O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

terça-feira, 14 de julho de 2015

A verdadeira missão do Jornal Nacional



Hahaha
Provocou merecidas gargalhadas uma foto que circulou na internet. Nela, Bonner, num palco, aparece sob o que nos meio jornalísticos se chama de “missão” do Jornal Nacional.
Presume-se que Bonner estivesse falando a estagiários da Globo, ou algo do gênero.

 

O lado bom da imagem é que ela encheu de risos muitos brasileiros pelo completo ridículo de seu conteúdo.
Bem, ali está a palavra “isenção”.
O JN, segundo sua missão, se compromete a ser isento.
Em minha carreira, redigi muitas missões de revistas, e preciso fazer uma autocrítica. Foram provavelmente as piores coisas que escrevi.
A isenção do JN só aparece em sua missão.
Como seria escrita a missão do JN se o objetivo fosse retratar a realidade?
“Nossa missão é defender os interesses dos nossos patrões e de seus amigos e sócios.”
Pronto. Numa linha estaria tudo resolvido.
Nenhum jornalista do JN cometeria o pecado, por exemplo, de sugerir uma investigação que tivesse Aécio no centro.
Ou que falasse que sonegação é crime.
Ou mesmo que mostrasse o outro lado da discussão sobre a terceirização.
Declarações e princípios são realmente engraçados na mídia brasileira.
Entre no site da Veja e vá aos blogueiros. Ali, você vai encontrar as regras para fazer comentários.
Um deles me chama a atenção pela obtusidade profunda: você está proibido de escrever em caixa alta.
Quem inventou isso?
Mas o mais interessante é que a verdadeira regra que vigora não está escrita: você tem que concordar com o que os blogueiros escrevem, em qualquer circunstância.
Escreva polidamente como um diplomata, mas discorde da essência de um artigo: você não será publicado.
Tente, se quiser comprovar.
Algum tempo atrás, meu filho Pedro ficou incomodado com uma paulada gratuita que recebi de Reinaldo Azevedo por ter criticado Diogo Mainardi.
Inocente, garoto de bons propósitos, Pedro escreveu um email – educadíssimo — a Reinaldo Azevedo defendendo o pai.
Anos depois, Pedro está ainda esperando ser publicado.
Não é censura, naturalmente. Isto é para os outros. A direita quando censura não pratica censura. Lindo isso.
É assim que você vê centenas de comentários em RA com o milagre da unanimidade.
O dia a dia das empresas jornalísticas, nos últimos tempos, também é frequentemente tão cômico quanto as missões.
Ao assumir a presidência da Abril, o executivo Alexandre Caldini reuniu as principais lideranças da casa e disse: “Quem não acredita em revista pode deixar esta sala agora.”
Se a verdade imperasse, nem Caldini ficaria na sala.
Acabo de ler que a edição impressa europeia da Newsweek – outrora, durante décadas, a segunda maior revista do mundo, com circulação de mais de 3 milhões de exemplares – vai fechar.
Já é uma notícia banal na mídia: a morte de revistas. A rigor, já nem é notícia.
Passados alguns meses da posse de Caldini, provavelmente quase nenhum dos alegadamente crentes em revistas daquela reunião sobreviveu à dura realidade.
E eis a vida como ela é.
De volta ao tema inicial, a missão do JN, a turma da redação, como tolas não são tolas, sabem o que devem entender daquilo que lhes foi apresentado por Boner.
Não vou entrar na cabeça de Boner, mas imagino que ele também saiba qual a verdadeira missão do JN.
Se não sabe, é aquilo que um dia ele disse que os espectadores são: um Simpson.

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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Molecagem explícita ! : antipatrióticos do PSDB vai ao STF para sabotar ajuste fiscal

Brasília 247 – O PSDB ingressou nesta quarta-feira com ação no Supremo Tribunal Federal pedindo que o tribunal declare inconstitucional a decisão da equipe econômica de parcelar em seis vezes o pagamento do abono salarial.

"A presidente Dilma já reduziu direitos trabalhistas e agora tenta atrasar o pagamento do abono para fazer caixa e tentar cobrir o rombo das contas públicas às custas daqueles que mais precisam. O PSDB não aceita este proceder e exige que os direitos dos trabalhadores sejam preservados", disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que ingressou com a ação.

A decisão da equipe econômica é um dos pilares do ajuste fiscal, uma vez que dos R$ 19,1 bilhões de gastos com o benefício previstos para este ano, R$ 9 bilhões ficariam para 2016. Medidas de ajuste, como essa, têm sido tomadas por vários governadores.

É o caso, por exemplo, do governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, que decidiu adiar os pagamentos das restituições referentes à Nota Fiscal Paulista. Com a mudança, os valores referentes a gastos feitos entre janeiro e junho, que seriam restituídos em outubro de 2015, estarão disponíveis apenas em abril de 2016. A restituição referente ao período de julho a dezembro, que seria paga em abril, foi adiada para outubro de 2016 – neste caso, no entanto, os tucanos não deram um pio.

Ontem, num ato falho, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que seu partido faz "oposição ao Brasil". Hoje, disse que o aumento do Judiciário é "impagável" mas defendeu o voto tucano a favor do reajuste como iniciativa para demonstrar que "não há governo" – sob Aécio, tucanos apostam no quanto pior, melhor.

SALÁRIO MÍNIMO: 75 ANOS COM MAIOR VALOR DE COMPRA



Brasil comemora nesta quarta-feira 8 o aniversário do salário mínimo, que chega aos 75 anos com o maior poder de compra das últimas três décadas; nos últimos 11 anos, durante os governos Lula e Dilma, a remuneração aumentou 76%; na avaliação da cientista política, historiadora e professora da Fundação Getúlio Vargas Dulce Pandolf, ele pode ser considerado fator fundamental para a redução da desigualdade no País; com valor fixado em R$ 788, o poder de compra é estimado em 2,22 cestas básicas; "É a maior média anual registrada desde 1979 e resume bem as conquistas de todos os trabalhadores brasileiros nos últimos 12 anos", avaliou o ministro do Trabalho, Manoel Dias; "Mesmo diante do quadro econômico atual, são boas notícias, que merecem ser mostradas nesta data", acrescentou.
Agência Brasil - Ao completar 75 anos de vigência no Brasil, o salário mínimo registra o maior poder de compra e pode ser considerado fator fundamental para a redução da desigualdade no país. A avaliação é da cientista política, historiadora e professora da Fundação Getúlio Vargas Dulce Pandolfi.
Ela lembrou que o salário mínimo foi criado pela Lei nº 185 de janeiro de 1936 e surgiu como um direito social em meio à chamada Era Vargas. A partir daí, começou a ser implementada uma legislação focada no trabalhador, que resultou na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada em 1943.
"Nos últimos anos, o país registrou grandes avanços. Na realidade, quando se fala que a desigualdade social diminuiu, a razão principal é ter um salário mínimo com poder de compra maior. O valor real dele aumentou muito. Claro que ainda temos uma quantia baixa, mas este é o período com seu maior poder de compra", avaliou.
Dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos indicam que cerca de 46,7 milhões de brasileiros – entre empregados domésticos, trabalhadores rurais e beneficiários de programas sociais – têm como remuneração básica o salário mínimo.
O aumento real do mínimo, nos últimos 11 anos, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, foi 76,5%. Com o valor fixado em R$ 788, a partir de 1º de janeiro deste ano, o poder de compra é estimado em 2,22 cestas básicas.
"É a maior média anual registrada desde 1979 e resume bem as conquistas de todos os trabalhadores brasileiros nos últimos 12 anos", avaliou o ministro Manoel Dias, por meio de nota. "Mesmo diante do quadro econômico atual, são boas notícias, que merecem ser mostradas nesta data", concluiu.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rosseto, avaliou o salário mínimo como um extraordinário ganho para garantir renda básica aos trabalhadores e aposentados. "É um reconhecimento do trabalho e a preservação, portanto, de uma qualidade de vida básica", disse.
Em um cenário de crise mundial, deflagrada em 2008, a política de valorização do salário mínimo no Brasil da última década obteve reconhecimento internacional. Segundo o último relatório da Organização Mundial do Trabalho (OIT), entre 2000 e 2011, o Brasil saltou de 14º para 4º lugar no ranking dos países que mais valorizaram o salário mínimo. Em 2000, a remuneração era de U$ 80,5 dólares. Já em 2011, o salário mínimo atingiu U$ 324,9, um aumento de mais de 300% em relação ao início da década.

BABAQUICE TEM LIMITE!: O DERROTADO EMBUSTEIRO SOFRE MAIS DELÍRIOS DURANTE ENTREVISTA




Que nome tem a doença do golpe? Golpite?.Pois o derrotado Aécio está com golpite aguda. Tão forte que está tendo delírios.
Em entrevista para rádios e teve alguns delírios e não falou coisa com coisa.
Primeiro falou que "golpista era o PT". Ninguém entendeu como o PT poderia ser golpista se ganhou a eleição nas urnas e quer apenas respeito ao resultado, enquanto o PSDB do Aécio é que quer virar a 
mesa.
Em outro delírio disse que "foi reeleito presidente da República" na convenção tucana. Na verdade ele foi reeleito presidente do PSDB, o partido dele. O delírio deve ser a obsessão dele em querer tomar a faixa de presidente, sem vencer nas urnas.
Em outra declaração confusa ele disse "nós somos o principal partido de oposição AO Brasil". 
Bem... aí talvez não seja exatamente delírio... e sim um ato falho de sinceridade, pois o tucano em diversas oportunidades aposta no "quanto pior, melhor".

terça-feira, 7 de julho de 2015

O RATO CARDOZO: O CREPÚSCULO DE UM ZÉ RUELA




Por: Fernando Brito

A Folha anuncia que o Ministro da Justiça pretende deixar o cargo.
Diz que é pelas “pressões do PT”.
Conversa.
Cardozo é petista há tempo suficiente e acumulou responsabilidades dirigentes no partido para 
conhecer bem o partido e ter, dentro dele, apoio suficiente se sua atuação como ministro existisse.
E não existe.

Sua gestão, para o bem e para o mal, marcou a completa ausência do poder público do debate 
jurídico e da coordenação política do aparelho policial e das relações com o Judiciário e o Ministério 
Público.
Cardozo sempre disfarçou sua abulia sob o manto da “liberdade de atuação institucional” da Polícia 
Federal e da total falta de articulação com quem quer que seja.
Foi um ministro capaz de fazer com que o Ministério da Justiça, que já foi o mais importante 
instrumento político dos governos da República, parecer uma repartição inútil.
Aconselhou, participou e foi responsável pelo momento de maior abulia de uma administração 
atacada, sitiada, solapada e agredida por todos os lados e de todas as formas, sobretudo a do desvio 
inaceitável dos ritos policiais e judiciais.
Sob sua gestão, sem nenhum tipo de reação, a Polícia Federal transformou-se, por vários de seus 
integrantes e dirigentes, um núcleo de conspiração, sem nenhuma providência. Ao ponto de 
autoridades policiais nem mesmo se pejarem de formar grupos no Facebook, chamando de “anta” a 
Presidenta da República ou brincar de dar tiros ao alvo em seus retratos.
Até na área da legislação penal, a aprovação – parcial ainda, felizmente, do maior retrocesso em 
matéria de civilização já visto neste país é uma espécie de corolário às avessas de sua passagem pelo 
Ministério da Justiça.
Isso não é democracia nem isenção. É zona. Ou se preferirem algo mais gentil, deixar à matroca.
Não se alegue que a abulia provém de Dilma. Pode ser, mas um auxiliar capaz e digno deste nome a 
estimularia a reagir e não se prestaria a ser o agente do “fazer nada”, enquanto a baderna 
institucional se espalha em sua área.
E não é por isso que, agora, manda vazar que “está de saco cheio” e pretende sair.
Tudo, no Ministro Cardozo, é falso e vaidoso.
Tanto que a mesma matéria da Folha, onde se aventa sua renúncia ao cargo, registra:
” Eles acreditam que o ministro busca, na verdade, um afago de Dilma para permanecer no governo 
fortalecido, em meio ao tiroteio petista contra sua permanência.”
É duríssima a disputa entre ele e o ministro Aloízio Mercadante pelo posto de figura mais canhestra e 
narcísica desta administração.
A saída de José Eduardo Cardozo, parafraseando o clichê, preenche uma lacuna na atuação do 
governo ou, no máximo, implicaria na substituição do do nada por coisa alguma.
Politicamente, porém, representaria um golpe – mais um – na cambaleante autoridade da Presidenta, 
que já percebeu que, como seus auxiliares não a defendem, tem de defender sua própria honra, o que 
lhe traz desgastes e polêmicas sobre os limites de suas declarações, como a feita em Nova York 
sobre a natureza dos delatores.
Até mesmo figuras lamentáveis como Eduardo Cunha e Renan Calheiros são capazes de se defender 
e o fazem.
Porque quem não se defende está fadado a, merecendo ou não, cair.
Ou, como faz agora o quase-ex-dândi da Justiça, podendo, pular do barco adernado.
O que, aliás, diz muito de sua natureza.

Altman: “o que a Grécia ensina ao Brasil?”

247 – O jornalista Breno Altman, diretor do Opera Mundi, discorre sobre as ações do partido Syriza em meio à crise da Grécia e pergunta o que o país europeu pode ensinar ao Brasil, em um momento em que o governo brasileiro é criticado por praticar um ajuste fiscal que prejudica os direitos dos trabalhadores.
"Estratégias de mudanças sem conflito são eficazes apenas em períodos de bonança, quando a interseção entre transformação e paz se amplia porque o Estado tem mais recursos para investir na melhoria da vida dos pobres sem afetar a fortuna e os interesses dos ricos. Nas épocas de escassez, esta zona de conforto desaparece", diz ele.
"As forças progressistas, quando seguem esta senda conciliatória sem base objetiva, geralmente são tragadas pela paralisia, sofrendo todos os males do enfraquecimento político, incluindo a desmoralização perante eleitores e apoiadores", observa Breno Altman, acrescentando que "o resultado prático, nestas circunstâncias, é deixar o terreno fértil para a ofensiva das forças mais reacionárias".
Segundo ele, "a política de esquerda somente pode triunfar quando se transforma em mobilização popular, principal alicerce de qualquer mudança efetiva".
Leia aqui a íntegra do artigo.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

“Condições impostas à Grécia são revoltantes”




Publicado na BBC Brasil.


As nações europeias credoras são as “culpadas” pela situação da Grécia desde que o país foi obrigado a pedir volumosos empréstimos para cobrir suas dívidas, e as condições impostas ao 
governo de Atenas são “revoltantes”.
Esse é o resumo da crise na Grécia feito pelo prêmio Nobel de economia Joseph Stiglitz, durante 
uma entrevista exclusiva à BBC Mundo.
 
Stiglitz tem sido uma das vozes mais críticas da ortodoxia de grandes economias e de órgãos financeiros internacionais.
O poder executivo grego já afirmou que rejeita as condições impostas para que o país siga recebendo ajuda financeira e que fará um referendo em 5 de julho sobre a aceitação ou não das demandas europeias.
Muitos acreditam que a situação atual pode ser, na verdade, a antessala da saída grega da zona do euro.
Dirigentes da União Europeia garantem que foram feitos enormes esforços para se chegar a um acordo com a Grécia, para que fosse possível ampliar a ajuda financeira a Atenas e evitar o colapso de seu sistema econômico.
Stiglitz afirma, no entanto, que a Grécia pode tirar boas lições sobre como se recuperar da crise ao analisar a decisão da Argentina, em 2001, de declarar default (calote) de sua dívida externa.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista com o prêmio Nobel:

BBC Mundo – Vence nesta terça-feira o prazo da Grécia para pagar o FMI. Há alguma possibilidade de acordo para se evitar o calote?
Stiglitz – É concebível que o restante da Europa e a Alemanha acordem e se deem conta de que suas exigências à Grécia são absolutamente revoltantes. Então, é possível, mas é muito pouco provável. A exigência (por parte dos credores) de que a Grécia chegue a um superavit fiscal de 3,5% antes de 2018 é uma garantia de que o país seguirá vivendo sob uma depressão.Para mim, é óbvio que a austeridade fracassou. O povo grego foi o primeiro a dizer: ‘Nos negamos a renunciar 
à nossa democracia e aceitar essa tortura da Alemanha’. Mas, com sorte, outros países como Espanha e Portugal, vão dizer o mesmo.

BBC Mundo – Como na Argentina, a Grécia declarou um ‘corralito’ (limite de saques) bancário e agora discute se segue o caminho de Buenos Aires, que em 2001 optou por cessar um dos maiores pagamentos da história. O exemplo argentino pode trazer alguma lição para a Grécia?

Stiglitz – Creio que é possível tirar uma importante lição do êxito argentino. Depois do calote, a Argentina começou a crescer a uma taxa de 8% ao ano, a segunda mais alta do mundo, depois da China.
Estive na Argentina e pude ver o êxito e o impacto no padrão de vida. A experiência argentina prova que há vida depois de uma reestruturação da dívida.
O euro foi apenas parcialmente bem-sucedido por oito anos. Foi uma experiência curta e, em minha opinião, fracassada se não houver uma mudança dramática na maneira em que eles operam.

BBC Mundo – O sr. já disse que as exigências da Europa para o resgate financeiro da Grécia são um ‘ataque à democracia’ do país. Com isso, o sr. não está, de alguma maneira, ignorando uma possível culpa do governo grego para que o país chegasse a essa situação?

 

Stiglitz – Ainda que a Grécia tenha sua parcela de culpa na situação (que levou aos problemas fiscais descobertos em 2010), a desastrosa situação em que o país se encontra desde então é de responsabilidade da Troika (formada pelo FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central 
Europeu).
Pense no que poderia ter acontecido se em 2010 a Grécia e os países europeus tivessem tentado fechar um plano para a dívida que permitisse que Atenas retomasse seu crescimento.
Espero que essa crise ajude a mudar a maneira pela qual o mundo enfrenta as crises das dívidas soberanas dos países.
Cada país tem uma lei de falência, pois sabe que os indivíduos precisam de uma nova oportunidade, já que às vezes a oferta de empréstimos é excessiva, às vezes se aceita empréstimos demais. Isso também acontece com os países.

DILMA CRITICA 'ESTRANHO VAZAMENTO SELETIVO'



Em Washington, onde concedeu entrevista ao lado do presidente Barack Obama, a presidente Dilma Rousseff disse que não vai demitir ministros baseada em denúncias veiculadas pela imprensa e acrescentou que condenar sem provas é uma prática da Idade Média; "Estranhamente, há um vazamento seletivo que alguns têm. E aí, durante um tempo, podem falar o que quiser porque aqueles que são mencionados não têm como se defender, porque não sabem do que são acusados", disse, sobre o vazamento da delação de Ricardo Pessoa; Dilma alfinetou o juiz Sérgio Moro ao dizer que não se pode condenar alguém sem provas; "A obrigação da prova é ser formada com fundamentos e não simplesmente com ilações ou sem acesso às peças acusatórias. Isso é um tanto quanto Idade Média, então não é isso que se pratica hoje no Brasil".
 
Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff voltou a criticar hoje (30) o que considera "vazamento seletivo" de depoimentos de delação premiada de investigados da Operação Lava Jato. Ela disse que não vai demitir ministros baseada em denúncias veiculadas pela imprensa e acrescentou que condenar sem provas é uma prática da Idade Média.
"Estranhamente, há um vazamento seletivo que alguns têm. E aí, durante um tempo, podem falar o que quiser porque aqueles que são mencionados não têm como se defender, porque não sabem do que são acusados", criticou Dilma, em entrevista ao lado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, após reunião de trabalho na Casa Branca.
No fim de semana, jornais publicaram trechos da delação premiada do presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, em que o executivo cita dois ministros próximos da presidenta Dilma Rousseff – da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva – como beneficiários do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.
"Nunca demiti ministro, ou aceitei ministro nomeado pela imprensa ou demitido pela imprensa. E, assim sendo, vou aguardar toda a divulgação dos fatos para avaliar a situação. Agora, em princípio, acredito que seja necessário pelo menos que todos nós tenhamos acesso a mesma coisa. O governo brasileiro não tem acesso aos autos", reclamou.
Dilma acrescentou que é preciso respeitar o direito à defesa, conquistado com a democracia e que não se pode condenar alguém sem provas. "A obrigação da prova é ser formada com fundamentos e não simplesmente com ilações ou sem acesso às peças acusatórias. Isso é um tanto quanto Idade Média, então não é isso que se pratica hoje no Brasil".
A presidenta também defendeu a Petrobras. Disse que as denúncias de corrupção que envolveram alguns diretores não podem ser generalizadas para toda a estatal e que agora a empresa está bem gerida. "A Petrobras não é uma empresa sub judice. A Petrobras é uma empresa em pleno uso da sua atividade".

PICADEIRO DE CIRCO: MARCO AURÉLIO, DO STF: “NUNCA VI TANTA DELAÇÃO”



Ao comentar a Operação Lava Jato nesta quarta-feira, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, ressalta que agora "as coisas já não são varridas para debaixo do tapete", mas faz uma ressalva: "devo admitir que eu nunca vi tanta delação"; ele diz esperar que "todas elas tenham sido espontâneas"; em entrevista concedida nesta semana, Marco 
Aurélio já havia feito críticas ao uso do instituto da colaboração premiada; segundo ele, o número de delatores no caso (que agora chega a 18) "já revela algo estranho"; nos EUA, a presidente Dilma Rousseff lembrou da ditadura e declarou "não respeitar delator".
 

247 – A Operação Lava Jato aponta uma tendência de "corrigir rumos", uma vez que "as coisas já não são varridas para debaixo do tapete", avaliou nesta quarta-feira 1º o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal.
O magistrado, porém, faz uma ressalva quanto ao uso da delação premiada na investigação: "devo admitir que eu nunca vi tanta delação". Ele disse ainda esperar "que elas, todas elas, tenham sido espontâneas".
É a segunda crítica do ministro em apenas uma semana sobre o instituto da colaboração premiada na investigação conduzida pelo juiz Sérgio Moro, do Paraná. Na última entrevista, publicada há dois dias, ele afirmou que o número de delatores no caso "já revela algo estranho".
Desde o início das investigações, foram acertados 18 acordos de delação premiada entre os réus e a Procuradoria-Geral da República. O acordo prevê uma pena mais branda aos envolvidos em troca da revelação do que sabem sobre o esquema de corrupção.
Os dois últimos acordos foram firmados pelo empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC, cujas denúncias atingem PT e oposição, e por Milton Pascowitch, apontado como lobista e intermediário de pagamentos feitos ao partido e ao ex-ministro José Dirceu.
Nessa semana, nos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff rebateu denúncias reveladas na delação de Pessoa apontando um "estranho vazamento seletivo". Lembrando da época da ditadura, quando segundo ela, tentaram transformá-la em uma delatora, Dilma disse ainda que "não respeita delator".

"Jornalista" expôs indigência da Globo ao mundo !


A Vintriloga achou que tinha abafado. No Jornal Nacional, Bonner classificou a triste intervenção como "uma bricadeira" da jornalista pau-mandado. Dilma saiu-se bem, apesar da intenção maldosa e niilista da emissora.
 
por : Paulo Nogueira

A miséria jornalística e mental das Organizações Globo foi brutalmente exposta ao mundo ontem, na entrevista coletiva concedida por Obama e Dilma sobre o encontro de ambos.
A jornalista Sandra Coutinho da Globo fez uma pergunta que, jornalisticamente, é a quintessência da obtusidade.
Aqui, o vídeo.
Presumivelmente, o real autor da questão foi Ali Kamel, diretor de jornalismo da emissora e célebre por um livro em que declara, triunfal: “Não somos racistas”. Uma ex-apresentadora disse que todas as perguntas revelantes na Globo são obra de Kamel.
O primeiro erro técnico foi atribuir a Obama, na pergunta, uma opinião que é da Globo, mas não dele.
Ela afirmou que os Estados Unidos veem o Brasil como uma potência regional, e não mundial.
De onde ela tirou isso, ou Kamel?
O Brasil é a sétima economia mundial, queira a Globo ou não. E nos últimos anos, sobretudo com a ascensão de Lula, ganhou ressonância mundial.
A Globo jamais iniciaria a pergunta daquela forma se o presidente fosse FHC ou Aécio.
E um bom jornalista nunca colocaria uma opinião dele mesmo na boca de qualquer pessoa.
Pesquise: quando Obama, ou alguma outra autoridade do governo americano, disse algo parecido?
Foi tão boçal a voz da Globo na coletiva que Obama, embora a pergunta não fosse para ele, tomou o microfone.
Sandra Kamel, chamemos assim, não se limitou a uma asneira numa só pergunta. Também conseguiu incluir nela a crise econômica e política do Brasil como se isso fosse realmente uma coisa incomum num mundo cor de rosa.
Ora, os próprios Estados Unidos desde 2008 estão atolados em dificuldades econômicas.
Obama pareceu saber mais sobre o Brasil que a Globo. Notou que problemas no Congresso estão longe de ser exclusividade do governo Dilma.
Ele próprio enfrenta um Congresso extraordinariamente hostil desde que chegou à Casa Branca. Foi épica sua luta para aprovar o projeto de saúde que lhe era tão caro, o Obamacare.
Sinal da realidade paralela vivida pela Globo e seus jornalistas, Sandra Coutinho festejou sua intervenção patética no Twitter.
“Muita emoção conseguir fazer uma das quatro perguntas da coletiva de Dilma e Obama!”, escreveu.
Fora tudo, Sandra não fez qualquer esforço. Como mostra o vídeo da entrevista, a palavra lhe foi dada por Dilma, num gesto que mostra a característica subserviência de governos brasileiros, petistas ou não, à Globo.
As palavras mentecaptas de Sandra Coutinho registraram, mundialmente, não apenas o que a Globo pensa sobre o Brasil.
Mais que tudo, elas captaram, ao vivo, a indigência jornalística e intelectual da emissora.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Os limites do antipetismo

Manifestação-Impeachment



Protestos na avenida Paulista pediram impeachment de Dilma Rouseff
Em pesquisa recente, o eleitorado "potencial" do PT somou 48%, acima dos 39% que não votariam no partido


Nas pesquisas recentes, alguns resultados são relevantes e outros não. Aqueles referentes à conjuntura econômica e suas repercussões na imagem do governo fazem parte do último caso. Enquanto não se passar o tempo necessário para as medidas de ajuste produzirem efeitos, repetir a pergunta de avaliação do governo nada acrescenta.

Entre os aspectos significativos estão as percepções e sentimentos a respeito dos partidos. Pelo fato de tanto as eleições de 2016 nas principais capitais quanto a presidencial de 2018 ainda não terem nomes definidos, conhecer o pensamento da população a respeito dos partidos é uma maneira de estimar o que nos reserva o futuro.
A mais recente pesquisa nacional do Instituto Vox Populi, realizada em maio, mostrou que o petismo e o antipetismo permanecem do mesmo tamanho de 20 anos atrás. Revelou também que, do fim da década de 1980 para cá, nenhum partido cresceu individualmente na simpatia popular. Continuamos com um quadro de identificações partidárias no qual existe o PT e, a bem da verdade, mais nada (o PMDB ficou com 5% e o PSDB com 4% das menções).
Do total, 12% disseram “detestar o PT”. Somado aos 19% que afirmaram “não gostar do PT, mas sem detestá-lo”, o grupo perfaz um terço dos entrevistados. A mesma proporção daqueles que responderam se “sentir petistas” ou “gostar do PT sem se sentir petistas”. O que deixa o terço restante em posição neutra, “sem gostar ou desgostar” do partido.
A pesquisa também pediu aos entrevistados para definirem qual a possibilidade de votarem no PT em eleições futuras. Da amostra, 25% responderam que “votariam em um candidato do PT” na próxima eleição, 16% que “estavam decepcionados com o partido, mas poderiam votar em um candidato petista” e 7% que “não eram eleitores do PT, mas poderiam votar em um candidato do partido”. Ou seja, 48% dos entrevistados admitiram a possibilidade de votar na legenda, muitos com boa chance.
Do outro lado, 16% afirmaram que “nunca votaram e nunca votariam em um petista” e 11% que “não gostavam do PT e era muito difícil que votassem no partido no futuro”. Outros 12% responderam que, “embora já tivessem tido simpatia, estavam decepcionados e não votariam na legenda”. Somados, representam 39%, abaixo do “eleitorado potencial” do PT.
A pesquisa permite entender o tamanho total do antipetismo e a pequena expressão de seu braço radicalizado, aqueles que odeiam o PT. São dois motivos principais.
O primeiro é, por assim dizer, relativo. A maioria da sociedade brasileira não é antipetista e, muito menos, radicalmente antipetista, porque compara favoravelmente o desempenho administrativo do partido ao da atual oposição e porque não o compara desfavoravelmente no que é sua maior vulnerabilidade, o envolvimento de alguns integrantes com práticas de corrupção.
A pesquisa solicitou dos entrevistados que comparassem os governos de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff em 14 dimensões e disessem qual havia sido melhor em cada uma. Lula ficou na frente em 13 itens. Bateu o tucano de 85% a 8% no quesito “Teve mais preocupação com os pobres” e 38% a 17% em “Combateu mais a corrupção”. Dilma liderou em uma (“Fez a melhor política de defesa das mulheres”).
A comparação não desfavorável do PT com a oposição pode ser percebida nas respostas a respeito de quais partidos estariam envolvidos nas irregularidades denunciadas na Petrobras. Para 6%, o único implicado seria o  PT e para 17% “só o PT e os partidos da base do governo”. Segundo 70%, os desvios teriam sido, no entanto, praticados “por todos os partidos, incluindo o PSDB, o PSB e o DEM”.
Não apenas nas comparações o PT se sobressai no lado positivo e não se destaca no negativo. Para a maioria dos entrevistados, a vida melhorou nos 12 anos de governos petistas, não somente por seu esforço, mas por conta das medidas em seu favor tomadas por Lula e Dilma. Segundo 10%, os governos do PT “tomaram muitas medidas que trouxeram melhorias para suas vidas” e mais 50% disseram que “tomaram algumas”. Pouco mais de um terço, ou 38%, afirmou que as administrações petistas “não tomaram nenhuma medida” em seu favor. Significa dizer que a quase totalidade de quem se diz “neutro” em termos partidários (parte do terço que define as eleições majoritárias) está entre aqueles que creditam ao PT parte das coisas boas acontecidas em suas vidas nos últimos anos.
É por essas (e outras) razões que as atuais perguntas de intenção de voto nas eleições presidenciais de 2018 são, em si, pouco relevantes. Só os tolos se alegram (ou se entristecem) com o resultado. Quando começar de fato, a eleição será travada em termos bem diferentes dos atuais.

domingo, 28 de junho de 2015

SENHORA ROUSSEFF, PELO BEM DO BRASIL, DO SEU GOVERNO E DO PT, DEMITA O MINISTRO DA JUSTIÇA




por Eduardo Bueres

Existem observadores da imprensa estrangeira em nosso país que, de um tempo para cá, passaram a acreditar que o ministro da justiça brasileiro, o burocrata, José Eduardo Cardozo, é um exemplo clássico daquela subespécie  que o dicionário popular em todos os países do mundo denomina de 'rainha da Inglaterra', ou seja: aquele que reina mas não governa. Dentro do PT, são muitos os que acreditam que ele é e, ao mesmo tempo, não é o ministro da justiça, um colegiado tomou de assalto e assumiu o seu posto. 
ATÉ MESMO OS GENERAIS  MILITARES GOLPISTAS, ANALFABETOS E MAL REFINADOS NA ARTE  DA POLÍTICA, SABIAM APROVEITAR A FORÇA DO CARGO DO MINISTRO DA JUSTIÇA

Qualquer um que tenha estudado sobre a nossa história, descobrirá que, até mesmo na época da ditadura militar o Ministério da Justiça era tido como um canal altamente estratégico dentro do governo, primeiro por conta da sua amplitude e importância dentro do painel institucional; depois pela soma da sua definição no plano constitucional, que o colocava a trote avançado em certa posição de vantagem com relação outras pastas. 

Ao longo de duas décadas, durante os anos sombrios da ditadura, o MJ foi valorizado bastante e transformando num dardo de grande destaque e relevância, porque, transversal, perpassava entre os outros eixos do poder e sintetizava o conteúdo das forças políticas resultantes, unidas na força na defesa de seus interesses próprios, mas contrárias entre si; era o ministro da justiça quem diretamente traduzia a tempera  para o presidente da república, antecipando e facilitando as linhas de tomadas de decisões. 

Por tudo isso não era uma posição para ser ocupada por burocratas humildes, com tendências para seguir a dança das canoas nem marés de louvação: foi destinado para seres de sangue quente e mente calma, articulado e senhor do seu papel e do poder do seu cargo.

Se assim os militares o fizeram é porque foram levados por um conjunto de razões, principalmente aquelas relacionadas as escamosas lides políticas, terreno pantanoso e escorregadio, que os generais presidentes não dominavam e desprezavam com gosto, preferindo as soluções de arbítrio fossem solucionadas através do uso puro e simples da força, do terrorismo de estado, que praticar a refinada arte do diálogo.

Como já disse e, guardadas as devidas proporções, todos os ministros da justiça, em todas as fases da república, historicamente, ao contrário do que acontece com o ministro petista paulistano Eduardo Cardozo, eram altamente respeitados,  porque cumpriam entre outras funções, o papel de formulador e conciliador nas relações entre os poderes constituídos e a sociedade, servindo de parapeito, um quarto zagueiro que interceptava traduzia driblava e peitava movimentos e questões, especialmente as classificadas como de alta relevância e com capacidade de gerar turbulências e marolas.

Ao MJ, cabia dar antecipada proteção e cobertura ao chefe do poder, antes que um tsunami batesse na sua sua porta já transformadas em crise, como acontece agora com a presidenta Dilma Rousseff. 

Pior que esta não vai ficar



O que tristemente se vê hoje no Brasil, no primeiro e segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, é um desperdício de poder com relação a este cargo de peso. 

A Pergunta que alguns segmentos fazem é: Cardozo teve, tem ou não carta branca, confiança e máxima liberdade para exercer com total plenitude seu cargo?. 

Se a resposta for SIM, a senhora Rousseff, faz tempo, perdeu irreparavelmente, seguidas oportunidades e justificadas chances de demitir este auxiliar desmoralizado e incompetente, de latim forte e sangue fraco, desprovido de carisma. 
DIANTE DOS DESMORALIZANTES VAZAMENTOS SELETIVOS (VIDE A MONTAGEM ACIMA) PERDA DE COMANDO NA PF E FALTA DE PRONTA AÇÃO NA DEFESA DO GOVERNO AO QUAL PERTENCE, CARDOZO ESCANCARA AS PORTEIRAS PARA O DEBOCHE E A CHACOTA DA OPOSIÇÃO GOLPISTA, QUE APOSTA NO DESGASTE DO PT PARA INVIABILIZAR A POSSÍVEL CANDIDATURA DE lULA EM 2018.

Por que então a senhora Rousseff, que sangra feito um miúra na arena do toureiro carrasco, ainda não pediu que Cardozo entregasse o cargo?, ciente ela que, este posto deve ser ocupado por um quadro do seu partido ou não, que fosse da base aliada, mas que fosse dotado com um perfil combativo, dinâmico, hiperativo, que diferentemente de outros colegas escolhidos por suas características mais técnicas, representa a linha de frente política número um, na defesa de  um projeto de governo? 

Essa trincheira foi forjada e moldada para ser comandada por um auxiliar politicamente corajoso, não um intelectual com luvas de seda, ausente ou apartado de suas responsabilidades, um  inapto para o exercício da missão?.  

Caso a resposta seja NÃO, a incompetência ficaria por conta de uma postura centralizadora, incompreensivelmente autoritária da ex-guerrilheira Dilma. 

A impressão mais forte cunhada no imaginário da população é, que há neste atual momento político caótico do Brasil, um governo por dentro do outro, onde o judiciário e a Policia Federal, associados a poderosos setores da grande imprensa histérica que sustenta e manipula a débil oposição, estariam no verdadeiro comando da nação, a despeito de ter existido uma eleição no ano passado, onde a maioria da população fez livremente a escolha de um projeto. 

Não há mais espaço para derramar a velha e batida teoria da conspiração. O golpe branco já foi disparado com a leniência de burocratas bem alocados feito o ministro da justiça Eduardo Cardozo, e o posudo  Mercadante, entre outros parvos da república. 

A presidenta se faz de rainha cega, mas Lula já sacou que o seu projeto para 2018, depende umbilicalmente de como a fase dilmista entregará para o candidato do Partido dos Trabalhadores, seja ele quem for, aquilo que ainda sobrar do PT, até lá. 


Caso emblemático de 'pipa solta'  e 'rojão de favela' da parte sublevada que já não reconhece Cardoso como chefe, foi o caso envolvendo o helicóca pertencente ao clã Perrela, da tradicional famiglia mineira, políticos e apoiadores financeiros de campanha do ex-governador do estado de Minas Gerais, atualmente senador e presidente do PSDB e ex-candidato derrotado á presidência da república Aécio Neves (vide o vídeo abaixo).




 POR QUE CARDOSO NÃO PEDIU COOPERAÇÃO AO FBI AMERICANO NO CASO DO HELICÓCA?

Chega a soar com certa incompreensão para o conjunto da sociedade: como uma instituição como a Policia federal brasileira, responsável por colocar atrás das grades tantas pessoas comuns, sem instrução, fama ou poder, presas  por uso, porte e trafico de entorpecente, que tem lotado os presídios com 'bagrinhos' (isso depois de meses e até anos de investigações envolvendo esforços humanos e outros recursos científicos, financeiros e logísticos, operações cujo custo é muito alto, que são pagos impositivamente pelos contribuintes) não tenha feito uma justa e merecida pirotecnia durante a cinematográfica captura do helicócano no estado do Espirito Santo,com o intuito de intimidar ostencidamente os secretos e poderosos barões do trafego brasileiros?.

É decepcionante para a nação que o ministro da justiça na época, não tenha convocado uma coletiva com a imprensa, para dar uma explicação sobre estes fatos, detalhando porque nem a justiça, nem a Policia Federal tenham conseguido diante de um flagrante tão gritante, elucidar de forma convincente, indiciar e prender os quadrilheiros mafiosos donos da meia tonelada de cocaína transportada no alcunhado 'helicóca' de propriedade dos milionários Perrelas. 

Muitos acham que, neste caso, em especial, caberia ao senhor Cardozo pedir cooperação do FBI. Existem múltiplos tratados desta natureza assinados em nível bilateral a sua disposição, como foi o caso da corrupção da CBF, onde as investigações tiveram início primeiro lá fora, enquanto aqui no Brasil, a Polícia Federal brasileira nada encontrava desconfiava ou via de irregularidade na instituição máxima do futebol que movimentava bilhões de dolares.

Se não houver nenhuma pronta reação, e  de peso, da parte da senhora presidenta Rousseff, sendo ela a única figura individual que tem essa capacidade e poder por simbologia do cargo, serão esses  aventureiros e golpistas os verdadeiros  posseiros que, de dentro e de fora do seu governo, continuarão no papel de arautos da nova ordem. 

Será essa camarilha de felpudos oportunistas e achacadores que, por dentro do Palácio do Planalto, na Esplanada dos Ministérios, governo, na Câmara e no Congresso, nas redes sociais e canais de Tvs, continuarão ditando o título de todas as manchetes, disseminando ondas de factoides, vazamentos seletivos, dando a direção e ditando a ordem do dia através da força esmagadora da mídia partidarizada, cabendo á chefe do esvaziado poder executivo, na sombra da teia da caranguejeira, apenas seguir os rumos destes ventos...

Napoleão: 6 curiosidades e lendas sobre essa personalidade histórica

Arte UOL

Há 200 anos, em 18 de junho de 1815, acabava o império de um dos principais estrategistas militares da história, o francês Napoleão Bonaparte (1769-1821). Em seu auge, o império napoleônico ocupou boa parte da Europa, acumulando quase um terço da população do continente.

A queda de Napoleão aconteceu na Bélgica, no episódio conhecido como Batalha de Waterloo. Depois de retomar o poder por mais de três meses, no período chamado de Governo dos Cem Dias, Waterloo marcou o fim da carreira política de Napoleão.

O UOL separou seis curiosidades sobre o líder, conhecido por sua personalidade forte:
 

1) Casar de branco

Para o evento de sua coroação, em 1804, Napoleão mandou confeccionar trajes brancos seguindo o modelo de sua esposa Josefina. Durante a cerimônia, o papa Pio 6º também oficializou o casamento deles. Antes de Napoleão e Josefina, as pessoas se casavam com trajes de qualquer cor. Depois do casal, a opção do branco começou a se popularizar.

Outra relação entre Napoleão e a moda é a lenda de que os botões presentes nas mangas de paletós e casacos foram ideia dele. O imperador gostava que suas tropas estivessem alinhadas e bem vestidas -- ele não gostava que os soldados limpassem o nariz e a boca nas mangas da farda. Por isso, ordenou que oito botões de metal fossem colocados no local, a fim de evitar tal atitude. Com menos botões, o design dos trajes permanece até hoje.


Reuters


2) Arco do Triunfo: monumento às vitórias das tropas napoleônicas


O Arco do Triunfo, em Paris, é parada turística obrigatória para quem vai para a França. Mas nem todo mundo sabe que os desenhos do monumento fazem referência a batalhas travadas pelas tropas napoleônicas.

Ele foi construído em 1805, quando o exército francês fazia uma campanha militar para lá de bem sucedida. Naquele ano, o império conseguiu uma de suas principais vitórias na Batalha de Austerlitz, numa região que corresponde à atual República Tcheca. Nesse confronto, o exército francês venceu as tropas austro-russas, apesar de ter menor número de soldados que o inimigo. Os historiadores consideram a batalha uma obra-prima tática de Napoleão, o que evidenciou sua genialidade como estrategista militar.

O monumento contém gravados os nomes de 128 batalhas e 56 generais. Apesar de ter planejado a homenagem, Napoleão nunca chegou a ver o Arco do Triunfo pronto. A obra só ficou pronta em 1836, 15 anos após a morte do imperador e 21 anos após a derrota em Waterloo.


Wikimedia Commons



3) O imperador sem pênis


Napoleão morreu em 1821, na Ilha de Santa Helena. No entanto, o corpo não foi sepultado com todos os órgãos. O pênis do imperador teria sido amputado horas depois de sua morte. A principal hipótese para explicar esse fato é que a amputação tenha sido feita durante a autópsia, pelo médico francês Francesco Antommarchi.

A relação de Antommarchi com Napoleão era pouco amistosa. Enviado para cuidar do câncer de estômago do imperador, o anatomista pouco entendia do assunto. O fato irritou Bonaparte, que o recebia com insultos e cusparadas. A amputação teria sido uma vingança do médico.

Mais de um século depois, a relíquia reapareceu nos Estados Unidos, guardada pelo urologista John Lattimer. Segundo a Time, Lattimer permaneceu com o órgão até sua morte em 2007. A filha que herdou a relíquia deseja leiloá-la. O preço inicial é 100 mil dólares (cerca de R$ 310 mil).


France Presse- AFP



4) Chapéu leiloado por R$ 6,5 milhões


Em 2014, um chapéu de duas pontas, usado por Napoleão, foi leiloado por 1,89 milhão de euros – cerca de R$ 6,5 milhões. Dos 120 chapéus que o imperador usou durante seu governo, 19 foram encontrados. Boa parte deles está em coleções de franceses.


Wikimedia Commons



5) Solução do enigma dos hieróglifos


Napoleão teve um papel essencial para decifrar os hieróglifos egípcios, um dos mais antigos sistemas de escrita do mundo. Durante a invasão do Egito, em 1798, Napoleão levou um grupo de estudiosos, que deveria trazer à França todos os patrimônios de interesse cultural ou artístico.

Um dos soldados de Napoleão encontrou uma pedra de granito, que continha inscrições em três tipos de escrita: grego, hieróglifo egípcio e demótico. Mesmo com diferentes caligrafias, o texto inscrito na Pedra de Roseta, como ficou conhecida, continha o mesmo significado. Foi, portanto, essencial para resolver o enigma dos hieróglifos.


Wikimedia Commons



6) Anticristo?


A rainha portuguesa Maria 1ª, apelidada de Maria, a Louca, acreditava que Napoleão seria o "anticristo". Portugal era um dos alvos do imperador, pois o país era aliado e tinha fortes laços comerciais com a Inglaterra. Napoleão havia proibido o comércio com os ingleses, no ato que ficou conhecido como Bloqueio Continental-- e por causa dele, a família real portuguesa fugiu para o Brasil em 1808.




Fonte:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/06/18/napoleao-6-curiosidades-e-lendas-sobre-essa-personalidade-historica.htm

Como o PT blindou o PSDB e se tornou alvo da PF e do MPF



De como o governo Lula profissionalizou a PF mas não a política

Luis Nassif

Mais do que questões partidárias, a motivação maior da Operação Lava Jato é a revanche de duas operações anteriores que foram sacrificadas pelo jogo político: a Satiagraha e a Castelo de Areia. E é um exemplo eloquente dos erros de Lula e do PT em relação à Polícia Federal.
No primeiro governo Lula, o Ministro Márcio Thomas Bastos mudou a face da PF e do combate ao crime organizado no país. O reaparelhamento da PF, a criação da Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência), o preparo de procuradores e policiais federais para, junto com técnicos da Receita e do Banco Central, entender os becos intrincados do sistema financeiro, tudo isso fez parte de um processo que mudou o patamar de competência tanto da PF quanto do MPF.
Tinha-se, agora, pela primeira vez no país um sistema de combate ao crime organizado e, ao lado, um modelo político ancestral trafegando na zona cinzenta da legalidade, cujos exemplos anteriores foram as revelações trazidas pelas CPIs do Banestado e dos Precatórios.
Estimulados, os agentes e procuradores saíram a campo para enfrentar o maior desafio criminal brasileiro: desbastar a zona cinzenta onde circulavam recursos do narcotráfico, de doleiros, de corrupção pública e privada, de esquentamento de dinheiro, das jogadas financeiras, e por onde passavam as intrincadas relações entre política e negócios que estavam na base da governabilidade do país.
Quando calhava de delegados e procuradores encontrarem um juiz justiceiro de primeira instância, colocava-se em xeque todo o sistema de blindagem historicamente praticado no país.
Duas das mais expressivas operações - a Satiagraha e a Castelos de Areia - pegavam o coração da máquina tucana.
A primeira centrava fogo em Daniel Dantas, do Banco Opportunity, principal beneficiário do processo de privatização, sócio da filha de José Serra, administrador dos fundos do Instituto Fernando Henrique Cardoso, pessoalmente favorecido por ele, quando presidente da República,  em episódios que se tornaram públicos - como seu jantar no Palácio do Alvorada, cuja sobremesa foi a cabeça de dirigentes de fundos de pensão que se opunham a ele.
A segunda, a Castelo de Areia, pegava na veia os acordos de empreiteiras com os governos José Serra e Geraldo Alckmin. Quem leu o inquérito garantia haver provas robustas, inclusive, dos acertos para tirar das costas dos presidentes de empreiteiras a responsabilidade criminal pelas mortes no acidente com o Metrô.
Satiagraha foi abortada pela ação conjunta do Ministro Gilmar Mendes - defendendo o seu grupo político - e do próprio Lula, afastando Paulo Lacerda da Abin e os policiais que conduziam a operação, depois dos factoides plantados pela Veja e por Gilmar. E também devido às investidas da operação sobre José Dirceu.
Foi a primeira chaga aberta nas relações da PF com o PT e Lula.
No caso da Castelo de Areia, a alegação foi de que a investigação começou a partir de uma denúncia anônima. Especialistas que analisaram o inquérito, do lado das empreiteiras, admitem que não havia erro processual. O inquérito era formalmente perfeito. Terminou no STJ de forma estranha, negociado pelo ex-Ministro Márcio Thomas Bastos, na condição de advogado da Camargo Correia.
Foi assim que o PT, através de seus Ministros e criminalistas, livrou o PSDB dos seus dois maiores pepinos, mas ficou com uma conta alta espetada nas costas.
A revanche veio no pacto da Lava Jato, entre PF, MPF e o sucessor de Fausto De Sanctis: Sérgio Moro - que teve papel central não apenas na Lava Jato mas na AP 470, do mensalão, como assessor da Ministra Rosa Weber.
A rebelião da primeira instância
A anulação da Satiagraha e da Castelo de Areia nos tribunais superiores produziu intensa revolta entre juízes de primeira instância, MPF e PF.
Tome-se o caso da Satiagraha.
A lei diz que decisão de juiz de primeira instância precisa passar primeiro pela segunda e terceira instância até chegar ao STF (Supremo Tribunal Federal). No controvertido episódio da concessão de dois habeas corpus, Gilmar Mendes atropelou a lei e as próprias decisões do juiz Fausto De Sanctis e mandou soltar os detidos.
Houve abusos, sim. O show midiático com a TV Globo, a prisão do ex-prefeito Celso Pitta, já doente terminal e outros. Mas também foi  divulgada uma conversa de Dantas afirmando que o desafio seria passar pela primeira instância, pois nas instâncias superiores havia "facilidades".
Conseguiu não apenas os dois HCs de Gilmar, como sua participação em dos factoides criados para a revista Veja e, depois, trancar a ação no STJ (Superior Tribunal de Justiça), de onde até hoje não saiu.
Todo o desgaste da Satiagraha e da Castelo de Areia, perante a opinião pública transformou-se em blindagem para a Lava Jato. Com o agravante de, no Ministério da Justiça, encontrar-se o mais inodoro Ministro da história da República.
Se os alvos fossem tucanos e o Ministro relator do STF Gilmar Mendes, não haveria problemas. Gilmar atropelaria a lei e concederia os HCs. E o Ministro Cardozo agiria valentemente em nome do “republicanismo”.
Agora, tem-se na relatoria do STF um Ministro técnico, formalista, sem vinculações partidárias. No Ministério da Justiça, um Ministro anódino, incapaz de conter os abusos “em nome do republicanismo”. Na Procuradoria Geral da República, um procurador geral empenhado com a sua reeleição tendo como principal opositor um colega que critica sua "leniência" (!!!) na Lava Jato. Finalmente, uma imprensa que ajudou a liquidar com a Satiagraha pelas mesmas razões que, hoje em dia, defende a Lava Jato.
Como é um jogo de poder, procuradores, delegados, Moro não se pejam em montar alianças com grupos de midia claramente engajados no jogo de interesses políticos e comerciais, alguns deles em aliança com o crime organizado.
O jogo poderia ter se equilibrado um pouco se o PGR aplicasse a lei e atuasse contra vazamentos de inquéritos sigilosos ou pelo menos aceitasse a denúncia contra Aécio Neves. Seria uma maneira de mostrar isenção e impedir a exploração política do episódio.
Mas hoje em dia a corporação MPF é fundamentalmente anti-PT. A ponto de fechar os olhos quando um ex-PGR, Antonio Fernandes dos Santos, livrou Dantas do mensalão e, logo depois, aposentado, ganhou um mega-contrato da Brasil Telecom, quando ainda controlada pelo banqueiro.
Enfim, o PT colhe o que plantou. E o PSDB planta o que não colheu.