O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

sábado, 4 de outubro de 2014

PETROBRAS BATE RECORDE DE PRODUÇÃO

Produção total de petróleo e gás natural no Brasil atingiu em agosto 2,89 milhões de barris de 
óleo equivalente (BOE) por dia; de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e 
Biocombustíveis (ANP), o volume é o maior já registrado, superando o do mês anterior, quando a produção totalizou 2,82 milhões de barris de óleo/dia; volume também superou a marca diária no
alcançada em julho; produção no pré-sal aumentou 11% em relação ao mês anterior, 
totalizando 647 mil barris/dia; números da estatal presidida por Graça Foster são divulgados momento em que a companhia virou alvo do debate eleitoral; nesta sexta, ações subiram 6%.

Agência Brasil

A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de agosto atingiu 2,89 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia, sendo 2,326 milhões de barris diários de petróleo e 90,9 milhões de metros cúbicos de gás natural. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP), o volume é o maior já registrado, superando o do mês anterior, quando a produção de petróleo e gás natural totalizou 2,82 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

Segundo a ANP, a produção de petróleo também superou a marca de 2,267 milhões de barris por dia, alcançada no mês anterior. Houve aumento de 2,6% na produção de petróleo em relação a julho de 2014 e de 15,7% na comparação com agosto de 2013. A produção de gás natural superou em 3,4% a do mês anterior, de 87,9 milhões de metros cúbicos por dia e em 18,1% a de agosto de 2013.
 
A produção no pré-sal aumentou 11% em relação ao mês anterior, totalizando 647 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 533 mil barris diários de petróleo e 18,1 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A produção teve origem em 35 poços, localizados nos campos de Baleia Azul, Baleia
 
Franca, Jubarte, Barracuda, Caratinga, Linguado, Lula, Marlim Leste, Pampo, Sapinhoá, Trilha e nas áreas de Iara e Entorno de Iara.
O aproveitamento do gás natural no mês foi 95%. A queima de gás natural em agosto foi 4,549 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de aproximadamente 1% em relação ao mês anterior e de 38,5% em relação a agosto de 2013. Os principais motivos para o aumento da queima de gás natural
 
foram os comissionamentos das plataformas P-55 e P-62, ambas localizadas no campo de Roncador.

Alckmin é sacaneado por estudantes





Um grupo de estudantes de um cursinho da região do Largo Treze de Maio trolou o governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin(PSDB), nesta sexta-feira (3).

Segundo informações do Estadão, eles carregavam cartazes de protesto contra a crise de abastecimentode água, quando pediram para tirar uma foto com o governador.
 
Alckmin, todo serelepe, aceitou de imediato, e acabou sendo alvo de uma ‘pegadinha’. Os estudantes seguravam um  cartaz: ‘Cadê a água?’.

De acordo com uma das meninas do grupo, Lais Poza, a brincadeira foi feita porque o governador não assume a falta de água no estado.

“O problema é a falta de vergonha na cara de não reconhecer que já existe racionamento em muitos 
lugares. E não só pela seca. É que não houve planejamento também”, afirmou em entrevista ào Estadão.

Ainda de acordo com o jornal, os estudantes declararam voto em Alexandre Padilha (PT) para o 
governo do estado e em Luciana Genro (PSOL) para a presidência.

Não podemos tratar nossos vizinhos como problema, diz Marco Aurélio Garcia



Assessor especial de Dilma Rousseff para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia faz balanço da política externa dos últimos 12 anos.



Na véspera das eleições presidenciais no Brasil, Opera Mundi publica neste sábado (04/10) a primeira parte de uma entrevista exclusiva com Marco Aurélio Garcia. Assessor especial de Dilma Rousseff para Assuntos Internacionais, ele faz um balanço da política externa brasileira dos últimos 12 anos, período em que o PT (Partido dos Trabalhadores) esteve no poder.
Questionado sobre as propostas internacionais de Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), principais adversários da atual presidente na disputa eleitoral, Garcia lamenta o que ele classifica de posicionamento “profundamente ideológico”, de submissão aos Estados Unido
Garcia, considerado um dos três principais formuladores da política externa brasileira desde a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, ao lado de Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães, também conta que o governo foi procurado por empresários nacionais interessados em ajudar a Argentina a solucionar a crise com os fundos abutres.
“Os empresários que acham que podemos dispensar a Argentina trabalham mais com ideologia que com a realidade.”

 Leia abaixo a primeira parte da entre.vista.
Opera Mundi: O principal parceiro do Brasil na América Latina, a Argentina, está passando por problemas econômicos importantes, que chegaram a afetar o comércio externo brasileiro. O senhor acha que a presidenta Cristina Kirchner errou na condução econômica do país?

Marco Aurélio Garcia: A gente tem que renunciar esta arrogância de ter opinião sobre tudo, como fazem algumas organizações internacionais, apesar de não ter nenhuma capacidade de influenciar em nenhum dos países criticados. Temos com a Argentina uma proximidade extraordinária, a despeito de todas as idiossincrasias que possam existir de parte a parte. Nós esperamos que a Argentina possa ter um grande desenvolvimento econômico, porque é bom para nós também. A Argentina é uma democracia de intensíssima participação popular. Ela venceu no começo deste século uma crise que poucos países conseguiriam vencer, por muito menos Alemanha foi capturada pelo nazismo. Saiu disso de maneira democrática, entrou numa década de progresso como há muito tempo não vivia. A Argentina enfrentará suas dificuldades como já fez. Qualquer que seja o desfecho da disputa política que existe na Argentina, acho que a relação com Brasil será muito preservada.

OM: Reciprocamente, o senhor acha que, qualquer que seja o resultado da eleição aqui, a relação será muito preservada?

MAG: Não acho que seja. É difícil falar, porque os outros candidatos cada dia dizem uma coisa. Marina tem o programa da manhã, da tarde e da noite, e Aécio diz que vai dar um “chega para lá” na Colômbia, na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Um candidato à Presidência da República que diz coisas como essas não tem condição de governar. Pode até pensar, mas não pode falar. E se ele pensar, está pensando errado. E sobre a Argentina, nem todo o entorno deles pensa deste jeito. Tem um grupo de empresários, que não vou citar, que está muito interessado em ajudar a Argentina na questão dos fundos abutres, inclusive nos procurou para isso, e tentamos interagir juntos. Porque eles sabem que, do ponto de vista industrial, a relação com a Argentina é essencial. Os empresários que acham que podemos dispensar a Argentina trabalham mais com ideologia que com a realidade.

OM: Estamos a poucos dias do primeiro turno, quais são as principais diferenças entre os candidatos do ponto de vista da política externa?

MAG: A diferença é que Dilma tem uma política externa. Tem que melhorar, claro que sim. Ou outros não têm. Tanto as posições do Aécio quanto as da Marina são políticas de desmanche do que foi feito até agora. Não vejo como pode fazer uma política sul-americana tratando a maioria de nossos vizinhos como problemas, ou até inimigos. Tem que fazer uma aproximação com EUA, qual aproximação? De que maneira? Eles têm uma postura profundamente ideológica, cujo primeiro elemento é a ideologia da submissão, segundo a qual não podemos subir acima das nossas chinelas.

OM: Com o cancelamento da visita de Estado que a presidente Dilma faria no ano passado a Washington, após a descoberta da espionagem norte-americana, as relações bilaterais praticamente congelaram. Como é a relação hoje do Brasil com EUA?

MAG: A qualidade de nosso relacionamento é igual ao relacionamento que nós temos com a Carpâcia, ou com a República Centro-Asiática. A diferença é que os EUA são um grande país. Nós temos que ver como resolver isso. Eu esperaria que os EUA tomassem alguma iniciativa. Quem criou o problema não fomos nós.
Nossa política externa não pode ser movida por um sentimento antiamericano, e olha que entendo este sentimento, e acho que há, na América Latina e até no Brasil, muitas razões para este sentimento antiamericano. Mas não podemos operar assim. Nem mesmo depois de episódios extremamente desagradáveis como o da espionagem. Agora, não queremos uma relação assimétrica.

OM: O Brasil pode voltar a se dobrar à estratégia dos EUA?

MAG: Não, porque vamos ganhar as eleições.

OM: E se perder? O senhor acha que uma instituição como a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) tem força suficiente para evitar uma mudança de rumo que traria, por exemplo, um novo projeto de ALCA?

MAG: Ainda não. Temos que trabalhar para dar mais consistência à Unasul. É uma promessa grande, importante, mas a Unasul tem que ser sentida pela população, o que não é o caso. Acho que existe um discurso ideológico de uma parte da elite empresarial em favor de uma coisa tipo ALCA. Mas acho que é muito mais um discurso contra o PT, o governo e os progressistas em geral, do que uma reflexão séria sobre as implicações que esta escolha teria.

OM: Um governo de direita não assinaria um acordo deste tipo?

MAG: O suicídio não é proibido por lei.

PUTZ !!! O OTÁRIO QUE COORDENA MARINA SILVA RADICALIZOU





Coordenador de campanha da candidata Marina Silva (PSB), ex-tucano Walter Feldman disse nesta sexta-feira que o País corre "risco democrático" com a reeleição da presidente Dilma; segundo ele, a petista, classificada como "autoritária", pode fazer um "segundo mandato bolivariano".

247 – "Corremos risco democrático", declarou o ex-tucano em teleconferência promovida pela consultoria GO Associados. Ele dise ainda que Dilma tenta limitar a liberdade de imprensa no País e que um eventual segundo mandato da petista corre o risco de ter "características bolivarianas".
Segundo ele, Dilma tenta transformar o governo em uma estrutura de perseguição. O governo tem afastado, segundo Feldman, os investidores nacionais e internacionais, que temem pela "segurança da 
democracia" brasileira e da "estabilidade" do País. Já Marina, se for eleita, diz, trará uma "ventania de confiança no mercado interno e internacional".
As declarações foram rebatidas com veemência por Miguel Rossetto, que se licenciou do ministério do Desenvolvimento Agrário para coordenar a campanha de Dilma. "Esta declaração é uma vergonha. 
Desrespeita a democracia e o povo brasileiro", disse. Rossetto ressaltou que "nem a ditadura baniu a esquerda, o PT e o povo da vida democrática".
Para o líder petista, "Walter Feldman deveria pedir desculpas imediatamente" por suas afirmações. 
"Responderemos a essas declarações com uma grande vitória democrática no domingo", anunciou.

Em tempo: Feldman se elegeu pelo PCdoB e, no meio do mandato, traiu os eleitores e o partido e aderiu ao PSDB. Ali, fez gloriosa carreia à sombra do Padim Pade Cerra. Marginalizado no PSDB, abrigou-se com Blabla. Ou seja, sua carreira replica a da sua (atual) lider.
Em tempo2: Gesner de Oliveira transformou a Sabesp em centro de midia da campanha – derrotada fragorosamente em 2010 – do Padim Pade Cerra (ABC nele ) à Presidência. Ele tentou vender esgoto no Acre e seria ele quem construiria aquele cano que ia de Sergipe ao Ceará.
Em tempo3: suspeita-se que Feldman tenha sido o autor do “convite” de Blablárina para Cerra ser ministro dela. Portanto, isso aí não passou de um convescote tucano…
Em tempo: pior que um ex-comunista … não é, Roberto Freire ?

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Vitória no Primeiro Turno agora só depende do coração valente da militância.




Dilma tem 47% de votos úteis no Ibope e 45% no Datafolha. Falta pouco para vencer no primeiro turno. Mas falta. E agora é o coração valente da militância que pode tirar essa diferença que falta.
É hora de todo mundo arregaçar as mangas e dar o troco nos demotucanos, na Globo, na Veja. Já 
pensou na cara deles se a gente liquidar essa eleição no primeiro turno?
Então vamos buscar esses 3% ou 5% que faltam. Na verdade, é só virar 1,5% ou 2,5% de quem está 
pensando em votar em outro candidato para Dilma, que chega lá.
Então é só conversar com os amigos, com os parentes, com os colegas de trabalho, de escola, na 
vizinhança, na comunidade. Não precisa ser chato com ninguém, é só aproveitar para falar com quem 
puxa o assunto ou você mesmo puxar o assunto se a pessoa se interessar.
É só falar os motivos porque você vota na Dilma, que quem ainda está indeciso acaba se convencendo 
diante de bons argumentos e com as verdades que o noticiário esconde.
Vamos compartilhar e curtir no facebook as coisas legais do dilma.com.br e domudamais.com
Cole um cartaz da Dilma na janela (se não tiver, improvise e imprima um).
O Lula está nas ruas esta semana inteira de manhã, de tarde e de noite para a Dilma. Mas ele depende 
também de cada um de nós. 
Sem salto alto, se cada um de nós fizermos um pouquinho, dá !

Militância foi quem deu a virada que leva à vitória de Dilma

Foi ela que virou essa campanha mais uma vez, a partir daquele momento em que partimos para a
disputa política e a ofensiva depois da trágica e triste morte de Eduardo Campos quando sua substituta,
a candidata do PSB , ex-senadora Marina Silva subia celeremente nas pesquisas.
Em todos esses momentos cruciais e decisivos, sempre foi e é a militância que não falta ao PT, ao ex-
presidente Lula e agora a presidenta Dilma. Que isso nos sirva de lição, então, depois das eleições e no
novo governo para a mobilização das maiorias populares necessárias para fazer avançar nossas
reformas começando pela política.
O caminho é esse apontado pelo ex-chefe do governo: buscar apoio no PT, nos partidos aliados, nas
organizações sociais, entidades, sindicatos, movimentos populares, ONGs, dialogar com suas
lideranças e personalidades e buscar construir – ou reconstruir – um bloco político e social para
sustentar os avanços que nossa sociedade reclama.
Sem abrir mão, em momento algum, de nosso projeto de desenvolvimento nacional, democrático e
popular, que é o que leva ao crescimento econômico, com geração do emprego, de mais renda, e com
inclusão social cada vez mais ampla.

DEBATE GLOBO--PIG: O ESCULHACHO BEM DADO DE LUCIANA GENRO



 
por : Paulo Nogueira

Mais uma vez, os melhores momentos couberam a Luciana Genro no debate da Globo, o último antes das eleições.
Foi brilhante sua reação a uma deselegância de Aécio quando ela o questionou sobre o aeroporto que ele mandou construir em terras da família com dinheiro público.
Desnorteado, sem encontrar palavras que expliquem o aeroporto, ele esticou o dedo para Luciana Genro. Imediatamente ela ordenou que ele baixasse o dedo.
E ele baixou, depois da bofetada moral que levou.
Logo no começo, ela aproveitou para falar o que pensava da Globo em plena Globo. Não poderia perder a oportunidade, e não perdeu.
Luciana Genro disse também certas verdades inconvenientes a Marina, e arrancou dela uma declaração vital. Num tributo involuntário a Luciana Genro, Marina disse que seu programa é parecido com o dela, Luciana, e não com o de Aécio.
Marina completou ali o giro total que ela deu nas suas propostas. Premida pela queda nas intenções de voto, ela acabou indo para a esquerda, depois de começar com um discurso de centro direita, parecido com o de Aécio.
Flexibilizar as leis trabalhistas se transformou em estendê-las para empregados que não estão protegidos pela CLT. Até para o Bolsa Família ela anunciou uma novidade: um 13.o.
É presumível que seu guru econômico, o ortodoxo Eduardo Giannetti, tenha engasgado diante da nova Marina, tão identificada com Luciana Genro que chegou a usar o pronome “tu” em certo momento.
Giannetti dissera, antes da transformação, que os compromissos sociais só seriam cumpridos se e quando o orçamento permitisse.
Marina está dizendo o oposto, e há aí uma dissonância cognitiva que deve redundar numa crise na equipe de Marina. Informalmente, é como se ela tivesse despedido Giannetti e companheiros de ortodoxia.
Luciana Genro foi aguda, também, ao perguntar a Dilma o que pensa da taxação das grandes fortunas. É uma pena que Dilma não tenha respondido. No encontro com blogueiros, diante de outro ponto vital para o avanço da sociedade, a regulação da mídia, ela respondeu com firmeza e clareza.
Foi ainda Luciana Genro quem trouxe a criminalização da homofobia para o centro do debate nacional ao perguntar, no debate anterior, a Levy Fidelix o que pensava do assunto.
Disse, em outro artigo, e repito aqui: Luciana Genro não vai ganhar, e nem passará para o segundo turno.
Mas, e isto ninguém lhe tira, ela dinamizou o debate político nestas semanas de campanha com sua verve, com sua inteligência, com sua coragem e com sua sinceridade. A expressão “nova política” acabou se tornando uma piada, no decorrer das últimas semanas.
Mas, se alguém emergiu desta campanha com ideias que merecem ser chamadas de novas, é essa gaúcha ousada e intrépida que, cachos ao vento, capturou o Zeitgeist, o espírito do tempo – aquele sentimento que comandou as Jornadas de Junho, nas quais a voz rouca das ruas disse não à política que está aí
Paulo Rocha travou uma batalha por dentro da outra. A direitona raivosa, através do PIG, triturou injustamente a sua imagem como uma cana que passa pela moenda. Acabou inocentado literalmente as vésperas das eleições 2014. O fato fica registrado na história política do Pará; mas nos faz lembrar a famosa frase de Ruy Barbosa: "Justiça tardia, em verdade, não passa de uma grande  injustiça". O ex-operário gráfico segue em frente, em frente com a sua luta; enquanto a sua caravana passa os cães ainda ladram...

IDÔNEO NO TSE, PAULO ROCHA LIQUIDA A FATURA DA ELEIÇÃO PARA SENADOR NO PARÁ
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu provimento, na noite de hoje (2), ao recurso apresentado por Paulo Rocha (PT – foto) para deferir seu registro de candidatura para concorrer ao Senado pelo Pará nas eleições deste domingo (5).
Os ministros consideraram, por unanimidade, que Paulo Rocha não está inelegível pela Lei da Ficha Limpa.
Paulo Rocha teve representação arquivada na Câmara dos Deputados por suposta prática de quebra de decoro parlamentar. Essa representação teria se baseado inclusive nos mesmos argumentos propostos em outra representação anterior contra o político.
Ele renunciou ao mandato de deputado federal em 2005, mas foi reeleito para o cargo em 2006, enfrentando a segunda representação na Câmara, que terminou sendo arquivada por falta de tipicidade da denúncia.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

DILMA CHEGA DOMINGO MAIS FORTE QUE O PT

:
O impensável no início do ano se concretiza na reta final da eleição; presidente Dilma Rousseff lidera em todas as regiões do País, segundo pesquisa Datafolha, apesar de performances fracas de candidatos do partido a governador; situação mais flagrante se dá no eixo São Paulo-Rio de Janeiro, onde Alexandre Padilha e Lindbergh Farias amargam duros terceiro e quarto lugares, enquanto Dilma cresce na frente; resultados das urnas do domingo 5 podem conceder a Dilma novos poderes sobre sua própria legenda.

NOCAUTE ARRASADOR ! - NOVA DIPLOMACIA BRASILEIRA IMPÕE DERROTA COMERCIAL SOBRE OS EUA



EUA pagarão US$ 300 milhões pela disputa do algodão com o Brasil


Agência Brasil

O Brasil e os Estados Unidos (EUA) fecharam nesta quarta-feira (1º), em Washington, um acordo para encerrar a disputa comercial entre os dois países sobre os subsídios pagos pelo governo norte-americano a seus produtores de algodão.  
A EXTERMINADORA DO COMPLEXO DE VIRA-LATAS DA ERA  TUCANA
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a assinatura do memorando de entendimento relativo ao contencioso do algodão dá por encerrada, “de forma exitosa, uma disputa que se estendia há mais de uma década”. Em nota publicada no início desta tarde, o Itamaraty informa que “o entendimento bilateral inclui pagamento adicional de US$ 300 milhões, com flexibilização para a aplicação dos recursos, o que contribui para atenuar prejuízos sofridos pelos cotonicultores brasileiros”.
Os ministros das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, viajaram aos EUA para fechar o acordo e assinar o memorando. Segundo o Itamaraty, o acordo está restrito à cotonicultura. Isso significa que o Brasil continua tendo direito de questionar na Organização Mundial de Comércio (OMC), caso julgue necessário, a legalidade da Lei Agrícola norte-americana em relação a outras culturas agrícolas.
O contencioso do algodão teve início em 2002. Os produtores de algodão, por meio do governo brasileiro, pediram uma consulta à OMC sobre subsídios concedidos pelos EUA a seus produtores de algodão e programas de garantias de crédito à exportação. Esses mecanismos, da forma que eram dados, foram considerados incompatíveis com os acordos de Agricultura e de Subsídios e Medidas Compensatórias da OMC.
Em 2009, a OMC concedeu ao Brasil o direito de retaliar comercialmente os Estados Unidos em até US$ 829 milhões. Como a retaliação poderia trazer outras consequências negativas e os algodoeiros, que levaram a causa adiante, não seriam diretamente beneficiados, foi aceito um acordo no qual os EUA pagariam, anualmente US$ 147,3 milhões ao Instituto Brasileiro do Algodão, criado para gerir os recursos. Em outubro do ano passado, no entanto, o pagamento foi suspenso, com a aprovação de uma nova lei agrícola (Farm Bill) pelo Congresso dos EUA.
A nova legislação, no entanto, manteve o pagamento de subsídios, desrespeitando regras comerciais internacionais. O Itamaraty informou que, “pelo memorando assinado hoje, os EUA se comprometeram a efetuar ajustes no programa de crédito e dar garantia à exportação, que passará a operar dentro de parâmetros bilateralmente negociados, propiciando, assim, melhores condições de competitividade para os produtos brasileiros no mercado internacional”.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Lula cobra militância: “temos que trabalhar muito até o último minuto”

As obscuras forças da direita sinistra e fascista,jamais dormem
SP 247 – O ex-presidente Lula evitou dizer nesta terça-feira 1º que já conta a vitória da presidente Dilma Rousseff nas eleições e pediu o esforço da militância do PT.
"A gente tem que trabalhar muito. Não pode dar moleza porque se a gente pensar que já ganhou, os adversários podem atropelar a gente", disse, durante carreata em Grajaú, zona sul de São Paulo, com o candidato ao governo estadual Alexandre Padilha.
Nas pesquisas divulgadas ontem, Dilma lidera com 40% das intenções de voto no primeiro turno, segundo o Datafolha, contra 25% de Marina Silva (PSB) e 20% de Aécio Neves (PSDB). Já segundo o Ibope, Dilma aparece com 39%, contra 25% de Marina e 19% de Aécio.

LULA: 'ESSA É A SEMANA DA MENTIRA NA IMPRENSA"



"Essa semana agora é a semana das mentiras. Vocês vão ver quantas mentiras vão ser contadas 
na imprensa. Vocês não têm que acreditar porque todas as vezes que aparece um candidato que 
tenta fazer as coisas para o povo mais humilde, ele é achincalhado pela elite brasileira que não 
quer que a gente faça", afirmou o ex-presidente Lula, em ato do PT em São Paulo, ao lado da 
presidente Dilma Rousseff e do candidato petista ao governo do Estado, Alexandre Padilha.

Ao lado do candidato Alexandre Padilha (PT), o ex-presidente disse que o eleitor precisa escolher bem todos os candidatos e voltou a citar a ordem da votação: deputado estadual, federal, senador, governador e presidente.
No início do seu discurso, Lula exaltou a situação econômica atual, assim como fez antes do comício, quando participou de um desfile em carro aberto, debaixo de chuva, pelo centro de Franco da Rocha.
“Eles reclamam da inflação, mas se esquecem que no tempo deles a inflação era de 80% ao mês”, disse.
Lula voltou a exaltar os 12 anos do PT no governo e disse que o Pais não pode permitir retrocesso.
“Não foi fácil chegar até aqui e fazer o povo brasileiro acreditar em nós”, disse, lembrando que muitos trabalhadores tinham receio de votar em alguém sem diploma.

Jornal francês define Marina como instrumento de Washington


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Foto acima, reprodução da parte superior da capa da revista; foto abaixo, de Leandro Cavalcante, no Facebook, via redes sociais
marina direita


Da redação do Viomundo


O jornal francês L’Humanité, em sua revista dominical, traz um perfil da candidata Marina Silva. Pergunta: Quem é ela de verdade?
Na capa, no entanto, já vem a definição: Eleições no Brasil — Marina Silva criada por Washington para derrubar Dilma Rousseff.

O jornal, fundado em 1904, teve ligações formais com o Partido Comunista Francês e oferece aos leitores uma visão crítica de esquerda.
Até agora, Marina Silva vinha sendo descrita na mídia internacional como a filha de seringueiros que emergiu da floresta para salvar a Amazônia e, portanto, o planeta.
Por isso, a importância da publicação, que claramente coloca Marina no campo para o qual ela se deslocou: a “nova direita brasileira”, na definição do título da reportagem.

Leia também:
Stiglitz detona a teoria econômica que a direita brasileira quer importar

Sem registro da OAB, Barbosa terá que recorrer à Justiça, torcendo para não encontrar outro Barbosa

Há grande risco de assistirmos, em breve, ao suicídio coletivo de milhares de coxinhas terroristas.

Jornal GGN – A Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal rejeitou um pedido de Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal de ter direito a registro para exercer a advocacia.

Ibanez Rocha, presidente da OAB-DF indeferiu o registro alegando que a conduta do ex-ministro feriu a ética profissional e citou dois desagravos feitos pela entidade em defesa de advogados que foram  ofendidos por ele.
Um dos ofendidos por Barbosa foi o ex-ministro Maurício Correa, já falecido e que foi acusado por ele de usar o prestígio como ex-ministro para ações que transitavam no STF. O outro alvo de Barbosa foi o advogado José Geraldo Grossi, que teria sido ofendido pelo ex-ministro quando presidente do STF que afirmou haver um conluio de advogados para defender os mensaleiros.

A OAB já notificou Joaquim Barbosa da decisão de seu presidente. Agora, o ex-ministro terá que recorrer à comissão de seleção para pedir que o despacho de Ibanez Rocha seja anulado. Outra opção de Barbosa será recorrer à Justiça para ter direito ao registro da Ordem.
 
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Quem é Brian de Mulder, o jovem de origem brasileira que se juntou ao Estado Islâmico


Brian (ao centro) na Síria

Publicado na Time.

Como muitos meninos em Antuérpia, Brian De Mulder sonhou em ser um jogador de futebol profissional. Sua equipe favorita era o Barcelona e ele tentava imitar o astro argentino Leo Messi, orgulhosamente vestindo “10″ na parte de trás de sua camisa. Ele começou a jogar com a idade de 6 anos e virou um atacante talentoso. Ele planejava uma carreira.
 
Dois anos atrás, Brian, então com 17 anos, estava entre vários jovens cortados de seu time local. Ele ficou arrasado ao ser marginalizado e perturbado com o que parecia ser o fim de um sonho, sua família disse à Time. Eles não poderiam ter previsto o que aconteceu em seguida.
Brian foi criado como católico e raramente se meteu em problemas. Era alto e magro, com o cabelo desgrenhado escuro. Estava orgulhoso de sua herança mista — a mãe é brasileira — e, muitas vezes, usava uma cruz branca em volta do pescoço, um presente da infância. Um grupo de adolescentes marroquinos convidou-o a jogar. Ele aproveitou a chance.
Em algum momento nos dois meses seguintes, Brian começou a frequentar uma mesquita. Eles o chamaram de Ibrahim, diz sua irmã mais velha, Bruna Rodriguez. Mais tarde, se converteu ao islamismo e mudou seu nome para Abu Qasem Brazili.
Seus pais ficaram chocados com a súbita transformação, mas os liberais De Mulders a toleraram. “Ela pensou que fosse uma fase de um adolescente”, disse Bruna, 25 anos, sobre sua mãe. “’Em seis meses tudo estará acabado”, ela esperava. “Mas tornou-se pior com a idade”.
Ele era um bom aluno, mas as tensões na escola apareceram quando ele disse a outros muçulmanos que eles não eram pios o suficiente; deixou os estudos três meses antes de ganhar seu diploma.
Ao completar 18 anos, ele tinha aprendido árabe básico e cairia de joelhos cinco vezes por dia para orar. “Foi mais filosófico naquela época”, sua tia, Ingrid De Mulder, diz. “Ele estava perguntando sobre as coisas, querendo saber sobre Deus. Era mais como aprendizado.
Ele não era radical em tudo.”
Naquela época, em meados de 2011, Brian havia começado a esnobar amigos não muçulmanos, até mesmo excluindo-os do Facebook e favorecendo aqueles que eram mais devotos. Um deles, um vizinho no mesmo edifício chamado Mohammed, introduziu Brian nos sermões de rua liderados por Fouad Belkacem, líder da organização salafista local Sharia4Belgium. O grupo se dissolveu no ano passado, mas mantém uma rede subterrânea vibrante.
Belkacem, conhecido como Abu Imran, é um islâmico de origem marroquina, conhecido por suas políticas radicais. Antuérpia, a segunda maior cidade da Bélgica, é célebre pelos seus diamantes e museus, sua arte e sua comida. Mas, como a guerra civil na Síria entrou em uma espiral ao longo de 26 meses, supostamente com mais de 94 mil mortos e 1,5 milhão de refugiados nos países vizinhos, redes extremistas sunitas como Belkacem canalizaram a juventude para lutar contra as forças do presidente sírio Bashar Al-Assad. O regime sírio é nominalmente secular e há tempos defende os interesses da seita minoritária alauíta da Síria, à qual Assad pertence.
Ingrid está convencido de que Belkacem doutrinou Brian, transformando-o de um adolescente normal, com um “coração de ouro”, em “um robô programado” em poucos meses. A família estava tão convencida de que ele estava indo para a jihad que, em junho passado, a mãe de Brian mandou-o junto com a irmã mais nova para Limburg, uma comunidade remota no nordeste. Não funcionou.
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Agosto foi uma das últimas vezes em que Ingrid iria ver o sobrinho. Era Ramadã, por isso ele passou dias dentro de casa, dormindo e rezando. “Ele estava explicando o que estava acreditando, mas ainda era Brian como o conhecemos: sorrindente, prestativo, generoso”, diz ela.
Ele lia o Corão, mas, principalmente, as passagens sugeridas por Belkacem. Ao longo dos seis meses seguintes, os seguidores de Belkacem ocasionalmente o tiravam de Limburg. Ele trocava suas roupas de marca por um thawb tradicional branco [vestimenta que cobre o corpo todo] e criticava sua mãe e irmãs por se vestirem muito casualmente.
Uma noite, em meados de janeiro, Brian fugiu de vez. “Eu te amo, mas você nunca mais vai me ver de novo”, disse à sua irmã mais nova. Deixou suas chaves e o celular para trás. A família apresentou queixa de pessoa desaparecida. (Ingrid diz que eles foram notificados de que Brian era um passageiro em um vôo de 23 de janeiro de Düsseldorf para Istambul.)
No final de fevereiro, Bruna Rodriguez procurou no YouTube qualquer vestígio de jihadistas belgas em imagens da Síria. Ela descobriu um vídeo com um grupo de rebeldes orando em um campo aberto com seus fuzis. Reconheceu seu irmão.
É uma história que pouco difere das dezenas de outras de jovens que pegaram em armas e foram para a guerra. O vídeo era a prova de que ele estava vivo, mas também um lembrete assustador de que poderia encontrar a morte a qualquer momento. Calcula-se em até 6 mil o número de estrangeiros na Síria desde março de 2011, segundo os especialistas, sendo a maioria árabes sunitas do Egito, Líbia, Tunísia e Arábia Saudita. Desse valor, não mais do que 10% são do Ocidente.
Um relatório recente do Kings College de Londres afirma que em sua maioria muçulmanos convertidos da Grã-Bretanha, Holanda, França e Bélgica. Aaron Zelin, pesquisador do Instituto Washington para Políticas do Oriente Próximo, diz que esta é a mobilização mais velos de estrangeiros (especialmente ocidentais) em um conflito.
A Internet acelerou o processo de recrutamento. “À noite, eles já estão on-line, verificando as coisas, vendo o que está acontecendo, e é uma combinação muito poderosa”, diz Clint Watts, um funcionário da segurança interna na Universidade George Washington.
É o que os De Mulders dizem ter acontecido com Brian. Ele e outros, como Jejoen Bontinck, 18 anos, também de Antuérpia, foram atraídos para o extremismo através da religião. O pai de Jejoen viajou recentemente para Aleppo para encontrar seu filho, mas não teve sorte. 
Ele parece estar lutando ao lado de Brian com o mesmo objetivo de derrubar Assad e trazer a consciência para o sofrimento dos civis sob cerco. Os críticos dizem que caiu sob o feitiço da Jabhat al-Nusra, o grupo listado como organização terrorista pelo Departamento de Estado dos EUA.
A dupla se ajusta ao tipo clássico de convertido fundamentalista: adolescentes vulneráveis ​​e impressionáveis ​​ou homens em idade de entrar na faculdade que se sentem marginalizados, tem experiência de discriminação ou dificuldades de assimilação na sociedade.
Pouco se sabe sobre a luta de Brian na Síria, mas ocidentais como ele são geralmente considerados espiões após a sua chegada; aqueles considerados de confiança não podem ser ouvidos receber uma arma.
No início de abril, a família De Mulders realizou uma conferência de imprensa com o Vlaams Belang, partido político de extrema-direita, para destacar a ameaça de radicalização muçulmana na Bélgica. Duas semanas depois, a polícia invadiu casas em Antuérpia, Bruxelas e nas proximidades.
Belkacem e outros cinco homens, acusados de empurrar os adolescentes para a Síria, foram detidos. Para a família de Brian, isso trouxe pouco conforto. Amigos e parentes pararam de assistir o noticiário da noite para não saber se ele está morto. 
Eles o querem de volta, mas outros nem tanto. Oficiais europeus anti-terroristas têm alertado que os jovens que desejam regressar representam uma ameaça à segurança nacional e sua boa acolhida não é garantida.
Os familiares ouviram notícias de De Mulder no final de abril. Ele escreveu uma mensagem privada para sua irmã mais velha no Facebook, uma resposta a vários pedidos dela para que ele voltasse para casa. Ele respondeu que aquela não era mais sua família a não ser que se convertessem e se juntassem a ele. Mais tarde, escreveu para ela novamente sobre as atrocidades que tinha presenciado e da falta de ajuda disponível para os civis. Ela respondeu que ele era “famoso” como Syriëstrijder (“guerreiro da Síria”) e que se ele realmente queria fazer diferença, iria fazê-lo na Bélgica, conversando com ministros. Ele não respondeu.
Em 18 de maio, quatro meses após Brian sumir, a família se reuniu na casa de Ingrid, no sul da Bélgica, para celebrar seu aniversário de 20 anos em sua ausência. Bruna Rodriguez diz que tentou manter o astral alto, rindo e comendo algo de que o irmão gostava: batata frita, bife e bolo de chocolate. Eles esperam por mensagens dele, bem como de mais ajuda para evitar que outros caiam na mesma armadilha, mas não são otimistas. “A cada dia, mais e mais caras como Brian estão indo para a Síria”, diz ela. “Isso tem que parar.”
 
 
 Via DCM

O PEQUENO DRAGÃO DE HONG-KONG QUE FAZ O GOVERNO DE PEQUIM TREMER


Ele sequer pode dirigir um carro, mas já encabeça um dos movimentos políticos mais significantes de Hong Kong desde o massacre na Praça da Paz Celestial em 1989. Joshua Wong, 17 anos, é chamado de “extremista” pelo governo da China por sua participação nos protestos estudantis que invadiram as ruas do território na última semana.
As manifestações têm como objetivo exigir autonomia nas eleições do próximo chefe do Executivo local, que devem acontecer em 2017. Pequim e o governo atual de Hong Kong, contudo, estão dando sinais de que não vão atender tal demanda.

Wong, em contrapartida, já mostrou que não irá desistir da luta pela democracia. “Você deve enxergar cada batalha como sendo possivelmente a batalha final. Só assim terá determinação para lutar”, declarou o jovem à rede de notícias CNN.

O histórico de Wong no ativismo estudantil começa em 2012, quando, aos 15 anos de idade, liderou uma manifestação com mais de 120 mil pessoas. O grupo, conhecido como “Scholarism”, lutava contra um programa educacional que ensinaria aos alunos da rede pública chinesa sobre as maravilhas do regime comunista em vigor no país.
Depois de uma série de protestos, greves de fome e até a invasão de um prédio do governo, Hong Kong finalmente voltou atrás e cancelou a implementação do projeto. O sucesso do Scholarism fez com que Wong e grande parcela dos jovens do território seguissem batalhando pela democracia.

O estopim para os protestos recentes foram justamente declarações das autoridades de Hong Kong sobre o pleito de 2017. Segundo o governo, cidadãos locais vão poder escolher seu próximo líder, mas apenas candidatos pré-selecionados terão a permissão para participar.

A atitude vai contra o que foi firmado entre China e Grã-Bretanha em 1997, quando os britânicos devolveram Hong Kong ao domínio chinês sob a condição de que fosse dado ao território um futuro democrático.

A forma encontrada pelo governo para resolver o assunto transformou a indignação dos jovens em uma grande mobilização estudantil. Nascia a revolução dos guarda-chuvas, apelidada como tal por conta do modo como os manifestantes se protegem contra os sprays de pimenta da polícia.
The little dragon Joshua Wong

Desde que os estudantes tomaram as ruas, o movimento ganhou a simpatia da população. Despertou também a ira do partido comunista chinês. Como consequência de sua ativa participação, Wong acabou preso com outros colegas na sexta passada, teve sua casa revistada e objetos pessoais apreendidos. Foi o último a ser libertado, dias depois.


Fonte: exame

POR QUE VOTO EM DILMA


247 –  Paulo Moreira Leite explica por que vota na presidente Dilma Rousseff, para quem também pede voto. Seu apoio, escreve o jornalista, "tem origem na convicção fundamental de que o dever principal do Estado e dos governantes é defender os humildes e os desprotegidos, os que não tiveram oportunidade".
PML lembra que "nunca os mais pobres conseguiram vencer tantos enganos, tantas ilusões" e "nunca tiveram a mesma oportunidade de arrumar o país para ficar um pouco do seu jeito, onde possam fazer valer sua vontade e serem tratados com dignidade". O colunista ressalta sua fé no povo, de onde, segundo ele, emanam todos os poderes.
"Não creio num futuro de privilégios nem de favores. A hierarquia não eleva. A inferioridade incomoda. Só a luta pela igualdade é ética", defende Paulo Moreira Leite, que diz se lembrar de Dilma quando vê, na TV, "um candidato sem conseguir – apesar de muito treinamento – disfarçar sua conversa vazia". "Em meio a tanta dificuldade, tanta injustiça, tanta mudança a ser feita, vivemos num país onde 94% dos favelados dizem que estão felizes com a vida que levam", conclui.
 
Leia a íntegra em Voto em Dilma