O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O estrondoso silêncio de Aécio e do PSDB no caso do brasileiro executado na Indonésia


Eles  

por : Kiko Nogueira
 
Um silêncio estrondoso foi o que Aécio Neves e o PSDB ofereceram no caso da execução do brasileiro Marco Archer na Indonésia, apanhado com 13 quilos de cocaína. Nenhum pio sobre Archer e nem sobre a atuação de Dilma.
 
É uma mudança de paradigma inédita para uma oposição acostumada a criticar qualquer coisa, 
especialmente em relação à diplomacia.
Dilma divulgou uma nota se dizendo “consternada e indignada”. O embaixador brasileiro foi chamado 
para consultas, o que representa um agravo. Na sexta, fez um apelo ao presidente Joko Widodo pelo 
telefone — rechaçado.
O secretário geral do Itamaraty reuniu-se com o embaixador indonésio e manifestou sua “profunda 
inconformidade”, afirmando que a pena de morte representava “uma sombra” nas relações.
Nesse período, Aécio, Aloysio, Serra e seu governo paralelo no eixo Leblon-Higienópolis-
Transilvânia não abriram a boca. Por quê? Férias?
Quando o Brasil foi chamado de “anão diplomático” por um estafeta de Israel, Aécio se locupletou. O 
país deveria ter dado “palavra mais clara de convocação ao cessar-fogo” entre israelenses e palestinos.
“Temos que condenar o uso excessivo de força de Israel, mas também temos que condenar as ações do 
Hamas com lançamento excessivo de foguetes. O Brasil se precipitou, ao meu ver”, declarou.
Sobre o Estado Islâmico, ele foi mais duro. “Fiquei estarrecido com as declarações da presidente da 
República na ONU”, falou. “A presidente propõe diálogo com um grupo que está decapitando 
pessoas”.
O que teria feito Aécio Neves se acoelhar? Ainda que Dilma tenha acertado no episódio, há sempre 
um flanco a ser atacado para quem vive disso. Comparar a indignação com a Indonésia à complacência 
com Cuba nos direitos humanos, por exemplo?
Ou, como fez Rachel Sheherazade, avisar que Dilma Rousseff pode “bater o pé, mandar voltar o 
embaixador, mas não tem poder de interferir na decisão judicial de um outro país”. Para Rachel, 
Archer “deu azar de ser flagrado num país sério, onde a Justiça dá o exemplo: aqui se faz, aqui se 
paga.” (Essa tara por justiceiros ainda vai dar muita alegria à cada vez mais aloprada Sheherazade).
Aécio Neves e seu partido ficam devendo a seus eleitores uma resposta sobre por que ficaram na moita 
e deixaram Dilma solar num capítulo de gigantesca comoção nacional.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Mais desigualdade, mais violência! : 1% mais rico terá mais que todo o resto, alerta novo estudo

Da bbc - via DCM

 
O 1% mais rico em breve possuirá mais do que o resto da população do mundo, de acordo com um estudo realizado pela Oxfam, entidade internacional dedicada a combater a desigualdade social.

O avanço da desigualdade
Uma pesquisa da Oxfam divulgada hoje mostra que a participação da riqueza do mundo do 1% mais rico aumentou de 44% em 2009 para 48% no ano passado.
Mantidas as tendências atuais, a Oxfam diz que o 1% mais rico vai concentrar mais de 50% da riqueza 
do mundo em 2016.
A pesquisa coincide com o início do Fórum Econômico Mundial em Davos, encontro que reúne líderes políticos e empresariais de todo o mundo.
A diretora executiva da Oxfam Winnie Byanyima, que vai copresidir o evento de Davos, disse que usará o encontro para exigir uma ação urgente para diminuir o fosso entre ricos e pobres.
A escala de desigualdade global hoje, segundo ela, é “simplesmente estarrecedora”.

Se já tinham alguma desconfiança, os ricos brasileiros e seus blogueiros de estimação agora é que vão ter certeza mesmo de que Barack Obama é comunista.
Na contramão das medidas econômicas recessivas que vêm sendo estudadas pelo governo Dilma 2, o presidente dos EUA vai anunciar nesta terça-feira, em seu discurso anual sobre o Estado da União, que enviará projeto ao Congresso com proposta que prevê aumentar os impostos dos mais ricos e dos bancos e, ao mesmo tempo, desonerar a carga tributária da classe média.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, novo "czar" da economia brasileira, poderia aproveitar sua viagem esta semana a Davos, na Suíça, onde representará nosso país no Fórum Econômico Mundial, para perguntar aos seus colegas americanos como é possível fazer um "ajuste fiscal", tirando de quem 
tem mais e vive da especulação financeira, para beneficiar quem vive apenas do seu trabalho, ao contrário do que o ministro vem planejando por aqui.
O "Plano Robin Hood" de Obama prevê um aumento da arrecadação de US$ 320 bilhões nos próximos dez anos, com a maior taxação de grandes bancos, casais que ganham mais de US$ 500 mil por ano e cobrança de impostos sobre heranças _ algo simplesmente fora de cogitação dos ajustes de Dilma-Levy.
De outro lado, a proposta do governo americano prevê uma desoneração de US$ 175 bilhões dos impostos pagos pela classe média no mesmo período, segundo notícia publicada nesta segunda-feira no New York Times, venerável publicação que, perto dos jornalões brasileiros, deve parecer um perigoso porta voz do socialismo, a ameaçar a liberdade de expressão em todo o mundo.
O principal jornal americano já prevê que Obama "vai enfrentar forte resistência num Congresso agora controlado pelo Partido Republicano", o equivalente, mal comparando, ao nosso PSDB.
O mais curioso e triste para nós é que Obama, que perdeu as últimas eleições parlamentares nos Estados Unidos, mostra coragem para enfrentar a oposição republicana, mesmo estando em minoria, enquanto Dilma Rousseff, que acabou de vencer as eleições gerais no Brasil, com ampla maioria no Congresso Nacional, faz exatamente o contrário, para agradar ao mercado.
Até agora, mesmo com a presidente se mantendo em ensurdecedor silêncio desde que tomou posse no segundo mandato, há 19 dias, seus ministros e assessores só vêm anunciando medidas que oneram a classe média, como o aumento dos impostos de profissionais liberais e prestadores de serviço que formaram pequenas empresas na forma de pessoas jurídicas, mais conhecidos por "PJ", além de restringir o acesso a benefícios sociais e liberar o aumento de tarifas.
Chega agora a cheirar a ironia a ameaça feita por tucanos emplumados, às vésperas da eleição de outubro, de que deixariam o Brasil se Dilma se reelegesse. Para quê?
Bom mesmo é ficar rico no Brasil, ir às compras e investir em imóveis nos Estados Unidos, sem nenhuma ameaça de taxação das suas fortunas. Tem lugar melhor no mundo para ser banqueiro ou herdeiro que vive de rendas? Quando começa a faltar água e luz, é só pegar um avião, de preferência um jatinho particular, e ir para suas casas em Punta ou Miami. Seu rico dinheirinho estará garantido pelo nosso fisco camarada, e não tem nenhum Obama que o ameace.
E vamos que vamos.

sábado, 17 de janeiro de 2015

TRABALHADOR FIQUE ATENTO!,CRETINICES A VISTA!: CONGRESSO VOLTA A DISCUTIR MUDANÇAS NO CÁLCULO DE APOSENTADORIA





Osmar Serraglio - Deficit da Previdência 'preocupa'.
 
 por Eduardo Bueres
 
Todos os brasileiros sabem que, a maioria dos congressistas, já estão muito bem aposentados, ou em via disto adicionados com plenos benefícios em cascatas, a legislação facilita para eles. Sabe também a população que, o que não falta para esta impoluta classe, é a acumulação de bens e gorda poupança, o famoso 'pé-de-meia', que é engordado na medida do tempo de tribuna. Portanto, quaisquer medidas de arrocho que suas excelências decidam quanto a modificação nos cálculos da previdência, não irá afeta-los em NADA!: estão para lá de bem servidos. Para muitos desses senhores de colarinhos branquissimos, as futuras gerações de trabalhadores que se sacrifiquem e se lixem!.
 
 
No Análise de Conjuntura
 
Os deputados que tomam posse em 1º de fevereiro poderão decidir pelo fim ou pela manutenção dofator previdenciário. 
Esse mecanismo de cálculo das aposentadorias foi criado em 1999 (Lei 9.876/99) com o objetivo de 
criar uma relação entre o tempo de contribuição do segurado e o valor do benefício. 
Ele se baseia em quatro elementos: valores recolhidos, idade do trabalhador, tempo de contribuição à Previdência Social e expectativa de sobrevida da população, segundo projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Na prática, o fator previdenciário surgiu como uma fórmula para desestimular aposentadorias precoces e reduzir o chamado "rombo" da Previdência Social. 
O movimento sindical sempre se opôs a ele.
Desde 2003, um projeto de lei do Senado (PLS 296/03) tenta extingui-lo. O texto já foi aprovado pelos senadores.

Na Câmara, ele foi renomeado como PL 3299/08 e tramita em conjunto com outras seis propostas, mas 
ainda não houve consenso para sua votação no Plenário.
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) é a favor da proposta, mas ainda tem dúvidas sobre a fórmula 
que deve substituir o fator previdenciário. "Esse atual fator foi feito de maneira injusta, porque 
prioriza aqueles que retardam a entrada no mercado de trabalho em detrimento daqueles que 
entram muito cedo no mundo do trabalho e, portanto, se aposentam mais cedo e têm maior prejuízo 
ao se aposentar. É evidente que o Brasil precisará de um novo fator previdenciário", afirma.

Francisco é atacado pela cachorrada: jihadististas brasileiros da imprensa marrom declaram guerra ao Papa


BANCADOS PELO INSTITUTO MILLIENIUM, COLUNISTAS FUNDAMENTALISTAS DA IMPRENSA GOLPISTA QUEREM QUE PAPA FRANCISCO SE CALE !!!


SE ESSAS QUATRO TRISTES E NOJENTAS FIGURAS SÃO CONTRA, O PAPA SÓ PODE ESTAR CERTO!.

Num movimento que parece orquestrado, quatro fundamentalistas da imprensa brasileira (Reinaldo Azevedo, Guilherme Fiúza, José Roberto Guzzo e Ricardo Noblat) decidiram liderar uma guerra santa contra o papa Francisco; o motivo: o fato de o pontífice declarar que as religiões não devem ser insultadas, após condenar o ataque à redação do Charlie Hebdo; para os jihadistas da imprensa brasileira, a liberdade de expressão deve ser encarada como um valor absoluto, mesmo que essa não seja a realidade da França (basta pensar no humorista Dieudonné) nem dos Estados Unidos; ordem do Instituto Millienium?

247 - Dois dias atrás, o papa Francisco fez declarações sensatas que, aos olhos de quatro fundamentalistas da imprensa brasileira, foram consideradas heréticas. "Não se pode ofender, ou fazer guerra, ou assassinar em nome da própria religião ou em nome de Deus", disse ele. "Acho que os dois são direitos humanos fundamentais, tanto a liberdade religiosa, como a liberdade de expressão", completou, antes de afirmar que "há um limite para a liberdade de expressão".
Foi o bastante para que quatro jihadististas, num movimento aparentemente concatenado, se unissem uma espécie de guerra santa contra o sumo pontífice. O primeiro foi Reinaldo Azevedo, ex-coroinha, que simplesmente mandou o papa calar a boca (leia mais em Reinaldo sugere que o papa Francisco se cale). Também sem nenhuma sofisticação, José Roberto Guzzo, diretor editorial de Veja, afirmou que o papa viajou na maionese (assista aqui), em entrevista... à Veja.
Ricardo Noblat, do Globo, também usou uma metáfora para se referir ao caso. Disse que o papa Francisco "pisou feio na bola" (leia aqui). "Duvido que Francisco concorde com a morte como meio de se responder a uma ofensa. Mas foi a impressão que deixou", disse ele. Ou Noblat não leu o que o papa disse, ou foi mal-intencionado. Voltando à primeira declaração de Francisco, eis o que disse o pontífice: Não se pode ofender, ou fazer guerra, ou assassinar em nome da própria religião ou em nome de Deus".
Neste sábado, foi a vez de Guilherme Fiúza, também do Globo, que, para variar, misturou o assunto da semana com a política brasileira. "Talvez uma das figuras mais representativas deste momento esquisito seja o Papa Francisco. Sua Santidade tem provavelmente uma espécie de João Santana ao pé do ouvido, para soprar-lhe as últimas tendências do mercado", disse ele, condenando o que considerou uma defesa do Islã radical feita por Francisco (leia aqui).

A famigerada 'Cartilha' do Instituto Millenium

Nem todo mundo sabe, mas as famílias Civita e Marinho são sócias e mantenodoras do Instituto Millenium, um think tank criado para tentar organizar o "pensamento correto" da elite brasileira. É desse instituto, apoiado também por empresas como a Gerdau, que saem os Fiúzas, Mainardis, Magnolis, Guzzos, Contantinos e afins.
Pode-se imaginar que os quatro colunistas tenham tido a ideia simultânea de iniciar sua guerra santa contra o papa Francisco – hoje, uma das figuras mais populares e admiradas do mundo. Mas também não deve ser descartada a hipótese de uma blitz coordenada, como ocorreu em Paris com o ataque ao Charlie Hebdo e ao mercado judaico.
Se você não quiser refletir muito sobre as declarações do papa Francisco, nem é preciso. Basta olhar para quem levantou a voz contra suas declarações. Se os jihadistas da imprensa brasileira estão contra o papa, não tenha nenhuma dúvida: ele só pode estar certo.

"VIRA LATAS" NÃO QUEREM ENTREGAR APENAS O PETRÓLEO.....QUEREM ENTREGAR O NEGOCIO DE R$ 20 BI POR ANO

 Por Fernando Brito 

É duro conseguir quem queira fazer investimentos de longo prazo no Brasil e foi assim ao longo de toda a nossa história moderna.
Não apenas porque um país em perdas permanentes como o nosso não acumula capitais para isso,
como há no Brasil uma elite servil, incapaz de pensar qualquer futuro para si senão o de gerente local
do capital internacional.
A decisão da Petrobras de estimular, com garantias de compra (enquanto o Governo dava a garantia de
financiamentos), a construção de sondas de perfuração de poços de petróleo em águas ultraprofundas
é, guardadas as proporções e características, muito mais “capitalista” do que as que a ela podem se
comparar, como a construção da siderúrgica de Volta Redonda ou das hidrelétricas que – apesar da
seca – nos produzem energia numa das matrizes mais limpas do mundo.
Porque, embora com as carências tecnológicas que as quase quatro décadas de paralisia da indústria
naval nos impuseram, ela traz para o país a construção de algo tão imprescindível à exploração do
petróleo quanto são o aço e a energia para a atividade econômica.
Não se acha petróleo – nem se coloca o petróleo que é achado em condições de ser explorado – sem
estas sondas.

E a alternativa a fazê-las aqui é alugar no mercado internacional.
Onde um navio-sonda com capacidade para operar em profundidades de lâmina d’água superiores a 4
mil pés ( pouco mais de 1.300 metros, a partir do qual se considera “águas profundas”) custa, por dia,
Por dia, notem bem.
Como, no pico da atividade do pré-sal, a Petrobras terá de usar, por anos a fio, 40 destas sondas, é
coisa de mais de US$ 20 milhões de dólares a cada vez que o sol nasce.
Ou quase US$ 8 bilhões a cada ano.
Em reais, uns R$ 20 bilhões cada vez que se trocar a folhinha.
Tratar isto como uma como ima irrelevância para o país, ou como se fosse destinado a negociatas um
empréstimo de R$ 9 bilhões – empréstimo, não doação – para que não se comprometa o programa de
construção da metade – só a metade – dos navios-sonda de que a Petrobras precisará, como faz hoje a
Folha de S. Paulo, não pode ser só falta de noção de sua importância.
Ninguém pensou em inviabilizar a Siemens porque um – ou vários – de seus dirigentes se meteram em
falcatruas. Nem os franceses a Alstom porque andou subornando e fazendo cartéis, um deles aqui
pertinho, na Paulicéia.
Obama comprou as ações da GM, na crise de 2008 por US$ 49 bilhões de dólares e as vendeu, há
menos de dois anos, por US$ 39 bilhões, um subsídio do Tesouro norte-americano de US$ 10 bilhões
para que não quebrasse a maior montadora de veículos dos EUA.
E olhem que eram automóveis, que podem ser importados de qualquer baiúca, em qualquer parte do
mundo, não um equipamento de altíssima tecnologia.
A imprensa brasileira divide-se em um sabujismo total aos interesses estrangeiros e uma lapidar
ignorância.
Gênio mesmo é o Roger Agnelli, que pegou US$ 1,3 bilhão com os chineses, para comprar navios
chineses, para levar minério para a China.
E, pior, que viraram “micos” navais, que a empresa agora tenta vender, com prejuízo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Petrobras supera Exxon e vira a número 1 do mundo

Os fatos desmentem e desqualificam a imprensa marrom
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras tornou-se a maior produtora de petróleo entre as empresas de capital aberto no mundo, após superar a norte-americana ExxonMobil no terceiro trimestre de 2014, informou a petroleira estatal nesta quinta-feira.
A ExxonMobil produziu 2,065 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) no terceiro trimestre, segundo o balanço da companhia, enquanto a Petrobras produziu 2,209 milhões de barris/dia no mesmo período.
Quando somadas as produções de óleo e gás, a Petrobras ainda ocupa a quarta posição no ranking, ponderou a estatal.
A notícia positiva acontece em um momento em que o preço do petróleo atingiu mínima de diversos anos no mercado internacional, reduzindo a receita com a venda do produto no exterior, enquanto a companhia ainda é alvo de acusações de envolvimento em esquemas de desvio de dinheiro.
Apesar do cenário ruim, que tem feito as ações da Petrobras sofrerem na bolsa, a empresa comemora um bom momento de resultados operacionais, após diversos atrasos na entrada em operação de plataformas.
De acordo com a petroleira, ela também foi a empresa que mais aumentou a sua produção de óleo, tanto em termos percentuais quanto absolutos, em 2014 até setembro.
"Nos nove primeiros meses de 2014, a Petrobras e a ConocoPhillips foram as únicas empresas de capital aberto que registraram aumento de produção de petróleo", afirmou a estatal. "No caso da Petrobras, esse aumento foi de 3,3 por cento e, da Conoco, de 0,4 por cento."
A Petrobras destacou ainda que bateu novo recorde de produção, de 2,286 mil bpd de óleo, em 21 de dezembro, e frisou que atingiu no pré-sal do Brasil, junto com outras petroleiras, o recorde de 700 mil bpd em 16 de dezembro.
Segundo a companhia, em 2014 foram adicionados 500 mil bpd de capacidade, com a entrada em operação de quatro novas unidades de produção.
"Esse volume será gradativamente incorporado à produção, garantindo que em 2015 a empresa continue aumentando a produção de óleo e gás", afirmou.
Entretanto, a P-61, uma das plataformas programadas para o ano passado, que inicialmente entraria em operação em 2013 no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, não havia começado a produzir até o final de dezembro.
O crescimento na produção em 2014, após pesados investimentos nos últimos anos, ocorreu depois de dois anos de recuo na extração no Brasil.
Em sua última previsão, a estatal previu elevar a produção de petróleo no país entre 5,5 e 6 por cento em 2014, abaixo da meta de 7,5 por cento traçada inicialmente no ano passado, em meio a atrasos na entrega de equipamentos.
A empresa ainda não divulgou a produção fechada de dezembro.
(Por Marta Nogueira)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Quase fora do PT, Marta será maior rival de Haddad

A Marta de hoje, será a Marina de amanhã
SP 247 – Ex-prefeita de São Paulo e importante liderança no PT, Marta Suplicy, hoje com a relação desgastada com o partido, pode se tornar, daqui dois anos, a principal rival de Fernando Haddad (PT), prefeito da maior capital conquistada pela legenda. A Frente de Oposição, bloco formado por PSB, PPS, PV e Solidariedade na Câmara, tenta atrair a senadora para disputar a eleição municipal em 2016.
Os partidos querem lançar um candidato em conjunto para enfrentar o atual governo do PT. A ex-ministra da Cultura já estaria em negociações com o presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força. Segundo ele, Marta poder ter tempo de TV semelhante ao do PT e do PMDB caso se lance pelo bloco. Os dois tiveram duas conversas no fim do ano passado e deve retomar o diálogo esse mês.
"A candidatura pelo bloco pode ser uma alternativa viável. Ela poderá ter as mesmas condições para disputar que teria nos partidos grandes", assegura o deputado. O bloco, criado no fim do ano passado, tem 67 deputados eleitos em 2014, quase os 70 eleitos pelo PT e aos 66 eleitos pelo PMDB, conforme aponta reportagem do jornal Valor Econômico desta quinta-feira 8.
Marta foi prefeita de São Paulo de 2001 a 2004, quando não conseguiu ser reeleita, apesar dos índices de aprovação positivos. Em 2008, ela perdeu novamente a disputa, desta vez para Gilberto Kassab, que havia assumido há dois anos no lugar de José Serra. O tucano deixou a prefeitura após dois anos de mandato para disputar o governo estadual.
Em 2012, Marta quis se candidatar novamente, mas foi dissuadida a retirar sua candidatura pelo ex-presidente Lula, que planejava lançar Fernando Haddad. Ressentida, a ex-prefeita demorou a dar seu apoio na campanha de Haddad. A expectativa era de que, para 2016, a senadora se lançasse internamente contra o atual prefeito, disputa que teria poucas chances. Mas dadas as relações desgastadas, a tendência é de que parta para o campo da oposição.

Ajuste fiscal sem reformas é blefe




Luis Nassif

Ajuste fiscal é meio, não fim. Seu objetivo é o de proporcionar segurança para os agentes privados voltarem a investir na economia. Mas é apenas uma primeira pré-condição.
 
Para investir, o setor privado precisa muito mais: ter demanda – interna e externa -, preços competitivos, em relação aos importados; garantia de que a rentabilidade do investimento será maior do que o custo de oportunidade de aplicar na renda fixa.
***
Aí se entra na contrapartida do ajuste fiscal: a taxa de juros dos títulos públicos.
Quanto maior a taxa de juros básica, maior será e necessidade de retorno dos investimentos em renda variável; e menos poupança será remanejada para as atividades produtivas.
No período Guido Mantega-Alexandre Tombini, o que se fez foi tentar criar uma zona de conforto para o capital especulativo:
Com o fundo soberano, permitiu-se avançar até o limite da imprudência no déficit das contas externas.
Com as metas de superávit (que explodiram em 2014), tranquilidade para trazer dólares do exterior e ganhar à farta com aplicação em títulos públicos.
As consequências estão aí: atração de capitais especulativos internacionais, apreciando ainda mais o real; empresas privilegiando ganhos de tesouraria, em vez de investimentos na produção; fundos de investimentos permanecendo na renda fixa, em vez de migrarem para investimentos produtivos; parte relevante da poupança pública sendo desviada de investimentos e gastos correntes para pagamento de juros.
***
A gestão Joaquim Levy -Nelson Barbosa traz um componente novo de segurança fiscal em relação ao período desastroso de Guido Mantega-Arno Augustin. É importante a sinalização, a melhoria do discurso público, a harmonização de expectativas. Mas é apenas um pontapé inicial que, se não for acompanhada de outras medidas de fundo, significará a recriação de uma nova zona de conforto para a especulação.
***
O primeiro desafio será romper com a armadilha das tais metas inflacionárias.
De um lado, por ser um sistema iníquo. A cada aumento da expectativa de inflação, aumenta-se mais que proporcionalmente a taxa real de juros. O grande capital tem seus ativos preservados, à custa do aumento da dívida pública e dos passivos privados.
Para compensar esse aumento da dívida, cortam-se os gastos que socorrem a parte debaixo da pirâmide social - gastos com saúde, educação – ou gastos essenciais para o desenvolvimento, como investimentos em infraestrutura, gastos com ciência e tecnologia etc.
De outro, por ser um sistema ineficaz.
Há uma profusão de estudos atestando a ineficácia do sistema de metas inflacionárias para conter a inflação: há entupimento no canal de crédito (a maneira como a alta dos juros reflete-se na ponta), no chamado efeito-riqueza. O único ponto efetivo (e nefasto) é o de segurar a inflação através do achatamento do câmbio.
Há um conjunto de medidas estruturantes a serem tomadas, passando pelo fim da remuneração diária pós-fixadas de títulos públicos, pelos resquícios de indexação que ainda vigoram, por um política cambial ativa, por uma melhora nas contas externas.
Se apresentar o receituário completo, ambos terão realizado um trabalho histórico de recuperação da dinâmica do crescimento. Caso contrário, serão apenas um Guido Mantega com mais fluência.

Gilmar Mendes protege fonte de corrupção por um ano


Ele e Eduardo Cunha são contra o projeto. Precisa desenhar ?

Agência PT de Notícias: GILMAR MENDES SEGURA VOTO E PROTEGE FONTE DE 
CORRUPÇÃO

Ação contra financiamento de empresas privadas para campanhas eleitorais está há mais de nove meses com ministro do STF.

O processo que pode ser o pontapé inicial para a reforma política no sistema eleitoral brasileiro aguarda apenas o voto do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Em abril de 2014, Mendes pediu vistas à ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e nunca mais se ouviu falar do assunto.
Questionado sobre o assunto em entrevista ao blog da jornalista Tereza Cruvinel, o magistrado mostrou não ter pressa e prometeu se pronunciar até, “no máximo”, final de 2015.
A ação movida pela OAB pede a proibição de doação de empresas privadas a candidatos e teve o julgamento iniciado em 2013. Mas, para o Gilmar Mendes, o processo não passa de uma manobra combinada com o PT e adianta como deverá votar, quando o tema voltar ao plenário.
O julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4650) contava com um voto contra e seis a favor da proibição de doações empresariais quando foi interrompido por Mendes.
A ação pede mudanças nas Leis 9.096/1995 e 9.504/1997, que disciplinam o financiamento de partidos políticos e campanhas eleitorais. A entidade integra, juntamente com outras 102 organizações da sociedade civil, o projeto da coalização pela reforma política.
“Se proibirmos as doações de empresas, ficarão permitidas as doações de pessoas físicas. Neste país de roubalheira, os que mandam nas estatais e nos fundos públicos em geral vão desviar recursos e distribuir dinheiros a militantes para que façam doações como pessoas físicas. É isso que estão querendo”, declarou o ministro.
Embora não seja seguido à risca, Gilmar Mendes viola o prazo regimental estabelecido pelo Supremo para devolução de pedidos de vista, de, no máximo, 20 dias úteis.

Cartunista assassinado fez charge dizendo que atentado na França ocorreria em janeiro


terror

Em uma de suas mais recentes criações, o cartunista e diretor de publicações do Charlie Hebdo, Stéphane Charbonnier, ou Charb, como era mais conhecido, publicou um desenho que o jornal francês Le Monde chamou de premonitório: um alerta sobre o perigo dos ataques terroristas ao país.
Na charge, publicada logo no início deste ano, a chamada em francês diz “A França segue sem sofrer atentados” acima da imagem de um suposto terrorista armado, que ameaça: “Atenção. Esperem até o final de janeiro para comemorar”.
Charb está entre os 12 mortos do ataque terrorista a sede do veículo, no coração de Paris, nesta quarta-feira (7).
A publicação era famosa por fazer duras críticas a religiões, incluindo o Islã. Por causa dessas sátiras, o diretor era escoltado por policiais desde 2011, quando um incêndio criminoso tomou a sede da revista após a publicação de caricaturas de Maomé.
Nascido em 21 de agosto de 1971 em Conflans-Sainte-Honorine, Charb havia mencionado em outra matéria do jornal francês que não tinha medo das represálias por causa de seu trabalho.
“Prefiro morrer de pé do que viver de joelhos”, disse ele em uma dessas ocasiões.
Além das 12 mortes, segundo o boletim divulgado mais recentemente, os terroristas deixaram 20 feridos, quatro deles em estado grave. Os homens estavam armados com um fuzil kalashnikov e um lança-foguete, disseram autoridades francesas.

Testemunhas contaram que, antes de deixarem o local, os homens teriam gritado “Vingamos o profeta!”, segundo o jornal Le Monde. Há ainda três feridos internados em estado grave.
Rocco Contento, porta-voz do sindicato dos policiais local, disse aos jornalistas que três suspeitos fugiram em um carro dirigido por um quarto homem. O veículo seguiu no sentido de Port de Pantin, onde o grupo teria roubado outro carro e fugido, de acordo com o jornal inglês The Guardian.

Policial envolve Anastasia em esquema do doleiro

 operação Lava Jato, o policial preso que mencionou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como beneficiário do esquema de Alberto Youssef também acusa o senador eleito Antonio Anastasia (PSDB), ex-governador de Minas Gerais.
Em declaração de 18 de novembro do ano passado, Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca, afirma ter entregue R$ 1 milhão ao então candidato a governador Anastasia, em 2010, a pedido de Youssef.
O tucano nega o envolvimento e disse desconhecer o policial e o doleiro. "É totalmente fora da realidade. Meu único patrimônio é moral, tenho toda uma reputação de honestidade. Qual seria o propósito disso? Fica até difícil comentar algo tão absurdo'', disse.
Leia aqui reportagem de Andréia Sadi sobre o assunto.

Hillary Clinton admite: Estados Unidos criaram a Al-Qaeda



 
Nós também temos uma história de, um tipo de movimento dentro e fora do Paquistão. Eu quero lembrar, que as pessoas com quem estamos lutando hoje em dia, nós criamos a 20 anos atrás, e nós fizemos isso porque nós estavamos travados em uma luta com a União Soviética, e eles invadiram o Afeganistão, e nós não queriamos ve-los controlando a Ásia Central, e começamos a trabalhar. 
 
E isso foi Pdt Reagan e a parceria com o Congresso, liderados por democratas que diziam «Você sabe que, isso me parece uma boa idéia? Vamos fazer um acordo com ISI e com as tropas paquistanesas, e vamos recrutar esses mujahidin, e isso é bom, vamos enviar alguns a Arábia Saudita e outros lugares, levando a marca de sua seita islâmica, e assim nós conseguiremos atingir a União Soviética, e adivinhe, eles recuaram, eles perderam bilhões de dólares e isso levou ao colapso da União Soviética, mas, vamos ser cuidadosos com o que vimos, porque iremos colhe-lo». 
 
 
 
Então nós deixamos o Paquistão, e dissemos «Tudo bem, vocês lidam com os Stingers que deixamos por todo o país, você lida com as minas que estão ao longo da fronteira, e pelo caminho, nós não queremos ter nada a ver com vocês, na verdade, nós estamos aprovando vocês.» Então, nós deixamos de lidar com as tropas paquistanesas e com o ISI, e agora nós estamos inventando um monte de tempo perdido.

Tradução AnonTranslator

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

PORTAS ABERTAS PARA O TERRORÍSMO!: FRANÇA PAGA ALTO PREÇO POR SUAS POLÍTICAS CONTRADITÓRIAS

 

 

 por Eduardo Bueres

A despeito de suas tradições libertárias que influenciaram positivamente o mundo, a velha França da era colonial deixou para os dias de hoje um fardo de dividas e feridas abertas que nunca foram bem tratadas e saradas. Os idealizadores do estúpido, injustificável e deplorável atentado contra o Charlie Hebdo, improvisaram a imprensa como alvo estratégico para deixar escrita a sua mensagem macabra. Outras instituições poderão virar alvo.  O ato é político, e visou acima de tudo, atingir o Estado francês.

Hollande visita o local do atentado em Paris, em 07.01.15.É a imagem do líder fracassado, sem força, sem personalidade e sem carisma.

A atuação pífia de lideres do estilo de François Hollande, que se presta a colocar o seu país no papel de  'correia de transmissão' dos interesses econômicos e estratégicos das anglo potências guerreiras do ocidente, especialmente no Norte da África e Oriente Médio, coloca hoje a emblemática e bela Paris, na rota da coalizão fundamentalista que agrega o sentimento de vingança com a ira insana das nações islâmicas que se sentem ofendidos em nível territorial, moral e religioso pelos lideres francos. 

 

Mesmo politicamente dividida como uma maçã, boa porção da população elegeu um líder de esquerda, que age de maneira confusa, como se seguisse o programa e a plataforma da direita; como se não bastasse, fizesse questão de ser subserviente aos ditames da super Alemanha unificada que, magistralmente, dominou em nível econômico  - e da as ordens - a Zona do Euro, sem disparar um tiro. 

 

A França do pós-guerra e da era do Euro, continuará sendo durante o século XXI, um país altamente contraditório e dividido bem no meio entre os que pensam com a extrema direita e os que vibram em nível eleitoral com a centro-esquerda. A verdadeira esquerda francesa, envelheceu, virou um gueto; hoje habita os cafés e contempla os outros movimentos, despossuída da antiga mítica, da força e do vigor da conspiração.

A islamofobia que varre a Europa, é uma porta aberta para a violência

Os senhores da Sorbonne já cansaram de  ensinar que estes são alguns dos fatores de um conjunto de outros, que leva tanto o público e atores políticos internos e externos a descrença. A descrença é uma das vias preferenciais da barbárie.


Todas as formas de terrorismo são abomináveis, não há nada que justifique a selvageria que agride e golpeia todas as conquistas civilizatórias produzidas pelo conjunto da humanidade. Uma única vida humana perdida para o ódio movido pela intolerância religiosa, cultural ou política, desinquieta e desarmoniza o planeta.

Patrus traz Kátia à realidade. Conflito agrário existe, não pode haver é violência no campo



Por: Fernando Brito

Coube ao Ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, hoje, chamar à realidade a colega da Agricultura, Kátia Abreu, pela tolice de ontem, ao dizer que “não existe mais latifúndio” no Brasil.A nossa ruralista precisa entender que ela não é mais líder de um segmento da sociedade, mas uma 
agente pública de toda a sociedade para a produção rural.
Como dizem os gaúchos, um “trancaço” para Kátia Abreu aprender que governo é, para ser 
democrático, o encontro de visões diferentes e o alcançar da síntese possível e produtiva para todos.
Aliás, um “trancaço” com direito às palavras do papa Francisco, a quem não se pode chamar de 
“bolivariano”.
O trabalhismo socialista, no Brasil, jamais negou a importância do produtor rural. Ao contrário: até 
Lula todos os seus grandes líderes eram ligado à produção e o ex-metalúrgico não seguiu caminho diferente, dando ao agronegócio brasileiro um apoio que “nunca antes na história deste país” teve.
Existe latifúndio, é inevitável que exista no modo capitalista de produção no campo e o Brasil não tem, propriamente, uma escassez de terras para todos.
Quem passa pelos imensos campos do Centro-Oeste brasileiro, naquela amplidão, não pode imaginar aquela área produzindo só em pequenas chácaras ou minipropriedades.
Mas quem, nas franjas daquela imensidão, vê milhares de famílias vivendo com pequenos terrenos e em barracos de lona também não pode reduzir este problema a ação de “agitadores” que foi para lá acabar com a “calma” da escravidão senhorial.
Patrus deu uma aula de civilização a Kátia Abreu.
E também o que significa uma visão moderna de economia inclusiva, onde escalas de produção e realidades econômicas devem se integrar e oferecerem-se, mutuamente, os benefícios da sinergia.
A menos que o produtor rural brasileiro ainda tenha a visão do “velho oeste”, achando que seu perfil que sua cabeça e sua cintura se prestem apenas para usar chapéu e um coldre de revólver.
E cowboy, D. Kátia, nem no cinema mais anda passando….