O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Surge em Havana um Lula menos cordato

Lula mais ênfático
Como Dilma alguns dias atrás, Lula parece ter, enfim, perdido a paciência.
Lula mais ênfático
Lula governou apanhando calado das viúvas do Antigo Regime, representadas pelas grandes corporações de mídia.
Ele fez uma opção, desde o início, pela conciliação. Na Carta aos Brasileiros, garantiu ao 1% que nada de substancial mudaria.
Fez questão de comparecer ao enterro de dois barões da imprensa de grande destaque no Antigo Regime, Octavio Frias e Roberto Marinho.
Chegou ao ponto – lastimável – de decretar três dias de luto em memória de Roberto Marinho, a quem numa nota pública fez um panegírico sem apoio nenhum na realidade dos fatos.
Não fez nada em relação aos limites da mídia. A velha Inglaterra se movimentou primeiro, e sob um governo conservador com fortes vínculos com Rupert Murdoch.
O relatório Leveson, o conjunto das propostas de mudança na regulação da mídia britânica, foi o reconhecimento do governo de David Cameron de que a sociedade está acima dos jornais – propriedade de empresários como Murdoch para os quais o interesse pessoal vem na frente do interesse público.
Ponto.
Lula sequer discutiu a abjeta, repulsiva reserva de mercado para as empresas de jornalismo. Tão ávidas em falar de competição, elas se agarram a uma legislação esclerosada que impede o estabelecimento no Brasil de empresas estrangeiras.
Perde o país, porque o jornalismo brasileiro melhoraria sob a concorrência. E perde a decência, pela perenidade de um privilégio sem sentido.
Em sua política de boa vizinhança, Lula sequer chegou a mexer no destino da multimilionária conta publicitária do governo e das estatais. Isso foi dar numa bizarrice: a Globo mesmo com a pior audiência de sua história em 2012 continuou a faturar em cima do governo como se dominasse, como na era pré-internet, o mercado brasileiro de forma avassaladora.
Nada disso impediu que  Lula fosse atacado de forma cada vez mais feroz por aqueles diante de quem contemporizava e, em certas ocasiões, até recuava.
A mídia brasileira se transformou, nos últimos dez anos, numa fábrica uniformizada de colunistas dedicados a caçar Lula. Bater em Lula deu emprego e espaço a nulidades como Villa, Azevedo e Mainardi. Todos eles inexpressivos em seus campos de atuação antes de Lula, ganharam depois os holofotes interesseiros apenas por atirar em quem o Antigo Regime queria ver sangrando.
Lula jamais reagiu, e isso talvez tenha lhe dado a aura de perseguido e ajudado a construir a formidável popularidade que ele tem diante do povo brasileiro.
Mas ao mesmo tempo a contemporização o tolheu: quando Lula disse, repetidas vezes, que os grandes empresários jamais tinham ganhado tanto dinheiro como sob ele, estava tristemente certo.
Como a riqueza nacional é um bolo só, se um grupo está ganhando muito dinheiro – a família Marinho retornou agora à lista dos bilionários da Forbes — os demais terão que se contentar com o que sobrar. Não é um dado auspicioso para um país com tamanha desigualdade.
O silêncio de Lula diante das pancadas ininterruptas não o ajudou sequer depois do Planalto. Como já foi notado, Lula se transformou no primeiro ex-presidente cuja derrubada é tramada, sonhada e tentada.
Tudo isso posto, é interessante notar as palavras de Lula em Havana, onde ele esteve nestes dias para a celebração do herói cubano José Marti e também para visitas a Fidel e ao adoentado Chávez.
Lula falou mais alto do que de costume, como Dilma alguns dias antes dele num pronunciamento transmitido pela televisão brasileira.
Disse o óbvio, mas este óbvio não tinha sido jamais expresso publicamente antes com tamanha clareza. O Antigo Regime, notou ele, o persegue não pelos erros – que não são poucos, de resto, como o Diário tem constantemente lembrado, a começar pelo fracasso no choque ético prometido na política e a continuar pela baixa velocidade na escandinavização do Brasil – mas pelos acertos.
O cordato Lula mudou?
Veremos. Mesmo a paciência de alguém forjado nas disputas sindicais, em que você xinga e é xingado a cada assembleia, tem limites.
Mas não é este o ponto.
Lula parece ter entendido, fora do poder, que para que a sociedade brasileira seja menos absurdamente injusta você não pode permitir que uma pequena casta mimada ganhe mais dinheiro que nunca.
Caso isso aconteça, estarão sendo indiretamente lesados milhões de brasileiros que foram simplesmente abandonados no Antigo Regime, iniciado no golpe militar de 1964.
Lula parece ter carregado a ilusão de que poderia fazer a reforma social que o Brasil demanda com urgência recebendo tapinhas nas costas dos defensores e beneficiários da velha ordem.
Não é bem assim.
Se é para Lula ser agredido incondicionalmente como é, que pelo menos ele aja sem ansiar por afagos que jamais virão.
Os brasileiros ganharão. 


Paulo Nogueira no DCM

A MONSANTO, ALÉM DA JUSTIÇA



(JB) - Agricultores brasileiros estão em litígio contra a Monsanto, que lhes cobrou royalties pelo uso de uma tecnologia cuja patente expirou em 2010, de acordo com a legislação brasileira. As leis nacionais estabelecem que o início da vigência de uma patente é a data de  seu primeiro registro. A Monsanto invoca a legislação norte-americana, pela qual a patente passa a vigorar a partir de seu último registro. Como sempre há maquiagem dos processos tecnológicos, a patente não expira jamais.
Os lobistas da Monsanto não tiveram dificuldades em negociar acordo vantajoso, para a empresa, com os senhores do grande agronegócio, reunidos em várias federações estaduais de agropecuária, e com a poderosa Confederação Nacional da Agricultura, comandada pela senadora Kátia Abreu. Pelo cambalacho, a Monsanto suspenderia a cobrança dos royalties até 2014, e os demandantes desistiriam dos processos judiciais.
"Uma das maldições do homem é a tentativa de criar uma natureza protética"
Uma das maldições do homem é a tentativa de criar uma natureza protética, substituindo o mundo natural por outro que, sendo por ele criado, poderá, na insolência da razão técnica, ser mais perfeito.  Essa busca, iniciada ainda na antiguidade, continuou com os alquimistas, e se intensificou com as descobertas da química, a partir do século 18. O conluio entre a ciência, mediante a tecnologia e o sistema capitalista que engendrou a Revolução Industrial, amparada pelo laissez-faire, exacerbou esse movimento, que hoje ameaça a vida no planeta.
A Alemanha se tornaria, no século 19, o centro mais importante das pesquisas e da produção industrial de novos elementos a fim de substituir a matéria natural, construída nos milênios de vida no planeta, por outra, criada com vantagens para o sistema de produção industrial moderno.
Não há exemplo mais evidente desse movimento suicida do que a Monsanto. A empresa foi fundada em 1901 a fim de produzir sacarina, o primeiro adoçante sintético então só fabricado na Alemanha. Da sacarina, a empresa foi ampliando seus negócios com outros produtos sintéticos, como a vanilina e corantes, muitos deles cancerígenos. Não deixa de ser emblemático que o primeiro grande cliente da Monsanto tenha sido exatamente a Coca-Cola. É uma coincidência que faz refletir.
Não é só a Monsanto que anda envenenando as terras e as águas com seus produtos químicos. Outras empresas gigantes da química com ela competem na produção de agrotóxicos mortais. Com o controle da engenharia genética aplicada aos vegetais de consumo humano e de consumo animal, no entanto, ela tem sido a principal responsável pelos danos irreparáveis à natureza e à saúde dos animais e dos seres humanos.
Vários países do mundo têm proibido a utilização das sementes transgênicas da Monsanto, entre eles a França, que interditou o uso das sementes alteradas. No Brasil, ela tem vencido tudo, com a conivência das autoridades responsáveis, ou irresponsáveis. A Comissão Técnica de Biossegurança e o Conselho Nacional de Biossegurança  vêm dando sinal verde aos crimes cometidos pela Monsanto e outras congêneres no Brasil.
Essa devia ser uma preocupação prioritária do Parlamento, que só se movimenta com entusiasmo quando se trata das articulações internas para a eleição bianual de suas mesas diretoras.

A sensacional trolagem em cima de FHC

Trolado
Quando você pode imaginar que um amigo de décadas vai dizer uma verdade inconveniente? Mas acontece.
Trolado
Tenho por vezes a sensação de que FHC, o político em quem mais votei em minha vida, é uma criança octogenária.
Li sua coluna hoje no Estadão.
Ele relata um jantar entre velhos amigos. Eram ele, o crítico literário Roberto Schwarz e Serra, e mais, pelo que entendi, as mulheres dos três.
A conversa acabou em política, naturalmente. Não sei se FHC esperava tamanha franqueza de Schwarz, mas ouviu dele a frase mortal: Lula fez mais que ele, FHC, na área social.
Isso significa, dada a importância da área social num país tão brutalmente iníquo como o Brasil, que Schwarz estava dizendo algo mais ou menos assim: “Camarada, sinto informar, mas o Barba foi melhor que você.”
Bem, tenho a sensação de que FHC prefere tudo a ser posto atrás de Lula. E reconheçamos: Schwarz deve saber disso melhor que nós todos. Não sei por que ele, num jantar de amigos, disse o que disse, como se fosse um autêntico troll. Teria sentido que ali estava a derradeira oportunidade?
Mas o mais curioso foi a reação infantil de FHC. Ele fez questão de dizer que os avanços começaram em seu governo. O imperador filósofo Marco Aurélio recomendava vivamente que você fugisse da autodefesa e da autolouvação, mas FHC não parece versado em Marco Aurélio.
Trolador
Trolador
A trolagem continuou. Schwarz fez o que me pareceu ser uma concessão retórica com um “tudo bem” obsequioso, mas depois reforçou seu ponto. Fez questão de deixar claro, segundo o relato de FHC no Estadão, que os avanços sociais “inegáveis” se deram com o PT.
Você pode estar perguntando: e Serra, a célebre vítima do Atentado da Bolinha de Papel, onde estava?
Calado, reflexivo? Jamais. Nunca se deixará de ouvir a voz de Serra num ambiente em que ele esteja presente. Só o caixão parece forte o bastante para silenciá-lo.
FHC disse que Serra murmurava críticas à “desindustrialização” do Brasil. Note. Questões sociais não fazem parte do rol de interesses de Serra. Por piedade, ou por solidariedade, ele poderia ter defendido a herança social de FHC, e dito a Schwarcz que ele estava enganado.
Mas não.
Serra trouxe à conversa a “desindustrialização”, um tema que ele arranhou levemente no final de sua última campanha presidencial, depois de ter prometido aos eleitores, espetacularmente, dobrar o Bolsa Família.
Em seu artigo, FHC afirma ter aplicado um “xeque mate” no trolador ao falar no Mensalão, mas francamente: quem acredita que Roberto Schwarz ficou abalado com a menção ao Grande Circo do Mensalão, dirigido por eminências como JB, Gilmar e Ayres de Britto, acredita em tudo. Acredita até que Scwhwarz assina a Veja, admira a verve de Jabor e, bem, vota em Serra.
A vantagens de jantares indigestos de octogenários é que a natureza tende a impedir que eles se repitam. Mas ficou, no artigo de FHC, o registro da memorável reunião entre a vaidade atormentada de um octogenário infantil, a monomania recente de um eterno candidato presidencial em torno da “desindustrialização” e a trolagem perfeita de um amigo que, pelo visto, deve ter sido na juventude um mestre nesta disciplina. 


Paulo Nogueira no DCM

BRINDEIRO GURGEL DESMORALIZA O MPF



A Constituição de 1988 dotou o Ministério Público do Brasil de funções, competências e garantias sem precedentes em relação às Constituições anteriores. As prerrogativas conferidas à instituição pelo texto constitucional por certo permitiram um significativo avanço de nossa ainda imberbe democracia. Contudo, o MP brasileiro se encontra sob ameaça.
O Ministério Público Federal (MPF) é parte do Ministério Público da União (MPU), também composto pelos Ministérios Públicos do Trabalho, Militar, do Distrito Federal e de Territórios (MPDFT). Juntos, MPU e Ministérios Públicos Estaduais formam o Ministério Público Brasileiro.
Atribuições e instrumentos do Ministério Público estão previstos no artigo 129 da Constituição, no capítulo “Das funções essenciais à Justiça”. Funções e atribuições do MPU estão na Lei Complementar nº 75/93.
Os leitores deste blog por certo já leram, nos preâmbulos das representações ao MPF aqui publicadas, que “O Ministério Público (MP) é uma instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (art.127, CF/88)”.
O MPF é chefiado pelo procurador-geral da República, escolhido e nomeado pelo presidente de turno após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal.
Desde a fundação do Ministério Público da União, determinada pela Carta de 1988, o cargo de Procurador Geral da República foi ocupado por Geraldo Brindeiro (1995-2003), nomeado por Fernando Henrique Cardoso, e por Cláudio Lemos Fonteles (2003-2005), Antonio Fernando Barros e Silva de Souza (2005-2009) e Roberto Monteiro Gurgel Santos (2009- ), todos nomeados por Luiz Inácio Lula da Silva.
De todos esses procuradores-gerais, somente o último vem tendo um comportamento que, além de escandaloso, é arrogante e ameaçador à instituição que chefia. Dirão que o pior PGR foi o de FHC, que ficou no cargo de ponta a ponta daquele mandato presidencial, tendo engavetado tudo que não interessava ao governo que o nomeou.
Discordo.
Brindeiro, o inesquecível “engavetador-geral” da República, teve uma atuação discreta e limitou-se a não fazer nada. Apesar de ser vergonhosa a atuação daquele indivíduo, passou os oito anos do governo do PSDB sem ao menos ser notado.
Roberto Gurgel é diferente. Não se limita à inoperância e vai ao ataque sob um escandaloso viés político-partidário. A diferença dele para Brindeiro é que este defendeu o governo que o nomeou, enquanto que o atual PGR se transformou em adversário político de quem o nomeou e do partido de quem o nomeou.
Esse cargo, explica-se, não pode, em nome do melhor interesse democrático, ser ocupado nem por aliado, nem por inimigo de quem o preencheu.
Gurgel, porém, tornou-se infinitamente pior ao se transformar em ator político, com suas seguidas entrevistas à imprensa oposicionista, nas quais se converteu em detrator do partido da presidente da República enquanto, contra si, pesam omissões escandalosas como no esquema do bicheiro Carlos Cachoeira e suas relações perigosas com o ex-senador Demóstenes Torres e com o governador de Goiás, Marconi Perillo.
Denunciando petistas com fúria redobrada e acobertando demos e tucanos com singeleza e desvelo, Gurgel, agora, chega ao ponto máximo de sua atuação político-partidarizada no caso do novo presidente do Senado, Renan Calheiros.
As denúncias contra Calheiros explodiram em 2007, quando deixou o mesmo cargo para o qual acaba de ser empossado no âmbito de um escândalo que envolveu até uma ex-namorada que se valeu da fama que interesses políticos lhe delegaram para posar nua para uma revista masculina, a despeito da ausência de maiores atributos físicos.
Nos últimos cinco anos, a denúncia oportunista feita contra Calheiros dormitou nos escaninhos da Justiça e do Ministério Público. A “fartura” de provas contra o senador peemedebista que a mídia partidarizada alardeia, ao que tudo indica não teria virado denúncia formal se o mesmo não tivesse se candidatado à Presidência do Senado.
Qualquer cidadão que não seja um completo cara-de-pau – ou um completo idiota – achará que acatar de repente uma denúncia que ficou parada por anos, e justamente a uma semana da eleição para a Presidência do Senado, equivale a transformar a Procuradoria em linha auxiliar de um grupo político.
Existe alguma dúvida de que a denúncia do PGR contra Renan Calheiros tramitou em uma semana, após ficar parada durante anos, só por razões políticas? Quem tem coragem de exibir tanta falta de vergonha na cara negando que Gurgel transformou o Ministério Público em um organismo partidarizado e, mais do que tudo, desavergonhado?
É lamentável e altamente danoso à democracia que uma instituição como o Ministério Público, tão necessária, seja conspurcada por uma figura menor e que, de forma alguma, reflete o conjunto da instituição, pois, em verdade, ela abriga muita gente idealista e decente, ainda que, conjunturalmente, possa estar em minoria.
Conforme bem lembrou o site Brasil 247, caberá a Calheiros analisar representação do senador Fernando Collor de Mello contra Gurgel por ter acobertado durante anos o esquema de Carlinhos Cachoeira e as relações criminosas do ex-membro do Ministério Público e ex-senador Demótenes Torres, mas só até que a Polícia Federal fizesse o que o MP não fez.
Passou da hora de o Congresso se levantar contra essa escandalosa utilização política do Ministério Público do Brasil por ação de alguém que está enlameando e desacreditando a instituição e, assim, todos os seus membros, cada vez mais vistos como suscetíveis de serem corrompidos por grupos políticos e econômicos.
O ataque da trinca Ministério Público, “imprensa” e Supremo Tribunal Federal ao Poder Legislativo precisa de resposta, razão pela qual até senadores da oposição negaram a essa trinca a prerrogativa de coagir o Senado a eleger quem preferia para presidir a Casa. Que esse sentimento prospere e chame Gurgel às falas, em defesa da democracia. 

 
Blog da Cidadania

Maldita BR 316 ! - Motoristas paraenses revoltados com a ignorância técnica e burrice dos "engenheiros" do DENIT

Internautas reclamam de lombadas nas redes sociais (Foto: Marcelo Lelis)

Muitos são da opinião que a BR-316 no trecho que vai do entroncamento ao km 7, já deveria ter sido municipalizado. 
Da esquerda para direita: Zenaldo prefeito de Belém,Jatene governador e Pioneiro, prefeito de Ananindeua

Infelizmente isso esta longe de acontecer se depender de algum esforço da gestão do antigonovoatual prefeito, Manoel Pioneiro que, não esta nem aí para com este transtorno em sua juridição. Dizem os ananins que a sua preocupação verdadeira é unicamente trabalhar para reeleger seu chefe, Simão Jatene e ponto; mas desse jeito?. Os tucanos que hoje  governam o Estado, Ananindeua e Belém, poderiam somar esforços para municipalizar a via. Isso eles não querem...

Somada á falta de vontade politica e apatia do prefeito, estão outras as sandices dos incompetentes doutores cabeça de camarão do famigerado DENIT que - já virou uma crença geral - afirma-se em uníssono, que boa parte da interfência imposta á população por esse orgão federal, não passa de uma cambada de improvisos, estreitos, desprovidos de vínculos sinceros com a nossa realidade; por não passar de um conjunto falsas soluções que, na prática, só irá contribuir mais ainda para agravar o já muito caótico e estressante transito nesta principal 'avenida' de Ananindeua, apelidada de BR. 

Essa doença que ataca o cérebro destes burocratas sádicos, ataca também o bom fluir, desconstruindo todo que poderia existir dentro do conceito moderno entendido por 'mobilidade'  - que no nossa caso virou uma espécie de 'artrose' ou 'reumatose' na BR 316 no   - que urge por providências por quem de direito, para solucionar ou, pelo menos mitigar os problemas provocados pelo crescimento do Brasil, neste caso aqui, agravado pela receita irascível do DENIT que, invariavelmente, prescreve sempre o mesmo remédio: a imobilidade. Não entra na cabeça do povo,não convence ninguém quanto solução, alterar a velocidade máxima neste trecho  para 40 km por hora. Essa 'jumentiiissse' é de doer e de matar!.

O que mais revolta a todos, é constatar que esse orgão cabide desfalcado que é um 'craque' em 'obrar' regras para azucrinar a vida das pessoas, é o mesmo que dificulta as soluções para essa que ainda é e será a única alternativa de acesso para a capital do Pará, sendo, ao mesmo tempo.

O DENIT é um péééésimo administrador deste pedaço de rodovia encravada em plena área urbana, onde não se vê viaturas nem agentes da PRF em quantidade suficiente nos pontos estratégicos;que se nega a disponibilizar o uso das poderosas motos para que os guardas federais circularem com mais desenvoltura para desobstruir e ordenar o transito em caso de acidente, coisa que acontece todos os dias - eu disse todos! os dias - provocando fatalmente falência absoluta no tráfego e um enorme prejuízo para a economia do Estado. 

A pergunta que não quer calar é: cadê o Ministério Público,e a Defensoria Pública, que apenas 'contemplam' essa catatrofe administrativa,  verdadeira agressão contra o livre direito de ir e vir dos cidadão, que não ouvem o clamor de TODA sociedade paraense, que não se  prestam á tomar algum tipo de providência, intimando os responsáveis pela esculhambação, exigindo soluções para o caos; será que os promotores não são sabedores que este tipo de 'vista grossa' custa algumas almas?. 

Na outra ponta, cadê os vereadores de Ananindeua (que acabam de aumentar o próprio salário para onze mil reais) que, parece, só se elegem para fiscalizar as suas contas bancárias. 

Essas 'ortoridades' poderiam somar forças e, por exemplo: obrigando os responsáveis pela direção desse orgão extra terrestre - denit - á apresentar dentro de um certo curto prazo, um plano alternativo em contrapondo a imbecil imobilidade ora imposta pela implantação de radares que passaram funcionar no sábado que passou...

Um plano voltado para o perene e sustentável já que, o radar eletrônico pode falhar na chuva, por falta de energia durantes as dezenas de apagões da nossa CELPA; não esta livre de defeitos de leitura, multando assim pessoas inocentes, além dos culpados; são 'geringônças' sensíveis que constantemente precisa de manutenção especializada e cara; tem tempo de vida útil limitado, precisa ser substituído ao fim deste período por outro equipamento mais caro.
As lombadas, mesmo quando são bem sinalizadas, são as alternativas deficientes e antiquadas que provocam bastante acidentes entre veículos, muitas vezes com vítimas fatais. 

Precisamos ser defendidos por esses entes da justiça e criadores de leis, com poderes para sugerir a construção de elevados, além de dezenas de passarelas simples edificadas nos pontos estratégicos que eles bem o conhecem no intuito de salvar a vida de pedestres?.

Os digníssimos doutores e parlamentares que compõe o tecido da justiça e do parlamento tradicionalmente apagado bem poderiam aproveitar para estancar o assassinato de ciclistas que não dispões de outra alternativa de transporte para labutar e perdem a vida neste trecho.

 A matéria baixo que o Mviva publica - inclusive com os comentários - é do DOL. Confiram:

Internautas reclamam de lombadas nas redes sociais

As lombadas eletrônicas, recém instaladas, na opinião de alguns populares está sendo o motivo para o aumento do congestionamento na BR-316. Muita gente que precisa passar pelo local está criticando a medida. Internautas usam as redes sociais para reclamar do engarrafamento que prossegue na tarde deste sábado (2) entre os quilômetros 5 e 9 da rodovia.
Segundo a opinião do internauta Willian (@w1amorim) essa opção de fiscalização foi a pior escolha. "Engarrafamento desde a AP ate aqui.Tudo por causa disso”, afirma. Já Paulo Almeida (@PaulloAll) acredita que “seria mais eficaz a construção de passarelas, no lugar das lombadas eletrônicas na BR).
A internauta Ana Paula Freitas afirma que o engarrafamento é diário, desde que foram instaladas as lombadas eletrônicas. Porém, ela acredita que a culpa também é dos motoristas “que ao invés de passarem a 40km passam a 20km (por hora)”.
OUTROS FATORES
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), além da instalação dos radares, outros fatores também contribuem para a lentidão do tráfego. "O movimento está intenso desde as 6h e só tem aumentado. Estamos no momento com uma média de 60 carros passando por minuto aqui na barreira, quando o fluxo considerado normal tem de 40 a 45 carros por minutos", disse o agente Luiz Pereira sobre o movimento do final da manhã no local.
O agente ainda alegou que é comum a diminuição de uma das faixas da via no quilômetro 5. "Com menos espaço para o tráfego é comum uma certa lentidão. Já no quilômetro 9 da rodovia, são três faixas, porém a velocidade no local é de 40 km, então o funcionamento dos radares não altera tanto a estrutura da rodovia", finalizou o PRF. 
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), serão instalados na BR-316 50 equipamentos de fiscalização: 22 lombadas eletrônicas; 20 controladores de sinais e oito radares fixos.
A instalação dos equipamentos tem o objetivo de diminuir acidentes. Segundo o superintendente do Dnit, David Bessa, devido ao grande fluxo de veículos e à ligação entre municípios da Região Metropolitana de Belém, a BR-316 precisa ser avaliada como uma grande avenida.
(DOL, com informações do Diário do Pará)

Leia também os comentários abaixo:


5 | Berg Papa Fio - Sábado, 02/02/2013, 17:46:54
Se três ou quatro lombadas causam problemas na BR já imaginou quem vai para Curuçá ou Marapanim . De Castanhal para um desses municípios beira de mar tem mais de 40 lombadas, e acima de tudo mal feitas e mal sinalizadas. E o Denit, Detran, sei lá é cego e não vê nada. Não existe mais o DER ou DNER ?


4 | Inconformado - Sábado, 02/02/2013, 17:37:36
O principal motivo dos problemas no trânsito na RMB deve-se à falta de educação e à irracionalidade no comportamento da maioria da população. Essas carências, justamente, dificultam ou impedem essas criaturas primitivas de entenderm as relações de causa e efeito entre educação e mobilidade urbana. Pelo mesmo motivo, a nossa cidade é uma das capitais mais sujas do Brasil. Pobre Belém! Tão maltratada por quem deveria cuidar melhor de sua cidade. Tudo isso porque o poder público não cumpre sua obrigação legal de educar o povo.


3 | COMENTARISTA - Sábado, 02/02/2013, 17:34:47
A BR 316 É A CONFIGURAÇÃO DA ESCULHAMBAÇÃO DA ENGENHARIA BRASILEIRA E DA PARAENSE, BEM COMO, DA CORRUPÇÃO INSTITCUINALIZADA NOSORGÃOS PUBLICOS BRASILEIROS. A INSTALAÇÃO DESSAS LOMBADAS, QUE NÃO VAI RESOLVER OS GRAVES PROBLEMAS DE ACIDENTES, É TAMBÉM, A CONFIGURAÇÃO DA INCOMPETÊNCIA DO DNIT, OU SEJA,O ESTADO DO PARÁ, AO QUE PARECE, ESTÁ MAIS PARA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA DO QUE PARA UM ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.


2 | José Siqueira Neto - Sábado, 02/02/2013, 17:30:59
É uma aberração esse afunilamento partindo do viaduto. O alargamento deveria ir a té a entrada de Mosqueiro com vário viadutos e passarelas para pedestres. Regiões muito menores que Belém tem mais soluções para o trânsito que aqui.


1 | luis guilherme de lemos martins - Sábado, 02/02/2013, 17:19:59
Nesse sábado, neste momento, o congestionamento é enorme e vai desde a saída de Belém até Ananindeua.Quero ver como vai ficar o trânsito nos finais de semana prolongados e de feriados. O caos será total. Com as lombadas tenta-se evitar acidentes mas em compensação mata-se com o estresse!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

RENAN ELEITO PRESIDENTE DO SENADO: 56 VOTOS A 18

Senador do PMDB confirma favoritismo e é eleito pela segunda vez ao cargo; ficará à frente da Casa no biênio 2013 e 2014; em discurso que antecedeu a votação, Renan Calheiros ignorou as denúncias movidas contra ele; vitória do peemedebista é a derrota do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e da imprensa; uma semana antes da eleição, Gurgel apresentou uma denúncia contra Renan sobre um caso ocorrido há cinco anos; hoje cedo, a revista Época publicou a denúncia na íntegra; nada disso impediu a eleição

1 DE FEVEREIRO DE 2013 

247 - Confirmando o favoritismo, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi eleito presidente do Senado pela segunda vez, por 56 votos a 18 -- dois votos em branco e dois votos nulos --, durante eleição realizada no início da tarde desta sexta-feira 1º, com a presença de 78 senadores. Ele comandará a Casa no biênio 2013 e 2014. O nome de Renan Calheiros foi lançado pelo PMDB sob protestos da oposição e até de alguns peemedebistas dissidentes. Os protestos se deviam ao fato de Renan ter deixado o cargo em 2007 sob escândalos e, recentemente, ter sido alvo de mais denúncias movidas contra ele na Justiça.

"As palavras são escassas e a retórica, insuficiente para expressar a gratidão ao senadores que me confiaram a missão de comandar o Congresso Nacional", discursou o novo presidente do Senado. "Faço uma deferência especial ao presidente José Sarney, um visionário, cuja historia política é única", completou. "O Senado Federal é uma instituição centenária. Imperfeições se acumulam ao longo dos anos", reconheceu Renan, que deixou a presidência do mesmo Senado, em 2007, para evitar uma cassação.

Antes dos votos, durante a 1ª Reunião Preparatória, os parlamentares fizeram seus discursos contra ou a favor o peemedebista, que recebia apoio da maioria, além do Palácio do Planalto. Renan concorreu com apenas um candidato, o senador Pedro Taques (PDT-MT), que se antecipou como perdedor em seu discurso, mas se colocou como possibilidade de mudanças na gestão do Senado. "Falo pelos derrotados desse País", iniciou ele.

Lamentos

Aos parlamentares que se opuseram à candidatura Renan Calheiros, restou lamentar o resultado. "@PedroTaquesMT Tentou salvar a honra do Senado, mesmo sem conseguir impedir a marcha da insensatez", escreveu o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) em seu perfil no Twitter, referindo-se ao senador Pedor Taques. Também em seu microblog, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) escreveu que "Pior q o abraço de Jader Barbalho em Renan, o vitorioso, são os cumprimentos sorridentes dos senadores do PT. Vergonha!". "Pedro Taques e seus 18 votos são a réstia de dignidade política que nos faz prosseguir", completou.

Discurso ignorou denúncias

No seu discurso ao plenário, Renan não fez referência às denúncias de corrupção que tem enfrentado nos últimos dias. Ao final dos 20 minutos que teve para defender a candidatura, ele limitou-se a dizer que o Senado aprovou com celeridade a Lei da Ficha Limpa e que a ética é uma obrigação e responsabilidade de todos os parlamentares.

Renan Calheiros assumiu, em seu pronunciamento, o compromisso de defender a liberdade de expressão e prometeu impedir o prosseguimento de qualquer proposta que signifique tolher esse direito.

No tempo que utilizou, o peemedebista apresentou a base de seu projeto administrativo para o Senado, no biênio 2013 e 2014. A reforma administrativa da Casa para melhorar a gestão e reduzir o corpo funcional é parte da plataforma de Renan. Ela inclui a extinção de órgãos, implantação de planejamento estratégico para o Senado e racionalidade administrativa, disse o parlamentar.

Sua proposta de trabalho tem, ainda, uma série de medidas para aperfeiçoar a economia. Renan Calheiros citou, por exemplo, a regulamentação periódica do sistema tributário. Segundo ele, a reforma tributária é fundamental para aferir o impacto tributário".

O candidato também pediu aos senadores providências para construir um banco de dados federativos que facilite a votação de forma eficiente dos fundos de Participação dos Estados e dos Municípios.

Com informações da Agência Brasil
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/92413/Renan-eleito-presidente-do-Senado-56-votos-a-18-Renan-eleito-presidente-Senado-56-votos-18.htm

SANTA MARIA - O QUE ARRANHA O CORAÇÃO




(HD) - Quando há catástrofes, naturais ou provocadas, como a de Santa Maria, uma pergunta sempre arranha o coração das pessoas: por quê? E se os mortos são próximos de nós, essa pergunta dói ainda mais. Os rapazes e moças que saíram de casa, no sábado, não tinham  encontro marcado com a morte, mas, sim, com a vida. Era a alegria da vida que os conduzia. Alguns iriam passar parte da noite com os amigos, com as namoradas e os namorados, outros, provavelmente, fugiam da solidão. Ainda que estejamos entre estranhos, quando há alegria,  não estamos sós. Podemos ouvir a sua voz, sorrir com os seus sorrisos, contemplar a beleza de seus gestos, e acompanhar os acordes musicais. Os que morreram não estavam sós naquele momento brutal. Como haviam comungado da alegria, até o instante do fogo, comungaram do susto, do desespero, do fim. Todos os brasileiros  rezam, com os familiares, para que os feridos se recuperem e sobrevivam.
            Para além do fato policial, que está sendo investigado e da necessária ação da justiça contra os culpados, diante das suspeitas de corrupção e da negligência dolosa que levaram ao incêndio, há que se meditar o crescente desprezo pela vida em nosso tempo. Esse desprezo pela vida é proporcional ao totalitarismo que o capital exerce sobre a sociedade mundial contemporânea. Há quase cem anos que – na mesma intensidade em que esse totalitarismo se insinuava e se instalava – alguns intelectuais, que viviam no centro dessa razão pervertida, ou seja, na Alemanha, o denunciaram, com aguda percepção.
        Eles apontavam a indústria cultural, como o principal instrumento desse movimento para a dominação do mundo. A cultura, em sua visão, deixava de ser a espontânea manifestação da inteligência e da emotividade dos homens, mas se tornava um produto do capital, com o objetivo maior de servir à ordem de domínio. É assim que, na visão empresarial de um sobrinho de Freud - o austríaco Edward Bernays,  pioneiro do que  chamamos merchandising - todas as pessoas podem ser induzidas a ter o comportamento que lhes ditarmos, mediante os meios de comunicação.
       É assim que hoje temos uma sociedade globalizada. Casas noturnas existem em todos os lugares do mundo, de Xangai a Manaus; de Berlim a Santa Maria. Confina-se, em espaço reduzido e rigorosamente fechado, a alegria que, até há alguns decênios, se reunia em clubes e casas de baile, de portas e janelas abertas.  A cultura, em seu sentido lato, ou seja, o conjunto de hábitos, crenças e valores, que antes definiam uma sociedade em particular, passou ao circuito das coisas administradas pelo capital.
 


      
Antes que  a emoção arrefeça, e a lógica da ganância volte a prevalecer nesse setor particular da indústria do entretenimento, é preciso que em todas as cidades do Brasil, casas em situação semelhante sejam fechadas. 



A relação incestuosa entre a mídia e o judiciário



Merval, o livro e o juiz

O livro Mensalão, de Merval Pereira, traz um prefácio de Ayres Britto, por incrível que pareça.


O pior livro de 2013 está prestes a ser lançado: Mensalão, de Merval Pereira.
Cuidado, pois.

Tratando-se de Merval, não poderia ser outra coisa que não a reunião de seus artigos maçantes e previsíveis ao longo do julgamento. Conteúdo novo? Talvez na próxima.
O livro é revelador, não obstante.
Ele mostra a relação incestuosa entre a Globo (e a grande mídia) e o STF. O prefácio é de Ayres Britto, que presidia o Supremo durante o Mensalão.
Pode? Pode.
É legal? É.
É eticamente aceitável? Não. Exclamação.
O pudor deveria impedir o conúbio literário entre Merval e Britto.
Mas o pudor se perdeu há muito tempo. Em outra passagem amoral desse caso de amor entre mídia e justiça, o ministro Gilmar Mendes compareceu sorridente, em pleno julgamento do Mensalão, ao lançamento de um livro do príncipe dos escaravelhos Reinaldo Azevedo em que os réus eram massacrados.
Ali estava já a sentença de Gilmar.
Pilhados por uma câmara indiscreta, Azevedo se gabou da presença ilustre, aspas, do companheiro Gilmar, e este seguiu em seu caminho de defensor da justiça e da causa do 1%.
A decência e o interesse público mandam distância entre os dois poderes, a mídia e a justiça. Na Inglaterra, se o juiz Brian Leveson, que comandou as discussões sobre a mídia e seus limites, confraternizar com um jornalista, a carreira de ambos estará encerrada.
No Brasil, é pena, isso não é bem assim.
Conheço Merval há anos. Quando eu começava carreira na Veja, ele foi, durante algum tempo, editor da seção de Brasil. Não virou manchete, porque não tinha elegância ao escrever, o que naquela época era um requisito na Veja.
De lá voltou a seu habitat, o Rio. Seu tento mais espetacular, nestes anos todos de regresso ao Rio, foi ter matado Hugo Chávez numa coluna que, não gozasse ele da imunidade de porta-voz do patrão, podia ter lhe custado a mensalidade que recebe. Seu mensalão, enfim.
Reencontrei-o quando fui integrante do Conedit, Conselho Editorial das Organizações Globo.
Rapidamente, nas reuniões semanais de terça-feira no Jardim Botânico conduzidas por João Roberto Marinho, me impressionei com Merval e Ali Kamel.
Não pelo talento, não pelo brilho. Mas pela capacidade de reproduzir, alguns tons acima, tudo que a família Marinho pensava. Pareciam competir entre si, como se dissessem: “Eu concordo com o João mais do que você!” (Acho graça quando atribuem poder ideológico a Kamel: se seu patrão fosse progressista, ele seria progressista e meio. Ele não formula intelectualmente, e sim executa jornalisticamente o que os Marinhos desejam. Embora seus amigos da Veja dediquem espaço monumental à resenha de seus livros em troca de ampla cobertura da revista no JN, nenhum deles tem qualquer valor literário.)
Aquilo tudo no conselho evidentemente me incomodou. Uma vez, depois de uma reunião, fui almoçar com Luiz Eduardo Vasconcellos, sobrinho de Roberto Marinho, acionista minoritário do Globo e integrante do Conselho Editorial.
O cardápio, olhando para trás, foi suicida, para mim. Não conversei, desabafei. Disse a Luiz Eduardo, um bom sujeito aliás, que me chamava a atenção na reunião o fato de todos os participantes repetirem, basicamente, as ideias da família Marinho.
Onde alguma diversidade, onde algum esboço de pluralismo?
Alguns macaqueavam mais discretamente, outros com exuberância e estridência retórica. Era este o caso de Merval e de Kamel. Minha solidão naquele grupo era imensa, era universal, e não apenas por eu ser de São Paulo.
Merval, em seus artigos, se coloca como um Catão. Talvez um dia nosso Catão possa vir à luz do sol para explicar por que, trabalhando há tantos anos para todas as mídia da Globo, é um PJ – um artifício pelo qual ele e seu empregador pagam menos impostos do que deveriam, e ainda se concedem o direito de fazer sermões sobre moral.




Paulo Nogueira no DCM

Deputado Márcio Miranda é o novo presidente da Alepa


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O deputado Márcio Miranda (DEM), candidato do governo, é o novo presidente da Assembleia Legislativa do Pará para o biênio 2013/2014.
Márcio Miranda obteve 26 votos contra 15 obtidos pelo deputado Martinho Carmona (PMDB).
A eleição na Alepa se faz em duas partes. A primeira, ora encerrada, elege o presidente. Após isso a sessão é suspensa para se formarem as chapas que disputarão os demais cargos da Mesa Diretora que são 1° e  2° vice-presidentes e 1°, 2°, 3° e 4° secretários.


 Blog do Parsifal Pontes

PRESENÇA DA PRESIDENTA DILMA EM CASTANHAL DEIXA JADER BARBALHO 'MORDIDO' !

JaderBarbalho deseja fazer seu filho e herdeiro político ,Helder, o novo governador do Pará em 2014.

No Pará, segundo o deputado Carlos Bordalo do PT, nenhum dos oito parlamentares estaduais e, até federal, que compõe a bancada do seu partido deverá comparecer hoje ao município de Castanhal, que fica distante uma hora e meia de estrada da capital Belém, para o evento de inauguração de obras ligadas ao programa Minha Casa Minha Vida, que contará com a ilustre presença da presidenta Dilma Roussef.

A razão desta ausência deve-se a eleição da mesa dirigente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará - ALEPA.
A disputa pelo cargo de presidente que, na linha de sucessão do poder, fica abaixo somente do governador e vice, será decidida entre o candidato do senador Jarder Barbalho, pastor Martinho Carmona (PMDB), e do indicado pelo  governador Simão Jatene, deputado Marcio Miranda (DEM), 
Miranda a esquerda, e Carmona

embate este que acontecendo neste exato momento. 

 A presença de Dilma em Castanhal deixou o decadente ex-cacique papachibé bastante magoado já que, o município visitado por Dilma é a principal base eleitoral de Miranda. 


O fato revelou a íra do senador que, através de um certo pretendente a ventrilogo do coronel (bate-pau) que trabalha em uma de suas rádios, passou nos últimos dias a criticar a 'inconveniencia' da presença da Dilma em Catanhal e  desqulificando o aplaudido e vitorioso programa federal que facilita a compra da casa própria pela população de baixa renda, programa que foi uma das principais bandeiras propagadas por Helder Barbalho, até dezembro do ano passado, quando este  era o prefeito de Ananindeua. 

Pior ainda: na ausência de melhores argumentos para satisfazer seu chefe, o 'loucultô' bate-pau passou a elogiar os programas similares tocados nada mais nada menos pelos generais militares ditadores, via BNH. Aí,que dor de cotovelo braba!
Vamos aguardar o  resultado da refrega  na ALEPA que é para ver como fica o o equilíbrio destas forças. 

Lamentável é ver o PT acachapado e sem candidatura própria - dizem por influência das dignas lideranças jardístas aboletadas no 'núcleo duro' do antes aguerrido Partido dos Trabalhadores no Pará -. 

O pano de fundo que rege essa sinfonia cabocla,esta na sucessão estadual em 2014, onde o filho e herdeiro político de Jader, Helder Barbalho (foto acima), que acaba de largar a prefeitura de Ananindeua - segundo maior município e colégio eleitoral do Pará -  pretende disputar o governo do Estado.

Claro que esta pretensão bate de frente com a reeleição do tucano Simão Jatene (foto acima) que, apesar de fazer o governo mais fraco de toda a recente história politica paraense, fará tudo o que for possível para não alimentar o poder de fogo de seu principal adversário. 

Tomara que em 2014 o PT não se preste ao triste papel de correia de comando automática dos Barbalhos e, participe com candidatura própria, prá valer, atacando as velhas oligarquias e resgatando a antiga identidade da legenda. 

Tem gente que afirma em muitas rodas que, Lula e Dilma, estão de saco cheio com os manjadíssimos jardistas que controlam os movimentos PT.

FOME DO PMDB ENGOLE O GOVERNO E A OPOSIÇÃO



O GRANDE ESTADISTA BRASILEIRO DIZ EM CUBA:" NÃO EXISTE MAIS NENHUMA RAZÃO PARA SE MANTER O BLOQUEIO A CUBA"


Por Maria Inês Nassif /Instituto Lula

“Não existe mais nenhuma razão de se manter o bloqueio [de Cuba] a não ser a teimosia de quem não reconhece que perdeu a guerra, e perdeu a guerra para Cuba”, disse hoje, dia 30, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao discursar no encerramento da 3ª Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, patrocinada pela Unesco.“Espero que [Barack] Obama neste mandato tenha um olhar mais igualitário e mais justo para a nossa querida América Latina”, defendeu o ex-presidente. E completou: “Como sou otimista, eu acredito que um dia os Estados Unidos vão rever a sua posição, e espero que seja no governo Obama, pois tem nenhuma razão para continuar com o bloqueio a Cuba.”
A Conferência, a terceira realizada em 10 anos, é patrocinada pela Oficina do Programa Martiano, que se propõe a debater internacionalmente a contribuição intelectual do herói da independência cubana, José Martí. O evento coincide com os 160 anos de Martí e com o aniversário de 60 anos da invasão do Quartel Moncada, um importante marco da revolução cubana, e reuniu cerca de 1500 participantes, dos quais 800 estrangeiros de 44 países.

Lula abriu o seu discurso pedindo um minuto de silêncio para as vítimas do incêndio em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e fez uma homenagem a Hugo Chavez, que se encontra internado em Havana, em tratamento de saúde. E ressaltou a importância do evento para a integração latino-americana. “Vocês não podem voltar para suas casas e simplesmente colocar isso [a participação no evento] nas suas biografias. É necessário que vocês saiam daqui cúmplices e parceiros de uma coisa maior, de uma vontade de fazer alguma coisa juntos mesmo não estando reunidos”, afirmou Lula. A interação permitida pelos meios de comunicação modernos, como a internet, abre grandes possibilidades de furar o bloqueio de informação imposto pela mídia tradicional aos governos progressistas e ao processo de integração latino-americano. “Nunca tivemos tanta oportunidade de sermos tão independentes”, observou.

“Nem reclamo, porque no Brasil a imprensa gosta muito de mim”, ironizou o ex-presidente. E deu a sua opinião sobre a razão pela qual a mídia tradicional tem resistência a ele: “Eu nasci assim, eu cresci assim e vou continuar assim, e isso os deixa [os órgãos de imprensa] muito nervosos”. O mesmo se aplicaria aos outros governos progressistas da América Latina: “Eles não gostam da esquerda, não gostam de [Hugo] Chávez, não gostam de [Rafael] Correa, não gostam de Mujica, não gostam de Cristina [Kirchner],não gostam de Evo Morales, e não gostam não pelos nossos erros, mas pelos nossos acertos”, disse. Para Lula, as elites não gostam que pobre ande de avião, compre um carro novo ou tenha uma conta bancária.

“Quem imaginava que um índio, com cara de índio, jeito de índio, comportamento de índio, governaria um país e, mais do que isso, seu governo daria certo?”, indagou Lula, referindo-se a Evo Morales, presidente da Bolívia. Ele contou que a direita brasileira queria que ele brigasse com Evo, quando ele estatizou a empresa de gás boliviana, que era de propriedade da Petrobras. “Aí eu pensei: eu não consigo entender como um ex-metalúrgico vai brigar com um índio da Bolívia”, contou o ex-presidente, sob os aplausos da plateia.