O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O que Barbosinha fez para melhorar a justiça?


Joaquim Barbosa critica a justiça como se não tivesse responsabilidade nenhuma por ela ser o que é



Uma das coisas que mais me irritam é alguém se queixar de alguma coisa que esteja sob seu comando, como se tivesse a impotência do porteiro.
Vi isso muitas vezes na minha carreira. O cara comanda uma empresa ou um departamento e faz críticas como se não tivesse nada a ver com nada.
Seria como se eu, aqui, reclamasse do espírito e dos textos do DCM.
É bizarro o que estou narrando, mas é comum, e imagino que você já tenha visto muita coisa parecida em sua vida.
Veja Joaquim Barbosa, presidente do Supremo. Numa reunião promovida pela revista Exame, ele insultou a justiça brasileiro como se fosse contínuo do Supremo, e não presidente.
Que ele fez, numa carreira já longa, para mudar alguma coisa entre tantos problemas que apontou – a maior parte, aliás, acertadamente?
JB disse que a justiça brasileira é a mais confusa do mundo. Ele comandou, recentemente, um julgamento, o do Mensalão, que foi o triunfo do caos e da falta de nexo.
Um dia a posteridade há de usar as devidas palavras pejorativas para falar, por exemplo, da “dosimetria”. Com ares científicos, os juízes estipularam penas que simplesmente não fazem sentido.
Comentei aqui, já. Marcos Valério recebeu uma pena duas vezes maior – 40 anos – do que a aplicada na Noruega a Anders Breivik, assassino confesso de dezenas de jovens.
Ainda hoje, li na mídia estrangeira que um tribunal internacional condenou um antigo ditador africano a 50 anos de prisão por genocídio. Mais um pouco e Valério teria a pena de um genocida.
Um amigo meu, grande jornalista, me contou que um dia acompanhava uma votação do Mensalão numa padaria, ao lado de algumas pessoas. Um juiz proferiu sua longa sentença, e ao fim dela um cliente da padaria fez a pergunta fatal: “Condenou ou absolveu?”
Barbosa criticou a pompa cafona com a qual os juízes se expressam. Ele já ouviu a si próprio? Ou a Marco Aurélio de Mello, ou a Gilmar Mendes? Solenes, prolixos, vazios, rebarbativos, patéticos.
JB poderia ter dado o exemplo, e falado em português claro. Na Inglaterra, o juiz Brian Leveson comandou um inquérito sobre os crimes da mídia num inglês compreensível para qualquer pessoa alfabetizada. Acompanhei o caso.
Nada funciona mais que o exemplo pessoal quando você é, como JB, um líder.
Ele tocou em outro ponto: a questão das indicações políticas. Condenou as articulações que os magistrados fazem para obter altas posições.
Ora, todos sabemos o que ele fez nesse campo. Incomodou um alto funcionário do governo Lula no aeroporto de Brasília porque sabia que Lula procurava um juiz negro para o Supremo. Agiu como um tremendo cara de pau para praticar politicagem.
É difícil discordar das críticas de JB à justiça. Nenhuma delas é um erro. Faltou apenas listar outras. Por exemplo, a relação promíscua que juízes de altas cortes têm com a mídia. Para lembrar o grande editor Joseph Pulitzer, jornalista não tem amigo. E nem juiz deveria ter. Pior ainda quando são amigos entre si, a ponto de um dar emprego para o filho do outro.
Não vou ficar surpreso se um dia JB falar uma coisa dessas, à Pulitzer, como se mantivesse distância olímpica dos jornalistas.
Numa frase que entrou para a história, Gandhi disse que cada um de nós devíamos ser a mudança que gostaríamos de ver no mundo. É uma frase que cai melhor em JB do que seus ternos comprados no exterior.

10 PMs são indiciados por desaparecimento de Amarildo



O Ministério Público do Rio de Janeiro recebeu na noite desta terça-feira (1º) o inqúerito da Divisão de Homicídios, que indicia 10 policiais militares da UPP Rocinha, incluindo o major Edson Santos, pelo desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza. Santos era o comandante da Unidade de Polícia Pacificadora da comunidade, quando ocorreu o sumiço em 14 de julho. A informação foi dada com exclusividade pelo Jornal Nacional.
Todos foram indiciados pelos crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver.
O promotor Homero Freitas, que está a frente do caso, informou que deve oferecer a denúncia à Justiça nos próximos dias.
Os policiais negam envolvimento no sumiço e dizem que liberaram Amarildo, no dia14 de julho, depois de constatar que não havia qualquer mandado de prisão contra ele.
Amarildo sumiu após ser levado à sede da UPP da Rocinha, onde passou por uma averiguação. Após esse processo, segundo a versão dos PMs que estavam com Amarildo no dia 14 de julho, eles ainda passaram por vários pontos da cidade do Rio antes de voltarem à sede da Unidade de Polícia Pacificadora, onde as câmeras de segurança mostram as últimas imagens de Amarildo, que, segundo os policiais, teria deixado o local sozinho.
Na sexta-feira (27), uma ossada achada em Resende, no Sul Fluminense, passou por uma necrópsia, motivada pelas suspeitas de que poderia ser de Amarildo. O relatório, porém, foi considerado inconclusivo, e a ossada será novamente analisada no Rio de Janeiro. O resultado deve sair entre 10 e 15 dias.
Duas testemunhas-chave do caso do desaparecimento do ajudante de pedreiro deixaram o Rio de Janeiro na noite do dia 20. A mãe e o filho adolescente que contaram em depoimento à Divisão de Homicídios que foram coagidos por policiais para dar falsas declarações sobre o caso pediram ingresso no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. O programa confirmou o pedido feito pelas testemunhas.
Os dois deixaram o Rio de avião, acompanhados por agentes da Polícia Federal. De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, devido à complexidade do caso, ficou acertado que seria mais adequado tirar as testemunhas da cidade.

Me ofereceram dinheiro para assumir a culpa pela morte de JK, conta motorista



josiasEm audiência na Câmara Municipal, Josias Nunes de Oliveira negou ter batido em Opala que levava ex-presidente pela Dutra no momento de sua morte.

Envolta em mistérios e objeto de investigação da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão da Verdade “Vladimir Herzog”, da Câmara Municipal de São Paulo, o imbróglio da morte do ex-presidente Juscelino Kubitscheck ganhou um novo capítulo nesta terça-feira 1º.
Em depoimento da Comissão “Vladimir Herzog”, Josias Nunes de Oliveira, motorista do ônibus que supostamente teria batido no carro do ex-presidente, contou que lhe ofereceram uma mala de dinheiro para assumir a culpa pelo acidente. “Disseram que se eu pegasse o dinheiro e dissesse que sou culpado, o dinheiro era todo meu”, contou o aposentado de 69 anos. “Eles mostraram o dinheiro dentro da mala, eram notas antigas que o Juscelino mandou fazer de 500 cruzeiros. Não aceitei. Saíram do portão da minha casa e não voltaram mais.”


Segundo Oliveira, os dois homens se apresentaram como repórteres e apareceram à sua casa cinco dias depois da morte do ex-presidente, em 27 de agosto de 1976. “Ser acusado de ter provocado a morte de Juscelino mudou muito a minha vida. Até hoje”, disse antes de lembrar ter comentado sobre a mala de dinheiro durante as audiências sobre a morte de JK.

De acordo com a versão oficial, Juscelino morreu na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Resende, quando vinha do Rio em direção a São Paulo e o carro no qual viajava teria batido em um ônibus da Viação Cometa, depois de o motorista Geraldo Ribeiro ter perdido o controle. Oliveira, no entanto, contesta e nega ter batido no carro. O ônibus que dirigia, segundo ele, ultrapassou pela esquerda o Opala do ex-presidente a cerca de 80 km/h, quando o veículo vinha a 70 km/h. Em seguida, o carro ultrapassou o ônibus pela direita, perdeu controle, atravessou o canteiro central, cruzando a pista e indo parar do outro lado.

“Eu parei para socorrer. Não parei de curioso para ver o que estava acontecendo. Parei porque senti a dor do acidente”, disse Oliveira. “Parei sem saber quem estava no Opala. O motorista morreu instantaneamente. Do Juscelino ainda vi dois piscares de olho.”
À época, o ex-presidente tinha 73 anos. Dois anos antes havia recuperado os direitos políticos cassados com a chegada da ditadura, em 1964. O ex-presidente sabia que tinha grandes chances de se reeleger e dar curso à trajetória que daria fim ao regime militar no Brasil.
General Golbery

Uma vantagem que era motivo de preocupação dos agentes da Operação Condor, aliança político-militar entre as ditaduras do Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Em carta enviada no dia 28 de agosto de 1975 para João Baptista Figueiredo, o chefe do serviço de inteligência de Augusto Pinochet, o coronel Manuel Contreras Sepulveda, se dizia preocupado com a possível vitória do democrata Jimmy Carter nos Estados Unidos e o apoio a políticos de oposição ao regime militar na região, como o chileno Orlando Letelier e o próprio JK, que poderiam “influenciar seriamente a estabilidade do Cone Sul”. No ano seguinte, JK morria em agosto e Letelier, em setembro.
O carro onde mataram Orlando Letelier

 Detalhes. Na sessão, ainda, o presidente da comissão, o vereador Gilberto Natalini (PV), leu uma reportagem da época na revista Cruzeiro, que dizia: “o laudo pericial da polícia do Rio de Janeiro registra que a análise da tinta produziu a prova técnica, segura, definitiva e incontrastável de que o ônibus Cometa estava envolvido no acidente. O laudo foi assinado pelo perito Sergio de Souza Leite”, que teria sido afastado do cargo posteriormente. O vereador disse, no entanto, que o exame sobre a tinta da lataria do Opala no ônibus – peça fundamental para corroborar a tese de batida - foi anexado aos autos sem assinatura do analista chefe.
 
“Temos também um relato, que tiramos da revista Interview, de 1996, na qual o repórter Valério Meinel escreveu: ‘No dia seguinte à morte de JK o chefe de produção do Estadão, Raul Bastos, pediu para que esperasse na sucursal do Rio, a chegada do subchefe de produção Vanderlei Ribeiro, que saía de São Paulo para levar uma informação, já que os telefones do jornal estavam grampeados. A informação é que os repórteres do Estadão ‘cobrindo o acidente’ receberam a informação de guardas da Polícia Rodoviária Federal de que Geraldo Ribeiro [o motorista de JK] levara um tiro na cabeça disparado de uma Caravan emparelhada com o carro do presidente JK, atrás do ônibus, antes de ele passar’”, afirmou Natalini. “Descobrimos que um dos jornalistas está vivo e vamos atrás dele.”
Dentre outros detalhes não explicados em torno da morte do ex-presidente, lembrou o vereador, há também a perícia feita 20 anos depois em um veículo diferente do qual estava JK.
Em 13 de agosto, a comissão ouviu quatro depoimentos relacionados à morte de JK: Serafim Jardim, ex-secretário particular de Juscelino, Paulo Castelo Branco, que pediu a reabertura do caso em 1996, Paulo Oliver, um dos 33 passageiros do ônibus da viação Cometa, e Gabriel Junqueira Villa-Forte, filho do proprietário do hotel pelo qual o ex-presidente passou antes do acidente. O dono do hotel, o brigadeiro Newton Junqueira Villa-Forte, era próximo do general Golbery Couto e Silva e foi também professor de João Baptista Figueiredo.
 

Depois da sessão de agosto, a Comissão Municipal solicitou ao governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, nova perícia do fragmento metálico de sete milímetros encontrado no crânio do motorista de JK, assim como do crânio que apresentava uma furo. Na semana passada, o governo mineiro concordou com novas análises técnicas. A comissão tenta, agora, viabilizá-las judicialmente.
“O mundo inteiro apontava para mim na rua: ‘Foi aquele quem matou o Juscelino’. Eu tenho de provar que não fui eu”, disse Oliveira, que passou por dois processos sobre a morte de JK, mas acabou absolvido em agosto de 1977. “É muito estranha a entrada dele na pista... Esse acidente precisa ser mais investigado.”

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Foi por pouco!

EUA quase detonaram duas bombas atômicas sobre o próprio país - informa documento secreto divulgado pelo Guardian


Bomba H que quase provocou catástrofe


Do Blog do Mello: Três dias após o discurso de posse de John Kennedy como presidente dos Estados Unidos, em janeiro de 1961, um avião B-52 sofreu uma pane no ar, entrou em parafuso e liberou as duas bombas de Hidrogênio que carregava, sobre a Carolina do Norte. Uma caiu num rio e outra ficou presa numa árvore (imagem acima). Só não detonaram porque um dos cinco dispositivos de segurança não permitiu. Os outros quatro falharam. Cada uma delas com poder de destruição de 4 megatons, o equivalente a 4 milhões de toneladas de TNT, 260 vezes mais poderosas que as que arrasaram Hiroshima.

Elas poderiam ter dizimado Washington, Baltimore, Filadélfia e chegado até Nova Iorque, provocando a morte de milhões de pessoas.

A notícia foi divulgada pelo jornalista investigativo Eric Schlosser, no tradicionalíssimo The Guardian, no dia 20 de setembro de 2013, há quase duas semanas [íntegra aqui].

Você que me lê tomou conhecimento do fato em algum dos veículos de nossa mídia baba-ovo dos EUA? 
http://blogdomello.blogspot.com.br/

O PÃO DO POBRE, QUANDO CAI, CAI COM O LADO DA MANTEIGA PARA BAIXO...


 
 
O instantâneo é de Nikolaos Michaloliakos, o dirigente da formação ultranacionalista e neonazista grega Aurora Dourada, tornada uma favorita da informação internacional depois de ter alcançado 7% dos votos nas eleições gregas de Junho do ano passado. 

O espectáculo deste fim de semana na Grécia, com a sua prisão e a doutros dirigentes daquela organização pareceu ser informativamente muito mais interessante do que a votação alcançada pelo FPÖ, o partido da extrema-direita populista xenófoba austríaca, nas eleições disputadas naquele país também este Domingo: 20,5%, o que representa sensivelmente o triplo do resultado da formação grega. 

A Áustria, talvez por ser a pátria de Adolf Hitler, talvez por os seus militantes de extrema-direita não terem a exuberância dos de outros lugares, parece gozar do beneplácito de ter um eleitorado que vota enviesadamente para a extrema-direita sem que isso pareça incomodar desnecessariamente as opiniões publicadas europeias. Com os restantes países, como será o caso grego, aí é que há que ser mais exigente...

NEVER SABE QUE A CANDIDATURA DE CAMPOS ROUBA VOTOS DELE

A candidatura do governador de Pernambuco Eduardo Campos deixa o núcleo duro da campanha de Aécio Neves de cabelo em pé. A razão é simples: Campos garimpa os votos dos eleitores conservadores que estão situados  na mesma faixa daqueles que votam no ex-governador de Minas Gerais. Só que ambos - antecipadamente - já compreenderam que estes nichos já caíram na rede armada pela grande imprensa leitoa para a morna Marina Silva que, apesar da conturbação que enfrenta para registrar sua sigla, é ambiciosa o suficiente para deixar de disputar a presidência em 2014.  A campanha de Eduardo Campos longe de incomodar o Planalto,na verdade é muito bem vinda.De qualquer forma, no final, Dilma vencerá .   militanciaviva! .

Ciro Gomes detona Eduardo Campos: "oportunista puro e simples"

ciro gomes eduardo campos

Ciro Gomes faz duras críticas a Eduardo Campos: "Oportunista puro e simples. Vai acabar com o PSB. Controla o partido como uma capitania 

O ex-ministro Ciro Gomes, recém-desfiliado do PSB por discordar da candidatura presidencial do governador de Pernambuco e presidente nacional do partido, Eduardo Campos, fez duras críticas ao pernambucano e afirmou nesta terça-feira (1º) que Campos “é um zero completo, um oportunista puro e simples”.
Comenta-se em Recife que Campos fez beicinho e beição pois ficou 'fulo' e arretado da vida com as criticas de Ciro (mviva)
Para Ciro, Campos “controla a burocracia [do partido] como uma capitania hereditária que ele herdou do avô [Miguel Arraes, 1916-2005]“. “Eu acho que ele está em uma aventura pessoal, vai afundar o PSB nisso, mas é problema dele”, disse.

O grupo de Ciro Gomes no PSB cearense, liderado por seu irmão, o governador Cid Gomes, resolveu se desfiliar do partido por ser favorável ao apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, e deve decidir na noite desta terça pela filiação ao Pros. O ex-ministro Ciro atualmente é secretário de Saúde do Ceará, convidado pelo irmão para o cargo.
Após uma palestra em Fortaleza sobre os problemas da economia brasileira, que Ciro classificou como a maior ameaça à reeleição de Dilma, o ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional disse que, apesar disso, “pela debilidade de seus adversários, ela é a franca favorita”.
Na avaliação de Ciro, Campos está “comprometido” com os problemas do governo Dilma por ter participado dele até agora –há duas semanas, o PSB decidiu entregar os cargos que ocupa na gestão federal.


“Ele não vai conseguir demonstrar nunca que o oportunismo dele de resolver vir pelas costas da gente agora, na véspera das eleições, dá coerência para ele ser crítico disso tudo”, afirmou Ciro.
O ex-ministro disse que há “contradições éticas, funcionais, políticas e de condução estratégica” no governo federal, mas que Campos não tem “formulação nenhuma para resolver isso”. “O que acrescentamos ao país no debate? Zero, Eduardo é um zero completo, um oportunista puro e simples.”

Para ele, a candidatura da ex-senadora Marina Silva, que tenta fundar o partido Rede Sustentabilidade, tem mais “legitimidade”, porque ela “não se aliou no segundo turno [das eleições passadas] e ficou aí na chuva. Se alguém merece ser eleito só porque nega tudo que está aí, é a Marina”.
Tia Marina anda encafufada com as dificuldades que enfrenta no STE
Sobre a economia brasileira, o ex-ministro afirmou que o Banco Central erra ao subir a taxa de juros para tentar frear uma inflação que não é provocada pelo consumo. “O cenário externo não é favorável, o deficit externo nos deixa gravíssima vulnerabilidade, pressionando o câmbio. O Banco Central atira de forma equivocada no que é inflação de custo provocada pelo câmbio, dissuade o crédito e o investimento”, afirmou.

Embora crítico à condução da economia, Ciro disse que “na política” é solidário à presidente. “Eu não vou deixar de perceber que a presidente Dilma nega o retrocesso, a volta ao passado, a perversão neoliberal nas companhias que o Eduardo está escolhendo modernamente”, disse, em referência à recente aproximação entre Campos e o PSDB.


Folhapress

Lula defende limitação de mandato dos ministros do STF


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu após evento realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em comemoração aos 25 anos da Constituição Federal a limitação do mandato dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 
Hoje, após ser indicado, o ministro do STF tem mandato vitalício e pode ficar no cargo por mais de 20 anos, dependendo da idade com a qual ele ingresse na Corte.
Segundo Lula, a alternância de poder traz vantagens no exercício do cargo para evitar eventuais abusos dos integrantes da mais alta Corte do país. “Eu acho que tudo nesse País pode ser renovado, por que um juiz tem que ficar a vida inteira?”, questionou Lula.
“Acho que tem que ter mandato em tudo que é lugar. A vantagem é ter uma alternância de pessoas ocupando o mesmo cargo. Você pode ter um ministro (do STF) por dez anos, você pode ter um (ministro) do TCU (Tribunal de Contas da União) por dez anos, você pode ter por quinze, por cinco... Eu só acho que... se um presidente tem tempo, tem mandato, por que os outros cargos não podem ter mandato?”, defendeu o ex-presidente. 
 
Fonte: Portal da Feira

UM CLÁSSICO IMPERDÍVEL: "ERA UMA VEZ A REVOLUÇÃO"

Se você estranhou o título deste post, tem toda razão: não existe no Brasil um filme intitulado Era uma vez a revolução.

Mas, se dependesse do magistral diretor italiano Sergio Leone, esta seria, em todos os países, a denominação da segunda obra da trilogia iniciada com Era uma vez no Oeste (1968) e encerrada com Era uma vez na América (1984).

Por razões que a própria razão desconhece --mas a indústria cultural conhece muito bem!--, o Once upon a time the revolution virou Duck You Sucker ou A Fistful of Dynamite nos EUA, Giù la testa na Itália e Quando explode a vingança no Brasil. Só os franceses respeitaram a vontade do criador: Il était une fois la révolution.

O que fez certo sentido, se levarmos em conta a intenção de Leone, de sempre atingir o grande público (oferecendo-lhe, contudo, algo além do mero entretenimento). Mas, para que fosse possível atingir  qualquer  público, era imprescindível evitar que o filme fosse proibido pelas ditaduras do 3º mundo e boicotado pelas empresas distribuidoras no 1º mundo.  Revolução  no título certamente atrairia atenções indesejáveis. Vai daí que...

Além do artesanato impecável de imagens e músicas que se completavam às mil maravilhas, dos enquadramentos inovadores (com closes tão extremos que evidenciavam até as menores rugas de um Charles Bronson) e das atuações soberbas de atores que não tinham ainda recebido o merecido reconhecimento (foi ele quem projetou Clint Eastwood, p. ex.), Leone se destacava por embutir nos seus filmes mensagens e discussões as mais importantes e necessárias, mas que dificilmente tinham guarida no cinema dito comercial.

Era como um bolo em camadas: os espectadores medianos tinham ação de sobra para satisfazerem-se, enquanto os mais sofisticados captavam conteúdos como o antibelicismo de Três homens em conflito, o repúdio ao capitalismo monopolista em Era uma vez na América, etc.

Em Quando explode a vingança, o fio condutor é a amizade improvável entre um bandido mexicano que sonha com um grande assalto a banco (Rod Steiger) e um ex-militante do IRA que, foragido do seu país, ganha a vida como dinamitador a serviço da mineração (James Coburn).
Leone saúda os anônimos homens do povo como os verdadeiros heróis das revoluções, contrapondo-os aos líderes que acabam sempre traindo a causa -- tanto no México (o médico interpretado por Romolo Valli) quanto na Irlanda (o dirigente do IRA).

É uma produção de 1971, quando os dois maiores partidos comunistas do ocidente vinham de decepcionar terrivelmente os esquerdistas autênticos, seja voltando as costas aos movimentos de 1968 (o PC italiano), seja somando forças com o governo burguês para salvá-lo dos jovens rebeldes, abortando uma revolução que já estava nas ruas (o PC francês).

O desencanto com tais traições impregna o filme, que parece também lançar um alerta de que as Brigadas Vermelhas e congêneres marchavam para um destino trágico.

Um lance interessante é mostrar de forma totalmente desumanizada o comandante das forças contra-revolucionárias: ele é visto escovando repulsivamente os dentes, chupando um ovo, olhando pelo binóculo. Leone não lhe concede sequer a dignidade da fala. De sua forma sutil, expressa o desprezo absoluto que sentia pela direita troglodita.

Outra grande sacada do Leone é ressaltar que a História nunca fixa a versão correta dos fatos. A frase que o irlandês sempre repete, sobre "os grandes e gloriosos heróis da revolução", é um primor de sarcasmo.
Assista ao filme na íntegra, com legendas em português.
Fonte: Náufrago da Utopia

CABRAL, PAES, OS PROFESSORES E O FESTIVAL DE HORRORES NO RIO

O governador Sérgio Cabral Filho e, por conseguinte, seu parceiro político, o prefeito carioca Eduardo Paes, vivem um sério inferno astral,  na medida em que o Estado do Rio de Janeiro está vivendo uma séria crise institucional, de efeitos sociais danosos.

Cabral, Paes, os professores e o festival de horrores no Rio

Por Mauro Donato

Enquanto toda a polícia do Rio de Janeiro — pelo menos parecia que toda a polícia carioca estava lá no sábado à noite –, cuidava de uma reintegração de posse absurda (era o dono do lugar – o povo – que o ocupava), a menina Rebeca Carvalho, de 9 anos, estava sendo estuprada e assassinada na favela da Rocinha.

A barbárie do sábado se repetiu ontem durante todo o dia, avançando pela noite, com cenas de guerra e mais arbitrariedades inaceitáveis.

E com PMs numa quantidade inimaginável. Nunca soube que havia tanta polícia assim. Por que a gente nunca vê esse policiamento todo nas ruas? Se assim fosse, não nos sentiríamos numa situação de tanta insegurança. Contra perigosíssimos professores a PM demonstra uma valentia que lhe falta nas áreas realmente carentes de coragem (os professores já haviam apanhado em outras duas oportunidades na semana retrasada na Secretaria de Educação).

Os professores do Rio estão em greve há 45 dias, exigindo algo básico a qualquer trabalhador: um plano de cargos e salários. O que equivale a dizer que crianças estão sem aulas aos mesmos 45 dias. Por quanto tempo o prefeito Eduardo Paes levará este assunto como algo a ser desprezado, enquanto Cabral joga seus cães em cima de senhoras de 60 anos?
Eduardo Paes acha que esta tudo legal... (mviva)

 
 O festival de horrores a que as noites cariocas têm sido submetidas ultrapassou os limites. Há meses.

Táticas militares contra professores, acuando-os dentro da Câmara (enquanto a nova celebrity Comandante Mauro – E10 – distraía-os por uma porta, um destacamento invadiu o local pela outra) sem um documento legal que exigisse a desocupação. Havia sido apresentado uma ordem judicial de mais de um mês antes, a mesma que foi utilizada contra estudantes que fizeram a ocupação em protesto pela CPI dos transportes.

Bradando uma lei inconstitucional, policiais mascarados e sem identificação promovem a detenção de manifestantes mascarados sob alegação de anonimato (quando questionados, respondem com um “não te interessa”); ruas bloqueadas por cordão de PMs impedindo moradores de alcançarem suas casas; as fajutagens de infiltrados lançando molotovs contra as próprias tropas para incentivar a violência digna de filmes de terror; a criação da tal CEIV (Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas) com poderes de quebra de sigilos; o tratamento protecionista que dá para a grande mídia e as borrachadas na mídia independente. Medidas totalmente autoritárias no intuito de impedir o cidadão de manifestar-se.
Cabral é um cadáver insepulto, em nível político (mviva) 

 
 O Rio está em maus lençois. Cabral é um animal político morto. Em razão disso apertou o botão do “dane-se” (para não baixarmos o nível). Ele sabe que não tem o menor futuro e resolveu jogar o jogo de guerra. Deveria ter um mínimo de dignidade, arregaçar as mangas e consertar o máximo possível de estragos que causou em vez de ficar vendo coisas ao evocar a “interferência de movimentos internacionais” que estariam querendo “desestabilizar sua gestão”.

Tenha dó. Cabral está conseguindo a proeza de piorar ainda mais a situação a cada noite que passa. E ainda falta um ano para ele desocupar a cadeira, mesmo que seja sem spray de pimenta. 
 
DCM

JUSTIÇA QUEBRA SIGILOS DE ANDREA MATARAZZO


Homem forte de todos os governos tucanos, passando por Mario Covas, José Serra, Geraldo 
Alckmin e Fernando Henrique Cardoso, o vereador Andrea Matarazzo teve seu sigilo bancário 
e fiscal quebrado por determinação da Justiça; ele é suspeito de ter arrecadado propinas de US$ 
20 milhões junto à empresa francesa Alstom; parte dos recursos foi usada no caixa dois da 
campanha à reeleição de FHC; escândalo atinge em cheio o ninho tucano; ex-presidente do 
Metrô, José Fagali Neto, também teve sigilo quebrado, assim como outros nove personagens da 
trama


247 - A Justiça Federal de São Paulo tomou uma decisão que atinge o coração do PSDB. Determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de 11 pessoas, incluindo do vereador Andrea Matarazzo, que participou da arrecadação do caixa dois da campanha à reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e ajudou a levantar cerca de US$ 20 milhões junto à Alstom.
A quebra do sigilo autorizada pela Justiça abrange o período entre 1997 a 2000. O furo de reportagem é do jornalista Fausto Macedo, do Estado de S. Paulo. As pessoas atingidas pela decisão judicial são: Andrea Matarazzo (atual vereador do PSDB e ex-secretário de energia), Eduardo José Bernini, Henrique Fingerman, Jean Marie Marcel Jackie Lannelongue, Jean Pierre Charles Antoine Coulardon, Jonio Kahan Foigel, José Geraldo Villas Boas, Romeu Pinto Júnior, Sabino Indelicato, Thierry Charles Lopez de Arias e Jorge Fagali Neto, (ex-presidente do Metrô).
Em 6 de agosto deste ano, o 247 publicou a informação de que Matarazzo já havia sido indiciado pela Polícia Federal (leia aqui). No dia 13 de agosto, outra reportagem apontou que R$ 3 milhões levantados junto à Alstom foram direcionados para o caixa dois da campanha à reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – o que, à época, chegou até a ser denunciado por Folha e Veja (leia aqui).
No entanto, apesar de todos os indícios, Matarazzo e o comando do PSDB em São Paulo vinham sendo poupados. Com a determinação de quebra do sigilo bancário e fiscal dos envolvidos, rompe-se o cerco, muito embora ainda exista certa cautela. O G1, por exemplo, noticia a quebra do sigilo de 11 pessoas. O que importa, no entanto, é a presença de Andrea Matarazzo no time. Lá, ele não é apenas um entre onze.

ROBERTO FREIRE QUEBRA A CARA ! : SERRA NÃO CAIU NO CANTO DA SEREIA E, SEM OUTRA OPÇÃO, CONTINUARÁ TUCANO





Frustração: ao tomar conhecimento da debandada, Freire teria lançado um olhar de "quebranto" sobre Serra.
O maior derrotado com o 'amarelamento' do derrotável José Serra, que disputava com o ex-governador de Minas Gerais  Aécio Neves a indicação do PSDB para a presidência da república em 2014, é o perpétuo presidente do contraditório partido "Popular Socialista"- PPS, senhor Roberto Freire - que não larga mão desse osso... - 

 
Diante deste novo cenário, voltará a fazer  - pelo bem do nosso País -  aquilo que ele mais sabe fazer: sombra, ou seja, nada!.
 militânciaviva!

SERRA ANUNCIA PELO FACEBOOK QUE VAI CONTINUAR NO PSDB
O ex-governador de São Paulo José Serra decidiu ficar no PSDB após reunião com o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do partido.
Depois de passar as últimas semanas avaliando as opções de permanecer na legenda da qual foi fundador ou migrar para o PPS e se candidatar à Presidência da República em 2014, o tucano preferiu a primeira opção.
Serra e Aécio se reuniram na tarde desta segunda-feira (30), num apartamento na região dos Jardins, zona sul da capital paulista, e conversaram sobre o espaço que o ex-governador pode ter dentro do partido. A expectativa é que Serra anuncie a decisão nesta terça-feira (1°). O partido deve se pronunciar em seguida.
Em conversas com pessoas próximas nos últimos dias, Serra avaliou que a migração para o PPS seria uma “aventura”, considerando a falta de alianças nos Estados, o pouco tempo que o partido tem para fazer propaganda na TV e as dificuldades que Serra teria para financiar uma campanha presidencial nessas condições.
O PPS é o único partido político que se mostrou disposto a abrir espaço para Serra disputar a Presidência nas eleições do ano que vem.
Ficando no PSDB, Serra poderá se candidatar a deputado federal ou a senador. Se quiser insistir em se candidatar à Presidência, terá que enfrentar uma disputa interna com Aécio. Como o senador mineiro hoje tem o controle do partido, as chances de Serra seriam mínimas. 
Análise de Conjuntura

BELÉM DO PARÁ : ODIONDO ATO DE AGRESSÃO CULTURAL !


O secretário de Cultura, Paulo Chaves Fernandes, e o seu projeto do "Shopping de Charme" para o centro histórico de Belém: tudo a ver  “Shopping de Charme” revolta internautas, que veem agressão ao patrimônio histórico de Belém. Filho de Paulo Chaves seria diretor da Seurb e responsável pela liberação de projetos desse tipo. É mais um rolo do secretário de Cultura do Pará, cuja cabeça já foi pedida pelos artistas locais.

 Empresário quer construir shopping center no Feliz Lusitânia e contrata Paulo Chaves (que nesta imagem aparece com camisa listrada ao lado do governador Simão Jatene) para elaborar projeto.



No Blog da Perereca

O secretário de Cultura do Pará, Paulo Roberto Chaves Fernandes, está novamente encrencado.
E o rolo da vez é o “Shopping de Charme” (seja lá o que isso signifique) chamado Bechara Mattar Diamond.

 

Com 5 mil metros quadrados de área construída e 5 ou 6 andares, será um luxo só: terá até praça suspensa e restaurante panorâmico, com vista para a baía do Guajará.
Tudo muito bom, tudo muito bem, não fosse por um detalhe: o Diamond está sendo erguido juntinho do Complexo Feliz Lusitânia, área histórica do centro de Belém.
Ocupará o lugar do tradicional comércio dos Bechara Mattar, na confluência da rua Tomásia Perdigão com a praça Frei Caetano Brandão (a Praça da Sé).
E, por incrível que pareça, o autor do projeto arquitetônico do Diamond é o próprio secretário de Cultura do Pará.
O “Shopping de Charme”, como você mesmo pode constatar pelas imagens digitais abaixo, destoa completamente dos prédios históricos do entorno.
Além disso, o distinto público, que não foi nem ouvido nem cheirado, desconhece os impactos dessa obra no caótico trânsito da Cidade Velha.
Daí o zum-zum-zum na blogosfera e nas redes sociais, apesar de toda a propaganda do “charmoso” empreendimento.
O alvoroço é tamanho que já corre no Facebook um babado ainda mais forte: ao que se diz, um filho de Paulo Chaves é diretor da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), a responsável pela liberação de projetos desse tipo.
A Perereca conseguiu apurar que o diretor do Departamento de Análise de Projetos e Fiscalização da Seurb é um cidadão chamado Pablo Chermont Fernandes.
E que o secretário estadual de Cultura, Paulo Chaves Fernandes, tem um filho de nome Pablo, que também é arquiteto.
Além disso, segundo colunistas sociais da terrinha, um certo Pablo Chermont Fernandes se casou no ano passado.
E adivinhem o nome do pai desse Pablo casadoiro? Isto mesmo: Paulo Chaves Fernandes.
A mãe do noivo é uma senhora chamada Ana Júlia Chermont – que, por sinal, tem o mesmíssimo nome de uma diretora ou ex-diretora da Secretaria Estadual de Esportes (SEEL).
Quer dizer: é bem possível que seja verdadeiro esse parentesco entre Paulo Chaves e o diretor de Análise de Projetos e Fiscalização da Seurb.
O Diamond foi “apresentado” aos paraenses em reportagem de capa do Caderno Negócios, do jornal Diário do Pará, edição do último 15 de setembro.
Segundo a matéria, o “Shopping de Charme” integra as comemorações do 75º aniversário do grupo Bechara Mattar e é um “presente” dessa família de empresários aos paraenses.
Consta na matéria, também, que o projeto já foi aprovado pelo Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico, e pela Fumbel.
Hoje, escreveu um internauta, no Facebook:“Quais os impactos que esse tal "shopping de charme" que vai ser construído onde era a Bechara Mattar, trará para a Cidade Velha? Apesar da agressão à paisagem urbana do Centro Histórico o projeto foi aprovado, também não poderia ser diferente o empresário contratou o Paulo Chaves para fazer o projeto, ele mesmo Secretário Estadual de Cultura, e por "coincidência" pai de um dos diretores da SEURB, órgão da Prefeitura também responsável pela análise e liberação de projetos. Se quem deveria proteger são os primeiro à destruir em troca do vil metal, à quem recorrer?”
“Tiraram as lojas Bechara Mattar, pra" matar" com o nosso centro histórico, q. horror!!!”, comentou um internauta.
“Meu Deus, matando a Cidade Velha definitivamente!!!”, escreveu outro.
Veja a nota do colunista Adenirson Lage, em março de 2009, sobre o noivado de Pablo Chermont Fernandes. Repare no nome do pai dele. 


Clique aqui: http://www.orm.com.br/amazoniajornal/interna/default.asp?modulo=222&codigo=406266
LEIA MAIS

FAO: Brasil já atingiu Metas do Milênio sobre combate à fome - para desespero da imprensa fascísta conservadora brasileira -

O relatório sobre o "estado da fome no mundo", divulgado nesta terça-feira em Roma, pela FAO, organismo das Nações Unidas para agricultura e alimentação, traz dados espetaculares sobre o Brasil... 
 http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/images-cms-image-000336652_%281%2949589.jpg
Em vinte anos, quase 10 milhões de brasileiros deixaram a linha da fome no país; bandeira inicial do governo Lula, apoiada por nomes internacionais, como Bono Vox, mostra resultados concretos; de acordo com a FAO, Brasil já cumpriu as Metas do Milênio 21.
Em 20 anos, o número de famintos no Brasil caiu em quase 10 milhões de pessoas. Dados revelados nesta terça-feira (1º) pela FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – apontam que, entre 1992 e 2013, o número de cidadãos que passam fome no país foi reduzido de 22,8 milhões para 13,6 milhões de pessoas.
A entidade confirmou que o Brasil, ao lado de cerca de 30 países, já atingiu as Metas do Milênio, criadas pela ONU para reduzir a fome no mundo.
Pela meta, governos precisariam reduzir em 50% a proporção de pessoas que passam fome em relação ao total da população. O ano que serviria de base seria o de 1990 e a meta teria de ser cumprida em 2015.
Segundo a FAO, a redução no Brasil superou a marca de 54%. Em 1990, 15% da população nacional passavam fome. Hoje, essa taxa caiu para 6,9%.
Em números absolutos, a redução de 40% é uma das maiores do mundo e é duas vezes mais acelerada que a média mundial.
Segundo a FAO, a fome no mundo de fato caiu nos últimos dois anos e, entre 1992 e 2013, a redução foi de 17%. O total de famintos foi reduzido para 842 milhões de pessoas, contra 868 milhões há dois anos. Em 1992, o número total era de 1 bilhão.
Em 1990, 15% da população brasileira passavam fome. Hoje, o número é de 6,9%.

Ao tomar posse na Presidência da República, em janeiro de 2003, o ex-presidente Lula colocou como primeiro objetivo de seu governo a erradicação da fome. 
O programa Fome Zero, que depois foi incorporado por outras ações sociais, como o Bolsa-Família, teve apoio de personalidades internacionais, como o cantor Bono Vox, que doou uma guitarra para a iniciativa.
Ainda existem no mundo, segundo a FAO, 842 milhões de famintos – em 1992, eram 1 bilhão. Curiosamente, enquanto caiu no mundo, a fome cresce nos países ricos, onde o número de famintos aumentou em 500 mil pessoas.
"Políticas de estímulo à produtividade agrícola podem dar uma contribuição decisiva para reduzir ainda mais a fome no mundo", disse o brasileiro José Graziano, que chefia a FAO e foi um dos mentores do Fome Zero.
O relatório que traz resultados espetaculares para o Brasil: 
 
(leia aqui a íntegra)

COMEÇA A PRIMEIRA PARALISAÇÃO DO GOVERNO DOS EUA EM 17 ANOS



_________________________________________________________________________________________________

O governo dos Estados Unidos começou uma paralisação parcial nesta terça-feira pela primeira vez em 17 anos, colocando até 1 milhão de trabalhadores em licença não remunerada, fechando parques nacionais e atrasando projetos de pesquisa médica.

Agências federais foram direcionadas a reduzir os serviços, depois que os parlamentares não conseguiram romper um impasse político que provocou novas dúvidas sobre a capacidade de um Congresso profundamente dividido executar suas funções mais básicas.

Depois que os republicanos da Câmara apresentaram uma oferta tardia para romper o impasse, o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, rejeitou a ideia, dizendo que os democratas não entrariam em negociações oficiais sobre gastos “com uma arma na cabeça” na forma de paralisação do governo.

Nas horas anteriores ao prazo final (meia-noite de Washington), o Senado controlado pelos democratas repetidamente esvaziou as medidas aprovadas pela Câmara que amarravam temporariamente o financiamento para as operações do governo a atrasar ou redimensionar a reforma do setor de saúde conhecida como “Obamacare”.

Pouco depois da meia-noite, o presidente Barack Obama tuitou: “A Lei de Serviços de Saúde Acessíveis (“Obamacare”) segue adiante. Vocês não podem paralisá-la”.

Se a paralisação representa outro obstáculo na estrada para um Congresso cada vez mais assolado por disfunções, ou se é um sinal de uma paralisação mais alarmante no processo político, será determinado pela reação do eleitorado e de Wall Street.

O dólar caiu 0,2 por cento. O preço da nota do Tesouro americano em 10 anos, uma referência estável para os mercados de títulos, caiu 0,3 por cento. O futuro de S&P subiu 0,5 por cento, apontando para uma alta na abertura de Wall Street. Na segunda-feira, o índice S&P 500 fechou com uma baixa de 0,6 por cento, pressionado por fornecedores da área de defesa, já que a paralisação provavelmente vai diminuir seus novos negócios.

A perturbação política no Congresso também levantou novos temores sobre se os parlamentares podem cumprir um prazo vital em meados de outubro para elevar o teto da dívida do governo, de 16,7 trilhões de dólares.

“Pode se seguir um default técnico do Tesouro, provocando queda nos mercados financeiros”, escreveu o analista da ING Tom Levinson.

Depois de perder o prazo para evitar a paralisação, republicanos e democratas na Câmara continuaram um amargo jogo de empurra, cada lado colocando a responsabilidade no outro em esforços de redirecionar uma possível repercussão pública.

Se o Congresso conseguir chegar logo a um acordo sobre uma nova lei de financiamento do governo, a paralisação duraria dias em vez de semanas. Mas não há sinais de uma estratégia para reunir os partidos.

De olho nas eleições do Congresso em 2014, os dois partidos tentaram se livrar da responsabilidade pela paralisação. O presidente Barack Obama acusou os republicanos de estarem endividados demais com os conservadores do Tea Party na Câmara dos Deputados, e disse que a paralisação poderia ameaçar a recuperação econômica.

As apostas políticas são altas principalmente para os republicanos, que vão tentar recuperar o controle do Senado no ano que vem. As pesquisas mostram que é mais provável que eles sejam responsabilizados pela paralisação, como aconteceu na última, em 1996.

“Alguém vai ganhar e alguém vai perder”, disse o pesquisador de opinião pública Peter Brown, da Universidade Quinnipiac. “Obama e os democratas têm uma pequena vantagem”.

POLARIZAÇÃO POLÍTICA

A paralisação, o auge de três anos de polarização política crescente e de governo dividido, foi liderada pelos conservadores do Tea Party, unidos em sua oposição a Obama, seu desgosto pela lei de reforma do sistema de saúde do presidente e suas promessas de campanha de controlar os gastos do governo.

Obama se recusou a negociar as exigências e advertiu que uma paralisação poderia “atirar uma chave inglesa nas engrenagens de nossa economia”.

Alguns escritórios do governo e parques nacionais serão fechados, mas os gastos para as funções essenciais relacionadas à segurança nacional e pública continuarão, incluindo o pagamento para os soldados norte-americanos.

“Não é um choque ter havido uma paralisação, o choque é não ter acontecido antes”, disse o estrategista republicano John Feehery, um ex-assessor do Congresso. “Temos um governo dividido com opiniões tão diametralmente opostas, precisamos de uma crise para obter qualquer tipo de resultado”.

“A chave para isso não é o que acontece em Washington”, disse o estrategista democrata Chris Kofinis. “A chave é o que acontece no mundo real. Quando o público começar a se rebelar e o mercado financeiro começar a se dissolver, aí vamos ver o que esses caras fazem”.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos mostrou que um quarto dos norte-americanos culparia os republicanos por uma paralisação, 14 por cento culpariam Obama e 5 por cento iriam culpar os democratas no Congresso, enquanto 44 por cento disseram que todos tinham culpa.

Não está claro quanto tempo a paralisação vai durar, e não há um plano nítido para romper o impasse. O Senado paralisou os trabalhos até as 9h30 (10h30 no horário de Brasília) desta terça-feira, quando os democratas esperam rejeitar oficialmente a última oferta da Câmara dos Deputados para financiar o governo.

A paralisação vai continuar até que o Congresso resolva suas diferenças, o que pode significar dias ou meses. Mas o conflito pode se espalhar para a disputa mais importante sobre aumentar a capacidade de endividamento do governo federal.

Um fracasso em aumentar o teto da dívida de 16,7 trilhões de dólares iria forçar o país a não cumprir com suas obrigações, dando um golpe potencialmente doloroso na economia e enviando ondas de choque aos mercados mundiais.

Alguns analistas dizem que uma breve paralisação do governo –e um resultante revés contra os parlamentares– poderia esfriar as exigências republicanas em um confronto sobre o limite da dívida.



REUTERS