O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

GLOBO TEM O PIOR GLOBOPE DA HISTÓRIA. E CRESCE COM A DILMA



O salto mais dramático em direção ao poço se deu na passagem de 2006 para 2007. Quando o Brasil de Lula bombava e a economia mundial explodia de dinheiro – antes do desastre de 2008.

Saiu no UOL: GLOBO FECHA 2012 COM PIOR IBOPE DA HISTÓRIA; RECORD MANTÉM VICE-LIDERANÇA


Mesmo com sucessos como “Avenida Brasil”, que caiu na boca do povo, a emissora fechou 2012 com o pior ibope de sua história. Foram 14,7 pontos (cada ponto corresponde a 60 mil domicílios na Grande São Paulo) das 7h à meia-noite. 
_________________________

A fúria Golpista da Globo tem uma explicação no passado.
E no presente.
No passado, é a repetida trama Golpista contra presidentes trabalhistas – de Vargas a Dilma.
A Globo não ganha eleição.
Ela dá Golpe.
No presente, a fúria Golpista se explica com uma impressionante queda no Globope (e no Globope !!!).
A Rede Globo, tevê aberta, que subsidia o resto das Organizações (? ) é um negócio em decadência.
O início da decadência coincide com o afastamento do Boni e a morte do Dr Roberto.
O negócio passou a ser tocado pelos herdeiros, que não tem nome próprio, e deu nisso.
O salto mais dramático em direção ao poço se deu na passagem de 2006 para 2007.
Quando o Brasil de Lula bombava e a economia mundial explodia de dinheiro – antes do desastre de 2008.
Portanto, a crise da Globo é endógena – é dela própria.
Por isso, a fúria Golpista.
Nem o apoio maciço das verbas de publicidade do Governo Federal e das empresas estatais será capaz de impedir a decadência – ou a fúria.
Na verdade, a Globo, com menos audiência, tem sido capaz de aumentar o faturamento.
E quando o Ministério Público, o Tribunal de Contas e o Ministro Hage, tão zeloso, perguntarem ao Governo Federal e às empresas estatais onde está o dinheiro do Bonus por Volume, que o Supremo disse que pertence ao anunciante – e não à agência ?
E não aos que anunciam na Globo viciados em BV ?
(O BV da Globo é o MAIOR faturamento das 49 maiores empresas de publicidade do Brasil !!!)
Ou a regra do BV foi só para pegar o Direu ?
Não vale para os filhos do Roberto Marinho ? 
Blog do Poter
________________________________________

Cristina Kirchner pede diálogo com Grã-Bretanha sobre Malvinas

A presidente argentina, Cristina Kirchner, fez um pedido de conversações com a Grã-Bretanha sobre as disputadas ilhas Malvinas em uma carta aberta ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, publicada na quinta-feira em jornais britânicos.
Argentina e Grã-Bretanha se enfrentaram em uma guerra de dez semanas em 1982 pelo domínio das ilhas remotas do Atlântico Sul, que formam parte dos territórios autônomos de ultramar da Grã-Bretanha.
A presidente argentina marcou o trigésimo aniversário do conflito com uma campanha diplomática para fazer valer a soberania de seu país.
A causa das Malvinas tem um apelo popular na Argentina, mas as investidas também têm sido reforçadas devido à exploração de petróleo em águas próximas às ilhas.

Na carta aberta, Cristina acusou a Grã-Bretanha de violar as resoluções da ONU que instam ambos países a negociar uma solução para a disputa pelas Malvinas.
"A questão das Ilhas Malvinas é também uma causa abraçada pela América Latina e pela grande maioria dos povos e governos de todo o mundo que rejeitam o colonialismo", escreveu a presidente argentina.
O Ministério de Relações Exteriores britânico rejeitou o apelo argentino de negociações.

Reuters 

Estelle Shirbon

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

UM ANO PERIGOSO



(JB) - É bom não esperar muito dos próximos doze meses. Os dissídios internacionais tendem a crescer e, se não houver o milagre do bom senso, podem conduzir a novos conflitos armados regionais, com o perigo de que se ampliem. 
 Os chineses, que têm  particular visão de mundo, podem dissimular sua alma coletiva, mas no interior de seu excepcional crescimento econômico e tecnológico, militam  sentimentos de orgulhosa desforra. Nenhum povo, ao que registra a História, foi tão espezinhado pelos invasores armados quanto o chinês.
           Durante milênios, senhores dentro de suas fronteiras,  sentiam-se os donos do mundo que conheciam, mesmo que vivessem em guerras internas e se defendessem de vizinhos hostis.
           
O enriquecimento dos chineses e sua crescente presença internacional são fatos novos, que podem ser  o fator mais importante da História neste século, que já entrou em sua segunda década. Eles estão se apropriando, com perseverança e obstinação, das riquezas naturais do mundo, do petróleo às terras raras (de que são grandes possuidores em seu próprio subsolo). Ao mesmo tempo, desenvolvem  tecnologia militar própria e fortalecem seus exércitos.
          É difícil pensar que, dispondo de tal poder econômico e militar, os chineses não o utilizem  na defesa de sua cultura e de seus interesses. E também para cobrar o que lhes fizeram os colonizadores europeus durante o século 18 – e os japoneses, no século 20, na Manchúria. Como eles se lembram bem, contingentes do Exército Japonês, em fúria animal, mataram, entre dezembro de 1937 a fevereiro de 1938, mais de 200 mil militares e civis na cidade de Nanquim, estupraram as mulheres e meninas, antes de matá-las, e dilaceraram os corpos dos meninos, entre eles os de recém-nascidos.
        
O general Chiang-kai-Chek (foto acima), que se tornaria anticomunista em seguida, não ficou bem no episódio. Com a desculpa de que deveria preservar a elite de seu exército, abandonou a cidade, entregando-a a recrutas mal treinados e a voluntários civis, além da população, inocente e desarmada. Foi essa gente, sem treinamento e debilitada, que os japoneses venceram e trucidaram. Os chineses não esqueceram os mortos de Nanquim, e os japoneses se esforçam em fazer de conta que não foi bem assim.
        O dissídio, aparentemente menor, entre Beijing e Tóquio, a propósito das ilhas Senkaku (em japonês) ou Diaoyu (em chinês) pode ser o pretexto para o acerto de contas de 1937. Nos últimos dias do ano, o Japão decidiu enviar uma força naval para a defesa das ilhas, cuja soberania diz manter – o que os chineses contestam. Os chineses advertiram que vão contrapor-se à iniciativa bélica japonesa. As ilhas, sem importância econômica, e  desabitadas, eram milenarmente chinesas, e foram incorporadas pelo Japão em 1895, depois da  guerra sino-japonesa daquele fim de século. São ilhotas diminutas, a menor com apenas 800 metros quadrados (menor do que um lote urbano no Brasil) e a maior com pouco mais de 4 km2.
           Acossados por uma série de vicissitudes, os Estados Unidos começam o ano combalidos pelo confronto político interno, a propósito do Orçamento. Mas não perdem a sua velha arrogância imperial. Há mesmo quem veja, na decisão japonesa de enviar navios de guerra ao diminuto arquipélago, uma jogada do Pentágono, para antecipar, enquanto lhes parece mais conveniente, o confronto com os chineses. Há um tratado de paz dos Estados Unidos com o Japão que prevê a ajuda americana em caso de conflito regional. É uma partida muito arriscada.
      
O presidente Obama também acaba de sancionar uma lei do Congresso determinando que o governo norte-americano tome medidas para impedir a penetração diplomática do Irã na América Latina, e, no bojo das justificativas, a Tríplice Fronteira é mais uma vez citada, como  área que financia o Hesbolá. Como se  não houvesse, ali e no resto do Brasil, os que financiam o Estado de Israel. Devemos nos precaver.
      Infelizmente, no Brasil, há sempre os vassalos de Washington, que estimulam o intervencionismo ianque em nossas relações internacionais (sobretudo com o Irã e a Palestina), entre eles alguns senadores da República, como revelaram os despachos do Embaixador Sobel, divulgados pelo WikiLeaks.
       O anunciado conflito armado entre Israel e o Irã é também alimentado pelo ódio da extrema direita judaica contra todos os que criticam Tel Aviv. O Centro Simon Wiesenthal considerou o cartunista brasileiro Carlos Latuff o terceiro maior inimigo de Israel no mundo. Os dois primeiros são o líder espiritual da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, e Ahmadinejad, o presidente do Irã.
        O cineasta Sylvio Tendler, em mensagem de solidariedade a Latuff, lembra que eminentes judeus, entre eles os jornalistas Ury Avnery, Amira Haas e Gideon Levy, são mais críticos da posição de Israel contra os palestinos do que o cartunista brasileiro.
Dr. Simon Wiesenthal
     
É lamentável que o nome do caçador de nazistas Simon Wiesenthal, que conheci e entrevistei, em Viena, há mais ou menos 40 anos, para este mesmo Jornal do Brasil, seja usado para uma organização fanática e radical, como essa. Wiesenthal, ele mesmo sobrevivente da estupidez nazista, era um obstinado – e legítimo – caçador de criminosos de guerra, que haviam cometido todo o tipo de atrocidades contra seu povo.
     
O governo direitista de Israel é de outra origem. Não podemos fazer de conta que nada temos contra a ameaça a um cidadão brasileiro, Carlos Latuff, cuja segurança pessoal deve ser, de agora em diante, de responsabilidade do governo. Ou  que não nos devamos preocupar com a lei aprovada por Obama. Temos tido bom relacionamento com o governo do Irã, e a política externa brasileira é  decisão soberana de nosso povo.
    
Uma presença militar maior em Foz do Iguaçu e ao longo da fronteira ocidental é necessária, a fim de dissuadir os agentes provocadores. As guerras sempre foram vantajosas para os americanos, desde a invasão do México, em 1846-48. É provável que seus estrategistas  estejam retornando à Doutrina Bush da guerra infinita.
        Diante desse cenário mundial instável, e na perspectiva de uma campanha sucessória agitada, temos que manter toda serenidade possível. A defesa de posições políticas eventuais não deve comprometer a segurança nem a soberania do povo brasileiro. A nação deve sobrepor-se a todos os interesses, mais legítimos uns e menos legítimos outros, de grupos econômicos e partidários.
      Infelizmente, desde Calabar e Silvério dos Reis, não faltam os que desprezam o nosso povo e traem os interesses da Pátria.

Mauro Santayana
             

O homem que abriu o caminho para Barack Obama

Sem o ativismo de Malcom X na luta contra o racismo Obama seria uma impossibilidade

 Malcom X


BARACK OBAMA não estaria onde está se não fosse por um homem fisicamente parecido com ele. Um negro de tez clara, saído da miséria e do crime para se transformar num líder carismático e depois mártir do movimento negro americano nos anos 50 e 60.
Malcom X é o nome.
Malcom X adotou o X como sobrenome porque assim achava que se livrava dos resquícios da escravidão. Como sabemos, os filhos de escravos levavam o sobrenome dos proprietários. Malcom X tinha uma limpidez de raciocínio e uma eloquência extraordinária em qualquer circunstância, e ainda mais para um autodidatata como ele. Os óculos traíam o homem que devorou páginas e páginas de livros, para elevação do espírito mas com castigo dos olhos.
Ele soube transformar a adversidade em chance, coisa de poucos. Foi numa temporada de seis anos na prisão, mal saído da adolescência, que ele mergulhou em leituras que lhe deram substância e visão. Preso, se converteu ao islamismo, o que foi vital para deixar o crime. Conta-se que foi influente na decisão de Cassius Clay de virar muçulmano e se rebatizar como Muhammad Ali. Quando lhe foi feita essa pergunta, disse que cada qual tem sua consciência, e ele não mandava na de ninguém, menos ainda na de Muhammad Ali, seu “amigo e irmão”.
Aderiu à Nação Islâmica, um grupo propagador do orgulho negro, e se decepcionou profundamente quando soube que o líder máximo, que deveria ser um modelo de conduta, tivera filhos com várias secretárias. Com ele os negros deixaram de ser chamados de niggers ou coloureds e se transformaram em afroamericanos. “Quem disse para vocês odiarem a cor de sua pele,  o formato de seu nariz, a espessura de seus lábios?” Era comum vê-lo dizendo coisas assim a platéias de negros com a intensidade épica daqueles que acreditam.  O que Michael Jackson fez com si próprio — cabelo, nariz, lábios, tom de pele — é uma lembrança doída de quanto era necessária a pregação de Malcom X.
Malcom X viveu num período particularmente turbulento dos Estados Unidos, e sabia que poderia morrer a qualquer instante. Não se deteve, não se recolheu. Foi assassinado em 1965 por extremistas do próprio movimento negro. As balas o alcançaram diante da mulher e das seis filhas pequenas quando ele pregava o orgulho negro, e não ódio, a uma platéia tratada como gente de segunda classe.
Em seu funeral, o ator negro Ossie Davis pronunciou uma eulogia magnífica, um último elogio ao “príncipe negro do Harlem”, um homem “bravo e galante que jazia ali mas não fora derrotado”.  “Aqui, neste lugar calmo, o Harlem está reunido para dizer adeus a uma de suas mais luminosas esperanças”, diz Davis numa cadência lenta, em que as palavras se juntam umas às outras numa corrente de dor, reconhecimento e gratidão. É a cena final do filme que Spike Lee dedicou a ele. Sem o martírio de Malcom X, Obama como presidente seria uma impossibilidade.
E talvez os negros americanos ainda usassem banheiros públicos separados. 

Paulo Nogueira no DCM


DILMA LAMENTA MORTE DE OTTONI FERNANDES JR.


Em nota divulgada na noite de domingo, a presidente lembrou a trajetória de luta do ex-guerrilheiro, que militou na ALN, e que agora colhia, na maturidade, o que havia semeado na juventude; jornalista era diretor internacional da EBC.

Da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff solidarizou-se com a família do jornalista Ottoni Guimarães Fernandes Júnior, diretor internacional da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Em nota divulgada ontem (30), Dilma expressa sua tristeza com a perda de Ottoni e ressalta o "espírito de luta" que o moveu durante sua vida.
Ottoni morreu de infarto na manhã de domingo, durante viagem à Patagônia, na Argentina. O jornalista estava na EBC desde março deste ano. Antes, foi diretor de Comunicação do Instituto Lula, secretário executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República entre 2007 e 2010, na gestão do ex-ministro Franklin Martins, e diretor de redação da revista Desafios do Desenvolvimento, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Trabalhou por 21 anos na Gazeta Mercantil, onde atuou de repórter a diretor-geral. Também foi redator-chefe da revista IstoÉ e editor da revista Exame.
Ex-guerrilheiro, Ottoni militou na Ação Libertadora Nacional (ALN) durante os primeiros anos da ditadura militar, até ser preso em 1970. Em 2004, o jornalista lançou o livro O Baú do Guerrilheiro – Memórias da Luta Armada, com memórias dos anos de prisão.
Veja a íntegra da mensagem que a presidenta divulgou por ocasião da morte de Ottoni Fernandes Júnior:
"Externo minha tristeza e minha solidariedade pela perda de Ottoni à toda a família e aos amigos desse grande companheiro. Neste triste momento, devemos nos lembrar do desprendimento e do espírito de luta que moveu Ottoni em toda sua vida, do semear da juventude, à colheita recente no governo, onde, desde 2007, ajudou na luta para consolidar a democratização da comunicação pública. Ottoni será sempre lembrado como um dos brasileiros que ousaram sonhar e realizar, em prol do nosso povo. Recebam meu abraço fraterno".
 
 
Análise de Conjuntura

Nova fase: PSDB desiste de usar crises do PT como arma política em 2013

Partido vai evitar o foco nos "defeitos dos outros" de olho em 2014

Filippo Cecilio, do R7
STF Bandeira dos tucanos, a condenação de petistas mensaleiros pelo Supremo Tribunal Federal (foto) não tirou votos do PT em 2012
Após ver ruir sua estratégia de utilizar o julgamento do mensalão para minar as candidaturas do PT em 2012, o PSDB está decidido a não mais se apoiar nos escândalos que envolvam o principal partido adversário para obter ganhos eleitorais.

 Roberto Gurgel

Para o tucano Edson Aparecido, que coordenou a campanha a prefeito de José Serra (PSDB) em São Paulo — e que assumiu em dezembro a Casa Civil do Estado com o desafio de garantir a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) —, o partido não pode mais contar com os "defeitos dos outros” para ganhar votos.
— Não adianta a gente imaginar que vai ganhar a eleição em cima dos defeitos dos outros. Essa que passou [de 2012] mostrou que essa estratégia não funciona. Tivemos toda essa história do julgamento do mensalão e no final não teve o impacto que se imaginava na eleição. Isso é um dado concreto que serve de exemplo.
O esforço para colar a imagem da corrupção no PT com base no julgamento do mensalão de fato se mostrou pouco efetivo. Os petistas elegeram 78 prefeitos a mais do que na última eleição e comandarão 628 cidades a partir deste ano. Por sua vez, o PSDB sai menor das urnas em comparação com 2008. Os tucanos elegeram, no ano passado, 691 prefeitos, contra 787 quatro anos atrás.

Para César Gontijo, secretário-geral do PSDB em São Paulo desde 2007, a exploração do tema da corrupção não se faz necessária na eleição porque, segundo ele, a população pune a prática nas urnas.
— A política do "quanto pior, melhor", no meio partidário, não é boa para ninguém. Quando se denigrem a política e seus protagonistas, fica mal para todo mundo. Não acho que o caso da operação Porto Seguro tenha que ser usado pelo PSDB de maneira acusatória. A população tem consciência, sabedoria, ela sempre mostrou isso. É nisso que o PSDB está trabalhando. Não é ficar na picuinha de “olha o que ele fez e etc e tal”.

Aparecido defende que o PSDB faça um exercício de autoanálise em busca de um novo caminho neste ano.
— Mais importante do que aproveitar esse fato [operação Porto Seguro] é enfrentar um problema que talvez seja ainda mais grave para o PSDB, que é o de definir suas bandeiras. Os problemas que temos que enfrentar do ponto de vista eleitoral são muito mais nossos que dos nossos adversários. A última eleição mostrou uma fragilidade muito grande do PSDB nessa questão. Há um distanciamento das bandeiras do partido com a sociedade.
O secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, entende que, se essas condições fossem mais claras e o partido estivesse mais estruturado, fatos como o mensalão e a operação Porto Seguro poderiam ter sido mais bem aproveitados do ponto de vista eleitoral.
— As deficiências estão muito mais no PSDB, em aproveitar essas coisas, e é isso que temos que encarar em 2013.

ANANINDEUA ESTA DE LUTO - MANOEL PIONEIRO ESTA DE VOLTA!

Depois de fazer duas administrações anteriores medíocres, sem deixar nenhuma marca, fora o asfaltamento de ruas, grande parte destas sem serviços de saneamento,como é o caso do 
Conjunto Stélio Maroja, que esta localizado em plena Avenida Independência, onde não há água encanada. O milionário Manoel volta a dar as cartas...
Pioneiro pilotou uma 'administração' que ficou marcada também pela gritante ineficiência na delicada área da saúde e, por ter saído e  deixado um legado ridículo e nada aceitável, onde a população do município para não morrer logo,ou para ter parido os seus filhos, busca até hoje, a rede hospitalar de Belém. Novamente esse bem sucedido pecuarista aparece de caneta na mão; sabe-se,de antemão aqueles que moram na azarada Ananindeua, que ele retorna mais uma vez para não fazer nada de edificante e útil, idem, diferenciado daquilo que já foi anteriormente. 
O TRIANGULO DAS BERMUDAS

A principal missão de Pioneiro a frente da prefeitura Ananin, será de 'preparar' o terreno para o seu chefe,Simão Jatene - ajudado pelo outro escoteiro, Zenaldo Coutinho, eleito em Belém - se reeleger em 2014, quando enfrentará Helder Barbalho,pelo PMDB ou Cláudio Puty pelo PT. 

A matéria abaixo é do DOL

Pioneiro toma posse em Ananindeua

Foi realizada na tarde desta terça-feira (1ª) a cerimônia de posse do novo prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro, de seu vice, Carlito Begot, e dos 25 vereadores que ganharam as últimas eleições municipais.
A cerimônia foi realizada no Centro de Formação Cristã Seminário Pio X, no quilômetro cinco da rodovia BR-316. A cerimônia de transferência de cargo, com a passagem da faixa de Helder Barbalho para Pioneiro, estava marcada para as 16h, na Praça da Igreja Matriz de Ananindeua.
Este é o terceiro mandato de Pioneiro como prefeito do município


(DOL)

EUA - A Cada Novo Ano Mais Próximo do Abismo





Partes nos EUA cedem para evitar abismo fiscal


Democratas e republicanos nos Estados Unidos cederam posições para um acordo que evita o chamado abismo fiscal, disseram nesta terça-feira (1º/1) fontes oficiais.


Depois de meses de brigas e negociações entre a Casa Branca e o Congresso, as partes cederam posições para um acordo que assegura que a redução do déficit compreenderá recortes às despesas e aumentos das taxas para os estadunidenses mais ricos.


Durante a madrugada senadores democratas e republicanos acolheram uma iniciativa que permitiu evitar a alta impositiva geral e os recortes aos programas do governo com 89 votos a favor e oito contra.
Declarações do presidente Barack Obama citadas por emissoras locais dizem que desta forma se evita um aumento de impostos para 98 por cento dos estadunidenses e para 97% dos donos de pequenos negócios.
A ação dos legisladores impediu os aumentos dos impostos ao iniciar 2013 e postergou os recortes automáticos da despesa pública que alguns analistas estimavam que provocaria recessão na economia estadunidense.
Segundo a emissora CNN, a Câmara de Representantes, dominada pelos republicanos, considerará a iniciativa hoje durante uma reunião ao meio dia (15 horas de Brasília).
Se sair, o plano só produzirá um aumento de impostos para aquelas pessoas que ganham mais de US$ 450 mil ao ano, no entanto a maioria da população estaria protegida.
Com esta ação legislativa se postergam por dois meses os recortes automáticos às agências governamentais por cerca de US$ 109 bilhões, ainda que se propõe um novo choque entre democratas e republicanos para finais de fevereiro. Agora é a vez do líder da Câmara de Representantes, John Boehner, impulsionar à maioria republicana a votar a favor do acordo.
Não obstante o avanço, este ajuda pouco a controlar o déficit orçamental anual que mantém a dívida estadunidense em cerca de US$ 16,4 trilhões.





Juiz chileno manda prender oito ex-militares pelo assassinato de Víctor Jara


Dois deles são acusados de autoria material do crime, e outros seis de cumplicidade. Um dos acusados vive nos EUA, pelo que foi emitido mandato de prisão internacional. Crime ocorrido em 1973 é um dos mais emblemáticos da ditadura de Pinochet.
Assassinos presos quase 40 anos depois
Um juiz do tribunal da relação de Santiago do Chile, Miguel Vázquez, ordenou na sexta-feira a prisão de oito ex-oficiais acusados do assassinato do cantor Victor Jara, no estádio de Santiago, em 16 de dezembro de 1973.
A resolução judicial acusa dois ex-oficiais como autores do crime de homicídio qualificado e outros seis como cúmplices.
"Depois de reunir muitos antecedentes, há um momento em que é preciso pôr termo à investigação e avançar, ditando esta resolução", afirmou aos jornalistas o juiz Vázquez.

Víctor Jara, autor de canções como 'Te recuerdo Amanda' ou 'El cigarrito', foi detido no dia seguinte ao golpe de Estado que derrubou o governo do socialista Salvador Allende (foto acima) e instaurou a ditadura de Augusto Pinochet (foto abaixo) -1973-1990-.
Dias depois de permanecer detido junto a outros 5.000 prisioneiros no estádio de Santiago, o corpo de Jara foi encontrado num terreno baldio com 44 impactos de bala e as mãos mutiladas. Tinha 41 anos.
Até agora, a justiça não tinha conseguido identificar os autores materiais do seu assassinato, um dos crimes mais emblemáticos da sangrenta ditadura de Pinochet, que causou mais de 3.000 vítimas mortais.
A resolução ordena a detenção, como autores do delito de “homicídio qualificado” – dos ex-oficiais Hugo Sánchez Marmonti e Pedro Barrientos Núñez. Este último vive atualmente nos Estados Unidos, pelo que foi emitida uma ordem de captura internacional. Segundo investigações jornalísticas, Barrientos, de alcunha 'o príncipe', teria sido o autor material do homicídio.
Como cúmplices, o juiz acusou e ordenou a captura dos ex-militares Roberto Souper Onfray, Raúl Jofré González, Edwin Dimter Bianchi, Nelson Hasse Mazzei, Luis Bethke Wulf e Jorge Smith Gumucio, que não tinha sido incluído na primeira resolução.
Todos deverão ser internados no Batalhão de Polícia Militar Nº1, em Santiago.
Na resolução judicial, o juiz Vázquez estabeleceu que Jara foi detido quando se encontrava na Universidade Técnica do Estado, onde era professor, e depois transferido para o Estádio Chile, um recinto fechado no centro de Santiago que hoje leva o nome do cantautor e foi usado como centro de tortura depois do golpe de Estado.
 

Durante sua detenção, o cantor "foi reconhecido pelo pessoal militar instalado no interior do Estádio Chile, sendo separado do resto dos prisioneiros, para ser levado a outras dependências localizadas nos camarins, usadas como salas de interrogatórios e urgências, onde foi agredido fisicamente em forma permanente, por vários oficiais".
"No dia 16 de setembro de 1973 deu-se morte a Víctor Lidio Jara Martínez, facto que se produziu em consequência de, pelo menos, 44 impactos de bala, segundo se detalha no respetivo relatório de autópsia", conclui a resolução.
A investigação judicial foi reativada em 2009, depois de um soldado que esteve no Estádio Chile reconhecer ter disparado sobre Victor Jara, apesar de se ter retratado de seguida. A sua versão, porém, levou a Justiça a ordenar a exumação do corpo.
Em dezembro desse ano, milhares de chilenos acompanharam a sua viúva, a britânica Joan Turner, e as suas filhas Manuela e Amanda, a dar ao músico o funeral que não teve em 1973, quando foi sepultado no quase total anonimato.
 


Esquerda Net


Chávez está ciente da complexidade de seu estado, diz vice


O presidente venezuelano, Hugo Chávez, está consciente que sua condição é complicada após ter passado por uma quarta operação contra o câncer em Cuba, disse o vice-presidente Nicolás Maduro na terça-feira, enquanto o país busca pistas sobre a saúde do líder socialista.
Maduro disse que estava voltando para a Venezuela depois de passar vários dias ao lado de Chávez e membros da família do presidente em Cuba. O retorno pode ajudar a silenciar rumores de que sua visita era um sinal de que Chávez estava perto da morte.
"Durante esses dias, eu pude vê-lo duas vezes e falar com ele", disse Maduro durante uma entrevista em Havana com a emissora regional de televisão Telesur. "Ele está completamente consciente da complexidade de seu estado pós-operatório e nos pediu expressamente manter o povo informado."

Maduro, que Chávez designou no mês passado como seu eventual sucessor, disse que o presidente havia agarrado sua mão "com imensa força" enquanto eles falavam, e perguntou-lhe sobre o estado da economia e a posse dos governadores recém-eleitos.
"Depois de ficar em Havana para acompanhar os membros da família, estamos voltando a Caracas amanhã (2 de janeiro) para continuar o nosso trabalho", disse Maduro, que visitou Chávez com sua esposa, a procuradora-geral Cilia Flores.
 
Chávez sofreu uma hemorragia inesperada após a operação de seis horas a qual foi submetido na região pélvica em 11 de dezembro, e depois enfrentou uma infecção respiratória.
No domingo, Maduro disse que o Chávez, de 58 anos, estava sofrendo uma terceira leva de complicações, como resultado do problema respiratório.
Chávez nunca disse qual o tipo de câncer que enfrenta.  


DEISY BUITRAGO - Reuters

Free ilustration militanciaviva