sabe, até o tráfico de drogas.
Essa probabilidade, no entanto, está sendo investigada.
Amanhã, o blog divulgará sentença do juiz César Lins, decretando o bloqueio de imóvel da empresa Madex comprometido por agiotagem que resultou no desemprego de mais de 80 famílias.
Abaixo, cópia do Contrato Social da Madex





CONTRASSENSO



A propaganda do carnaval no Brasil é toda ilustrada com forte conotação sexual.

No Blog do Parsifal
Mas os brasileiros, nas redes sociais, patrocinaram uma campanha contra a Adidas por retratar o Brasil com conotação sexual, e o presidente da Embratur, Flávio Dino, aproveitou a deixa para desancar a Adidas que confecciona camisetas “vinculando a Copa do Mundo no Brasil a apelos sexuais”.
Na mesma esteira reagiu a secretária de Enfrentamento à Violência da Secretaria de Políticas Para Mulheres, Aparecida Gonçalves, afirmando que as imagens “não retratam o Brasil de hoje”.
O motivo da revolta fez com que a Adidas retirasse os produtos das prateleiras. 
Eis os dois modelos abaixo:







Na camiseta esquerda a ambiguidade do coração/nádegas na frase “I love Brazil” ofendeu a nossa moral e bons costumes. Na da direita, uma mulher de biquíni e a frase “Lookin’ to score Brazil”, expressão idiomática de duplo sentido, que pode significar “Fazer gols” ou “Pegar garotas”, igualmente pode “incentivar” o turismo sexual no Brasil.
Creio que a Adidas não teve a intenção de “incentivar” o turismo sexual no Brasil: isso nós mesmo fazemos e não precisamos de mais ninguém para ajudar. A empresa, com tantas imagens de conotação sexual que produzimos, quis apenas entrar no clima, pensando em faturar, o que estava dando certo: as duas camisetas eram as que mais vendiam da coleção lançada.
Então tá. Doravante, estamos assim acertados: o Brasil só permite imagens com conotações sexuais no Carnaval. Na Copa nem pensar.












terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Produção de petróleo no pré-sal bate novo recorde, diz Petrobras

 
De acordo com a empresa, o resultado se deve à entrada em operação de um novo poço em fevereiro, no campo de Sapinhoá, em São Paulo. 
Segundo a Petrobras, este poço atingiu produção inicial de 36 mil barris por dia. Inicialmente, a empresa havia informado uma produção de 33 mil, o que já dava a ele a condição de maior poço produtor do pré-sal brasileiro.
total, a empresa tem 21 poços produzindo no pré-sal. Destes, dez estão na Bacia de Santos e respondem por 59% da produção do pré-sal, com 240 mil barris por dia. Outros 11 poços estão na Bacia de Campos, com 4% da produção, ou 167 mil barris por dia. 
 
Segundo a Petrobras, entre 2015 e 2016 outras oito novas plataformas entrarão em operação para a produção do pré-sal na Bacia de Santos. Com isso, a produção de petróleo da empresa vai superar 1 milhão de barris por dia.

Dilma apresentará projeto de lei mais dura contra protestos violentos



Para presidente, protesto é direito consagrado, mas atos de violência não podem continuar
 Protesto em São Paulo (Reuters)
Para presidente, protesto é direito consagrado, mas atos de violência não podem continuar
A presidente Dilma Rousseff disse que enviará ao Congresso na próxima semana uma proposta de lei para conter a violência durante as manifestações no país.
 
Dilma fez o anúncio durante a cúpula bilateral com a União Europeia em Bruxelas. A presidente disse que episódios de violência como o que resultou na morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes, são atos “criminosos que não podem continuar”.
A presidente defendeu, no entanto, o direito à livre manifestação pacífica, dizendo que os protestos são um direito consagrado” pela democracia, ressaltando que as autoridades brasileiras “convivem perfeitamente bem com isso”.
 
“Não se pode, em nome disso (conter a violência), impedir as manifestações”, disse.
Para a presidente, os protestos que têm tomado conta das ruas do país desde junho do ano passado são prova do amadurecimento democrático e econômico do Brasil.
“As manifestações são parte indissociável no processo de democracia e inclusão. Quem tem democracia quer mais democracia, quem tem serviços sociais quer mais serviços sociais. Quanto maior o acesso e mais consciência de seus direitos, mais o cidadão vai exigir”, argumentou.

Endurecimento

Há duas semanas, Dilma e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, já haviam anunciado que seria apresentado - em regime de urgência - um projeto para regulamentar as manifestações de rua.
Na ocasição, Cardozo confirmou que iria propor um endurecimento das penas aplicadas aos condenados por crimes previstos no Código Penal que forem cometidos durante protestos, além do estabelecimento de sanções mais claras para casos como os de vandalismo, lesão corporal e homicídio.
"Há certos delitos que estão (tipificados) no Código Penal, mas que estão ocorrendo em manifestações lícitas, praticados por pessoas que desvirtuam os atos para danificar o patrimônio público e privado, lesionar (outras pessoas) e, agora, lamentavelmente, cometer homicídios", disse Cardozo, no dia 18 de fevereiro, segundo a Agência Brasil.
"Por isso, estamos discutindo uma elevação das penas para esses casos. Ou seja, um agravamento da pena", acrescentou, ao explicar que o principal objetivo do projeto de lei será disciplinar dispositivos legais, como o que proíbe o anonimato em manifestações populares.
Dilma também já havia afirmado que o governo está trabalhando com secretários de Segurança e comandantes da Polícia Militar, para criação de um protocolo único de atuação durante os protestos.

Venezuela

Durante a cúpula em Bruxelas, Dilma também foi questionada sobre a crise na Venezuela, que entra na terceira semana de protestos contra o governo de Nicolás Maduro. A presidente disse que “não cabe ao Brasil dizer o que o país deve fazer”.
No entanto, considerou que a situação no vizinho sul-americano é distinta do que ocorre na Ucrânia e que é “importante que se olhem os ganhos efetivos do povo venezuelano em termos de educação e saúde nesse processo”.

DILMA AVISA: "VENEZUELA NÃO É UCRÂNIA"



247 - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (24) que há diferenças entre a crise na Ucrânia e as manifestações na Venezuela, onde os protestos já causaram, até agora, 13 mortes. 
 "Não cabe ao Brasil discutir a história da Venezuela nem o que ela deve fazer, pois iria contra o que defendemos em termos de politica externa. 
Não nos manifestamos sobre a situação interna dos países. 
É importante que se olhe para a Venezuela sempre do ponto de vista também dos efetivos ganhos sociais que eles tiveram nesse processo, em termos de saúde e de educação para o seu povo", afirmou.
"Quando há o vazio politico, é possível que outro o ocupe. 
Mas há sempre um outro candidato que busca ocupá-lo. Ele se chama caos. Com o caos vem toda a desconstrução econômica, social e politica. O caso da Venezuela é distinto, não é uma situação igual à da Ucrânia. 
Sempre tivemos dentro dos órgãos latino-americanos uma posição de dar apoio À democracia, e vamos continuar", defendeu. Declarações de Dilma foram dadas à imprensa, em Bruxelas, onde a presidente se encontrou com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o presidente do Conselho Europeus, Herman Van Rompuy.

AULA DE LULA PARA A EXTREMA-DIREITA (O PIG) CHORAR DE RAIVA






POR QUE O BRASIL É O PAÍS DAS OPORTUNIDADES

Por Luiz Inácio Lula da Silva

Passados cinco anos do início da crise global, o mundo ainda enfrenta suas consequências, mas já se prepara para um novo ciclo de crescimento. 
 
As atenções estão voltadas para mercados emergentes como o Brasil. 
 
Nosso modelo de desenvolvimento com inclusão social atraiu e continua atraindo investidores de toda parte. 

É hora de mostrar as grandes oportunidades que o país oferece, num quadro de estabilidade que poucos podem apresentar.
 
Nos últimos 11 anos, o Brasil deu um grande salto econômico e social. O PIB em dólares cresceu 4,4 vezes e supera US$ 2,2 trilhões. O comércio externo passou de US$ 108 bilhões para US$ 480 bilhões ao ano. O país tornou-se um dos cinco maiores destinos de investimento externo direto. Hoje somos grandes produtores de automóveis, máquinas agrícolas, celulose, alumínio, aviões; líderes mundiais em carnes, soja, café, açúcar, laranja e etanol.
 
Reduzimos a inflação, de 12,5% em 2002 para 5,9%, e continuamos trabalhando para trazê-la ao centro da meta. Há dez anos consecutivos a inflação está controlada nas margens estabelecidas, num ambiente de crescimento da economia, do consumo e do emprego. Reduzimos a dívida pública líquida praticamente à metade; de 60,4% do PIB para 33,8%. As despesas com pessoal, juros da dívida e financiamento da previdência caíram em relação ao PIB.
Colocamos os mais pobres no centro das políticas econômicas, dinamizando o mercado e reduzindo a desigualdade. Criamos 21 milhões de empregos; 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza e 42 milhões alcançaram a classe média.
Quantos países conseguiram tanto, em tão pouco tempo, com democracia plena e instituições estáveis?
 
A novidade é que o Brasil deixou de ser um país vulnerável e tornou-se um competidor global. E isso incomoda; contraria interesses. Não é por outra razão que as contas do país e as ações do governo tornaram-se objeto de avaliações cada vez mais rigorosas e, em certos casos, claramente especulativas. Mas um país robusto não se intimida com as críticas; aprende com elas.
 
A dívida pública bruta, por exemplo, ganhou relevância nessas análises. Mas em quantos países a dívida bruta se mantém estável em relação ao PIB, com perfil adequado de vencimentos, como ocorre no Brasil? Desde 2008, o país fez superávit primário médio anual de 2,58%, o melhor desempenho entre as grandes economias. E o governo da presidenta Dilma Rousseff acaba de anunciar o esforço fiscal necessário para manter a trajetória de redução da dívida em 2014.
Acumulamos US$ 376 bilhões em reservas: dez vezes mais do que em 2002 e dez vezes maiores que a dívida de curto prazo. Que outro grande país, além da China, tem reservas superiores a 18 meses de importações? Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutuações externas, ajustando o câmbio sem artifícios e sem turbulência. Esse ajuste, que é necessário, contribui para fortalecer nosso setor produtivo e vai melhorar o desempenho das contas externas.
 
O Brasil tem um sistema financeiro sólido e expandiu a oferta de crédito com medidas prudenciais para ampliar a segurança dos empréstimos e o universo de tomadores. Em 11 anos o crédito passou de R$ 380 bilhões para R$ 2,7 trilhões; ou seja, de 24% para 56,5% do PIB. Quantos países fizeram expansão dessa ordem reduzindo a inadimplência?
 
O investimento do setor público passou de 2,6% do PIB para 4,4%. A taxa de investimento no país cresceu em média 5,7% ao ano. Os depósitos em poupança crescem há 22 meses. É preciso fazer mais: simplificar e desburocratizar a estrutura fiscal, aumentar a competitividade da economia, continuar reduzindo aportes aos bancos públicos, aprofundar a inclusão social que está na base do crescimento. Mas não se pode duvidar de um país que fez tanto em apenas 11 anos.
 
Que país duplicou a safra e tornou-se uma das economias agrícolas mais modernas e dinâmicas do mundo? Que país duplicou sua produção de veículos? Que país reergueu do zero uma indústria naval que emprega 78 mil pessoas e já é a terceira maior do mundo?
 
Que país ampliou a capacidade instalada de eletricidade de 80 mil para 126 mil MW, e constrói três das maiores hidrelétricas do mundo? Levou eletricidade a 15 milhões de pessoas no campo? Contratou a construção de 3 milhões de moradias populares e já entregou a metade?
Qual o país no mundo, segundo a OCDE, que mais aumentou o investimento em educação? Que triplicou o orçamento federal do setor; ampliou e financiou o acesso ao ensino superior, com o Prouni, o FIES e as cotas, e duplicou para 7 milhões as matrículas nas universidades? Que levou 60 mil jovens a estudar nas melhores universidades do mundo? Abrimos mais escolas técnicas em 11 anos do que se fez em todo o Século XX. O Pronatec qualificou mais de 5 milhões de trabalhadores. Destinamos 75% dos royalties do petróleo para a educação.
 
E que país é apontado pela ONU e outros organismos internacionais como exemplo de combate à desigualdade?
 
O Brasil e outros países poderiam ter alcançado mais, não fossem os impactos da crise sobre o crédito, o câmbio e o comércio global, que se mantém estagnado. A recuperação dos Estados Unidos é uma excelente notícia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos estímulos do Fed. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil está entre os oito países do G-20 que tiveram crescimento do PIB maior que 2% em 2013.
 
O mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo destruía 62 milhões de empregos, segundo a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil criava 10,5 milhões de empregos. O desemprego é o menor da nossa história. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia.
 
Que país atravessou a pior crise de todos os tempos promovendo o pleno emprego e aumentando a renda da população?
 
Cometemos erros, naturalmente, mas a boa notícia é que os reconhecemos e trabalhamos para corrigi-los. O governo ouviu, por exemplo, as críticas ao modelo de concessões e o tornou mais equilibrado. Resultado: concedemos 4,2 mil quilômetros de rodovias com deságio muito acima do esperado. Houve sucesso nos leilões de petróleo, de seis aeroportos e de 2.100 quilômetros de linhas de transmissão de energia.
O Brasil tem um programa de logística de R$ 305 bilhões. A Petrobras investe US$ 236 bilhões para dobrar a produção até 2020, o que vai nos colocar entre os seis maiores produtores mundiais de petróleo. Quantos países oferecem oportunidades como estas?
 
A classe média brasileira, que consumiu R$ 1,17 trilhão em 2013, de acordo com a Serasa/Data Popular, continuará crescendo. Quantos países têm mercado consumidor em expansão tão vigorosa?
Recentemente estive com investidores globais no Conselho das 
Américas, em Nova Iorque, para mostrar como o Brasil se prepara para dar saltos ainda maiores na nova etapa da economia global. Voltei convencido de que eles têm uma visão objetiva do país e do nosso potencial, diferente de versões pessimistas. O povo brasileiro está construindo uma nova era – uma era de oportunidades.
 
Quem continuar acreditando e investindo no Brasil vai ganhar ainda mais e vai crescer junto com o nosso país.

* Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente da República e presidente de honra do PT