O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Estudo global vê Brasil como potência energética

247 – O Brasil tem todas as condições para se tornar uma potência energética em 2035, prevê o estudo 'World Energy Outlook', desenvolvido pela Agência Internacional de Energia (AIE). O documento enxerga o País como autossuficiente na área de energia naquele ano. O cenário depende da exploração de petróleo em águas profundas, na qual o Brasil é líder, e em fontes renováveis, uma riqueza nacional.
A previsão está alinhada com os investimentos previstos para os próximos anos, avalia o Ministério de Minas e Energia, que na semana passada divulgou o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2023). O plano prevê investimento de R$ 1,263 bilhão para os próximos 10 anos – 2,5% do PIB acumulado entre 2014 e 2023 ou 11,6% dos investimentos totais no País.
"Temos uma taxa de crescimento populacional de 1% ao ano e nosso consumo per capita de energia é de apenas 2500 KWhora/ano e até 2050 continuaremos crescendo em demanda energética. Como temos fontes renováveis abundantes e excelentes expectativas com o pré-sal, deveremos nos tornar exportadores de energia e mudar o atual quadro, em que importamos 14% da energia usada", explicou Altino Ventura, secretário de planejamento estratégico do MME, segundo reportagem do Valor Econômico.
O plano do ministério prevê que serão investidos R$ 879 bilhões (69,3%) na exploração de petróleo e gás, R$ 301 bilhões (23,9%) em hidrelétricas e R$ 82 bilhões (6,5%) em biocombustíveis (principalmente etanol e derivados do bagaço de cana). Além disso, as maiores hidrelétricas, como Belo Monte e Jirau, estarão concluídas até 2023 e ainda uma expansão de 70 mil km de linhas de transmissão, que possibilitarão um aproveitamento de 170 mil MW.
A exploração do pré-sal tem sido pauta constante no debate eleitoral. A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, defende o petróleo em águas profundas como uma das maiores riquezas brasileiras e que garantirá o futuro da educação no País. Ela critica a posição da adversária do PSB, Marina Silva, que como apontou Dilma, "dedicou uma linha" ao tema em seu programa de governo. Além disso, Marina declarou que o petróleo é um "mal necessário".

DILMA: "BC INDEPENDENTE É TER QUARTO PODER NO PAÍS"



Presidente voltou a criticar duramente, nesta manhã, a proposta da adversária do PSB, Marina Silva; "A candidata diz: vou tornar o Banco Central independente. Ora, Banco Central independente nos termos do Brasil é colocar um quarto poder na Praça dos Três Poderes. Aí vai chamar Praça dos Quatro Poderes", declarou, durante entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo; segundo ela, todas as suas críticas são baseadas no que está escrito no "programa da candidata"; "Mas não é só isso. Ela diz que vai reduzir o papel dos bancos públicos", alertou ainda a petista; 

A Presidenta Dilma Rousseff foi ao Mau Dia Brasil e passou com um trator cima dos números e da
doutrina neolibelês da Urubóloga.
Foram 30 minutos de massacre.
Dilma começou por mostrar que foi a Polícia Federal do Governo dela quem descobriu os malfeitos do
Paulo Roberto Costa, que estava há 30 anos na Petrobras.
Que no Governo dela não tem engavetador.
O Paulo Roberto era diretor da Gaspetro no tempo do FHC (quando o engavetador engavetava … –
PHA).
Ana Paula Poeta (revisor, por favor, não toque !) atirou com uma Uzi: ah !, mas a senhora faz uma
campanha do “medo”.
“Medo” ? Está tudo no programa dela, disse a Dilma – (dela a gente sabe quem é … – PHA).
Banco Central independente significa instalar um quarto poder na Praça dos … Quatro Poderes, disse a
Dilma.
(É o sonho neolibelês – substituir o Executivo e o Legislativo por um Banco Central camarada, sob a
batuta do Itaúúú– PHA).
Está no programa dela reduzir o papel dos bancos públicos.
Ah, é ?, perguntou a Dilma.
Sem os bancos públicos não tem Minha Casa Minha Vida, porque, na faixa mais baixa, o subsidio é
entre 90% e 95%.
O banco privado vai topar ?
Sem o banco público não tem o Plano Safra de R$ 156 bilhões para a agricultura, em que R$ 134
bilhões são a juros negativos !
Não tem obra de infra-estrutura a 30 anos de prazo …
“Ela” também é contra a indústria nacional, porque é contra o “conteúdo local”.
A certa altura, a PhD pela Universal Municipal de Caratinga, sub-sede da Chicago University, disse
que os argumentos da Presidenta “não faziam sentido.”
Travou-se, então, uma discussão sobre a estrutura dos bancos centrais e a situação da economia
mundial.
A PhD por Caratinga demonstrava que o mundo está uma maravilha e o Brasil é um desastre
retumbante.
O Chile !, ela cita !
Mas, o Chile, Urubóloga ?
O Chile é do tamanho do Rio Grande do Sul – PHA.
O tempo todo a Presidenta tentava concluir o raciocinio: “deixa eu continuar, se não, é impossível”, “o
debate é comigo, não”?
Mas, como demonstrou o Lula, os pigais (ver o ABC do C Af) merválicos (idem no ABC) agora
fazem perguntas para que eles mesmos respondam, porque o importante são eles e, não, o coitado do
entrevistado (especialmente se for a Dilma.)
Dilma explicou que está numa estratégia defensiva, à espera da recuperação dos Estados Unidos e da
China, quando, então, a economia brasileira pode entrar numa outra fase, de menos estímulos para
voltar a crescer.
O Brasil tem uma das menores dívidas do mundo.
(Como se sabe, o queridinho da PhD de Caratinga quebrou o Brasil três vezes, tirou os sapatos e,
descalço, de pires na mão, foi ao FMI.)
A Dilma enfatizou que, enquanto há 100 milhões de desempregados no mundo, o Brasil tem uma taxa
de desemprego – 5% – que equivale a pleno emprego.
O Brasil preservou, em plena crise, o emprego, a renda e o investimento !
E a Urubóloga que, como o Renato Machado, adora o “Reino Unido”, tentava enaltecer os “métodos”
neo-libelês que lá fracassaram.
A erudição da Urubóloga sobre a “situação do mundo” não ultrapassa as páginas de O Globo …
A Petrobras já se recuperou, bradou a Dilma.
E isso terá um papel decisivo na recuperação do Brasil, disse.
A Petrobras bate records de produção, com 2,3 milhões de barris/dia.
O pré-sal – que maravilha !, viu Bláblá ? – já produz 530 mil barris/dia.
A Petrobras vai resolver o problema que ela mesma tinha criado no passado: o do déficit externo.
E o pré-sal e o petróleo vão investir maciçamente na Educação: 75% dos royalties e 75% dos
resultados do pré-sal vão para a Educação.
Ai a PhD de Caratinga tentou demonstrar que os estudantes – 8 milhões das 436 escolas do Pronatec –
estão, na verdade, desempregados.
Como se sabe, nos sombrios tempos do Farol de Alexandria e seu Ministro da (des)Educação,
Paulo Renato de Souza, era proibido abrir escola técnica …
E o Pronatec foi, precisamente, uma forma de reforçar o ensino médio, já que o pobre não pode
cumprir um currículo de 12 matérias com a premente necessidade de ajudar a família com salário.
(Rediscutir os currículos é um desafio, disse a Presidenta.)
..................................................

De novo, as estrelas globais tentaram assumir o papel de protagonistas. (Clique aqui para ver o que ela
fez com Ataulfo e o Noblat.)
A Urubóloga é um exemplo caricato.
Em alguns anos de carreira, ela não produziu um furo.
Não introduziu uma ideia nova no debate da Economia.
Não contribuiu com um grama de originalidade na forma de levar a Economia ao grande publico.
O que ela tem é inserção na mídia.
A exibição que os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – lhe concedem.
Urubóloga e o Jabor são duas heranças que o Evandro Carlos de Andrade deixou aos filhos do
Roberto Marinho.
Um prodíjio !, diria o amigo navegante.
A Urubóloga tem o talento do monopólio da Globo – do Mau Dia Brasil, ao Globo – quem sabe da 
vida dele é o Garotinho – , CBN, a rádio que troca a noticia, e os portais da Globo na internet.
Sem isso, ela é o que é: o melhor que o pensamento neolibelês conseguiu produzir no Brasil.

Em tempo: o William Traaack (ver o ABC) cortou os pulsos. A Dilma só não foi ao programa dele


Paulo Henrique Amorim

O SUMIÇO DE ERUNDINA DA CAMPANHA DA MARINA


Jornal GGN – Luiza Erundina foi sempre uma incansável batalhadora pela revisão da Lei de 
Anistia. Criticou duramente a presidente quando esta declarou que não era a favor da revisão. 
Além disso, se notabilizou por abraçar pautas extremamente espinhosas no Congresso, como a 
criminalização da homofobia, o casamento gay e outras batalhas ferrenhas. Hoje Luiza Erundina foi alçada à incômoda coordenação da campanha de Marina, uma voz do PSB nas  decisões contidas em seu cargo. Confrontada por jornalistas, Erundina disse que suas pautas
até  agora devem ser discutidas em um outra oportunidade, não em campanha de Marina, onde se
discute um projeto de Brasil. O Estadão explora essas divergências.

Erundina ‘some’ para não fustigar aliada

Com posições conflitantes com as de Marina, coordenadora da campanha da candidata do PSB tenta escapar de divergências públicas
Escolhida de última hora para coordenar a campanha de Marina Silva à Presidência, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), submergiu para não divergir publicamente da candidata. Apesar de serem amigas e compartilharem o mesmo projeto de poder, as duas têm posições antagônicas em temas polêmicos que são especialmente sensíveis no atual cenário eleitoral.
Erundina notabilizou-se no Congresso - ela está no quarto mandato de deputada - pela defesa das bandeiras LGBT, da revisão da Lei da Anistia e da democratização da mídia.
Marina, porém, evita encampar essas propostas. Em um episódio recente, a equipe da candidata retirou do programa de governo trechos que previam a criminalização da homofobia e a aprovação do casamento gay. Na ocasião, Erundina não se manifestou. Hoje, quando questionada, ela minimiza o caso. “Essas questões são menores. Em uma disputa eleitoral com essa dimensão, essas questões precisam ser tratadas no seu devido tempo”, afirmou.
Para evitar novos desgastes - e não se desgastar com os seus eleitores - Erundina tem acompanhado Marina a pouquíssimos eventos. Sua agenda tem se concentrado a atividades que fogem do seu perfil - a burocracia do dia a dia da campanha.
Na sexta-feira, quando compareceu a um ato de Marina em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista, a deputada foi questionada pelo Estado sobre as divergências com a presidenciável. “Esta é uma coletiva com a candidata à Presidência, não com a coordenadora da campanha”, disse. “O centro do debate, a figura principal, o interesse que a sociedade tem é pelo o que está falando a nossa candidata”, concluiu.
Em outra ocasião, também na semana passada, a deputada reconheceu as diferenças. “Não alterei um milímetro das minhas posições. Mas há mais convergências do que divergências.” Entre as discordâncias, talvez a mais delicada seja a revisão da Lei da Anistia, que permitiria que militares e civis sejam punidos por seus crimes da época da ditadura. Em debates na Câmara, Erundina costumava fazer duras críticas à presidente Dilma Rousseff (PT), por se mostrar contrária à revisão da norma. “A postura da presidente Dilma é de leniência. Por que esse receio? Não entendo, sobretudo para uma pessoa que pagou tão caro na época”, chegou a dizer a parlamentar. A posição não mudou, mas Marina é poupada. “Temos que lutar pela revisão, mas isso é um aspecto menor”, disse a deputada.
Quando questionada sobre sua baixa participação nos eventos de campanha, a deputada diz que tem de se concentrar na sua campanha à reeleição para a Câmara. Apesar das divergência, Erundina e Marina compartilham a mesma mágoa com o PT, partido que ambas ajudaram a fundar e que, hoje, tentam

Como Dilma mudou o debate da corrupção ao sair da defensiva para a ofensiva




por : Paulo Nogueira

Pouca gente parece ter notado, mas Dilma achou uma boa saída para a questão da corrupção.
Ela saiu da defensiva para a ofensiva.
A linha básica de sua argumentação sobre o assunto é que a corrupção não era investigada antes e agora é.
Daí a diferença.
É, de certa forma, um raciocínio educativo. O brasileiro médio se acostumou erradamente a pensar que corrupção só existe no Brasil. Mais especificamente: só em governos populares, de Getúlio a Jango, de Lula a Dilma.
A explicação de Dilma é parcial. Ela fala no ímpeto investigativo da Polícia Federal, do Ministério Público e da Procuradoria Geral. Lembra que, na era FHC, o procurador geral, Geraldo Brindeiro, era conhecido como engavetador geral, por evitar mexer em casos de corrupção no governo.
Segundo a Wikipédia, dos 626 inquéritos criminais que recebeu, Brindeiro engavetou 242 e arquivou outros 217.
O que Dilma não disse, provavelmente para evitar atrito com a mídia, é que jornais e revistas, em administrações amigas, também foram engavetadores de denúncias e escândalos.
No caso mais gritante na gestão de FHC, a compra de votos para que a emenda da reeleição passasse no Congresso simplesmente foi ignorada.
Procure no arquivo da combativa Veja as reportagens sobre a compra de votos para FHC.
Nada.
Tente agora o arquivo do Jornal Nacional.
Nada.
Mesmo a Folha, que trouxe o depoimento de um deputado que vendeu seu voto, teatralmente chamado de Senhor X, logo abandonou o caso.
Não retomou nem para informar a seus leitores quem era X. Só dezesseis anos depois, por conta de um livro sobre o episódio, seus leitores souberam que se tratava do ex-deputado Narciso Mendes, do Acre.
Num exemplo dramático, o Brasil da ditadura era, no noticiário da Globo, um país sem corrupção e sem corruptos no poder.
Escândalos eram engavetados. Roberto Marinho agia como Geraldo Brindeiro, bem como os demais barões da imprensa.
Isso levou muitos brasileiros a acharem que nos tempos dos generais éramos um país melhor, mais limpo e mais ético.
A seletividade da mídia na escolha das denúncias a cobrir foi responsável também pelo sentimento de impunidade de políticos amigos dos donos das grandes empresas de jornalismo.
E pelo descaro deles, também.
O caso mais recente é o de Aécio, que usa a corrupção demagogicamente como arma para influenciar eleitores menos politizados e mais suscetíveis de manipulações pseudomoralistas.
Coube a Luciana Genro desmascarar esse tipo de hipocrisia numa intervenção antológica no debate promovido pela CNBB.
Luciana Genro “mitou” naquele momento, para usar uma expressão corrente hoje.
Corrupção é uma praga mundial, e deve ser combatida todos os dias, e todas as horas.
Mas usá-la capciosamente para atingir adversários ou favorecer amigos é, também, um ato extremamente corrupto.
Dilma e Luciana Genro, cada qual do seu jeito, puseram contexto na questão da corrupção.
É um avanço na caminhada rumo a uma sociedade madura.

DONDOCAS EM AÇÂO - O BATALHÃO DE PERUAS PAULISTANAS PRO AÉCIO E MARINA




Confira, esta imperdível a coluna de Monica Bergamo na Folha.


Dispensa comentários que desenhem mais claramente a tragédia de São Paulo, e a do Brasil.
Marina e Aécio dividem o tradicional reduto tucano do high society de SP
O high society paulistano rachou. Sempre um bloco sólido e praticamente homogêneo nas eleições, socialites, empresárias e profissionais liberais de classe A/B da cidade, a maioria do circuito Jardins-Higienópolis-Vila Nova Conceição, seguem unidas na rejeição ao PT. Mas divergem, neste ano, sobre como tentar bater a presidente Dilma Rousseff nas urnas. Votar em Marina Silva, uma novidade? Ou em Aécio Neves, do já velho e conhecido PSDB?

Os primeiros sinais da divisão surgiram quando Rosangela Lyra, ex-diretora da Dior no Brasil, organizou um encontro com coordenadores da campanha de Marina Silva, há duas semanas. A lista de convidadas era extensa. Nem todas apareceram.
“Eu fui convidada, mas não fui lá. Imagina!”, diz Deuzeni Goldman, a Deuza, mulher do ex-governador de SP, Alberto Goldman, do PSDB. “Sou amiga da Rosangela e tudo. Mas só tinha tucana [na reunião], pelo que eu sei. Todas as que estão indo para a Marina. Gente que sempre foi fechada com a gente, de repente não sei o que é que deu nesse pessoal. Uma loucura.”
Deuza foi rápida: na semana passada, ajudou a socióloga Maria Helena Guimarães a organizar um encontro com o próprio Aécio Neves.
“Sou Aécio até o fim. É uma via segura. Marina é uma incógnita”, diz ela à repórter Eliane Trindade. “Depois de 12 anos de corrupção, o Brasil não merece uma presidente que não tem maioria no parlamento. Como ela é pura, não vai fazer aliança, não terá meios de governar. Está achando que é mágica. Com uma varinha de condão, entra lá e resolve tudo. Não é possível que o brasileiro médio não entenda isso. As pessoas menos esclarecidas até podem embarcar nessa onda de comoção, de que ela é uma predestinada. Mas a candidatura não tem consistência. Meu marido está perplexo.”
“Marina sempre foi ligada ao PT, sempre foi oportunista”, afirma Deuza. “Foi vereadora, senadora, ministra do Lula e ficou quietinha na época do mensalão. Deixou o partido para tentar ser presidente pelo PV. Saiu para fundar a Rede, não conseguiu e foi parar no PSB, que apoiou o Lula e a Dilma por 12 anos. Ninguém sabe o que ela pensa de verdade.”
Ela volta a falar do encontro de Marina. “Eu vi que a [publicitária] Bia [Aydar] foi, a [socialite] Ana Paula Junqueira também. Ela era amiga do Aécio, de passar férias em Angra. É muito louco. Ana Paula quer entrar pra política não sei há quanto tempo. Ela disputa e nunca consegue, quem sabe viu uma brecha aí [com Marina]. Mas, enfim, isso não vem ao caso.”Ana Paula diz que vota em Marina “para tirar a alternância de PSDB e PT no poder”.
Deuzeni fica aliviada ao saber que os argumentos dos marineiros não convenceram Bia Aydar, que já trabalhou com Fernando Henrique Cardoso e Aécio: “Ainda bem”.
Bia Aydar explica: “Eu adoro duas pessoas que estão com a Marina, o Álvaro de Souza [ex-presidente do Citibank], que amo de paixão, e o Waltinho [Walter Feldman, coordenador da campanha]. Pensei: se tanta gente que conheço fala que Marina é a salvação, isso e aquilo, quero ouvir”. Ouviu. Pouco entendeu. “Não respondiam lé com cré.” Quando Feldman falava, “ficava claro. Mas os outros [marineiros] era coisa muito utópica, sabe? Muito Marina? As pessoas querem votar nela pra não votar no PT. ‘Tô cheia, vamos votar no diferente.’ Mas não me convenceu. Voto no Aécio.”Já Rosangela diz que a maioria das convidadas saiu convicta de que Marina é “a melhor opção”. “Quem veio ao encontro veio com a ideia de que ia votar na Marina porque, dos males, o menor. E saiu dizendo que vai votar nela por ser a mudança que a gente quer. Com a Marina não vai ter essa história de 40 partidos com listinha pedindo cargos. Ela quer governar o Brasil como uma empresa.”No encontro, os marineiros foram questionados se, por exemplo, os conselhos defendidos por Marina não são “excesso de democracia” que leva “a própria democracia ao caos”. “Valeu a pena esclarecer”, diz Rosangel
Caso Marina não vá para o segundo turno, aí sim Rosangela vota em Aécio. “Eu já falei que Dilma basta. Se para o segundo turno for o pastor [Everaldo], eu vou no pastor, entendeu? O Brasil não merece mais esse governo. Não quero a continuidade.”
Já para o governo de SP, ela vota em Geraldo Alckmin, “com todas as minhas forças”. Se ele for eleito, o PSDB completará 19 anos no poder. “Essa continuidade é fantástica para o Estado. Não é que eu quero mudança porque eu enjoei, não. Quero mudança do que não funciona.”A dona da loja de móveis Ornare, Esther Schattan, foi aos dois encontros, de Marina e de Aécio. Ela já tinha ido a uma reunião com Eduardo Campos, “encantador também, como todos os políticos. E Marina tem uma fé incrível. Cada um que você ouve, acredita. Esse é o dom deles”.
Esther segue indecisa. A presença do economista André Lara Resende, que foi presidente do BNDES no governo de Fernando Henrique Cardoso, na equipe econômica de Marina Silva embaralha ainda mais as coisas. “Tem tucanos com Marina e com Aécio.” O ideal, diz, seria que “os dois se juntassem. Aí, ganhavam disparado, seria 100% dos nossos votos já no primeiro turno”. Por enquanto, “está todo mundo no muro”.
“Eu acordo Marina, vou dormir Aécio e acordo Marina de novo”, diz a designer Elisa Stecca. “Gosto infinitamente quando penso no ministro da Fazenda dele. O Armínio Fraga [anunciado para o cargo pelo tucano] é o ponto forte do Aécio. Mas ele tem um discurso pobre. Quero votar a favor de algo e não só contra o PT.” Marina tem “mais a ver comigo”, diz. Mas “dá medo. É uma incógnita”.
As pesquisas que mostraram Aécio Neves ganhando pontos, na semana passada, animaram a agropecuarista Carmen Célia Goulart Monteiro a reverter votos de amigas indecisas ou que “marinaram”. “A maioria pensou no voto útil contra o PT. Mas Aécio está reagindo”, dizia ela, uma das primeiras a chegar ao PSDB, onde ocorreu o encontro com o candidato.
A empresária Mariana Laskani foi aparentemente resgatada na reunião tucana. “Muitos amigos me ligaram para dizer para não votar no Aécio porque corria o risco de a Dilma ganhar. Fiquei em dúvida. Mas sempre fui Aécio, Alckmin e [José] Serra.” A amiga Mariana Berenguer reforçava: “Vou votar nele pela equipe. Conheço Armínio Fraga, ele é brilhante.”
A advogada Marcela Monteiro de Barros, do projeto “Sonho Brasileiro da Política”, prefere Marina. Mas seu marido, Roberto Coelho Neto, da Enabler Investments, está na corrente do voto útil. “Ele é super Aécio. Só que vai votar na Marina –não porque prefira, mas por ela ter mais condições, no segundo turno, de enfrentar a Dilma. Vi muita gente migrando do Aécio para ela por causa disso.”
Marcela vive na ponte aérea Rio-SP e diz que os encontros com candidatos se multiplicaram. “Eu soube de um que a Patrícia Villela, a mulher do Ricardo Villela, vice-presidente do Itaú, fez para o Aécio e para a Marina. Vi muita gente fazendo encontro para eles. E, sinceramente, ninguém para a Dilma.”
A coluna conversou com mais de 30 mulheres desse círculo social. Só encontrou duas que declaram voto em Dilma: Eleonora Rosset, amiga de Marta Suplicy e mulher do dono da Valisere, Ivo Rosset (“sou Dilma e não vou mudar”). E Roberta Luchsinger, herdeira do Credit Suisse e mulher do deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP).
“Dilma é firme, honesta”, diz Roberta. “Ela enfrentou o Obama, a Marina segue o [pastor] Malafaia. Quando dizem que, se a Dilma ganhar, o Brasil vira Venezuela, respondo que, com a Marina, vai virar Vietnã. Quem acha que Dilma é ditadora não conhece a Marina. Será um retrocesso. Eu me mudo no outro dia. Uso minha cidadania suíça e vou embora do Brasil.”

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Jatinho fantasma de Eduardo Campos pode derrubar a nave eleitoral do PSB



CADÊ A CÓPIA DO CONTRATO DO JATINHO ?

Janio de Freitas 

RASANTE

Os problemas em torno do avião usado por Eduardo Campos são mais complicados do que conviria
aos cuidados, de autoridades e políticos, no trato de assunto que inclui o candidato morto.

Além disso, a cúpula do PSB não está vendo como se desvencilhar de responsabilidades que, por lei, são dos partidos.
Mas que caíram de surpresa em suas costas. Até agora, cada tentativa de dar uma resposta só criou
nova dificuldade.
Como a mais recente, de que os contratos e outros documentos eram guardados por Eduardo Campos.
Mas contratos por ele feitos teriam as cópias das outras partes. E não aparecem.

É agora ou nunca! - “ A Campanha ‘o petróleo é nosso’ nunca foi tão necessária como agora”





Em entrevista para o Brasil Debate, José Maria Rangel, presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e representante de mais de 150 mil trabalhadores de empresas do setor petrolífero no Brasil, chama a atenção para a importância estratégica da Petrobras para o País. 
Segundo Rangel, além do que a Petrobras significa em termos de geração de empregos, desenvolvimento da indústria naval, de equipamentos, de divisas e recursos para setores como saúde e educação, há o fato de, no mundo, por mais que se busque formas de energia limpa, ainda “quem tem reservas de petróleo tem poder”.
O sindicalista trata dos efeitos de uma possível privatização da Petrobras e se mostra preocupado com o que pode acontecer com a empresa se algum dos dois candidatos de oposição mais bem posicionados nas pesquisas vencer a eleição para a Presidência. Ele lembra que de 1990 a 2002, época dos governos Collor de Mello, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, a Petrobras  “estava sendo preparada para ser entregue, como foi a Vale, e os investimentos eram tímidos, as condições de trabalho precárias”.
“Em 2002, o lucro da Petrobras foi de R$ 8,1 bilhões, em 2013 R$ 23,5 bilhões. O valor de mercado era em 2002 de R$ 54 bilhões e hoje é de R$ 289 bilhões. As reservas provadas em 2002 eram 11 bilhões de barris, hoje com o pré-sal são 22 bilhões de barris. Isso é fruto de investimento, presença forte do governo e valorização da empresa e dos empregados”, afirma.
Leia a entrevista concedida a Ana Luíza Matos de Oliveira:
Brasil Debate – Qual é a importância estratégica de uma empresa como a Petrobras continuar sendo uma estatal? Uma campanha do tipo “o petróleo é nosso” ainda faz sentido nos dias de hoje?
José Maria Rangel – Por mais que o mundo todo busque formas de energia limpa, o petróleo ainda será por muito tempo a principal matriz energética do mundo e, neste cenário, quem tem reservas tem poder. Além do mais, em um governo com sensibilidade social, os recursos oriundos do petróleo são utilizados para a melhoria de vida de seu povo. Mas, após a criação da Petrobras, uma campanha do tipo “O petróleo é nosso” nunca foi tão necessária como agora.
Na sua opinião, em que mudaria a atuação da Petrobras se a mesma passasse para a iniciativa privada?
A Petrobras é uma das poucas empresas de petróleo do mundo com um plano de investimento de cerca de U$ 240 bilhões. Estamos falando de geração de empregos, desenvolvimento da nossa indústria naval e de equipamentos, divisas para o País, recursos para saúde e educação e por aí vai. Dá para imaginar que uma empresa privada atue desta forma?
Como você avalia a evolução da Petrobras em termos de infraestrutura, investimento e condições de trabalho nos anos 1990 e 2000?
De 90 a 2002 a nossa empresa estava sendo preparada para ser entregue, como foi a Vale, e os investimentos eram tímidos, condições de trabalho precárias. Basta ver que em 2001 tivemos um dos maiores acidentes da indústria de petróleo mundial que foi o afundamento da P-36, que ceifou a vida de 11 trabalhadores. Tivemos ainda vazamentos no Rio Paranaguá e Baía de Guanabara. Era um tempo de sucateamento. Só para termos uma ideia, em 2002 (FHC) a Petrobras investiu R$ 18,8 bilhões. Em 2013, foram investidos R$ 104 bilhões. Em 2002, o lucro da Petrobras foi de R$ 8,1 bilhões, em 2013 R$ 23,5 bilhões. O valor de mercado era em 2002 de R$ 54 bilhões e hoje é de R$ 289 bilhões. As reservas provadas em 2002 eram 11 bilhões de barris, hoje com o pré-sal são 22 bilhões de barris. Isso é fruto de investimento, presença forte do governo e valorização da empresa e dos empregados.
Por parte dos trabalhadores da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que você representa, quais são as principais reivindicações hoje?
Direito à vida! Infelizmente, este é um tema em que os passos que estão sendo dados ainda são tímidos. Temos em média uma fatalidade por mês, adoecimentos e mutilações. Mas estamos trabalhando duro para reverter este quadro.
Sobre as perspectivas da Petrobras, fala-se de uma possível falência da mesma. Essa perspectiva, na sua opinião, tem embasamento real?
Quem fala isso não conhece a história da Petrobras e o quanto ela tem de importância para o atual governo. Vou dar um exemplo: Durante a grande crise de 2008, quando ninguém tinha dinheiro para emprestar e quem tinha cobrava juros estratosféricos, o governo Lula, através dos bancos públicos (BB, CEF e BNDES) criou uma linha de crédito especial para financiar a Petrobras e não paralisar a empresa e seus projetos. Dá para acreditar que com Lula e Dilma a Petrobras vá quebrar?
A FUP tem algum posicionamento oficial sobre a compra da Refinaria de Pasadena? Foi realmente um mau negócio?
Toda a avaliação sobre a compra de Pasadena deve ser feita com um olhar no momento da compra, pois olhar hoje penso eu não ser correto. Já fui do Conselho de Administração da Petrobras (2013) e se tivesse que opinar na época seria contra por princípio, pois defendo investimentos no nosso País. Quanto às suspeitas de superfaturamento, defendemos a apuração rigorosa dos órgãos competentes e se alguém cometeu algum erro por má-fé que pague.
Na sua opinião, a Petrobras está preparada para enfrentar riscos e acidentes ambientais que poderiam decorrer da extração do pré-sal? Você considera que essa extração seja segura?
Os riscos de acidentes ambientais e com trabalhadores são temas que sempre tiram o nosso sono, fazemos uma luta diária para que as operações em todos os níveis sejam seguras para os empregados e o meio ambiente. O fato concreto é que a Petrobras já produz com pré-sal em 8 anos (550 mil barris) o que no Golfo do México se produziu em 19 anos.
Muito se pressionou para que parte dos royalties do pré-sal fosse revertida para o financiamento de gastos sociais no País, como saúde e educação. Na sua visão, como mais esse recurso pode auxiliar na melhoria dos índices sociais do País?
Essa é a nossa aposta e vamos lutar o quanto for preciso para isso. Bons exemplos já existem como o da Noruega (que possui o melhor IDH do mundo), em que recursos do petróleo são revertidos para a população, inclusive tendo um fundo soberano que vai financiar o social das gerações que estão por vir, visto que o petróleo é finito.
As propostas dos candidatos à presidência Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) para a Petrobras são muito diversas? Como as mesmas podem afetar a empresa?
Os programas de Marina e Aécio são idênticos, defendem um Estado mínimo e neste cenário uma Petrobras que seja apenas um escritório. O PSDB nós já vimos o que fez com a Petrobras: sucateou para entregar, para passar uma imagem para a população de ineficiência. A Marina despreza o pré-sal, chegando a afirmar que iria tirar o Brasil da era do petróleo, uma riqueza que vai servir para melhorar a vida da nossa população. Com os nomes que a estão assessorando, não tenho dúvidas de que também vai sucatear a empresa. A Petrobras e o pré-sal hoje representam cerca de 13% do nosso PIB. Só nos próximos 30 anos, com os campos licitados, serão mais de R$ 2 trilhões em royalties e recursos do fundo social.
Traduza isso em benefícios para a população.
Só para termos uma ideia, com este recurso poderiam ser compradas 160 milhões de ambulâncias do SAMU, construir 258 milhões de casas populares e criar 41 milhões de postos de saúde.
E a nossa indústria naval, como anda?
Em 2003, a indústria naval contava com apenas 2 estaleiros e empregava 7.465 trabalhadores. Em pouco mais de dez anos, o Brasil ganhou oito novos estaleiros e emprega cerca de 80.000 trabalhadores diretos e cerca de 320.000 empregos indiretos, tendo 700 empresas de navipeças. A Petrobrás e o pré-sal são responsáveis por 90% das encomendas da indústria naval brasileira.
Para finalizar, por que a Petrobras é sempre alvo de disputas nas eleições?
Sendo a maior empresa do País, aquela que gera riquezas, desenvolvimento, conhecimento e soberania, os adversários do governo sempre tentam colocar em xeque a gestão pública da Petrobras com denúncias de todos os tipos. 


O que querem é paralisar a Petrobras e entregar a empresa para o capital internacional. A Petrobras é o Brasil que dá certo e isso incomoda os entreguistas de sempre

O peso da liderança verde e amarelo na América do Sul: eleição presidencial brasileira no centro da geopolítica americana


J. Carlos de Assis

Celso Daniel foi apresentado por Lula numa reunião de empresários no Rio, na campanha de 2002, como seu principal assessor econômico. Sobre Palocci, que estava presente na mesma reunião, o então candidato a Presidente pouco disse. 
 
Dias depois Celso Daniel foi assassinado e Palocci assumiu seu lugar na assessoria direta a Lula. Marina Silva era uma coadjuvante de pouca expressão na campanha de Eduardo Campos até que o acidente que o matou catapultou a candidatura dela na base da comoção nacional. 

Assim como Aécio, Eduardo, a frio, não tinha a menor chance de eleição. Marina tem.

O que Marina e Palocci tem em comum, além de beneficiários de assassinato e acidente em pleno jogo do poder, é uma explícita adesão à política imperial norte-americana. 
Palocci tentou empurrar a ALCA- Associação de Livre Comércio das Américas goela abaixo do povo brasileiro, conforme ficou comprovado por Wilkleaks. 
Só não conseguiu porque Lula, influenciado por Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães, evitou o desastre. 
A assessoria de Marina já anunciou o propósito de promover tratados bilaterais de livre comércio com a União Europeia e EUA. E um recuo em nossa relação com os BRICS.
Deixemos de lado teorias conspiratórias e fiquemos apenas nas coincidências. O Governo norte-americano não faz segredo para ninguém que seu objetivo estratégico é abrir espaço no mundo para suas empresas. A isso chamam de promover a livre iniciativa e a democracia. 

De acordo com as conveniências, tomam como rótulo também a promoção dos direitos humanos. Mas só os ingênuos acreditam que isso seja o eixo de suas relações internacionais. Elas são movidas antes de mais nada pelos interesses econômicos privados dos cidadãos norte-americanos que mandam efetivamente em seu governo, em especial a ala republicana.
Na Guerra Fria, quando havia uma justificativa ideológica para encobrir os reais interesses norte-americanos, o Departamento de Estado e a CIA sempre se acharam no direito de promover assassinatos e golpes de estado em nome do mundo livre, como foi no Chile de Allende, segundo documentos do Governo americano recém-liberados. 
Patrício Lumumba, um secretário-geral da ONU de tendência socialista, morreu num suspeito desastre de avião na África. Guatemala e Granada, na América Central, sofreram invasões e golpes de estado patrocinados diretamente pelos americanos. Só Coreia, Vietnã e Cuba conseguiram resistir com algum grau de ajuda soviética.
Com o fim da Guerra Fria era de se esperar que a política de poder imperial dos Estados Unidos transitasse das formas autoritárias e sanguinárias de controle para artes mais persuasivas. Esta de certa forma era a expectativa do mundo porque, com o fim do império soviético, não havia mais um poder econômico-militar em condições de desafiar os EUA. Entretanto, surgiu um problema: como legado da Guerra Fria, a Federação Russa, embora enfraquecida militar e economicamente, manteve-se como um poder nuclear em pé de igualdade com os EUA. É que o poder nuclear se nivela por baixo.
Nem os mais desvairados estrategistas norte-americanos proporiam uma guerra direta com a Federação Russa, por razões óbvias. Daí que a estratégia americana implementada pelo braço agressivo e provocador da OTAN passou a ser resgatar do armário antigos textos geopolíticos e estrangular progressivamente a Rússia em si mesma pela cooptação de seus antigos satélites. Em 1999, entraram na OTAN a República Checa, a Hungria e a Polônia. Em 2004 veio o segundo round, com a entrada de Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia, tudo sob protestos da Rússia baseados em acordos feitos antes de unificação alemã e agora violados.
Na sequência, em 2008, os EUA propuseram abertamente a admissão de Geórgia e Ucrânia. França e Alemanha se opuseram com receio de hostilizar ainda mais a Rússia. Daqui em frente cito a “Foreign Affairs” de setembro/outubro, uma das mais prestigiosas revistas do estabelecimento político norte-americano:
“Alexander Grushko, então vice-ministro da Rússia, disse: 'A entrada de Geórgia e Ucrânia na Aliança é um imenso erro estratégico que teria as mais sérias consequências para a segurança pã-europeia'. Putin confirmou que a admissão daqueles dois países à OTAN representaria uma 'ameaça direta' à Rússia. Um jornal russo reportou que Putin, falando com Bush, 'muito transparentemente insinuou que se a Ucrânia fosse aceita na OTAN ela cessaria de existir.”
Não obstante, o Governo americano financiou direta e indiretamente insurgentes de todos os matizes, inclusive fascistas, neonazistas e anticionistas, para desestabilizar o Governo legítimo da Ucrânia com o objetivo último de erguer uma fortaleza da OTAN na fronteira da Rússia. Os passos seguintes são conhecidos: numa magistral manobra estratégica, Putin usou as demandas e um plebiscito com os russófilos da Crimeia para ocupar a península; a Ucrânia entrou em guerra civil, somente suspensa por uma trégua precária; e a OTAN formalizou a entrada do país como membro, numa direta provocação à Rússia.
Note-se que estrategistas americanos da estatura de um Kissinger manifestaram em artigos sua opinião de que a Ucrânia não deveria ser incorporada à OTAN, nem à Rússia, mas constituir uma espécie de colchão entre a Rússia e o Ocidente fazendo o papel da Finlândia na Guerra Fria. É um conselho prudente se se quer levar em conta as legítimas preocupações geopolíticas russos com a ameaça de ter um potencial adversário em seu quintal. Como a crise ucraniana não é só militar, mas econômica, institucional e social, é possível que Putin simplesmente deixe a situação ucraniana degenerar-se até a extinção do país numa explosão entrópica, já que ninguém vai esperasr que a Europa falida, e mesmo os EUA, vão resgatar o país com dinheiro.
Essa “vitória” da adesão à OTAN é similar às “vitórias” americanas na Coreia, no Vietnã, no Iraque e no Afeganistão: depois de espalhar morte e terror nos países invadidos, os EUA se retiram sem glória, carregando seus caixões e seus feridos, e deixando para trás uma terra arrasada entregue aos nacionais para a recuperação com seus próprios recursos. Jamais tanta força militar bruta foi usada no mundo com tão poucos resultados positivos, mesmo do ponto de vista do poder imperialista. O mesmo padrão se aplicou na chamada Primavera Árabe, onde regimes autoritários da Líbia, do Egito, do Iemen e da Síria foram desestabilizados por insurgentes financiados pelos EUA e as potências secundárias europeias, e depois abandonados.
É que também nesse caso o rastro do que ficou foi uma política de terra arrasada: no Egito, o poder caiu por algum tempo nas mãos de um braço radical da Irmandade Muçulmana, exigindo a restauração de uma ditadura militar; na Líbia, o país está retalhado entre mais de 200 milícias armadas, cada uma mandando em seu feudo e impedindo qualquer possibilidade de eficácia do poder central; na Síria, a tentativa de desestabilização de Assad resultou na emergência do Califado, chamado pelos ocidentais de Estado Islâmico, erigido como o flagelo dos ocidentais. Tudo isso, para resumir, tem sido produto da estratégia americana de estabelecer um poder absoluto no mundo para o qual é fundamental neutralizar completamente a Rússia.
É aí que entramos nós. A partir de um acrônimo inofensivo, um grupo de países denominados BRICS surgiu no horizonte com um potencial considerável de desconforto para os EUA. São eles Rússia, a superpotência nuclear abertamente hostilizada por Washington; China, potência nuclear e econômica olhada com grande desconfiança; Índia, potência nuclear tradicionalmente independente, Brasil e África do Sul - em geral amistosos com os EUA, não obstante o fato de que eles grampeiam normalmente os meios de comunicação da maior empresa brasileira e da Presidenta da República. Isso, talvez porque, no nosso caso, estejamos buscando, desde Lula, um destino mais autônomo sem prejuízo de nossas relações amistosas com eles.
Esses países representam mais de um terço da população do mundo, parte considerável do PIB e, sobretudo, um grande potencial de crescimento que se compara à estagnação da Europa Ocidental, do Japão e dos próprios Estados Unidos. Do ponto de vista militar os Estados Unidos certamente não têm por que temer os BRICS. Entretanto, se esse bloco evoluir para uma articulação econômica mais profunda isso representará uma perda de espaço para a empresa norte-americana. Nisso, Washington é implacável. A retórica do livre comércio não passa de um rótulo ideológico para criar situações favoráveis à empresa privada dos Estados Unidos ou sócia deles.
Isso significa que, depois de décadas em que temos sido insignificantes no plano das relações externas norte-americanas, viramos alvo da geoeconomia e da geopolítica do país. Enquanto os BRICS foram apenas conversa de presidentes e atos sociais sem consequência, passaram quase despercebidos. Quando decidiram criar um Banco de Desenvolvimento e um Fundo de Estabilização, ascenderam-se em Washington todas as luzes vermelhas. Uma dessas luzes vermelhas, por coincidência, brilhou em Santos na forma de um acidente aéreo que colocou na linha de sucessão presidencial a mais cândida personagem amiga das ONGs americanas e dos grandes banqueiros, e hostil aos BRICS e à Unasul. Se ela ganhar, os Estados Unidos não precisarão de bombardear o Brasil para que esqueçamos nossas ambições de um caminho autônomo de desenvolvimento. A bomba virá de dentro.
Detesto teorias de conspiração, mas por que desapareceram com as duas testemunhas vizinhas do local do acidente de Eduardo que viram, separadamente, bolas de fogo no motor do jato ainda no ar? Por que a TV Globo, que pôs no ar as declarações dessas testemunhas, sumiu com elas a pretexto de que foi uma confusão psicológica? Por que William Waack levou mais de dez minutos no ar para “explicar” o suposto estado de desorientação do piloto – um piloto experiente que deveria estar no máximo de sua atenção porque em arremetida? Por que a única testemunha técnica dos últimos momentos, a caixa preta, não tinha gravado nada? Não, não foi conspiração. Apenas coincidências. Quanto a mim, “no creo em brujas; pero que las hay, las hay”

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Pesquisa Ibope carimba que, se as eleições fossem hoje - 16.09.14 - Dilma venceria com 6 pontos de vantagem sobre Marina

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Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira confirma a liderança da presidente Dilma Rousseff no primeiro turno; ela tem 36%, contra 30% de Marina Silva, enquanto Aécio Neves segue em terceiro; no entanto, ele cresceu quatro pontos e foi a 19%; na simulação de segundo turno, haveria empate técnico: Marina com 43% e Dilma com 40%.

Aparando os dentes da big PIG - TRE: Globo não tem poder para decidir conteúdo de propaganda

 
A Rede Globo de Televisão se recusou esta tarde a exibir o programa do candidato do Governo de São Paulo, Alexandre Padilha, no horário eleitoral gratuito da segunda-feira, segundo fontes ligadas à campanha do petista. 


A emissora dos irmãos Marinho alegava que o tema escolhido (bilhete BOM) estava vetado pela Justiça Eleitoral, por força de uma liminar que deu à campanha de Geraldo Alckmin direito de resposta. O veto teria partido de uma advogada da emissora, no Rio, que, quando questionada, se recusou a dar seu nome inteiro, com medo do potencial explosivo que o caso poderia ter. O clima ficou tenso durante toda a tarde no comitê de campanha de Padilha. Havia o risco da produtora que faz o programa do horário eleitoral ter que editar outra versão da propaganda em tempo recorde. A decisão final sobre a exibição só saiu pouco antes das sete da noite. A Justiça entendeu que a TV Globo não tinha motivo para questionar a exibição de um programa inédito: poderia configurar censura prévia. 


A cada semana uma emissora coordena o pool de transmissão. Nesta, a Globo detém “os direitos de transmissão”. Os Descontos A liminar que deu direito de resposta à campanha de Alckmin foi obtida depois que um dos programas do petista divulgou, na semana passada, que o Bilhete Metropolitano, o BOM (versão estadual do Bilhete Único) não dava desconto nas passagens. Segundo a campanha tucana, o desconto entrou em vigor no dia 30 de agosto. 


Quando Alckmin fez o anúncio, no dia 18 de agosto, num quebra-queixo com repórteres, o governador falou numa economia de até 25,7% (número que vem repetindo em sua campanha). Mas, considerando-se a maioria das linhas, o desconto médio será de 15%, dizem os petistas. Padilha propõe a criação do Bilhete Único Metropolitano, que dará 25% de desconto em todas as viagens. O Programa No programa eleitoral que acabou indo ao ar, colado ao direito de resposta de Alckmin, os petistas ouviram usuários que — quinze dias depois depois da decisão do governador — ignoram a existência do desconto de R$ 1,35 por viagem integrada, dizem que o desconto às vésperas da eleição é uma medida eleitoreira e criticam o bilhete BOM. O bilhete, que faz integração com os municípios da grande São Paulo, não serve para migrar de ônibus intermunicipal para ônibus comum, dentro da cidade de São Paulo. Na linha 4 (amarela), que liga o Butantã à Luz, por exemplo, há estações cujas catracas não validam a passagem, obrigando os usuários a enfrentar filas nas bilheterias para trocar créditos do bilhete BOM por uma passagem do modelo tradicional, de papel. A Linha Amarela A linha amarela foi a primeira construída em regime de PPP, Parceria Público-Privada. 


A obra, prevista para ser concluída em 2010, está atrasada quatro anos. Foi nela que, em 2007, uma cratera se abriu durante a construção da estação Pinheiros, causando a morte de sete pessoas e ocasionando danos estruturais a sessenta e seis casas do entorno. Sete anos depois, os doze acusados por homicídio culposo — em que não há intenção de matar — não foram a julgamento e as penas podem prescrever em 2015. Bom x Bilhete Único A criação do bilhete BOM dos tucanos foi anunciada em 2004, quando a então prefeita Marta Suplicy, do PT, sob forte pressão dos adversários, lançou o Bilhete Único Municipal, transformando o sistema de cobrança do transporte público paulistano. Recentemente o atual prefeito, Fernando Haddad, criou o Bilhete Único Mensal. Esta nova modalidade é mais econômica porque, com uma carga mínima de R$ 140,00, o passageiro pode usar o bilhete por 31 dias, mesmo que o número de viagens exceda o valor dos créditos. O projeto-piloto do bilhete BOM, de Alckmin, foi implantado em 2005, primeiro em Osasco, em 300 ônibus. No fim de 2006 a EMTU, Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, estendeu o sistema a todos os municípios da região metropolitana, mas o bilhete só foi integrado ao Metrô e à CPTM em 2011, primeiro no terminal Barra Funda, experimentalmente. Só depois, em 2012, foi permitida a interligação das 157 estações então existentes.

 Fonte: Viomundo

Dilma promete a artistas uso do pré-sal na cultura

247 – Repetindo ato de 2010, um grupo de Intelectuais, cientistas, lideranças sociais, religiosas, políticos e artistas, lotou o Teatro Oi Casagrande, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ao lado do ex-presidente Lula, em apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência.
Participaram do evento figuras como Leonardo Boff, Chico César e Marilena Chauí, além de Elza Soares, Otto, Alcione e Beth Carvalho. Do lado de fora, mais de mil pessoas acompanharam o ato, que durou cerca de três horas.
Ao discursar, Dilma observou: "De todos aqueles que me apoiaram em 2010, a grande maioria está de volta aqui, muito obrigada. Quando estive aqui em 2010, foi já no segundo turno, eu senti que a gente iria vencer a eleição e nós vencemos."
“Não vamos voltar para trás, e faremos isso investindo em educação qualificada, para todos, e colocando a cultura dentro da nossa estratégia de crescimento e desenvolvimento econômico. Não queremos só obras, queremos utopias. Não queremos só vantagens materiais, queremos nos compreender. Vamos colocar a Cultura dentro da nossa estratégia de crescimento econômico”, acrescentou.
A presidente lembrou que os recursos do pré-sal irão garantir os investimentos em educação e em cultura, e disse que não há "alquimia ou milagre" que faça a educação evoluir: temos que pagar bem o professor e exigir que ele fique na aula".
"Pessimismo militante" da imprensa
Dilma afirmou ainda que o relativo desconhecimento sobre a riqueza representada pelo pré-sal tem como uma das origens o “pessimismo militante” da imprensa brasileira, após Lula ter defendido a aprovação de um marco regulatório para o setor de comunicação no país.
“Hoje o nível de consciência que o Brasil tem sobre o petróleo que sai do pré-sal é muito baixo, até por conta da desinformação sistemática e do pessimismo militante que viceja e, a gente sabe, é característico da forma como se transmitem as informações na imprensa brasileira”, disse Dilma.
Dilma expressou desconforto com a cobertura da mídia também ao falar sobre a investigação de casos de corrupção durante seu governo, dizendo que “o que é errado no Brasil é a exposição desnecessária de pessoas sem se ter certeza da culpa”.
A presidente fez referência às denúncias de corrupção que vieram à tona após o vazamento de depoimentos feitos pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa à Polícia Federal, mediante acordo de delação premiada, que teriam revelado um suposto esquema de desvio de recursos envolvendo a estatal e políticos da base aliada. 
Em discurso antes da presidente, Lula fez duras críticas à cobertura política feita pela imprensa e, ao lembrar das conferências nacionais de comunicação realizadas em seu governo, defendeu a aprovação de um novo marco legal para o setor. 
“O marco regulatório das comunicações é uma necessidade nesse país... O que não é possível é que as concessões do Estado tenham o comportamento que têm”, afirmou Lula (Reuters)

Candidatos à presidência confirmam participação em debate promovido hoje pela CNBB


Nesta terça-feira, 16 de setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove o debate com presidenciáveis, com início às 21h30, no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho, no Santuário Nacional de Aparecida. Organizado pela TV Aparecida, o debate será transmitido por oito emissoras de inspiração católica, 230 rádios e portais católicos.  

Sete candidatos confirmaram presença. São eles: Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Eduardo Jorge (PV), Eymael (PSDC), Luciana Genro (PSOL), Marina Silva (PSB) e pastor Everaldo (PSC).
De acordo com o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, o debate é uma oportunidade para que as pessoas conheçam as propostas e projetos dos candidatos à presidência do Brasil. “Desta forma, o evento oferecerá elementos para que o eleitor possa discernir em quem vai votar, não apenas pensando em seus benefícios pessoais, mas no bem comum. Desejamos que o nosso eleitor exerça seu direito de cidadania com liberdade, responsabilidade e consciência, pensando no bem do país”, explicou.
Como será
O debate terá duração de duas horas, com plateia composta por bispos convidados, além de padres e presença de autoridades. O mediador do debate será o jornalista Rodolpho Gamberini, recém contratado pela Rede Aparecida de Comunicação. O programa chegará a mais de 70 milhões de eleitores em sinal aberto.
No primeiro bloco, os convidados irão responder a uma única pergunta elaborada pela presidência da CNBB, em ordem já definida por sorteio na presença dos representantes dos partidos. Cada candidato terá dois minutos para resposta.
Já no segundo bloco, os candidatos vão responder a perguntas propostas pelos bispos indicados pela CNBB, abordando temas como saúde, educação, habitação, reforma agrária, reforma política e lei do aborto. No terceiro bloco, os candidatos irão responder a perguntas de jornalistas das mídias católicas. O quarto bloco será de embate entre os postulantes à presidência. O último bloco será dedicado às considerações finais dos convidados.

Saiba Mais: cnbb

AMARAL PRESIDENTE DO PSB MANDA GURU ECONÔMICO DE MARINA SE CALAR



Presidente do PSB, Roberto Amaral se diz surpreso com a quantidade de ‘especialistas’ e 
‘consultores’ que se apresentam como formuladores de Marina Silva e desautoriza economista Alexandre Rands, que afirmou que as teses de Celso Furtado, economista brasileiro mais reconhecido internacionalmente e que inspirou a Sudene, talvez nunca tenham feito sentido; segundo Amaral, Celso Furtado é o formulador do partido: “O PSB tem profunda admiração  pela obra e pelo pensamento de Celso Furtado.


Amaral manda Rands se calar e diz, em nome do PSB, que o economista Celso Furtado é o formulador do partido: “O PSB tem profunda admiração pela obra e pelo pensamento de Celso Furtado. Morto, não há substituto à altura”.

Leia na nota de Ilimar Franco sobre o assunto: O PSB pede Celso Furtado
Os socialistas estão inconformados com a quantidade de gurus econômicos que se apresentam como formuladores de Marina Silva. 
O presidente do partido, Roberto Amaral, resume: “Estou preocupado com a quantidade de ‘especialistas’ e ‘consultores’ que a imprensa está descobrindo na nossa campanha”. 
Ele afirma que surgem nomes “desconhecidos por nós” e “um novo coautor do programa de Marina”. 
E destaca que o economista Celso Furtado, nacional desenvolvimentista, é o formulador do partido. 
Amaral sentencia: “O PSB tem profunda admiração pela obra e pelo pensamento de Celso Furtado. 
Morto, não há substituto à altura”.