O coordenador da
Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari (foto acima), declarou hoje (27)
que o general José Antônio Nogueira Belham...
general José Antônio Nogueira Belham |
e o tenente Antônio Hughes
de Carvalho são os autores da morte e da ocultação do cadáver de Rubens
Paiva.
tenente Antônio Hughes de Carvalho |
“Sem dúvida alguma o oficial Hughes, porque se envolveu
diretamente nos atos de tortura e, pelo fato de ser comandante da
unidade, estando presente no local, participando das circunstâncias da
morte de Rubens Paiva, o general Belham, à época major e comandante do
DOI [Destacamento de Operações e Informações]”, disse Dallari ao
participar da apresentação do relatório preliminar de pesquisa do caso
Rubens Paiva feito pela CNV.
Presidente da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari |
Durante o período de novembro de 1970
a maio de 1971, o general Belhan era comandante do DOI do 1º Exército,
na zona norte do Rio, para onde foi transferido Rubens Paiva depois de
ter passado pelo Quartel da 3ª Zona Aérea, localizado próximo ao
Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio. Ele foi para a unidade da
Aeronáutica após ser preso, em casa, no Leblon, zona sul do Rio, por
seis agentes do Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica
(Cisa).
De acordo com o coordenador, em depoimento à comissão no
dia 13 de junho de 2013, o general Belham, que na época da morte de
Rubens Paiva era major, negou ter conhecimento de torturas a Rubens
Paiva e ainda acrescentou que, nos dias 20 e 21 de janeiro de 1971,
estava de férias e, portanto, ausente do local. O general, que hoje tem
80 anos e mora em Brasília, não quer prestar outro depoimento e nem dar
novos esclarecimentos à Comissão Nacional da Verdade.
Rubem Paiva |
Dallari
disse que documentos conseguidos pela comissão indicam que o general
Belham fez um deslocamento sigiloso e ainda recebeu diárias do Exército.
Para o coordenador da CNV, isso comprova que ele interrompeu as férias.
O depoimento de um militar, identificado apenas como Agente Y, informa
sobre um encontro entre este militar, que estava acompanhado do chefe
da 2ª Seção do Batalhão de Polícia do Exército, capitão Ronald Leão, e o
general na sala de trabalho de Belhan no dia 21 de janeiro de 1971.
No
encontro, segundo o agente, ele contou que tinha acabado de ver o
ex-deputado e as condições de saúde do parlamentar não eram boas. O
Agente Y disse ainda que Rubens Paiva não resistiria mais às torturas.
“Falamos, pessoalmente, com o então major Belham, o que fora visto,
alertando-o para possíveis consequências”, disse em depoimento.
O
Agente Y prestou depoimento nos dias 24 de abril de 2013, 27 de janeiro
de 2014 e em 24 de fevereiro de 2014. Nos três, segundo o secretário
executivo da comissão, André Saboia, ele deu detalhes de como funcionava
a estrutura de torturas e apontou o tenente Antônio Hughes de Carvalho,
morto em 2005, como torturador. No depoimento prestado na segunda-feira
(24) identificou a foto de Hughes como o agente que viu praticando
torturas em Rubens Paiva de forma extremante violenta.
A CNV teve
acesso também a um depoimento de Amilcar Lobo, que na época era
tenente-médico, no qual ele informa que atendeu o ex-parlamentar na
madrugada do dia 21 e constatou que o preso estava com hemorragia
abdominal, por ruptura hepática, e, por isso, deveria ser hospitalizado,
o que não ocorreu.
A Comissão Nacional da Verdade pretende também
pedir a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na
Câmara Federal para investigar o local para onde foi levado o corpo de
Rubens Paiva. Dallari explicou que esta é a maneira de conseguir que o
general Belham dê a informação. Para os integrantes da CNV, é a única
dúvida que resta sobre o caso da morte e desaparecimento de Rubens
Paiva.
A comissão pretende encaminhar o pedido ao presidente da
Câmara, Henrique Eduardo Alves, até o fim de março. “Uma CPI de
curtíssima duração que tivesse por finalidade justamente apurar a
ocultação do cadáver de Rubens Paiva e o testemunho-chave é o testemunho
do general Belham, que, perante uma comissão parlamentar de inquérito,
se sentirá sensibilizado a elucidar este último elemento que falta para a
solução deste mistério”, esclareceu Dallari.
Eleito deputado
federal pelo PTB, Rubens Paiva foi cassado logo após o golpe militar de
1964. Depois de ser exilado, voltou ao Brasil.
Em 1971 foi preso e
levado para o Cisa e depois transferido para o DOI, onde morreu no dia
21 de janeiro.
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ResponderExcluirPrega uma coisa e faz outra a começar por:
1 - Um genocida como Lenin no Banner da página;
2 - Um site identifica do e provavelmente financiado pelo governo corrupto do PT;
3 - Atacam os militares mas não enxergam os atos terroristas, os assassinatos cometidos pelo VAL-PALMARES e outros grupos terroristas da época;
4 - Não viveram a época do regime militar, cheiram a talco johnson, e querem ser a voz da razão, são manipulados.
O povo não é burro não, o regime militar teve apoio do povo, e já se faz ouvir o começo de um novo clamor para se por ordem no Brasil
O pior é ter vivido a época da ditadura militar, nem de perto cheirar a talco johnson e querer ser a voz da razão, com se não soubesse que o tempo se não bem aproveitado, não traz benefícios, como o conhecimento, bom discernimento, senso de justiça e sim ignorância, egoísmo e ódio. Foi manipulado e pior, continua sendo.
ExcluirO povo não é burro realmente, ele é sim, mantido ignorante das informações necessárias para poder escolher no que acreditar, sem que isso tenha sido manipulado, como o que o governo militar fez no Brasil durante os anos da ditadura. Ou o assassinato e ocultação do cadáver do deputado Rubens Paiva, você vai dizer que foi super divulgado. O que nos chega de informações é que os mesmos militares que o senhor defende, assassinaram um parlamentar eleito pelo voto popular (o que nenhum dos militares que ocuparam o cargo de presidência o foram, ou foram?), ocultaram seu cadáver e assim o mantêm, forjaram um embuste para não terem que assumir a merda que haviam feito, e ensinaram como se portar para o resto da população e por isso também que hoje temos uma cultura doente. Essas atitudes somente me demonstram falta de caráter, covardia e tremenda injustiça.
Assim como o senhor foi e é manipulado, a maioria também o é.
O universo está em movimento, assim como todas as coisas que existem dentro dele, ele só existe pois é mutante e por estar em movimento e não em ordem, ordem é estagnação, estagnação é morte. Se não fosse assim, tu não ficaria velho, o que seria ruim pro universo. Não precisamos de ordem, precisamos de pessoas corajosas para assumir seus erros, fraquezas e crescerem com isso e não covardes estagnados em suas fraquezas e erros e que morreram ou morrerão assim. Pena.